AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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RÉQUIEM PARA EDIVAL
13/09/1937 - 13/11/2017

"Sempre procurei em mim explicação do meu grande apreço por Edival. Encontrei nele as razões da minha admiração. A sua personalidade como homem íntegro, atencioso, educado, zeloso pela família e extremamente responsável me fez acreditar que ele foi uma criatura realmente admirável.

Muito tenho a lhe agradecer (o que externei muito em vida), pois considero ter sido ele o indutor do meu desenvolvimento pessoal. Suas características foram admiradas desde criança quando os professores enviavam mensagens aos pais elogiando seu desempenho. Seu senso de responsabilidade foi demonstrado muito jovem quando ainda na pré-adolescência teve que deixar a casa dos pais para buscar estudos mais avançados. Ainda jovem buscou sua independência financeira quando ainda estudante universitário assumiu o seu primeiro emprego. Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife-UFPE teve um desbravar de uma carreira que prometia ser brilhante, sobretudo pela ideologia política. O golpe militar de 1964 golpeou seus sonhos e proporcionou outros. Fora do Brasil pode fazer o que mais gostou: estudar. Estudou Ciências Políticas na Universidade de Louvain, Belgica e teve oportunidade de aplicar seus conhecimentos num cargo público no estado de São Paulo, onde permaneceu trabalhando até completar 70 anos quando foi afastado do trabalho compulsoriamente.

Por diversas razões, sua memória permanecerá entre nós.

Ele certamente merecerá o melhor lugar na eternidade como está nos meus pensamentos."

(Sua irmã Ledinha, em 20 de novembro de 2017)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Maio-2020 / 19:52:16
Caro Amigo Fernando,

Como sempre tens algo muito interessante para falarmos, e desta vez algo que me toca profundamente. Trata-se da minha irmã Firmina, muito querida num Afogados da Ingazeira que conheci anos depois. Ela casou-se com Julio Bento e tiveram cinco filhos: três meninas e dois meninos, que posso dizer crescemos praticamente juntos, pois meu pai visitava frequentemente o sitio onde eles residiam, e eles nos visitavam periodicamente. Riacho Fundo, alguns quilômetros depois da Ingazeira, era um lugar precioso; na época eu estava entre nove ou dez anos de idade.

Rosilda, a filha mais velha, ainda mora naquele local que tivemos a oportunidade de visitar quando da minha última visita a Afogados, juntamente com Ian, meu neto. Foi uma grande oportunidade de introduzi-lo ao meu passado tão maravilhoso.

Essa Certidão de Nascimento de 12 de outubro de 1907, da minha irmã Firmina, documento legal e de valor inestimável, que me enviaste, não só para mim, como para meus sobrinhos e sobrinhas, é algo de valor inestimável. É a nossa vida que tem passado tão rápido, que nos deixa atônitos.

Numa das minhas visitas a Riacho Fundo, lembro-me bem da minha espontânea expressão, reagindo à experiência daquela visita ao local. Nós estávamos na porteira de entrada ao sitio, e acompanhado por um rapaz que residia no local, fiquei tão encantado com que com toda energia comecei a gritar, imitando Tarzan que eu havia visto no cine Pajeú; a reação dos que chegaram a me ouvir me deixou surpreso, mas era normal.

Caro amigo, você tem me proporcionado muitas surpresas agradáveis, ao meu ver esta como uma das mais impressionantes, e eu muito lhe agradeço.
Continue com seu trabalho jornalístico e histórico; Afogados da Ingazeira lhe será grato.
Eu posso dizer, Fernando, um grande trabalho das Memórias dos tempos idos.
Que o Senhor Deus vos abençoe e guarde.
Um abraço!

Zeze Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 27-Maio-2020 / 15:16:55

Que o Senhor o ampare nas Graças do Oriente Eterno.
Meus pêsames aos seus familiares.

José Batista <batista.inga@globo.com>
Recife, PE Brasil - 23-Maio-2020 / 0:22:46

Fomos informados, há pouco, que o conterrâneo Luiz de França Rabelo Santos (Lula de Dóia), faleceu ontem aqui no Recife.
Deixa viúva Cléa e dois filhos.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Maio-2020 / 16:21:34

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-Maio-2020 / 18:50:31

Há 53 anos (17.05.1967) falecia Pedro Pires Ferreira

Ele nasceu na Fazenda São Joaquim, Afogados de Ingazeira, em 29 de abril de 1895. Filho de Francisco Pires Ferreira e Antonia Mascena Pires. Seu pai, provável descendente de um dos 15 irmãos de Gervásio Pires Ferreira, filho de portugueses e governador do Estado de Pernambuco à época da Independência, em 1822.
Em 1918, casou-se com Albertina Xavier Pires, sua primeira esposa, que faleceu em 1933, deixando sete filhos. Viúvo casou-se em 1935, com Maria de Lourdes Liberal Pires. Dessa união nasceram cinco filhos.

Foi batizado na capela de Afogados em maio de 1895. Criou seus filhos com lições vivas de caridade e amparo aos menos favorecidos. Vinha de uma família modesta, bem conceituada e de dependência econômica relativamente considerável. Fez seus estudos primários dentro dos limites de ensino da zona rural de seu tempo (professor em casa), contudo revelou seu gosto pelas letras, tendência para o comércio e para a política.
Em 1928, aos 33 anos de idade, foi prefeito de Afogados da Ingazeira, substituindo o Dr. Antunes Filho. Administrou o município com seis Vilas e cinco Povoados: Afogados da Ingazeira, Sede; Espírito Santo (Tabira), Vila; Bom Jesus (Tuparetama), Vila; Ingazeira, Vila; Solidão, Vila; São Sebastião (Iguaracy), Vila; Varas (Jabitacá), Vila; Pelo Sinal de Solidão, Povoado; São Francisco de Solidão, Povoado; Santa Rosa de Ingazeira, Povoado; Coruja de São Sebastião (Irajaí), Povoado; Santa Rita de Bom Jesus (Tuparetama), Povoado.

"Ao assumir a prefeitura de Afogados da Ingazeira, já cognominado de 'jovem líder' pelo então governador Dr. Manoel Borba, tratou logo de reunir as forças políticas do município para traçar seu programa de governo, começando pelo primeiro Grupo Escolar Municipal (onde hoje é localizado o prédio da prefeitura); a seguir, instalou energia elétrica, gerada a motor a óleo diesel, com simples posteação pública; pediu estradas ao governo do Estado, no que foi atendido. Seu objetivo era trazer desenvolvimento para o município de Afogados da Ingazeira, em cuja cidade residiu por alguns anos.
Na prática, foi considerado um técnico, um homem de ciência política, sem haver freqüentado escola. Um homem que fez questão de registrar suas glórias políticas, aceitando os insucessos sem diminuir ou humilhar seus poucos adversários.
Quando reconhecia seu erro, sabia pedir perdão com facilidade, por conta de sua formação religiosa, razão porque, hoje, amanhã e sempre, será enaltecido; fez sua imagem de tal forma que não vai se evaporar no tempo.

A mudança de rumos no Governo de Vargas, com a implantação do chamado Estado-Novo, permitiu a volta de Pedro Pires Ferreira à chefia política de Afogados da Ingazeira, onde voltaria a ser novamente prefeito. Essa liderança foi exercida até 1948 quando da emancipação política de Tabira, sua principal base eleitoral.
O Cel. Pedro Pires, ainda, foi o primeiro prefeito constitucional de Tabira em 1949 e, outra vez, em 1958; deputado Estadual em duas Legislaturas (1954/1958 e 1958/1961). A partir de 1937 ficou à frente do destino de sua vilazinha de 'Espírito Santo' até o dia em que Deus o levou deste mundo. À época do governo do professor Agamenon Magalhães, elegeu deputado estadual o seu filho José Pires.

Faleceu a 18 dias de completar os 72 anos de idade, no dia 17 de maio de 1967, no Recife, sendo sepultado no dia seguinte em Tabira. Ao seu sepultamento em Tabira, compareceram milhares de pessoas, dentre outros lugares, do Recife, Rio Branco (Arcoverde), Sertânia, Triunfo, Flores, Carnaíba, São José do Egito, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira e, de Monteiro, Princesa Isabel e Água Branca (estas, no Estado da Paraíba)."

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Após a morte desse líder político, Luís Cristóvão dos Santos escreveu, entre outras coisas, em sua crônica "Um Chefe Político do Sertão do Pajeú":
"... Certa madrugada ouço bater à porta da minha casa, em Arcoverde. À luz do aladim, aparece Pedro Pires, chegando de viagem.
- Doutor Luís (era assim que me tratava), vim buscá-lo para defender um amigo recolhido à cadeia.
- Qual o crime do rapaz? Perguntei.
- Não tomei informação do que ele fez, nem o que praticou. Sei que é meu amigo e me acompanha, politicamente, há muitos anos e está preso. Era assim, no código do velho chefe de Tabira.
Não interessava saber do crime, quando um amigo estava preso. Fui. Requeri o 'habeas-corpus'. Soltei o homem, que ao sair da cadeia gaguejou de emoção:
- Deus e a Mãe Santíssima lhe acrescentem, seu Coronel Pedrinho".

"De outra feita, eu estava em casa do mano, o padre Antônio, vigário dos Afogados da Ingazeira. Pedro Pires parou o automóvel em frente à casa paroquial; um carrão preto de quatro portas, que andava pra cima e pra baixo, fazendo favor a todo mundo, levando os matutos para fazerem empréstimos no Banco em Monteiro, na Paraíba, e foi me convidando, todo risonho:
- Doutor Luís, vim buscar o amigo para ir a Tabira. Hoje, não é para soltar ninguém. Ao chegarmos à entrada da cidade, numa reta da estrada, onde aos domingos faziam corridas de cavalos, mais de cem vaqueiros, todos encouraçados, aguardavam a chegada do chefe político.
Ao parar o 'Ford', envolto numa nuvem de poeira, daqueles homens rudes, vestidos de couro, estrondou um aboio formidável. Pedro Pires agradeceu emocionado. E pediu aos seus amigos vaqueiros que entoassem um aboio também, em memória de todos os vaqueiros mortos do Sertão. Então as vozes dos campeadores tostados de sol e rasgados pelos espinhos, se levantaram como uma só voz, sentida e saudosa, no aboio mais comovente que ouvi na vida, em homenagem aos companheiros falecidos. Era um enamorado da gleba o sertanejo Pedro Pires, que a morte acaba de arrebatar.

Quantas vezes, em seu armazém ou em sua residência, ouvi a notícia aflitiva:
- Coronel Pedrinho, vim pedir um adjutório à vossa senhoria. A mulher lá em casa 'está com as dores'.
Ele ouvia com atenção, e chispava a ordem.
- Menino, vá dizer a Toreba que leve a mulher deste amigo para o Dr. Hermes Canto, em Afogados. E diga ao médico que a conta é minha. Certa feita estava a sua mesa, almoçando. Era dia de feira, o burburinho rolava na praça da Matriz e se estirava pelas ruas. Nisto, sem pedir licença, entrou, casa a dentro, um rapaz todo agitado:
- 'Seu' Coronel, vim dizer a vossa senhoria que aquele ‘sarará’ que trabalha para os Tenórios, em Lage do Gato, está querendo criar um 'causo', dentro do Açougue, com o empregado de 'seu' Massena. Num relance Pedro Pires alcançou o perigo da noticia. Se o 'sarará' era afoito, o empregado de 'compadre' Massena não ficava atrás. - Me dá licença, doutor Luís.
Cruzou o talher sobre o prato, pôs o chapéu e foi para o Açougue separar os valentes, dizendo com aquela voz mansa:
- 'Não quero sangue em Tabira'. Este era, em verdade, o seu lema. A constante de toda uma vida dedicada ao progresso e à tranqüilidade da cidadezinha sertaneja que ele ajudou a nascer, embalada pela cantiga das águas do Rio Pajeú e, onde, sob o sol faiscante ou à doce luz das estrelas das noites do Sertão, está dormindo o seu último sono, abençoado e chorado pelo povo humilde, ao qual amou, ajudou e serviu."

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-Maio-2020 / 14:51:20


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Há 11 anos - Sabedores de que dona Angelita de Oliveira Lima estaria prestes a completar 90 anos de idade em 13 de março de 2009, conversamos com Leninha, sua filha (esposa de Tasso Martins), e fomos à sua residência para esse bate-papo, em vídeo.
Três anos após essa entrevista, no dia 16 de maio de 2012 ela partia.

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Filha de Dário Mascena Bastos e Constância Gomes dos Santos, dona Angelita nasceu em 13 de março de 1919 no sítio Covoadas, distrito de Tabira, então Afogados da Ingazeira.
Sendo de uma família católica, passou a ser evangélica após o casamento com o Sr. Domingos que professava aquela religião. Sua vida, quando criança, foi de nômade, pois seu pai, homem simples, participava de frentes de trabalho do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) naquela época de grandes secas, passando de uma cidade para outra, entre Iguaracy e Caruaru.
Aos 13 anos de idade, finalmente, a família de Angelita se estabeleceu na cidade de Afogados da Ingazeira, onde ela passou toda a sua juventude. Já moça feita, seus olhos encontraram o grande amor da sua vida e, em 27 de julho de 1944, se casou na Igreja Católica com o jovem Domingos Ferreira Lima. O padre oficiante da união foi Olímpio Torres. O casamento civil se deu em Sertânia, em virtude de o juiz daquela localidade estar respondendo, também, por Afogados da Ingazeira. Dessa união nasceram quatro filhas: Miriam, Miranete, Marilene e Marenice.
Hoje, é evangélica, juntamente com as filhas e netos. Durante muito tempo participou do coral da Igreja Presbiteriana da Av. Rio Branco. “Quando conheci a palavra de Deus, tinha vontade de ler, mas mãe dizia que quem lesse, 'endoidecia'. Naquela época, anos 40, só quem tinha uma bíblia dos evangélicos era o Sr. Firmino Marinheiro, do Riacho do Gado, em Tabira”, disse dona Angelita.
Em 13 de março de 2009, comemorou-se o seu 90º aniversário de vida, juntamente com os familiares, inclusive os vindos de outras cidades e que ainda não se conheciam.
Bastante debilitada, aos 93 anos de idade, dona Angelita faleceu numa quarta-feira 16 de maio de 2012, na Casa de Saúde Dr. José Evóide de Moura. Seu sepultamento foi realizado no cemitério São Judas Tadeu.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 16-Maio-2020 / 9:45:13


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Neste 13 de maio, há 48 anos (1972), falecia Aurélio Pires Ferreira, querido avô materno. Infelizmente não pude estar presente ao velório, pois me encontrava em Viçosa (AL), onde trabalhava no Banco do Brasil. Naquele tempo, a comunicação telefônica era muito ruim. Fui informado por 'telegrama', através dos Correios, à noite.
Nesse mesmo dia (13.05), há 11 anos (2009), perdíamos a querida prima Raquel Pires. Dois dias antes, a caminho de Afogados da Ingazeira para o sepultamento de Joseli Gomes Torres, esposo da minha tia Dária, quando passavam por Bezerros ela se sentiu mal e retornou para o Recife, falecendo no hospital Esperança.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Maio-2020 / 19:18:10


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Naquele 9 de outubro de 2015, nos encontramos em Afogados da Ingazeira com os amigos Carlinho de Lica, Geraldo e Dardo.

Eduardo Carlos Siqueira Veras (Dardo) partiu em 27.08.2016, e Geraldo Berardinelli da Silva em 08.06.2018. Deixaram saudades!

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 12-Maio-2020 / 17:16:46

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 11-Maio-2020 / 16:59:31

Feliz Dia das mães!

Em especial para aquela que tanto se dedicou por toda a vida para dar sempre o melhor aos seus filhos. Para aquela que deixou de viver a própria vida para viver a dos seus filhos. Certo ou errado, tudo feito com tanto amor e resiliência que merece todo o reconhecimento do mundo.

Só agora, mãe, depois que me tornei uma, percebo o quanto de significado tinha tudo que era feito no dia a dia; a casa sempre limpa, a comida sempre na mesa, as roupas sempre cheirosas na gaveta, as noites de estudos após o cansativo dia de trabalho.

Muitas fases e novos desafios, inúmeras fraldas de pano para lavar todos os dias, depois a fase escolar, a adolescência, ou melhor "aborrescência" e todo o trabalho que sei que dei... Quantas vezes te fiz chorar, e mesmo assim você estava lá, mostrando como era a vida... Estava em formação a pessoa que hoje sou, seu espelho, tentando hoje ser um pouco da Mãe tão dedicada que você foi pra mim e meus irmãos.

Hoje eu queria te abraçar bem forte e dizer o quanto te amo e quanto todo o teu carinho foi tão importante para a minha vida, mas a falta da presença física não impede que eu diga:
EU TE AMO INFINITAMENTE!

Fernanda Pires
Recife, PE Brasil - 10-Maio-2020 / 10:18:39

Quanta saudade, Mãe!

Vejo tua imagem sempre à frente, em fotografias, junto a Tidinha que também foi uma mãe admirável.
Peço ao Pai Eterno que me permita um dia revê-las.
As saudades são muitas...

Ser teu filho foi a graça maior que o Pai Eterno me concedeu. Teu seio materno me alimentou nos primeiros momentos...
Teu caráter e honestidade me fizeram ser o homem que hoje sou.

A separação é terrível, mas Deus sabe o momento exato da nossa Passagem.
Saiba, Mãe, todos os dias ao acordar e ao me deitar, elevo minhas preces ao Pai Eterno.
Isso me conforta... até um dia quando nos reencontraremos.
Te amarei eternamente!

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Maio-2020 / 10:11:14

Minha prece
Minha mãe sempre me despertará calma, sabedoria e amor.

Elevo meu olhar aos céus e, em pensamentos, rogo a Deus pela mulher que Ele me deu por mãe. Em seu rosto, vejo a face serena de Deus a me abençoar todos os dias de minha vida.
Agradeço-Lhe por me dar sua presença carinhosa entre nós, seus filhos, espalhando carinho a todos. Minha mãe sempre me despertará calma, sabedoria e amor. E, por esse amor, rogo a Deus que seu riso seja sempre maior que suas lágrimas, que a dor nunca ultrapasse seu semblante e que dia e noite, na felicidade e na tristeza, na saúde e na doença, suas bênçãos estejam sempre em seu caminhar e que sua presença esteja entre nós por muitos e muitos anos.
Deus, velai sobre minha mãe, acalenta o seu adormecer, acalma seu coração, relaxa seu rosto e faz resplandecer sobre ti nosso amor. Rendo graças a Deus por seu existir.

Maria Lúcia Nogueira
Advogada e escritora.
(Folha.PE)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 9-Maio-2020 / 8:31:25

Há dois anos (08.05.2018) o querido amigo José Cerquinha da Fonseca (Zé Coió) deixava essa dimensão, levando consigo a sua simpatia e bom humor.
Certamente será lembrado por muitos e muitos anos pelos parentes e amigos, inclusive nos bons momentos festivos dos quais participava transbordando sua alegria contagiante.
Recordo-me, muito - não esqueço - que quando minha mãe, Dona Erotides, faleceu, ele participou intensamente do velório e acompanhou o caixão até o seu sepultamento, muito contrito. No momento eu o abracei e lhe transmiti minha percepção do seu ato.
O casal Tila e Coió e os meus pais, eram compadres.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 8-Maio-2020 / 15:00:30

Fomos informados pelo amigo (colega no BB nos anos 1980 em Afogados da Ingazeira) José Carlos de Lima, do falecimento de sua esposa INALVA (também ex-colega no BB), ocorrido no início desta manhã de quarta-feira em João Pessoa (PB).
Devido ao momento atual, não houve velório.
Nossa solidariedade aos familiares.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Maio-2020 / 19:37:28
O empresário Antenor Liberal Batista, um dos fundadores da rede de lojas Insinuante, morreu aos 93 anos em Salvador. Batista morreu na manhã de terça-feira (05.05). As causas da morte não foram divulgadas. O corpo dele foi enterrado ainda na tarde de terça, na capital baiana.
A cerimônia de sepultamento foi fechada para 10 familiares do empresário, por causa da crise provocada pelo coronavírus.
Antenor Liberal Batista nasceu na cidade de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, e se mudou para o município de Vitória da Conquista, sudoeste baiano, em 1952.
Foi em Vitória da Conquista que o empresário, ao lado do irmão Adalberto Liberal Batista, fundou as Lojas Insinuante, uma das principais redes do estado. (G1 - Bahia)

Antenor era filho de Pedro Batista Tavares, grande comerciante de Afogados da Ingazeira até os anos 1960.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Maio-2020 / 16:16:35


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Há 103 anos, em 06.05.1917, nascia, em Custódia, Sebastião Alves da Silva

De uma família de 19 irmãos, dos quais só nove sobreviveram, era filho de Pedro Elias da Silva e Joana Clara de Jesus. Desde os oito anos de Idade como criança pobre, necessitava realizar pequenos serviços, remunerados, para ajudar seus pais que tinham muitos filhos e pouca condição financeira.
Não frequentou escola, mas aprendeu a ler e escrever com professores particulares. Através do cunhado, esposo de sua irmã Corina, já adolescente, Sebastião foi ajudar numa farmácia em Sertânia. Algum tempo depois , em 1935, conseguindo alguma economia e, como já era um rapaz, resolveu enfrentar seu próprio negócio no mesmo ramo, do qual já conseguira prática e conhecimento.
Acertadamente procurou a vila de Yguaraci que estava em prosperidade, lá instalando a primeira farmácia da localidade. Em suas palavras: “senti-me criador”, porque passava de empregado a proprietário.

Ele se realizava com o que fazia, cuidando da saúde dos habitantes da comunidade. Sentia coragem para enfrentar situações difíceis, pois aquela ainda era uma época de grande mortalidade infantil. Crianças morriam, principalmente de diarreia e enterite, antes de completar dois anos de idade, morrendo também de coqueluche, tuberculose, subnutrição e outras doenças. Além disso, ele fazia partos, suturas, incisões em abscessos e 'panarícios', aplicando injeções e cuidando das doenças da sua comunidade. Era o “médico da família” do povo da Vila e depois da cidade.
Conseguiu salvar muitas vidas, e quase sempre vendendo fiados os seus medicamentos.

Em 30 de abril de 1943, católico, contraiu matrimônio na Igreja matriz de Afogados da Ingazeira, celebrado pelo padre Olímpio Torres, com a jovem Terezinha Gomes de Oliveira, que, após o casamento, adicionou o sobrenome Alves ao seu e com quem teve 6 filhos: Maria das Neves, Pedro, Paulo, Hógenes, Helena e Fátima. Em Yguaraci residia com a esposa e o filho Hógenes na Praça Antônio Rabelo.

Registram-se alguns fatos importantes em sua existência: em 1950, primeiro farmacêutico da Vila de Iguaraci e, na época, vereador pela Câmara Municipal de Afogados da Ingazeira, sentia-se um cidadão público na obrigação de mudar o nome do lugar já que este tinha passado oficialmente à categoria de Vila e não ficaria bem o denominação de “Vila dos Macacos”.
Propôs, então, um Projeto de Lei à Assembleia do estado de Pernambuco mudar a denominação, apresentando três nomes: Guaraci, Itapoama e Pacatu. Embora sua preferência como autor do projeto, fosse o nome de Guaraci, que na língua tupi-guarani, significa 'Sol'.
O projeto foi aprovado, mas foi necessário acrescentar a letra I à palavra Guaraci, por haver na Paraíba um lugarejo com o mesmo nome. Assim, em 1955 a vila recebeu com muita alegria o novo nome: Vila de Iguaraci. Na década de 60, e com uma população suficiente para tomar a vila independente de Afogados da Ingazeira, convocou-se o Deputado Estadual Olimpio Ferraz para uma reunião cuja finalidade era levar Projeto de Lei à Assembleia do estado propondo a emancipação do lugar.
No dia 20 de dezembro de 1963, o Governador Dr. Miguel Arraes de Alencar sancionou a Lei n° 4.954/63, criando o município de Iguaraci e no dia 30 de março de 1964 foi oficializado.

Seu Sebas era extrovertido, espirituoso, inteligente e de aguda sensibilidade para o jornalismo, tendo mantido uma coluna, na Gazeta do Pajéu (jornalzinho que circulou em Afogados da Ingazeira e circunvizinhança na déc dos anos 1950), com noticias de Afogados da Ingazeira, Iguaraci... Escrever, anotar, recortar e criar, sempre fizeram parte do seu modo de ser. Sempre soube acrescentar, reformar e melhorar qualquer peça escrita de modo descontraído e humorado.
Sua máquina de escrever Olivetti Portátil deverá ser seu símbolo, além do relógio de parede e um quadro negando o “fiado” com um recorte “Dinheiro Nenhum paga a Saúde”.

Às 9h05, no dia 4 de abril de 2013, faleceu aos 95 anos na Casa de Saúde Dr. Jose Evóide de Moura, Afogados da Ingazeira, em decorrência de falência múltiplas dos órgãos, diabetes Milittus descompensada, pneumonia. Está sepultado no Cemitério Público de Iguaraci/PE

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Carlos de Moura Gomes escreveu sobre Sebastião Alves da Silva -

"Nessa segunda-feira, 30.11.2009, fui visitar o pioneiro na área de farmácia no sertão do Pajeú. Sebastião Alves sempre foi um homem forte, corajoso e amigo. Mesmo adoentado, nos seus 92 anos mostra uma lucidez de dar inveja a muitos jovens. Conversamos bastante.
Êita homem bom!

Devido à escassez de profissionais de saúde, nas décadas de 60 e 70, era quem atendia e socorria a população que necessitava de cuidados médicos. Papeamos a tarde toda. Dona Terezinha, sua esposa, ficou surpresa com os assuntos abordados. Afirmou que, sempre que aparece alguém para conversar ele tem uma melhora substancial. “Fica alegre, disposto e até o apetite aumenta”, afirmava a mãe do nosso querido Pedoca.

Sempre acreditei no poder terapêutico das palavras. A revista Veja, em suas páginas amarelas, publicou entrevista com o Dr. Oz, médico da universidade de Harvard, nos Estados Unidos, uma das mais renomadas universidades do mundo. O melhor aluno de medicina daquela importante instituição provou que as palavras curam tanto quanto os remédios. Por isso, ultimamente, em minha querida Afogados da Ingazeira, numa rua central, por coincidência o lugar onde passei parte de minha infância, costumo sentar-me à sombra de uma frondosa algaroba para exercitar o que o jovem médico de 48 anos defendeu em sua tese de mestrado.
Bom, agora fica a indagação: conversar o quê? Tudo. Tudo que lembre algo de nossas vidas; tudo que possa ajudar ao próximo; tudo que não agrida nem perturbe seu vizinho; tudo que você tinha vontade de falar e não o fez com receio de que suas palavras não fossem as melhores; tudo que, por um motivo ou outro, lhe cause prazer e orgulho; tudo que você deixou pra depois, simplesmente, por vaidade e muitas vezes arrogância. Todas as pessoas têm algo de bom pra oferecer, basta que tenha a oportunidade de mostrar seu potencial.

Muitas vezes esses talentos são inibidos pela arrogância, ciúme, prepotência e, infelizmente, também inveja dos que, equivocadamente, imaginam serem os donos da verdade. Conversar faz bem sim. E conversar com todos, dos mais simples aos mais ecléticos. Dos que se dizem conhecedores do mundo, dos tidos como intelectuais aos que, humildemente, apenas sabem conversar." [Carlos Moura Gomes]

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Maio-2020 / 9:54:54


Quatro dos mais antigos carapuceiros de Afogados da Ingazeira:

João Raimundo dos Santos (Jacó, em memória), José Ferreira do Nascimento, Ermínio Figueiredo (João Neguinho), e Samuel Felipe do Nascimento.
[A 2ª foto é de autoria de Itamar França. As outras, são nossas].
Posso afirmar que Jacó já não está entre nós, quanto aos outros, peço que me informem...

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Maio-2020 / 9:30:41


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João Alves Filho - (05.05.1917 - 03.04.2006)

Neste 5 de maio, Joãozinho Alves, prefeito em duas legislaturas, faria 103 anos de idade (05.05.1917 - 05.05.2020).

Do livro "Afogados da Ingazeira - Páginas da Sua História", dos 37 registros no seu nome, selecionei esses quatro momentos:

5 de abril de 1950: O governador do estado, Alexandre Barbosa Lima Sobrinho, assinou ato nomeando o Sr. João Alves Filho (Joãozinho Alves) para assumir o cargo de suplente de Comissário de Polícia do Bairro Novo (Rua Nova).

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28 de novembro de 1968: Afogados da Ingazeira – Fato inédito na política do município ocorreu na eleição para prefeito e vereadores, quando a bancada da Arena 1, apoiada pelo prefeito José Rodrigues de Brito, elegeu o prefeito e oito vereadores da mesma ala.

Votaram 3.681 eleitores, em 18 secções que funcionaram nas instalações de imóvel da diocese (atual faculdade), verificando-se a maioria de votos (2.495) para o candidato João Alves Filho, enquanto o candidato Nilson Pinheiro, pela Arena 2, obteve metade dos votos apurados. Os vereadores mais votados pelo partido governista (Arena 1) foi José Nogueira, e, pelo MDB, Raul Cajueiro (...)

Resultado final: Prefeito, João Alves Filho, 2.495 votos; vice-prefeito, Gastão Cerquinha da Fonseca, 1.960.

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1969-1972 Prefeito: João Alves Filho (1º mandato, de 31.01.1969 / 31.12.1972);
Vice-prefeito: Gastão Cerquinha da Fonseca.
Vereadores: Waldecy Xavier de Menezes, Expedito Araújo da Silva, José Geraldo de Moura, José Alves Feitosa, José Virgínio Nunes, Inocêncio Nobelino Alves, Manoel Belizário Costa, Otávio Pereira de Lima e Geraldo Magela Campos.

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1983-1988 Prefeito: João Alves Filho (2º mandato, de 01.01.1983 / 31.12.1988);
Vice-prefeito: Expedito Araújo da Silva.
Vereadores: Augusto Lopes Tenório, Francisco de Assis da Silva Ramos, João de Queiroz Amaral, José Coimbra Patriota Filho, Dimas Bezerra de Lima, Luiz Alves dos Santos, José Geraldo de Moura, Damião Alves dos Santos.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 5-Maio-2020 / 9:54:24

Aderbal Mendonça (10.06.1916 – 20.05.1980) // Ailza Massena Galdino (11.05.1950 – 06.06.2012) / Angelita de Oliveira Lima (13.03.1919 – 16.05.2012) // Antônio José de Albuquerque (Toreba) (12.05.1912 – 13.10.2003) // Antônio Lisboa Alves Teixeira (11.05.1918 – 10.12.1986) // Aurélio Pires Ferreira (01.11.1903 – 13.05.1972)

Arthemis Florêncio de Campos Barros Padilha (06.05.1925 – 30.05.2011 // Averaldo Benjamim de Siqueira (16.05.1925 – 26.07.2008) // Carlos Alberto Torreão de Almeida (Berto) (01.12.1949 – 04.05.2013) // Cícero Avelino da Silva (Lulu) (27.05.1940 – 26.11.2011) // Fernando Simão da Silva (31.05.1901 – 29.05.1980)

Garibaldi Marques Pires (Badinho) (26.03.1946 – 21.05.2011) // Gedeão Pires Sobrinho (16.05.1911 – 21.02.1982) // Gislaine T. Pires de Moura (22.05.1959 – 05.02.2009) // Hermes de Souza Canto, dr. (31.03.1910 – 01.05.2010)

João Gomes da Silva (25.12.1927 - 07.05.2019) // Hortêncio José Bezerra (10.05.1912 – 20.12.2002) // Jesualdo Pereira da Silva (Nêgo sapateiro) (13.01.1918 – 02.05.1989) // João Alves Filho (Joãozinho) (05.05.1917 – 03.04.2006) // Luiz Gonzaga Pires (03.05.1939 – 11.08.2019

Maria do Carmo M. Freitas (Carminha) (27.05.1943 – 29.08.2012) // João de Queiróz Leite (Dandão) (05.10.1910 – 03.05.1995) // José Cerquinha da Fonseca (Coió) (02.01.1928 – 08.05.2018) // José Florentino Figueiredo (Zé Floro) (02.02.1924 – 15.05.1988) // José Marques de Araújo (Zé Gago) (31.05.1921 – 17.08.1980)

José Rodrigues de Brito (Zezé Rodrigues) (26.01.1918 – 14.05.1996) // Manoel Fernandes de Sales (Manoel Lopes) (09.04.1914 – 20.05.1995) // Manoel Pires de Freitas (M. Chinda) (30.12.1911 – 30.05.1987) // Maria Estelita Leite do Amaral (10.05.1923 – 20.06.2007) // Maria de Lourdes Siqueira Veras (xx.xx.xxxx – 26.05.2015)

Maria Raquel Pires de Sá Maranhão Luna (04.01.1958 – 13.05.2009) // Mário Luiz Campos da Fonseca (04.09.1962 – 26.05.1981) // Moacir de Queiróz Leite Jr. (31.07.1972 – 25.05.2012)

Pedro Pires Ferreira (29.04.1895 – 17.05.1967) // Rosângela da Fonseca Pinto (02.11.1963 – 23.05.1993) // Sebastião Alves da Silva (06.05.1917 – 04.04.2013) // Theodomiro Sales de Freitas (26.09.2014 - 25.05.1985 // Ulisses Alves Barbosa (12.05.1915 – 21.03.2004) // Vicente de Paulo Cesar Veras (12.05.1926 – xx.xx.2010)

(*) Registros - de maio - disponíveis.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 3-Maio-2020 / 12:24:46

Sou bisneto de Joaquim Leandro de Lemos e Maria da Soledade Chaves Campos. Estive em Afogados há mais de 30 anos com meu avô, Luiz Leandro de Lemos.
Vejo pelas imagens e notícias o quanto a cidade cresceu desde então.
Tenho curiosidade sobre a história e gostaria de saber se o cartório de Afogados tem os registro históricos de nascimento desde 1800.
Já me inscrevi em seu canal.
Obrigado pelo seu trabalho.

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Obrigado, Luiz!
Estou escrevendo um novo livro que menciona seus familiares em vários momentos:
["O cidadão Luiz Antônio Chaves Campos - prefeito em 1895 -, em dois momentos (1901 e 1907) apresentou ´recursos` contra as eleições em Afogados da Ingazeira...¨
Quanto aos registros, vou repassar teu e-mail para um conterrâneo que está fazendo pesquisas nesse sentido. (Fernando Pires)]

Luiz Lemos <luizcesarlemos@yahoo.com.br>
Belo Horizonte, MG Brasil - 1-Maio-2020 / 19:51:01

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Maio-2020 / 17:03:26

Neste 1º de maio de 2020, dr. Hermes de Sousa Canto completaria 110 anos de idade.

Filho de Manoel de Sousa Canto e Capitulina de Sousa Canto, dr. Hermes encontra sua vocação no interior do Estado, na prática diária, exercendo a nobre função de "Médico da Família" que hoje foi resgatada, na busca do tempo perdido.
Natural do Recife, onde nasceu em 31 de março de1910, lá poderia ter exercido a profissão; preferiu o mais difícil, deslocando-se para o sertão pernambucano, a fim de assistir à uma população carente de recursos e desprovida de médicos.

Cursou o primário em Floresta dos Leões [Carpina-PE], e o secundário na capital pernambucana, matriculando-se no Instituto Carneiro Leão; estudando, depois, no Ginásio Pernambucano, concluído o curso no Ginásio Osvaldo Cruz.
Em 1930 se matriculou no Tiro de Guerra 216 do Ginásio Pernambucano, saindo como reservista do Exército. Entrou na Faculdade de Medicina de Pernambuco em 1933, após se submeter a exame vestibular, colando grau em 8 de dezembro de 1938.

Membro da Sociedade Acadêmica de Medicina e interno do Hospital D. Pedro II - Serviço de Clínica Médica do Professor João Amorim. Prestou serviços, ainda como acadêmico, no Hospital de Pronto-socorro.
Em 20 de dezembro de 1938, dias após a formatura, dirigiu-se para o distrito Espírito Santo (Tabira), que pertencia a Afogados da Ingazeira, onde iniciou suas atividades profissionais, permanecendo naquela localidade por três anos.
Em 1941 se mudou para Afogados da Ingazeira onde atuou como médico da Rede Ferroviária Federal, do Posto de Higiene, da Legião Brasileira de Assistência e da Empresa Construtora Camilo Collier. Nesse período passou três meses na cidade de São Caetano (PE) como médico da Rede Ferroviária Federal e da Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários.

Durante a Segunda Grande Guerra, deslocou-se para o Hospital Militar do Recife, estagiando como Aspirante, sendo promovido a 2ª tenente-médico da reserva do Exército. Voltou para Afogados, quando, em 20 de outubro de 1945, contraiu matrimônio com a jovem Terezinha Veras, filha do comerciante Guardiato de Moraes Veras e de dona Tetê. O casal teve três filhos: Vânia, Luciano e Hermes Jr.
Essa união teve um lance interessante: por não ser bem visto pelos pais da noiva, em virtude da grande diferença de idade, o casamento foi realizado em Tabira. Dona Terezinha disse, também, que só estavam presentes ao nupcial seus padrinhos o casal Helvécio Lima e Maria das Dores.

Prestou serviço durante vários anos ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Afogados da Ingazeira. Teve convênios para assistência médica com a CASSI (Banco do Brasil), IPSEP, INSS. Dr. Hermes prestou assistência não só a Afogados, mas às cidades e distritos circunvizinhos: Tabira, Ingazeira, Solidão, Tuparetama, São José do Egito, Iguaracy, Jabitacá, Irajaí, Carnaíba, Lagoa da Cruz e Quixaba. Atendia, também, as populações de cidades e distritos da Paraíba: Água Branca, Imaculada, Princesa Isabel, Tavares e Barra.

Em dois de junho de 1959, a Câmara de Vereadores, por proposta do vereador Gastão Cerquinha da Fonseca, outorgou-lhe o título de Cidadão Honorário do Município de Afogados da Ingazeira. Mesmo título recebido do Município de Tabira.

Teve o reconhecimento da população assistida, sendo eleito primeiro prefeito Constitucional de Afogados da Ingazeira no quadriênio 1947/1951.
Esteve como médico do Hospital e Maternidade Emília Câmara desde a sua fundação, até o ano de 1977, quando se aposentou. Foi membro atuante do Lions Clube. Em 18 de outubro de 1997, em solenidade no auditório da Sociedade de Medicina de Pernambuco, para comemorar o dia do médico, recebeu a “Medalha São Lucas”(*). Homenageado, também, no Circuito do Forró no Clube Internacional do Recife, pelo exemplo de Vida, Humanidade e Competência, em 12 de abril de 2003.

Dr. Hermes se encontrava, devido à idade - 100 anos - com a saúde debilitada. Sua fiel companheira e esposa dona Terezinha Veras permaneceu ao seu lado, até os seus últimos momentos, quando ele faleceu em sua residência na rua Dr. Paulo Guerra, em Afogados da Ingazeira, no 1º de maio de 2010, às 11h30, em virtude de falência múltipla dos órgãos. O corpo saiu da residência da família, na Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara, às 10h da manhã do domingo 2, para o sepultamento no cemitério São Judas Tadeu.

(*) Lucas, médico do corpo e da alma, nasceu na Ásia Menor, na Antioquia, atual Turquia, e lá começou a praticar a arte de curar. Foi antes de tudo um grande médico. Dedicava-se também à pintura. Aproximando-se de Paulo, em Jerusalém, começou a tomar conhecimento de uma doutrina nova. Converteu-se ao Cristianismo e através da pregação de Paulo nas suas caminhadas até Roma, escreveu a história de Jesus e seus ensinamentos, tornando-se o terceiro evangelista. Escreveu também o Ato dos Apóstolos. (CREMEPE)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Maio-2020 / 10:50:28

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Abril-2020 / 10:43:54

Geovan Bezerra Liberal

Ana Thereza informa que a Missa de 7º dia de falecimento do seu pai será realizada na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios,
transmitida pela Rádio Pajeú, neste sábado 25 de abril, às 8h30.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 24-Abril-2020 / 12:33:56


Há 92 anos, 22 de abril de 1928, em Nazaré da Mata, nascia Waldecy Xavier de Menezes.
Pioneiro na comunicação radiofônica no sertão pernambucano, através da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, e muito querido na região do Pajeú, não poderíamos deixar de registrar suas memórias.
Já bastante debilitado, por meses tentamos essa entrevista com Waldecy, até que em março de 1989, nove meses antes do seu falecimento, ele concordou em conversar conosco. Para tanto, convidei Milton Oliveira e Anchieta Santos para nos auxiliar nesse empreitada.
O amigo Luiz Guaxinim estava presente com o seu saxofone.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Abril-2020 / 10:33:48

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-Abril-2020 / 22:58:42

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-Abril-2020 / 22:36:04

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 19-Abril-2020 / 15:15:15

Geovan Bezerra Liberal, filho de dona Jovelina e Eduardo Liberal, faleceu ontem, aos 66 anos de idade (18.02.1954 - 18.04.2020) em Porto Velho (RO).
Com pneumonia, estava na UTI do Hospital Cemetron, quando veio a óbito.
Nos anos 1970 trabalhou como vigilante no BB Afogados da Ingazeira; posteriormente foi caminhoneiro, quando se aposentou.
Do seu casamento com Aparecida Liberal, deixa os filhos Theresa e Júlio Cesar. Seus irmãos: Evany, Vera, Glaucia, João Neto e Fernando.
O sepultamento aconteceu na cidade de Porto Velho.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 19-Abril-2020 / 10:56:53
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