AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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My California Quail (Codornis na língua de Camões)

Na manhã de sexta-feira levantei-me às sete da manhã, e como sempre fui abrir a cortina da janela da e da casa. Pra minha grande surpresa, lá estava andando pra lá e pra cá, e até correndo numa velocidade surpreendente, o que fiquei sabendo ser um belo exemplar do "Quail" da Califórnia.
Eu havia visto o "Califórnia Quail" quando da minha visita ao Yosemite Ntnl Park, mas não me recordava. Fiquei embevecido com a beleza natural observando aquele pássaro, principalmente o opendulo preto na sua cabeça que nos surpreende.
Procurei informações sobre o belo pássaro e fiquei sabendo que há uma grande variedade do "Quail" na Norte América e América do Sul. E descobri que no Brasil o nome é "Codornis". Eu conhecia o nome, mas não tive oportunidade de ver a versão brasileira desse belo exemplar da criação divina.
O melhor de tudo é que tive o privilégio de recebê-lo no meu Jardim por três dias. Ofereci alimento que foi aceito com entusiasmo, o que me agradou bastante.
Após o almoço, aquele belo exemplar de "Quail" ficou andando pra lá e pra cá, no muro que nos separa dos vizinhos, e aquilo foi mais um show de beleza que nos encantou.
Resolvi, então, que deveria apresentar essa experiência neste Mural que significa tanto para mim.
Até a próxima.

Zeze de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 13-Dezembro-2018 / 6:36:45

Casa de mãe depois que os filhos se vão

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um oratório. Amanhece e anoitece, prece. Já não temos acesso àquelas coisinhas básicas do dia a dia, as recomendações e perguntas que tanto a eles desagradavam e enfureciam: com quem vai, onde é, a que horas começa, a que horas termina, a que horas você chega, vem cá menina, pega a blusa de frio, cadê os documentos, filho.

Impossibilitados os avisos e recomendações, só nos resta a oração, daí tropeçamos todos os dias em nossos santos e santas de preferência, e nossa devoção levanta as mãos já no café da manhã e se deita conosco.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é lugar de silêncio, falta nela a conversa, a risada, a implicância, a displicência, a desorganização. Falta panela suja, copos nos quartos, luzes acesas sem necessidade…

Aliás, casa de mãe, depois que os filhos se vão, vive acesa. É um iluminado protesto a tanta ausência.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre o mesmo cheiro. Falta-lhe o perfume que eles passam e deixam antes da balada, falta cheiro de shampoo derramado no banheiro, falta a embriaguez de alho fritando para refogar arroz, falta aroma da cebola que a gente pica escondido porque um deles não gosta ( mas como fazer aquele prato sem colocá-la?), falta a cara boa raspando o prato, o “isso tá bão, mãe”. O melhor agradecimento é um prato vazio, quando os filhos ainda estão. Agora, falta cozinha cheia de desejos atendidos.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um recorte no tempo, é um rasgo na alma. É quarto demais, e gente de menos.

É retrato de um tempo em que a gente vivia distraída da alegria abundante deles. Um tempo de maturar frutos, para dá-los a colher ao mundo. Até que esse dia chega, e lá se vai seu fruto ganhar estrada, descobrir seus rumos, navegar por conta própria com as mãos no leme que você , um dia, lhe mostrou como manejar.

Aí fica a casa e, nela, as coisas que eles não levam de jeito nenhum para a nova vida, mas também não as dispensam: o caminhão da infância, a boneca na porta do quarto, os livros, discos, papéis e desenhos e fotografias – todas te olhando em estranha provocação.

Casa de mãe depois que os filhos se vão não é mais casa de mãe. É a casa da mãe. Para onde eles voltam num feriado, em um final de semana, num pedaço de férias.

Casa de mãe depois que os filhos se vão é um grande portão esperando ser aberto. É corredor solitário aguardando que eles o atravessem rumo aos quartos. É área de serviço sem serviço.

Casa de mãe depois que os filhos se vão tem sempre alguém rezando, um cachorrinho esperando, e muitos dias, todos enfileirados, obedientes e esperançosos da certeza de qualquer dia eles chegam e você vai agradecer por todas as suas preces terem sido atendidas.

Por que, vamos combinar, não é que você fez direitinho seu trabalho, e estava certo quem disse que quem sai aos seus não degenera e aqueles frutos não caíram longe do pé?

E saudade, afinal, não é mesmo uma casa que se chama mãe?

(Texto atribuído a Miryan Lucy Rezende)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 4-Dezembro-2018 / 14:54:40
Fomos informados, há pouco, do falecimento, aos 69 anos de idade, aqui no Recife, de Lúcia Flávia de Moraes, colega aposentada do BB.

Ela era mãe de Cristano (que esteve à frente da Receita Federal em Afogados da Ingazeira), e de Lúcio Flávio.
O velório será na Av. Rio Branco, na residência da sua família.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Novembro-2018 / 10:07:12
Olá, Fernando

Estou em São Paulo. Vim ao aniversário do meu filho, Herbert Neto.
Pela manhã, fui informado por uma das irmãs, Regina, do falecimento de tio Geraldo. Há mais ou menos 15 dias Eliane já informava de seu estado de saúde. Com sua partida desaparece, assim, a geração dos filhos de Fausto e Maria Madalena Dantas Campos.

No mesmo Mural há registro do falecimento de Dr. Aloísio. Como é do seu conhecimento, quando estive em Afogados da Ingazeira (minha terra natal), fui lhe fazer uma visita. O glaucoma já o importunava, quando pediu pra chegar mais perto de mim, assim me identificou como “o galeguinho de Herbert”.
Também estive com D. Ivone, já bastante adoentada.

Quero registrar aos familiares do Dr. Aloísio Arruda o pesar dos filhos do médico Herbert Miranda, meu saudoso pai.

Luciano Campos Henriques
São Paulo, SP Brasil - 23-Novembro-2018 / 20:56:41

Geraldo Magela Dantas Campos, des
9.03.1922 – 23.11.2018

Declarado apaixonado por Afogados da Ingazeira, onde passou parte da sua infância, Geraldo Magela Campos faleceu na madrugada desta quarta-feira 23, no Recife.
Ele fazia parte, em nossa página, dos Personagens Jurídicos do Pajeú.
Fomos informados de que o velório acontecerá nesta quarta-feira, no Salão dos Passos Perdidos, Palácio da Justiça, aqui no Recife.

______________________________

Geraldo Magela, filho de Fausto de Oliveira Campos e de Maria de Oliveira Campos, nasceu em 9 de março de 1922 na Fazenda São Luis do Morato, em São José do Egito.
Na sua cidade natal e em Tabira iniciou o curso primário, concluindo-o em Afogados da Ingazeira. Em Caruaru, fez o segundo grau, e no Colégio Osvaldo Cruz, o pré-jurídico.
Na faculdade de Direito do Recife, tornou-se bacharel da turma de 1946. Exerceu a Promotoria Pública das Comarcas de Goiana e Cabrobó. Em 1948 foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Cabrobó, sendo posteriormente removido para as Comarcas de Petrolândia, Custódia e Tabira.
Promovido para a Comarca da Glória do Goitá, ali permaneceu por 12 anos, até quando foi promovido para a Comarca do Recife. Na capital, atuou como Juiz de Direito das 11ª e 5ª Varas Criminais por distribuição. Juiz dessa última Vara, foi nomeado Corregedor da Terceira Entrância.
Em 1968 foi promovido, por merecimento, para o Tribunal de Justiça de Pernambuco, onde permaneceu até o ano de 1992 quando se aposentou por ter atingido a compulsória.
Exerceu as funções de Corregedor Geral da Justiça, Presidente do Tribunal de Justiça, Vice-Presidente por dois biênios e ocupou também a função de Presidente do Tribunal Regional Eleitoral.
No seu Curriculum constam as seguintes condecorações: Medalha do Mérito Guararapes, Medalha da Cidade do Recife, Medalha Santos Dumont, Medalha do Mérito Policial, Medalha do Mérito Judiciário "Desembargador Joaquim Nunes Machado", considerada a mais alta condecoração da Justiça Pernambucana.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 23-Novembro-2018 / 10:38:39
O meu pesar aos familiares do Dr. Aloísio Arruda.
Ele também foi meu professor.
Que Deus o receba em sua nova morada.

Luciana Arcoverde
Juazeiro do Norte, CE Brasil - 22-Novembro-2018 / 22:21:22
Dr. Aloísio, um homem muito digno. Chegou muito cedo à terra que ele adotou como sua. Constituiu uma linda família e teve o amor incondicional de sua dedicada esposa, professora Dona Ivone Góes.
Deixa o exemplo de profissional zeloso e presente. Um professor que fazia seus alunos tremerem nas bases com um simples olhar. Foi meu professor de matemática e com ele perdi o medo da matéria. Até ganhei 10,0!
Perdemos um amigo carinhoso e um filho que Afogados acolheu e amou.
Que Deus o receba com toda a Sua misericórdia.

Maria Lúcia de Araújo Nogueira
Orlando, Flórida, FL EUA - 22-Novembro-2018 / 22:13:40

Aloísio Arruda
29.09.1924 - 22.11.2018

Faleceu nesta manhã de quinta-feira 22, no Recife, aos 94 anos de idade, o Dr. Aloísio Arruda.
Aos filhos e netos, nossas sinceras condolências.

_____________________

Há alguns anos, depois de muito insistir em gravar em vídeo uma entrevista com ele, e sempre apresentando justificativas diversas, finalmente ele concordou em gravar em áudio que transcrevo abaixo:

Aloísio Arruda nasceu em Cabaceiras (PB) no dia 29 de setembro de 1924, na fazenda Riacho Grande, em virtude de seus genitores, naturais de Surubim (PE), estarem residindo naquela localidade, onde permaneceram 10 anos.
Quando contava três anos de idade, a família retornou para Surubim/PE, onde ele fez o curso primário. O ginasial cursou em Limoeiro. E para dar continuidade aos estudos, teve que se deslocar para o Recife, em 1943, quando estava com 19 anos, e onde, no Ginásio Pernambucano (Colégio Estadual de Pernambuco) fez o curso científico.

Em 1945 foi submetido ao vestibular de Odontologia e, logrando êxito, estudou na Faculdade de Odontologia do Recife, formando-se em 1948. Em seguida foi para Lajedo (PE) para exercer a profissão de Odontólogo, ficando naquela cidade uns 5 meses. Mas, a sua aspiração era o sertão pernambucano.

Através de um amigo do Recife - Heraldo Reis da Silva Rêgo -, que conhecia o então comerciante afogadense José Torreão, foi conhecer a cidade de Afogados da Ingazeira em companhia do Heraldo, aonde chegaram em meados de 1949. Na cidade iria conhecer o médico Hermes de Sousa Canto, contemporâneo do seu irmão, também médico.

Recorda-se que a viagem foi de trem, pela Rede Ferroviária Federal que acabara de chegar a Afogados da Ingazeira. O trecho entre Sertânia e o seu destino final estava em fase de testes, senão teria vindo em cima de caminhão ou em marinete que faziam essa rota. Tem vaga lembrança sobre sua estada na cidade, mas que passou um dia fazendo o reconhecimento, e ficou na hospedaria de dona Milinha, localizada nas imediações dos Correios e Telégrafos, onde funcionou a X Dires. Aqui tomou conhecimento da existência do dr. Wilfredo, também odontólogo, e do protético Otávio Ferreira. Sua decisão foi imediata: gostou da cidade e disse que viria residir no sertão. Voltou no dia seguinte à capital pernambucana para se organizar e retornar àquela que seria o seu porto seguro para o resto da vida.

Não havendo qualquer objeção da família, em 9 de agosto de 1949 se mudou para o sertão do Pajeú. Vizinho à hospedaria alugou uma sala onde instalou seu consultório odontológico. Na sua bagagem, trouxe uma carta de apresentação do irmão que foi colega de turma (em 1938 ) do médico Hermes Canto, lhe apresentando. Aqui também encontrou os médicos drs. Herbert Miranda Henriques e Vicente Jesus Lima.

Estabelecido na pequena cidade sertaneja, exerceu com dedicação, por muitos anos, sua profissão de dentista em Afogados e cidades circunvizinhas, além de atender através do sindicato, aos funcionários da Rede Ferroviária Federal.

Seu primeiro contato com a jovem Ivone Góes, aquele que viria a ser sua esposa, se deu no dia 8 de dezembro de 1949, em meio às festas de final de ano, quando se colocavam mesas defronte à Igreja e as famílias envolvidas pelos momentos festivos natalinos e de final de ano, se confraternizavam.

Algum tempo depois eles iniciaram o namoro pra valer. Dona Ivone diz que “Aloísio era muito assediado pelas garotas afogadenses, por ser jovem, bonito e com graduação superior”.

No dia 4 de setembro de 1955, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, o jovem casal subiu ao altar para selar o compromisso de amor. O celebrante, pe. Antônio de Pádua Santos abençoou a união. Dr. Aloísio contava 31 anos de idade incompletos e dona Ivone 28.

Os frutos desse matrimônio foram 6 filhos: Alexandre, Valéria, Verônica, Aloísio, Isabel e Ana Tereza.

O imóvel onde reside, hoje, foi construído pelo dr. Herbert de Miranda Henriques, quando médico em Afogados da Ingazeira, na déc de 50.

Exímio professor de matemática, dr. Aloísio Arruda ensinou nas principais escolas da cidade. Recorda-se de alguns alunos: Josezito Padilha, Virgílio Amaral, Newton César, José Virgínio Nogueira, Alberto Virgínio Nogueira, Cláudio Virgínio Nogueira, Silvano Queiróz (Bombinha), Silvério Queiróz, Claudete Oliveira, Adailton Vidal, Fernando Pires entre muitos outros.

Dentre os inúmeros postos de responsabilidade assumidos por ele, citamos a Secretaria da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira nos governos de Miguel de Campos Góes, José Rodrigues de Brito e João Alves Filho (no primeiro mandato). Também secretário da Escola Normal Rural e do Ginásio Mons. Pinto de Campos; diretor do ACAI e Fiel da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de Pernambuco - CAGEP. Manteve convênio com o Sindicato dos Ferroviários.

Recorda-se do bar do senhor Aurélio Pires (avô de Fernando Pires), localizado na praça Domingos Teotônio (Mons. Alfredo de Arruda Câmara) onde ele, dr. Hermes, dr. Serpa e outros amigos passavam momentos de descontração.

Dr. Aloísio se aposentou nos anos 1970... No início deste ano sofreu uma grande perda com o falecimento de dona Ivone Arruda, sua esposa.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Novembro-2018 / 10:41:54

Busco parentes/amigos da família da minha falecida avó Maria Ramos da Silva, nascida na região em 1909.
Seus irmãos se chamavam Elias, Enoque...
Todos nascidos em Afogados da Ingazeira.

Marcelus Santos <marcelussantos.ms@gmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 16-Novembro-2018 / 18:28:45

Sou de Afogados da Ingazeira, estudante do Colégio Normal.
Residi nessa cidade na rua 15 de Novembro, e vim para o Rio de Janeiro há cerca de 40 anos.
Era conhecido por Robertinho. Tinha um tio por nome Paulo que morava ao lado da casa do seu Enoque e próximo à casa de Luciano...

Carlos Cazeca <cazeca2@gmail.com>
Arraial do Cabo, RJ Brasil - 16-Novembro-2018 / 16:38:49

Revendo e Revivendo

Acabo de ouvir uma versão do “Luar do Sertão” que é uma maneira muito agradável de apresentar esta joia musical que toca-me de maneira sensível e agradável. São quatro caracteres representados por uma pessoa, tocando diferentes instrumentos musicais e nos dando uma boa performance, além da participação de uma garotinha.
Essas músicas sempre me tocam o coração de maneira sensitiva, me transportando para locais distantes que praticamente não mais existem, no entanto, na minha mente a lembrança esta bem viva como se fora hoje. São estas coisas que nos dão o desejo de viver, o desejo de rever lugares, pessoas que já passaram desta vida para a eternidade, e os que ainda estão conosco, que são raros sobreviventes.
Às vezes, quando me sinto desconsolado, começo a pensar nas fases da minha vida, e então penso nas coisas inexplicáveis que recebi. Reconheço que tudo foi dádiva divina, e então vejo claramente as coisas, os acontecimentos, a realidade.
O Senhor tem sido generoso comigo dando-me a oportunidade de rever pessoas amigas e parentes que pensei ser impossível de acontecer. Mesmo assim existe um vácuo muito grande quando me lembro de pessoas muito amadas que já nos deixaram. Em tudo isto há uma recompensa que são as novas gerações. Os meus quatro netos são a joia da minha maturidade. Eu os recebi de bom grado e lhes ofereci o amor do Vovô.
Eles hoje estão nas Universidades; apenas o mais novo, que completará 14 anos em dezembro, está no ginásio para seguir os caminhos tomados por seus irmãos.
Isso tudo me tocam profundamente, e sou grato ao Senhor Deus que me concedeu tantas bênçãos, motivos de muita alegria, e desejo de viver.
Louvado seja o Senhor.
Ate Breve!

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 10-Novembro-2018 / 7:46:33

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Novembro-2018 / 13:14:22

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Novembro-2018 / 12:58:17

Aos 90 anos (1928-2018), faleceu nesta manhã de terça-feira, 30, em sua residência em Afogados da Ingazeira, o meu amigo Sr. João Olegário Marques.
À Ana, sua viúva, e aos filhos, nossa sincera solidariedade nesse momento tão difícil.
Que o Pai Eterno o tenha em Sua glória.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 30-Outubro-2018 / 8:28:42

Retorno à nossa página

Depois de uma ausência prolongada por circunstâncias fora do meu controle, aqui estou novamente em contato com esta muito querida página que é meu acesso a Afogados da Ingazeira e ao Sertão.
Gostei de ler o artigo sobre Dr. Aloisio Arruda, fiquei conhecendo aquele ilustre membro da sociedade afogadense pois quando da minha visita, dois anos atrás, a única coisa que sabia é que ele era o dentista de Afogados.
Quando ele veio para Afogados eu estava de saída da terra Afogadense; em outras palavras, ele estava entrando por uma porta e eu saindo por outra. Agora temos esta janela que nos facilita o acesso ao nosso rincão instantaneamente, graças ao Mural do amigo Fernando.

Até breve.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 23-Outubro-2018 / 20:29:33

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-Outubro-2018 / 12:49:00
Eu sou filho de Sr. Manoel Marques da Silva, popularmente conhecido como Deca Marques, que tem uma rua em Tabira em sua homenagem. Meu pai construiu muitas ruas, contribuindo para a urbanizacao, por exemplo, a Rua 24 de Maio.
Deixei Tabira em 1958, retornando em 1961, último ano que lá morei.
Como todo sertanejo, tenho as melhores lembrancas, por exemplo, do diretor Joao Gabriel (do ginásio onde funcionava a Escola Carlota Breckenfeld), e sua esposa Eunice Oliveira.
Recordo do professor João Gomes que lecionava ingles e frances.

João Marques Feitosa <joaoecarminha2014@gmail.com>
Jaboatão dos Guararapes , PE Brasil - 8-Outubro-2018 / 19:04:05

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 3-Outubro-2018 / 10:50:22

Aloísio Arruda
(94 anos)

Aloisio nasceu em Cabaceiras (PB) no dia 29 de setembro de 1924, na fazenda Riacho Grande, em virtude de seus genitores, naturais de Surubim (PE), estarem residindo naquela localidade, onde permaneceram 10 anos. Quando contava três anos de idade, a família retornou para Surubim/PE, onde ele fez o curso primário. O ginasial cursou em Limoeiro. E para dar continuidade aos estudos, teve que se deslocar para o Recife, em 1943, quando contava 19 anos, e onde, no Ginásio Pernambucano (Colégio Estadual de Pernambuco) fez o curso científico....

(Leia o texto completo no anúncio do seu falecimento no dia 22.11.2018.)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Outubro-2018 / 20:20:28

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Outubro-2018 / 11:02:04

19.09.1944 - 18.09.2018

Nesta terça-feira 18, nosso primo Marcos Antônio dos Santos (Marcos de Miguel Jacob), aos 74 anos de idade, faleceu em Maceió (AL), onde residia com a família.
Que Deus o tenha em Sua Glória!
À Gina e aos demais primos, nossa Solidariedade!

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-Setembro-2018 / 16:26:55

"Barracão de Zinco"

A descrição poética do cenário é fabulosa e imponente. Era um dos meus favoritos nos tempos idos. Somente quando fui para o Rio de Janeiro, em 1952, é que cheguei a entender a descrição dada naquela poesia musical. Minha introdução ao Barracão ocorreu durante o carnaval daquele ano.
Um colega do meu grupo de Marinheiros, cujo nome era Lenine, um Negro Carioca. sabendo que eu não tinha família no Rio de Janeiro, convidou-me para ficar na casa da sua mãe para dormir um dia ou dois. Aceitei de bom grado. No dia seguinte, um sábado de Carnaval, fomos para a casa, minha hospedaria.
Eu não tinha a menor noção da localização da residência. Saímos do navio, no horário e nos dirigimos para a praça Mauá onde está o Cais do Porto. A rua que entramos nos levou a pontos elevados da favela e eu fiquei chocado com tudo aquilo, mas, como não havia escolha aceitei de bom grado e fiquei mais elerta.
Ao chegar a casa sua mãe nos recebeu de bom grado e nos informou: "tenham cuidado, pois houve um atentado quase que na nossa porta mais ou menos há meia hora". Tudo isto me alertou mais ainda e comecei a planejar minha segunda opção.
Ao anoitecer descemos o morro e nos dirigimos a Avenida Rio Branco que nos levou para o Centro. Havia uma inundação de gente, cariocas e não cariocas participando da farra.
Às seis da manhã voltei sozinho para a casa hospitaleira que era um barraco tal qual a descrição do poeta. Ao chegar a rua do endereço procurado comecei a subir o Morro, muito atento a qualquer movimento suspeito. Já estava perto do endereço quando senti uma pancada na cabeça; foi uma pedrada. Isto foi à luz do dia. Me voltei pra ver quem havia enviado aquela pedrada, mas não havia ninguém à vista.
Continuei a caminhada para a casa hospitaleira um pouco mais apressado. Isso já era domingo de manhã. Tomei banho e descansei. Foi então que vi o "Barracão de Zinco" poético.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 8-Setembro-2018 / 19:55:42
PERSONAGENS DA HISTÓRIA DE AFOGADOS DA INGAZEIRA

Luiz Alves de Oliveira Bitu

Filho de Mariano Alves Barbosa e Francisca de Siqueira e Silva, nasceu em 15 de janeiro de 1868 na fazenda Cedro Branco, Afogados da Ingazeira.
Já com 9 anos, em 1877, ano de grande seca, muita fome e miséria, viajava com o pai, seu Mariano, para Mata Grande - AL para adquirir mantimentos, farinha, feijão, rapadura, milho, etc. O transporte era no lombo de animais. No percurso dessas viagens encontravam famílias inteiras deixando suas terras, indo à busca de outros meios de sobrevivência. Muitos, porém, não conseguiam o objetivo e morriam de fome e sede no meio de caminho, sendo deixados na estrada pelos próprios familiares. Nem sempre eram enterrados!
Luiz Bitu contava que sentia alegria quando estava viajando e avistava, ao longe, um fogo. Isso significava que por ali havia gente.
A mercadoria que conseguiam era trocada por joias – relógios, anéis, correntes, etc., pois na época não havia disponibilidade de dinheiro em espécie na região. Era tudo na base da “troca”. Essas viagens eram repetidas várias vezes no ano, enquanto durou a miséria causada pela estiagem.
Muitas vezes acontecia encontros com grupos de cangaceiros perversos - Adolfo Meia-noite e Nobelino. Luiz Bitu e seu Mariano nunca foram maltratados por eles porque atendiam as necessidades alimentares dos cangaceiros.
Em 1878 a coisa mudou; foi um ano chuvoso. Chegou a bonança e fartura. Os animais se multiplicavam e as colheitas foram boas.
Passado algum tempo, já com 18 anos, Bitu votou pela primeira vez e com essa mesma idade contraiu matrimônio com Constância Nunes Magalhães. Foram residir na fazenda Monte Alegre, em Afogados da Ingazeira. Dessa união tiveram 11 filhos: Manoel, Francisca, Antônia, Joaquina, Ana, José, João, Luzia, Júlio, Sebastião (Bião) e Felizbela.
Em 1908 adquiriu uma fazenda – Poço do Moleque – município de Afogados. Naquela fazenda nasceu o décimo filho do casal, o Sebastião (Bião Bitu).
Anos depois resolve residir na cidade onde os filhos teriam oportunidade de estudar e exercer outras atividades. E assim aconteceu.
Em 21 de janeiro de 1914 recebeu a carta-patente nomeando-o ao posto de Alferes da 1ª Companhia do 404º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional do Município de Afogados da Ingazeira, no estado de Pernambuco, assinada pelo então Presidente da República Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca.
Foi nomeado, também, em 7 de dezembro de 1922, Juiz Municipal da Comarca de Afogados da Ingazeira. Por várias vezes exerceu o cargo de Delegado e Juiz Municipal. No decurso dos anos, sendo proprietário de uma fazenda quase dentro da cidade, dedicou-se à agropecuária e ao artesanato de couro.
No local da casa dessa fazenda, onde residia com sua família, foi aberta a Avenida Arthur Padilha, uma das principais da cidade. À frente foi construída uma praça que leva o seu nome. Com o crescimento da cidade, chegou o desenvolvimento. Vieram as construções de estradas, inclusive as de ferro – The Great Western of Brazil Railway Company Limited / Rede Ferroviária do Nordeste - que passavam dentro da fazenda Pitombeira. Dessa forma a fazenda foi desapropriada e Luiz Bitu foi indenizado pela cessão de parte do seu patrimônio.
Faleceu em 8 de dezembro de 1947, com quase 80 anos de idade, deixando como administrador dos seus bens e responsável pela família o filho Sebastião de Siqueira (Bião) que até então nunca o havia deixado.

[Fonte/acervo: “Afogados da Ingazeira – Memórias” - Fernando Pires]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 7-Setembro-2018 / 9:01:52


Faleceu às 18h10 desta segunda-feira 20, no Hospital Santa Joana, no Recife, aos 70 anos de idade, o político afogadense Antônio Mariano de Brito.
O sepultamento será realizado na próxima quarta-feira, na sua cidade natal.
Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-Agosto-2018 / 20:14:05

Sobreviventes do Lixo

Devo dizer que fiquei entusiasmado e bem impressionado com aqueles que foram entrevistados pelo Fernando, principalmente o casal com filhos de idade escolar. Eles são um excelente exemplo para as novas gerações, são independentes e de iniciativa para alcançar os seus objetivos financeiros.
Aquela senhora, bem moÇa e jovial, e seu esposo, me deixaram bem impressionado, pelo fato de ser uma pessoa decidida e que merece o nosso respeito e apoio. O trabalho nos dá o sentimento de respeito e o prazer de haver alcançado com iniciativa própria o que outros apenas pensam em fazer, mas sem nenhuma ação.
Estes são meus heróis que viram o campo aberto e tomaram a oportunidade para a ação. Isto é o que faz a diferença na vida do cidadão e da sociedade em geral. O trabalho nos dá o senso de respeito próprio por vermos o resultado do uso das nossas qualidades laboriosas, o resultado óbvio e inegavelmente louvável.
Alem do mais, estes conterrâneos merecem os nossos aplausos e o nosso respeito pela maneira como enfrentam a situaçãoadversa. Eles são um bom exemplo de pessoas de respeito.
Que Senhor os abençoe e guarde.
Com todo o meu amor e simpatia.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 19-Agosto-2018 / 9:08:36

O ultimo trem

Não soube muito sobre o último trem de Afogados da Ingazeira, mas, só pelo fato de ver e ouvir essa frase, senti como a morte de uma pessoa amada. O trem, de Afogados para o Recife, foi como uma porta aberta para irmos e voltarmos, quando conveniente, para um mundo distante que agora se fazia acessível. Eram mais ou menos 12 horas de viagem entre Afogados e o Recife.
Agora, era uma simples escolha de quando ir e vir. Era um excitamento sem igual; íamos até a estação só pra saber quem vinha ou quem ia. Era um movimento constante.
Lembro-me da minha primeira viagem de Afogados pro Recife; fiquei ansioso, só de pensar. Fui visitar meu tio Alvaro que residia na Várzea; eu estava com 12 anos. Foi então a minha oportunidade de descobrir o Recife, usando o bonde... foram dias de excitamento e descobrimento. Fiquei conhecendo Recife em todas as direções...

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 17-Agosto-2018 / 10:57:28

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Agosto-2018 / 21:46:34

Cadê os ídolos?

A lei só é Lei caso haja justiça. As quase 200 mil leis existentes no Brasil, servem muito mais para proteger os ricos e punir os pobres. O saudoso Dom Francisco costumava dizer que antes de pleitear qualquer coisa, temos que lutar, sempre, por justiça. No início deste mês, a cidade de Afogados da Ingazeira e outras do Pajeú, foram surpreendidas com uma grandiosa operação envolvendo vários órgãos federais de fiscalização em vigilância sanitária, meio ambiente e afins. Diversos pequenos comerciantes tiveram seus estabelecimentos “lacrados” com apreensão de mercadorias e, portanto, impedidos de trabalhar para manterem suas famílias. Igualmente, humildes agricultores foram “visitados” por esse grupo de servidores que mais demonstraram vontade de punir que informar com referência as normas vigentes.

Lembramos aos agentes que vieram, de maneira grosseira, inesperada e até antiética para com os órgãos assemelhados aqui existentes, que avisem aos seus superiores que, antes de autorizar uma operação de guerra dessa envergadura, CUMPRAM o Artigo 6 da nossa Constituição nos proporcionando direitos sociais, tais como educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, e assistência aos desamparados... Tudo isso é OBRIGAÇÃO do Estado.

Fiquei e ainda estou muito triste. Como cidadão e amante desse Pajeú não poderia, jamais, omitir meu descontentamento com as autoridades da nossa região. Ora, como conseguem calar perante tamanha agressão aos honrados trabalhadores sertanejos? Todo bom gestor sabe, ou deveria saber, que desde 1942 “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.” Então, porque não informou a todo o comércio de sua cidade? O lógico é prevenir com informação do que ter que ver seus munícipes punidos de forma duvidosa. E mais, é tarefa de quem exerce liderança sobre uma comunidade impedir que ações “misteriosas” desse tipo, venham, não apenas multar ou punir, mas aterrorizar todo um povo. O que mais se espera de um chefe do Executivo Municipal é, além da honestidade, a coragem de defender seus habitantes de constrangimentos e sofrimentos que, quando ocorre como nesse caso, leva algum tempo para cicatrizar.

A Lei nem sempre é justa, talvez por isso mesmo muitas são revogadas; diferentemente da Justiça que tem como finalidade a transformação social; como escreveu Rui Barbosa “Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo.” Solidariamente,

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Agosto-2018 / 16:24:55
Caro Fernando, parabéns por manter esta comunicação entre nós afogadenses e demais conterrâneos nordestinos.
Hoje me emocionei lendo as notícias das pessoas queridas que se foram.

Obrigada, Deus, por ter me dado a oportunidade de fazer parte desta comunidade querida!

Lurdinha Rodrigues <lurdinharodrigues.maria@gmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 1-Agosto-2018 / 9:25:02

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2018 / 17:45:57
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