AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Memórias afetivas de Fátima Brasileiro

Fátima Brasileiro é farmacêutica e atua como Assessora Técnica em Saúde no Consórcio dos Municípios de Pernambuco, que foi criado sob a coordenação da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Ela reside no Recife há 42 anos, mas nunca esqueceu as vivências da infância e adolescência no Sertão. Mais precisamente em Afogados de Ingazeira, município localizado a 386 quilômetros do Recife, no qual realizou os seus primeiros estudos. Mas foi no Sertão, também, que ouvia as histórias de mitos não tão distantes como os cangaceiros, que chegaram a invadir a casa dos seus avós, deixando em desespero toda a família que até hoje faz relato oral dessa história, sobre fato tão comum na caatinga do início do século passado.

Fátima preferiu partir para o registro, não só sobre os lendários bandidos que tomaram de assalto a casa dos avós, em Carnaíba, como também das lembranças que vivenciou em Afogados de Ingazeira, onde fez as primeiras amizades, conheceu o amor, participou das festas de rua, das cerimônias religiosas (como as procissões), dos pastoris. Foi ali, também, que sentiu o flagelo da seca, e alegria de ver o Rio Pajeú com o leito caudaloso, durante uma enchente. Depois que a água baixou, as suas margens viraram uma praia, para os moradores da cidade.

Todas essas vivências fazem parte do livro Memórias Afetivas, que Fátima Brasileiro vai lançar, às 18h do próximo sábado, na Praça Monsenhor Arruda Câmara, em frente à Catedral, onde ocorre a terceira edição da Feira de Empreendedorismo de Afogados de Ingazeira. “Memórias Afetivas” aborda com lirismo e em clima saudosista o Sertão do século passado. O Sertão dos velhos casarões, dos grandes quintais (com fruteiras), das rendas de bilros (feitas pela avó), do gado, das encantadoras viagens de trem da autora, durante a infância. Fátima conta, ainda, as desilusões amorosas da adolescência, o sonho de ser baliza, histórias de costumes e fatos do Sertão.

Um dos mais deliciosos relatos da autora é o capítulo As cheias do Pajeú, tanto em Carnaíba quanto em Afogados de Ingazeira. Nesse município, em 1967, “o rio ultrapassou o leito e invadiu a Avenida Manoel Borba, numa correnteza de assustar”. Ela lembra que as casas ao lado do rio “foram totalmente tomadas pela água, que alcançou o outro lado da rua”. Mas relata a surpresa que veio a seguir. “Passado o susto, uma novidade. A areia trazida pela água formou uma faixa imensa, por um mês ou quase. Afogados, a quase 400 quilômetros do litoral, agora tinha praia”, conta. “A juventude estilosa, de óculos de sol e lenço na cabeça, aproveitava para passear, jogar bola, se divertir. A areia era muito branca, um presente para o Pajeú. Famílias inteiras fazendo piquenique, caminhada, tomando banho”. Ou seja, uma verdadeira praia, em pelo Pajeú. Fátima é gente, é quem.

(Letícia Lins, jornalista)

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LOCAL DE LANÇAMENTO:
III Feira do Empreendedorismo , às 19h do sábado, 21 de outubro, na Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-Outubro-2017 / 22:33:25


Aquarela do Brasil - A música é uma das expressões mais belas que temos na sociedade humana, e a Aquarela do Brasil é verdadeiramente ímpar. Traz-me as lembranças de outrora com o excitamento de ouvir pela primeira vez a Aquarela do Brasil no piano com Tyrone Powel. Não me recordo do nome do filme, mas a música sim, é inesquecível. Não tínhamos Rádio, e a difusora Pajeú o substituía.
Com todas as facilidades que temos hoje, é difícil fazer as novas gerações acreditarem que houve um momento no tempo em que comunicação era privilégio de alguns, mesmo assim uma lembrança agradável e um deleite.
Na minha percepção, os cubanos contribuíram bastante com seus maracás na formação fabulosa desse musical tão bonito. Mais uma vez tenho que agradecer ao Fernando o envio desses vídeos.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 17-Outubro-2017 / 6:52:55

Fragmentos de “PÁGINAS DE AFOGADOS DA INGAZEIRA”
sobre as Frentes de Trabalho do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), nos anos 1960 – séc. passado.

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Em 17 de junho de 1962, na edição 136-2, lia-se no Diário de Pernambuco:

“AJUDA OU EXPLORAÇÃO?

Recebemos denúncia, por parte de informante merecedor de fé, e pusemos em campo a reportagem do Canal 6, que foi a Afogados da Ingazeira e constatou, 'in loco', a procedência total do protesto corajoso de um sertanejo de fibra:

A frente de trabalho aberta pelos serviços federais, a fim de minorar a situação da população atingida pela fome e pela crise de produção está se transformando num processo ignóbil de exploração que clama aos céus.
O cinegrafista da Televisão associada apanhou ao vivo as cenas dantescas de que é teatro o município, e, possivelmente, se o sistema é o mesmo, o Nordeste inteiro

Miseráveis párias, chefes de família numerosa, enfrentam trabalho árduo, rasgando leitos de estradas, realizando escavações e movimento de terra, em esforço penoso, numa jornada de 10 e onze horas, de sol a sol, em labuta feroz, de calcetas, tratados como se fossem bichos do mato. São homens saudáveis, velhos, mulheres e crianças, vergados ao peso das picaretas, dos carros de mão, das pás, das enxadas, das seis da manhã às onze, e das treze às dezoito horas, sob a canícula comburente e abrasiva.

Salário, Cr$ 300,00 (trezentos cruzeiros) por semana, e o resto pago em gêneros deteriorados, alimentos apodrecidos que seriam recusados pelo paladar grosseiro dos animais famintos. A distribuição de gêneros seria compreensível, porque o drama da região é exatamente a falta de alimentos e levando ao flagelado a carne de charque, o feijão, o milho, o leite o peixe, o café, o açúcar, na verdade os órgãos federais estariam concorrendo para amenizar a tortura das populações sacrificadas do sertão. Mas, na sacaria dos gêneros que se empilham nos barracões estatais está gravada em termos de não ensejar lugar a dúvidas, a declaração expressa de que se trata de mercadorias fornecidas pelo povo americano, no programa ‘Aliança para o Progresso’ e de que tais utilidades não podem ser vendidas nem trocadas.

Ora, tudo se torna muito claro: o governo federal recebeu substancial ajuda americana em gêneros alimentícios para distribuição entre os necessitados, e os órgãos que executam a política assistencial do governo da União transformam estas utilidades em meio de pagamento, completando o ignóbil salário de fome atribuído ao trabalhador que, desta sorte, é vítima da mais torpe e desumana exploração, tanto mais abjeta e sórdida, quanto exercida pelo poder público.

Trairíamos os mais comezinhos deveres para com a comunidade se silenciássemos diante de tamanho horror e aqui estamos para denunciar ao Estado e à Nação este crime que se perpetra à plena luz contra Deus, contra a sociedade, contra o indivíduo e contra a pessoa humana.

Temos, repetidas vezes, procurado fixar bem nossa posição de jornal de centro, diante dos problemas sociais do país e da região. Pregamos a ordem, o respeito à legalidade, a preservação das nossas tradições de democracia ocidental e cristã, entendendo que é possível realizar uma política da justiça social dentro dos moldes de uma evolução pacífica, sem ser preciso recorrer a processos revolucionários ou a fórmulas bastardas de transplantação de exotismo repelidos pela nossa própria formação. Mas, manter isso que aí está, e de que o episódio de Afogados da Ingazeira constitui um aspecto sugestivo e marcante, sentimos que é impossível.

Para jogar a Nação no horror de uma revolução sangrenta, não é preciso pedir emprestado nenhum modelo a Cuba ou à Alemanha oriental: os processos utilizados pelos próprios órgãos oficiais bastam e sobram. ”

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Nessa mesma edição (136-2) de 17 de junho de 1962, do Diário de Pernambuco, lia-se...

"O comerciante José Correia de Siqueira e o repórter associado, visitando a frente de trabalho do DNOCS-SUDENE, em Afogados da Ingazeira, conversaram com os camponeses e veem sacos de alimentos doados pelo governo dos Estados Unidos

FRENTE DE TRABALHO DO DNOCS, EM AFOGADOS DA INGAZEIRA, É CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DA FOME
(Reportagem de Severino Barbosa)

Verdadeiro campo de concentração, onde as cercas de arame farpado foram substituídas pelas algemas da fome, está instalado em pleno sertão pernambucano, na cidade nordestina de Afogados da Ingazeira, a 400km do Recife. Nele, mais de mil camponeses, flagelados das secas, trabalham entre nove e dez horas por dia, inclusive nos feriados e dias santos, e seu pagamento é feito ¼ em dinheiro (25%) e o restante em mercadorias.
Trabalham homens, mulheres e crianças, na estrada que vai de Afogados da Ingazeira a Carnaíba, numa extensão aproximada de 20km, sob o sol inclemente do sertão.
Sem assistência médica e dependendo apenas do pagamento de Cr$ 1.200,00 (mil e duzentos cruzeiros) semanais, a maior parte em gêneros alimentícios, os agricultores tangidos pela seca têm seu destino entregue ao DNOCS, sob as vistas complacentes da SUDENE.

O mais grave é que a mercadoria que completa o “ordenado” dos trabalhadores é recebida em doação pela SUDENE: milho, feijão, farinha e outros gêneros, mandados pelos Estados Unidos ou doados por instituições particulares brasileiras.

A ESTRADA – Foi iniciada em 1958, numa grande seca e em véspera de campanhas eleitorais, a estrada de Afogados da Ingazeira a Carnaíba, no sertão pernambucano, próximo à divisa da Paraíba, a 400 quilômetros do Recife.
Naquele ano, apesar do pouco trabalho realizado, foram gastos Cr$ 70 milhões (de cruzeiros). Passada a fase “estratégica” da campanha e de candidatos, foi a construção desprezada, inteiramente esquecida, no correr dos últimos anos, para prejuízo do nosso progresso.
Como justificativa ao emprego dos flagelados, a título de assistência aos desabrigados da seca, foi reiniciado o trabalho em meados de maio próximo passado.
Quase dois mil camponeses, de ambos os sexos, e de idades variáveis entre os 10 (DEZ) e os 70 (SETENTA) anos, foram empregados no serviço da estrada.

CAMPO DE CONCENTRAÇÃO – Não pode ser outra a denominação de um campo de trabalho, onde empregados, forçados ao labor exaustivo, de sol a sol, com horas intermináveis ao relento, dependem de uma disciplina férrea e desumana.
Homens, mulheres e crianças; velhos de cabelos brancos, de enxada à mão e picareta, quebram a terra dura, feito pedra do sertão, e são dominados por administradores insensíveis.
Seu pagamento é ‘ o comer que comem ’, e seu castigo, por qualquer desobediência, ou qualquer falta, ‘ é perder direito à feira semanal ’, paga pelo Armazém, a título de ordenado.

São vários os casos de injustiça, e uma das ‘barraqueiras’ foi punida, perdendo a feira da semana, por ter rejeitado as ‘graçolas’ de certo auxiliar de administração.
Um dos trabalhadores, adoecendo e ficando por dois dias no seu mocambo, também não recebeu seus ‘vencimentos’ e foi forçado a passar OITO DIAS sem alimentos.
O chicote, naquele ‘campo de concentração’, foi substituído pelo azorrague (castigo) da fome .

PAGAMENTO EM FEIJÃO - Percebendo Cr$ 1.200,00 (mil e duzentos cruzeiros) semanais, os trabalhadores da estrada recebem apenas Cr$ 300,00 (trezentos cruzeiros) em espécie. O restante é completado com mercadorias, quase sempre deterioradas e prejudicais à saúde.

Nossa reportagem anotou uma dessas feiras semanais, fornecidas aos flagelados:
Carne de Charque, 1,2kg; Peixe, 800g; Feijão, 1,5kg; Farinha, 3kg; Café, 1kg; Açúcar, 2kg.
A minguada feira, segundo pudemos observar, chega apenas para 4 ou 5 dias. Quando a família é grande, a feira dá apenas para 3 (três) dias. O resto da semana eles ficam sem comida.
Com os Cr$ 300,00 em espécie, o camponês tem que comprar fósforo, querosene, sabão para lavar panelas e roupas, remédio, quando adoece, e assim por diante.

O mais grave, repetimos, é que a mercadoria negociada como dinheiro, utilizada para o pagamento, é recebida em DOAÇÃO DO POVO NORTE-AMERICANO e de Instituições da caridade no país e dado à SUDENE, com a legenda ‘NÃO VENDER, NEM TROCAR’.

TESTEMUNHA DE VISTA – Fomos acompanhados, nesta reportagem, pelo sr. José Correia de Siqueira , comerciante estabelecido no Recife e filho de Afogados da Ingazeira, onde reside sua família, e onde nasceram seus antepassados.
Comentando a miséria dos flagelados sertanejos, e a situação que presenciou, disse:
‘O problema das secas somente é insolúvel no Brasil, pois em todo o mundo a mão do homem supre as deficiências naturais. A falta d´água, através de irrigações e das chuvas que se repetem todos os anos no sertão, certamente pode ser solucionada com a construção de açudes, barragens e poços tubulares. Um homem do sertão, conhecedor da gravidade desse problema e sabendo também a maneira de resolvê-lo, mandou estudar os vales do Pajeú, Brígida e Moxotó. Foram planejados aproximadamente 20 açudes que, naturalmente, teriam sido construídos, não fosse a sua morte. E me refiro a Agamenon Magalhães. Se assim acontecesse, ao invés de ser um Vale de Misérias, o sertão de Pernambuco seria hoje um oásis, um celeiro do Nordeste.’

CORRIGIR A INJUSTIÇA - Quanto à injustiça praticada contra os camponeses de Afogados da Ingazeira, disse o sr. José Correia:
’Tem o DNOCS obrigação de remunerar o trabalho daqueles infelizes sertanejos, com dinheiro, ao invés de mercadorias. Não me consta que a prática de utilizar-se gêneros alimentícios, como moeda corrente, em pagamento de serviços prestados, seja permitida em nosso país. Além do mais, o pagamento semanal de Cr$ 1.200,00, num total de Cr$ 4.800,00 ao mês, mesmo sendo em espécie, não seria o justo em relação ao esforço de NOVE a DEZ horas de trabalhos diários a pais de família.
É de estranhar que a SUDENE, órgão criado sob o pretexto de redimir o Nordeste, dê o seu beneplácito para que os nordestinos sejam tratados como escravos, ou prisioneiros de guerra’”



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(“Páginas de Afogados da Ingazeira” é o nosso novo livro, em fase de edição, que conta momentos da cidade/região, desde a sua origem – Ingazeira – a partir dos anos 1800.)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Outubro-2017 / 22:23:48

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-Outubro-2017 / 21:53:42

Os perigosos disfarces da mídia

Um renomado jornal divulgou recente matéria onde se lia: ”A televisão aberta brasileira foi, durante anos, referência dentro e fora do país. Aos mais novos, nas décadas de 80 e 90, a TV aberta era tida como um veículo de aprendizagem, visto que trazia muita informação aos telespectadores. Hoje, diferentemente de outrora, o que temos são os big brothers da vida e os excessos. Excessos de cenas de violência e apologia ao crime, excessos de apelo sexual e brincadeiras que expõem os participantes ao ridículo. Tudo isso em programas que antes deveriam servir para informação e distração do público.”

Gostaria de relembrar algumas novelas que marcaram época em nossa literatura televisiva. Em 1973, Dias Gomes escreveu “O Bem Amado” com Toquinho e Vinícius enriquecendo a trilha sonora; Bernardo Guimarães nos deixou a obra “Escrava Isaura”, indo para televisão em 1977 com Dorival Caymmi cantando suas belas canções; em 1986, Benedito Ruy Barbosa escreveu “Pantanal” com participação de João Bosco, Ivan Lins e Almir Sater interpretando um rico repertório musical. Que saudade de uma mensagem rica em dramaturgia e cultura regional!

Infelizmente, hoje os autores abordam temas que, além de insultar a família cristã, nada trazem de útil aos seus míopes telespectadores.

A professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Ivana Guimarães, questionou em um debate sobre “Como conviver com esse bombardeio de imagens, sons, mensagens, formas sedutoras de nos vender sonhos, que entram em nossas vidas sem pedir licença, sem medir consequências, sem passar por uma análise prévia?“

Avós, pais, mães, tias, tios, enfim, todos os membros da família têm, antes de qualquer coisa, de se reeducar e repensar os próprios pensamentos, para uma leitura crítica do que a televisão e similares nos mostram. Caso contrário, sem nos preparar, não podemos instruir nossos dependentes de como identificar os heróis disfarçados de monstros e enfrentar os monstros disfarçados de heróis. CARLOS MOURA GOMES – Gravatá/PE out/2017

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Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 10-Outubro-2017 / 16:30:51

Beleza musical

Oi Fernando, você realmente tem uma percepção de beleza musical refinada, prova está na escolha das suas seleções artísticas. Este moço Marcus Biancardini apresentando a beleza clássica no solo de violão é de nos deixar pasmados com o seu desempenho musical.
Tive a oportunidade de ouvir esta música na minha juventude distante, mas desempenhada da maneira apresentada neste vídeo me deixou muito emocionado. É como se estivesse sendo embalado nos braços da amada, sem nada mais neste mundo para nos despertar deste sonho que é musica como apresentada. Esta é uma grande dádiva e eu muito lhe agradeço.
Quando tudo parece estar seguindo um caminho desagradável e temeroso, esta musica com este desempenho no violão, nos desperta para o mundo de sonhos e ilusões, mais precisamente de amor .
As memórias são vivas e quase reais, e nos deixa embevecidos com as emoções que outrora foram parte de nossa vida longe atrás no tempo. Já ouvi e ouvi novamente pelo menos umas 20 vezes esta obra de arte, e finalmente parei para te dizer que sou muito grato pela lembrança que o amigo me gratificou.
Muito obrigado e até breve.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 6-Outubro-2017 / 19:37:04

A gratidão do público

O Velho Guerreiro, Chacrinha, marcou um “golaço” em sua brilhante carreira ao deixar registrado que “Quem não se comunica, se trumbica”; Sílvio Santos, com seus oitenta e tantos anos, hoje famoso e conhecido comunicador, disse em recente entrevista que “Sempre que me chamam para falar sobre comunicação não sei bem o que dizer. Não sei, porque não estudei comunicação, não saberia conceituar comunicação. O que sei é que comunico. A minha vida é comunicar, e a comunicação é a minha vida”. O saudoso escritor Ariano Suassuna, afirmava em suas aulas espetáculos que o importante da comunicação é que as partes se entendam, não interessando o lado culto da língua.
O radialista compõe esse seleto grupo de profissionais queridos pelo público, vivendo quase que diariamente da arte de se comunicar. Daí o reconhecimento, o carinho e o aplauso dos ouvintes, bem como dos órgãos governamentais que elegeram os dias 21 de setembro, lembrando a data da criação da lei que definia o salário para estes talentosos e valentes profissionais e o dia 7 de novembro em homenagem ao nascimento do músico, compositor e, também, radialista Ary Barroso.
Pela importância que essa categoria representa na formação e na cultura de um povo, acredito que não apenas dois dias seriam justos para lembrarmos o Dia do Radialista, mas tantas quantas vezes o público assim desejasse, afinal “não há no mundo exagero mais belo que a gratidão”.

Meu reconhecimento sincero a todos os radialistas...

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 22-Setembro-2017 / 13:52:06

Violência assusta, mas não vencerá...

O compositor Dudu Nobre, em 1989, levou para a Avenida Marquês de Sapucaí, um samba enredo campeão que fez a Imperatriz Leopoldinense cantar com muita emoção “Liberdade, liberdade! / Abra as asas sobre nós / E que a voz da igualdade / Seja sempre a nossa voz”. Essa tão sonhada e conquistada liberdade não pode, jamais, ser atropelada pela violência.

A nossa Constituição Federal em seu artigo 144 diz que a segurança pública é dever do Estado e é exercida para preservação da ordem pública. Mesmo assim, infelizmente, no Brasil, a violência cresce e assume uma posição que amedronta essa pacata família cristã. Particularmente, em Pernambuco o número de homicídio teve um aumento de 39,3% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Foram 2.876 mortes por assassinato e 9.624 ocorrências de furtos e roubos diversos, segundo dados da própria Secretaria de Defesa Social.

O problema da violência, há bastante tempo, vem sendo alertado por estudiosos do assunto, onde apontam as gestões irregulares de vários governos contribuindo com o aumento da miséria, provocando a falta de acesso a uma educação de qualidade e, o pior, registro de corrupção devidamente identificado pelas autoridades policiais, como as principais causas desse terrível e perigoso cenário.

Somente com escolhas e decisões conscientes e criteriosas sobre nossos futuros gestores, poderemos alterar esse desfavorável quadro, porque como escreveu Miguel de Cervantes “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida”.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 19-Setembro-2017 / 19:04:06

H2O, o elemento da vida...

O Art. 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que "o direito da água é um dos direitos fundamentais do ser humano..." E, segundo nossa Constituição Federal é de responsabilidade dos governos estaduais a tarefa de administrar, tanto a captação como a distribuição de água para toda população. Porém, alguns governos pecam no quesito planejamento, comprometendo drasticamente o fornecimento desse tão importante e precioso líquido. Infelizmente, fica a impressão que a questão hídrica não é prioridade nesse nosso ?Brasil Varonil? que, paradoxalmente, tem as maiores reservas de água doce do planeta.

É lamentável ouvir as inúmeras e constantes reclamações de moradores, residentes em áreas rurais e urbanas, pela falta de água. Sabemos que existe, sim, a crise hídrica, porém isso só não justifica os erros de gestão na prestação do serviço e, consequentemente, no fornecimento do produto que representa a fonte da vida. Projetos mal elaborados e ausência de uma responsável manutenção periódica provocam constantemente, dentre vários atropelos, rompimentos dos dutos com desperdícios incalculáveis.

Em 2015, em sua segunda encíclica, Louvado Sejas, o Papa Francisco alerta que ?o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos.? Adianta o carismático religioso ?privar os pobres do acesso à água significa negar-lhes o direito à vida?.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Setembro-2017 / 11:53:50
Olá Fernando, recebi o muito belo e agradável vídeo do nosso Luiz Gonzaga, Rei do Baiao, que me levou a um mundo distante, que, acredito, não mais existe. Fiquei encantado com a entrevista do Luiz Gonzaga.
Faltam-me palavras para descrever o mundo de emoção que esta lembrança despertou em mim.
Estavam aqui, conosco, por três dias, meus dois netos mais novos, Natan e Jason, a quem introduzi o Luiz Gonzaga, relatando a significação daquele muito amado conterrâneo em nossas vidas sertanejas.
Fui introduzido ao Rei do Baião através do Serviço de Autofalantes Pajeú, e daí pra frente foi um mundo de riqueza musical e poética que o Rei nos apresentou. E uma lista longa de joias musicais que, na minha opinião iniciou com Asa Branca, continuando com a sequência fabulosa que nos foi legado.
Muito obrigado pela lembrança tão cheia do doce amargo de saudades.
Um abraço. Zezé

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead, CA EUA - 8-Setembro-2017 / 14:13:51
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