AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Arribaçã (ou Juriti)

Sou um amigo das coisas naturais, da natureza e tudo relacionado. Quando compramos nossa casa, fiquei encantado pelo fato de que tem um espaço grande com muitas possibilidades. A casa está no centro e há espaço para construir mais seis, no entanto o que mais me atraiu foi o fato de que me senti como no sertão, um bom numero de animais tais como esquilo,'Possons' e pássaros em quantidades tais como papagaios e outros que diferem em cores e beleza de acordo com a estação do ano; fiquei encantado estava no paraíso.
O que me atraiu mais foram as Juritis; elas vêm sempre em pequenos grupos consumindo a comida que lhes são servidas diariamente: uma mistura de sementes que adquiro em sacos de 25 libras, ou aproximadamente 12 quilos. Juritis são velhos amigos. Meu primeiro contato com esses belos espécimes de Arribação aconteceu em Riacho Fundo, onde residiam minha irmã Firmina e seu esposo Julio Bento, onde fui visitá-los várias vezes.
Numa dessas visitas, um rapaz que trabalhava no local sugeriu que iria caçar Arribacã, minha irma lhe pediu que me levasse com ele. Nessa época eu estava 9 ou 10 anos de idade. O matagal estava verdejante, sinal de que a seca havia passado. Nos aproximamos em uma das árvores frondosa e com bastante cuidado nos infiltramos em baixo daquela bela amiga. Percebi então que havia um grande número de aves abrigadas e fiquei encantado. O rapaz calmamente apontou a espingarda e puxou o gatilho e as aves desapareceram num grande 'rururu', menos dois que foram atingidos. Quando era hora de voltar tínhamos umas 8 ou 10 Juritis pra comer.
Hoje elas estão safe e sound (sãs e salvas), pois aqui não e permitido caçar animais selvagens, sem autorização, das 3h da tarde até o escurecer. É um deleite recebê-los diariamente e ver como eles apreciam o alimento doado. Eles mantém a habitualidade, sempre no horário estabelecido. Ontem chamei minha esposa e pedi para que ela tirasse algumas fotografias para memorizar tão belo cenário. O grupo de Juritis é fabuloso, muito bonito.
Duas árvores, com mais de 60 anos, de 10 e 15m de altura, já mortas, são o ponto favorito para esse grupo de visitantes. Recusei cortá-las, porque elas oferecem um recanto agradável aos amigos Juritis, como se veem na foto.
Eles começam a chegar a partir das 15h, vindo de diversas direções e os recebo de bom grado. Na varando sento-me na cadeira favorita e fico a observar a chegada das belas Juritis. que chegam em pares ou mais. De repente os galhos secos da árvore morta estão completamente lotados de Juritis que ali ficam se aquecendo com o calor do sol da tarde saboreando a comida servida. Dirijo-me para o local costumeiro e espalho as sementes que normalmente os presenteio. Eles usam precaução, mas, quando estão certos que não há perigo, começam a descer e devorar toda aquela variedade alimentícia. Às vezes eles vêm um a um e de repente descem todos ao mesmo tempo, quase que num alvoroço pra não ser deixado pra trás. Em alguns momentos contei mais de 100 aves subindo e descendo. É realmente um momento de grande alegria pra mim e pra minha esposa.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 7-Dezembro-2017 / 22:35:35

Anísio Macena de Lima
07.01.1919 - 20.11.2017

Prestes a completar 99 anos de idade, faleceu em Afogados da Ingazeira o antigo comerciante Anísio Macena.
Durante anos, diariamente saía da sua casa, na Gustavo Fitipaldi, levando uma cadeira para se sentar na calçada da catedral, todas as manhãs, tomar um solzinho e conversar com os amigos.
Aos familiares, nossa solidariedade.

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Filho de João Macena de Lima e de Quitéria Macena de Lima, nasceu em 20 de novembro de 1919 no distrito de Ibitiranga (Boa Vista), do Município de Carnaíba/PE.
Passou a infância e juventude naquele distrito. Seu trabalho, desde a juventude, foi na agricultura. Em 1947 enveredou no comércio de estivas.
Em 30 de setembro de 1947, quando contava 28 anos de idade, se casou com Romana Vieira, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira. O celebrante foi o padre Antonio de Pádua Santos. Dessa união tiveram 4 filhos: Renato e Luiz (em memória), Roberto, Robério, Vera Lúcia e Gustavo (em memória).
Seu Anísio, sorrindo, disse que se casou com Romana só porque lhe deu um beijo e, naquela festa onde ocorreu esse fato, ela passou todo o tempo 'aperreada' porque os comentários iriam existir, ficaria 'falada', e os seus pais iriam saber do ocorrido.
Desde que enviuvou viveu em companhia da única filha mulher.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Dezembro-2017 / 12:56:37


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A volta da Asa Branca...

Oi Fernando, gostei muito de ouvir novamente a Volta da Asa Branca, se bem que desta vez o acompanhamento foi por orquestra sinfônica. O cantor,um ótimo interprete, mas pra mim faltou o Luis Gonzaga e sua sanfona. Claro que isto é saudosismo puro e simples.
Observei que a orquestra era na sua maioria composta de jovens, bem jovens e isto e um bom sinal: quer dizer que teremos as novas gerações desenvolvendo sua capacidade musical para o entretimento de gerações futuras com toque do sertanejo. De qualquer modo ouvi e cantei muitas vezes esta joia da música sertaneja cheia de saudosismo.
O que gostei imensamente foi ouvir a música sertaneja se projetando num planalto diferente, mas apresentando sua beleza sem par: "Já faz três noites que pro norte relampeia, e a Asa Branca ouvindo o ronco do trovão, já bateu asas e voltou pro meu sertão...”. Igual à Asa Branca, nós todos gostaríamos de ter esta opção, no entanto sabemos que está longe da realidade. Faz-nos bem, no entanto, sonhar e reviver o passado que se foi na fumaça do tempo...
Até breve

Zeze Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 30-Novembro-2017 / 17:07:04


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O Circo do Palhaço Facilita

Quem tem mais de 50 anos, se recorda muito bem. Esse palhaço deu o que falar na cidade de Afogados da Ingazeira como principal atração do circo. As crianças, os jovens e adultos esperavam ansiosos a hora do espetáculo do circo MÁGICO NELSON.

Paulo Marinho <paulomarinhofm@gmail.com>
Recife, PE Brasil - 28-Novembro-2017 / 22:48:18

Sebastião Alves Feitosa (1941-2017)

Faleceu, ontem, em Caruaru, onde residia com a família, o primo 'BASTO', músico que durante muito tempo atuou nos festejos afogadenses juntamente com Dino, Coligado e outros.
Aos familiares, nossas condolências.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Novembro-2017 / 20:20:20


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Chuva de honestidade

Oi Fernando, estou ouvindo pela milésima vez este trio de sertanejos cantando para uma audiência ao ar livre e fico encantado cada vez que aperto o botão “play”.
Tive que ouvir muitas vezes pra chegar a compreender os versos expressando o desejo do poeta: “só quero chuva de honestidade molhando a terra do meu sertão”. Esta frase me faz ficar arrepiado só em pensar o que esta sendo pedido. Parece ser tão natural e normal o pedido, no entanto nos dá uma tristeza muito grande ao saber que esse pedido é uma velha aspiração que gerações passadas gritaram com o mesmo entusiasmo pedindo chuvas de honestidade, isto é que me traz a realidade e fazer a pergunta: “até quando?”
O show em si é muito bem apresentado, e a performance não deixa nada a desejar. Que dessa vez haja positiva resposta ao apelo.
Tenho uma questão para o amigo Fernando: "Em que local foi esse show?" Minha percepção me faz pensar que foi em Afogados da Ingazeira, e a razão é simples: se observarmos a foto, do lado direito está a parte lateral do que me parece ser parte da catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios.
Muito obrigado por sua gentileza.
Ate a breve

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 24-Novembro-2017 / 11:53:50

Consciência negra e a injustiça social

O Artigo 179 da nossa primeira Constituição, assinada por D. Pedro I em 1824, dizia no item 9 que “A lei será igual para todos...”. Cento e sessenta e quatro anos depois, em nossa oitava e atual Carta Magna, ficou ratificado em seu “Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...”
O “Regime do Anistiado Político”, estabelece dentre outras vantagens, indenizações a presos políticos por danos sofridos durante, principalmente, o período conhecido como “ditadura militar”, compreendido entre os anos de 1964 à 1985, onde o Brasil foi governado por oficiais do exército.
Lembramos que ninguém foi mais privado de sua liberdade, aqui no Brasil, do que os negros. Sofreram as mais terríveis torturas e humilhações. Ora, se “Todos são iguais perante a lei”, cabe, inquestionavelmente, aos descendentes dos que tombaram sem vidas nas senzalas e campos de trabalho forçado, igual tratamento, inclusive com todos os direitos e vantagens que manda e determina a lei 10.559 de 2002.
Esse povo, os negros, passou mais de cem anos na escravidão, e mesmo após a dita “abolição da escravatura”, foram jogados à rua sem nenhuma indenização nem perspectiva de integração social.
O mais importante membro da resistência negra em tempos do Brasil Colônia, Zumbi, aos 40 anos, foi traído por um companheiro e morto numa covarde emboscada em 20 de novembro de 1695. Em reconhecimento a luta do líder do Quilombo dos Palmares, nesse dia comemora-se o Dia da Consciência Negra, não apenas pela comunidade afro, mas por todos os brasileiros e brasileiras que exigem e lutam pelo respeito, pela igualdade e, sobretudo pelo cumprimento das Leis. O valente guerreiro, Zumbi dos Palmares, dizia sempre aos seus irmãos quilombolas, índios e brancos que “É chegada a hora de tirar nossa nação das trevas da injustiça social.”
Orgulhosamente,
CARLOS MOURA GOMES

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 18-Novembro-2017 / 10:19:02

EDIVAL FREITAS DA SILVA
13.09.1937 - 13.11.2017

Missa de 7º dia em 21.11.2017 (terça-feira), na matriz de Casa Forte, no Recife.
O falecido era filho do sr. Fernando Simão (em memória).

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 16-Novembro-2017 / 20:53:37

Arroche o nó!

Oi Fernando, essa serie de fotos do nosso sertão no "Arroche o nó" (que você me enviou por e-mail) é muito pro meu deleite. São diferente fotografias apresentadas de maneira emocionante, os cenários que deixamos muitos anos atrás...
A primeira foto ressalta a cerca e porteira de varas secas, que era o normal naquela época, sendo parte do cenário de desolação do nosso sertão. É uma lembrança doce-amarga que não sabemos se devemos rir ou chorar. A outra é um contraste muito grade, mostrando a natureza verdejante numa época de chuvas e uma casa no meio de tudo isto. Nada pode representar a realidade melhor do que a maneira como é apresentada. Fui parte desses cenários muitas vezes; hoje resta-nos apenas a saudade...
Outra coisa que é muito do meu agrado é ouvir e a maneira bela sem igual que o poeta repentista descreve esses cenários e fatos, nos relembrando as ocorrências com tanta beleza e amor. O poeta repentista é acima do normal, é fantástico e nos deixa abismados pelo fato que ele faz o que gostaríamos de fazer: uma descrição envolvente dos fatos do sertão.
Outra foto muito do meu agrado, por sua significação, é ver a mulher sertaneja carregando a lata d'água na cabeça. Cenário conhecido pelo Brasil afora 'Lata d'água na cabeça, lá vai Maria, lá vai Maria...'. Cantei muito esses versos de carnaval. Muito antes do carnaval isto era o cenário mais comum no nordeste.
As mangas deliciosa e os cajus suculentos nos dizia que a seca havia passado e a abundância havia retornado. O por do sol era uma pausa nos labores diários , um adeus á luz do dia e um alô ao candeeiro a querosene, e bater papo até o sono chegar.
Uma das melhores lembranças daquele período foi a semana que passei em Saco dos Queiroz, residência do Sr. Manoel Ferreira, amigo do meu pai, que me permitiu passar uma semana naquele rincão belíssimo. Um dos vizinhos, que era cunhado do Sr. Manoel Ferreira, era um senhor cujo nome não estou certo, no entanto direi que se chamava Tibúrcio. Ele era um contador de 'histórias'. Eram contos que sempre apresentavam temas de moral, sabedoria, ou humor. E às vezes todos os temas. Aquela visita foi a que mais me agradou e ficou bem gravada na minha mente, agradecendo sempre a Deus pela graça de haver conhecido aquela família tão amiga e boa, a Família do Sr. Manoel Ferreira.
Até a próxima...

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 15-Novembro-2017 / 18:46:38

Esse país é nosso!

Acredito que essa nossa geração sexagenária nunca presenciou tantas irregularidades praticadas por governos corruptos e irresponsáveis. Sabemos sim, que a corrupção é antiga e tem uma incrível capacidade de contaminação, igual ou mesmo superior ao mais resistente vírus, causando males, muitas vezes, irreparáveis. É traiçoeira e perigosa. Daí a importância de estarmos sempre vigilantes, usando todas as forças e meios disponíveis para combatê-la e, se possível, destruí-la definitivamente, dando espaço para a justiça e a verdade.
A República do Chade, situada ao norte da África, com aproximadamente 11 milhões de habitantes, a maioria de origem muçulmana, é o país mais corrupto do mundo, segundo levantamento do Fórum Econômico Mundial.
E o Brasil? Bom, o nosso Brasil fica bem próximo. Recebe a “medalha de barro”, ocupando o quarto lugar no pódio da vergonha. Atrás apenas da Bolívia, Venezuela e do próprio “campeão”. Campeão de fraudes e desvios de verbas públicas. Infelizmente, estamos falando de corrupção, a pior doença na esfera política.
Dados oficiais da Receita Federal mostram que nos últimos três anos as solicitações de saídas definitivas do Brasil, incluindo profissionais das mais variadas áreas, tiveram um aumento na ordem de 81%, referente ao período anterior da operação “Lava Jato”.
É mister, ou seja, necessário, que mulheres e homens dessa antiga terra de Vera Cruz, “ponham em prática o poder da democracia para combater as nulidades, sobrepor-se à desonra, revoltar-se diante das injustiças e arrancar o poder das mãos dos maus”. Assim, respeitando, porém discordando dos célebres escritos do Águia de Haia, quando afirma que “o homem chega a ter vergonha de ser honesto”, entendemos que se nas próximas eleições escolhermos representantes dignos de nos representar, os futuros eleitos irão sentir e praticar o valor da virtude, o respeito à honra e o orgulho da honestidade.
Esse país é nosso!

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 14-Novembro-2017 / 18:35:26

Inclusão, atitude dos fortes!

Nenhum país é feito apenas de uma única língua. No Brasil, por exemplo, estima-se que haja, aproximadamente, 210 formas de se comunicar. A Libras, a Língua de Sinais, é uma delas e é praticada, principalmente, por deficientes auditivos. Dom Pedro II fundou, em 1857, a Imperial Instituto de Surdos Mudos, essa seria a primeira escola do gênero; atualmente funciona como Instituto Nacional de Educação de Surdos, na cidade do Rio de Janeiro.
Lembramos que a perda parcial ou mesmo total da audição, não caracteriza o fracasso do ser humano. A bela Hale Berry, vencedora do Oscar; o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton; o gênio da música clássica, Ludwig van Beethoven; o vocalista, sim, o cantor da banda irlandesa U2, Bono Vox e a atriz brasileira, Maria Otávia Cordazzo, da novela “Tempo de Amar”, são famosos e conseguiram vencer em suas determinadas carreiras, mesmo com seus comprovados problemas auditivos. A redação do Enem 2017 foi sobre os “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”. Coincidentemente, dentre os 77 ferinhas que obtiveram a nota máxima, um é Bernardo Manfredi, surdo de apenas 20 anos, provando que nenhuma deficiência é obstáculo para impedir que os sonhos se tornem realidade.
Enquanto parabenizo a equipe do Enem pela feliz escolha do tema, faço meus os questionamentos do professor Jackson da Mata, indagando em alto e bom som: “até quando os métodos programáticos que promovem a exclusão dos menos favorecidos intelectualmente, serão ferramentas básicas persistentes na educação? Em muitos casos, negativos, os ensinos nas escolas têm gerado não a educação inclusiva, mas a competição, a discriminação exclusiva”. A todos os que enfrentam dificuldades com referencia a qualquer dos cinco sentidos, fica minha solidariedade e meu compromisso como cristão de fazer parte desse valente exército, até porque “desistir é opção dos fracos, insistir é atitude dos fortes”.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 7-Novembro-2017 / 16:10:25
Reencontro

Oi Fernando, fiquei bastante surpreso ao ler as notícias sobre o velho rincão, Afogados da Ingazeira, especialmente quando entre vários nomes lá está mencionado o nome da minha querida mãe Aurora de Azevedo Lopes, professora primária estadual, anunciando sua confirmação no cargo. Eu estava com mais ou menos dois anos de idade quando os fatos aconteceram,por esta razão eu não sabia dos detalhes, mesmo assim fiquei muito alegre ao tomar conhecimento do noticiário.
Fiquei recordando meu tempo de criança, da escola que era localizada na sala da nossa casa, da alegria natural das crianças contemporâneas e chorei, não de amargura, mas de gratidão e amor do que passou, e das memórias.
Mais abaixo vieram outras notícias que também trouxeram boas recordações: os natalícios de duas pessoas muito importantes para mim: Dr. Fausto Campos e Maria do Carmo Veras. Dr Fausto era um homem de boa índole e o seu filho mais novo era da minha idade e chamava-se Aquiles; éramos amigos.
Quando eu já estava na Escola de Aprendizes Marinheiro tive um encontro com Aquiles na ponte Duarte de Macedo; estávamos indo em direções opostas e eu o reconheci. Falamos brevemente e continuamos com nossa andança. Foi a ultima vez que nos vimos.
Maria do Carmo Veras, era uma moça muito bonita, de uma voz agradável e jovial. Os pais dela eram meus padrinhos de batismo e eu gostava muito deles. Quando veio o período Joanino, meu pai comprou madeira para fazer a fogueira. Na data apropriada, a fogueira estava abrasada, o barulho das roqueiras, “Peido de Véia” e muitos outros fogos de artifício, vieram umas moças a passear e param para observar o fogaréu. Estabelecemos uma conversa amiga sobre o fogo, e de repente me veio a ideia: "voce gostaria de ser minha madrinha de São João?" Trocamos algumas palavras e ela finalmente respondeu afirmativamente; fiquei muito feliz, pois agora eu tinha uma desculpa para conversar com a bela jovem.
A última vez que nos vimos foi num encontro ocasional, na rua Nova, no Recife, que naquela época era o grande centro comercial. Ela estava em companhia de outras moças que quando me viram vieram me cumprimentar e perguntar o eu fazia em Recife. Foi nosso ultimo contato.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 1-Novembro-2017 / 17:13:48

Memórias afetivas de Fátima Brasileiro

Fátima Brasileiro é farmacêutica e atua como Assessora Técnica em Saúde no Consórcio dos Municípios de Pernambuco, que foi criado sob a coordenação da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Ela reside no Recife há 42 anos, mas nunca esqueceu as vivências da infância e adolescência no Sertão. Mais precisamente em Afogados de Ingazeira, município localizado a 386 quilômetros do Recife, no qual realizou os seus primeiros estudos. Mas foi no Sertão, também, que ouvia as histórias de mitos não tão distantes como os cangaceiros, que chegaram a invadir a casa dos seus avós, deixando em desespero toda a família que até hoje faz relato oral dessa história, sobre fato tão comum na caatinga do início do século passado.

Fátima preferiu partir para o registro, não só sobre os lendários bandidos que tomaram de assalto a casa dos avós, em Carnaíba, como também das lembranças que vivenciou em Afogados de Ingazeira, onde fez as primeiras amizades, conheceu o amor, participou das festas de rua, das cerimônias religiosas (como as procissões), dos pastoris. Foi ali, também, que sentiu o flagelo da seca, e alegria de ver o Rio Pajeú com o leito caudaloso, durante uma enchente. Depois que a água baixou, as suas margens viraram uma praia, para os moradores da cidade.

Todas essas vivências fazem parte do livro Memórias Afetivas, que Fátima Brasileiro vai lançar, às 18h do próximo sábado, na Praça Monsenhor Arruda Câmara, em frente à Catedral, onde ocorre a terceira edição da Feira de Empreendedorismo de Afogados de Ingazeira. “Memórias Afetivas” aborda com lirismo e em clima saudosista o Sertão do século passado. O Sertão dos velhos casarões, dos grandes quintais (com fruteiras), das rendas de bilros (feitas pela avó), do gado, das encantadoras viagens de trem da autora, durante a infância. Fátima conta, ainda, as desilusões amorosas da adolescência, o sonho de ser baliza, histórias de costumes e fatos do Sertão.

Um dos mais deliciosos relatos da autora é o capítulo As cheias do Pajeú, tanto em Carnaíba quanto em Afogados de Ingazeira. Nesse município, em 1967, “o rio ultrapassou o leito e invadiu a Avenida Manoel Borba, numa correnteza de assustar”. Ela lembra que as casas ao lado do rio “foram totalmente tomadas pela água, que alcançou o outro lado da rua”. Mas relata a surpresa que veio a seguir. “Passado o susto, uma novidade. A areia trazida pela água formou uma faixa imensa, por um mês ou quase. Afogados, a quase 400 quilômetros do litoral, agora tinha praia”, conta. “A juventude estilosa, de óculos de sol e lenço na cabeça, aproveitava para passear, jogar bola, se divertir. A areia era muito branca, um presente para o Pajeú. Famílias inteiras fazendo piquenique, caminhada, tomando banho”. Ou seja, uma verdadeira praia, em pelo Pajeú. Fátima é gente, é quem.

(Letícia Lins, jornalista)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-Outubro-2017 / 22:33:25


Aquarela do Brasil - A música é uma das expressões mais belas que temos na sociedade humana, e a Aquarela do Brasil é verdadeiramente ímpar. Traz-me as lembranças de outrora com o excitamento de ouvir pela primeira vez a Aquarela do Brasil no piano com Tyrone Powel. Não me recordo do nome do filme, mas a música sim, é inesquecível. Não tínhamos Rádio, e a difusora Pajeú o substituía.
Com todas as facilidades que temos hoje, é difícil fazer as novas gerações acreditarem que houve um momento no tempo em que comunicação era privilégio de alguns, mesmo assim uma lembrança agradável e um deleite.
Na minha percepção, os cubanos contribuíram bastante com seus maracás na formação fabulosa desse musical tão bonito. Mais uma vez tenho que agradecer ao Fernando o envio desses vídeos.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 17-Outubro-2017 / 6:52:55

Fragmentos de “PÁGINAS DE AFOGADOS DA INGAZEIRA”
sobre as Frentes de Trabalho do DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca), nos anos 1960 – séc. passado.

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Em 17 de junho de 1962, na edição 136-2, lia-se no Diário de Pernambuco:

“AJUDA OU EXPLORAÇÃO?

Recebemos denúncia, por parte de informante merecedor de fé, e pusemos em campo a reportagem do Canal 6, que foi a Afogados da Ingazeira e constatou, 'in loco', a procedência total do protesto corajoso de um sertanejo de fibra:

A frente de trabalho aberta pelos serviços federais, a fim de minorar a situação da população atingida pela fome e pela crise de produção está se transformando num processo ignóbil de exploração que clama aos céus.
O cinegrafista da Televisão associada apanhou ao vivo as cenas dantescas de que é teatro o município, e, possivelmente, se o sistema é o mesmo, o Nordeste inteiro

Miseráveis párias, chefes de família numerosa, enfrentam trabalho árduo, rasgando leitos de estradas, realizando escavações e movimento de terra, em esforço penoso, numa jornada de 10 e onze horas, de sol a sol, em labuta feroz, de calcetas, tratados como se fossem bichos do mato. São homens saudáveis, velhos, mulheres e crianças, vergados ao peso das picaretas, dos carros de mão, das pás, das enxadas, das seis da manhã às onze, e das treze às dezoito horas, sob a canícula comburente e abrasiva.

Salário, Cr$ 300,00 (trezentos cruzeiros) por semana, e o resto pago em gêneros deteriorados, alimentos apodrecidos que seriam recusados pelo paladar grosseiro dos animais famintos. A distribuição de gêneros seria compreensível, porque o drama da região é exatamente a falta de alimentos e levando ao flagelado a carne de charque, o feijão, o milho, o leite o peixe, o café, o açúcar, na verdade os órgãos federais estariam concorrendo para amenizar a tortura das populações sacrificadas do sertão. Mas, na sacaria dos gêneros que se empilham nos barracões estatais está gravada em termos de não ensejar lugar a dúvidas, a declaração expressa de que se trata de mercadorias fornecidas pelo povo americano, no programa ‘Aliança para o Progresso’ e de que tais utilidades não podem ser vendidas nem trocadas.

Ora, tudo se torna muito claro: o governo federal recebeu substancial ajuda americana em gêneros alimentícios para distribuição entre os necessitados, e os órgãos que executam a política assistencial do governo da União transformam estas utilidades em meio de pagamento, completando o ignóbil salário de fome atribuído ao trabalhador que, desta sorte, é vítima da mais torpe e desumana exploração, tanto mais abjeta e sórdida, quanto exercida pelo poder público.

Trairíamos os mais comezinhos deveres para com a comunidade se silenciássemos diante de tamanho horror e aqui estamos para denunciar ao Estado e à Nação este crime que se perpetra à plena luz contra Deus, contra a sociedade, contra o indivíduo e contra a pessoa humana.

Temos, repetidas vezes, procurado fixar bem nossa posição de jornal de centro, diante dos problemas sociais do país e da região. Pregamos a ordem, o respeito à legalidade, a preservação das nossas tradições de democracia ocidental e cristã, entendendo que é possível realizar uma política da justiça social dentro dos moldes de uma evolução pacífica, sem ser preciso recorrer a processos revolucionários ou a fórmulas bastardas de transplantação de exotismo repelidos pela nossa própria formação. Mas, manter isso que aí está, e de que o episódio de Afogados da Ingazeira constitui um aspecto sugestivo e marcante, sentimos que é impossível.

Para jogar a Nação no horror de uma revolução sangrenta, não é preciso pedir emprestado nenhum modelo a Cuba ou à Alemanha oriental: os processos utilizados pelos próprios órgãos oficiais bastam e sobram. ”

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Nessa mesma edição (136-2) de 17 de junho de 1962, do Diário de Pernambuco, lia-se...

"O comerciante José Correia de Siqueira e o repórter associado, visitando a frente de trabalho do DNOCS-SUDENE, em Afogados da Ingazeira, conversaram com os camponeses e veem sacos de alimentos doados pelo governo dos Estados Unidos

FRENTE DE TRABALHO DO DNOCS, EM AFOGADOS DA INGAZEIRA, É CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DA FOME
(Reportagem de Severino Barbosa)

Verdadeiro campo de concentração, onde as cercas de arame farpado foram substituídas pelas algemas da fome, está instalado em pleno sertão pernambucano, na cidade nordestina de Afogados da Ingazeira, a 400km do Recife. Nele, mais de mil camponeses, flagelados das secas, trabalham entre nove e dez horas por dia, inclusive nos feriados e dias santos, e seu pagamento é feito ¼ em dinheiro (25%) e o restante em mercadorias.
Trabalham homens, mulheres e crianças, na estrada que vai de Afogados da Ingazeira a Carnaíba, numa extensão aproximada de 20km, sob o sol inclemente do sertão.
Sem assistência médica e dependendo apenas do pagamento de Cr$ 1.200,00 (mil e duzentos cruzeiros) semanais, a maior parte em gêneros alimentícios, os agricultores tangidos pela seca têm seu destino entregue ao DNOCS, sob as vistas complacentes da SUDENE.

O mais grave é que a mercadoria que completa o “ordenado” dos trabalhadores é recebida em doação pela SUDENE: milho, feijão, farinha e outros gêneros, mandados pelos Estados Unidos ou doados por instituições particulares brasileiras.

A ESTRADA – Foi iniciada em 1958, numa grande seca e em véspera de campanhas eleitorais, a estrada de Afogados da Ingazeira a Carnaíba, no sertão pernambucano, próximo à divisa da Paraíba, a 400 quilômetros do Recife.
Naquele ano, apesar do pouco trabalho realizado, foram gastos Cr$ 70 milhões (de cruzeiros). Passada a fase “estratégica” da campanha e de candidatos, foi a construção desprezada, inteiramente esquecida, no correr dos últimos anos, para prejuízo do nosso progresso.
Como justificativa ao emprego dos flagelados, a título de assistência aos desabrigados da seca, foi reiniciado o trabalho em meados de maio próximo passado.
Quase dois mil camponeses, de ambos os sexos, e de idades variáveis entre os 10 (DEZ) e os 70 (SETENTA) anos, foram empregados no serviço da estrada.

CAMPO DE CONCENTRAÇÃO – Não pode ser outra a denominação de um campo de trabalho, onde empregados, forçados ao labor exaustivo, de sol a sol, com horas intermináveis ao relento, dependem de uma disciplina férrea e desumana.
Homens, mulheres e crianças; velhos de cabelos brancos, de enxada à mão e picareta, quebram a terra dura, feito pedra do sertão, e são dominados por administradores insensíveis.
Seu pagamento é ‘ o comer que comem ’, e seu castigo, por qualquer desobediência, ou qualquer falta, ‘ é perder direito à feira semanal ’, paga pelo Armazém, a título de ordenado.

São vários os casos de injustiça, e uma das ‘barraqueiras’ foi punida, perdendo a feira da semana, por ter rejeitado as ‘graçolas’ de certo auxiliar de administração.
Um dos trabalhadores, adoecendo e ficando por dois dias no seu mocambo, também não recebeu seus ‘vencimentos’ e foi forçado a passar OITO DIAS sem alimentos.
O chicote, naquele ‘campo de concentração’, foi substituído pelo azorrague (castigo) da fome .

PAGAMENTO EM FEIJÃO - Percebendo Cr$ 1.200,00 (mil e duzentos cruzeiros) semanais, os trabalhadores da estrada recebem apenas Cr$ 300,00 (trezentos cruzeiros) em espécie. O restante é completado com mercadorias, quase sempre deterioradas e prejudicais à saúde.

Nossa reportagem anotou uma dessas feiras semanais, fornecidas aos flagelados:
Carne de Charque, 1,2kg; Peixe, 800g; Feijão, 1,5kg; Farinha, 3kg; Café, 1kg; Açúcar, 2kg.
A minguada feira, segundo pudemos observar, chega apenas para 4 ou 5 dias. Quando a família é grande, a feira dá apenas para 3 (três) dias. O resto da semana eles ficam sem comida.
Com os Cr$ 300,00 em espécie, o camponês tem que comprar fósforo, querosene, sabão para lavar panelas e roupas, remédio, quando adoece, e assim por diante.

O mais grave, repetimos, é que a mercadoria negociada como dinheiro, utilizada para o pagamento, é recebida em DOAÇÃO DO POVO NORTE-AMERICANO e de Instituições da caridade no país e dado à SUDENE, com a legenda ‘NÃO VENDER, NEM TROCAR’.

TESTEMUNHA DE VISTA – Fomos acompanhados, nesta reportagem, pelo sr. José Correia de Siqueira , comerciante estabelecido no Recife e filho de Afogados da Ingazeira, onde reside sua família, e onde nasceram seus antepassados.
Comentando a miséria dos flagelados sertanejos, e a situação que presenciou, disse:
‘O problema das secas somente é insolúvel no Brasil, pois em todo o mundo a mão do homem supre as deficiências naturais. A falta d´água, através de irrigações e das chuvas que se repetem todos os anos no sertão, certamente pode ser solucionada com a construção de açudes, barragens e poços tubulares. Um homem do sertão, conhecedor da gravidade desse problema e sabendo também a maneira de resolvê-lo, mandou estudar os vales do Pajeú, Brígida e Moxotó. Foram planejados aproximadamente 20 açudes que, naturalmente, teriam sido construídos, não fosse a sua morte. E me refiro a Agamenon Magalhães. Se assim acontecesse, ao invés de ser um Vale de Misérias, o sertão de Pernambuco seria hoje um oásis, um celeiro do Nordeste.’

CORRIGIR A INJUSTIÇA - Quanto à injustiça praticada contra os camponeses de Afogados da Ingazeira, disse o sr. José Correia:
’Tem o DNOCS obrigação de remunerar o trabalho daqueles infelizes sertanejos, com dinheiro, ao invés de mercadorias. Não me consta que a prática de utilizar-se gêneros alimentícios, como moeda corrente, em pagamento de serviços prestados, seja permitida em nosso país. Além do mais, o pagamento semanal de Cr$ 1.200,00, num total de Cr$ 4.800,00 ao mês, mesmo sendo em espécie, não seria o justo em relação ao esforço de NOVE a DEZ horas de trabalhos diários a pais de família.
É de estranhar que a SUDENE, órgão criado sob o pretexto de redimir o Nordeste, dê o seu beneplácito para que os nordestinos sejam tratados como escravos, ou prisioneiros de guerra’”



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(“Páginas de Afogados da Ingazeira” é o nosso novo livro, em fase de edição, que conta momentos da cidade/região, desde a sua origem – Ingazeira – a partir dos anos 1800.)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Outubro-2017 / 22:23:48

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-Outubro-2017 / 21:53:42

Os perigosos disfarces da mídia

Um renomado jornal divulgou recente matéria onde se lia: ”A televisão aberta brasileira foi, durante anos, referência dentro e fora do país. Aos mais novos, nas décadas de 80 e 90, a TV aberta era tida como um veículo de aprendizagem, visto que trazia muita informação aos telespectadores. Hoje, diferentemente de outrora, o que temos são os big brothers da vida e os excessos. Excessos de cenas de violência e apologia ao crime, excessos de apelo sexual e brincadeiras que expõem os participantes ao ridículo. Tudo isso em programas que antes deveriam servir para informação e distração do público.”

Gostaria de relembrar algumas novelas que marcaram época em nossa literatura televisiva. Em 1973, Dias Gomes escreveu “O Bem Amado” com Toquinho e Vinícius enriquecendo a trilha sonora; Bernardo Guimarães nos deixou a obra “Escrava Isaura”, indo para televisão em 1977 com Dorival Caymmi cantando suas belas canções; em 1986, Benedito Ruy Barbosa escreveu “Pantanal” com participação de João Bosco, Ivan Lins e Almir Sater interpretando um rico repertório musical. Que saudade de uma mensagem rica em dramaturgia e cultura regional!

Infelizmente, hoje os autores abordam temas que, além de insultar a família cristã, nada trazem de útil aos seus míopes telespectadores.

A professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Ivana Guimarães, questionou em um debate sobre “Como conviver com esse bombardeio de imagens, sons, mensagens, formas sedutoras de nos vender sonhos, que entram em nossas vidas sem pedir licença, sem medir consequências, sem passar por uma análise prévia?“

Avós, pais, mães, tias, tios, enfim, todos os membros da família têm, antes de qualquer coisa, de se reeducar e repensar os próprios pensamentos, para uma leitura crítica do que a televisão e similares nos mostram. Caso contrário, sem nos preparar, não podemos instruir nossos dependentes de como identificar os heróis disfarçados de monstros e enfrentar os monstros disfarçados de heróis. CARLOS MOURA GOMES – Gravatá/PE out/2017

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Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 10-Outubro-2017 / 16:30:51

Beleza musical

Oi Fernando, você realmente tem uma percepção de beleza musical refinada, prova está na escolha das suas seleções artísticas. Este moço Marcus Biancardini apresentando a beleza clássica no solo de violão é de nos deixar pasmados com o seu desempenho musical.
Tive a oportunidade de ouvir esta música na minha juventude distante, mas desempenhada da maneira apresentada neste vídeo me deixou muito emocionado. É como se estivesse sendo embalado nos braços da amada, sem nada mais neste mundo para nos despertar deste sonho que é musica como apresentada. Esta é uma grande dádiva e eu muito lhe agradeço.
Quando tudo parece estar seguindo um caminho desagradável e temeroso, esta musica com este desempenho no violão, nos desperta para o mundo de sonhos e ilusões, mais precisamente de amor .
As memórias são vivas e quase reais, e nos deixa embevecidos com as emoções que outrora foram parte de nossa vida longe atrás no tempo. Já ouvi e ouvi novamente pelo menos umas 20 vezes esta obra de arte, e finalmente parei para te dizer que sou muito grato pela lembrança que o amigo me gratificou.
Muito obrigado e até breve.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 6-Outubro-2017 / 19:37:04

A gratidão do público

O Velho Guerreiro, Chacrinha, marcou um “golaço” em sua brilhante carreira ao deixar registrado que “Quem não se comunica, se trumbica”; Sílvio Santos, com seus oitenta e tantos anos, hoje famoso e conhecido comunicador, disse em recente entrevista que “Sempre que me chamam para falar sobre comunicação não sei bem o que dizer. Não sei, porque não estudei comunicação, não saberia conceituar comunicação. O que sei é que comunico. A minha vida é comunicar, e a comunicação é a minha vida”. O saudoso escritor Ariano Suassuna, afirmava em suas aulas espetáculos que o importante da comunicação é que as partes se entendam, não interessando o lado culto da língua.
O radialista compõe esse seleto grupo de profissionais queridos pelo público, vivendo quase que diariamente da arte de se comunicar. Daí o reconhecimento, o carinho e o aplauso dos ouvintes, bem como dos órgãos governamentais que elegeram os dias 21 de setembro, lembrando a data da criação da lei que definia o salário para estes talentosos e valentes profissionais e o dia 7 de novembro em homenagem ao nascimento do músico, compositor e, também, radialista Ary Barroso.
Pela importância que essa categoria representa na formação e na cultura de um povo, acredito que não apenas dois dias seriam justos para lembrarmos o Dia do Radialista, mas tantas quantas vezes o público assim desejasse, afinal “não há no mundo exagero mais belo que a gratidão”.

Meu reconhecimento sincero a todos os radialistas...

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 22-Setembro-2017 / 13:52:06

Violência assusta, mas não vencerá...

O compositor Dudu Nobre, em 1989, levou para a Avenida Marquês de Sapucaí, um samba enredo campeão que fez a Imperatriz Leopoldinense cantar com muita emoção “Liberdade, liberdade! / Abra as asas sobre nós / E que a voz da igualdade / Seja sempre a nossa voz”. Essa tão sonhada e conquistada liberdade não pode, jamais, ser atropelada pela violência.

A nossa Constituição Federal em seu artigo 144 diz que a segurança pública é dever do Estado e é exercida para preservação da ordem pública. Mesmo assim, infelizmente, no Brasil, a violência cresce e assume uma posição que amedronta essa pacata família cristã. Particularmente, em Pernambuco o número de homicídio teve um aumento de 39,3% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Foram 2.876 mortes por assassinato e 9.624 ocorrências de furtos e roubos diversos, segundo dados da própria Secretaria de Defesa Social.

O problema da violência, há bastante tempo, vem sendo alertado por estudiosos do assunto, onde apontam as gestões irregulares de vários governos contribuindo com o aumento da miséria, provocando a falta de acesso a uma educação de qualidade e, o pior, registro de corrupção devidamente identificado pelas autoridades policiais, como as principais causas desse terrível e perigoso cenário.

Somente com escolhas e decisões conscientes e criteriosas sobre nossos futuros gestores, poderemos alterar esse desfavorável quadro, porque como escreveu Miguel de Cervantes “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida”.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 19-Setembro-2017 / 19:04:06

H2O, o elemento da vida...

O Art. 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que "o direito da água é um dos direitos fundamentais do ser humano..." E, segundo nossa Constituição Federal é de responsabilidade dos governos estaduais a tarefa de administrar, tanto a captação como a distribuição de água para toda população. Porém, alguns governos pecam no quesito planejamento, comprometendo drasticamente o fornecimento desse tão importante e precioso líquido. Infelizmente, fica a impressão que a questão hídrica não é prioridade nesse nosso ?Brasil Varonil? que, paradoxalmente, tem as maiores reservas de água doce do planeta.

É lamentável ouvir as inúmeras e constantes reclamações de moradores, residentes em áreas rurais e urbanas, pela falta de água. Sabemos que existe, sim, a crise hídrica, porém isso só não justifica os erros de gestão na prestação do serviço e, consequentemente, no fornecimento do produto que representa a fonte da vida. Projetos mal elaborados e ausência de uma responsável manutenção periódica provocam constantemente, dentre vários atropelos, rompimentos dos dutos com desperdícios incalculáveis.

Em 2015, em sua segunda encíclica, Louvado Sejas, o Papa Francisco alerta que ?o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos.? Adianta o carismático religioso ?privar os pobres do acesso à água significa negar-lhes o direito à vida?.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Setembro-2017 / 11:53:50
Olá Fernando, recebi o muito belo e agradável vídeo do nosso Luiz Gonzaga, Rei do Baiao, que me levou a um mundo distante, que, acredito, não mais existe. Fiquei encantado com a entrevista do Luiz Gonzaga.
Faltam-me palavras para descrever o mundo de emoção que esta lembrança despertou em mim.
Estavam aqui, conosco, por três dias, meus dois netos mais novos, Natan e Jason, a quem introduzi o Luiz Gonzaga, relatando a significação daquele muito amado conterrâneo em nossas vidas sertanejas.
Fui introduzido ao Rei do Baião através do Serviço de Autofalantes Pajeú, e daí pra frente foi um mundo de riqueza musical e poética que o Rei nos apresentou. E uma lista longa de joias musicais que, na minha opinião iniciou com Asa Branca, continuando com a sequência fabulosa que nos foi legado.
Muito obrigado pela lembrança tão cheia do doce amargo de saudades.
Um abraço. Zezé

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead, CA EUA - 8-Setembro-2017 / 14:13:51

O perigoso silêncio dos bons!

"Querido pai, Possidônio Gomes, caso essa pequena mensagem não lhe chegue às mãos, fica registrada minha indignação que, como sexagenário, nunca presenciou tamanha desordem e bagunça em nosso valente e forte Brasil.
Pai, antes lhe comunico que o prédio da Prefeitura Municipal de Afogados da Ingazeira, erguida em sua gestão nos anos 1955-1959, o qual o senhor tinha um zelo especial, recebeu uma merecida manutenção na bonita arquitetura.
Sim, pai, em 2012 o professor e poeta, seu sobrinho Marcos Cordeiro, no discurso de posse como membro da Academia Olindense de Letras, lembrou passagem histórica quando o senhor falava que "o dinheiro, não só o da prefeitura, mas de qualquer órgão público, era, unicamente, para ser usado em benefício da população". Recordo-me dessa época! Porém, na minha ingenuidade, comum a toda criança, asseguro que não fazia a menor ideia daquela sincera e profunda declaração.
A notícia muito triste é que, infelizmente, esse conceito não é seguido por um punhado significativo de empresários e políticos brasileiros. São ex e atuais prefeitos, deputados, senadores, governadores e até o Presidente da República envolvidos no maior escândalo de desvio de dinheiro público desses últimos séculos. São várias quadrilhas, segundo o eficiente e digno Ministério Público Federal, que esvaziam os cofres da Nação Brasileira deixando áreas como a educação, a saúde e a segurança na UTI da imoralidade, ou melhor, no “corredor da morte”. Estamos no “fundo do poço!”
Bom, lembro do senhor sentado na calçada, conversando com Dom Mota, bispo da Diocese, que defendia "com unhas e dentes" a honestidade das autoridades e uma justiça justíssima. Lembro bem desse termo! Mesmo sem entender a fundo, achava aquilo tão bonito, tão interessante!
Pai, sinceramente, diante do que estamos passando, sinto a ausência de importantes instituições como parte da Imprensa, Maçonaria, Rotary e Igrejas de diversos segmentos. Digo mais, lamentavelmente, das próprias Forças Armadas.
Diante desse caos, faço meu o brado do líder religioso, Luther King, "O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.
Com as bênçãos de Deus,"
Carlos Moura Gomes

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 28-Agosto-2017 / 15:01:07

“... Juntos somos fortes, muito fortes!”

Durante o século dezenove o estadista francês, Victor Hugo, costuma dizer que “As pessoas não carecem de força, carecem de determinação.” Até porque, muitas vezes, o que falta às pessoas não é a força, e sim, vontade.
Dentre as inúmeras decepções sociais, econômicas e políticas que o povo brasileiro vem sofrendo, além do total desinteresse dos legisladores em cumprirem seus verdadeiros papéis em benefício da população, uma mais recente foi imoral! No âmbito do executivo, o atual mandatário da nação, Michel Temer, liberou de forma irresponsável e arbitrária sem dialogar com as comunidades da região, uma extensa área de reservas naturais, para exploração de minério e desmatamento mercantilistas na divisa entre os estados do Amapá e Pará. Tudo isso, infelizmente, diante dos olhos vedados do frágil, conivente e corrupto parlamento.
Perplexidade maior ainda é quando assistimos as estranhas, tendenciosas e parciais decisões da nossa Suprema Corte de Justiça, comprovando que “A pior ditadura é a do poder judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.” Mesmo assim, não vamos pagar pelo grave e covarde pecado da omissão.
O maior neurocirurgião do mundo, na atualidade, Dr. Ben Carson, que saiu das ruas de Detroit, nos Estados Unidos, sofrendo todas as discriminações e ataques por ser pobre e negro, registrou em seu livro, Risco Calculado, que "Desistir é a saída dos fracos. Insistir é a alternativa dos fortes."
Aqui, no Brasil, um corajoso jovem e com muita vontade de exercer seu nobre ofício com competência, determinação e honestidade, o magistrado federal Dr. Sérgio Moro, enfrentando injustas e desleais ameaças de “forças ocultas” afirmou em uma de suas palestras que “Juntos somos fortes, muito fortes!

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 25-Agosto-2017 / 19:19:04

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 14-Agosto-2017 / 21:50:21

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 14-Agosto-2017 / 21:42:23
Procuro um grande e fiel amigo de muitas datas da minha mãe. O nome dele é Jorge Barbosa da Silva e tem entre 50 e 60 anos.
Morou muito tempo em São Félix do Araguaia /MT; o apelido dele, lá, era Pernambuco.
Muito gente boa. Tem uns três anos que ele passou aqui por Goiânia pra voltar pra cidade natal Afogados da Ingazeira/PE.
Gostaria muito de conseguir falar com ele; a minha mãe sempre me cobra notícias dele.
Por gentileza nos ajude a encontrá-lo, posso mandar uma foto dele pra facilitar.
Vou deixar também o meu contato 62-3586-6264 ou 3299-5892 e o meu Whatsapp é 62-98430-6778.
Desde já agradeço a atenção.

______________________________
Ademar, envie a foto por e-mail. -- Fernando Pires
______________________________

ademar rodrigues de araújo <masterbus2015@gmail.com>
Goiânia, GO Brasil - 4-Agosto-2017 / 14:55:24

Atendendo a um pedido amigo, informamos o falecimento, nesta quinta-feira 27, em nossa cidade, do Sr. Romeu Salvador da Silva.
Desde 1987, vindo de Lagoa da Cruz, residia em Afogados da Ingazeira. Era pai de Rosane, esposa de Assis Barros, que reside nos Estados Unidos.
No próximo 1º de agosto completaria 90 anos de idade.
Nossa solidariedade aos familiares.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2017 / 8:55:30

Fomos informados, há pouco, do falecimento do Sr. João Raimundo dos Santos (Jacó), ocorrido ontem 27, às 22h50, no Hospital Regional de Afogados da Ingazeira, de insuficiência pulmonar.
Ele, como carregador de fardos de algodão, trabalhou inicialmente na SANBRA (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro), até os anos 1950... 1960.
Era viúvo. Durante sua existência teve algumas amarguras quando perdeu um filho em acidente e uma filha na mesa de parto.
Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernando Pires>
Recife, PE Brasil - 28-Julho-2017 / 10:13:14

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Julho-2017 / 9:52:08
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