AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Que pena, o nosso SITE foi encerrado, vai deixar uma lacuna para nós.
Um abraço para os escritores e leitores da página, em especial ao Fernando Pires.

Gonzaga Barbosa <gonzaabarbosa40@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 15-Fevereiro-2014 / 9:52:10

O tempo, a fé e a luz... só podem ser Jesus

O conhecido exercício de trava-língua diz que "O tempo perguntou para o tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo que não tem tempo de dizer pro tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem".

Renato Russo, do grupo Legião Urbana, cantou que “Todos os dias quando acordo, / Não tenho mais o tempo que passou / Mas tenho muito tempo / Temos todo o tempo do mundo. / Veja o sol dessa manhã tão cinza / A tempestade que chega é da cor dos teus olhos castanhos / Então me abraça forte / E diz mais uma vez / Que já estamos distantes de tudo / Temos nosso próprio tempo.”

Na verdade, a definição exata de tempo é mistério para toda humanidade desde os primórdios de sua evolução.

O físico Isac Newton dizia que “o tempo é absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza flui igualmente sem relação com nada de externo, e com outro nome, é chamado de duração.” Já Platão afirmou que “o tempo nasceu quando um ser colocou ordem e estruturou o caos primitivo.” Teria, portanto, uma relação cosmológica. Santo Agostinho escreveu que “...o tempo é muito mais do que o movimento do Sol, da Lua e dos astros...”. O médico, Alexis Carrel, do Hospital Geral de São Francisco, na Califórnia, costumava dizer que “o importante não é acrescentar anos à sua vida, mas vida aos seus anos”. Pregava que a oração era uma força tão real como a gravidade terrestre. Dizia aos seus alunos de medicina que o tempo nunca seria obstáculo para quem acreditasse no poder de Deus.

Sobre o fim dos tempos, Jesus disse: "Eu garanto que não ficará aqui pedra sobre pedra; serão todas derrubadas. Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim”.

Então, não nos preocupemos com o passar do tempo. Vamos enxergar a natureza e o universo como criação divina. Certamente, o tempo vai dar tempo ao tempo e, haverá sempre o tempo suficiente para, inclusive, ampliarmos ainda mais nossa relação com o Criador. Assim, estaremos aptos de corpo e alma para louvar com o cântico “Luz que me ilumina o caminho e que me ajuda a seguir / Sol que brilha à noite e a qualquer hora me fazendo sorrir / Claridade, fonte de amor que me acalma e seduz / Essa Luz, / Só pode ser Jesus”.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 10-Fevereiro-2014 / 8:25:14
Prezado (Caríssimo) Carlos Moura: Parabéns pelo artigo (magnífico e alentador) “Vencendo as decepções”, cheio de advertências, de otimismo e de erudição!
Continue, caro mestre, a brindar os leitores com suas palavras sábias. Sem dúvida, haverá muitos agradecimentos (alguns silenciosos; mas, outros expressos, como é o caso desta minha humilde nota).
Privilégio para todos poder ouvi-lo. Estarei sempre atento aos seus artigos.
Reconhecidamente
Adm.Carlos Fernandes Viana Alves

Carlos Fernandes Viana Alves <cviana07@gmail.com>
Brasília, DF Brasil - 23-Janeiro-2014 / 10:46:37

Vencendo as decepções

Difícil apontar quem nunca enfrentou desilusões, desapontamentos ou surpresas desagradáveis. Um sonho não realizado; uma traição inesperada do melhor amigo ou amiga; uma conspiração covarde no ambiente de trabalho; um projeto de utilidade pública não reconhecido pelas autoridades; arrependimento pelo político que escolheu e, a pior delas, a falsidade. São as conhecidas decepções da vida.
A humanidade convive com decepções desde os tempos mais remotos.
Alguns anos a.C. Cláudio Ptomoleu apresentou o sistema cosmológico geocêntrico, onde a terra seria o centro do universo. Mil e quinhentos anos depois, com a teoria heliocêntrica, Nicolau Copérnico provou que o sol era, na verdade, o centro do sistema planetário, contrariando parte do Clero. Já no final do século XIX, o mundo sofre novo susto quando Charles Darwin desenvolve o evolucionismo, ou seja, afirmava que o ser humano não seria a semelhança de Deus e, sim, um produto da evolução natural dos seres, fazendo com que muitos cristãos cometessem o suicídio. Outra grande derrota emocional aconteceu quando Sigmund Freud disse que “as pessoas não são o que pensam que são” porque, segundo o Pai da Psicanálise, o comportamento humano é guiado por elementos desconhecidos, seria o subconsciente ou inconsciente. E, até a conquista do espaço pelo homem, em 1969, criou falsas esperanças e verdadeiras dúvidas aos terráqueos, pois o mundo ouvia das autoridades científicas que quando o homem pisasse na lua os problemas da fome, de doenças e outras deficiências e desigualdades aqui na terra seriam todos solucionados. Mais uma grande decepção.
Isso ocorreu e ainda ocorre também de forma individual, levando muitas pessoas à descrença que chegam a tomar decisões radicais em suas vidas. Há dois milênios atrás, Moisés que salvou todo o povo do Egito foi traído pela adoração de um bezerro de ouro. No topo de uma montanha, muito furioso, quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos. Em 1921, Rui Barbosa, renunciando ao cargo de Senador da República disse com frustração “de tanto ver triunfar as nulidades... de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude... e a ter vergonha de ser honesto”. Recentemente, o Cardeal Joseph Zen, arcebispo emérito de Hong Kong, mostrou toda sua tristeza e decepção com os que articularam a renúncia do Papa afirmando: “lamentavelmente, tenho que acrescentar que frequentemente Bento XVI era uma voz solitária no deserto”.
Mesmo assim não podemos deixar, nunca, que a decepção nos torne prisioneiros do passado, impedindo nosso avanço em busca da justiça e da liberdade. Até porque, como registrou o líder negro Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 22-Janeiro-2014 / 17:45:36
Zezé Moura, graças à sua postagem, meus ouvidos hoje ouviram simplesmente três cantores espetaculares.

Maria Eunice Liberal <mell1662@hotmail.com>
Carpina, PE Brasil - 19-Janeiro-2014 / 14:15:26

Mormom Coral

Na semana passada fui surpreendido com a apresentação do famoso Coral Mormom que nos é apresentando nesta página, graças, como sempre, ao Fernando.
Anualmente aquele Coral apresenta músicas Natalinas que nos enche de “Boa vontade para com os homens”. Há algo especial naquelas músicas que nos movem de maneira positivas no pensar nas relações e no nosso ser que me deixa abismado. Devemos esta oportunidade ao amigo Fernando que está sempre procurando algo diferente, oportuno e de bom gosto para nos apresentar e entreter, trazendo ao nosso conhecer coisas lindas como a música cantada pelo Coral Mormom, sendo a mais famosa e mais apreciada de todas o Oratorio Messaia de Hendle . Tem uma força e beleza que nos comove profundamente. Digo isto por experiência própria pois as lágrimas correm abundantemente no meu rosto, não por algo desagradavel, mas sim pelo prazer e alegria de estar participando de tal beleza musical em louvor e glorificacão ao Senhor Deus.
Esta é uma grande oportunidade para ouvirmos algo diferente de beleza espetacular.
Não deixe passar este momento de ouvir boa musica, deleitem-se com esta magnífica obra musical, louvando e glorificando ao Senhor Deus. Aleluia Amem.

Zeze Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead, CA EUA - 16-Janeiro-2014 / 7:56:34

Manoel Cordeiro dos Santos
*
† 04.01.2013

Através de contato telefônico, Dr. Luciano Bezerra nos informou do falecimento do Sr.Manoel, genitor do Dr. Cordeiro, aos 89 anos de idade, na Eco-Clínica em Afogados da Ingazeira.
O velório acontece na cidade de Sertânia, onde o corpo será sepultado.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 4-Janeiro-2014 / 11:31:05
Sou natural de Afogados da Ingazeira. Nasci em 1958 e saí para Brasília em 1972, mas sempre estou visitando minha terra natal. Estive aí em novembro de 2013 e retornarei em 3 de fevereiro de 2014, se Deus quiser. Me aguarda, Afogados, terra maravilhosa.

Bento Ramos da Silva <bento_ramos@hotmail.com>
Gama, DF Brasil - 3-Janeiro-2014 / 14:58:33

Não é essa a Afogados da Ingazeira que eu queria

Sou agredido, indiretamente - na verdade, por pessoas desqualificadas - em minha cidade, por defender a bandeira da PAZ e do Respeito aos IDOSOS.

Estive em Afogados, desde 15 de dezembro até ontem 2 de janeiro de 2014. Encontrei a cidade mais deteriorada do que da última vez (outubro) em que lá estive.

TAC - Termo de Ajuste de Conduta – Apesar das audiências públicas havidas, não vimos o mínimo do cumprimento do que ficou estabelecido. Nem o Ministério Público nem as Polícias fazem valer o poder de Justiça.

As infrações continuam, e em maior intensidade:

- Carros de Som – que parece uma disputa de quem agride mais os ouvidos das pessoas. Nem é necessário ter um decibelímetro (equipamento para se medir ruído). Além do que, prejudicam a fluidez do trânsito – que já é caótico – com baixíssima velocidade – quase parando – e no meio da pista.

- Carros Particulares – que mais parecem esses mesmos Carros de Som e que dá a impressão de que vão explodir como fezes de quem está com uma séria diarreia: “música da pior qualidade”.
E, mais grave, ainda continuam a incomodar depois das 22h e até mesmo pela madrugada.

- Condutores irresponsáveis e inconsequentes que dirigem levando crianças no colo. Vi essa cena várias vezes, mas, a quem reclamar se a polícia está nas ruas e certamente vê essa aberração que, em ocorrendo uma colisão, é configurado crime doloso!

- Bares que invadem as calçadas, e sempre tem algum frequentador que se acha no direito de impor o seu gosto “musical”, ligando o som dentro da noite. Em Afogados da Ingazeira, há alguns anos, passou um delegado que fazia cumprir a Lei: repreendia o infrator e, se ele descumprisse, simplesmente o conduzia à delegacia, “apreendendo o equipamento”.

- Sinais de trânsito (semáforos e outros) – Não é necessário que se passe mais do que alguns minutos para se observar os apressados/infratores.

- Eventos na Avenida Rio Branco – no dia 31 de dezembro e 1º de janeiro, fiquei em frente à casa da minha mãe até às 24h – afinal é lá que eu me hospedo, por motivos óbvios. Somos obrigados a receber essa agressão - até depois da meia noite - do poder público que de modo nada responsável autoriza essa aberração em área central da cidade.
Logo mais será realizado mais um Arerê, também Encontro de Motociclistas e Carnaval. Tudo isso na Av. Rio Branco!...
Falta sensibilidade ao Ministério Público!

Por que não concluem o Pátio de Eventos, onde se poderia juntar essas festas e os bares que infernizam as famílias e idosos de Afogados da Ingazeira?

Ainda estou indo à minha cidade natal porque tenho familiares e um imóvel. Lá não me sinto mais à vontade... mas, um estranho.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 3-Janeiro-2014 / 12:41:57

Maria José Bernardino de Souza

Faleceu neste segundo dia do ano, em Serra Talhada, Zezinha (cunhada de Andrelino Lucas). (02.01.2014)
_________________________
Em cantato telefônico com familiares (encontro-me no Recife) fomos informados de que o sepultamento será nesta sexta-feira 3, no cemitério Morada da Paz, em Afogados da Ingazeira. Aos familiares, nossas condolências. (03.01.2014)

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Janeiro-2014 / 8:35:33
Aos amigos - Informo que desativei nesta data a minha participação no Facebook.
Também a página "Afogados da Ingazeira Ontem & Hoje".

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 1-Janeiro-2014 / 20:00:58
Um abraço para todos os conterrâneos e visitantes desta página que representa o sentimento de uma região. Que Fernando Pires e seus aliados sejam abençoados na missão de informar aos sertanejos distantes as notícias do Pajeú.

Ademar Rafael Ferreira <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 1-Janeiro-2014 / 19:27:57

Feliz 2014!
Por Magno Martins (*)

Romper o ano no Sertão não tem o luxo nem o pipocar dos fogos deslumbrantes de Nova Iorque ou Paris, paraíso de gente refinada, que nunca viu um céu cinzento, um clarão que dói nas vistas e racha a terra seca.

Mas tem seus encantos também. Embora em outras paragens desde os 17 anos, nunca deixei escapar uma virada de ano matutando no meu Sertão.

Guimarães Rosa já disse que Sertão é onde o pensamento da gente se forma mais forte do que o poder do lugar.

É de Guimarães também: “Sertão: quem sabe dele é urubu, gavião, gaivota, esses pássaros: eles estão sempre no alto, apalpando ares com pendurado pé, com o olhar remedindo a alegria e as misérias todas”.

Como falar de Sertão e do matutar sem falar de Euclides da Cunha: “Não desejo Europa, o boulevard, os brilhos de uma posição, desejo o sertão, a picada malgradada, e a vida afanosa e triste de pioneiro”.

E do velho Graça (Graciliano Ramos): “A primeira coisa no Sertão que guardei na memória foi um vaso de louça vidrada, cheio de pitombas, escondido atrás de uma porta.”

Catulo da Paixão Cearense compôs e Luiz Gonzaga cantou: “Não há oh, gente, oh não/ luar como esse do meu Sertão”. “Mais parece um sol de prata prateando a solidão. Esse luar cá da cidade, tão escuro/ Não tem aquela saudade/ Do luar do sertão”.

Luiz Gonzaga, nosso eterno rei, amou o Sertão como ninguém. “Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão, que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor”.

Este amor de Gonzagão lembra o amor do meu pai pelo Sertão. Por isso, no meu livro Reféns da Seca destaquei em primeiro plano esta célebre frase dele que pincei em um dos seus livros: “Do sertão, gosto até das pedras”.

Parodiando Euclides, Graça e Guimarães, resolvi nesta crônica de fim de ano exercitar o verbo matutar. Matutar é acordar cedo, puxado da cama pelo canto do galo e dos pássaros. Andar entre veredas ouvindo o coaxar dos sapos.

Matutar é dormir em rede, ouvir uma sanfona choradeira, comer bolo de milho, ovo caipira, bode e galinha à cabidela. Matutar é tomar banho de açude, pescar corró, pegar passarinho em alçapão e boi em vaquejada. É ouvir a mãe da lua, a coruja e o gavião.

Matutar é assuntar o tempo, apreciar o Carcará, que é um bicho que avoa que nem avião.

Matutar é ouvir o canto do sabiá nas quebradas do Sertão ciscando as folhas no chão. Matutar é ouvir o gemer da juriti, a cigarra zumbir. Matutar é ouvir Patativa do Assaré: “Cante a cidade que é sua, que eu canto o Sertão que é meu”.

Grande Patativa! Vale relembrar sua grande prosa:

“Pra gente cantá o sertão,
Precisa nele mora,
Te armoço de fejão
E a janta de mucunzá,
Vive pobre, sem dinhêro,
Trabaiando o dia intero,
Socado dentro do mato,
De apragata currelepe,
Pisando inriba do estrepe,
Brocando a unha-de-gato”

Matutar é também ouvir Maciel Melo com a sua viola entoando Caboclo Sonhador. Maciel sabe matutar. Confira:

“Eu nasci e me criei
Num pé de serra esquisito
A geladeira era um pote
O Guarda-roupa um cambito
O transporte era um jumento
E o telefone era um grito”.

O sertão será sempre um colírio para os meus olhos, sempre pronto alimentar a minha alma. O povo humilde e sempre bem disposto, que ao fim da tarde se senta nas esplanadas dos bares para beberem e rirem das suas vidas tão sofridas.

Por isso, encerro com o meu grito representando nesta frase de Leandro Flores:
“Os problemas do sertão todos nós já estamos acostumados a enfrentar, já não nos assustam mais. O que mais dói é perceber que esses problemas ainda persistem, se renovam e se fortalecem, mesmo com a modernidade de nossos tempos atuais”.

Feliz 2014
(*)Jornalista e blogueiro

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 1-Janeiro-2014 / 14:02:08

Feliz ano novo

É final de um ano de batalhas
Entalhando na alma bons valores
Foram dias felizes e de dores
Entre os cabos e pontas de navalhas.

Entre escadas e bases de muralhas
Foram fins e inícios de amores
Entre o amargo e o doce dos sabores
Entre os bons e também entre canalhas.

Que o Bem se levante e destrua
A maldade, e não mais ela se inclua,
Sumindo enfim por muitos anos;

Nossa guerra interna continua
Onde a vida vivida nua e crua
Ensina-nos a ser bem mais humanos.

Wellington Rocha e família <wellingtonrocha_96.7fm@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 31-Dezembro-2013 / 15:51:38

Panettone

Para os que não sabem, Panettone é um pão Italiano muito popular durante as festas natalinas. Fui introduzido ao Panettone em São Paulo e fiquei sendo um cativo daquela delicia que ficou sendo parte das nossas Festas Natalinas. Quando viemos para os USA continuei com a prática e fazia Panettone pra nós e para os amigos. Com a passagem do tempo comecei a comprar Panettone importados da Italia, pois era mais econômico e não dá trabalho, além de tudo são de excelente qualidade.
Este ano fiz minhas compras costumeiras que incluiu o Panettone oferecido num dos mercados; ele tinham todas características dos tradicionais produtos. Comprei uma meia dúzia deles com a ideia de presentear uns amigos e meus filhos. Chegando à casa do meu filho mais velho, onde tivemos a festa Natalina, entre os presentes que recebi o meu filho falou -me, “Pop abra este pacote com cuidado pois sei que será uma surpresa pra voce”. Fiz como ele recomendou e minha reação foi: “isto é um Panettone, onde está a surpresa?” Ele recomendou que eu verificasse a origem do produto o que fiz imediatamente, e para minha absoluta surpresa lá estava escrito “Made in Brazil”. Notei então que os que eu havia comprado eram do mesmo lote, rimos bastante e dei-lhe um abraço agradecendo pela especial atenção.
O panettone made in São Paulo, Brazil, trouxe-me muitas recordações do periodo que lá residi. Foi onde meus filhos nasceram e onde construí minha primeira casa, o nosso lar.
Como se não fosse isto suficiente, o amigo Fernando me enviou uma foto da casa do meu Pai em Afogados da Ingazeira, dias antes do Natal, que é de grande valor sentimental para mim, a quem agradeço imensamente a constante cordialidade. Aquela casa foi minha vida desde meu nascimento até meus 18 anos.
É muito emocionante relembrar aqules tempos que se foram tão rapidamente e que hoje só resta a saudade como um grito de dor.
Fernando você tem sido um amigo constante, e eu lhe desejo, bem como à sua família, um Feliz 2014, com a Graça de Deus.
Abraço.

Zeze Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead, CA EUA - 30-Dezembro-2013 / 8:05:41

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 25-Dezembro-2013 / 7:16:44

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 23-Dezembro-2013 / 8:59:58
Quando o Dr. Luciano fala de "Planalto e planície" comete aquele erro grosseiro de imaginar que as agruras da Seca são de exclusiva responsabilidade do Governo Federal. Fica parecendo que não existem Governadores e Prefeitos na Região.
Na verdade, o Governo Federal, ao longo de Séculos, desde o Segundo Império tem despejado recursos aos borbotões em busca de soluções para os efeitos da estiagem mas que, desgraçadamente, sempre acabam nos bolsos da elite mais maliciosa e corrupta do planeta, a elite nordestina.
Por outro lado, a SECA produz heróis e celebridades, transforma medíocres em ídolos incensados, serve de tema para poetas e escritores bissextos, então, vivas à SECA!

Gilberto Carvalho Moura <carvalhomouraadvogados@gmail.com>
Curitiba, PR Brasil - 21-Dezembro-2013 / 12:11:47

"Reféns da Seca"
Um soco no estômago do poder...


Uma chuva fina e intermitente banhando toda a cidade oferecendo-nos uma temperatura agradável, diferente do que costumamos enfrentar no nosso sertão. Num ambiente requintado da Pousada de Brotas ouvimos, além do gratificante barulho do respingar da chuva, o som de um plangente piano magistralmente dominado pelo genial Chagas. Este o cenário para recebermos de seu criador, Magno Martins, sua mais recente obra: Reféns da Seca.

O livro se agiganta à proporção que vamos passando as páginas e uma realidade cruel se descortina aos nossos olhos; mesmo nós que somos testemunhas vivas da devastação que provoca a seca em nossas plagas. Esta Obra monumental é prefaciada pelo poeta Maciel Melo que faz com seu “linguajar caseiro” a apresentação do não menos exímio artífice das letras Magno Martins.

E, Reféns da Seca, se revela como o repositório de todas as crueldades da estiagem, quando vemos em suas páginas o sertanejo autêntico com sua pele ressequida tal qual a terra esturricada por falta da água que, paradoxalmente, existe em abundância no subsolo, porém maior que a profusão do líquido reservado nas entranhas da terra é a estupidez dos governantes que não se dispõem a resolver um problema secular.

A Obra do Magno Martins, com sua apresentação primorosa, não deve ser apenas ornamento de uma estante, mas, e sim, um documento a ser “esfregado” da cara dos governantes, pois além da miséria crônica ele traz a solução, com exemplos práticos e reais.

Na sua trajetória de longa caminhada, ouvindo e sentindo o que dizem os - reféns da seca -, Magno faz de sua “pena” um bisturi e vai dissecando as entranhas de uma região, mostrando com as cores da dor sofrida do sertanejo tudo o que pode e deve ser mudado.

Para não “roubar” a emoção dos que não leram, abstenho-me de maiores detalhes, porém, é emblemática a afirmação de Jurandir, lá de Gravatá, quando afirma: “O peixe fede, como se estivesse podre, mas é o que nós temos para matar a fome”.

É essa realidade cruel que Magno traz à tona, fazendo-nos refletir sobre as discrepâncias entre o Planalto e a planície. Enquanto Jurandir come o “peixe podre”, muitos se empanturram com faisão e vinhos da melhor safra.

A Obra que Magno nos oferece é um Livro(?), é um Dossiê(?), é tudo isso e mais: "um soco no estômago do poder".

Luciano Bezerra <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 21-Dezembro-2013 / 0:33:24

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 19-Dezembro-2013 / 17:18:04
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