AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Exercite seu cérebro!

O Alzheimer é uma terrível doença, que provoca graves danos cerebrais nas pessoas, fazendo-as perderem a memória e não terem mais sentimentos de prazer ou alegria, devido ao descontrole de seus próprios corpos e mentes.

O paciente perde a consciência de suas ações, de sua própria identidade, porque já não pode mais reconhecer-se. Perde o caráter, a vontade, o poder de decisão e precisará dos outros para controlar a sua própria vida. Além de não poder reconhecer seus amigos e familiares!

O Alzheimer é, sem dúvida, um grande monstro! Mas, de acordo com alguns especialistas, é possível fazer alguns exercícios para afastá-lo ou minimizá-lo!! Exercícios simples, mas que promovam mudanças em algumas rotinas, levando à estimulação de algumas áreas específicas do cérebro.

Esta é uma nova técnica para melhorar a concentração, desenvolver a criatividade e inteligência, realizando estes simples exercícios de neuróbica. Uma descoberta no "Neuroscience", revela que o cérebro tem uma capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que neuróbica, ou "neurônios aeróbicos", é uma nova forma de exercício cerebral, projetada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de comportamento, e as atividades dos neurônios em seu cérebro.

Cerca de 80% de nossas vidas diárias, é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam e atrofiam o cérebro, não permitindo a renovação e crescimento dos neurônios.

Para contrariar esta tendência, é necessário praticar alguns "exercícios para o cérebro", que fazem a pessoa pensar apenas no que você está fazendo, concentrando-se na tarefa. O desafio da neuróbica está em fazer tudo ao contrário do de rotina, forçando o cérebro a um trabalho adicional.

Alguns dos exercícios para desenvolver neuróbica:

- Use um contador de pulsos de relógio, diferente do normalmente utilizado;
- Escovar os dentes com a mão oposta;
- Caminhe ao redor da casa, de volta, ao contrário do que na ida (na China, esta rotina é praticado em parques);
- Vista-se com os olhos fechados;
- Incentivar o paladar com as coisas em diferentes sabores;
- Veja fotos de cabeça para baixo (ou fotos, ou você);
- Verifique o tempo no espelho (olhe o relógio pelo espelho);
- Alterar a forma de rotina (itinerário) para ir e voltar para casa;
- Você pode fazer muitos outros neuróbicos exercícios, dependendo de sua própria imaginação.

A ideia é mudar a rotina de comportamento. Para isso, precisamos fazer algumas coisas diferentes, para o exercício do outro lado do seu cérebro (o direito), estimulando-o dessa forma.

Vale a pena tentar! Mal não há de fazer...

(Neuróbica. Consiste em desenvolver o equilíbrio e uso pleno do cérebro, como as coisas que realizamos diariamente.)

(Autor desconhecido)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 30-Novembro-2016 / 11:38:35
Taty Vaqueira na TV - Primeira entrevista de Taty à uma TV.
A entrevista foi concedida ao programa "Você em Dia" do canal A8, filiado à Rede Record de televisão, em Sergipe.

Detalhe: Ela é afogadense, e sucesso no Brasil. Veja video...

Paulo Fernando Marinho de Almeida <paulo.fm@bol.com.br>
Jaboatao dos Guararapes, PE Brasil - 27-Novembro-2016 / 20:50:55

Minhas Memórias
(Walmick Martins)

No ano de 1950, meu pai Francisco Martins dos Santos (Chico bobina) e toda a família foi morar no Recife. Quatro anos depois minha mãe Maria Guimarães Martins faleceu, e eu, o caçula e minha irmã Wandira Guimarães Martins, após um ano, em 1955, viemos para Afogados da Ingazeira, pois meu pai havia se casado novamente com Evarista Correia de Siqueira, filha de José Correia de Siqueira (Zezé).
Aí começou o meu caminhar, na história da Rádio Pajeú e Cine Paje (hoje Cine São José). Fui contemporâneo de Waldecy Xavier de Menezes, devido a ter acesso a Dom Mota e ao Padre Antônio de Pádua Santos. Assisti a montagem da antena e parte eletrônica da Rádio realizadas pelo Dr. Sabóia.

Inicialmente, ainda em fase experimental, fui discotecário, controlista (primeiro, na época), pois Waldecy e eu engatinhávamos na rádio. A emissora funcionava com um motor ao pé da antena, e lembro-me que num certo dia um raio caiu e tirou a Rádio do ar. Eram válvulas imensas – no transmissor -, do tamanho de uma garrafa. (Hoje, onde estão os estúdios da Pajeú, vizinho ao cine São José, havia uma base para residência, de propriedade do Dr. Jesus Lima).

Algum tempo depois, D. Mota me colocou no Cine Pajeú como auxiliar de Antônio de Dondon. Ajudava na projeção dos filmes e colocava músicas que saíam em 2 cornetas na frente do cinema. Lembro-me de Jamelão e outros cantores da época. Na tela tinha uma cortina e tocava a valsa “Sobre as Ondas”, música prenunciando o início da projeção, e em seguida o gongo que até hoje existe. Era muito bonito quando a cortina ia se abrindo e a projeção já se iniciava.

Muitas vezes atrasávamos o horário da seção devido ao atraso do trem que trazia os rolos com trailers, documentário, filmes e seriado “Deusa de Joba”, preto e branco e mono. Também não tínhamos energia pública a não ser quando ligávamos o motor que ficava atrás do cinema , onde hoje é a Paulo Guerra.
Lembro-me de uma mudança que foi feita no único projetor que era a carvão e consumia muita energia. Por isso foi adquirido dois projetores Bell Howell 16 mm à lâmpada, não sendo muito aprovado devido a distância da tela. A imagem não ficava nítida, então voltou-se para o velho projetor à carvão.

O primeiro Ginásio em Afogados foi onde hoje é A Cúria Diocesana, atrás da igreja. Chamava-se Ginásio Mons. Pinto de Campos, com a direção do padre Antônio de Pádua. Ainda tenho uma transferência minha, assinada por padre.

Naquela época fazíamos de tudo. Fui coroinha na igreja, quando o padre celebrava a missa de costas para o público, e em latim. Usávamos umas vestes para ajudar a missa.
Também fui muitas vezes com padre Antônio no seu Ford 29 ajudar nas missas que ele celebrava nas redondezas.
Com Bernardo Delvanir Ferreira, filho de Seu Otávio, e Gago, formávamos um trio chamado os Pinguins do Pajeú para cantarmos na rádio aos domingos.

Este é o resumo da minha trajetória aqui em Afogados.
Fui colega, no Ginásio Mons. Pinto de Campos, de Raul Cajueiro, Joaquim Nazário (pai de Milton Oliveira), Rivadávia e muitos outros mais.
Devido ser o primeiro ginásio, eu, menino, estudava junto com adultos. Dr. Aloísio foi um dos professores.

Depois fui servir o exército no 14 RI em Socorro-Jaboatão dos Guararapes.

Só retornei a Afogados da Ingazeira em 2002, ao me aposentar. Estou até hoje na terrinha que nada se parece com a Afogados da minha juventude.

Walmick Guimarães Martins <walmickmartins@outlook.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 27-Novembro-2016 / 18:49:10

A guardiã da memória de Tabira, no sertão

Em Tabira, sertão de Pernambuco, a sorte de pobres e ricos passou pelas mãos de Nevinha. Mas era a própria memória da cidade, antes perdida no tempo e no espaço e hoje dona de seu passado, quem mais lhe devia. Foi ela quem, em cartas, discursos e livros, escreveu sua história.
A terra era distrito quando o pai, comerciante hábil, chegou à prefeitura de Afogados da Ingazeira e a emancipou.
E se o velho Pires se tornou líder político, foi porque Nevinha escrevia os discursos e os lia no coreto da praça. "Era sua conselheira", diz o filho, Pedro. Indicada a prefeita, do marido ouviu não. Mulher que comanda cidade mandaria em casa, dizia. "Ela queria, tinha cancha." Mas aquiesceu.
Após o colégio interno estudou contabilidade, pedagogia e letras. Ensinou por 40 anos. Quando batiam à porta pedindo à moça letrada que interviesse, escrevia de cartas aos parentes no sul a pedidos a autoridades, com a caligrafia das freiras. No velório, um amputado chorou: sua carta ao presidente lhe garantiu a aposentadoria.
Viúva, aposentada e após ter feito do filho médico, decidiu verter o dom em livros. De arquivos e genealogias fez "Tabira e Sua Gente"; dos causos folclóricos do sertão, "Tabira: História e Estória". E cavou um estudo geopolítico da região que políticos como Marco Maciel tiravam do bolso na hora de discursar. Não parou nem com a escoliose, a mesma de Frei Damião.
Morreu de falência dos órgãos, dia 19, aos 91. Pouco antes, o filho Pedro a levara à geriatra. A médica pediu que escrevesse uma frase qualquer. De suas mãos brotou: "Eu amo Tabira."

(De Willian Vieira, para a Folha de São Paulo, ed. De 26.11.2016)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Novembro-2016 / 10:52:46

O Mundo Mágico das Letras

O famoso cientista francês, Antoine Laurent LAVOSIER, afirmava que “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Realmente, tudo se transforma como a própria frase atribuída ao pai da química moderna que recriou o famoso enunciado do poeta latino Titus Lucrecius Carus que, por sua vez, já trouxe a ideia do filósofo grego Epícuro, esses últimos, bem antes de Cristo.
Adaptar é recriar. O jovem, e até a criança, tem que acordar para desenvolver o talento que, muitas vezes, se encontra reprimido no interior de sua fértil e fantástica imaginação. Em abril de 1999, tive o prazer de assistir uma palestra com a psicóloga Berenice Sica Lamas, na ocasião a professora da PUC do Rio Grande do Sul mostrava a necessidade de acreditarmos que o estudo e o aprendizado da literatura passam, sempre, pela própria experiência dessa clientela que deve, também, além de adaptar contos e histórias, inventar outras formas de descrever sobre assuntos do cotidiano; enfim, criar seus textos literários independente de como foram construídos, assim não corre o risco de permanecer, apenas, lendo grandes clássicos da nossa rica literatura infanto-juvenil.
No ano seguinte, precisamente em outubro de 2000, ouvi o professor da Universidade Estadual de Feira de Santana, José Roberto Cardoso Meireles, dizer com muita tristeza que a televisão seduz a sociedade, com todos os seus recursos; alia-se a essa sedução a transformação social que tornou o núcleo familiar cada vez mais distante, mais disperso e tão escravo da telinha. Ora, o que tá faltando para que o livro também provoque tamanho interesse? Infelizmente, não só os livros são esquecidos pelos governos, mas a educação por completa. Afinal é fácil controlar quem não tem conhecimento. Os maiores educadores do mundo atestam que quanto mais conhecimento as pessoas adquirem através dos livros, ficam mais contestadoras, aumentam o senso crítico, triplicam a vigilância com as injustiças e se transformam em seres humanos bem mais felizes.
Certamente, foram esses ensinamentos que me libertaram da inibição e fizeram com que, amadoristicamente, escrevesse textos referentes a diversos assuntos e temas. Agora, já pronto, o primeiro trabalho na categoria infantojuvenil “Caminhos Opostos” que brevemente estará sendo lançado em todo Sertão do Pajeú. Devo confessar que, mesmo tendo consciência dos meus modestos e limitados dotes literários, ao passar algo real ou mesmo sonhos da vida para o papel, sinto-me como os extraordinários repentistas nordestinos que com uma inteligência e sabedoria inexplicáveis “tiram de onde não tem e colocam onde não cabe”, provando que todos podem figurar nesse importante cenário do Mundo Mágico das Letras.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 25-Novembro-2016 / 13:57:11
Há dez anos (outubro de 2006) levei minha mãe para Solidão, e na volta passamos em Tabira para visitar Nevinha Pires (foto), nossa prima (fizemos algumas imagens desse momento).
Em janeiro mamãe partiu... agora, foi a vez de Nevinha.

"O mistério da morte é parte do enigma da alma e da vida em si: entender a morte significa realmente entender a vida. Durante a vida como a conhecemos, o corpo é vitalizado pela alma; na morte, ocorre uma separação entre o corpo e a alma. Porém a alma continua a viver como sempre fez, agora livre das restrições físicas do corpo. E como o verdadeiro caráter da pessoa – sua bondade, virtude e altruísmo – estão na alma, é lógico presumir que ele ascenderá a um estado mais elevado após cumprir suas responsabilidades na terra."

Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-Novembro-2016 / 20:26:14

A violência dos violentos

As Organizações Mundiais que estudam esse tão delicado assunto, dizem que a violência é a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis. Os sociólogos afirmam que corremos o risco de sermos vítimas de vários tipos de violência.
Os juristas lembram a existência da violência dolosa, violência culposa, violência preterintencional; e ainda, afirmam que a violência é o uso abusivo ou injusto do poder. O Atlas da Violência 2016, tristemente, aponta que em cada dez vítimas de violência letal no mundo, uma está no Brasil. Mesmo assim, segundo as previsões das mais famosas universidades, há evidências de que a violência pode ser evitada por uma série de medidas envolvendo indivíduos, famílias e comunidades.
Os relatórios apresentados por entidades religiosas, civis e militares apontam que mais de 1,6 milhões de pessoas morrem vítimas da violência em todo o mundo. Por isso pedem aos governos que tomem providências imediatas visando reduzir esses números que incluem assassinatos, violência doméstica e guerras armadas, por razões, muitas vezes injustificáveis.
Ontem, 19 de outubro de 2016, a emissora de maior audiência da América Latina, mostrou a violenta luta entre Ryan Bader contra Rogério Minotauro, onde o brasileiro ficou com o rosto totalmente deformado pelos potentes socos, deixando um rio de sangue no ringue, ou seja, no “campo de guerra”.
Infelizmente, modalidades agressivas e muitas vezes mortais, como MMA, UFC e até o boxe são simpáticas aos “olhos gananciosos” da mídia, aos “olhos de serpente” do Comitê Olímpico Internacional e, aos “olhos estrábicos” da Justiça, essa mesma Corte que em outubro passado, através do Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a lei estadual cearense que regulamentava a vaquejada como prática desportiva e cultural, proibindo assim a mais tradicional festa dos nordestinos.
Diante de tamanho contrassenso, fico na dúvida sobre a imparcialidade da justiça representada pela venda no rosto; não sei se a balança que deveria indicar equilíbrio e ponderação está auferida pelas mentes sóbrias dos magistrados; já não posso confiar na força da espada que determina o cumprimento das decisões judiciais; porém, acredito em Pedro que no capítulo 3, diz que os humanos da atualidade esperam o dia do julgamento e da destruição das pessoas violentas e da violência.
Imparcialmente,

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 20-Novembro-2016 / 16:16:01

Faleceu hoje, em Afogados da Ingazeira, minha grande amiga Alda, filha do saudoso Luis de Ernesto.
Meus pêsames ao seu esposo e filhos.
Eterna Saudade, Alda.

Robelia Soares de Siqueira André <Robeliasoaes123@ hotmail.com>
Jacupiranga, SP Brasil - 18-Novembro-2016 / 21:27:12



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IMÓVEL DISPONÍVEL PARA ALUGUEL


Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Novembro-2016 / 18:27:21

Luiz Barbosa da Silva (Gonzaga Barbosa)

Neste ultimo dia de outubro faleceu, no sítio Pacús, aos 76 anos de idade, nosso amigo Gonzaga Barbosa.
Aos familiares, nossa solidariedade.

__________________________________
Nas minhas idas a Afogados da Ingazeira, lhe visitava no seu sítio e conversávamos sempre, inclusive ao telefone.
Ele me disse:

"Fruto da união de José Barbosa da Silva e Anna de Queiroz Vianna Barbosa, nasci no sítio Pacus (Fazenda União), em Afogados da Ingazeira, no dia 28 de agosto de 1940. Até hoje resido na mesma casa onde nasci.
Sou Católico, Apostólico Romano. Não frequento a minha Igreja por motivos óbvios: não posso me locomover; passo os dias deitado em uma rede desde os meus 12 anos de idade.
A minha infância, até os 12 anos, foi a de uma criança simples, modesta, pois nasci de uma família humilde. Só perdia um dia de aula se fosse o jeito. O meu grande sonho era ser médico, mas quando recebia os primeiros acenos da adolescência, um fato desfez toda a programação natural de tudo que estava na minha mente.
Mas, mesmo com todos os obstáculos – que não foram poucos – não fiquei tolhido na ”concha da deficiência”. Com determinação, enfrentei as pedras do caminho.
Quando fiquei deficiente estava na 3ª série do curso primário. Então, devido aos problemas que me acometeram, tive que repeti-la. A 4ª série fiz com a professora Adalgisa Maria Brandão e a quinta com a saudosa professora dona Leta Moraes.
Com a ajuda do então professor José Virgínio Nogueira cursei Admissão ao Ginásio e, algum tempo depois, Madureza Ginasial, por correspondência, através do Instituto Universal Brasileiro.
Graças a Edvonaldo Macedo de Almeida, hoje advogado, que me trazia o material do Ginásio Mons. Pinto de Campos para que eu pudesse estudar em casa, cursei Contabilidade, concluindo-o no dia 26 de dezembro de 1976. Também estudei Didática Geral em 1972.
Em 1993 fiz vestibular de Letras na FAFOPAI (Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira), e fui aprovado. Cheguei a me matricular, mas, tendo em vista a impossibilidade de frequentar as aulas, fechei a matricula. Em vista desses entraves na minha vida, lendo muito tornei-me autodidata e sou autor de três livros.
Não me casei em virtude da minha deficiência. Sou agâmico, e isso me impossibilitaria à procriação. Mas, amo as mulheres.
Passo os dias deitado em uma rede, lendo e escrevendo. Atualmente uso um computador que me faz viajar pelo mundo através da internet. Detalhe: teclo com apenas um dos dedos.
Mesmo com todos os meus problemas considero-me um homem feliz, pois sinto que sou querido por todos os que me cercam."

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Novembro-2016 / 8:24:33

Misteriosas conveniências

Segundo uma famosa enciclopédia, justiça é como uma força que bate bem forte dentro do peito. É um conceito presente no estudo do direito, da filosofia, da ética, da moral e da religião. Paradoxalmemte, suas concepções e aplicações práticas variam de acordo com cada povo e, infelizmente, até no seio dessas mesmas comunidades, o que vem sendo criticado por estudiosos dessa ciência.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Roberto Barroso, disse em uma de suas palestras que “Precisamos fazer uma revolução no modo como o Judiciário funciona”. Na verdade a Justiça Brasileira, impulsionada pela indignação da sociedade, já tem mostrado evidências de que poderá acontecer avanços nessa área tão delicada e importante em qualquer civilização.
A Operação Lava a Jato, coordenada pelo competente juiz Sérgio Moro, enche os olhos do mundo jurídico pela coragem e equilíbrio nas decisões tomadas contra ricos empresários e políticos poderosos. Recentemente, a ministra Carmem Lúcia saiu em defesa da classe afirmando que “Onde um juiz é destratado, eu também sou”, referindo-se aos ataques e ofensas do senador Renan Calheiros a um juiz que acatou denuncias contra o Presidente do Senado.
Tudo isso é louvável! Porém, gostaríamos muito que, tanto a determinação do nobre juiz paranaense como a solidariedade da Presidenta da Suprema Corte aos seus colegas de toga, fossem ampliadas para analisar as liminares cassadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, referente a aquisição da fosfoetanolamina sintética, mais conhecida como a pílula que cura o câncer, comprovada pelos cientistas brasileiros que desenvolveram essa fórmula desde 1990 e, sofrem perseguições diversas, inclusive da própria Justiça Brasileira. Esse impasse impede que pacientes obtenham esse composto, enquanto a ANVISA não acelera os testes clínicos para que essa substância torne-se remédio e seja distribuída, gratuitamente, a todos que necessitam dela para viver.
Caso contrário, enxergamos os julgadores agindo com “um peso, duas medidas”, como preconizava o filósofo grego Sócrates, ou seja, trata alguns casos com justiça plena e imparcial e outros com total injustiça e frieza, aplicando a Lei como bem entende e de acordo com misteriosas conveniências.
Esperançosamente,

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 26-Outubro-2016 / 14:38:24

Na verdade, em 1977 eu morava em Afogados e estudava na escola Conego João Leite. A minha professora se chamava Consuelo e eu a amava.
Queria muito noticias dela.
Grata!

Cleonice Ramos Godoy <cleoramosgodoy@hotmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 24-Outubro-2016 / 14:32:07

“Caminhos Opostos” - Um conto com característica regional... (literatura infanto-juvenil) - Carlos Moura Gomes

Ao adquirir um exemplar desse livro, por apenas R$ 15,00, você ajuda a Instituições Oncológicas e Abrigo de Idosos (ASAVAP), pois metade da renda vai para essas Casas e a outra metade custeará nova edição para continuidade a esse Projeto.
Caso queira receber em casa mande seu endereço completo para o e-mail “carlosmouragomes@yahoo.com.br” e deposite R$ 15,00 + R$ 6,00 da postagem que enviaremos pelos Correios. [Bradesco, agencia 283-6, c/c 0080046-5.
Os pacientes dessas Instituições com câncer, e os idosos que vivem em abrigos agradecem.

Carlos Moura Gomes <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 24-Outubro-2016 / 6:25:36

Fomos informados do falecimento de José Benedito da Silva (ZIL da codorna) ocorrido na noite deste sábado 22.
Aos familiares, nossas condolências

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 23-Outubro-2016 / 14:44:25


José Batista de Queiroz (Zé de Darci, foto) - (1940-2016), aos 76 anos de idade, foi sepultado neste domingo 16, no cemitério da cidade ocidental, em Brasília (DF).

Paulo Marinho <paulo.fm@bol.com.br>
Jaboatão dos Guararapes, PE Brasil - 16-Outubro-2016 / 18:02:45


É verdade Paulo Marinho, Zé de Darci era famoso pela sua praticidade e alta produtividade na construção de paredes de alvenaria.

Marcelo Vieira <marcelovieira62@outlook.com>
Casinhas, PE Brasil - 16-Outubro-2016 / 17:35:59
Fernando, você conheceu ZÉ DE DARCI? Ele faleceu hoje em Brasília. Se eu tiver os detalhes vou te enviar, ok?
Ele foi o melhor pedreiro de Afogados da Ingazeira. Um dos prédios construídos por ele, a panificadora Estrela do Norte.

Paulo Marinho <paulo.fm@bol.com.br>
Jaboatão dos Guararapes, PE Brasil - 15-Outubro-2016 / 20:38:51
Faleceu neste domingo 9, pela manhã, aos 93 anos de idade, em Afogados da Ingazeira, o Dr. José Humberto Mesquita Campos.
O sepultamento foi realizado nesta tarde, no cemitério São Judas Tadeu.
Aos familiares, nossa solidariedade.

____________________________________

Há alguns anos, nas minhas viagens a Afogados, fui visitá-lo em seu apartamento para uma entrevista. Veja o que ele contou...

“Nasci em Ipojuca, em 3 de fevereiro de 1923. Filho de João Batista Campos (Noca) e Maria Julieta de Mesquita Campos, fui o primogênito de uma família de 16 filhos, dos quais 8 ainda estão vivos.

Em meados de 1924, por questão de saúde, meu pai volta a morar em sua terra natal, Afogados da Ingazeira, de onde saiu para morar em Campina Grande, PB, retornando, ainda, por imposição de sua saúde, no inverno de 1930.

No São João de 1933, eu, com então 10 anos, segui para a casa do meu avô materno no Recife, para estudar no Grupo Escolar João Barbalho onde terminei o curso primário para, em janeiro de 1935 ingressar no Colégio Marista onde cursei ginasial, na época com duração de cinco anos, terminado em dezembro de 1939. Já então tinha sido criado o curso pré, com duração de dois anos e obrigatório para o vestibular, antes de ingressar na faculdade, o que fez no Colégio Osvaldo Cruz, no Recife.

Em 1942 prestei exame vestibular, ingressando na Escola Superior de Agronomia, recebendo o diploma de Engenheiro Agrônomo no fim de 1945. Já trabalhava no Diário Oficial e era Auxiliar Acadêmico no Instituto de pesquisa na própria faculdade em Dois Irmãos.

Concluído o curso superior em março de 1946, assumi um emprego no Estado e, em maio do mesmo ano, fui designado para o Departamento de açudagem, com sede em Caruaru onde logo me adaptei. Lá, passei a colaborar no Jornal Vanguarda e atuei como professor de matemática em dois colégios locais e nos Ginásios Caruaruense e Sete de Setembro onde fui paraninfo da primeira turma de concluintes do ginasial.

J unto com alguns jornalistas, como Odílio Andrade, José do Patrocínio, Luís Torres e Antonio Miranda, foi criado o Movimento Literário Jornalístico com o apoio do dr. Mauro Mota, então do Diário de Pernambuco, no Recife, que pôs em evidência o trabalho que chamou de Jornalismo Matuto, fazendo-os membros da Associação de Imprensa de Pernambuco e pondo à disposição de todos a sua página literária domingueira no Diário.

Resultante de tão valioso apoio, a turna de Caruaru resolveu fundar a Associação Caruaruense de Imprensa, congregando os jornalistas que trabalhavam no interior do Estado e, principalmente, em Caruaru, cujo número já passava de 30 naquela época, com os Correspondentes de Órgãos da Capital.

Em 1949, eu, Odílio Andrade e Jaime Menezes, após várias conversas, resolvemos lançar uma revista, saindo em março do mesmo ano o periódico trimestral com o nome de “ARU” que se desenvolveu rapidamente, contando com a participação de diversos membros da ACI, mas somente atingiu a 5ª edição em abril de 1950 quando, por força da transferência do Departamento de Açudagem de Caruaru para o Recife, os seus diretores, eu e Odílio, tivemos que deixar a “Cidade dos Aveloses” para residir na capital pernambucana, pois éramos seus funcionários, fato que impôs o arrefecimento das atividades jornalísticas dos mesmos. O Jaime Menezes foi residir em São Paulo.

Já estabelecido no Recife, fui designado para implantar a 2ª Residência do SAPI em Arcoverde e, logo depois, fui nomeado para o cargo comissionado de Chefe do Serviço de Divulgação Agrícola onde esteve até 30 de janeiro de 1950, quando fui designado para fazer um curso intensivo da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. De volta, fui para o IPA, retornando ao Departamento de Açudagem em novembro do mesmo ano.

Em março de 1952, fiquei à disposição da Prefeitura Municipal de Moreno até dezembro de 1952, voltando à repartição de origem até fevereiro de 1955 quando, por Ato do Governador fui indicado para fazer o Curso de Engenharia Rural em Sorocaba (SP), com duração de seis meses.

De volta ao Recife, cursei Administração Pública sob os auspícios da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco em 1956 e, no ano seguinte fui nomeado diretor adjunto do Departamento de Açudagem e Irrigação.

No governo Cid Sampaio, fui transferido para Inajá, PE onde permaneci 20 meses, como “castigo político”. Depois fui para Belo Jardim administrar as construções rurais da “Residência”.

Em janeiro de 1963 fui nomeado para instalar a 20ª Residência Regional do DPV em São José do Egito, acumulando a 19ª em Afogados da Ingazeira até dezembro de 1966, quando fui assessorar o Sr. Secretário da Agricultura quando, no final do governo, retornei ao Departamento de Produção Vegetal onde permaneci até 1977 quando me aposentei por tempo de serviço.

Aposentado, passei a trabalhar como autônomo em projetos rurais e agroindustriais com maior atuação em trabalhos para a SUDENE, tendo participação em inúmeros projetos no Nordeste.

Realizei levantamento semi-cadastrais de cidades para efeito de eletrificação, inclusive de Afogados da Ingazeira, São José do Egito e Carnaíba, entre outros. Realizei estudo de linhas de transmissão –LT para o DAE no agreste e sertão, não esquecendo a açudagem, tendo, quando do encontro de Salgueiro em 1950 que foi a semente da criação da SUDENE e que congregou técnicos de todas as áreas e de todo o Nordeste, atuado como relator da Comissão Técnica de Águas.

Participei de Cursos de Irrigação em Petrolina, Barreiras (BA) e Fortaleza (CE), tendo publicado duas monografias sobre o assunto e diversos outros trabalhos para o Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco e revistas técnicas.

Em maio de 1996 recebi o Diploma de Mérito Agronômico da Academia Pernambucana de Ciências Agronômicas, da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Em 1999, com o falecimento da minha esposa Maria do Carmo Veras Campos, com quem fui casado 51 anos, além dos doze entre namoro e noivado, fixei residência em Afogados da Ingazeira, terra do meu pai e da minha esposa.

Tenho 2 filhos, Fred e Mônica, e quatro netos.”

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 9-Outubro-2016 / 18:39:13

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 11-Setembro-2016 / 7:42:05

Faleceu nesta manhã, aos 66 anos de idade, de infarto fulminante, no hospital Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, o primo Paulo Vidal dos Santos.
O sepultamento será realizado no cemitério Parque da Saudade, amanhã, terça-feira 6, às 8h.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 5-Setembro-2016 / 9:41:15

Minha eterna gratidão

Caro amigo Fernando, já se passaram mais de dois meses desde a nossa visita à boa terra. O tempo realmente passa rápido, especialmente quando estamos nos divertindo.
Desejo reafirmar a nossa gratidão pela maneira amiga como nos recebeste e nos levaste ate à nossa terra sertaneja.
Sou eternamente grato e farei o melhor ao meu alcance para retribuir tanta bondade e demonstração de amizade.

Essas coisas nos deixam com um profundo sentimento de dívida. Por tanta bondade, repito meu eterno sentimento de gratidão.
Ontem estava relembrando e procurando umas coisas e achei o disco que me enviaste, titulado: "Passeio em Afogados da Ingazeira", datado de 2007. Imediatamente coloque o disco no toca disco, e fui premiado com o som das músicas do nosso sertão, sendo a "Asa Branca" a minha favorita. Isto me levou numa viagem passeando pelas ruas de Afogados de uma maneira espetacular, sem interrupção e acompanhado pelas belíssimas músicas que escolheste.
Meu caro, você tem sido sempre um amigo a quem muito devo. Fiquei desde então matutando, relembrando e resolvi, então, escrever.

Tenho uma surpresa para o amigo; eu desejava guardar até ter o material em mãos, mas estou muito alegre com a notícia e não posso esperar mais. O meu neto Ian está de volta à Universidade desde o dia 29 de Agosto. Hoje, após os serviços da Igreja, minha nora, mãe, do Ian, me deu uma notícia muito agradável. Ela me informou que ele está escrevendo memórias da nossa visita.
Eu passarei para você logo que receba o material. Farei também uma tradução em português, se necessário.

O Senhor Deus tem sido bondoso e misericordioso para comigo, derramando chuvas de bênçãos para este velho sertanejo.
Louvado seja o Senhor!

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 5-Setembro-2016 / 9:02:19
Eduardo Véras Liberal (Dardo)

A Missa de Sétimo Dia pela alma de Dardo será realizada nesta sexta-feira, 2 de setembro, às 19h, na Capela Menino Jesus, na Av. Conselheiro Aguiar, nº 1156, em Boa Viagem, no Recife

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Em Afogados da Ingazeira, a Missa será realizada no sábado 3, às 19h, na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Sobreira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Agosto-2016 / 10:30:49

Eduardo Véras Liberal

Informamos que o nosso amigo e conterrâneo Dardo Liberal faleceu nesta madrugada, no IMIP, aos 62 anos de idade, depois de um doloroso processo de transplante ocorrido na 4ª feira passada. Conversei com Darla, sua filha, há pouco, que me informou que o corpo estará no cemitério Morada da Paz, em Paulista, para o velório, amanhã, domingo, das 8h às 14h, para os amigos conterrâneos e familiares darem seu último adeus.
Dardo deixa viúva Elizabete, filhas Leila e Darla, e um neto.

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Neste domingo 28 fomos, eu e o meu genro Gustavo, a Paulista para o velório e sepultamento do amigo e conterrâneo “Dardo”. Lá, encontramos inúmeros afogadenses que foram se solidarizar com a viúva dona Elizabete e as filhas Darla e Leila, e os irmãos Miguel e Imaculada.
Citamos: Paula Pires, Carlinho de Lica, Júnior Finfa, Cida de Heleno, Petain Ávila, Silvia e Silvio Cruz, Ana Maria Liberal, Lulinha de mestre Biu, Saulo e Carlinho Gomes, Jurandir Pires, Inezinha e nora, Josete Pires, Vital e Sônia Tenório, Adalva Siqueira, Fátima de seu Dino e uma irmã de Bartolomeu Genésio, Gaudêncio Vilela, também um filho de Zé Malaia, dentre outros. (Fernando Pires)

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Agosto-2016 / 8:46:21
Saudações, conterrâneos,

Faço vênia a todos, a fim de solicitar o auxílio de quem possa contribuir para a Memória da nossa querida Afogados da Ingazeira. Estou elaborando um trabalho de conclusão de curso (História) cujo tempo escolhido foi "A Década de 80". O "Nosso Olhar" é sobre como a juventude se mobilizou em prol de trazer a faculdade (FAFOPAI) para a nossa cidade, atitude esta que derivou em novas adesões, ao ponto de toda a sociedade haver participado.

Pelo que me consta, houve manifestações em frente à Catedral em mais de uma oportunidade. Até agora não achei fotos com ninguém dos que consegui entrevistar. Um trabalho desse apresenta certa dificuldade, e a gente nem sempre consegue os dados. Como é um trabalho que a sociedade afogadense terá acesso, posteriormente, faço um apelo, aqui, na crença de que muitos que escrevem devem ter participado desse movimento, ou conhecido alguém que participou.
Diante disso, apelo para quem tiver alguma informação que possa contribuir nesse resgate de memória da cidade, entrar em contato por e-mail.

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Caro Winícius, sugiro pesquisar na própria Faculdade, entre os primeiros alunos e professores. De antemão te indico duas pessoas que poderão te ajudar: Profa. Socorro Dias e o Dr. Milton Oliveira, dentre tantos outros.
Torço para que consigas lograr êxito nessa tua busca.
Como estás concluindo o Curso de História, aproveito e sugiro procurar, também, na FAFOPAI, o "Álbum Iconográfico de Afogados da Ingazeira", de nossa autoria, em Blu-Ray - desde 1900, até o final de 2014. Esse trabalho retrata 114 anos de Iconografia Histórica da nossa cidade.
Caso tenhas dificuldade em encontrar um equipamento reprodutor de Blu-ray, quando em for por aí te informo para que possas visualizar 657 imagens desse trabalho, em pouco mais de 1h. (Fernando Pires)

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Winícius Dias Vasconcelos Galdino <winiciusdvg@gmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 19-Agosto-2016 / 18:26:17




Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Agosto-2016 / 8:33:49

Na qualidade de pernambucano e compositor da canção "Yane - a Garota de Ouro" que fiz em homenagem à ilustre cidadã afogadense YANE MARQUES - desejo aqui destacar a sua valiosa contribuição para o nosso Estado, sobretudo, por mais essa recente vitória conquistada, qual seja, conduzir o nosso pavilhão nacional na Abertura dos Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro.

Rogério Andrade <juneran@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Agosto-2016 / 13:54:48

Por Magno Martins, no seu blog:

Tenho razão de chorar por Yane

Elogiada no mundo inteiro, a solenidade de abertura das Olimpíadas, ontem, no Rio de Janeiro, maltratou nossos corações. Valeu a espera até tarde da noite, de olhos grudados na televisão, para ver Yane Marques, a porta-bandeira brasileira, sacolejar o Maracanã com bossa e maestria, levando e levantando a bandeira nacional. Estamos tristes e desapontados com o Brasil da Lava Jato e dos corruptos, mas quem não ficou orgulhoso com o show de competência na produção da festa? Deu para aliviar um pouco o nosso sofrimento, a nossa angústia, a nossa dor rompida pela crise.

De arrepiar mesmo foi sentir que a cada passo que Yane dava na Avenida da Olimpíada, apresentando o Brasil ao mundo, ali estava o Sertão tipificado. Seu brilho amenizou nossas dores secretas, que se juntam na irmandade sertaneja, o nosso jeito próprio de superar adversidades. Ver Yane foi ver gibão e chapéu de couro, o Brasil sertanejo, do coco, das emboladas, do forró, da zabumba e dos vialejos.

O Brasil das vaquejadas, do aboio dos vaqueiros, do arranco das boiadas nos fechados ou nos tabuleiros. Já disse um poeta que no sertão que a gente mora, mora o coração da gente. A roupa de Yane era verde e amarela, as cores do Brasil. Mas ali enxerguei também, investido de paixão sertaneja, a roupa de couro empoeirada, numa prova para o mundo inteiro que ela veio do Sertão.

O Sertão de poetas e trovadores, de violeiros e repentistas, de cordelistas que só Deus soube criar. O Sertão tem espinhos, é verdade, que doem muito, mas tem também a for do mandacaru, a flor do amor. Tem uma lua branquinha e formosa, um carro de boi sempre a gemer. Tem curral desmoronado pela seca, mourão velho deitado, touro valente, vaca braba e barbatão.

Tem caboclo vaqueiro de grande bravura, vestido de couro, na mata mais dura, entrando pelo mato para pegar boi brabo. O Sertão que Yane encarnou é de gente também que nunca estudou matemática, nunca aprendeu português, mas sabe fazer um verso que muitos letrados não são capazes. Versos que rasgam o nosso coração como se fosse uma navalha, retalhando a alma. > Vi e chorei Yane porta-bandeira eleita pelo povo brasileiro. Ali no cantinho do meu quarto, pensando em escrever algo em sua homenagem para todos nós lavarmos a alma, recorri a uns versos de Rogaciano Leite, pajeuzeiro como Yane, ela de Afogados da Ingazeira, como eu, ele de São José do Egito, cidades-irmãs que se confundem pela beleza e bravura do seu povo. Escrita em 1950, a estrofe abaixo imortalizou Rogaciano:

"Senhores críticos, basta!
Deixai-me passar sem pejo,
Que o trovador sertanejo
Vai seu pinho dedilhar...
Eu sou da terra onde as almas
São todas de cantadores
-Sou do Pajeú das Flores
Tenho razão de cantar!

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Agosto-2016 / 9:46:37

Álbum Iconográfico de Afogados da Ingazeira

Meses atrás tive a alegria de receber um belo presente de Fernando Pires: 654 imagens em mídia blu-ray do seu acervo de fotos de Afogados da Ingazeira! Um trabalho primoroso, feito ao longo dos anos, e, postado no site “Afogados da Ingazeira, Ontem & Hoje”. Que (falo por muitos) nos faz muita falta!
Uma conversa no Facebook entre duas mulheres de Afogados sobre a saudade de amigos que não se viam há mais de trinta anos, e de um tempo que ficou congelado em suas mentes, me fez pensar: “Vou criar um grupo para que pessoas como elas possam se reencontrar e matar a saudade.”
Fotografei as fotos do Blu-ray e postei no grupo, sempre lembrando que aquele acervo é de Fernando Pires. As reações de grande emoção acontecem sempre que uma foto é postada e, nela se vê algo familiar, amigos, amores, lugares, ruas e praças. Esse grupo cresceu e outras fotos vieram de álbuns de outras famílias.
Fernando, nós os afogadenses que vivemos fora, sabemos da importância que tem esse acervo que conta a história da nossa cidade. Para mim e para essas centenas de pessoas do grupo: “Afogados da Ingazeira do meu tempo”, só temos a lhe agradecer imensamente.
Grande abraço, querido amigo.

Maria Dapaz <dapazcantora@hotmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 31-Julho-2016 / 23:06:12

Afogados da Ingazeira “As Ruas por onde andei”, de Milton Oliveira

Quando da minha última visita a Afogados da Ingazeira, fui presenteado com algumas lembranças. Uma delas foi o livro Afogados da Ingazeira, “As ruas por onde andei”, de autoria do Sr. Milton Oliveira, com dedicatória apropriada.
Eu não conhecia aquele jovem, mas, ele me impressionou de maneira positiva. Fiquei sabendo que Joaquim Nazário era seu pai, e isto acordou especial lembrança, pois Joaquim era alfaiate, um excelente profissional.
Ele fez meu primeiro terno de linho branco que usei orgulhosamente nas festas de fim de ano Eu estava com 13 pra 14 anos. Foi um momento agradável quando tive oportunidade de conhecer um representante das novas gerações afogadenses. Guardei o livro com meus pacotes para rever ao retornar a Rosemead.

Com bastante curiosidade abri o livro, notei a dedicatória pelo autor ao amigo Fernando Pires, que em si já é uma recomendação.
Continuei na minha descoberta literária e fui encontrando nomes de pessoas que foram parte da minha vida em Afogados “há um milhão de anos”.
As memórias voltaram vivas e claras, tais como Sr.Helvécio Lima, o perfeito cavalheiro, a tocar a flauta que era uma novidade para mim. Sem dúvida a descoberta de outros nomes famosos de uma época que se foi, deixando o exemplo de uma geração que muito produziu, sem muitos recursos.
Quanto mais lia o livro, mais a minha opinião sobre este documentário reafirma que se trata de matéria de boa qualidade. É uma epístola dos que participaram da vida em Afogados da Ingazeira, tiveram seus nomes batizando as ruas da nossa cidade, eram nossos amigos, eram pessoas simples e amigas que de um modo ou de outro lutavam pela sobrevivência com um sorriso amigo, eram pais e mães, era o povo sertanejo afogadense que participou do processo para chegarmos a Afogados de hoje, marchando progressivamente para seu desenvolvimento.

De maneira brilhante esse livro foi estruturado, pois cada página nos apresenta surpresas diferentes dos nossos conterrâneos e amigos na vida da nossa Afogados. É um livro para consultar e conhecer pessoas e fatos que desconhecíamos sobre o nosso rincão. No meu caso, tive uma grande e agradável surpresa ao encontrar meu pai, Ezequiel Moura, incluído nas suas páginas.

Desejo aqui congratular-me com o Milton Oliveira por um trabalho bem feito e agradável, para nos deleitar com a sua leitura. Verdadeiramente, um trabalho de dedicação e persistência.
Congratulações.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA Brasil - 30-Julho-2016 / 21:39:25

Riacho Fundo

Após a visita a Afogados, fomos até Riacho Fundo, na Ingazeira, que foi da Família da minha irmã Firmina e do seu esposo Júlio Bento, de boas memórias. Na foto abaixo temos minha sobrinha Zorilda me abraçando com entusiasmo e alegria na área fora do refeitório; Maria José, conhecida como Mazé, e também Elvira, nossa participante especial desta página, e Ian, meu neto.
Foi-nos servida uma ótima refeição sertaneja. Senti a falta da Rosilda, que é a líder do estabelecimento que atualmente é uma “Missão Cristã”, pois estava no Recife naquele momento.
Tivemos enorme prazer em visitar aquele sítio, não só pelas lembranças, mas, pela vida pacata e até mesmo diríamos preguiçosa, sem insultar aos residentes que trabalham para manter aquele lugar em excelentes condições.
Naquela tarde morna e agradável sentei-me sozinho ao lado de um dos prédios que tem em frente um jardim modesto, mas de uma beleza natural e fiquei relembrando o passado tão distante e me reencontrei com alguns fantasmas que me deram boas vindas e até me abraçaram. Voltei a ser criança, se bem que por um breve momento da minha imaginação. Acordei do sonho, com a voz do Ian, meu neto que me procurava, a dizer, “aqui estás”. Voltei a realidade e as lágrimas começaram a correr.
Percebi no jardim borboletas lindas, um par delas estava a fazer piruetas no jogo de reprodução. Outro par estava apenas demonstrando sua beleza dada pelo Criador. Havia também, para nos ajudar a absorver aquela beleza, pássaros a demonstrar diferentes tons de cores para embelezar aquela tarde morna e agradável.
Não vi as vacas leiteiras que eram parte daquele belo quadro do meu sertão da década de 40 do século passado, mas apenas um pequeno bando de cabritos que veio me cumprimentar com o seu “béééé”.
Fomos visitar a construção da barragem da Ingazeira que me pareceu gigantesca. A coisa agora é saber se o governo está mesmo disposto a concluir aquela obra tão necessária para a região.
Nos divertimos com aquela visita. Com aproximação do Sol ao poente voltamos a Afogados.
Devo dizer que o amigo Fernando Pires foi o nosso condutor ida e volta. Sou muito grato ao Fernando, que, como sempre, foi o nosso líder amigo, sempre pronto a nos ajudar.
Ao retornarmos a Afogados era minha intenção visitar a rua que tem o nome do meu pai “Ezequiel Moura” e mostrar ao meu neto, mas, me passou pela memória. Fica para uma próxima visita, com outro neto, quem sabe.
Todas estas emoções me abalaram um pouco, no entanto me abriu os olhos para agradecer ao Senhor Deus por todas as dádivas que tem me concedido.
Louvado seja o nosso Deus, em nome de Jesus Cristo.
Amigos, até breve!

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 21-Julho-2016 / 21:41:09
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