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Nobre Gugu, Permita que esse seu velho amigo seja um pouco curioso... entendo a perspectiva de Ramana como verdeira, e diante dela pergunto se você já teve ou tem sonhos lucidos? Fraternalemnte.
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| Daniel <danielborges.com@gmail.com> | ||
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8-maio-2010 / 19:57:04
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Nobres Mizi e Gugu, | Seus ultimos comentários completam-se perfeitamente. Obrigado por compartilhar tanta luz e sabedoria. Axé
daniel | |
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22-abril-2010 / 7:49:14
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"nossos 'indicadores' já foram cortados há muito tempo, o difícil é perceber isso." | Concordo em gênero, número e grau, Mizi. Mas às vezes uma pessoa, a exemplo do monge, precisa perder um 'dedo material' (que nada mais é do que um símbolo externo do do objeto interno verdadeiro) para perceber que ela nunca teve dedo. Ou não. Há coisas que precisamos fazer e, ao mesmo tempo, não há nada que necessitamos fazer. É simplesmente um saco falar sobre isso. Se não temos dedo, isso vale também para todo o conjunto restante: não temos corpo - embora pareçamos ter. Se não temos corpo, essa Verdade também se estende a tudo fenomênico que nos cerca: não existe mundo material, só o mundo espiritual criado por Deus. Só o Espírito é existência verdadeira. Neste post, Taniguchi diz que a compreensão disso nos permite desapegar da metéria/fenômeno e depositar toda nossa fé e confiança em Deus, vivendo, nos movendo e existindo n'Ele. "Como levantar o dedo que não existe mais?" Compreendendo: o dedo já está levantado, o dedo já existe - e que isto é um FATO, mesmo que os sentidos ou a mente humana testemunhe o contrário. Os sentidos e a mente nada são diante da Verdade. Eles parecem apresentar, sancionar e garantir o que é realidade, mas essa é uma pretensão falsa. Diante da Verdade (de que o dedo já está levantado mesmo que não exista), eles são nada. Como conseguiremos saber que despertamos? Quando nossa percepção ou compreensão puder olhar para uma aparência fenomênica - para além dela! - e conseguir desmacará-la, vendo que, embora ela pareça ser o que alega ser, não é. Se a matéria não existe verdadeiramente, só o que existe verdadeiramente é Deus. Abraços.
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20-abril-2010 / 20:19:06
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Brincadeiras à parte... Rsss... não acho que ninguém deve pedir ao Dárcio coisa nenhuma... | Nós é que devemos perceber nosssas limitações. E, certamente, se não for assim, Deus mesmo fará os cortes, por amor a nós. (Mateus 5, 29-30) Amigos, eu digo sinceramente que nossos "indicadores" já foram cortados há muito tempo, o difícil é perceber isso. E muitos de nós perdemos muito mais do que só um dedo, a fim de que Deus se manifeste em nós. Nós perdemos muito desde que nascemos neste mundo. Isso porque Deus nos quer para Ele. Quem sofre ou já sofreu por conta de uma limitação sabe do que estou falando. É doído, mas certamente foi preciso que fosse assim. Nós nascemos como diamante bruto. Essa dor que sentimos por nossas limitações é somente a força de Deus nos lapidando, cortando nossos excessos. Ele quer nos transformar em diamante lapidado (de muito valor). Portanto, ninguém precisa cortar mais nada de ninguém, pois, após a manifestação do Verbo, já não há mestres ou discípulos. Um só é o Mestre, e quando não somos nós mesmos a fazer os cortes, então Ele mesmo os faz por misericórdia a nós, pois sabe do que precisamos e do que não precisamos (fenomenicamente falando). Muitas vezes perguntamos: "mas por que isso tudo aconteceu (acontece) comigo? Por que eu sou assim? Por que os outros são 'perfeitos' e eu tenho essa limitação física/mental/emocional/intelectual/etc?" Ora, a resposta é óbvi: porque os outros são perfeitos do jeito que são, mas para que você fosse tão perfeito quanto eles foi preciso que perdesse algo que eles não precisaram perder. Se pensarmos bem, a misericórdia já se completou e tudo aquilo que nos macula já foi cortado de nós. Se nossa língua nos faz pecar, então ela já nos foi tirada. Se nosso apego às pessoas ou coisas nos faz pecar, então os objetos ou pessoas de apego nos serão tirados conforme formos nos apegando, e devolvidos conforme formos nos desapegando. (João 9, 1-5 e 39-40) E nós já sabemos (sinceramente) aquilo que nos falta ou faltou, só que muitas vezes não nos conformamos e ignoramos que a finalidade disso é para que possamos nos voltar a Deus. O importante é reconhecer que nossas limitações existem justamente para nos levar a Deus. Então não devemos pedir a ninguém que realize os cortes, pois só nós sabemos onde é que o "calo aperta". E se os cortes não são feitos por nós mesmos, certamente já o foram feitos por Deus, pois a vontade Dele é que nenhum de nós se perca. Abraços!
Mizi | |
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20-abril-2010 / 10:23:37
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Oks! | Mas por que quer arrancar meu dedo? Eu não quero... rs. =P Cuidado, porque o Dárcio não vai lhe tirar só o dedo. Se depender dele, vai lhe tirar o corpo material todo! Já enviei o e-mail. Grande Abraço.
Gugu | |
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17-abril-2010 / 18:33:48
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Nobre amigo, | Como Osho, Goldsmith, Ramana e Taniguchi estão em outro plano... vamos ter que falar com Dárcio para arrancar seu dedo! rs p.s me passe o e-mail do Dárcio.rs
daniel | |
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17-abril-2010 / 16:12:27
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é exatamente assim que É. obrigado e Obrigado. |
d. | |
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15-abril-2010 / 21:12:54
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" É como uma caneta, sei lá... Use-a, depois guarde-a. Quando acabar a tinta, jogue fora... rsss. A consciência (o estado) 'vem' qd percebemos que quem escreve é a pessoa, e não a caneta." | Gostei disso, Mizi. Os posts expressam isso mesmo. Abraço!
Gugu | |
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15-abril-2010 / 21:06:20
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"Ainda há dualidade quando falo em níveis de percepção?" | Depende de como se olha esses "níveis de percepção". Acho que você expressou a resposta muito bem quando disse "O que é É e permanece inalterado, mesmo quando percebido de forma diferente." Eu compararia isto ao seguinte: olhe para as coisas que estão do seu lado esquerdo. Quando você olha para elas, as coisas localizadas à sua direita saem do foco da sua visão e as coisas que estão à esquerda entram em cena. Mas de modo algum as coisas que estão à sua esquerda estão em algum "nível superior ou inferior" às que você vê quando olha para a direita. Então, como você disse, um deles não é mais elevado que o outro: são apenas diferentes. Uma pessoa pode falar à vontade sobre níveis de percepção. O que determina se ela está na unidade não é o fato de ela estar falando sobre os níveis de percepção. Depende de com que compreensão ela trata do assunto. A Consciência não se move, está sempre sendo aquilo que É. Para a mente, entretanto, tudo está constantemente mudando. Um buscador que está constantemente elevando seu nível de compreensão/percepção está fazendo isso no nível da mente - porque só no nível da mente as coisas podem mudar, mesmo que se trate de 'consciência', 'percepção' e outras cposas descritas com termos genuinamente espirituais. A mente, por pertencer a um plano/dimensão diferente do da Consciência, e por ser mutável, mudará infinitamente - ela pode inclusive elevar-se infinitamente, cada vez mais alto, e em profundidade. Para a mente isso não tem fim. A mente acontece em partes, o que não ocorre com a Consciência. A Consciência é Tudo acontecendo de uma única vez, totalmente e ao mesmo tempo, num único ponto, absoluto. Ela é o Todo completo, pleno, onipresente e oniativo. A mente não tem condição de compreender isso, devido a sua finitude. Mas a Consciência já está toda manifestada de uma única vez, ocupando tudo. Ela ocupa tanto, que não sobra mais espaço para ela se mover/deslocar. Como ela pode mudar? Tudo já está preenchido, ocupado - mas só no nível da Consciência. Para a mente sempre há um espaçozinho vazio para onde ela pode se mover. E a mente não exclui a consciência - é por isso que podemos falar à vontade sobre níveis de percepção sem, contudo, deixar de estar percebendo ou envolvidos com a Unidade, a consciência. O mundo fenomenico no qual vivemos é puramente mental. A Consciência está por trás, escondida e ao mesmo tempo abarcando o mundo fenomênico (mental). O despertar espiritual significa acordar para essa Consciência maior que está por trás de tudo. Grande Abraço.
Gugu | |
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15-abril-2010 / 20:44:12
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Ah bom, Gugu... | Mas eu acho que a abordagem de Goldsmith pode ser mais adequada, mais viável, até porque não se sabe se é preciso despertar para ter consciência ou se é preciso ter consciência para despertar, ou se ambos. Compreendo melhor no caso dos estágios que evoluem, mas que devem ser deixados para trás. Daí a minha pergunta, pois ao meu ver podem existir estágios baixos e altos, mas não estados. Estado só existe um mesmo. Eu já tinha pensado nisso tb, por isso tinha escrito uma série chamada "dividir para unir", que num primeiro momento pensei em nomear "lembrando para esquecer". Mas a sistemática é essa mesmo. A mente analisa (que significa dividir, esmiuçar, etc), para melhor compreender. Mas isso deve ser deixado para trás, ou seja, essa divisão toda deve ser unida e vivida como unidade. A minha tese é: "a mente é um instrumento". Assim, não é intrinsecamente boa nem má. Mas pode ser usada para ambas intenções. Então, por que não usá-la para obter o bem? Um instrumento, depois de utilizado, deve ser guardado, e qd perde sua utilidade deve ser descartado. É como uma caneta, sei lá... Use-a, depois guarde-a. Quando acabar a tinta, jogue fora... rsss. A consciência (o estado) "vem" qd percebemos que quem escreve é a pessoa, e não a caneta. Assim, a mente é só um instrumento. Valeu pelas explicações! Abraços!
Mizi | |
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15-abril-2010 / 10:31:44
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