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Nem corpor, nem pensamento, nem sentimento, nem mente eu sou. Eu Sou, Eu Sou Aquele, Eu Sou Aquele Eu Sou.

Acho que você explicou muito bem. Não existe essa coisa de níveis de consciência, concordo, mas existem niveis diferentes de percepção Da Consciência. Sobre os níves de perceção não podemos afirmar que sejam mais ou menos elevados, mas, creio, podemos dizer simplesmente que são diferentes.

O que é É e permanece inalterado, mesmo quando percebido de forma diferente.

Ainda há dualidade quando falo em níveis de percepção?

d.
15-abril-2010 / 8:25:12
Mizi,

Sim. No caso desses últimos textos (do Dárcio e do Joel), as palavras "estados" e "estágios" são usadas para indicar a mesma coisa.

O primeiro texto (do Joel) trata do assunto como se os diversos 'estados' e 'estágios' da consciência fossem etapas reais por quais o buscador passa durante o desenvolvimento de sua consciência até atingir o amadurecimento e ver-se desperto na Consciência única, que é Deus. Essa forma/método de ensinar é útil para nós até certo ponto, mas não é o suficiente, porque este é um ensinamento dual, relativo. Então, de propósito, pûs em seguida um texto do Dárcio, que é mais absolutista do que Joel Goldsmith. E o texto dele alerta isto: Embora aos olhos do mundo o buscador pareça estar passando por vários níveis/etapas de conscientização, a Verdade é que ele nunca saiu do lugar onde ele está: Em Deus. Se a pessoa puder compreender a Verdade diretamente, a forma de abordagem absoluta, como a do Dárcio, é o suficiente para a pessoa despertar. Mas se a pessoa não consegue compreender a Verdade de forma direta/imediata/reta (que nem diz a oração: "fazei com que apreciemos RETAMENTE todas as coisas segundo o mesmo Espírito"), então precisaremos tentar usar uma abordagem indireta, usar de artifícios (todos mentais) até conseguirmos atingir/criar uma condição propícia para o buscador entender a Verdade retamente. A compreensão ou entendimento da Verdade sempre se dá de forma imediata/reta, porque será a Consciência percebendo. Exatamente no meio, entre a consciência e o mundo existe a mente, que distorce/interfere na visão e compreensão das coisas. Se a mente pudesse ser desligada, veríamos tudo segundo a visão da Consciência. Mas, quando não conseguimos isso, usamos estrategicamente determinados artifícios (ou seja, usamos a mente), com a finalidade de derrubar a própria mente.

Dessa forma, os primeiros textos do Joel Goldsmith explanam sobre alguns estados ou estágios da consciência. São textos relativos, que ajudam o ser humano na superação da dualidade, mas somente até certo ponto. Então, a seguir, vem o outro texto e diz: "Cuidado, não fique só nisso! Saiba aproveitar os ensinamentos relativos, ciente de que a Verdade Absoluta é a de que o único estado de consciência real é aquele em que a Consciência/Mente de Deus se encontra. E ela não pode variar por entre diversos "estágios" ou "estados" diferentes, porque Deus é Absoluto; Deus é sempre o mesmo, Ele não muda. Essa é a Verdade. Saiba tirar proveito dos ensinamentos relativos, porém não dependa deles eternamente."

A razão de ter colocado estes textos é essa.

Espero que tenha ficado claro a você e a todos.

Grande Abraço.

Gugu
14-abril-2010 / 20:43:37
Não entendi muito bem a diferença entre estado de consciência e estágio de consciência. Neste texto, são iguais?

Abraços!

Mizi
14-abril-2010 / 10:55:06
Daniel, obrigado pelo esclarecimento.

Então, se o engano foi meu, sinto pelo mal entendido. E obrigado por suas críticas (sobre a dualidade).

E não porque "nos entendemos melhor no silêncio" que iremos deixar de no expressar... certo? Esteja a vontade para comentar sempre que desejar. Da minha parte, vou me esforçar para entedê-lo melhor nas próximas vezes.

Abraço.

Post-continuação daqui a pouco... ainda digitando... digitando.... =)

Gugu
8-abril-2010 / 20:47:01



Nobre irmão, a sua generosidade é encantadora.

Achei q estivesse claro p vc que não concordo com Descartes e concordo com Goldsmith, mas nunca esteve claro... porque se estivesse você jamais escreveria aquele comentário p mim, porque seria pura perda de tempo.rs Imaginei que você soubesse que penso como vc, e que no meu comentário não eram as minhas idéias, mas as de Descartes... se as trouxe foi só p levá-lo a reflexão... reflexão para qual fui levado ao ler o post, percebendo que as idéias de Goldsmisth derrubavam com facilidade um dos pilares do pensamento ocidental...o pensamento cartesiano.

“A Perfeição e o homem são o mesmo, eles são unificados.” Vc acha que precisava dizer isso p mim? Rsrs (eu jamais diria isso p vc)Estamos falando disso a tanto tempo... rsrs Depois só faltou vocÊ desenhar o pensamento de Goldsmith.rsrs Como se não estivesse escrito no post... como se já não estivesse plantado no meu coração a algum tempo... e se me permite dizer, pq é com amor q digo, as vezes vc deixa q Goldsmith fale através de vc e outras vezes vc fala como quem o observa em um pedestal.(e isso também é dual...rsrs)

Depois vai ficando pior até finalmente terminar. rsrs

Seus dois últimos comentários, definitivamente, não foram pra mim. VocÊ estava tentando me explicar exatamente o que eu estava te dizendo... o que prova que quem não se fez compreender desde o inicio fui eu...rsrs

Acho q não devemos falar nem mais uma palavra sobre esse assunto...rsr nos entendemos melhor quando estamos em silêncio...rs

“Não entendi nada...” fiquemos com a lucidez de Mizi, pq eu também não entendi nada.rsr

Com amor.

d.
8-abril-2010 / 18:54:27
Daniel, tenho certeza de que o comentário foi para você mesmo. Se nos desencontramos nos comentários, então talvez eu tenha entendido algo diferente do que você escreveu.

Permita-me tentar me fazer entender por você:

Em seu comentário, você disse isso: "Como poderia o menos perfeito ser causa do mais perfeito? Deste modo, conclui, já que nenhum homem possui tais perfeições, deve existir algum ser perfeito que é a causa dessa nossa idéia de perfeição. Esse ser é Deus."

A esse trecho (que achei a parte mais importante do comentário, a conclusão, o ponto para onde tudo o que foi explanado converge) eu respondi: "Pessoalmente não acho interessante separar o "ser perfeito" como sendo a "causa das nossa idéias de perfeição", porque fazer isso gera dualidade. Porque não fundir esse "Deus" e os "seres que concebem a idéia de perfeição" numa única coisa que está acontecendo sempre totalmente e ao mesmo tempo?"

O que descartes está afirmando sugere dualidade: o 'Deus' e o 'homem que concebe a idéia de perfeição sobre Deus'. Entendi o que descartes quis dizer - que o que nos permite formar um conceito de perfeição é a Perfeição, que está acima de nós e que, se não fosse por ela, a nós não seria possível pensar e nem mesmo existir. Só que essa Perfeição não está separada do 'homem que concebe a idéia de perfeição', e Ela nem é maior do que o 'homem que concebe a idéia de perfeição', porque essa Perfeição e o homem são o mesmo, eles são unificados.

No meu primeiro comentário em resposta a você, chamei a atenção para a questão da "inexistência da matéria" porque você questionou em seu comentário o "penso logo existo", em razão de Goldsmith ter afirmado que "o pensamento/a mente trata-se de uma mera via de percepção". Goldsmith afirma isto em razão de não reconhecer a existência da matéria ou da mente - elas estão manifestadas, mas não são existências reais, e o reconhecimento profundo ou a compreensão profunda desse fato permite a ele, por assim dizer, "manipular o mundo dos fenômenos", fazendo com que a aparência de doença desapareça de um corpo e outra aparência de saúde apareça em seu lugar. Para se fazer isso, é indispensável a compreensão e a compenetração profunda de que "a matéria não é existência verdadeira" (e por conseguinte a mente, que é a projetora da matéria e de todo mundo fenomênico). Consequentemente, Goldsmith nega a matéria e nega a mente, dizendo que a mente não é nada mais do que um mero instrumento de percepção, retirando assim dela - da mente e dos pensamentos - e todo o poder. Só o que sobra é o Espírito, a Existência Verdadeira.

Se "importa" ou se "não importa", isso fica para a mente humana decidir. Se a pessoa quiser viver um sonho bom e ser feliz humanamente, então todas essas coisas importam. Mas se, a exemplo de muitos sábios, como Ramana Maharshi, o mundo não tem importância, então viver um sonho humanamente bom ou mau não importa. De qualquer modo, qualquer escolha que o ser humano faça, não o torna melhor nem inferior a ninguém. E essa vida que vivemos tem sentido: para a Vida tem sentido. Enquanto nós estamos a estamos vivendo, ela tem todo sentido. E, nesse sentido, eu não afirmaria que "no fim ela não vai dar em nada, nada, nada, nada, nada". A vida humana pode ser exatamente aquilo que queremos, se escolhermos que essa maneira seja a nossa maneira de viver.

Abraços.

Gugu
8-abril-2010 / 14:23:32
Muito louco, meu... Rsss. viajei nos comentários de vcs. Não entendi nada... Mas estão divertidos, de qq forma.

Abraços!

Mizi
8-abril-2010 / 14:03:40
Pessoalmente, acho q você fez o ultimo comentário para um total estranho... rsrs

Descartes acreditava na existência da matéria e fez uma distinção clara entre matéria e espírito e homem e Deus. E isso, meu nobre amigo, é dualidade pra chuchu.

PENSO rs: Pensando ou não pensando, existo. Penso. Sou pensado. Sou o que penso. Sou o que não penso. Não sou o que penso. Não sou o que não penso. Eu sou. Os pensamentos de Descartes e Goldsmith são, definitivamente, diferentes porque, mesmo Descartes acreditando que não podemos confiar nos sentidos(percepção das coisas materiais),toda lógica cartesiana se baseia no poder que ele dá ao pensamento. O pensamento de Descartes é loucura de Deus, já o de Goldsmith (se considerarmos que ele SABIA, como você disse) é sabedoria de Deus. Descartes não importa. Mas Goldsmith também não. Eu sou objetivo. Eu sou subjetivo. Faz diferença e não faz diferença.

“Tenho que dizer adeus Dar as costas, caminhar Decidido, pela estrada Que ao findar vai dar em nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Nada, nada, nada, nada Do que eu pensava encontrar” Gil

d.
7-abril-2010 / 23:00:20
Pessoalmente não acho interessante separar o "ser perfeito" como sendo a "causa das nossa idéias de perfeição", porque fazer isso gera dualidade. Porque não fundir esse "Deus" e os "seres que concebem a idéia de perfeição" numa única coisa que está acontecendo sempre totalmente e ao mesmo tempo?

É interessante questionar a existência e a validade das coisas, mas a filosofia só nos permite até certo ponto. Isso porque ela está sempre baseada na lógica, partindo sempre de premissas e tirando conclusão sempre com base nessas premissas. Talvez a conclusão que estamos procurando não possua nenhuma premissa que a justifique. E a premissa e a conclusão sejam a única e a mesma. Do contrário, como poder algo se o "aplha" e o "omega", o "princípio e o fim"?

Abraços!

Gugu
7-abril-2010 / 20:43:18
Matéria e espírito. Admitida a existência do mundo corporal, Descartes passa a determinar qual é a essência dos seres... Considera evidente que o atributo do espírito é o pensamento, pois o espírito "pensa sempre". A conclusão é que existe uma substância pensante -- res cogitans -- e uma substância que compõe os corpos físicos -- res extensa -- e que ambas são irredutíveis entre si e totalmente separadas. É a isso que se chama o "dualismo" cartesiano. Porque possuímos a idéia de Deus como ser perfeitíssimo, somos levados a concluir que esse ser efetivamente existe como causa da nossa idéia da sua perfeição. De fato, como poderíamos nós(“humanos ridículos e limitados que só usamos 10% da nossa cabeça animal”Raul Seixas) ter a idéia de perfeição, se somos seres imperfeitos? Como poderia o menos perfeito ser causa do mais perfeito? Deste modo, conclui, já que nenhum homem possui tais perfeições, deve existir algum ser perfeito que é a causa dessa nossa idéia de perfeição. Esse ser é Deus.

Diante dessas idéias as conclusões permanecem as mesmas ou são outras as conclusões?rs

d.
7-abril-2010 / 13:42:59
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