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Explicação empírica: Gugu, eu(o que ama) te (o que é amado) amo (o amor). Gugu, eu te amo. E você sabe que é verdade, não é apenas da boca pra fora. Eu seria capaz de lhe dar e minha vida em troca da sua... Te amo, como um pai ama a um filho. ;D Gugu, você (o que ama) me (o que é amado) ama (o amor). Gugu, você me ama. E eu não duvido disso. O que sentimos é o caminho. O que há entre nós é o caminho. O sensitivo é uma negação da explicação lógica, pois o mundo não compreende a lógica de Deus. No entanto, a loucura do mundo é a Sabedoria de Deus. A compreensão da explicação empírica, ou seja, o "simples sentir" é o que nos insere no caminho a trilhar. Aquele que apenas sabe o caminho, crê no caminho. Aquele que sente, "abandona" (entre aspas) o intelecto e passa a "viver" o caminho. O caminho é uma vivência. A busca é uma vivência. Há um determinado ponto em que a Mente não pode avançar mais, então devemos sentir diretamente "espírito-com-espírito". Apenas o espírito é capaz de vivenciar esses mistérios. O conhecimento espiritual é vivência. Eu sinto essa vivência com relação a você, com relação aos meus demais irmãos, e ao universo. E assim, eu vivo meu caminho. Gugu, muito obrigado por existir e completar o sentido da minha própria existência. Sem meus irmãos para compartilhar minha felicidade, minha Vida até seria uma vida eterna, mas seria apenas uma vida vazia. Muito obrigado. Eu não estou só.
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| Mizi | ||
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29-junho-2009 / 18:23:30
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(continuação...) | Assim, Deus não é apenas o TUDO, pois assim Ele estaria se manifestando unicamente a si mesmo. Completo em si mesmo, mas incompleto em relação a um outro. Metafisicamente, de outro referencial, Ele estaria INERTE. Mesmo sendo difícil para nós imaginar um outro referencial que esteja fora de Deus, apenas metafisicamente, a partir desse referencial, Deus estaria inerte. Esse referencial não existia de fato, mas Deus quis que ele existisse, para completar sua perfeição. A Criação é a prova de que Deus está se manifestando, não só a Si mesmo, mas a outros elementos. Deus criou um referencial "diferente" de si mesmo (em termos relacionais e não essenciais) para se manifestar a ele. Por isso, não se diz apenas que Deus é o TUDO, mas que Deus é o TUDO EM TODOS. Assim, a Criação é a mais autêntica prova da manifestação de Amor de Deus. Nessa referência relacional, Ele é o "PAI", o elemento que AMA. Ele é o "FILHO", o elemento que é AMADO. Ele é o "ESPÍRITO", o elemento AMOR. O Amor só poderia se manifestar plenamente se fosse criado o segundo elemento. O Amor já existia antes da Criação, mas parecia estar inerte, sem manifestação. Com isso, a Bíblia queria dizer que "O Espírito de Deus pairava sobre as águas". A Deus, parecia-Lhe que Ele mesmo estava inerte. Com o ato da Criação, no entanto, Deus manifestou sua Glória e seu Amor. Antes da Criação, a Santíssima Trindade pareceu estar INERTE, sendo que toda sua Glória recaia sobre si mesma. Mas, assim que houve (e ainda há) a Criação, Deus se manifestou (e ainda se manifesta), completando sua perfeição (apenas metafisicamente falando, não estou dizendo que Deus não era perfeito, mas que o era unicamente em Si mesmo, e isso, por algum motivo, não Lhe comprazia). Com respeito a essa relação do gênese criacional, dizemos que Deus é o elemento "PAI", que nós somos o elemento "FILHO", e que o elemento "ESPÍRITO" é o Amor se manifestando entre o "PAI" e o "FILHO". Essa relação é Vertical, por causa do desdobramento da Criação. Não diz respeito à natureza, pois tudo o que o "PAI" é, os "FILHOS" são, pois Deus criou tudo a partir do seu Espírito. E pois que as escrituras atestam que Deus não cessa de conceder a Vida a todos os seres. É seu prazer dar-nos o ser. Nessa relação Vertical encontramos o nosso suporte, modelo e exemplo para darmos continuidade à manifestação do Amor. "Porque Ele primeiro nos amou, nós nos amamos", diz as escrituras. E a nossa relação só se torna perfeita e completa quando somos capazes de manifestar também aos outros o nosso Ser. Aí se fazem presentes o elemento que "ama", o elemento "que é amado", e o "Amor" (o espírito vai se comunicando nessa comunhão... o Amor vai passando adiante). Essa manifestação que ocorre adiante é o Espírito de Deus “acontencendo” e se “manifestando” continuamente. É um ciclo que não pode parar mais. Se parar, é como uma "água parada". No entanto, aquele que tem Vida "dele jorram fontes de água". Assim, ocorre também a relação horizontal entre os "filhos". Essa relação "horizontal" é feita ao molde da relação "vertical", e é o único CAMINHO que há, pois caminho significa "manifestação". Se a manifestação parar, deixa de ser caminho, e passa a ser um ponto, uma chegada, ou uma partida. Assim, o Caminho horizontal é a relação "o que ama-o que é amado-o amor" que existe entre nós, os filhos de Deus. E o Caminho vertical é a relação "o que ama-o que é amado-o amor" que existe entre cada um de nós, os filhos, e o Pai Celestial. No entanto, o que há entre os filhos é o mesmo que há entre cada um dos filhos e seu Pai. É o Amor. Pois uma coisa é a Essência, outra coisa é a relação. O caminho, mesmo se manifestando em todos os sentidos, é apenas Um = O AMOR. A essência.
Mizi | |
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29-junho-2009 / 18:08:16
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Gugu, vc me deu uma oportunidade, e não vou desperdiçá-la. Espero que eu não acabe gerando confusão... mas vamos lá. | Existem dois tipos de explicação para o fenômeno ao qual eu me referi. Uma explicação é teológica. A outra é uma negação de uma explicação, na qual só é dado à pessoa sentir e viver o mistério. É claro que a compreensão de uma não afeta necessariamente na outra, embora a compreensão das duas seja muito favorável ao próprio desenvolvimento da pessoa. Explicação teológica: Tudo o que há no Universo (o que inclui os planos visíveis e invisíveis de existência, ou seja, os planos espirituais e materiais de existência) está compreendido e também compreende uma Tríade essencial. Essa Tríade é a plenitude de uma Criação perfeita, sem a qual a criação é apenas imperfeita ou então meramente incompleta, ou ainda incompreendida, ou mesmo não desvendada. O que aperfeiçoa essa Tríade é a relação existente entre dois elementos. Assim, o terceiro elemento é a própria relação. Não estou falando aqui em dualidade. Não estou falando em elementos duais, mas tão somente em dois elementos quaisquer, que possuem essência própria e iguais (mas não coincidentes). Assim, não estou querendo tratar aqui sobre a dualidade. As "individualidades" não têm nada a ver com a dualidade ou com o monismo. Basta imaginar dois tipos de elementos: os dois existem por si mesmos, mas só se manifestam e tomam expressão quando ocorre um fenômeno entre eles. Assim, o que ocorre entre eles é um comparativo de relação e não de essência ou natureza. Pois uma coisa é a classificação quanto à essência. Outra coisa é a classificação quanto à relação. A relação apenas aperfeiçoa a manifestação de dois "entes" (indivíduos). Sem essa relação, esses entes se isolam e não se manifestam. Imaginemos, para tanto, um elemento chamado "PAI". Ora, porque se pode chamar a esse elemento de "PAI"? "PAI" não encerra nenhuma essência. Não diz respeito a nenhuma natureza. No entanto, dizemos "PAI" em relação a um outro elemento, o "FILHO". Assim, pode-se dizer que o "PAI" só existe porque existe também o "FILHO". Se não existisse o "FILHO", tampouco existiria um "PAI". Pois, por que motivo haveria de se chamar "PAI", se não em relação ao "FILHO"? E por que haveria de se chamar "FILHO" se não em relação ao "PAI"? Assim, esses dois elementos só se expressam e ganham manifestação se houver essa relação "PAI-FILHO". Sem essa relação, não há porque se denominar tal elemento de "PAI", nem tal elemento de "FILHO". Não se tratando de dualidade alguma, tudo o que o ente chamado PAI é, o ente chamado FILHO também é. E esse "É"(Ser) é a natureza e essência desses dois elementos. O É diz respeito a sua essência. O "PAI" e o "FILHO" dizem respeito à relação entre eles. Assim, se há um elemento que AMA, só pode haver esse elemento se houver um outro elemento que é AMADO. E essa manifestação só se completa e se aperfeiçoa se houver uma relação entre o que AMA e o que é AMADO. Como já dito, o terceiro elemento da Tríade é a própria relação que há entre eles, ou seja, O AMOR. A tríade perfeita se completa quando há dois elementos e uma relação elementar, o que configura três elementos ao todo: "o que ama"-"o que é amado"-"o amor entre eles". Sem o terceiro elemento, não há união entre os outros dois elementos, motivo pelo qual a perfeição não se completa. O elemento em si mesmo não se manifesta sem um outro elemento, pois, ainda que um elemento possa amar a si mesmo, ele fará recair sobre si dois elementos relacionais, no qual "o que ama" será o mesmo indivíduo "que será amado". Não havendo um "entre", a relação recai sobre o próprio elemento, fazendo com que "aquele que ama", "aquele que é amado" e o "amor" coincida com um único elemento. Esse único elemento só se manifesta a si mesmo. Só conhece a si mesmo. É um ente completo em si mesmo. Mas apenas em si mesmo. É incompleto em relação aos outros. Um ser que manifesta-se apenas a si mesmo, não se manifesta a mais ninguém, e aos olhos de outro referencial, parecerá INERTE. Dentro dele mesmo há muita VIDA. Mas tal VIDA não estará se manifestando para além dele mesmo. Se a VIDA se contém em si mesma, não há a perfeição e a plenitude, não há o "feito por completo". Pois, ainda que seja completo em si mesmo, não será completo em relação a outro. Assim, aquele que se ama se vê obrigado a voltar esse amor também a um segundo elemento. E nesse processo, faz surgir de fato o terceiro elemento relacional. Os três elementos, portanto, dizem respeito à "relação" de PERFEIÇÃO e não à "natureza" dos seres. Por isso, o número 3 indica a perfeição e a plenitude.
Mizi | |
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29-junho-2009 / 17:57:31
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Ops... esqueci uma palavra, Gugu. Era assim que eu deveria ter dito: | "'caminho, a verdade e a vida' horizontais é o que há entre nós. O 'caminho, a verdade e a vida' verticais é o que há entre nós e Ele." Hum... Acho que assim fica melhor pra entender, neh, Gugu. Obrigado pela dica. Eu tinha escrito na pressa. Abraços!
Mizi | |
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29-junho-2009 / 16:55:49
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Mizi | Você poderia "destrinchar", esmiuçar, dizer com mais detalhes, bem explicadinho, com tudo o que você conseguir, aquela última frase que vc escreveu (...)o "caminho, a verdade e a vida" horizontais é o que há entre nós. O "caminho, a verdade e a vida" é o que há entre nós e Ele. O que há entre nós e Ele é o mesmo que há entre nós. Assim, um só é o caminho." Quero realmente saber e o que você entende sobre isso. Abraços.
Gugu | |
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29-junho-2009 / 16:28:15
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Quando perguntei, eu tava pensando na resposta 2, que por sua vez leva automaticamente à resposta 3, pois "Deus é Amor". A 3 e a 2 são uma só resposta, motivo pelo qual nos chamamos "bons", embora só Um seja o Bom. | Não conheço da resposta 1, muito embora ela exista, e sem a qual não estaríamos conversando. Rss... Abraços, "bom amigo". Obs.: "bons" amigos. Isso inclúi o nobre e venerável Gugu, claro. Obs.: o "caminho, a verdade e a vida" horizontais é o que há entre nós. O "caminho, a verdade e a vida" é o que há entre nós e Ele. O que há entre nós e Ele é o mesmo que há entre nós. Assim, um só é o caminho.
Mizi | |
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29-junho-2009 / 15:52:27
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Entre mim e você.=D |
D. <danielborges.com@gmail.com> | |
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29-junho-2009 / 14:02:31
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Bom Mizi, Depende.=D | Resposta 1 Entre eu e você estão os nossos egos e nossas ilusões. Resposta 2 Eu e você somos luz.Entre eu e você só existe amor. Resposta 3 Eu e você somos o UNO(consciência pura). Entre Eu e Você não há nada.Só o EU SOU existe. Abraço Fraterno.
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29-junho-2009 / 13:35:17
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=D Bom Daniel... (sem a vírgula...) | Homem, e o que existe entre mim e você?
Mizi | |
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29-junho-2009 / 10:12:06
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Pow, gostei! =D | Que Deus te abençoe cada vez mais e mais, Daniel.
Gugu | |
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28-junho-2009 / 23:36:58
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