AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

Caso você queira colocar seu registro, clique aqui!


 Registros de 31 a 60 do total de 352 [Anterior] [Próximo]



__________________________
Em 28 de março de 2010, em companhia da amiga Elvira de Siqueira, visitando a cidade da Ingazeira conversamos com os srs. Vander Alves (Alagoano de Viçosa), e o Isnaldo Mascena Veras (tabirense) que faleceu neste final de semana. Ambos residiam há décadas na cidade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Agosto-2020 / 17:21:15


I ENCONTRO DOS EX-FUNCIONÁRIOS DO BB - No 1º de fevereiro deste ano, os antigos funcionários da agência do BB Afogados da Ingazeira se reencontraram, depois de 30, 40, 50 anos que não se viam.

Veja o Álbum, clicando AQUI

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Agosto-2020 / 12:32:36

Amo a cidade onde meus pais nasceram: Afogados da Ingazeira.

Paulo Siqueira da Silva (Paulo capacete) <pr.aerografismo@gmail.com>
Brasilia, DF Brasil - 26-Agosto-2020 / 9:45:17

Amaro Batista da Silva
(30/07/1931 - 14/12/1993)

Em Canhotinho, Pernambuco, no dia 30 de julho de 1931, há 89 anos, nascia Amaro, conhecido entre os amigos - devido ao seu modo de andar - por Amaro pé-de-pato. Ainda criança, com apenas sete anos de idade, em 1938, seus pais Manoel Filipe da Silva e Maria da Conceição vieram para Afogados da Ingazeira, trazendo-o num “caçuá” (Cesto grande e oblongo, feito de cipós rijos...), no lombo de um jumento.
Chegando ao município, foram morar no sítio Santo Antonio onde residiram alguns anos. Católico praticante, desde pequeno aprendeu todos os cânticos da igreja, participando ativamente dos momentos religiosos. Como residia na zona rural, só vinha à cidade a cada quinze dias para ir à missa, ouvir a palavra do Senhor. Vinha à pé, e descalço, pois era tão pobre que não dispunha de uma simples alpercata para calçar.
Logo cedo já ajudava à mãe vender hortaliças cultivadas em casa. Nessas idas e vindas, ficou empregado na casa do Sr. Guardiato de Moraes Veras (sogro do médico dr. Hermes), onde passou boa parte da sua vida.

Em 4 de dezembro de 1955 - aos 24 anos -, casou-se com Josefa Batista Gomes, em Afogados da Ingazeira, com quem teve os filhos: Maria do Carmo, Luciene, José Ivanildo, Cleidismar, Alba Regina, Aldineide, Adelmo Luiz, Carlos Clério, Janaína Patrícia, João Bosco, Severino, Cícero Carlos e Eucária. Os quatro últimos faleceram ainda crianças. Permaneceu casado por 38 anos. Era um homem simples, humilde e honesto além de respeitado e respeitador. Carismático e muito bem relacionado com todos que o cercavam.

Várias histórias sobre ele são contadas. Gostava muito de futebol e, de tão apaixonado pelo esporte, não perdia nem os treinos do Guarani – time da época. No dia do seu aniversário levava para o bate-bola um bolo com refrescos para comemorar junto aos jogadores, seus amigos. Em outra ocasião – Amaro era possuidor de uma memória excepcional; conhecia como ninguém a placa de todos os automóveis de Afogados da Ingazeira – certo comerciante teve o seu carro roubado e por não saber o número da placa, recorreu a Amaro para informá-lo, pois sem essa informação não tinha como fazer o Boletim de Ocorrência na delegacia. Conta-se que esse automóvel foi localizado.

Dizia muito feliz porque a primeira pessoa a conversar com o bispo dom Francisco, quando este colocou os pés em solo afogadense, tinha sido ele.

Durante muitos anos foi gazeteiro do Diário de Pernambuco, em Afogados da Ingazeira. Era aficionado em jogo de bicho. Tinha o semblante de um homem feliz; só o víamos sorrindo. Mas, por trás dessa alegria, existia um ser humano debilitado.

Sofria da doença de Chagas que o levaria ao túmulo no dia 14 de dezembro de 1993, aos 62 anos e cinco meses de idade. A morte o levou quando fazia o que mais gostava: passar jogo de bicho. Ainda chegou a ser levado ao Hospital Emília Câmara, mas não resistiu. Está sepultado no cemitério São Judas Tadeu, em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-Agosto-2020 / 10:41:25

Abílio Barbosa de Albuquerque
(10/08/1930 - 04.08.2005)

O casal Aristides Barbosa de Albuquerque e Regina Inocência de Albuquerque teve 10 filhos. Abílio, o caçula, nasceu em 10 de agosto de 1930, em Pedra Lavrada, distrito, na época, de Picuí/PB. Ele estudou na Escola Agrícola em Bananeiras, PB, vindo para Afogados da Ingazeira no início de 1949, com pouco mais de 18 anos de idade.
Em 1949 foi para São Paulo onde trabalhou durante quatro anos no Ministério da Agricultura; depois, na Companhia Brasileira de Pavimentação e Obras onde passou mais dois anos, e, na Mesbla, 4 anos. Achando não ser aquela a sua vocação, passou a trabalhar na Eletrônica "Panamericana" em 1959, onde iniciou a sua vida profissional, fazendo cursos para consertar aparelhos de rádios e tvs. Foi quando começou a sua paixão pela radiodifusão.

Retornando a Afogados no começo de 1961, conheceu Dinamérico Lopes. Como já era técnico em rádio e tv, naquele mesmo ano começou a trabalhar na Rádio Pajeú de Educação Popular Ltda., sendo efetivado na empresa no 1º de março de 1965, onde trabalhou durante 30 anos. Pode-se dizer que dedicou sua vida à Rádio Pajeú. Quando a emissora apresentava problemas, ia Abílio consertá-la. Quando o problema era pequeno ele dava conta; quando não, chamavam o técnico "Sabóia", que, na maioria das vezes, passava a madrugada com Abílio para realizar o conserto.

Barbosa sempre dizia: “tudo que faço pela Rádio Pajeú é com amor”. Ele sabia da importância da emissora para a cidade e região, e não tinha nenhum interesse em usar a emissora para se promover. Ele sempre procurava um tempinho para ir até o Recife, na "Phillips", para se aperfeiçoar sobre técnicas em TVs, já que a tecnologia se desenvolvia com rapidez e ele deveria estar atualizado. Em Afogados montou uma oficina eletrotécnica para consertos de rádio e TV. Devido ao seu trabalho, ficou conhecido em toda região, pois as pessoas que o procuravam diziam sempre: “só confio no senhor, seu Abílio”.
Trabalhou, também, no Cine São José, de 1975 a 1979, como operador das máquinas de retroprojetor. Na época o cinema estava sob o comando da viúva do saudoso Waldecy Xavier de Menezes, dona Ivanise.
Em 11 de junho de 1967, em Afogados da Ingazeira, contraiu matrimônio com Maria do Socorro Silva Albuquerque, com quem teve cinco filhos: Cláudia, Abílio Júnior (in memoriam), Leila, Aristides (Tito) e Alberes.

Faleceu no dia 04.08.2005, prestes a completar os 75 anos de idade, na cidade de Garanhuns, e sepultado no dia seguinte no cemitério São Judas Tadeu de Afogados da Ingazeira. Teria completado 90 anos neste 10 de agosto...

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 19-Agosto-2020 / 12:00:42

Caso queira, [INSCREVA-SE no meu Canal do YouTube] - "FernandoPires1" - e vc será informado todas as vezes que eu postar algum vídeo.

Ao clicar em qualquer um dos mais de180 vídeos, vc verá a opção "INSCREVER-SE".

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 18-Agosto-2020 / 11:46:42

Renato Bernardo Vieira
(26/07/1929 – 16/08/2011)

Sua Autobiografia

"Filho de Francisco Bernardo Vieira e Maria Landelina Dias Vieira, nasci em São Joaquim do Monte - PE, em 26 de julho de 1929. Com 1 ano e 2 meses meus pais resolveram voltar à terra natal, São Miguel, 3º distrito dos Bezerros, hoje Sairé e emancipado, onde passei a minha infância.
Aos 12 anos, em 1941, fui residir em Bezerros onde trabalhei em tipografia numerando talão de jogo de bicho. Fazia máscaras de papangu para vender, fui contínuo da Prefeitura e trabalhei no Hotel Comercial.

Em 1949 servi ao Exército Brasileiro, na cidade do Recife, num período de 1 ano e 3 meses. Quando dei baixa, em 1950, fui para Sertânia - PE, trabalhar no Censo de 1950. Em 16 de setembro de 1950 ingressei na empresa ANDERSON, CLAYTON, firma americana, compradora de algodão e agave em todo o Nordeste e Sul do país. Nessa empresa trabalhei por quase treze anos, nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Nos idos de 1952 viajei de trem para Afogados da Ingazeira, por acaso em companhia do amigo Raul Cajueiro de Albuquerque que também seguia para assumir a função de Escrivão da Coletoria Estadual e eu a chefia do escritório de ANDERSON, CLAYTON onde posteriormente assumi a gerência. Nos conhecemos em Sertânia, pois ele, por ocasião do censo de 1950, nos informava o preço de várias mercadorias concernentes ao serviço da Agência de Estatística chefiada por meu irmão José Bernardo Vieira.
Nessa agência, depois de 1 ano assumi a gerência. Na safra de 1954 – que foi ótima, compramos bastante algodão a ponto de armazenar na rua cerca de 4 extraordinários lotes de algodão e rama, porquanto a compra efetuada em Afogados era transferida para Sertânia a fim de ser beneficiada.
Devido as constantes viagens e sempre retornando a Afogados da Ingazeira, tornei-a minha sede residencial.
De Afogados fui para Viçosa-AL, Alagoa Grande-PB, Campina Grande-PB e Patos-PB, local onde assumi o pico mais alto da pequena montanha que era a fábrica de óleo. Foi para mim momento de grande satisfação, pois negociava a compra de óleo com fornecedores da Paraíba, Pernambuco e Ceará. A fábrica representava substancial investimento e por essa razão exigia muita dedicação para o seu equilíbrio.

Em 12 de março de 1961, casei-me na catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios com a afogadense Izaura Liberal Bezerra, filha do Senhor José Pedro Bezerra e Dona Eudócia Liberal Bezerra. Dessa união nasceram Walker e Franck, e do segundo filho tenho um neto de nome Renato.
Posteriormente fui nomeado secretário geral da Prefeitura Municipal de Patos-PB no Governo Otávio Lacerda. Dois anos depois deixei a Prefeitura, voltando para Afogados da Ingazeira, onde durante certo período lecionei no Ginásio Monsenhor Pinto de Campos e Estadual em companhia de Luís Justino, Luís Alves, Valdecy Menezes, Durval Galdino, Assis e outros.
Quando cheguei em Afogados ainda encontrei a empresa construtora Camillo Collier encarregada da construção da ferrovia. Empresa de funcionários bastante sociáveis que ajudava a cidade no seu desenvolvimento. Nesse período foi fundado o ACAI onde tomamos parte com vários afogadenses e funcionários da Collier.

Aluno do Colégio Monsenhor Pinto de Campos, e como ex-militar fui convidado para ser instrutor do Colégio Normal para os desfiles de 7 de setembro e outras solenidades. Os treinamentos eram realizados no período da tarde e em datas próximas aos desfiles.
Concluí o curso primário em Bezerros-PE, o ginásial em Afogados da Ingazeira-PE, o curso Técnico de Contabilidade entre Campina Grande-PB e Sertânia-PE e o curso superior no Recife.
Em 31 de março de 1967, por concurso ingressei na SUDENE, exercendo atividades por 30 anos. Como técnico, viajei por todo o nordeste, além do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Coincidentemente tive a satisfação de fazer a segunda fiscalização da fábrica de confecções localizada em Afogados da Ingazeira que recomendou a primeira liberação de recursos da SUDENE.
Durante o ano de 1967 eu viajava de trem a cada 15 dias, de Recife a Afogados da Ingazeira. Saindo do Recife às 5h do sábado e chegando às 17h em Afogados da Ingazeira e ao voltar no domingo saia às 9h chegava às 21h. Até que me organizei e transferi a família em dezembro daquele mesmo ano.

Não há como esquecer a convivência com Padre Antônio (professor de português e latim), Dr. Aloísio Arruda (matemática), Dr. Jesus (ciências), Professora Letícia Góes (francês), Profª. Terezinha Veras (história geral) e outros mais que eram dedicados e eficientes no desenvolvimento do Colégio Monsenhor Pinto de Campos.
Lembro-me bem do simpático Bispo Dom Mota que vez por outra visitava os alunos do Ginásio Monsenhor Pinto de Campos nos ensinando as práticas da vida com exemplos extraordinários.
Uma coisa que permanece em meus pensamentos foi quando, vizinho de Dr. Hermes Canto, constatei a sua dedicação e assistência aos inúmeros clientes num período em que tudo era difícil, especialmente comunicação e transporte. Lembro-me bem, que em várias oportunidades, chegando de uma atividade, e, ao se recolher, outro cliente batia em sua porta chamando-o para um atendimento médico na zona rural, sendo prontamente atendido."

__________________________________________________

Domingo, 14 de agosto de 2011, Renato se sentiu mal e foi socorrido para o Hospital Esperança, no Recife. Dois dias depois, na terça-feira 16 de agosto, às 14h, faleceu aos 82 anos, vitimado por uma pancreatite, quando seu coração parou definitivamente.
O velório aconteceu na Casa Baptista, na rua da Conceição, Boa Vista, no Recife. O sepultamento foi realizado em Bezerros (PE), onde seus pais estão sepultados.

_______________________________

Renato foi um excelente professor no curso ginasial, no Pinto de Campos, onde estudei na década de 1960 em Afogados da Ingazeira.
Aqui no Recife, no dia 5 de julho de 2008, fomos, eu e Milton Oliveira, ao seu apartamento para essa entrevista, onde colhemos suas memórias e histórias.

_______________________________

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 16-Agosto-2020 / 20:47:04

Fomos informados, pela amiga Leni, do falecimento do colega/contemporâneo no BB nos anos 1970, Carlos Francisco de Oliveira (Carlos China), aos 71 anos de idade, ocorrido nesta manhã de segunda-feira 10, em Salgueiro.
Ele deixa viúva Zilma Enoque de Oliveira, 4 filhos e netos.
Nossa solidariedade aos familiares.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Agosto-2020 / 12:44:17
Mons. Antonio de Pádua Santos

Há 105 anos, em 7 de agosto de 1915, nascia em Pesqueira Antônio de Pádua Santos. Filho de Manoel Cristóvão dos Santos e Carlinda de Abreu Santos, logo cedo demonstrou interesse pela vida religiosa, participando do catecismo e ajudando na igreja, inclusive como coroinha. Seus estudos primários foram feitos na cidade natal. Depois foi estudar no seminário de João Pessoa, na Paraíba, e, posteriormente, no de Olinda (PE), onde concluiu o curso de Teologia.
Recebeu o Ministério da Ordenação Sacerdotal no dia 8 de dezembro de 1943, na cidade de Triunfo (PE). Três anos e meio depois, para tomar posse na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, chegou a Afogados da Ingazeira na manhã do sábado, 26 de julho de 1947, fixando residência na Casa Paroquial, na Avenida Rio Branco.
Zeloso pelas coisas da Igreja, no seu jeito humilde sabia impor respeito com seriedade. Logo que chegou à cidade exigiu que, no interior do templo católico, as mulheres e os homens ficassem em lugares separados. As moças com roupas sem mangas não deveriam receber a comunhão
Homem simples, dinâmico e dedicado ao sacerdócio, padre Antônio logo se identificou com as pessoas da cidade. Foi redator do jornal “Gazeta do Pajeú”, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1953. Em 1956 participou, juntamente com o então acadêmico Hélio Vidal Campos, da fundação do Ginásio Cenecista Monsenhor Pinto de Campos, sendo seu primeiro diretor e professor de Português, Latim e Literatura Brasileira.

Em virtude da participação ativa no desenvolvimento da cidade, padre Antonio recebeu, na gestão do prefeito Possidônio Gomes dos Santos, o título de Cidadão Honorário de Afogados da Ingazeira, em 12 de junho de 1959. Em 25 de maio de 1961 o religioso foi eleito Vigário Capitular - padre eleito pelo cabido ou capítulo de uma diocese, para responder por ela durante a vacância ocasionada pela transferência do bispo -, em virtude da saída do bispo Dom João José da Mota e Albuquerque para ocupar a Diocese de Sobral, no Ceará. Administrou a diocese até setembro do mesmo ano, entregando-a ao novo bispo Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho.
Em 1962 fundou a Escola Paroquial na Rua Sempre Viva (atual Cônego João Leite, localizada na Rua Antônio Rafael de Freitas). Por essa época padre Antônio já comentava sobre a necessidade de se instalar na cidade uma Faculdade de Formação de Professores, para atender aos anseios da juventude.

O Santo Padre, o Papa João XXIII, em 27 de abril de 1963, o nomeou com título honorífico de Monsenhor. Com a súbita morte desse Papa, foi preciso haver uma reafirmação do título, fato que se deu em 30 de setembro do mesmo ano, no papado de Paulo VI.
Monsenhor Antônio, muito zeloso com religiosidade, reafirmou que o ensino do catecismo era de importância capital para estimular a curiosidade das crianças pelos assuntos da Igreja, e também sedimentar nelas a semente da cristandade. Durante as missas de qualquer outro celebrante, Monsenhor Antônio circulava a igreja mandando para dentro do templo os jovens fiéis que fugiam do sermão, para ficar conversando na calçada, do lado de fora.

Homem tímido, mas habilidoso, ele mesmo consertava o jipe da paróquia usado nas visitas às vilas e aos distritos da sua jurisdição. Consertava, também, o seu rádio e os dos amigos que o solicitassem.

Teve a saúde debilitada em virtude da diabetes, e por ser cardiopata. Na manhã de 11 de setembro de 1981, sexta-feira, o monsenhor Antônio falecia, após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral). No seu sepultamento, um dos mais concorridos, veio gente de toda a região e de algumas cidades distantes (Pesqueira, Recife, Olinda, entre outras) Seus restos mortais foram sepultados na Igreja matriz do Senhor Bom Jesus dos Remédios, no lado esquerdo do altar.
Em sua homenagem, em 1980 foi dado o seu nome a uma escola estadual localizada na Rua Antônio Alves dos Santos, em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 9-Agosto-2020 / 21:10:35

Dona Ione de Góes Barros - Quando em Afogados da Ingazeira, visitávamos a professora/amiga para conversar e algumas vezes registrar em vídeo as histórias da sua vida. No dia 22 de julho de 2011, há nove anos, ela deixava um grande vazio entre os familiares e amigos.

Nasceu no dia 13 de setembro de 1924, fruto da união de João Cecílio do Rêgo Barros e Julieta de Góes Barros, na cidade de Afogados da Ingazeira, na residência dos avós maternos Petronila de Siqueira Campos do Amaral Góes e Coronel Luiz Alves de Góes e Mello. Pais cultos, a alfabetizaram nos primeiros anos de vida. Quando em Delmiro Gouveia, Alagoas, para onde a família se mudou para fixar residência, foi matriculada em Escola Pública Estadual.

Ela diz:
"A primeira e única professora primária, afora meus pais, foi Natércia Serpa de Menezes, grande professora, amiga, minha madrinha, a quem presto homenagem pelo que aprendi. Em dezembro de 1935, prestei exame de admissão no Colégio da Sagrada Família em Casa Forte, no Recife, onde fiquei interna todo o ano de 1935. Por questões financeiras, só pude prosseguir os estudos em 1940, no Colégio Sagrado Coração, em Caruaru, em regime de externato, ficando em casa de tia Maria Luíza e tio Osvaldo, cursando a 6ª série; e a 7ª série, em 1941, em regime de internato, pois meu tio, que era médico higienista, fora transferido para Vitória de Santo Antão.
Em 1942, consegui a transferência para o Curso Normal Rural do Colégio Nossa Senhora da Graça, em Vitória, pegando a reforma do Curso Normal Rural que, ao invés de quatro passou para cinco anos. Continuei em regime de externato, já que fiquei em casa dos meus tios.
Lá, em 1942, recebi a notícia do falecimento de meu pai, de angina-pectore. Entretanto, continuei os estudos. Foi um ano péssimo. Em dezembro de 1944 recebi o diploma de professora do Curso Normal Rural. No mês de janeiro de 1945, após 30 dias de Curso de Férias promovido pela Secretaria de Educação de Pernambuco, prestei concurso. Aprovada, fui nomeada para a Escola Estadual de Ibitiranga (Boa Vista), onde passei um ano lecionando. Apesar das dificuldades de transporte, gostei. Muitas vezes vinha a pé com as verdureiras para a feira do sábado aqui em Afogados da Ingazeira. Às vezes, vinha na garupa de animal com o Sr. Aurélio Pires.

Fui transferida para a Escola Isolada na cidade de Afogados da Ingazeira em 1946 - não havia grupo escolar - onde lecionei, até a inauguração do Grupo Escolar Padre Carlos Cottart, onde ensinei por vários anos. Prestei exame de suficiência em geografia em curso oferecido pelo MEC, tendo ensinado geografia e história de Pernambuco no Curso Normal.
Durante todos os anos que militei na educação era muito trabalho, estudo, cursos, pois havendo perdido meu pai muito cedo, assumi a responsabilidade de ajudar no estudo e formatura dos meus três irmãos, no que fui ajudada pelos meus tios maternos: Padre Góes, Letícia Góes e Miguel Góes (Miguelito). Foi muita luta, da qual saí vitoriosa, pois consegui formar todos. Meu único irmão é engenheiro civil e as duas irmãs são professoras.
Fiz Curso de Formação Rural na Escola Alberto Torres, e Curso de Artes Industriais, ambos no Recife. Em 1967, por indicação do senhor Bispo Diocesano D. Francisco, fui nomeada diretora do Colégio Normal Estadual de Afogados da Ingazeira, onde permaneci até o ano de 1989. Em 1990 solicitei aposentadoria da função de professora no Estado.
Colaborei na criação da Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira (Fapopi) e, na gestão do padre João Carlos Acioly Paz, que foi aluno do Colégio Normal na época em que fui diretora, recebi convite para a Diretoria da Parte Administrativa da Faculdade, onde fiquei durante quatro anos.

Sendo professora pelo Curso Normal Rural, houve necessidade profissional, por exigência da Secretaria de Educação, de complementar o curso frequentado, o Pedagógico, hoje Magistério, na cidade de Sertânia, pedindo transferência posteriormente, por conveniência de trabalho, para o curso pedagógico na Escola do Professor Jucá em São José do Egito, onde concluí.
As ser criada a Faculdade de Formação de Professores de Arcoverde prestei vestibular, sendo aprovada no Curso de Letras, com habilitação em Inglês/Licenciatura Curta, complementando o curso de Licenciatura Plena, na cidade de Cajazeiras, na Paraíba. Prosseguindo, em atendimento às exigências profissionais, cursei Pedagogia, com habilitação em Administração Escolar, na Faculdade de Filosofia de Caruaru. Entrei na Faculdade de Direito de Souza, na Paraíba, tendo acesso por portar diploma de curso superior, onde concluí o curso de Direito, prestando exame da OAB-PB. Posteriormente recebi a carteira da OAB-PE. Vale acrescentar que sempre consegui levar professores do Colégio Normal, do qual fui diretora por 22 anos, a fazer todos os cursos dos quais perticipei.

Afora os cursos universitários, participei de vários outros de aperfeiçoamento para diretores, promovidos pela SEC-PE, nas cidades do Recife, Garanhuns, Floresta, Petrolina, todos no Estado de Pernambuco. Todos esses cursos foram de livre e espontânea vontade, pois gostava do meu trabalho de ser diretora e professora. Enfim, gostava do meu trabalho, pois sendo titulada em Direito, nunca me interessei em prestar nenhum concurso ligado à prática jurídica, mesmo sabendo que a remuneração era e é muito superior à de professora. Não me arrependo, pois a melhor compensação é fazer o trabalho que você gosta, receber o agradecimento de pais, alunos, professores, pelo trabalho prestado à sociedade. Isso, não há dinheiro que pague." (...)"

Às 13h de 22 de julho de 2011, sexta-feira, a professora Ione Góes falecia no Hospital UNIMED Recife, aos 86 anos de idade. Seu corpo chegou a Afogados da Ingazeira na manhã do sábado 23, e foi velado na Capela do Colégio Normal e o sepultamento realizado às 16h no cemitério São Judas Tadeu. Cinquenta e três dias depois ela estaria completando 87 anos.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2020 / 9:55:50
Caro FERNANDO,
Grato pelo envio do vídeo da “live” de poeta Bráulio Bessa. Adorei a Arte dessa moçada.
Isto é que é a beleza da música e linguagem no estilo sertanejo ou "country", me trazem as lembranças, desde as minhas caminhadas não consentidas, em busca dos juás e umbuzeiros, desde o Borges, Gangorra e Riacho da Onça, eram uma aventura, e eu gostava da paisagem, mormente, nas chuvas.
Infelizmente essas paisagens desapareceram debaixo do crescimento urbano e das reformas rurais. Mesmo assim, ainda me levam aos distantes Sábados das cantorias de violeiros, repentistas dos cordéis do saudoso JOÃO MARTINS DE ATAYDE... Tudo bem ao lado da nossa Igreja Matriz... Aquelas cantigas falavam de coisas, aparentemente estranhas: - um pedaço de rapadura, um "coco" de água fria, a "quartinha" na janela... era bom demais. De tudo aquilo só falta agora, juntar: de mala e cuia, com bisaco, "bornal", cabaça e bogó, - montar no jegue e partir p'ra casa de "Mãe Filo" que sabe dar cafuné.
Infelizmente, hoje o sertanejo daqui já não pensa mais essas tradições. Os sertanejos do Sul também esqueceram a beleza e a tradição do estilo de PEDRO RAYMUNDO, cantando 'Adeus Mariana', 'Gaucho Largado' e outros... Quem não deixa cair a moda, no seu estilo, são os Centros de Tradição Gaúcha.
José Batista do Nascimento
RECIFE, PE Brasil - 28-Julho-2020 / 10:11:01

Caso queira, [INSCREVA-SE no meu Canal do YouTube] - "FernandoPires1" - e vc será informado todas as vezes que eu postar algum vídeo.

Ao clicar em qualquer um dos 183 vídeos, vc verá a opção "INSCREVER-SE".

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 25-Julho-2020 / 20:17:28

Otoniel Barbosa de Lima, 100 anos

O "Beco de dona Maroca, de Zezé, de seu Fernando...", em um dos vários bancos que existem naquele logradouro, era o ponto de encontro de todas as manhãs de Seu Otoniel com os amigos para "jogar conversa fora", trocar ideias, e onde se faziam brincadeiras uns com os outros. No dia 17 de maio de 2013, quando ele iria completar 93 anos de idade, estando em Afogados da Ingazeira conversei com o nobre amigo e transcrevi o nosso bate-papo:

Filho de Antonio Barbosa de Lima e de Maria Queiroz do Amaral, nasceu no sítio Saco dos Queiroz, em Carnaíba, PE no dia 17 de maio de 1920.De uma família católica, logo após o seu nascimento, já com a saúde debilitada, os seus pais, com receio de que ele falecesse sem ser batizado, procuraram padres em várias vilas na redondeza e, não os encontrando, numa última tentativa foram à então vila de Custódia, quando, finalmente encontraram um sacerdote e o batismo foi realizado.

Indagado sobre as alegrias e bons momentos da sua infância e juventude, disse não se recordar, pois a sua vida foi sempre de grandes dificuldades. Os seus estudos foram realizados através de professores particulares. Recorda-se do professor Bernardino, tio ou avô de Carlinho de Lica.

Em novembro de 1947, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, Otoniel contraiu matrimônio com a jovem Maria Dolores de Góes Lima (sobrinha de Luiz Bitu) com quem teve dois filhos que sobreviveram por apenas alguns dias. Esse casamento teve um lance interessante: Onde se encontrava a sua certidão de batismo? Procuraram em várias localidades, inclusive em Custódia, sem êxito. Tendo em vista que na época Custódia era uma Vila, somente conseguiram localizá-la na Paroquia de Sertânia.

Após esse casamento, em vista das dificuldades enfrentadas no dia a dia, chamou a esposa para irem residir na zona rural, no sítio Saco dos Queiroz, mas ela se negou dizendo que não iria, pois sempre havia morado na cidade. Passado algum tempo e, tendo em vista que continuava desempregado, resolveu, em 1950, seguir viagem em “pau de arara” para São Paulo, mas, em virtude da dificuldade desse transporte chegar à capital paulista, resolveu se dirigir para o Rio de Janeiro.
Inicialmente para Teresópolis, para trabalhar em uma Granja, mas as condições oferecidas eram subumanas e ele, no dia seguinte saiu em direção ao Rio de Janeiro, Capital do então estado da Guanabara. Lá encontrou um casal que lhe deu apoio moral, no entanto o que ele mais necessitava, no momento, era um canto para repousar e se alimentar, pois estava exausto e com muita fome.
Em um prédio, ao acaso, Otoniel contatou o porteiro que, mesmo receoso por se tratar de um estranho, lhe acolheu no porão do edifício, sem a autorização do proprietário. Nesse ínterim, um empresário que passava nesse prédio, na busca de um material naquele mesmo porão, encontrando-o dormindo sob papelões, perguntou se ele gostaria de trabalhar na construção civil, no que aceitou imediatamente a proposta.
Era carnaval na Cidade Maravilhosa e esse empresário o levou para um alojamento onde ele ficou cinco dias – com direito a alimentação e teto – até que os festejos passassem. Otoniel, com então 30 anos de idade, permaneceu uns oito anos trabalhando nos empreendimentos desse engenheiro. Já com um ano no emprego veio buscar a esposa e, passados 7 anos, ela saudosa pediu para que voltassem para Afogados da Ingazeira, pois há tanto tempo não via a sua mãe.
A contragosto Otoniel juntou seus pertences e retornou, trazendo algum dinheiro e, em Afogados investiu o que conseguiu economizar, fruto do seu trabalho, em outro imóvel na cidade, onde já possuía uma casa. Tempos depois, conseguiu um emprego Estadual na área da saúde, trabalhando como enfermeiro do Posto de Saúde local, indo, depois da inauguração do Hospital e Maternidade Emília Câmara, para aquele centro de saúde.

De outro relacionamento, com a jovem Maria do Carmo Ramos, teve uma filha – Fernanda – que lhe fez companhia desde que ficou viúvo.

No dia a dia, mesmo nonagenário, fazia sua caminhada e dava uma paradinha na travessa Major Antonio César (beco de dona Maroca, beco de seu Fernando ou beco do Zezé) para um bate-papo com os amigos até a hora do almoço, quando então fazia o caminho de volta à casa.

Neste sábado 25, nas primeiras horas do dia, aos 100 anos de idade, faleceu no Hospital Regional Emília Câmara, deixando um vazio nos seus familiares e nos muitos amigos que o prezavam.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 25-Julho-2020 / 17:29:21
Em busca da história da minha origem - Minha mãe, Maria de Lima Alves (Moça), nascida em 1926, casou-se em 1949 com José Santana Alves. Moravam no sítio Minador, mas, em 1958 foram para São Paulo.
Hoje ela está com 94 anos, mas nunca se esqueceu da sua terra natal.
Eu sou a filha mais nova e resido no Recife. Nunca fui a Afogados da Ingazeira, mas tenho um grande amor por essa terra tão querida.
Dona Moça deixou parentes aí; o nome de um tio dela se chamava José Trajano, já falecido; Um irmão dela Antônio Lopes de Lima (Totó), já falecido, viveu muitos anos na rua Cazuzinha Lopes.
Se alguém souber de alguma história sobre eles, ficarei agradecida.

__________________________________________

Rosa, mostre à sua mãe alguns dos vídeos que retratam Afogados da Ingazeira desde o início do séc. passado. Certamente ela ficará feliz em rever imagens antigas, do seu tempo. (Fernando Pires)

__________________________________________



Rosa Alves <rosasantanacnc@gmail.com>
Recife, PE Brasil - 25-Julho-2020 / 11:50:31

Logo cedo recebi mensagem do amigo Francisco das Chagas informando o falecimento da sua esposa Maria Zélia, ocorrido nas primeiras horas desta sexta (24/07) no Hospital Regional Emília Câmara.
Ela contava 64 anos e deixa esposo e a filha Charla.
Aos familiares, nossa sincera solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 24-Julho-2020 / 9:17:09

Fernando, amei a sua página, excelente ponto de encontro, estarei sempre aqui.

_____________________________

Leia, Cícero Damascena era pai de tia Idalina, esposa de tio Severino Pires (Fernando Pires).

___________________

Leia Rodrigues de Lima Oliveira
São Bernardo do Campo, SP Brasil - 22-Julho-2020 / 23:58:31

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-Julho-2020 / 12:51:18

Faleceu na manhã deste domingo, 19, no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, a senhora Mary Djayna Lira de Freitas Albuquerque, aos 42 anos de idade.
Charles, filhas e familiares, recebam nossa sincera solidariedade.
Que o Pai Eterno a acolha em Sua glória.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 19-Julho-2020 / 10:14:08

CEM DIAS ENTRE QUATRO PAREDES
Edleide Freitas Pires (*)

Vinte e seis de junho de 2020. Cem dias concentrados na missão de se proteger do poderoso vírus causador da Pandemia da Covid-19. Uma situação sem precedentes para a geração 2019-2020 que gerou profundas mudanças nas vidas, hábitos e comportamentos dos brasileiros. Fazendo analogia ao famoso livro de Amyr Klink, “Cem dias entre céu e mar”, lançado em set/1985 pela JO Editora, percebo semelhanças e diferenças. O aventureiro, diante de uma situação por ele estabelecida, relatou a grande necessidade de adaptações quando isolado num barco a remo para travessia do Atlântico. O autor da obra destaca sua experiência com alimentação, com problemas ambientais e, naturalmente, com a autoconfiança em cumprir o seu propósito. Igualmente, numa situação não intencional, percebemos as necessidades de adaptações a tudo que antes era hábito, cultura e estilo de vida. Como para o navegador, a disciplina passou a ser o quesito de maior importância para a sobrevivência e para o controle da virose.

André Trigueiro, em seu livro “ A força do um”, publicado em 2020, pouco antes do reconhecimento da pandemia do novo coronavírus, uma espécie de premonição, ressalta e nos desperta para o entendimento de que a solução de tudo está no “UM”. Quando cada indivíduo se reconhece capaz de resolver seus problemas pode entender as suas necessidades e, dentre elas, a de proteção contra uma doença infectocontagiosa. Protegido é possível ajudar o outro. No caso da avassaladora virose da SRAS-CoV quando cada um se protege, protege também o outro.
Com o confinamento, cada um passou a ser capaz de descobrir a força intrínseca. Para a prevenção e controle da pandemia, muitos ficaram fisicamente isolados e muitas experiências e adaptações também viveram. Para uns, as recomendações dos órgãos de saúde foram mais traumatizantes. Como aceitar ficar isolado, com os amigos e parentes tão perto? Tem-se a impressão de que as crianças entenderam as recomendações melhor que os adultos, embora reclamassem a ausência dos amigos, dos colegas e da escola. Com vantagens, desfrutaram de maior convivência com os pais que, com o tempo quase todo dedicado às atividades profissionais, rotineiramente, delegavam os cuidados dos filhos aos cuidadores e professores.
Pensadores já externaram que “é na crise que nascem as invenções...” (Albert Einstein). Foi também nas oportunidades que talentos adormecidos afloraram nos tempos confinados, de modo que pessoas se descobriram capazes de desenvolver atividades antes delegadas a especialistas e encontraram meios e métodos para realizar suas atividades onde antes só entendiam ser possível em escritórios com boas instalações. A tranquilidade do isolamento ajudou nas adaptações, e surpreendentemente, muitos provaram seu poder para vencer as adversidades e até conseguiram tirar proveito de novas demandas.

A oportunidade de ficar isolado só funcionou para aqueles com condições, considerando as grandes diferenças observadas nas quatro paredes de cada um. A impossibilidade de praticar o recomendado isolamento, evidentemente, contribuiu para a propagação e persistência do vírus, que não escolhe grupo social.
Em ocasião semelhante, na gripe denominada “espanhola” que aconteceu em 1918, as dificuldades, certamente, foram maiores. O número de cientistas estudando as causas e comportamentos das viroses era bem menor e o desenvolvimento tecnológico não era suficiente para disponibilizar as ferramentas necessárias às conclusões das hipóteses por eles construídas. Por outro lado, com população menos numerosa e com evidentes limitações dos meios de comunicação e transporte, os brasileiros moradores de pequenas cidades, longe dos grandes centros, não perceberam a real gravidade da gripe. Em razão do desconhecimento, não tiveram os mais velhos, condições de relatar os fatos ocorridos aos seus descendentes ou de transmitir as experiências vividas.

Na COVID-19, considerada pandemia em 2020, contamos com a tecnologia em favor dos tempos. As facilidades na comunicação ajudaram na captura de dados estatísticos, nos diagnósticos e na divulgação de protocolos de prevenção. Entretanto, a disponibilidade de meios para mobilidade das pessoas e de objetos também contribuiu para a transformação do que poderia ser uma endemia, em uma pandemia. Constatou-se que o vírus se espalhou no mundo por meio de pessoas e também de mercadorias nas avançadas e facilitadas importações.
Os estudiosos das doenças psíquicas perceberam que: os pacientes submetidos ao rigoroso isolamento, sofreram maiores danos que a população em geral, nas mesmas condições. Para muitos, a perda de amigos e parentes por mortes inesperadas foi uma experiência traumática, sobretudo pela impossibilidade de acompanhar e conviver com os entes queridos enquanto acometidos pela doença.
Tais observações e introspecções impulsionaram a necessidade de registrar os fatos, na tentativa de contribuir para a história e, consequentemente, para a valorização do sofrimento vivido pelo povo brasileiro em 2020.

(*) Pernambucana de Afogados da Ingazeira, nutricionista, mestra e doutora em nutrição, professora da UFPE e da UFRPE.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-Julho-2020 / 16:13:02
Sobre a "bólide" vista em Pernambuco ontem (15.07.2020) - Leia um fragmento do nosso livro "Afogados da Ingazeira - Memórias" (Edições Edificantes - 2004), pág. 42, obedecendo a grafia da época:

"No anno de 1920 - A sete de janeiro, cahiu ao nascente de Afogados da Ingazeira um "bólido" cuja passagem pela atmosphera produziu um estrondo. Eram 10 horas de noite (...). Somente a 29 de fevereiro cahiu chuva."

Coincidentemente, o registro que mencionamos no nosso livro ocorreu há 100 anos. (fonte: Livro de Tombo da paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios)

___________________________________

bólide
Substantivo feminino
Astr.
Meteorito de volume acima do comum que, ao penetrar na atmosfera terrestre, produz ruído e se torna muito brilhante, podendo deixar um rastro luminoso.(Dic. Aurélio)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 16-Julho-2020 / 10:23:11

Há 77 anos- 09.07.1943 - nascia
Bernardo Delvanir Ferreira


Bernardo, um dos quatro filhos de Otávio Ferreira da Silva e Laura Ferreira da Silva, nasceu no então distrito de Tabira (Afogados da Ingazeira) em 9 de julho de 1943. Menino tímido e amoroso, não escondia o carinho devotado aos pais e irmãos.
Ainda pequeno veio com a família morar em Afogados da Ingazeira, cidade maior e mais promissora, onde poderia ser mais favorável para o Sr. Otávio Ferreira abrir seu consultório dentário, já que era um prático a desfrutar de muito conceito na região.
Em 1953, com apenas 10 anos de idade, Bernardo tocava violão e sanfona, arte que aprimorou com o passar do tempo, tornando-se um grande músico. Esse fato não deveria ser motivo de muita admiração, posto ele fazia parte de uma família de artistas: sua irmã mais velha, Maria de Lourdes Ferreira (Lourdinha), tocava sanfona; Flávia Ferreira, a mais nova, sanfona e violão, e seu único irmão, Geraldo Berardinelli, revelou-se, cedo, um grande artista plástico.
Numa das vezes em que o cantor Luiz Gonzaga, o Rei do Baião se apresentou em Afogados da Ingazeira, hospedou-se no Grande Hotel, em frente à casa de Bernardo. E ele foi convidado para fazer uma exibição para o cantor que ficou admirado com o talento do jovem interiorano: “Esse menino vai fazer muito sucesso. Se o pai dele deixar, ele vai comigo para o Rio.” Bernardo não foi. Além de ser muito jovem, não estava em seus planos deixar a família. Na verdade, ele gostava de tocar em casa, sempre acompanhado por uma das irmãs (nas festas da escola, apresentava-se com todos os irmãos, cada um tocando um instrumento e Geraldo cantando). Gostava, também, de animar as festas de aniversário na casa de amigos.
Depois passou a abrilhantar as Manhãs de Sol no tradicional ACAI (Aeroclube de Afogados da Ingazeira), fazendo muito sucesso.
Quando o radialista Waldecy Xavier de Menezes movimentou a região com seus programas radiofônicos de auditório (“Festa na Roça” e “Domingo Alegre”), o conjunto regional responsável pela parte musical, inclusive pelo acompanhamento dos artistas, tinha Bernardo Ferreira na sanfona, Gago na bateria, Zé Malaia nos maracás, Flávia Ferreira no violão, Expedito boca-de-véio no pandeiro, Zé Martins e Charles Pantera (Lulu Pantera) no vocal.
Uma das grandes alegrias de Bernardo foi no dia da sua contratação para fazer parte da Super Oara, orquestra do Mestre Beto, de Arcoverde (PE), que fazia muito sucesso por onde se apresentava. Depois de alguns anos se exibindo com a orquestra nos palcos da vida, Bernardo voltou para junto da família. Prosseguiu, então, abrilhantando as Manhãs de Sol no ACAI e os programas de auditórios comandados por Waldecy Xavier de Menezes.
Bastante habilidoso, tocava violão e sanfona muito bem e jogava futebol e sinuca de forma impressionante. Era admirado e querido. Apesar de ser visto como um rapaz especial, ele não foi muito namorador, mesmo sendo bastante assediado. A timidez fazia dele um moço reservado, de muitos amigos e que gostava bastante de sorrir.
Bernardo também foi ótimo compositor, tendo, inclusive, gravado duas belíssimas musicas de sua autoria: “Fingimento” e “Separação”, na voz do cantor Miro Gonçalves, através da Gravadora Rozemblit.
Um dos seus fiéis amigos, José Martins de Moraes, cantor do seu regional, gostava de se exibir com essas músicas, nas inúmeras serenatas que fez com Bernardo pelas ruas românticas de Afogados da Ingazeira, nas noites enluaradas.
Um dos sonhos de Bernardo Ferreira era, no futuro, formar sua própria orquestra. Tinha capacidade de sobra para tanto. Contava, inclusive, com alguns músicos de talento incomparável. Entretanto, por uma fatalidade do destino, não pôde concretizar seu sonho.
Ainda jovem, com 18 anos de idade, um problema cardíaco obrigou-o a manter um regime de vida mais moderado, deixando-o muito triste, mas não perdeu o brilho do sorriso.
Na terça-feira de carnaval, dia 22 de fevereiro de 1966, Bernardo Delvanir, aos 22 anos de idade, teve um infarto fulminante.
Naquele dia não só seus familiares e ardorosos amigos, mas a cidade em peso chorou a perda irreparável. Seu sepultamento contou com a presença de milhares de pessoas, todos chorando em silêncio a saudade antecipada. (por Milton Oliveira, com enxertos nossos)

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-Julho-2020 / 11:18:07

Meus pais nasceram em Afogados da Ingazeira.
Ele, José Santana Alves, filho de Manoel Santana e de Joventina.
Ela, Maria de Lima Alves (conhecida como Moça), mora em São Paulo e está com 94 anos (1926). Filha de Belarmino Ferreira de Lima e Joaquina Barboza de Lima (mãe Miquina).
Um de seus irmãos, Antônio Lopes de Lima (Totó), já falecido, viveu por muitos anos em sua casa na rua Cazuzinha Lopes.

Por favor, se alguém souber de algo sobre nossos familiares, contate-nos. Ficaremos agradecidos.

______________________________________

Rosa Alves Santana <rosasantanacnc@gmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 11-Julho-2020 / 8:11:48

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 9-Julho-2020 / 21:08:52
Hein, Ubaldo Pires!

Na semana passada o primo Fernando Pires descobriu o documento de cartório do casamento de Pai Véi e Bobô que você sabe eram Raymundo Ferreira Lima e Josepha Leopoldina Pires, e a oficialização do citado enlace deu-se na casa de Antônio de Souza Pereira, ali pelo "quadro da rua do Afogados" como se dizia antigamente, e Antônio era irmão do velho pároco Pedro Pereira de Souza cujos sobrenomes eram assim trocados o que era natural à época, e Antônio como você bem sabe era casado com Maria Leopoldina Pires Ferreira ou Freitas, pois acho que as oito irmãs de Pai Quim eram registradas Pires de Freitas enquanto os quatro homens mantinham o original do pai Pires Ferreira.
Mas isso é uma história antiga que vem dos tempos quentes da revolução de Frei Caneca de 1824, quando os irmãos revolucionários de 1817 Joaquim e Gervásio, pois João de Deus falecera em 1821, sendo todos dos Pires Ferreira do velho Recife, resolveram pedir a ajuda de um irmão ainda mais velho, José Pires Ferreira, que se radicara pra sempre entre o Piauí e o Maranhão aonde fora tomar conta das terras que o velho pai Domingos Pires Ferreira houvera adquirido naqueles lados e a ajuda que José deu à Revolução foi o envio de homens para usar bem os bacamartes, mas o que se viu foi que não houve tempo e a Revolução foi vitoriosa somente em apontar os rumos humanistas que ainda hoje buscamos para futuro e foi justamente esse grupo que se engraçou das águas do Pajeú, onde estariam a salvo como até hoje da cruel devassa contra os revolucionários.
E voltando a Pai Véi e Bobô, acho que eles já moravam na "Maravilha" e quando do registro na casa de Antônio, o casal, ele com 24 e ela com 22 anos, já declarava ter um filho de nome Horácio sendo essa imagem dos teus arquivos que resolvi mostrar aos amigos, dos tempos em que Horácio, como dizia nosso primo e amigo Marconi, tinha tanto gado e as terras eram tão férteis em Jacobina, e o capim tão alto que o gado de perdia dentro, e dos tempos em que o irmão caçula dos sete de Bobô e Pai Véi de nome Jonas, e apelido Jota, que também aparece na foto da família de Horácio, era dono de uma pequena frota de pequenos aviões que transportavam passageiros nos aforas da Bahia, e Ubaldo Pires descreve a imagem abaixo dizendo que na ordem dos ponteiros do relógio se vê Zuleide e José, e Dona Duca com Sirlene no colo, e Antonio e Horácio e Jota e Amadeu, e também lembra que entre os filhos e filhas de Pai Véi e Bobô, entre o mais velho Horácio e o mais jovem Jota, havia mais cinco filhos e filhas que eram Aurélio e Severino e Zequinha, mais Dasdores e Lídia, mais ou menos nessa ordem.
(Aviso aos amigos que a pandemia me fez economizar a pontuação, e resolvi dar uma de Saramago, mas não ficou tão ruim assim)

Hercules Sidnei Pires Liberal <sliberal@uol.com.br>
Recife, PE Brasil - 1-Julho-2020 / 13:53:41

Quando do Centenário (1909-2009) de Emancipação Política de Afogados da Ingazeira, fizemos esse registro a partir das 5h do 1º de julho de 2009.

Afogadenses que não mais residem em sua terra natal foram participar daquele momento.
Hoje, muitos dos que lá se encontravam, já partiram...



Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Julho-2020 / 9:56:28

Ibraim e Nevinha, recebam a nossa sincera solidariedade pela perda prematura da querida Katiúscia Shiarelly (foto).
Nossos sentimentos extensivos ao viúvo, filhinho, irmão e aos demais familiares.
Que o Pai Eterno a tenha em Sua Glória!

Fernando Pires e família <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Junho-2020 / 16:56:03
Há 92 anos, em 21 de junho de 1928, nascia na localidade Espírito Santo (Tabira), então Distrito de Afogados da Ingazeira, Hélio Vidal Campos. Filho de Luiz Gonzaga de Siqueira Campos, antigo escrivão, e Olindina Vidal Campos. Eram seus avós paternos o professor José da Vera Cruz Campos e Joaquina da Vera Cruz Amaral, e maternos, Juvino Alves de Siqueira Vidal e Maria Umbelina Vidal.
Casado com Lucy de Andrade Campos, teve dois filhos: Hélio Fernando e Maria de Fátima, Hélio Vidal
Viveu toda infância e juventude em Afogados da Ingazeira onde cursou o primário com os professores Mariinha Padilha, Otávio Claudino de Paiva, Dolores Câmara, Assunção Câmara; as irmãs Maria do Carmo Galindo e Maria Luíza Galindo; Aurora Lopes de Azevedo, Evangelina de Siqueira Lima, Letícia de Campos Góes, de saudosas memórias.
Trabalhou incansavelmente pela criação do Ginásio Mons. Pinto de Campos, em Afogados da Ingazeira através da CNEG (Campanha Nacional de Educandários Gratuitos). Na juventude fez parte ativa em todos os movimentos sociais e culturais, fazendo discursos a convite das diversas entidades e ao mesmo tempo sendo correspondente dos jornais Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio, para onde enviava quase semanalmente notícias de nossa cidade.
Atuou com Elpídio Medeiros e Magela Valadares, na Rádio Difusora Pajeú, onde apresentavam programas que marcaram época.
Em Afogados, foi escrevente de cartório e tabelião substituto, o que influiu bastante para sua vida judicante (muita prática forense).
Devido ao dinamismo e força de vontade de sua genitora Olindina Vidal, foi estudar no Recife nos idos de 1945, no Colégio Americano Batista, onde fez o curso ginasial, terminando em 1950 como orador da sua turma. Cursou o colegial no Carneiro Leão para, em seguida, após o vestibular, cursar os cinco anos de Direito na Faculdade da Praça Adolpho Cirne. Ainda no terceiro ano de Direito, fez o vestibular na Faculdade de Filosofia Manuel da Nóbrega, atual Universidade Católica, onde cursou Filosofia com ênfase em Geografia e História, por quatro anos, tendo se bacharelado.
Como ginasiano colaborava na imprensa da capital pernambucana, escrevendo para o Jornal Pequeno, Diário de Pernambuco e Jornal do Commercio, época em que ingressou na Associação de Imprensa de Pernambuco, como sócio efetivo.
Mesmo residindo no Recife, o jovem Hélio Vidal viajava de trem duas vezes no mês, para Afogados, nos trabalhos de instalação do Ginásio Monsenhor Pinto de Campos, e posteriormente com a Gazeta do Pajeú, que fundou no dia 15 de novembro de 1953, há 67 anos.
Trabalhou no Recife como comerciário, bancário (Caixa Econômica), escriturário da firma Itapessoca (do empresário João Santos), funcionário público (Assembleia Legislativa do Estado) e, finalmente, juiz de Direito, quando se aposentou.
Participou por dois anos do curso de Especialização em Direito Público e Privado (Pós Graduação lato sensu) da Universidade Federal de Pernambuco, nos anos de 2000 e 2001. Como professor, ensinou no Curso Brasil, Ginásio Castro Alves, Ginásio Olívio Montenegro e Escola de Comércio da Encruzilhada, do saudoso professor Aderbal Galvão. Exerceu a judicatura nas Comarcas de Serra Talhada, Lagoa dos Gatos, Belém de Maria, Araripina, Panelas, Goiana, Olinda e no Recife. Pelo Presidente do Tribunal de Justiça, foi designado para ser o primeiro Juiz de Direito do Distrito Judiciário da Ilha de Fernando de Noronha, por quatro anos. Ainda como Juiz de Direito, substituiu em várias oportunidades desembargadores em licença e férias, por quatro anos.
Recebeu o título de cidadão de Goiana e Olinda, quando passou por aquelas comarcas. Ensinou Direito Penal e Processo Penal na Faculdade de Direito de Olinda e Faculdade de Direito Pinto Ferreira, na capital pernambucana. Exerceu as funções de Juiz Eleitoral por mais de oito anos, na 7ª zona da capital e, na condição de juiz mais antigo, presidiu a diplomação dos eleitos no pleito municipal de três de outubro de 1996, no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco.
Faleceu no Recife, no 1º de outubro de 2006, onde está sepultado.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 23-Junho-2020 / 9:32:21

Faleceu nesta madrugada, no hospital Mestre Vitalino, Caruaru, aos 54 anos de idade, o amigo Emídio Vasconcelos.
No final de maio, sentindo-se mal, foi levado ao hospital Regional Emília Câmara de Afogados da Ingazeira. Diante da gravidade do caso, foi removido para o hospital em Caruaru, quando, nesta segunda-feira pela madrugada, veio a óbito.
Fomos informados que o corpo foi sepultado, ainda nesta manhã, no cemitério São Judas Tadeu,

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Junho-2020 / 13:55:46

As moças do sobrado

Hoje, ofuscado pelo desarranjo e emaranhado arquitetônico, se é que se pode chamar assim da praça principal da cidade de Tabira, a antiga Espírito Santo, o sobrado já reinou imponente e soberano sob os olhares atentos de Dona Maria Vidal, a viúva de Jovino Vidal, seu marido e primo; ele falecido em 1934, e ela eu a conheci já morando em Arcoverde perto da sua neta Dulcinha, sendo que os filhos nasceram todos em Afogados da Ingazeira onde moravam no casarão que construíram e que findou como sede da Cúria Diocesana, e onde o primeiro filho de quinze do casal Antonio Alves de Freitas Sobrinho, o sobrinho de Benzinho Vidal, foi prefeito municipal aí pela década de 1920, mas é outra história.
A história que quero contar é a dessas moças que fazem parte da vida passada de Tabira, a antiga Espírito Santo, como Sindô, que era como chamavam Ornecinda Vidal, a filha mais nova do casal Jovino e Maria, foi chamada pela irmã mais velha Theonila, conhecida por Teonas, já casada com um comerciante de peles de São José do Egito de nome Cícero David de Vasconcelos, que ficou viúva com sete filhos em 1950, já morando em Campina Grande, onde com a idade de 40 anos Sindô também conheceu o comerciante de nome Antonio, e conhecido por Seu Nô, com quem se casou mas não tiveram filhos, e anos depois ela foi morar no Recife onde já morava sua irmã Teonas.
As duas tinham uma irmã mais velha de nome Mariinha batizada Maria que morava em São Francisco, um distrito de Solidão, que era parede e meia com a paraibana Água Branca, e era casada com Francisco Souza conhecido por Chiquito que viu Mariinha morrer do segundo parto junto com a criança, e por isso a filha do primeiro parto que era Dulce, foi criada no sobrado por Dona Maria sua avó e mais tarde Dulcinha casou com seu parente Milton de Brito Freire que era irmão de Vitorino Freire que foi dono político do Maranhão antes que também o fosse José Sarney mas a história daqui pra frente é sobre essas outras moças restantes da foto e já falamos de Sindô e Dulcinha da ordem da fila indiana.
Onde se vê na sequência, Soberana, que era a irmã mais velha de Glorinha, que bem me lembro era filha de Dona Chiquita e ativa militante do velho PSD de Agamenon Magalhães, e seguindo a fila está Erotidinha que já a conheci casada com Severino Fiscal (Severino Vicente?) que eram pai e mãe de Bibi, Tasso e Ilka e não lembro de outro filho ou filha, mas Bibi é Ubirajara que é meu amigo de infância e de Facebook e, seguindo, logo aparece Aretusa Pires de Freitas que era filha do meu tio Severino Pires e minha tia Lídia dos Freitas do Cariri, como dizia Adamastor nosso primo Tôta, para uns, e Totô para outros, e ela se casou anos depois com Isaac Mascena uma grande figura das prosas tabirenses.
Mas quero também falar de Mirôcha, que, na rabeira da fila, mostra-se como realmente era, ou seja, uma moça elegante da família Vidal que, quando a conheci morava com sua sobrinha Severina a esposa do protético José Tenório, tendo falecida solteira; mas quero também falar dessas menininhas de vestidinho escuro que, como informa Loura das famílias Pires e Vidal, tratavam-se das filhas de alguém de fora de Espírito Santo que trabalhava em algum órgão de governo, mas a menininha de vestido mais claro era Isabel Mascena que anos adiante casou com Júlio Cordeiro Pessoa, sendo mãe e pai dos meus amigos de infância Carlos Celso e Claudio Cleto, além de Margarida Maria e Claudevan Ciro e Claudionor Cícero.

Hercules Sidnei Pires Liberal <sliberal@uol.com.br>
Recife, PE Brasil - 22-Junho-2020 / 9:07:52

Imagina por um momento que você teria nascido em 1900.
Quando você tem 14 anos começa a Primeira Guerra Mundial e termina quando você tem 18 com um saldo de 22 milhões de mortos.
Logo depois aparece uma pandemia mundial, a gripe espanhola, matando 50 milhões de pessoas. E você está vivo e com 20 anos.
Quando você tem 29 anos sobrevive à crise econômica mundial que começou com o desmoronamento da Bolsa de Nova York, causando inflação, desemprego e fome.
Quando você tem 33 anos, os Nazis chegam ao poder.
Quando você tem 39 anos começa a Segunda Guerra Mundial e termina quando você tem 45 anos com um saldo de 60 milhões de mortos. No Holocausto morrem 6 milhões de judeus.
Quando você tem 52 anos começa a guerra da Coreia.
Quando você tem 64 anos começa a guerra do Vietnã e termina quando tem 75 anos.

Uma criança que nasce em 1985 pensa que os seus avós não fazem ideia do quão difícil a vida é, mas eles sobreviveram a várias guerras e catástrofes.
Hoje encontramo-nos com todas as comodidades num mundo novo, no meio de uma nova pandemia.
A gente reclama porque por várias semanas devem ficar confinados em suas casas, tem eletricidade, celular, comida, alguns até com água quente e um telhado seguro sobre suas cabeças. Nada disso existia em outros tempos.
Mas a humanidade sobreviveu a essas circunstâncias e nunca perderam a alegria de viver.

Hoje queixamo-nos porque temos que usar máscaras para entrar nos supermercados.
Uma pequena mudança na nossa perspectiva pode gerar milagres. Vamos agradecer você e eu que estamos vivos e vamos fazer tudo o que é necessário para nos proteger e nos ajudar uns aos outros.

(*) Autor desconhecido | Imagem da internet

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-Junho-2020 / 19:11:21
[Anterior] [Próximo]

Volta

Livro de Visitas desenvolvido pela Lemon Networks