AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Quanta satisfação ao ler essas mensagens que são parte da minha infância/adolescência.
Fernando, você catalogou tudo que Afogados da Ingazeira me deixou na memória. Não sou afogadense, mas cheguei aí criança. Quando me perguntam de onde sou, respondo: sou afogadense, com orgulho. Lembro-me do cheiro da fábrica de doce de goiaba, do Sr. Virgílio, do (Grupo Escolar) Pe. Cottart, do raspa de João de Chica, do bar e a sinuca de Zé Panqueta, do posto de gasolina do Sr. Décio, pai de Reginaldo, e do bar de Geni Marinho.
Recebi minha formação cívica com esses professores que vc faz referência.
Toreba (pai de Hélio, meu colega no primário) era proprietário do ônibus (que fazia a linha Afogados/Tabira).

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Para quem não me conhece, sou Durval Ferreira, natural de Moreilândia, mas cheguei a Afogados da Ingazeira ainda criança, e lá vivi boa parte da minha juventude. Estudei o primário no Grupo Escolar Pe. Carlos Cottart, também no Pinto de Campos. Também, como Fernando Pires, fui seminarista, em Pesqueira.
Saí de Afogados há mais de 50 anos; vim para o Recife, e na Polícia cheguei ao posto de Major. Nunca mais voltei à terrinha. Sinto saudades...
Meu pai, Durval Ferreira Lima, foi volante (da polícia), na caçada de Lampião.

Durval Ferreira
Recife, PE Brasil - 25-agosto-2021 / 18:52:01
Recebemos, há pouco, a informação de Luciene Castro, do falecimento, nesta manhã de domingo 22, por atropelamento, do seu tio José Alves dos Santos (Geraldo Agostinho), ex atleta de futebol (do Guarani) .
Amanhã, Geraldo (foto) completaria 82 anos de idade (23.08.1939-22.08.2021).
Ele chegou a ser atendido no Hospital Emília Câmara, mas não resistiu aos procedimentos e foi a óbito.
Geraldo deixa viúva Luciene, e sete filhos.
Nossa solidariedade aos familiares.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-agosto-2021 / 13:48:26

Há 10 anos falecia Renato Bernardo Vieira
(26/07/1929 – 16/08/2011)

Sua Autobiografia

"Filho de Francisco Bernardo Vieira e Maria Landelina Dias Vieira, nasci em São Joaquim do Monte - PE, em 26 de julho de 1929. Com 1 ano e 2 meses meus pais resolveram voltar à terra natal, São Miguel, 3º distrito dos Bezerros, hoje Sairé e emancipado, onde passei a minha infância.
Aos 12 anos, em 1941, fui residir em Bezerros onde trabalhei em tipografia numerando talão de jogo de bicho. Fazia máscaras de papangu para vender, fui contínuo da Prefeitura e trabalhei no Hotel Comercial.

Em 1949 servi ao Exército Brasileiro, na cidade do Recife, num período de 1 ano e 3 meses. Quando dei baixa, em 1950, fui para Sertânia - PE, trabalhar no Censo de 1950. Em 16 de setembro de 1950 ingressei na empresa ANDERSON, CLAYTON, firma americana, compradora de algodão e agave em todo o Nordeste e Sul do país. Nessa empresa trabalhei por quase treze anos, nos Estados de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

Nos idos de 1952 viajei de trem para Afogados da Ingazeira, por acaso em companhia do amigo Raul Cajueiro de Albuquerque que também seguia para assumir a função de Escrivão da Coletoria Estadual e eu a chefia do escritório de ANDERSON, CLAYTON onde posteriormente assumi a gerência. Nos conhecemos em Sertânia, pois ele, por ocasião do censo de 1950, nos informava o preço de várias mercadorias concernentes ao serviço da Agência de Estatística chefiada por meu irmão José Bernardo Vieira.
Nessa agência, depois de 1 ano assumi a gerência. Na safra de 1954 – que foi ótima, compramos bastante algodão a ponto de armazenar na rua cerca de 4 extraordinários lotes de algodão e rama, porquanto a compra efetuada em Afogados era transferida para Sertânia a fim de ser beneficiada.
Devido as constantes viagens e sempre retornando a Afogados da Ingazeira, tornei-a minha sede residencial.
De Afogados fui para Viçosa-AL, Alagoa Grande-PB, Campina Grande-PB e Patos-PB, local onde assumi o pico mais alto da pequena montanha que era a fábrica de óleo. Foi para mim momento de grande satisfação, pois negociava a compra de óleo com fornecedores da Paraíba, Pernambuco e Ceará. A fábrica representava substancial investimento e por essa razão exigia muita dedicação para o seu equilíbrio.

Em 12 de março de 1961, casei-me na catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios com a afogadense Izaura Liberal Bezerra, filha do Senhor José Pedro Bezerra e Dona Eudócia Liberal Bezerra. Dessa união nasceram Walker e Franck, e do segundo filho tenho um neto de nome Renato.
Posteriormente fui nomeado secretário geral da Prefeitura Municipal de Patos-PB no Governo Otávio Lacerda. Dois anos depois deixei a Prefeitura, voltando para Afogados da Ingazeira, onde durante certo período lecionei no Ginásio Monsenhor Pinto de Campos e Estadual em companhia de Luís Justino, Luís Alves, Valdecy Menezes, Durval Galdino, Assis e outros.
Quando cheguei em Afogados ainda encontrei a empresa construtora Camillo Collier encarregada da construção da ferrovia. Empresa de funcionários bastante sociáveis que ajudava a cidade no seu desenvolvimento. Nesse período foi fundado o ACAI onde tomamos parte com vários afogadenses e funcionários da Collier.

Aluno do Colégio Monsenhor Pinto de Campos, e como ex-militar fui convidado para ser instrutor do Colégio Normal para os desfiles de 7 de setembro e outras solenidades. Os treinamentos eram realizados no período da tarde e em datas próximas aos desfiles.
Concluí o curso primário em Bezerros-PE, o ginásial em Afogados da Ingazeira-PE, o curso Técnico de Contabilidade entre Campina Grande-PB e Sertânia-PE e o curso superior no Recife.
Em 31 de março de 1967, por concurso ingressei na SUDENE, exercendo atividades por 30 anos. Como técnico, viajei por todo o nordeste, além do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Coincidentemente tive a satisfação de fazer a segunda fiscalização da fábrica de confecções localizada em Afogados da Ingazeira que recomendou a primeira liberação de recursos da SUDENE.
Durante o ano de 1967 eu viajava de trem a cada 15 dias, de Recife a Afogados da Ingazeira. Saindo do Recife às 5h do sábado e chegando às 17h em Afogados da Ingazeira e ao voltar no domingo saia às 9h chegava às 21h. Até que me organizei e transferi a família em dezembro daquele mesmo ano.

Não há como esquecer a convivência com Padre Antônio (professor de português e latim), Dr. Aloísio Arruda (matemática), Dr. Jesus (ciências), Professora Letícia Góes (francês), Profª. Terezinha Veras (história geral) e outros mais que eram dedicados e eficientes no desenvolvimento do Colégio Monsenhor Pinto de Campos.
Lembro-me bem do simpático Bispo Dom Mota que uma vez por outra visitava os alunos do Ginásio Monsenhor Pinto de Campos nos ensinando as práticas da vida com exemplos extraordinários.
Uma coisa que permanece em meus pensamentos foi quando, vizinho de Dr. Hermes Canto, constatei a sua dedicação e assistência aos inúmeros clientes num período em que tudo era difícil, especialmente comunicação e transporte. Lembro-me bem, que em várias oportunidades, chegando de uma atividade, e, ao se recolher, outro cliente batia em sua porta chamando-o para um atendimento médico na zona rural, sendo prontamente atendido."

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Domingo, 14 de agosto de 2011, Renato se sentiu mal e foi socorrido para o Hospital Esperança, no Recife. Dois dias depois, na terça-feira 16 de agosto, às 14h, falecia aos 82 anos, vitimado por uma pancreatite, quando seu coração parou definitivamente.
O velório aconteceu na Casa Baptista, na rua da Conceição, Boa Vista, no Recife. O sepultamento foi realizado em Bezerros (PE), onde seus pais estão sepultados.

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Renato foi um excelente professor no curso ginasial do Pinto de Campos, onde estudei na década de 1960 em Afogados da Ingazeira.
Aqui no Recife, no dia 5 de julho de 2008, fomos, eu e Milton Oliveira, ao seu apartamento para essa entrevista, onde colhemos suas memórias e histórias.

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 17-agosto-2021 / 14:43:40

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-agosto-2021 / 19:22:50

Relembrando

Hoje fui surpreendido com um grande lote de anotações feitas por Sylvia, minha esposa, de fatos que aconteceram em 1960. Nós éramos casados por mais ou menos ano e meio, quando a companhia proprietária do território residencial onde morávamos veio nos visitar; foi uma noite muito agradável, pois eles apresentaram para nós a oportunidade de comprar terreno naquela área para construir uma casa.
Nós ficamos surpresos com a ideia, e aceitamos de todo coração, pois a visita pela companhia foi uma surpresa, mas, é como se eles estivessem lendo nossas mentes. Aceitamos a oferta e compramos um terreno que foi uma bênção celestial que nos alegrou imensamente.

Desde aquele instante, naquela noite na cidade de Osasco, subúrbio da cidade de São Paulo, nossa vida mudou, passando a ter um propósito que era um plano para iniciarmos a construção de nossa casa - nosso objetivo principal. Silvia ficou em charge de planejar a planta da casa em todos os detalhes pois ela tinha conhecimento professional do assunto. Nós sempre fomos frugais, gastamos o que era necessário, e esta atitude tem nos guiado até hoje.
Naquela época eu trabalhava com Lençóis Santista, uma boa companhia onde trabalhei 5 anos e meio; lá eu tinha boas relações com todos, especialmente o meu chefe, Renato Blotta, e eu vendia todos os excesso de materiais que que não era necessário manter em estoque. Algumas semanas depois entrei em contato com um vizinho e perguntei se ele poderia me ajudar com a construção da casa. Ele era um senhor de uns 60 anos de idade, e residia próximo da nossa casa. Ele aceitou e ficou sendo meu assistente em tudo sobre construção.
Em determinado momento companhia começou a promover a venda dos imóveis. Achei pessoas interessadas nas suas aquisições e ganhei uma boa soma de dinheiro com essas transações, partindo para a construção da nossa casa com mais entusiasmo. Fizemos a fundação e paramos para fazer um balanço da situação, fiquei sabendo da necessidade de materiais diversos para a construção.

Nesse meio tempo vi que a fábrica onde eu trabalhava estava destruindo uma área para reconstruir da maneira desejada por eles; falei com meu chefe, contei minha história e ele perguntou o que eu queria. Disse-lhe que necessitava de algum material do que estava sendo removido, e necessitava, também, que o caminhão da companhia o levasse até à frente da minha casa que estava a menos de um quilômetro dali. A resposta foi fantástica para mim; ele simplesmente disse: só me diga quando!
Fiquei exuberante com a resposta e me preparei para receber a carga que aconteceu uma semana depois. Isso eu nunca esqueci de agradecer ao Senhor Deus, e aos homens de boa vontade. Trabalhei diariamente após o jantar, até o anoitecer e nos fins de semana, preparando o material a ser usado na construção da laje que tanto esperava para dar progresso ao resto da casa.
Isto foi o melhor presente que já recebi, e o que sobrou vendi por um preço razoável ao meu parceiro construtor que era um sertanejo expatriado como eu.

As anotações que Sylvia me apresentou foram feitas por ela, e são em detalhes vivos do custo monetário de tudo que pagamos para ter a nossa casa, que construímos com amor e dedicação, e, sem dúvida, gratidão aos amigos e ao Senhor Deus que nos proporcionou a oportunidade. -

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 12-agosto-2021 / 19:38:01

Reencontro com a Velha Casa do meu pai

Foi uma surpresa ver a "velha casa" dos meus pais, em Afogados da Ingazeira, de roupa nova, pintada e preparada como se para uma festa. O telhado novo, as paredes pintadas, bem como as janelas; é como se houvesse sido preparada para uma festa de casamento; isto me alegrou imensamente, pois até a parede da área ajardinada ao lado da travessa Coronel Paulino Raphael foi reconstruída. A surpresa foi grande, e a vontade de gritar de alegria com as velhas lembranças que me vieram à mente.
Lembrei-me quando ajudei meu pai fazendo sapatos encomendados para a época das festas de fim de ano, quando Sr. Simão soldado parava para desejar um bom dia ou boa tarde, e papai parava para ter uma breve conversação com ele, e a dizer: o senhor tem um novo ajudante, e nós todos riamos juntos. Ou então era alguém pedindo ajuda com medicação para alguém da família que não estava indo bem e necessitava de ajuda; papai parava e ia atendê-lo.

Nesse mesmo cenário, quando ainda não havia o muro do jardim, papai estava trabalhando, confeccionando sapatos, e eu e meu irmão Tarcísio estávamos brincando na área. Meu Pai, vendo que eu estava fazendo um "arco e flecha", me avisou: não aponte para ninguém, pois é perigoso; aceitei o conselho e afirmei que não o faria. Vendo meu irmão brincando, sentado no chão, apontei o arco e flecha e ele começou a chorar; meu pai levantou-se com a correia na mão, e aplicou alguma lapadas no meu traseiro; eu também chorei de dor com o castigo.
Meu irmão chorou mais pelo susto do que qualquer outra coisa, mas as lapadas que recebi foram bem aplicadas. Nessa época eu estava com uns 6 anos de idade. São memórias inesquecíveis.

Lembro me da última vez que vi a casa ser pintada, e o telhado ser reparado por pintores que eram amigos. Eles eram pai e filhos, jovens adultos que me lembro bem. Eu gostava quando isto acontecia, pois era como se recebêssemos uma casa nova. E assim aconteceu ontem quando recebi seu e-mail com a foto da casa reavivada, e tudo voltou à minha mente: "as vozes amigas, os sorrisos de amigos e de pessoas amadas e respeitadas".
Por isso dou graças ao Senhor nosso Deus, pelas bênçãos recebidas durante toda minha vida; por meus pais e família, que foram a base dos meus sucessos com exemplos que tenho passado para meus filhos e netos.

Louvado seja o Senhor nosso Deus que tem me dado amigos como você, Fernando Pires.
Até a próxima!

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 3-agosto-2021 / 17:59:18

A única carta que recebi do meu Pai

Hoje, relembrando da primeira fase da minha vida como marinheiro, veio-me o sentimento de solidão, isolamento que senti ao me estabelecer no Rio de Janeiro com a Marinha do Brasil. Nós éramos 350 jovens de várias partes do Nordeste, sediados no Recife, na Escola Aprendizes de Marinheiros, com o sentimento de que desejávamos uma vida responsável e respeitável que nos proporcionaria a possibilidade de alcançar independência produtiva e cheia de realizações.
E isto aconteceu de várias maneiras após participarmos das diversas escolas de aperfeiçoamento profissional. Eu fui para a escola de Eletrônica que muito me ajudou na vida civil. Durante este tempo eu escrevia frequentemente para meus pais, e ansiosamente esperava pelas respostas que eram escritas por minha mãe. Um dia, na minha resposta, mencionei que eu gostaria de receber uma carta escrita por meu pai, pois até então eu não tinha nada escrito por ele. Foi verdadeiramente uma grande alegria receber, um mês depois, uma carta sua endereçada a mim. Guardo até hoje esta lembrança histórica do meu pai.
Ele escrevia para minha irmã Firmina e a outros membros da família, e eu me sentia esquecido, mesmo sabendo não ser o caso, mas eu desejava ter uma carta escrita por ele, e isso aconteceu. Lembro-me bem quando li a carta, era como se eu estivesse ouvindo sua voz, o que trouxe conforto para mim, e relembro até hoje com carinho.
Não sei qual a razão desta lembrança, hoje, pois aconteceu na década de 1950, uns 70 anos atrás. Fato é que, desejando escrever algo para este Mural, veio-me à lembrança.
Agradeço ao Senhor Deus por meu Pai e minha Mãe.
Louvado seja o Senhor nosso Deus.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 1-agosto-2021 / 6:03:36
Em Canhotinho, Pernambuco, no dia 30 de julho de 1931, há 90 anos, nascia Amaro Batista da Silva, conhecido entre os amigos - devido ao seu modo de andar - por Amaro pé-de-pato. Ainda criança, com apenas sete anos de idade, em 1938, seus pais Manoel Filipe da Silva e Maria da Conceição vieram para Afogados da Ingazeira, trazendo-o num “caçuá” (Cesto grande e oblongo, feito de cipós rijos...), no lombo de um jumento.
Chegando ao município, foram morar no sítio Santo Antonio onde residiram alguns anos. Católico praticante, desde pequeno aprendeu todos os cânticos da igreja, participando ativamente dos momentos religiosos. Como residia na zona rural, só vinha à cidade a cada quinze dias para ir à missa, ouvir a palavra do Senhor. Vinha à pé, e descalço, pois era tão pobre que não dispunha de uma simples alpercata para calçar.
Logo cedo já ajudava à mãe vender hortaliças cultivadas em casa. Nessas idas e vindas, ficou empregado na casa do Sr. Guardiato de Moraes Veras (sogro do médico dr. Hermes), onde passou boa parte da sua vida.

Em 4 de dezembro de 1955 - aos 24 anos -, casou-se com Josefa Batista Gomes, em Afogados da Ingazeira, com quem teve os filhos: Maria do Carmo, Luciene, José Ivanildo, Cleidismar, Alba Regina, Aldineide, Adelmo Luiz, Carlos Clério, Janaína Patrícia, João Bosco, Severino, Cícero Carlos e Eucária. Os quatro últimos faleceram ainda crianças. Permaneceu casado por 38 anos. Era um homem simples, humilde e honesto além de respeitado e respeitador. Carismático e muito bem relacionado com todos que o cercavam.

Várias histórias sobre ele são contadas. Gostava muito de futebol e, de tão apaixonado pelo esporte, não perdia nem os treinos do Guarani – time da época. No dia do seu aniversário levava para o bate-bola um bolo com refrescos para comemorar junto aos jogadores, seus amigos. Em outra ocasião – Amaro era possuidor de uma memória excepcional; conhecia como ninguém a placa de todos os automóveis de Afogados da Ingazeira – certo comerciante teve o seu carro roubado e por não saber o número da placa, recorreu a Amaro para informá-lo, pois sem essa informação não tinha como fazer o Boletim de Ocorrência na delegacia. Conta-se que esse automóvel foi localizado.

Dizia-se muito feliz porque a primeira pessoa a conversar com o bispo dom Francisco, quando este colocou os pés em solo afogadense, tinha sido ele.

Durante muitos anos foi gazeteiro do Diário de Pernambuco, em Afogados da Ingazeira. Era aficionado em jogo de bicho. Tinha o semblante de um homem feliz; só o víamos sorrindo. Mas, por trás dessa alegria, existia um ser humano debilitado.
Sofria da doença de Chagas que o levaria ao túmulo no dia 14 de dezembro de 1993, aos 62 anos e cinco meses de idade. A morte o levou quando fazia o que mais gostava: passar jogo de bicho. Ainda chegou a ser levado ao Hospital Emília Câmara, mas não resistiu. Está sepultado no cemitério São Judas Tadeu, em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 30-julho-2021 / 21:29:27
Há 26 anos (21.07.1995) falecia, na Casa de Saúde José Evóide de Moura, devido à uma isquemia cerebral, LUIZ GONZAGA DE SIQUEIRA (Luiz Guaxinim).
Filho de Sebastião de Siqueira Lima e Ana Antônia de Siqueira - nascido em 11 de novembro de 1917 - menino pobre, inteligente e trabalhador, desde cedo procurou ganhar o seu próprio sustento. Muito interessado pela música, tocava saxofone e, mais tarde, viria a compor algumas canções.
Em 1932, com quinze anos de idade, Luiz Guaxinim aprendeu a dirigir e passou a circular num carro de praça que lhe foi presenteado pela sua irmã Evangelina de Siqueira.
A vocação pela música, herdada de seu pai, continuava a lhe proporcionar momentos de êxtase, sempre que conseguia tempo para ensaiar. Por ser o menor dos componentes da Banda Musical Padre Carlos Cottart, além bastante magro, resultou o apelido de Guaxinim, dado pelo juiz de direito da comarca, Dr. Fausto Campos.

Em 26 de novembro de 1944, Guaxinim se casou com Elza Evarista de Siqueira, e dessa união nasceram quatro filhos: Maria de Lourdes, José Lamartine, Dimas e Maria Elza. Residia com seus familiares na Rua 15 de Novembro, em Afogados da Ingazeira.
Especialista em consertos de radiadores, era um dos mais antigos motoristas de praça; também, ótimo em forrar, com palhas ou vimes, assentos de cadeiras, trabalho que fazia sentado na calçada de casa, sob a copa do oitizeiro, enquanto conversava com amigos.
Desfrutava de confiança na sociedade, fato que o fazia ser requisitado para executar viagens para outros municípios, principalmente quando tinha de transportar mulher ou criança. Além de tocar na banda musical de sua cidade, Luiz Guaxinim tocou, também, em boas orquestras em Arcoverde, Pesqueira e Recife. Em 1938 foi integrante da Jazz Band Acadêmica do Recife, de muito sucesso na época.

Músico de qualidade, compôs belas páginas musicais: “Saudade”, “Só Você”, “O Hino de Santa Maria Madalena” entre outras. Eram hinos, valsas, boleros, sambas, etc., registrados em partituras brilhantes. Inclusive a valsa “Saudade” consta no livro “Bandas Musicais de Pernambuco”. Não tinha outro vício além da música. Quando jovem, gostava de fumar, mas havia abandonado o cigarro há muito tempo.
Católico, bem educado, modesto, tinha uma legião de amigos e admiradores, e nenhum inimigo.

Fernando Pires / Milton Oliveira <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 30-julho-2021 / 15:22:08


A amiga Luciene Castro me informou o falecimento da sua cunhada Edleuza Lima de Castro Aquino, aos 61 anos de idade, ocorrido no dia 16 último, no Recife.
Ela deixa viúvo Lila Alves, e os filhos Paulo Henrique e Cinthia Mirelly.
O sepultamento foi realizado em Afogados da Ingazeira.
Nossa solidariedade aos familiares.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 30-julho-2021 / 13:22:50


Quatro meses após a morte da nossa amiga Maria José Ramos Silva, TINA, em Teresina, no Piauí (20 de março), informaram-nos que neste 18 de julho faleceu o seu filho Saymonn Jordan Ribeiro, com o mesmo diagnóstico do vírus.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 24-julho-2021 / 19:42:50

O Irmão mais novo.

Lembranças do nosso passado não são sempre agradáveis e boas, mas, tratando-se principalmente de babes, nos trazem sempre um sorriso cheio de amor e carinho. Este é o caso com o babe meio-irmão do Padre Antonio de Pádua Santos.
O pai do Padre Antonio ficou viúvo, e algum tempo depois se casou com a segunda esposa e tiveram um filho Luciano Christóvam dos Santos e vieram visitar o Padre Antonio e introduzi-lo ao babe irmão.
Tínhamos acesso diário ao salão principal da casa paroquial, e lá tivemos nosso contato com o babe e família. Foram momentos memoráveis e ainda hoje relembro do evento com alegria.
Agora reencontrei o Luciano neste Mural, um homem adulto com 70 anos, jovial e residente no Estado de Alagoas, que deve ter muito pra contar. Quem sabe!

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 20-julho-2021 / 19:38:10

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-julho-2021 / 18:52:23
Mais uma vez acesso esse importante Portal para cumprimentar o Editor e Redator Chefe Fernando Pires pelo trabalho fantástico em relação à preservação da Memória de nossa Afogados da Ingazeira e seu Povo. Como afogadense e membro da Família Pires, diria que o Trabalho de Fernando é primoroso e, na minha opinião, tinha (ou tem) que ser coroado de apoios para que nossa Gente possa se ver e sentir como éramos no passado mais remoto até chegarmos aos tempos atuais...
Dom FERNANDO PIRES saudações aqui da Bahia e mais uma vez nossos Cumprimentos pelo seu trabalho extraordinário...

Paulo Pires

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Oi, Paulo... Forte abraço!

Paulo Fernando de Oliveira Pires <paulopires@uesb.edu.br>
Vitória da Conquista, BA Brasil - 20-julho-2021 / 17:33:46

Caro amigo, o Instituto Cultural Quincas Rafael - ICQR, projeto que tenho me dedicado nos últimos meses, com apoio de muitos parceiros voluntários, está com o site no ar.
Clique aqui, para conhecê-lo>

Casa de Pedra
Rua Paulino Rafael, 33 - Centro - Jabitacá - Iguaraci/PE
Contato: (83) 99992-0188>

Ademar Rafael Ferreira <institutoicqr@gmail.com>
Brasil - 15-julho-2021 / 7:29:45
Caro FERNANDO PIRES, é com alegria que volto às paginas do MURAL para agradecer-lhe pela apresentação desta publicação do Diário de Pernambuco, de 08/07/2021, tratando da modernização e reinauguração do Cine São José.
Tudo isto, graças à atuação e firmeza de afogadenses dignos do nosso respeito e estima, como Francisco Carlos Gomes e Augusto Martins, que, ligados a outros valorosos conterrâneos e membros do legislativo e Setur-PE, estão fazendo renascer o Cine São José, o já saudoso e distante "CINE PAJEÚ", onde vimos muitos coloridos da Paramount e "preto e branco" de outras, desde 1942 a 1952, quando saí da "Terrinha" para muito distante, e por isto, 'batizado' décadas depois, pelo Padre HEDILBERTO, como o "Filho Ausente". Mesmo assim, nunca esqueci meu Sertão, meus parentes e familiares que visito com carinho.
Parabenizo a todos conterrâneos por essa reinauguração, e agradeço ao nobre amigo FERNANDO PIRES por manter vivo, forte e ativo este MURAL, Chave Mestra da porta do Contato Nacional dos afogadenses.
Um forte abraço.
BATISTA

José Batista do Nascimento <afingape@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-julho-2021 / 16:13:48
Gostei muito da iniciativa. Eu sou (meio-)irmão do Padre (Antônio de Pádua Santos); tenho 70 anos e nasci em Pesqueira.
Lembro-me de dona Toinha Correia e Tarcísio que trabalhou no Bandepe.
Obrigado, boa noite.

Luciano Cristovam dos Santos <Luciano1951Cristovam@gmail.com>
Piranhas, AL Brasil - 8-julho-2021 / 20:29:19
Do Diário de Pernambuco (08/07/2021)

"Patrimônio do município de Afogados da Ingazeira, o Cine São José receberá equipamentos de projeção de cinema digital Full HD, associado à reprodução sonora digital 5.1. Isso permitirá a volta da programação permanente do equipamento cultural, agora completamente digital, integrando o Programa Cine de Rua, promovido pela Secult-PE/Fundarpe - responsável pela iniciativa em parceria com a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e a Fundação Cultural Senhor do Bonfim dos Remédios, que cuida do cinema. O cinema foi inaugurado em 1942, fechado em 1994 e reinaugurado no final de 2003.

Além da instalação dos equipamentos comprados pela secretaria estadual, houve também uma parceria entre a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira e a Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE) para a aquisição de um projetor 2k. A sala pertence a Diocese de Afogados da Ingazeira, a quem a Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios é ligada.

A aquisição desses equipamentos se deu após articulação do deputado estadual Waldemar Borges (PSB), que mobilizou, junto ao Governo de Pernambuco, a necessidade desse investimento para a região. Para Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe, o novo sistema de projeção será um importante estímulo na ampliação do acesso à cultura para a população da região. "A iniciativa reforça a importância de fomentar o cinema na região, por meio de um de seus equipamentos culturais mais importantes."

A compra dos equipamentos do Cine São José foi embasada em um diagnóstico feito a partir de visitas técnicas de especialistas como Osvaldo Emery, servidor da Secretaria Especial de Cultura (MTur) e arquiteto especialista em salas de cinema, e Tomi Terahata, consultor técnico que já montou mais de 100 salas de cinema no Brasil - e que fará a instalação e o alinhamento do sistema de áudio e vídeo dos equipamentos no Cine São José.

Augusto Martins, secretário de Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, destaca que, em 2019, o cinema voltou a parar de funcionar porque os projetores de 35mm não tinham como operar, em virtude da falta dos filmes de película no mercado. “Agora estamos na fase final dos trabalhos de adequação da cabine e também de instalação dos novos equipamentos para que possamos, assim, promover uma nova reinauguração desse histórico Cine São José, patrimônio dos afogadenses”.

A existência dessa sala de cinema, uma das mais antigas no interior de Pernambuco, reflete a importância da cena audiovisual na região, com vários profissionais envolvidos na produção de obras e realização de mostras e festivais independentes, como a Mostra do Pajeú, já na sua 4ª edição. Em 2018 e 2019, a Secult-PE e a Fundarpe promoveram uma mostra do Festival Varilux de Cinema Francês. Inicialmente a instalação estava prevista para março do ano passado, mas, por conta das restrições impostas pela pandemia do Covid-19, precisou ser adiada."

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JUSTIÇA SEJA FEITA:
(Por Fernando Pires)

A reativação do Cine São José deveu-se à determinação de um grupo de afogadenses, encabeçado por Francisco Carlos Gomes (Carlinho de Lica), que não se conformava com o fechamento/a destruição daquele prédio construído pelo farmacêutico Helvécio César de Macêdo Lima, e que tantas alegrias levou ao povo afogadense.
O prédio tinha sido literalmente abandonado pela sua proprietária (a Diocese), pois só tinha as quatro paredes (foto), quando entrou em ação esse grupo, a quem devemos agradecer o ressurgimento do prédio histórico.

Sempre que falarem no Cine São José de hoje, que se faça justiça e não omitam os nomes desse afogadenses determinados.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 8-julho-2021 / 11:00:16


No dia 15 de outubro de 1989, registramos essa entrevista de Waldecy Menezes com a educadora Letícia de Campos Góes. Também um bate-papo de dona Ione com sua tia Letícia que falaram sobre os tempos áureos da família naquele casarão.
Cinco anos e três meses depois, ela foi a óbito em sua residência, em Afogados da Ingazeira.
Após o falecimento de dona Letícia (09.06.1903–26.01.1995), soube que Paulo Góes, um sobrinho, passou a residir naquele imóvel, e algum tempo depois a família realizou a sua venda.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 5-julho-2021 / 6:44:12


Mais um óbito ocorrido aqui no Recife, de uma Iguaraciense (de Jabitacá). A professora Bernadete de Freitas Vidal, que residia há muitos anos em Afogados da Ingazeira, faleceu hoje no Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 2-julho-2021 / 10:20:19

Márcia Cruz e Luizito me informaram, há pouco, o falecimento do nosso conterrâneo Adauto Nunes Torres, de parada cardíaca, aos 90 anos de idade [21/05/1931 - 1º/07/2021], ocorrido ontem, às 17h, no Hospital dos Servidores do Estado de Pernambuco, aqui no Recife.
Ele era viúvo de Maria do Carmo Cruz, também afogadense.
O sepultamento será nesta sexta-feira 2, no Memorial Guararapes, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes.

A Adauto Filho, Ana Karla e demais familiares, nossas condolências.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 2-julho-2021 / 7:58:22


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Imagens de Jefferson Vasconcellos - contemporâneo no BB em Afogados da Ingazeira nos anos 1980 -.

NESTE 1º DE JULHO, A NOSSA AFOGADOS DA INGAZEIRA COMPLETA 112 ANOS

[1909 - 2021]
.


Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-julho-2021 / 7:30:22
Prezado amigo Fernando Pires, que viagem fantástica você nos proporcionou ao escrever sobre hotéis e lanchonetes em Afogados da Ingazeira. Sou de 1963, e minha memória de criança e adolescente na década de 70, depois, anos 80 me trazem muitas recordações.
Lembro-me do Hotel Vencedor onde hoje é um posto de combustíveis; lembro e ainda tive oportunidade de saborear a galinha de capoeira do meu tio Benedito, nunca comi nada igual; também o famoso doce de leite.
Fui degustador do doce de dona Iracema Salvador; da Lanchonete de seu Gedeão, ao lado da praça Padre Carlos Cottart. Ouvi falar muito sobre o hotel de Caranguejo, mas não o conheci.
Dona Tereza Biá, mãe de criação do nosso amigo Marconi do 'carro de som'. Dela me lembro da famosa sopa com pimenta; também na época dos parques de diversões ela era assídua no jogo de bingo.
Também frequentei a lanchonete de Gilberto Queiróz, com o famoso "coscoz" com bode como ela pronunciava.
Parabéns por sua abnegação pela Memória de Afogados da Ingazeira.

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Obrigado, amigo Augusto, transmita um forte abraço no querido amigo Gastão Cerquinha.

Augusto Martins <severofonseca@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 27-junho-2021 / 10:29:08

Francisco de Assis Florentino
[26.03.1946 - 27.06.2021]

Soubemos há pouco, por Márcia Cruz, do falecimento de Chico Flor, aos 75 anos de idade, ocorrido em Afogados da Ingazeira na madrugada deste domingo 27.
Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-junho-2021 / 7:26:29

Fernando, você fez um resgate fantástico da história de nossa cidade. Voltei no tempo, vi-me passando na calçada de dona Milinha, com Beto na calçada. A lanchonete de Benedito, com seu arroz maravilhoso e a melhor galinha de capoeira da região. O hotel de Caranguejo, onde vi como se quebrava e comia os deliciosos caranguejos feitos por dona Carminha. Assim me vi, voltando a nossa querida Afogados.
Obrigada.

Maria Lucia de Araújo Nogueira
Recife, PE Brasil - 24-junho-2021 / 8:55:36

Revivendo os Hotéis e Restaurantes

Estava sonolento quando descobri o novo registro do Fernando Pires que, como sempre, me acordou com entusiasmo, pois é um tópico que fala comigo diretamente ao meu coração; conheci estes locais muito bem e revivo com muita saudade e amor esses locais que não tinham nada de luxo, mas me trazem um toque das memórias que são inesquecíveis, que nos relembra o toque de amor e carinho que representa.
Pensei que eu era o único que lembrava desses lugares; fico satisfeito ao saber que eu estava errado, que não sou o único que tem saudades da simplicidade do nosso passado.
Tenho bem guardado na minha mente o hotel Cruzeiro, localizado na esquina com a travessa Coronel Paulino Raphael, pois era ao lado da residência dos meus pais, e as lembranças da estadia do grupo teatral é muito tocante para mim, pois cheguei a assistir as peças apresentadas pelo grupo. Para mim, que estava com 15 anos de idade, ter a oportunidade de conhecer os atores, falar um bom dia para eles, era além da realidade, pois eles eram “atores famosos” mais acessíveis.
O hotel Familiar tinha o renome de ser a residência do sr. Manoel Ribeiro, um homem bem extrovertido e bonachão que era um master com o violão; cheguei a conhecê-lo muito bem, pois eu trabalhava com o Serviço de Autofalantes Pajeú, e ele estava sempre por lá.
Outro local que é parte da minha vida em Afogados da Ingazeira foi, sem dúvida nenhuma, o hotel de dona Milinha, localizado na Avenida Rio Branco, logradouro onde eu morava.
A lanchonete de Iracema era algo fantástico, não pela localização, mas pelo sabor das deliciosas comidas, especialmente o doce de leite com algumas variações. Nós íamos àquele local quase diariamente, sempre à noite; meu amigo Zé Vieira era fanático por aquele local, e a Iracema sempre nos recebia com um sorriso a dizer “sejam benvindos”. Eu estava com 15 anos de idade. Quanta Saudade!
Fernando, o nosso Afogados da Ingazeira lhe deve muito por manter este ponto de reencontro para todos nós.
Até breve.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 23-junho-2021 / 21:34:09
Instado por amigos a escrever sobre os hotéis, lanchonetes e sorveterias de 40 a 80 anos atrás, em Afogados da Ingazeira, apenas transcrevi um pouco do que já havia publicado no meu primeiro livro "Afogados da Ingazeira - Memórias", Edições Edificantes, (2004), págs. 175/177, com outras observações.

- O Hotel Familiar (1940-1950) se localizava na praça do açougue, quase ao lado da casa de seu Miguelito. Um dos residentes naquele estabelecimento era o Sr. Manoel Ribeiro, chefe de estatísticas do IBGE local. Seu Ribeiro, conhecido por todos, tinha um bom papo, bebia socialmente e tocava violão; em outras palavras, um boêmio, mas, bem conceituado. Ele também escrevia crônicas, periodicamente, lidas ao cair da tarde ao microfone do então Serviços de Autofalantes Pajeú.

- O Hotel Afogados (1940-1950) funcionou durante algum tempo no prédio onde hoje é a Cúria Diocesana, nos fundos da Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Nesse imóvel, em 1935-1936, o Dr. Godde instalou o Sanatório Miguel Couto. Desse período só temos fotografias.

- O Hotel Cruzeiro, na década de 50, ficava localizado ao lado da residência do casal Ezequiel/Aurora Moura, na esquina com a Trav. Paulino Raphael. O proprietário era casado com uma das filhas do Sr. Zezé Correia. Um dos fatos que deixou recordação à população local, é que uma companhia teatral permaneceu lá por uns 10 dias. Isso proporcionou a oportunidade dos afogadenses conhecerem bem de perto os atores e atrizes. Esse fato representava um grande acontecimento para a pequenina Afogados.

- O Hotel Glória, de Dona Milinha, funcionava onde atualmente é a Cúria Diocesana, depois na casa de propriedade da família José Araújo (Zé Gago) e, posteriormente, em uma casa na Rio Branco, perto dos Correios.

- O Grande Hotel, depois Hotel Vencedor (1940-1960), de dona Agnela Véras Rosas (Bembém). Nos anos 1960 foi arrendado para um senhor, vindo do Recife, conhecido como “Caranguejo”. Bem conceituado e procurado pelos viajantes, oferecia acomodações e as três refeições diárias.

- Hotel do Caranguejo (1960-1970) - O Sr. Sebastião Pedro do Nascimento (Caranguejo) veio do Recife com sua família, e arrendou o imóvel - Grande Hotel de dona Bembém, que já estava idosa e cansada dos afazeres de um hotel - para dar continuidade ao serviço de hotelaria. Na época, caranguejo hospedou muitos funcionários do Banco do Brasil, atendendo, também, os viajantes que passavam por Afogados da Ingazeira. Muito bem conceituado e atencioso.

- Hotel Pajeú (1960-1970) - Seus proprietários, Seu Né e Dona Quitéria vieram de Tabira para Afogados onde se estabeleceram no ramo de hotelaria. O casal tinha 5 filhos: José Rodrigues de Lima Neto (Zelito), Ozita, Gracinha, Eliete e Adamir. Um hotel simples, mas bem cuidado, que oferecia acomodações, e as três refeições diárias. Localizava-se por trás do prédio da Prefeitura Municipal, na rua Barão de Lucena. Tendo Dona Quitéria falecido na década de 60, seu esposo continuou com o empreendimento por mais algum tempo, partindo depois para a Bahia, onde até hoje residem seus filhos.

- O Hotel Pajeú (1970), com a mudança da família de dona Quitéria/seu Né, seguiu aberto, agora com a administração da família de Salustiano Seixas da Fonseca (Salú).

- A lanchonete de Benedito Cerquinha da Fonsêca (Bené) (1960-1970) tinha a famosa galinha guisada, arroz da terra mexido, com caldo de galinha e farofa. O doce de leite era o orgulho de Bené: virava a taça e ele não caía, de tão consistente.

- Dona Iracema Bezerra (1950-1970) servia café, bolo, sopa de galinha, doce de leite liso e cortado, doce de banana e de goiaba. Seu hotelzinho foi herança da sua mãe, dona Maria Bezerra. Teve início na casa vizinha à família Luiz de Souza Cruz e, posteriormente, se mudou para a Praça Oscar de Campos Góes - hoje Miguel de Campos Góes), junto à residência de Seu Miguelito.

- Dona Tereza Biá (1950-1960) mantinha uma lanchonete no “beco de Fernando Simão”, que servia refeições, cafés e doces.

- A Sorveteria Ouro Branco (1950-1960), primeira da cidade, pertencia a Gedeão Pires Sobrinho e a Antônio de Souza Liberal (Antonio Né). Vendia-se picolés e sorvetes; uma novidade na cidade. De Gedeão, também, foi a primeira churrascaria; bem frequentada, com almoços, jantares e música ambiente.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 23-junho-2021 / 8:19:03

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-junho-2021 / 6:24:47

Oi Fernando.

E a vida continua...
Hoje pela primeira vez me senti sozinho, isolado, por uma razão muito simples: meu filho Igor, o mais velho, vendeu sua residência e se mudou para So. Carolina, viajando de carro, e acabo de receber um telefonema me avisando que eles chegaram ao seu destino, depois de três dias de viagem. É uma viagem fantástica especialmente quando trata-se de mudança; são dias de surpresas, atravessando mais de seis Estados. Graças ao nosso Deus eles já chagaram ao seu destino.
O meu filho número dois, Ivan, o mais novo, está com toda a família em New York para participarem da formatura do meu neto Sean, que estudou quatro anos na Escola Naval Americana. Estou exuberante de alegria por este fato. Ele fez bastante viagens internacionais, atravessando o Oceano Pacifico e amanha é o dia de graduação como 'Ofice da U.S.Merchant Marine'. Após graduação ele virá para o Estado de Washington, aqui na costa do Pacifico, na fronteira com o Canadá.
O Senhor Deus e Pai tem sido bondoso e misericordioso conosco, pois temos sido premiados com uma vida agradável e abençoada.
Só nos resta agradecer-Lhe e dizer Amém!
Até a próxima.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 20-junho-2021 / 7:56:50

Tomei conhecimento agora, Fernando, do falecimento de minha amiga e médica dos meus filhos, Dra. Terezinha Padilha.
Estou consternado com o fato.
Que o Bom Deus a tenha em paz no seu reino.
Aos familiares, os nossos pêsames.
Hiltinho

Hilton Batista de Oliveira <hiltondeoliveira@bol.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 18-junho-2021 / 16:29:34
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