AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Retornando...

Olá Fernando, demorei mais do que era o meu desejo, mas estou de volta depois de ver muitas coisas que publicaste no “YouTube”. Foi realmente como uma festa com diversos motivos bastante agradáveis que trouxeram muitas lembranças dos tempos idos da nossa terrinha sertaneja.
Tive oportunidade de ver coisas que não havia visto antes, bem como pessoas das novas gerações É bom saber como as coisas continuam com essa juventude que está descobrindo a vida e os seus enfeites. Tenho tido bons momentos vendo as fotos dos carnavais, principalmente quando mostram a casa onde nasci e vivi até os meus 18 anos. Foi uma visita memorável, especialmente quando estás no meio daquela multidão de conterrâneos. Fiquei com inveja...

Por aqui as coisas estão "desagradáveis", pois estamos na expectativa do que será o amanhã. Coisas que tínhamos como normais agora são duvidosas tais como os resultados eleitorais. Tenho, no entanto, mantido minha fé no Senhor Deus que tudo será de acordo com a Sua vontade, pois nada acontece neste mundo sem o Seu consentimento.
Confio que a espera será compensada, e teremos as bênçãos celestiais para nos ajudar,
Estive durante todo este tempo vendo como as coisas se desenvolvem, nos proporcionando resultados que surpreendem de maneira positiva.
Louvado seja o Senhor nosso Deus por sua misericórdia, e as bênçãos que derramam sobre nós, mesmo quando não merecemos.
Que o Senhor vos abençoe e guarde. Até a próxima!

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 23-Novembro-2020 / 11:18:55

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Novembro-2020 / 17:10:20

Antonio Ângelo da Silva Júnior
08.03.1984 - 19.11.2007

Júnior, filho de Antônio Ângelo da Silva e Lígia Barreto de Carvalho nasceu em 8 de Março de 1984 no hospital Santa Joana, Recife, PE. Primogênito do casal, foi uma criança muito desejada e amada.

(...) Os irmãos Junior e Alysson adoravam fazer trilha, no entanto a mãe sempre foi contra a prática desse esporte pelos filhos, essa aventura perigosa. No entanto o pai os apoiava, já que ele gostava desse esporte, só que ao invés de motos, a sua preferência era por trilhas de Jipe.
Alguns meses antes - em julho de 2007 -, o mais novo, Alysson, sofreu um acidente a caminho do município de Ingazeira. Ele teve um leve traumatismo craniano. Chegou a desmaiar no momento do acidente, mas quem o salvou foi Junior fazendo respiração boca a boca e em seguida trazendo-o o mais rápido que pôde para ser socorrido.

Desde aquele dia Lígia disse para os dois que nunca mais eles iriam andar de moto: "Eu sei que aquilo foi um aviso para mim. Só que ninguém me levou a sério". Eles passaram um bom tempo sem participar de trilhas. Quando se aproximava o feriado de 15 de novembro, Junior havia chegado um dia antes, à noite, em Afogados, com seis colegas do Recife. Fez aquela festa com os pais. Ele gostava de dar um abraço bem apertado que às vezes Lígia dizia que ele iria lhe quebrar.
Novamente ele fez um pedido à mãe: “Mainha, me deixe fazer trilha amanhã, pois como está perto do dia da operação eu queria fazer uma despedida da moto, já que vou passar seis meses sem poder levar sol”. E mais uma vez recebeu a autorização. No dia 15 de novembro de 2007, partiu logo cedo, todo equipado. Beijou a sua mãe e lhe disse: “Não se preocupe, mãe, pois venho e almoço com vocês”. Ela ainda brincou e disse: “Como é que se traz convidados, deixa-os em casa e vai sair sem eles?” Ele respondeu: “Eles vão tomar banho de piscina e curtir as namoradas. Deixe-me fazer o que mais gosto, depois de vocês é claro.”
Dizem os colegas que por volta do meio-dia, Junior foi pegar alguma peça da moto de um colega que caiu e não recolocou o capacete. Quando encontrou o colega que voltava à procura da peça, ele disse: “Eu a encontrei. Vamos parar ali na frente que eu lhe devolvo; só que continuou sem o capacete”. Em uma curva entre os municípios de Tavares e Juru, na Paraíba, ele sobrou e bateu com a cabeça em um tronco de árvore que estava cortada, porém não estava rente com o chão. Ali mesmo, desmaiou.
Chegou uma ambulância de Tavares e o socorreu. Levaram-no para Princesa Isabel, porém não tinha oxigênio suficiente. Pediram que a ambulância o levasse até o município de Flores/PE. Chegando lá, quem estava de plantão era uma médica da família, Dra. Mauriciana. Ela ligou dizendo que o quadro era muito sério e que deveria ser providenciado com urgência o transporte de Junior para o Recife.
Conta Lígia: “Entramos em desespero e corremos para a Casa de Saúde Dr. José Evóide de Moura e lá tivemos todo o apoio do Dr. Junior Moura, Dra. Lúcia Moura e do Dr. Saulo Silveira. Saulo e Lúcia acompanharam Júnior na ambulância até o Hospital Santa Joana, no Recife, e permaneceram juntos até o dia seguinte."
"Chegando ao Recife, às 21 horas, o Dr. Nivaldo e Dra. Débora já o esperavam para iniciar os procedimentos cirúrgicos. Eles examinaram Junior e disseram: ‘Esta operação pode durar horas ou alguns minutos; se vocês concordam, daremos início imediatamente; só não podemos garantir nada’, no que nós respondemos: ‘Façam tudo o que for possível e impossível’”.
“Só que a cirurgia durou pouco tempo e os médicos tentaram nos fazer entender que não tinha mais jeito, mas eu tinha sempre uma esperança, pois muitas pessoas entram em coma e depois de alguns anos voltam a ficar boas. Passaram-se cinco dias e nós ficamos recebendo muitas visitas, apoio de muitos amigos e conhecidos que não foram poucas. Recebemos muitas orações, fizemos muitas correntes, nos deram intenso apoio com muita fé.”

“No dia 19 de novembro às 23h40, eu atendi ao telefonema no quarto, quando o médico dizia: ‘Olhe, acabou’. E eu insistia perguntando, acabou o quê? E o médico me respondeu: ‘Seu filho não vive mais’. Foi o pior momento de toda a minha vida. Pareceu que tinham tirado alguma parte de meu corpo. Foi uma dor terrível. Ninguém pode imaginar o quanto.”
"Que ironia do destino, no mesmo hospital Santa Joana que ele veio ao mundo, naquele mesmo hospital ele se despediu desta vida. Nessa hora, chegavam ao nosso quarto o dr. Alberto Nogueira e Lúcia e dr. Cláudio Nogueira que era padrinho de crisma dele e se gostavam muito. Providenciaram tudo para o sepultamento, pois eu e o pai não tínhamos mais condições para nada. Estávamos dormentes.
Não conseguíamos acreditar que tudo aquilo estava acontecendo em nossa família. No dia 20 de novembro, chegamos a Afogados da Ingazeira para o sepultamento que ocorreu às 17 horas no Cemitério São Judas Tadeu. Dizem que tinha uma multidão acompanhando. Nós não conseguíamos ver ninguém. Uma coisa nos confortou muito onde todos diziam que Junior era um menino bom. Que ele seria um grande homem. Veio gente de várias regiões de Pernambuco, Paraíba e até de Salvador/BA.”

“Como nosso filho era querido. Como é bom saber que de alguma forma o educamos e o criamos como uma pessoa tão bondosa e querida por todos, seja aquele mais humilde ou o mais afortunado. Hoje convivemos com uma saudade eterna e procuramos não ficar tristes, pois onde ele estiver eu sei que o mesmo só queria para mim e o pai, muita alegria. E nós tentamos, porém é difícil um dia você estar bem e em outro você desmorona. E assim os dias vão passando.”

“Por fim, concluo com esta mensagem entregue a mim no hospital nos últimos dias do coma de Junior por uma moça cujo nome era “Isabel Ribeiro”. Pena que depois desse encontro eu nunca mais a vi. Gostaria de reencontrá-la, mesmo através de um telefonema. Ela me impressionou tanto que aqui quero deixar registrado na biografia. “

“De que são feitas as pessoas?

Muita gente pensa que são feitas de pele, órgãos e ossos. Outros pensam que são o que são pelos bens que têm. Alguns pensam que são feitos de aço, e outros parecem feitos de um material muito frágil.
Quando a gente pensa na falta que uma presença faz, até quase acreditamos que somos feitos do que é palpável, seja corpo, seja dinheiro, seja tudo o que se pode tocar. Mas, se a gente pensa melhor, chega à conclusão que tudo o que tocamos tem fim.
Então, do que somos feitos? Somos feitos de nossas atitudes, do modo como agimos e sentimos na vida. É isso que deixamos registrados na cabeça e no coração das pessoas.
Como eu descobri isso? Hoje, estive na sala de espera de uma UTI e presenciei uma cena muito bonita. Que talvez aconteça em algumas salas de UTI, mas foi ali que eu descobri do que somos feitos. Na sala, muitas pessoas esperam para visitar um jovem que havia sofrido um acidente e seu quadro era muito grave. Várias pessoas, conhecidas suas, vieram até o hospital. Muitos vieram de longe para vê-lo. Os amigos, também muitos jovens deixaram de lado o final de semana para vê-lo. Os parentes, os conhecidos, todos estavam ali para visitá-lo. Até os pais tiveram que ceder seu pouco tempo de visita ao filho para os outros.
O que move tanta gente? O que desperta o sentimento de solidariedade na dor e até na prece, até em quem não o conhece? De onde surge a força dos pais para ceder seu pouco tempo com o filho para os outros? Foi o corpo do jovem? Foi o dinheiro do jovem? Foram as palavras dele?
Não. Foi o que ele representou na vida de cada uma daquelas pessoas que estavam ali para levar um carinho no pé, um aviso de espera, uma oração, um olhar, uma mensagem de força. Foram as atitudes que esse jovem diante da vida e daquelas pessoas que levaram todos até ele. E as atitudes, ao contrário de tudo que é palpável, não se acabam nunca.
É delas que são feitas as pessoas de verdade. E quem reconhece isso em si e nos outros não acredita no fim." (Isabel Ribeiro)

[Neste 19 de Novembro, às 23h40, completou-se 13 anos da sua partida.]

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Novembro-2020 / 15:59:28
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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-Novembro-2020 / 14:45:17

Glauco Vinícius Pires Pereira

Há 35 anos - 10 de novembro de 1985 - aos 14 anos e 10 meses, perdíamos Glauquinho, filho de Paula e Célio, vítima de atropelamento por um taxista, em Olinda, quando se dirigia à praia para curtir o domingo entre amigos.
Hoje estive conversando com tia Paula, sua mãe, e ela me disse: "É uma saudade que dilacera o coração!"
A saudade é imensa!
Que o Pai eterno o tenha em Sua glória.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Novembro-2020 / 9:14:29

Aurélio Pires Ferreira, meu querido e inesquecível avô,
estaria completando, neste 1º de novembro, 117 anos.


No povoado Espírito Santo (Tabira), nasceu, no 1º dia de novembro de 1903, Aurélio Pires Ferreira. Era mais um filho do casal Raimundo Ferreira Lima e Josepha Leopoldina Pires de Lima.
Aurélio, como os demais garotos de sua época, teve uma infância marcada por grandes sacrifícios. Oriundo de uma família pobre do sertão de Pernambuco, muito cedo teve de ajudar os pais nos trabalhos domésticos e no trato da terra. Passou a infância entre os povoados Espírito Santo e Ibitiranga – Carnaíba (PE).
Trabalhou, estudou (o primário, apenas) e viveu com dignidade. Mais tarde ele conheceu aquela que veio ser sua legítima esposa. Em 25 de janeiro de 1925, Aurélio se casou com Ozana Clara de Jesus. O casal teve os filhos: Erotides, Agenor, Elizeu, Ivonete, Paula Frassinette, Daria Lúcia, e adotou Antônio e Maria Aparecida.
Nos primeiros anos de casado, Aurélio morou no povoado de Ibitiranga. Depois se mudou com a família para Tabira. Nesse período, foi nomeado Comissário de Polícia, indo destacar em Solidão (PE). Somente no ano de 1944 foi que ele fixou residência em Afogados da Ingazeira.
Nessa cidade Aurélio abriu próspero armazém com vendas a grosso, o que o obrigou a empreender inúmeras viagens ao Maranhão, em busca de arroz, e à Bahia, com o objetivo de comprar milho e feijão. Era proprietário de caminhão (não sabia dirigir) e o fato de ter transporte próprio, facilitava o desenvolvimento do seu comércio. Homem dinâmico e trabalhador, em pouco tempo Aurélio era considerado um comerciante afortunado. O tempo, porém, opera mudanças drásticas na vida das pessoas. Alguns janeiros depois, já no ano de 1964, Aurélio percebeu que seu comércio estava em declínio. Fechou, então, o armazém e abriu um bar e sorveteria. Era, pois, este bar e sorveteria o ponto mais frequentado na cidade, notadamente pela juventude e por algumas autoridades (médicos, prefeito, comerciantes, professores, etc.)
No salão desse novo empreendimento existiam mesas de sinuca e bilhar para os apreciadores do jogo saudável, para os momentos de lazer. Lá, também, se realizaram bailes de carnavais e festas de final de ano que se tornaram tradicionais.
Começando a sentir o peso da idade, Aurélio decidiu que estava chegando a hora de novamente mudar de profissão. Bom marido e ótimo pai que era, preferiu ouvir o que a família tinha a dizer a este respeito, antes de tomar qualquer decisão. Todos concordaram que ele deveria procurar outro meio de vida que exigisse menos esforço e não lhe desse tanta preocupação, quanto o bar e sorveteria dava. Aurélio passou o ponto adiante e, passou a residir na propriedade Serrinha, nas proximidades de Ibitiranga, onde se instalou com a esposa, posto todos os seus filhos já estarem casados. Ali desenvolveu tranquilo e feliz a lide de agricultor, até o final de sua existência.

Era o dia 13 de maio de 1972, quando esse homem bom e modesto emitiu seu último suspiro, aos 68 anos de idade, em meio a uma forte crise de angina. Está sepultado no cemitério São Judas Tadeu em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Novembro-2020 / 8:07:35

Dois anos sem o seu João Olegário Marques

João, filho dos agricultores Francisco Olegário Marques e de Antônia Raimunda da Silva, nasceu no sítio São João, Afogados da Ingazeira, no dia 8 de fevereiro de 1928. Seus pais tiveram dez filhos e filhas: Sebastião, Izaías, Maurício, Eleodório, João Olegário, Antônio, Beatriz, Tereza, Maria e Ana.
Pela dificuldade de educadores na época, nunca frequentou uma Escola, mas aprendeu a assinar o seu nome e operações básicas de matemáticas na vivência do dia a dia. A sua vida não foi nada fácil, pois no final dos anos 1930, ainda criança, numa grande seca que assolou a região, teve que migrar com os irmãos para Garanhuns a fim de adquirirem recursos para as necessidades da família.
Naquela década, juntamente com três irmãos de 18 a 20 anos, devido à seca que grassava a nossa região, para ajudar aos seus familiares, tendo em vista a família ser pobre, pediram ao seu pai para trabalhar em Garanhuns. Viajaram, não de automóvel ou na garupa de algum animal, mas “a pé”, para trabalhar nos roçados de milho e feijão daquela região. Conta que não foram somente eles a emigrarem; muita gente também percorreu o mesmo caminho e até mesmo para Viçosa e outras cidades, no estado de Alagoas.
Tendo em vista Garanhuns não estar passando por calamidade, foi o local escolhido. Ficaram por lá, trabalhando em várias fazendas, na modalidade de empreitada, pois a diária era muito baixa. Depois de algum tempo enviaram para o seu pai cinco sacos de feijão e algum dinheiro.
Permaneceram uns oito meses naquela região, quando retornaram para Afogados da Ingazeira, pois seu pai os havia chamado, tendo em vista o início das chuvas, mas a situação ainda não era das melhores. No retorno, caminharam durante quatro dias, dormindo pelo mato e comendo algum “breboto” e, à noite, cozinhavam o feijão, a única alimentação consistente do dia. O seu João foi enfático ao dizer “chegamos aleijados das pernas”. No retorno, trabalharam ainda em “frentes de serviço” no São João e arredores.
Em 20 de janeiro de 1947, contraiu matrimônio com dona Maria das Dores Pires, em Ibitiranga, que há alguns anos havia ficado viúva, com oito filhos pra criar, e que necessitava de um companheiro que lhe amasse e a ajudasse a criá-los. Seu João foi um verdadeiro pai para a prole da esposa. Mas, para se completar, necessitava ter seus filhos de sangue. E vieram três: José, Deusdedite e Josete.
Tendo dona Maria das Dores falecido em 12 de outubro de 1987, e sentindo-se só, um ano depois conheceu Ana Lúcia Magalhães, moça iguaraciense, com quem namorou durante alguns meses e, em 30 de maio de 1988, contraiu novas núpcias na capela do Colégio Normal de Afogados da Ingazeira. O celebrante foi o padre João Carlos Acioli Paz. Desse relacionamento não tiveram filhos.
Seu João disse que os grandes momentos da sua vida foram os seus dois casamentos e os filhos.

Devido aos problemas de saúde, e a idade avançada, faleceu em Afogados da Ingazeira no dia 30 de outubro de 2018.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Outubro-2020 / 21:33:35
Hello Fernando!

Gostei demais das fotos aéreas da nossa cidade mostrando a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Tenho dado atenção a este tópico por uma semana, pois mesmo distante com 5 horas de diferença no fuso horário e, mais ainda, a distância em anos passados, é sempre uma alegria rever aquela igreja onde cresci e me desenvolvi até os 18 anos.
As memórias estão bem vivas dos casamentos, das festas de fim de ano, da banda de música tocando durante as festividades, e, sem dúvida nenhuma, relembrando os amigos contemporâneos que cresceram no mesmo cenário de amizade e solidariedade. É doloroso relembrar e sentir-se distante, mas na mente está tudo como se fosse hoje. Algumas lágrimas correm e fico imóvel e sem ninguém para trocar ideias das lembranças que tomam o todo de mim. Só me resta orar ao Senhor Deus, e agradecer-lhe pelos momentos grandiosos que tem me concedido, e repetir “Glória, glória, aleluia”, amém!
Caro amigo, tenho muito para agradecer-lhe pela atenção e oportunidade que me proporcionas para reviver momentos tão preciosos na vida deste velha guarda.
Um abraço, e até a próxima.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 20-Outubro-2020 / 6:14:43
Prezado amigo Fernando:

Vi e gostei do Vídeo que você me enviou. É muito bom, especialmente para quem vive longe de nossa terrinha. Muito obrigado.
Mais uma vez lhe digo: o que se fala o vento leva; o que se escreve fica para a sociedade futura. Se não se escreve entra no túnel do esquecimento.

Acredito que você não tem conhecimento de um fato trágico que aconteceu com a família Liberal em 1924, que minha inesquecível mãe me contava. O casal Nunes Mariano, genitor dos filhos 'Massal", Alexandre, Manoel, Sebastião, Chico e Antônia, residia no sítio Barras, localizado no encontro do rios da Volta e das Varas, dando origem à barragem do Rosário, próximo do sítio Carro Quebrado, onde minha inesquecível mãe nasceu.
O filho "Massal" negociava com compra e venda de gado. Era amigo e sócio de Né Liberal, pai de Dona Davina, Sinhá (Mãe de dona Creuza), Abigail (mãe de Petain), Maria Né e Antônio (pai de Ana e Augusto Liberal). "Massal" convidou Né Liberal para comprar uma boiada, e recomendou que levasse o dinheiro, pois o dono dos bois só vendia a dinheiro. "Massal" combinou com um "amigo" para assassinar e roubar Né Liberal, e marcou encontro nas imediações do sítio Aroeiras - hoje barragem do Rosário. Né Liberal selou sua burra em Afogados da Ingazeira e partiu para o encontro da morte. Após o trágico crime, "Massal" foi para a casa de seus pais e, segundo sua mãe revelou para minha avó que eram vizinhas, ele passou a noite seguinte se levantando (inquieto)... O negro foi para sua casa, reagiu a prisão e foi morto pela polícia.
"Massal foi julgado em Afogados da Ingazeira e pegou a 30 anos de prisão, tirados na antiga Casa de Detenção de Recife, onde foi chefe da oficina da sapataria.
Né Liberal era irmão de Gedeão Liberal, casado com Dona Nozinha. Gedeão Pires Liberal e Nozinha tomaram a iniciativa de adotar a criança Abigail Liberal, mãe de Petain. Antônio Liberal, filho de Né Liberal, casou-se com a filha do Juiz Augusto Santa Cruz de Oliveira.
Conheci o senhor Antônio Liberal (Antônio Né), na década de 50, explorando uma sorveteria em Afogados da Ingazeira.
(19.04.2020)

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Uma curiosidade

O saudoso Luiz Ferreirão , mestre de obras da construção civil, responsável pela construção do belo prédio do Cine Pajeú (déc. de 40); da reforma do prédio do Palácio Episcopal; da construção da casa de Dr. Jesus, e outras grandes construções de Afogados da Ingazeira, quando jovem era um famoso jogador de futebol em Afogados da Ingazeira. Na época havia um grande jogador de futebol, a nível estadual ou nacional, conhecido por ‘Ferreirão’. Daí veio o sobrenome pelo qual ficou conhecido: Luiz Ferreirão.
Ele pertenceu à numerosa ‘família Barbosa’ do Sítio Pacus e adjacência de Afogados da Ingazeira, onde o escritor ‘Gonzaga Barbosa’ deixou o mundo dos vivos.
Fonte: Sr. Jonas Barbosa, primo legítimo de Ferreirão.

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Recordando

No 1º de janeiro de 2010, me encontrei com José Eurico Sanzzoni (o saudoso Zé Preguiça), na calçada da casa de Inês Nazário, na praça Mons. Alfredo Arruda Câmara, em Afogados da Ingazeira. Na oportunidade, ele me informou que as primeiras usinas de beneficiamento de algodão e geração de energia elétrica de Afogados da Ingazeira foram introduzidas, e de propriedade de seu pai, José Camilo Sanzzoni. As usinas eram movidas por caldeira, cuja matéria prima era lenha. Posteriormente, essas usinas foram vendidas para o Sr. Severino Pereira. O sr. José Camilo Sanzzoni foi casado com Dona Beliza Amaro Sanzoni, que ainda a conheci residindo em Afogados da Ingazeira, com 4 filhos (Zé Preguiça, Maria Socorro e Izaura), mas já viúva, residindo em uma casa situada por traz da atual Câmara de Vereadores de Afogados. O sr. José Camilo ou dona Beliza Sanzzoni era da família Rabelo do Vale do Pajeú.
Conheci o saudoso Zé Preguiça, com uma tropa de jumentos, carregando água do leito do Rio Pajeú e lenha do Riacho da Onça, para vender na cidade, e assim ajudar nas despesas da mãe, Dona Beliza, e das irmãs.
Faleceu, mas deixou um ‘legado’ em Afogados da Ingazeira – O hotel de Brotas -, que a cidade precisava há muito tempo.

Joaquim Nazário <nazariodeazevedo@yahoo.com.br>
Teresina, PI Brasil - 18-Outubro-2020 / 9:48:01

Horácio Pires de Lima
1937-2019

Há um ano (12 de outubro de 2019) falecia Horácio Pires.
Quando de uma das nossas visitas a Afogados da Ingazeira, em 12 de agosto de 2010, fizemos uma entrevista com ele, em áudio, quando nos contou passagens da sua vida.
Segue a transcrição:

Filho de Joaquim Galdino da Silva (agricultor) e de Maria das Dores Pires de Lima (costureira), nasceu no sítio Caiçara, distrito de Ibitiranga, na então Carnaíba das Flores, em 14 de abril de 1937. Seus pais se casaram em 1927 e formaram uma prole de oito filhos: Maria nasceu em 1928, José Pires (Zezito) em 1930, Juarez em 1933, Jurandir em 1935, Horácio em 1937, Luiz em 1939, Socorro em 1941 e Maria da Paz em 1943.

Na véspera de São Pedro de 1944, à tarde, no sítio Jiquiri/Maravilha, no município de Afogados da Ingazeira, onde residiam, Joaquim pediu à esposa que chamasse os pais dela - Raimundo Ferreira de Lima e Josefa Pires (Moça) - que moravam a uns 100 metros da sua casa, e que eles trouxessem uma vela, pois ele sentia que a sua hora estava chegando. Ela chamou o filho Juarez para que ele fosse buscar os avós. Quando chegaram, Joaquim disse ao sogro que estava nos seus últimos momentos e que ele cuidasse de Jurandir: “ele é seu”, disse, e pediu que também cuidassem dos outros sete filhos para que não passassem necessidades, no que foi atendido.

Nesse momento Horácio estava num açude, cuidando do arrozal, batendo numa lata para afugentar os passarinhos, quando, às quatro horas de tarde ouviu uns gritos em sua casa; então ele correu para ver o que se passava, quando então soube que o seu pai havia falecido. A causa de morte foi o acometimento de uma febre.

A caçula dos filhos, Maria da Paz, contava 11 meses de idade quando ficou órfã de pai. Naquela época a família passava por grandes dificuldades, pois morava em uma região desprovida de um mínimo de assistência, inclusive a médica. Com o falecimento do esposo, dona Maria das Dores retornou para o sítio Caiçara, Ibitiranga, pois era onde ela tirava o ganha-pão da família na confecção de roupas para a comunidade.

Em virtude de ter ficado órfão de pai, aos sete anos de idade e em vista das dificuldades que a família passava, Horácio disse não ter conseguido estudar nem o primário na sua totalidade, pois necessitava ajudar a mãe. Mesmo assim, fez o curso de Admissão ao Ginásio no Mons. Pinto de Campos (que na época funcionava onde hoje está instalada a Cúria Diocesana), mas não deu prosseguimento aos estudos. O que sabe, “aprendeu na escola da vida”, disse.

Lembra-se das suas primeiras professoras: dona Nelcy Bezerra (que ensinava na Escola Municipal que funcionava na residência dela) e de dona Gerusa Barbosa (no Grupo Escolar Estadual).

Tendo ficado viúva e com oito filhos menores para criar, dona Maria das Dores teve que trabalhar duro para sustentá-los, fazendo-o com muita dignidade. Alguns anos depois ela se casou com o sr. João Olegário Marques – que se revelou um ótimo marido e cuidou dos filhos dela como se fossem seus. Desse relacionamento nasceram mais três filhos: José, Deusdedith e Josete.
Jurandir, o quarto filho, ficou residindo no Jiquiri com os avós, ajudando no transporte do leite, de propriedade do seu tio Severino Pires, para Tabira. Tendo Jurandir concluído o primário, Severino Pires o chamou para trabalhar na sua mercearia em Tabira. Algum tempo depois, José Pires Sobrinho (Zequinha), outro tio, percebendo a desenvoltura de Jurandir, pediu que Severino o entregasse aos seus cuidados, trazendo-o para trabalhar na Loja que adquiriu de Zé Torreão em (1947), em Afogados da Ingazeira.

A nova Loja do Povo inicialmente foi gerenciada por Gedeão Pires Sobrinho durante dois anos; depois por Agenor Pires por mais dois anos e, algum tempo depois, entregou essa loja aos cuidados de Jurandir, para gerenciá-la, tendo Horácio como funcionário e assistente. Essa loja se localizava na Praça Domingos Teotônio, 178 (atual Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara).

Passados alguns anos, o jovem Jurandir, com sua dinâmica nos negócios, conseguiu crescer no posto ocupado a ponto estar negociando a aquisição de uma pequena casa nas imediações da loja de tecidos da qual era gerente. Sabendo disso, Zequinha imaginou que ele estaria especulando se estabelecer com uma loja no mesmo ramo que, evidentemente, lhe faria concorrência. Em vista disso, ele ofereceu a loja para que Jurandir a adquirisse, mas teria que ser à vista. O rapaz respondeu que não teria condições, pois não tinha o dinheiro, como era sabido, mas Zequinha foi intransigente: só venderia à vista.

Sabedores do fato, os senhores Miguel de Campos Góes (Miguelito) e Augusto Lopes dos Santos (Dóia fumeiro) intermediaram a negociação no sábado seguinte, durante a feira semanal de Afogados da Ingazeira.

Conversando com Zequinha, pediram-lhe para realizar a transação, assegurando que no mês em que o compromisso não fosse cumprido, eles assumiriam a responsabilidade da prestação e que o sr. José Pires Sobrinho não teria prejuízo algum.

Nessa condição Zequinha ficou mais maleável e vendeu a loja por Cr$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros) divididos em 11 parcelas de Cr$ 1.000.000,00 (um milhão de cruzeiros). A sociedade foi formada por Jurandir com 95% (noventa e cinco por cento) e o irmão Horácio Pires com 5% (cinco por cento). No ano seguinte, com a prosperidade do negócio, Horácio já estava com 10% na sociedade criada.

Foram-se passando os anos e, com o êxito nas vendas e o crescimento empresarial, o irmão mais novo já contava 25% (vinte e cinco por cento) de toda a Firma Jurandir Pires Galdino e Cia.

A prosperidade da Firma era visível. Abriram filiais em Triunfo, Tabira, Serra Talhada, tudo coordenado por Horário Pires. Mas, a instalação de uma loja em Tabira magoou Zequinha Pires que havia dado ‘a mão’ aos irmãos e eles agora seriam concorrentes em sua cidade.

A Firma Jurandir Pires Galdino e Cia, em Afogados da Ingazeira, foi administrada pelos sócios até 1970, quando Jurandir se mudou definitivamente para o Recife.

Em 1982, numa das viagens de Horácio à capital pernambucana, Jurandir indagou ao irmão sobre uma nota que havia saído no Diário de Pernambuco dizendo que o empresário Horácio Pires seria um dos prováveis candidatos a prefeito de Afogados da Ingazeira, o que não agradara ao sócio majoritário. Horácio, então, lhe disse que foi uma nota não autorizada, mas que não havia dado atenção, no que Jurandir lhe disse que se ele entrasse na política, a sociedade seria desfeita.

Em vista da impulsividade, Horácio retrucou imediatamente, respondendo que “a sociedade estava desfeita a partir daquele momento”, no que o irmão tentou acalmar os ânimos, mas ele não voltou atrás. As lojas de Afogados da Ingazeira ficaram com Horácio e as do Recife com Jurandir.

Aos 32 anos, já homem maduro, Horácio conheceu uma garota que veio para Afogados juntamente com os familiares para visitar um parente. Por não conhecerem a cidade, pediram ajuda a Horácio, que se encontrava nas imediações da agência de ônibus - ainda não existia Rodoviária em Afogados da Ingazeira -, para que os orientassem como chegar à casa de Cleodon. Ele, já de olho naquela garotinha de 18 anos, se prontificou a levá-los em seu automóvel.

A partir daí começou a paquera. Se apaixonou... e, no ano seguinte, no dia 28 de fevereiro de 1970, num dia chuvoso, na Igreja Católica da Estrada de Belém, no Recife, contraiu matrimônio com aquela que seria a mãe dos seus 4 filhos. O primogênito, Plínio, nasceu em 2 de março de 1971. Depois nasceram Patrícia, Horácio Filho e Petrúcia.

Horácio Pires, homem dinâmico e empreendedor, administrou as suas lojas com a ajuda da esposa e dos filhos, até os seus últimos dias.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-Outubro-2020 / 14:44:50


Imagens Aéreas de Afogados da Ingazeira - Cedidas por Jefferson Vasconcelos que sempre que vai a Afogados da Ingazeira nos presenteia com seus vídeos aéreos e os divulga através do YouTube no "TartaDrone".

Veja o Álbum, clicando AQUI

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 12-Outubro-2020 / 19:37:18

Dia do Nordestino...

Isto é uma boa novidade para mim. Não sei quem é o responsável, mas gostei muito dessa iniciativa, pois também é o meu dia.
A anatomia apresentada do nosso linguajar característico é genial e nos trás muitas recordações e lembranças que só o nordestino sente.
Vejo-me agora na nossa casa, ajudando meu pai a fazer sapatos a alpercatas. Os amigos passavam por aquela Travessa (Paulino Raphael) e paravam para falar com ele, seu “Zaquié”.
- Como está o senhor?... perguntavam.
Ezequiel era o nome dele, mas, um bom número de pessoas amigas pronunciava seu nome assim. Eu dava muitas “risadas” em consequência ao pronunciamento, mas era tudo aceito de bom grado.
Quanto à imagem que enviaste sobre a descrição das partes do corpo humano (termos usados pelo nosso povo), é fantástica; relembrei os nomes, e a emoção foi grande, pois estas são recordações de tempos idos... há mais de 70 anos,
Agradeço ao Senhor Deus pela oportunidade de compartilhar com os amigos desta página os preciosos tempos idos e abençoados pelo Senhor Nosso Deus.
Até a próxima!
(9 de Out. de 2020)

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 10-Outubro-2020 / 13:51:34

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Outubro-2020 / 10:30:40
O 100º aniversário de Cícero Amorim

Imagens enviadas por Carlinho de Lica.
O evento se inicia a partir dos 20 minutos...

Percebe-se que as imagens ainda não foram editadas...

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Outubro-2020 / 10:10:45

DOAÇÃO DE SANGUE - Adalva de Siqueira e Silva Amaral - Hospital UNIMED

Recebi há pouco, uma mensagem através do WhatsApp, informando da necessidade de doadores para a nossa conterrânea, professora Adalva. Faltam, ainda, umas 50 (cinquenta) doações
Quem se dispuser a realizar esse ato tão nobre, deve se dirigir à
Rua Dom Bosco, 723 - Boa Vista, próximo à Praça Chora Menino, em frente ao SAMU, no Recife (PE)

Horário: 7h às 18h
Telefone (81) 3972.4050.
Estacionamento para Doadores no local

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 8-Outubro-2020 / 10:29:22
Olá Fernando Pires.

Caro amigo, suas notícias chegam sempre em horas oportunas. Estive pensando em escrever durante a semana inteira e você me acordou neste momento. Quando tudo parece estar indo em diferente direção, você sempre me dá razões para vir a esta página e desabafar. Este vídeo que me enviaste, do grupo cantando “Luar do Sertão” [não há ó gente, ó não, luar como esse do sertão...] tem sempre aquele efeito em despertar em mim um mundo de saudades e alegrias que me fazem gritar de prazer e das lembranças agradáveis.
Passei esta manhã fazendo algumas compras, pois sabia que meus netos viriam passar o dia conosco, bem como nosso filho primogênito e o pai dos garotos, quando abri o e-mail imediatamente gritei: “Boas novas, venham ver!”

Eles vieram me ajudar no jardim, limpado, cortando e fazendo reparos na cerca que nos separa dos vizinhos na área norte. Tivemos que parar o labor pois estamos sofrendo temperaturas muito elevadas (106 graus Fahrenheit), é muito desconfortável; resolvemos que deveríamos parar e retornar na próxima semana, pois a previsão é de temperatura mais agradável.

Aqui a situação política está com tensões elevadas; tem havido muita bagunça em várias cidades controladas por “democratas” que no começo aceitavam sem questionar, mas finalmente perceberam que estavam perdendo votos, e assim vai.

Tenho acompanhado o trabalho da transposição do São Francisco e me emociono ao ver como tem sido um sucesso contínuo, e o Nordeste tem sido muito beneficiado. Aleluia, amém!

Caro amigo, retornarei novamente em breve, pois como já mencionei, suas mensagens são como chuvas de Outono que muito me agradam
Desde já um grande abraço, e que o Senhor Deus vos abençoe e guarde.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 2-Outubro-2020 / 22:49:04
Contatos:

(81) 9.9698.8585
miltongilbertobo@yahoo.com.br

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 2-Outubro-2020 / 8:53:59

Iracema Salvador Silva
(Estaria completando 102 anos)

Quando criança, anos 1960, eu ajudava o meu pai no seu comércio na Praça Domingos Teotônio, 54, em Afogados da Ingazeira. Todas as tardes ia até o hotelzinho de dona Iracema, que se localizava numa casa vizinha à Loja de Horácio Pires, deliciar o seu doce de leite com bolo. Lembro-me muito da sua atenção aos clientes e amigos.
Pouco antes do seu falecimento a visitei na casa de Ceiça, sua filha, no primeiro andar na Senador Paulo Guerra.

Há alguns anos, conversando com Ceiça, recebi essas informações:
Em Afogados da Ingazeira, no dia 23 de setembro de 1918, nascia Iracema, filha de José Bezerra da Silva e Maria Bezerra da Silva. Quando ainda criança, sua família foi residir em Triunfo. Naquela cidade iniciou seus estudos primários e contava haver presenciado algumas vezes a passagem de cangaceiros pelas serras triunfenses.
Já moça feita, a família retornou à terra natal, onde se estabeleceu.
Na cidade conheceu o jovem Abdias Salvador da Silva com quem namorou e, em 31 de julho de 1943, casou-se na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Tiveram seis filhos: José Edson, Maria da Conceição, Vilma Lúcia, Maria de Lourdes, João Vianey e Maria da Fátima Salvador.

Ela, católica praticante, fazia parte da Legião de Maria. Era uma mulher guerreira, lutadora, carinhosa e alegre, desfrutava de grande amizade na cidade. Trabalhava incansavelmente para sustentar os filhos, tendo em vista que, algum tempo depois do casamento aconteceu a separação do casal.

Para sobreviver, explorava um ponto de café – lanchonete - onde servia doces diversos, inclusive tradicional doce de leite, cafés e sopas à noite.

Somente com a aposentadoria veio a desfrutar de algum lazer, viajando para Brasília, Maranhão e para o Recife. Gostava de viver intensamente.

Em decorrência de um CA com metástase, falência múltipla dos órgãos, faleceu há 17 anos, no dia 28 de julho de 2003, em Afogados da Ingazeira, sendo sepultada no cemitério de São Judas Tadeu.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Setembro-2020 / 16:30:25

Dom João José da Mota e Albuquerque

Neste 2020, 107 anos do seu nascimento; 33 do seu falecimento

Natural do Recife, nasceu no dia 27 de março de 1913. Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e Aline Alice Ramos da Mota e Albuquerque, ainda na infância passou a residir em Nazaré da Mata. Desde cedo demonstrou interesse pelas coisas da Igreja. Seus pais, católicos fervorosos, contribuíram para a firmeza da sua vocação
No seminário de Olinda estudou as ciências eclesiásticas e se aprimorou em sua formação espiritual e humanística revelando-se um levita talentoso. Na Catedral de Nazaré recebeu o presbiterato com a imposição das mãos de Dom Ricardo Ramos de Castro Vilela, no dia 28 de abril de 1935. Tinha 22 anos de idade. De imediato recebeu a provisão de Capelão do Colégio Santa Cristina, chanceler da Cúria e, em seguida, de Vigário de Nazaré, função que exerceu com zelo pastoral e empenhou-se, intrepidamente, nos trabalhos da construção da Catedral. Seu paroquiato durou apenas dois anos.
O seu sacerdócio foi realizado, plenamente, na educação da juventude. Ocupou um lugar no Egrégio Colégio dos Consultores da Diocese e mestre de cerimônia do sólio episcopal.

Aos 43 anos foi nomeado bispo de Afogados da Ingazeira. Três meses depois - em 28 de abril de 1957 - recebeu a ordenação episcopal. No dia 19 de maio de 1957 chega Dom Mota para tomar posse na diocese recém-criada, sendo recepcionado com todas as honrarias merecidas. Um dia de glória para a cidade ao receber o seu primeiro bispo. As cidades circunvizinhas também se fizeram presentes, através das autoridades e fiéis que as representavam.

Em pouco tempo, Dom Mota, homem de educação fina e singular gentileza, conquistou a amizade de todos. Visitava as famílias e demonstrava particular interesse pelo rebanho que por Deus lhe fora confiado. Preocupado com a carência da região, principalmente no que se refere à área da saúde, empenhou-se, juntamente com o Mons. Arruda Câmara, na criação de um hospital/maternidade, conseguindo assim a Unidade Mista Emília Câmara, o que muito beneficiou o município e cidades vizinhas.

Deve-se também a ele, o avanço que a cidade teve na área da comunicação, com a instalação da Rádio Pajeú de Educação Popular, tendo como meta principal minimizar o índice de analfabetismo da região na zona rural, mediante um programa de alfabetização de adultos, através da Rádio, programa que veio se concretizar já com o segundo bispo da Diocese, Dom Francisco. Com a criação da Rádio Pajeú, Dom Mota trouxe para Afogados da Ingazeira seu antigo aluno Waldecy Menezes que, com alta competência, conduziu a emissora por bastante tempo.

A inauguração da Rádio foi marcada por um evento muito significativo para a cidade: a realização da Semana de Medicina Preventiva. Médicos, enfermeiros e profissionais da área, vindos da capital, realizavam conferências, palestras e debates, na Escola Normal, sob a coordenação do Dr. Aloísio Sanches. Com isso Dom Mota deixava transparecer o seu empenho no sentido de colaborar para o crescimento da cidade em todos os níveis.
O que marcou, de fato, a sua passagem por Afogados da Ingazeira, foi a Rádio Pajeú. Este foi o grande legado que ele nos deixou. A criação do "Pré-Seminário" ou seminário menor, foi uma manifestação do seu particular interesse pela formação de novos candidatos ao sacerdócio.

(...)
Promovido a Arcebispo Metropolitano de São Luiz do Maranhão, exerceu o seu Ministério até 1984, com 71 anos de idade. Em vista da saúde debilitada, aguardava a idade canônica para renunciar à Arquidiocese e voltar a Pernambuco, mas a enfermidade lhe foi traiçoeira e cruel, exigindo que a renúncia acontecesse antes dos 75 anos, e isso não estava nos seus propósitos.
Tornando-se Arcebispo Emérito, veio sofrer a sua paixão e morte no Recife, vivendo, porém, intensamente, e até as últimas consequencias, o seu lema episcopal .
Faleceu santamente no Senhor, em 12 de setembro de 1987, com 74 anos de idade, na capital pernambucana, sendo ministrados os sacramentos dos enfermos. Seu corpo foi trasladado para Nazaré da Mata. Dom Jorge Tobias de Freitas, então titular daquela Diocese, empenhou-se no sentido de que todas as honras lhe fossem prestadas, na forma do ritual romano.
O féretro partiu da Igreja de Santa Terezinha à entrada de Nazaré da Mata e a Santa Missa exequial celebrada ao ar livre, em frente à Igreja Mãe, com a homilia pronunciada pelo seu predecessor do sólio maranhense, Dom Paulo Eduardo Ponte, presentes autoridades locais, familiares, clero diocesano e religioso, religiosas de várias congregações, estudantes e grande número de fiéis. Findo o ato religioso, foi o seu corpo inumado, no interior do templo, esperando a dia da ressurreição, prometida pelo Senhor.

(...)
Em 22 de dezembro de 2006, dezenove anos após o seu falecimento, com autorização da família e da diocese de Nazaré da Mata, seus restos mortais foram trasladados e sepultados na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira. A missa de traslado, com a participação do clero de Nazaré, foi presidida pelo bispo dom Pepeu de Afogados da Ingazeira.
Como parte das comemorações do Jubileu de Ouro da diocese de Afogados da Ingazeira, foi construído o Museu Diocesano - localizado no prédio do antigo seminário menor - com exposição de vestes, pertences e fotografias de momentos dos seus dois primeiros bispos.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Setembro-2020 / 9:56:23
Há 30 anos, no dia 13 de setembro de 1990, professores, alunos do Colégio Normal Estadual (CNE), familiares e amigos comemoraram o 66º aniversário de dona Ione de Góes Barros.
Ela faleceu em 22 de julho de 2011, aos 86 anos de idade (20 anos depois).

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Setembro-2020 / 8:48:27

Você sabe onde fica o sítio Portásio?
Tem alguma informação sobre a família Conceição ou Matias ou Vicente?


Minha avó nasceu em Afogados da Ingazeira em 1945 no Sítio Portásio. O nome dela é Olivia da Conceição Matias. Seus pais são Joaquim Matias Filho e Sofia Luisa da Conceição.
Avós paternos Joaquim Matias e Antônia Maria Rosa da Conceição. Avós maternos Manoel Vicente e Luisa da Conceição.
Estou montando minha árvore genealógica para saber mais sobre minha descendência, origem e história.

Alguém sabe me dizer se conheceram essas famílias, se sabem sobre sua origem, migração e história? Ou algum lugar onde posso obter essas informações? Eles moravam, acredito eu, próximo da família Silvino porque até hoje minha avó comenta dessa família.

_____________________________________

Ângela, fiquemos na expectativa de que alguns dos nossos leitores conheçam/tenham conhecido alguém da tua família ou das citadas.
Não tens nenhum conhecido residente na nossa região/cidade? Quando seus pais migraram devem ter deixado parentes/conhecidos. Se é o caso, eles não se lembram de nomes ou referências?

Também monto a Árvore Genealógica (familysearch.org/) da minha família. Conheci meus bisavós maternos (Manoel Alves Feitosa e Maria Clara de Jesus).
Também, pelo lado materno, conheci meu bisavô Raymundo Ferreira de Lima (já enfermo, em Tabira). A partir daí já cheguei aos meus tetravós [Francisco Pires Ferreira (1840-1927), e Antônia Damascena Bastos], 6º avós dos meus netos.
É necessário muita paciência, disposição... e tempo!
Com essas pesquisas, e concluindo meu segundo livro sobre Afogados da Ingazeira, tento fugir do "alemão" Alzheimer! (Fernando Pires)

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Angela Galdino Amaral Munhoz <amaral191915@gmail.com>
Brasília, DF Brasil - 18-Setembro-2020 / 15:24:33

Soubemos há pouco, através do primo Rodrigo Pires, do falecimento do senhor José Teotônio Neto (Carneiro), aos 92 anos de idade, ocorrido ontem pela manhã em sua residência, em Afogados da Ingazeira.
Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Setembro-2020 / 16:05:41

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 11-Setembro-2020 / 10:07:19


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Galeria de alguns ex-prefeitos de Afogados da Ingazeira (períodos 1891-2020) - dos quais consegui fotografias - desde o primeiro, o português Alfredo Adolpho Ferraz Costa.

- 1891 -
Prefeito: Alfredo Adolpho Ferraz Costa;
Subprefeito: Pe. Pedro de Souza Pereira.
Conselho municipal: Luiz Antônio Chaves Campos, Antônio Dias de Oliveira, Manoel Mariano de Souza, Ananias d´Oliveira Santos, Belarmino José Neves.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Setembro-2020 / 10:13:51
OTON DA COLETORIA - Todo santo dia útil ele ia ao Banco do Brasil prestar contas à Receita Federal, da qual era servidor. Quando adentrava na Agência ele dizia, reportando-se a Fernando: - Se o Pires prestasse ficava em cima da xícara.Quanto a Gaudêncio, parente de conhecido industrial de Arcoverde, do ramo de famosa goiabada, ele dizia:- A fórmula da goiabada tal é cinquenta por cento goiaba e outra parte jerimum. É uma goiaba e um jerimum.
Naquele tempo não havia Google e a rotatividade de funcionários era grande. Quando alguém era empossado Oton, em menos de uma semana, levantava a "ficha" do novato e falava tudo sobre a procedência do neófito e espalhava na Praça. Parece que ele tinha um serviço secreto. Seu nome era Oton Leite de Oliveira, pajeuzeiro de Tuparetama. A idade está avançando e, vez por outra, algumas pessoas e fatos estão revisitando a minha memória. Estou recluso há quase seis meses. Como não tenho o que fazer fico só pensando em miolo de pote.

José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 6-Setembro-2020 / 23:06:02
PEDRO MUTUCA - Alguém me dê notícias de Pedro Mutuca. Ele era chegado a um joguinho de baralho e nas horas vagas promovia rifas sorteadas pela Loteria Federal, para dar credibilidade ao seu ofício. Os prêmios, geralmente, eram revólveres ou sapatos de solado Neolite. Se a pessoa comprasse um bilhete uma vez ficava freguês. Ele decorava até o seu "palpite".
Certo dia alguém teve a ideia de livrar-se da impertinência de Pedro e lhe disse:- Pedro, eu vou apostar desta vez só pra lhe fazer um favor. Foi o necessário para que este dissesse:- Eu não preciso de favor de filho da puta nenhum. Pedro perdeu um freguês e a história repercutiu.

José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 6-Setembro-2020 / 21:42:58
Fomos informados pela amiga Ana Paula, da Asavap, que o querido Carlos Alberto P. da Fonseca, o Beto de Milinha, há anos residente naquele Abrigo, acometido por enfermidade foi removido para o Recife para tratamento, mas, devido à gravidade, faleceu hoje à tarde, aos 76 anos de idade, num Hospital Provisório, aqui na capital do estado.
O corpo será transladado para Afogados da Ingazeira, onde será sepultado.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 3-Setembro-2020 / 18:44:15
Oi Fernando, obrigada pelo retorno. Eles eram meus bisavós por parte de pai. Uma curiosidade que encontrei é que minha avó não leva o sobrenome de seu pai Godê, o que é um pouco incomum visto que geralmente o sobrenome do pai prevalece. Li alguma coisa sobre a família e gostaria de saber se essas histórias eram verídicas, e para conhecer melhor meus ancestrais.
Grata.

Pamela <pamelarover@gmail.com>
Guarulhos, SP Brasil - 3-Setembro-2020 / 16:56:33
Fernando, gostaria de alguma notícia da minha família que, creio, seja de Afogados da Ingazeira ou de Iguaraci. Seus nomes são Aricino Francisco Godê e Doralice de Brito Vasconcelos.
Ficarei agradecida por qualquer qualquer informação.

_________________________

Pâmela, é importante que vc ofereça mais informações sobre o casal. Eu fui fiscal do Banco do Brasil na região do Pajeú, nos anos 1970, e, salvo engano, ele era cliente do Banco. Qual o teu parentesco com o casal... Teus avós? (Fernando Pires)

Pamela Borges <pamelarover@gmail.com>
Não informado, Brasil - 2-Setembro-2020 / 17:28:49

Sem comentário...

Luiz Felipe dos Santos Caramuru <caramuru98@gmail.com>
Rio de Janeiro, RJ Brasil - 31-Agosto-2020 / 14:47:41
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