AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Outubro-2020 / 19:26:01
Hello Fernando!

Gostei demais das fotos aéreas da nossa cidade mostrando a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Tenho dado atenção a este tópico por uma semana, pois mesmo distante com 5 horas de diferença no fuso horário e, mais ainda, a distância em anos passados, é sempre uma alegria rever aquela igreja onde cresci e me desenvolvi até os 18 anos.
As memórias estão bem vivas dos casamentos, das festas de fim de ano, da banda de música tocando durante as festividades, e, sem dúvida nenhuma, relembrando os amigos contemporâneos que cresceram no mesmo cenário de amizade e solidariedade. É doloroso relembrar e sentir-se distante, mas na mente está tudo como se fosse hoje. Algumas lágrimas correm e fico imóvel e sem ninguém para trocar ideias das lembranças que tomam o todo de mim. Só me resta orar ao Senhor Deus, e agradecer-lhe pelos momentos grandiosos que tem me concedido, e repetir “Glória, glória, aleluia”, amém!
Caro amigo, tenho muito para agradecer-lhe pela atenção e oportunidade que me proporcionas para reviver momentos tão preciosos na vida deste velha guarda.
Um abraço, e até a próxima.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 20-Outubro-2020 / 6:14:43
Prezado amigo Fernando:

Vi e gostei do Vídeo que você me enviou. É muito bom, especialmente para quem vive longe de nossa terrinha. Muito obrigado.
Mais uma vez lhe digo: o que se fala o vento leva; o que se escreve fica para a sociedade futura. Se não se escreve entra no túnel do esquecimento.

Acredito que você não tem conhecimento de um fato trágico que aconteceu com a família Liberal em 1924, que minha inesquecível mãe me contava. O casal Nunes Mariano, genitor dos filhos 'Massal", Alexandre, Manoel, Sebastião, Chico e Antônia, residia no sítio Barras, localizado no encontro do rios da Volta e das Varas, dando origem à barragem do Rosário, próximo do sítio Carro Quebrado, onde minha inesquecível mãe nasceu.
O filho "Massal" negociava com compra e venda de gado. Era amigo e sócio de Né Liberal, pai de Dona Davina, Sinhá (Mãe de dona Creuza), Abigail (mãe de Petain), Maria Né e Antônio (pai de Ana e Augusto Liberal). "Massal" convidou Né Liberal para comprar uma boiada, e recomendou que levasse o dinheiro, pois o dono dos bois só vendia a dinheiro. "Massal" combinou com um "amigo" para assassinar e roubar Né Liberal, e marcou encontro nas imediações do sítio Aroeiras - hoje barragem do Rosário. Né Liberal selou sua burra em Afogados da Ingazeira e partiu para o encontro da morte. Após o trágico crime, "Massal" foi para a casa de seus pais e, segundo sua mãe revelou para minha avó que eram vizinhas, ele passou a noite seguinte se levantando (inquieto)... O negro foi para sua casa, reagiu a prisão e foi morto pela polícia.
"Massal foi julgado em Afogados da Ingazeira e pegou a 30 anos de prisão, tirados na antiga Casa de Detenção de Recife, onde foi chefe da oficina da sapataria.
Né Liberal era irmão de Gedeão Liberal, casado com Dona Nozinha. Gedeão Pires Liberal e Nozinha tomaram a iniciativa de adotar a criança Abigail Liberal, mãe de Petain. Antônio Liberal, filho de Né Liberal, casou-se com a filha do Juiz Augusto Santa Cruz de Oliveira.
Conheci o senhor Antônio Liberal (Antônio Né), na década de 50, explorando uma sorveteria em Afogados da Ingazeira.
(19.04.2020)

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Uma curiosidade

O saudoso Luiz Ferreirão , mestre de obras da construção civil, responsável pela construção do belo prédio do Cine Pajeú (déc. de 40); da reforma do prédio do Palácio Episcopal; da construção da casa de Dr. Jesus, e outras grandes construções de Afogados da Ingazeira, quando jovem era um famoso jogador de futebol em Afogados da Ingazeira. Na época havia um grande jogador de futebol, a nível estadual ou nacional, conhecido por ‘Ferreirão’. Daí veio o sobrenome pelo qual ficou conhecido: Luiz Ferreirão.
Ele pertenceu à numerosa ‘família Barbosa’ do Sítio Pacus e adjacência de Afogados da Ingazeira, onde o escritor ‘Gonzaga Barbosa’ deixou o mundo dos vivos.
Fonte: Sr. Jonas Barbosa, primo legítimo de Ferreirão.

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Recordando

No 1º de janeiro de 2010, me encontrei com José Eurico Sanzzoni (o saudoso Zé Preguiça), na calçada da casa de Inês Nazário, na praça Mons. Alfredo Arruda Câmara, em Afogados da Ingazeira. Na oportunidade, ele me informou que as primeiras usinas de beneficiamento de algodão e geração de energia elétrica de Afogados da Ingazeira foram introduzidas, e de propriedade de seu pai, José Camilo Sanzzoni. As usinas eram movidas por caldeira, cuja matéria prima era lenha. Posteriormente, essas usinas foram vendidas para o Sr. Severino Pereira. O sr. José Camilo Sanzzoni foi casado com Dona Beliza Amaro Sanzoni, que ainda a conheci residindo em Afogados da Ingazeira, com 4 filhos (Zé Preguiça, Maria Socorro e Izaura), mas já viúva, residindo em uma casa situada por traz da atual Câmara de Vereadores de Afogados. O sr. José Camilo ou dona Beliza Sanzzoni era da família Rabelo do Vale do Pajeú.
Conheci o saudoso Zé Preguiça, com uma tropa de jumentos, carregando água do leito do Rio Pajeú e lenha do Riacho da Onça, para vender na cidade, e assim ajudar nas despesas da mãe, Dona Beliza, e das irmãs.
Faleceu, mas deixou um ‘legado’ em Afogados da Ingazeira – O hotel de Brotas -, que a cidade precisava há muito tempo.

Joaquim Nazário <nazariodeazevedo@yahoo.com.br>
Teresina, PI Brasil - 18-Outubro-2020 / 9:48:01

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 14-Outubro-2020 / 8:47:05

Horácio Pires de Lima
1937-2019

Há um ano (12 de outubro de 2019) falecia Horácio Pires.
Quando de uma das nossas visitas a Afogados da Ingazeira, em 12 de agosto de 2010, fizemos uma entrevista com ele, em áudio, quando nos contou passagens da sua vida.
Segue a transcrição:

Filho de Joaquim Galdino da Silva (agricultor) e de Maria das Dores Pires de Lima (costureira), nasceu no sítio Caiçara, distrito de Ibitiranga, na então Carnaíba das Flores, em 14 de abril de 1937. Seus pais se casaram em 1927 e formaram uma prole de oito filhos: Maria nasceu em 1928, José Pires (Zezito) em 1930, Juarez em 1933, Jurandir em 1935, Horácio em 1937, Luiz em 1939, Socorro em 1941 e Maria da Paz em 1943.

Na véspera de São Pedro de 1944, à tarde, no sítio Jiquiri/Maravilha, no município de Afogados da Ingazeira, onde residiam, Joaquim pediu à esposa que chamasse os pais dela - Raimundo Ferreira de Lima e Josefa Pires (Moça) - que moravam a uns 100 metros da sua casa, e que eles trouxessem uma vela, pois ele sentia que a sua hora estava chegando. Ela chamou o filho Juarez para que ele fosse buscar os avós. Quando chegaram, Joaquim disse ao sogro que estava nos seus últimos momentos e que ele cuidasse de Jurandir: “ele é seu”, disse, e pediu que também cuidassem dos outros sete filhos para que não passassem necessidades, no que foi atendido.

Nesse momento Horácio estava num açude, cuidando do arrozal, batendo numa lata para afugentar os passarinhos, quando, às quatro horas de tarde ouviu uns gritos em sua casa; então ele correu para ver o que se passava, quando então soube que o seu pai havia falecido. A causa de morte foi o acometimento de uma febre.

A caçula dos filhos, Maria da Paz, contava 11 meses de idade quando ficou órfã de pai. Naquela época a família passava por grandes dificuldades, pois morava em uma região desprovida de um mínimo de assistência, inclusive a médica. Com o falecimento do esposo, dona Maria das Dores retornou para o sítio Caiçara, Ibitiranga, pois era onde ela tirava o ganha-pão da família na confecção de roupas para a comunidade.

Em virtude de ter ficado órfão de pai, aos sete anos de idade e em vista das dificuldades que a família passava, Horácio disse não ter conseguido estudar nem o primário na sua totalidade, pois necessitava ajudar a mãe. Mesmo assim, fez o curso de Admissão ao Ginásio no Mons. Pinto de Campos (que na época funcionava onde hoje está instalada a Cúria Diocesana), mas não deu prosseguimento aos estudos. O que sabe, “aprendeu na escola da vida”, disse.

Lembra-se das suas primeiras professoras: dona Nelcy Bezerra (que ensinava na Escola Municipal que funcionava na residência dela) e de dona Gerusa Barbosa (no Grupo Escolar Estadual).

Tendo ficado viúva e com oito filhos menores para criar, dona Maria das Dores teve que trabalhar duro para sustentá-los, fazendo-o com muita dignidade. Alguns anos depois ela se casou com o sr. João Olegário Marques – que se revelou um ótimo marido e cuidou dos filhos dela como se fossem seus. Desse relacionamento nasceram mais três filhos: José, Deusdedith e Josete.
Jurandir, o quarto filho, ficou residindo no Jiquiri com os avós, ajudando no transporte do leite, de propriedade do seu tio Severino Pires, para Tabira. Tendo Jurandir concluído o primário, Severino Pires o chamou para trabalhar na sua mercearia em Tabira. Algum tempo depois, José Pires Sobrinho (Zequinha), outro tio, percebendo a desenvoltura de Jurandir, pediu que Severino o entregasse aos seus cuidados, trazendo-o para trabalhar na Loja que adquiriu de Zé Torreão em (1947), em Afogados da Ingazeira.

A nova Loja do Povo inicialmente foi gerenciada por Gedeão Pires Sobrinho durante dois anos; depois por Agenor Pires por mais dois anos e, algum tempo depois, entregou essa loja aos cuidados de Jurandir, para gerenciá-la, tendo Horácio como funcionário e assistente. Essa loja se localizava na Praça Domingos Teotônio, 178 (atual Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara).

Passados alguns anos, o jovem Jurandir, com sua dinâmica nos negócios, conseguiu crescer no posto ocupado a ponto estar negociando a aquisição de uma pequena casa nas imediações da loja de tecidos da qual era gerente. Sabendo disso, Zequinha imaginou que ele estaria especulando se estabelecer com uma loja no mesmo ramo que, evidentemente, lhe faria concorrência. Em vista disso, ele ofereceu a loja para que Jurandir a adquirisse, mas teria que ser à vista. O rapaz respondeu que não teria condições, pois não tinha o dinheiro, como era sabido, mas Zequinha foi intransigente: só venderia à vista.

Sabedores do fato, os senhores Miguel de Campos Góes (Miguelito) e Augusto Lopes dos Santos (Dóia fumeiro) intermediaram a negociação no sábado seguinte, durante a feira semanal de Afogados da Ingazeira.

Conversando com Zequinha, pediram-lhe para realizar a transação, assegurando que no mês em que o compromisso não fosse cumprido, eles assumiriam a responsabilidade da prestação e que o sr. José Pires Sobrinho não teria prejuízo algum.

Nessa condição Zequinha ficou mais maleável e vendeu a loja por Cr$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros) divididos em 11 parcelas de Cr$ 1.000.000,00 (um milhão de cruzeiros). A sociedade foi formada por Jurandir com 95% (noventa e cinco por cento) e o irmão Horácio Pires com 5% (cinco por cento). No ano seguinte, com a prosperidade do negócio, Horácio já estava com 10% na sociedade criada.

Foram-se passando os anos e, com o êxito nas vendas e o crescimento empresarial, o irmão mais novo já contava 25% (vinte e cinco por cento) de toda a Firma Jurandir Pires Galdino e Cia.

A prosperidade da Firma era visível. Abriram filiais em Triunfo, Tabira, Serra Talhada, tudo coordenado por Horário Pires. Mas, a instalação de uma loja em Tabira magoou Zequinha Pires que havia dado ‘a mão’ aos irmãos e eles agora seriam concorrentes em sua cidade.

A Firma Jurandir Pires Galdino e Cia, em Afogados da Ingazeira, foi administrada pelos sócios até 1970, quando Jurandir se mudou definitivamente para o Recife.

Em 1982, numa das viagens de Horácio à capital pernambucana, Jurandir indagou ao irmão sobre uma nota que havia saído no Diário de Pernambuco dizendo que o empresário Horácio Pires seria um dos prováveis candidatos a prefeito de Afogados da Ingazeira, o que não agradara ao sócio majoritário. Horácio, então, lhe disse que foi uma nota não autorizada, mas que não havia dado atenção, no que Jurandir lhe disse que se ele entrasse na política, a sociedade seria desfeita.

Em vista da impulsividade, Horácio retrucou imediatamente, respondendo que “a sociedade estava desfeita a partir daquele momento”, no que o irmão tentou acalmar os ânimos, mas ele não voltou atrás. As lojas de Afogados da Ingazeira ficaram com Horácio e as do Recife com Jurandir.

Aos 32 anos, já homem maduro, Horácio conheceu uma garota que veio para Afogados juntamente com os familiares para visitar um parente. Por não conhecerem a cidade, pediram ajuda a Horácio, que se encontrava nas imediações da agência de ônibus - ainda não existia Rodoviária em Afogados da Ingazeira -, para que os orientassem como chegar à casa de Cleodon. Ele, já de olho naquela garotinha de 18 anos, se prontificou a levá-los em seu automóvel.

A partir daí começou a paquera. Se apaixonou... e, no ano seguinte, no dia 28 de fevereiro de 1970, num dia chuvoso, na Igreja Católica da Estrada de Belém, no Recife, contraiu matrimônio com aquela que seria a mãe dos seus 4 filhos. O primogênito, Plínio, nasceu em 2 de março de 1971. Depois nasceram Patrícia, Horácio Filho e Petrúcia.

Horácio Pires, homem dinâmico e empreendedor, administrou as suas lojas com a ajuda da esposa e dos filhos, até os seus últimos dias.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-Outubro-2020 / 14:44:50


Imagens Aéreas de Afogados da Ingazeira - Cedidas por Jefferson Vasconcelos que sempre que vai a Afogados da Ingazeira nos presenteia com seus vídeos aéreos e os divulga através do YouTube no "TartaDrone".

Veja o Álbum, clicando AQUI

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 12-Outubro-2020 / 19:37:18

Dia do Nordestino...

Isto é uma boa novidade para mim. Não sei quem é o responsável, mas gostei muito dessa iniciativa, pois também é o meu dia.
A anatomia apresentada do nosso linguajar característico é genial e nos trás muitas recordações e lembranças que só o nordestino sente.
Vejo-me agora na nossa casa, ajudando meu pai a fazer sapatos a alpercatas. Os amigos passavam por aquela Travessa (Paulino Raphael) e paravam para falar com ele, seu “Zaquié”.
- Como está o senhor?... perguntavam.
Ezequiel era o nome dele, mas, um bom número de pessoas amigas pronunciava seu nome assim. Eu dava muitas “risadas” em consequência ao pronunciamento, mas era tudo aceito de bom grado.
Quanto à imagem que enviaste sobre a descrição das partes do corpo humano (termos usados pelo nosso povo), é fantástica; relembrei os nomes, e a emoção foi grande, pois estas são recordações de tempos idos... há mais de 70 anos,
Agradeço ao Senhor Deus pela oportunidade de compartilhar com os amigos desta página os preciosos tempos idos e abençoados pelo Senhor Nosso Deus.
Até a próxima!
(9 de Out. de 2020)

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 10-Outubro-2020 / 13:51:34

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Outubro-2020 / 10:30:40
O 100º aniversário de Cícero Amorim

Imagens enviadas por Carlinho de Lica.
O evento se inicia a partir dos 20 minutos...

Percebe-se que as imagens ainda não foram editadas...

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Outubro-2020 / 10:10:45

DOAÇÃO DE SANGUE - Adalva de Siqueira e Silva Amaral - Hospital UNIMED

Recebi há pouco, uma mensagem através do WhatsApp, informando da necessidade de doadores para a nossa conterrânea, professora Adalva. Faltam, ainda, umas 50 (cinquenta) doações
Quem se dispuser a realizar esse ato tão nobre, deve se dirigir à
Rua Dom Bosco, 723 - Boa Vista, próximo à Praça Chora Menino, em frente ao SAMU, no Recife (PE)

Horário: 7h às 18h
Telefone (81) 3972.4050.
Estacionamento para Doadores no local

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 8-Outubro-2020 / 10:29:22
Olá Fernando Pires.

Caro amigo, suas notícias chegam sempre em horas oportunas. Estive pensando em escrever durante a semana inteira e você me acordou neste momento. Quando tudo parece estar indo em diferente direção, você sempre me dá razões para vir a esta página e desabafar. Este vídeo que me enviaste, do grupo cantando “Luar do Sertão” [não há ó gente, ó não, luar como esse do sertão...] tem sempre aquele efeito em despertar em mim um mundo de saudades e alegrias que me fazem gritar de prazer e das lembranças agradáveis.
Passei esta manhã fazendo algumas compras, pois sabia que meus netos viriam passar o dia conosco, bem como nosso filho primogênito e o pai dos garotos, quando abri o e-mail imediatamente gritei: “Boas novas, venham ver!”

Eles vieram me ajudar no jardim, limpado, cortando e fazendo reparos na cerca que nos separa dos vizinhos na área norte. Tivemos que parar o labor pois estamos sofrendo temperaturas muito elevadas (106 graus Fahrenheit), é muito desconfortável; resolvemos que deveríamos parar e retornar na próxima semana, pois a previsão é de temperatura mais agradável.

Aqui a situação política está com tensões elevadas; tem havido muita bagunça em várias cidades controladas por “democratas” que no começo aceitavam sem questionar, mas finalmente perceberam que estavam perdendo votos, e assim vai.

Tenho acompanhado o trabalho da transposição do São Francisco e me emociono ao ver como tem sido um sucesso contínuo, e o Nordeste tem sido muito beneficiado. Aleluia, amém!

Caro amigo, retornarei novamente em breve, pois como já mencionei, suas mensagens são como chuvas de Outono que muito me agradam
Desde já um grande abraço, e que o Senhor Deus vos abençoe e guarde.

Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 2-Outubro-2020 / 22:49:04
Contatos:

(81) 9.9698.8585
miltongilbertobo@yahoo.com.br

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 2-Outubro-2020 / 8:53:59

Iracema Salvador Silva
(Estaria completando 102 anos)

Quando criança, anos 1960, eu ajudava o meu pai no seu comércio na Praça Domingos Teotônio, 54, em Afogados da Ingazeira. Todas as tardes ia até o hotelzinho de dona Iracema, que se localizava numa casa vizinha à Loja de Horácio Pires, deliciar o seu doce de leite com bolo. Lembro-me muito da sua atenção aos clientes e amigos.
Pouco antes do seu falecimento a visitei na casa de Ceiça, sua filha, no primeiro andar na Senador Paulo Guerra.

Há alguns anos, conversando com Ceiça, recebi essas informações:
Em Afogados da Ingazeira, no dia 23 de setembro de 1918, nascia Iracema, filha de José Bezerra da Silva e Maria Bezerra da Silva. Quando ainda criança, sua família foi residir em Triunfo. Naquela cidade iniciou seus estudos primários e contava haver presenciado algumas vezes a passagem de cangaceiros pelas serras triunfenses.
Já moça feita, a família retornou à terra natal, onde se estabeleceu.
Na cidade conheceu o jovem Abdias Salvador da Silva com quem namorou e, em 31 de julho de 1943, casou-se na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Tiveram seis filhos: José Edson, Maria da Conceição, Vilma Lúcia, Maria de Lourdes, João Vianey e Maria da Fátima Salvador.

Ela, católica praticante, fazia parte da Legião de Maria. Era uma mulher guerreira, lutadora, carinhosa e alegre, desfrutava de grande amizade na cidade. Trabalhava incansavelmente para sustentar os filhos, tendo em vista que, algum tempo depois do casamento aconteceu a separação do casal.

Para sobreviver, explorava um ponto de café – lanchonete - onde servia doces diversos, inclusive tradicional doce de leite, cafés e sopas à noite.

Somente com a aposentadoria veio a desfrutar de algum lazer, viajando para Brasília, Maranhão e para o Recife. Gostava de viver intensamente.

Em decorrência de um CA com metástase, falência múltipla dos órgãos, faleceu há 17 anos, no dia 28 de julho de 2003, em Afogados da Ingazeira, sendo sepultada no cemitério de São Judas Tadeu.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Setembro-2020 / 16:30:25

Dom João José da Mota e Albuquerque

Neste 2020, 107 anos do seu nascimento; 33 do seu falecimento

Natural do Recife, nasceu no dia 27 de março de 1913. Filho de José Feliciano da Mota e Albuquerque e Aline Alice Ramos da Mota e Albuquerque, ainda na infância passou a residir em Nazaré da Mata. Desde cedo demonstrou interesse pelas coisas da Igreja. Seus pais, católicos fervorosos, contribuíram para a firmeza da sua vocação
No seminário de Olinda estudou as ciências eclesiásticas e se aprimorou em sua formação espiritual e humanística revelando-se um levita talentoso. Na Catedral de Nazaré recebeu o presbiterato com a imposição das mãos de Dom Ricardo Ramos de Castro Vilela, no dia 28 de abril de 1935. Tinha 22 anos de idade. De imediato recebeu a provisão de Capelão do Colégio Santa Cristina, chanceler da Cúria e, em seguida, de Vigário de Nazaré, função que exerceu com zelo pastoral e empenhou-se, intrepidamente, nos trabalhos da construção da Catedral. Seu paroquiato durou apenas dois anos.
O seu sacerdócio foi realizado, plenamente, na educação da juventude. Ocupou um lugar no Egrégio Colégio dos Consultores da Diocese e mestre de cerimônia do sólio episcopal.

Aos 43 anos foi nomeado bispo de Afogados da Ingazeira. Três meses depois - em 28 de abril de 1957 - recebeu a ordenação episcopal. No dia 19 de maio de 1957 chega Dom Mota para tomar posse na diocese recém-criada, sendo recepcionado com todas as honrarias merecidas. Um dia de glória para a cidade ao receber o seu primeiro bispo. As cidades circunvizinhas também se fizeram presentes, através das autoridades e fiéis que as representavam.

Em pouco tempo, Dom Mota, homem de educação fina e singular gentileza, conquistou a amizade de todos. Visitava as famílias e demonstrava particular interesse pelo rebanho que por Deus lhe fora confiado. Preocupado com a carência da região, principalmente no que se refere à área da saúde, empenhou-se, juntamente com o Mons. Arruda Câmara, na criação de um hospital/maternidade, conseguindo assim a Unidade Mista Emília Câmara, o que muito beneficiou o município e cidades vizinhas.

Deve-se também a ele, o avanço que a cidade teve na área da comunicação, com a instalação da Rádio Pajeú de Educação Popular, tendo como meta principal minimizar o índice de analfabetismo da região na zona rural, mediante um programa de alfabetização de adultos, através da Rádio, programa que veio se concretizar já com o segundo bispo da Diocese, Dom Francisco. Com a criação da Rádio Pajeú, Dom Mota trouxe para Afogados da Ingazeira seu antigo aluno Waldecy Menezes que, com alta competência, conduziu a emissora por bastante tempo.

A inauguração da Rádio foi marcada por um evento muito significativo para a cidade: a realização da Semana de Medicina Preventiva. Médicos, enfermeiros e profissionais da área, vindos da capital, realizavam conferências, palestras e debates, na Escola Normal, sob a coordenação do Dr. Aloísio Sanches. Com isso Dom Mota deixava transparecer o seu empenho no sentido de colaborar para o crescimento da cidade em todos os níveis.
O que marcou, de fato, a sua passagem por Afogados da Ingazeira, foi a Rádio Pajeú. Este foi o grande legado que ele nos deixou. A criação do "Pré-Seminário" ou seminário menor, foi uma manifestação do seu particular interesse pela formação de novos candidatos ao sacerdócio.

(...)
Promovido a Arcebispo Metropolitano de São Luiz do Maranhão, exerceu o seu Ministério até 1984, com 71 anos de idade. Em vista da saúde debilitada, aguardava a idade canônica para renunciar à Arquidiocese e voltar a Pernambuco, mas a enfermidade lhe foi traiçoeira e cruel, exigindo que a renúncia acontecesse antes dos 75 anos, e isso não estava nos seus propósitos.
Tornando-se Arcebispo Emérito, veio sofrer a sua paixão e morte no Recife, vivendo, porém, intensamente, e até as últimas consequencias, o seu lema episcopal .
Faleceu santamente no Senhor, em 12 de setembro de 1987, com 74 anos de idade, na capital pernambucana, sendo ministrados os sacramentos dos enfermos. Seu corpo foi trasladado para Nazaré da Mata. Dom Jorge Tobias de Freitas, então titular daquela Diocese, empenhou-se no sentido de que todas as honras lhe fossem prestadas, na forma do ritual romano.
O féretro partiu da Igreja de Santa Terezinha à entrada de Nazaré da Mata e a Santa Missa exequial celebrada ao ar livre, em frente à Igreja Mãe, com a homilia pronunciada pelo seu predecessor do sólio maranhense, Dom Paulo Eduardo Ponte, presentes autoridades locais, familiares, clero diocesano e religioso, religiosas de várias congregações, estudantes e grande número de fiéis. Findo o ato religioso, foi o seu corpo inumado, no interior do templo, esperando a dia da ressurreição, prometida pelo Senhor.

(...)
Em 22 de dezembro de 2006, dezenove anos após o seu falecimento, com autorização da família e da diocese de Nazaré da Mata, seus restos mortais foram trasladados e sepultados na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios em Afogados da Ingazeira. A missa de traslado, com a participação do clero de Nazaré, foi presidida pelo bispo dom Pepeu de Afogados da Ingazeira.
Como parte das comemorações do Jubileu de Ouro da diocese de Afogados da Ingazeira, foi construído o Museu Diocesano - localizado no prédio do antigo seminário menor - com exposição de vestes, pertences e fotografias de momentos dos seus dois primeiros bispos.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Setembro-2020 / 9:56:23
Há 30 anos, no dia 13 de setembro de 1990, professores, alunos do Colégio Normal Estadual (CNE), familiares e amigos comemoraram o 66º aniversário de dona Ione de Góes Barros.
Ela faleceu em 22 de julho de 2011, aos 86 anos de idade (20 anos depois).

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 29-Setembro-2020 / 8:48:27

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-Setembro-2020 / 16:15:51

Você sabe onde fica o sítio Portásio?
Tem alguma informação sobre a família Conceição ou Matias ou Vicente?


Minha avó nasceu em Afogados da Ingazeira em 1945 no Sítio Portásio. O nome dela é Olivia da Conceição Matias. Seus pais são Joaquim Matias Filho e Sofia Luisa da Conceição.
Avós paternos Joaquim Matias e Antônia Maria Rosa da Conceição. Avós maternos Manoel Vicente e Luisa da Conceição.
Estou montando minha árvore genealógica para saber mais sobre minha descendência, origem e história.

Alguém sabe me dizer se conheceram essas famílias, se sabem sobre sua origem, migração e história? Ou algum lugar onde posso obter essas informações? Eles moravam, acredito eu, próximo da família Silvino porque até hoje minha avó comenta dessa família.

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Ângela, fiquemos na expectativa de que alguns dos nossos leitores conheçam/tenham conhecido alguém da tua família ou das citadas.
Não tens nenhum conhecido residente na nossa região/cidade? Quando seus pais migraram devem ter deixado parentes/conhecidos. Se é o caso, eles não se lembram de nomes ou referências?

Também monto a Árvore Genealógica (familysearch.org/) da minha família. Conheci meus bisavós maternos (Manoel Alves Feitosa e Maria Clara de Jesus).
Também, pelo lado materno, conheci meu bisavô Raymundo Ferreira de Lima (já enfermo, em Tabira). A partir daí já cheguei aos meus tetravós [Francisco Pires Ferreira (1840-1927), e Antônia Damascena Bastos], 6º avós dos meus netos.
É necessário muita paciência, disposição... e tempo!
Com essas pesquisas, e concluindo meu segundo livro sobre Afogados da Ingazeira, tento fugir do "alemão" Alzheimer! (Fernando Pires)

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Angela Galdino Amaral Munhoz <amaral191915@gmail.com>
Brasília, DF Brasil - 18-Setembro-2020 / 15:24:33

Soubemos há pouco, através do primo Rodrigo Pires, do falecimento do senhor José Teotônio Neto (Carneiro), aos 92 anos de idade, ocorrido ontem pela manhã em sua residência, em Afogados da Ingazeira.
Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Setembro-2020 / 16:05:41

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 11-Setembro-2020 / 10:07:19


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Galeria de alguns ex-prefeitos de Afogados da Ingazeira (períodos 1891-2020) - dos quais consegui fotografias - desde o primeiro, o português Alfredo Adolpho Ferraz Costa.

- 1891 -
Prefeito: Alfredo Adolpho Ferraz Costa;
Subprefeito: Pe. Pedro de Souza Pereira.
Conselho municipal: Luiz Antônio Chaves Campos, Antônio Dias de Oliveira, Manoel Mariano de Souza, Ananias d´Oliveira Santos, Belarmino José Neves.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 10-Setembro-2020 / 10:13:51
OTON DA COLETORIA - Todo santo dia útil ele ia ao Banco do Brasil prestar contas à Receita Federal, da qual era servidor. Quando adentrava na Agência ele dizia, reportando-se a Fernando: - Se o Pires prestasse ficava em cima da xícara.Quanto a Gaudêncio, parente de conhecido industrial de Arcoverde, do ramo de famosa goiabada, ele dizia:- A fórmula da goiabada tal é cinquenta por cento goiaba e outra parte jerimum. É uma goiaba e um jerimum.
Naquele tempo não havia Google e a rotatividade de funcionários era grande. Quando alguém era empossado Oton, em menos de uma semana, levantava a "ficha" do novato e falava tudo sobre a procedência do neófito e espalhava na Praça. Parece que ele tinha um serviço secreto. Seu nome era Oton Leite de Oliveira, pajeuzeiro de Tuparetama. A idade está avançando e, vez por outra, algumas pessoas e fatos estão revisitando a minha memória. Estou recluso há quase seis meses. Como não tenho o que fazer fico só pensando em miolo de pote.

José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 6-Setembro-2020 / 23:06:02
PEDRO MUTUCA - Alguém me dê notícias de Pedro Mutuca. Ele era chegado a um joguinho de baralho e nas horas vagas promovia rifas sorteadas pela Loteria Federal, para dar credibilidade ao seu ofício. Os prêmios, geralmente, eram revólveres ou sapatos de solado Neolite. Se a pessoa comprasse um bilhete uma vez ficava freguês. Ele decorava até o seu "palpite".
Certo dia alguém teve a ideia de livrar-se da impertinência de Pedro e lhe disse:- Pedro, eu vou apostar desta vez só pra lhe fazer um favor. Foi o necessário para que este dissesse:- Eu não preciso de favor de filho da puta nenhum. Pedro perdeu um freguês e a história repercutiu.

José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 6-Setembro-2020 / 21:42:58
Fomos informados pela amiga Ana Paula, da Asavap, que o querido Carlos Alberto P. da Fonseca, o Beto de Milinha, há anos residente naquele Abrigo, acometido por enfermidade foi removido para o Recife para tratamento, mas, devido à gravidade, faleceu hoje à tarde, aos 76 anos de idade, num Hospital Provisório, aqui na capital do estado.
O corpo será transladado para Afogados da Ingazeira, onde será sepultado.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 3-Setembro-2020 / 18:44:15
Oi Fernando, obrigada pelo retorno. Eles eram meus bisavós por parte de pai. Uma curiosidade que encontrei é que minha avó não leva o sobrenome de seu pai Godê, o que é um pouco incomum visto que geralmente o sobrenome do pai prevalece. Li alguma coisa sobre a família e gostaria de saber se essas histórias eram verídicas, e para conhecer melhor meus ancestrais.
Grata.

Pamela <pamelarover@gmail.com>
Guarulhos, SP Brasil - 3-Setembro-2020 / 16:56:33
Fernando, gostaria de alguma notícia da minha família que, creio, seja de Afogados da Ingazeira ou de Iguaraci. Seus nomes são Aricino Francisco Godê e Doralice de Brito Vasconcelos.
Ficarei agradecida por qualquer qualquer informação.

_________________________

Pâmela, é importante que vc ofereça mais informações sobre o casal. Eu fui fiscal do Banco do Brasil na região do Pajeú, nos anos 1970, e, salvo engano, ele era cliente do Banco. Qual o teu parentesco com o casal... Teus avós? (Fernando Pires)

Pamela Borges <pamelarover@gmail.com>
Não informado, Brasil - 2-Setembro-2020 / 17:28:49

Sem comentário...

Luiz Felipe dos Santos Caramuru <caramuru98@gmail.com>
Rio de Janeiro, RJ Brasil - 31-Agosto-2020 / 14:47:41


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Em 28 de março de 2010, em companhia da amiga Elvira de Siqueira, visitando a cidade da Ingazeira conversamos com os srs. Vander Alves (Alagoano de Viçosa), e o Isnaldo Mascena Veras (tabirense) que faleceu neste final de semana. Ambos residiam há décadas na cidade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Agosto-2020 / 17:21:15


I ENCONTRO DOS EX-FUNCIONÁRIOS DO BB - No 1º de fevereiro deste ano, os antigos funcionários da agência do BB Afogados da Ingazeira se reencontraram, depois de 30, 40, 50 anos que não se viam.

Veja o Álbum, clicando AQUI

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 27-Agosto-2020 / 12:32:36

Amo a cidade onde meus pais nasceram: Afogados da Ingazeira.

Paulo Siqueira da Silva (Paulo capacete) <pr.aerografismo@gmail.com>
Brasilia, DF Brasil - 26-Agosto-2020 / 9:45:17

Amaro Batista da Silva
(30/07/1931 - 14/12/1993)

Em Canhotinho, Pernambuco, no dia 30 de julho de 1931, há 89 anos, nascia Amaro, conhecido entre os amigos - devido ao seu modo de andar - por Amaro pé-de-pato. Ainda criança, com apenas sete anos de idade, em 1938, seus pais Manoel Filipe da Silva e Maria da Conceição vieram para Afogados da Ingazeira, trazendo-o num “caçuá” (Cesto grande e oblongo, feito de cipós rijos...), no lombo de um jumento.
Chegando ao município, foram morar no sítio Santo Antonio onde residiram alguns anos. Católico praticante, desde pequeno aprendeu todos os cânticos da igreja, participando ativamente dos momentos religiosos. Como residia na zona rural, só vinha à cidade a cada quinze dias para ir à missa, ouvir a palavra do Senhor. Vinha à pé, e descalço, pois era tão pobre que não dispunha de uma simples alpercata para calçar.
Logo cedo já ajudava à mãe vender hortaliças cultivadas em casa. Nessas idas e vindas, ficou empregado na casa do Sr. Guardiato de Moraes Veras (sogro do médico dr. Hermes), onde passou boa parte da sua vida.

Em 4 de dezembro de 1955 - aos 24 anos -, casou-se com Josefa Batista Gomes, em Afogados da Ingazeira, com quem teve os filhos: Maria do Carmo, Luciene, José Ivanildo, Cleidismar, Alba Regina, Aldineide, Adelmo Luiz, Carlos Clério, Janaína Patrícia, João Bosco, Severino, Cícero Carlos e Eucária. Os quatro últimos faleceram ainda crianças. Permaneceu casado por 38 anos. Era um homem simples, humilde e honesto além de respeitado e respeitador. Carismático e muito bem relacionado com todos que o cercavam.

Várias histórias sobre ele são contadas. Gostava muito de futebol e, de tão apaixonado pelo esporte, não perdia nem os treinos do Guarani – time da época. No dia do seu aniversário levava para o bate-bola um bolo com refrescos para comemorar junto aos jogadores, seus amigos. Em outra ocasião – Amaro era possuidor de uma memória excepcional; conhecia como ninguém a placa de todos os automóveis de Afogados da Ingazeira – certo comerciante teve o seu carro roubado e por não saber o número da placa, recorreu a Amaro para informá-lo, pois sem essa informação não tinha como fazer o Boletim de Ocorrência na delegacia. Conta-se que esse automóvel foi localizado.

Dizia muito feliz porque a primeira pessoa a conversar com o bispo dom Francisco, quando este colocou os pés em solo afogadense, tinha sido ele.

Durante muitos anos foi gazeteiro do Diário de Pernambuco, em Afogados da Ingazeira. Era aficionado em jogo de bicho. Tinha o semblante de um homem feliz; só o víamos sorrindo. Mas, por trás dessa alegria, existia um ser humano debilitado.

Sofria da doença de Chagas que o levaria ao túmulo no dia 14 de dezembro de 1993, aos 62 anos e cinco meses de idade. A morte o levou quando fazia o que mais gostava: passar jogo de bicho. Ainda chegou a ser levado ao Hospital Emília Câmara, mas não resistiu. Está sepultado no cemitério São Judas Tadeu, em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 20-Agosto-2020 / 10:41:25
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