AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Oi Fernando, este foi um fim de semana muito agradável, com sol. Tive o prazer de receber meus filhos e netos, noras e amigos para comemorarmos meu aniversário, marcando meus 86 anos de vida, com a graça de nosso bom Deus.
Foi muito agradável tê-los ao meu lado comendo feijoada que fizemos por haver sido solicitado por Igor meu primogênito. Usamos área por traz da casa que recebia o sol bem morno nesta época de inverno, quando temos flores muito lindas que alegram nosso viver e nos relembra de agradecermos ao Senhor pelas bênçãos.
Fazia já um bom tempo que comemorávamos a data, ou em restaurante ou ou na casa dos filhos; desta vez fiz questão de recebê-los aqui em nossa casa. Foi uma boa ideia que me deu muita alegria pois é como se tudo estivesse recomeçando.
Recebi também chamadas telefônicas da minha prima Zélia que reside no Recife, e do meu primo Eduardo que mora em Porto Alegre.
Como podes perceber, tudo isto me fez sentir abençoado por Deus, nosso Senhor, considerando que a maioria desta nação está debaixo uma camada de gelo.
Viva a Califórnia.

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Parabéns, Zezé, e que chegues aos 109 anos. (Fernando Pires)

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Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 24-Fevereiro-2021 / 16:04:57

Há pouco recebi a informação do amigo Paulão, informando o falecimento do seu pai EXPEDITO ARAÚJO DA SILVA, ocorrido nesta terça-feira 23.
Ele contava 92 anos de idade (28.05.1928 - 23.02.2021).
Fomos informados, também, que o sepultamento será realizado às 17h em Iguaracy, e, atendendo ao seu desejo, no túmulo da sua mãe.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 23-Fevereiro-2021 / 8:00:45
INALDO MARTINS DE MELO - Tendo acabado de assistir, pelo Youtube, à entrevista entre Fernando Pires e o Nego Inaldo, como ele era chamado por Seu Chico Berto, seus filhos, vizinhos e clientes da oficina, lembrei dum fato que poderá ser confirmado por minha irmã Socorro Góes, residente em Tabira.
Inaldo, na entrevista, disse que trabalhou na oficina e gozou da privacidade e do aconchego do lar de Seu Chico Berto e de Dona Eunice durante o período de 1956 a 1966. Foi nesse intervalo que Inaldo, numa atitude heroica e proativa, salvou a vida da minha referida irmã, que por um triz não foi atropelada por um carro de bois que descia, descontrolado, pela então Rua 13 de Maio. Não sei precisar, mas ela tinha talvez uns três anos e resolveu atravessar a rua.
Nós morávamos na terceira casa após a de Seu Chico Berto, subindo a ladeira. (Lembro dos nomes dos donos de todas as casas da vizinhança, subindo da de Seu Manoel Genésio, vizinha à antiga sede da Câmara dos Vereadores, até a da esquina com Cemitério Velho, onde morou Seu Severino do Motor. Posso listá-los, se preciso for). Inaldo estava sentado na calçada da oficina e, percebendo o risco, correu e evitou que a criança fosse atropelada dando-lhe, como único recurso, um chute na lateral do seu tórax, nas suas costelas.
Naquele tempo não existia o discurso racista de hoje. Obrigado, Nego Inaldo. Que Deus o mantenha sob a sua custódia.

José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 8-Fevereiro-2021 / 20:22:57
Nós tivemos uma semana de frio, chuva e neve, pois estamos no inverno. Ontem e hoje, no entanto, as coisas melhoraram como por mágica; as temperaturas se elevaram até 70 grau (fahrenheit) com um sol brilhante e bem morno e até mesmo calorento. Mas isto é de se esperar na Califórnia. As montanhas estavam se apresentando como bolos congelados, lindos; hoje somente as partes mais elevadas se apresentam como cone de gelo. Tudo isto é de uma beleza ímpar.
Vendo hoje a entrevista com Dr. Hermes e sua esposa, lembrei-me quando fomos convidados para uma recepção comemorando o aniversário da sua primogênita (Vânia); parece uma eternidade no tempo passado. Isto e só o que nos restam: lembranças que nos acalentam o coração e nos fazem rir ou até mesmo chorar.
O Senhor Deus tem sido misericordioso para comigo, dando-me quatro netos que são motivo de grande alegria para mim e minha esposa. Em junho próximo nosso neto Sean concluirá seus estudos com ‘US Navy’; é sem dúvida nenhuma a razão de muito orgulho, alegria e satisfação. Traz-me muitas lembranças dos meus tempos idos.
Com tudo isto só tenho que agradecer ao Senhor nosso Deus por tantas bençãos, e amigos como você.
Até a próxima.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 5-Fevereiro-2021 / 19:18:29

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Janeiro-2021 / 11:37:11
SEVERINO PIRES FERREIRA é meu ancestral mais antigo de quem sei casou com sua sobrinha Cândida Pires de Freitas em dezembro de 1840 e que chegou ainda jovem às margens do Pajeú com um grupo de irmãos mais velhos cujas presenças nessa região dizem que se deu pela participação no movimento revolucionário conhecido como Confederação do Equador no qual seus parentes do Recife liderados por Gervásio Pires Ferreira tinham grandes interesses e convocaram esses familiares do ramo do outro irmão de nome José Pires Ferreira que era dono de grandes propriedades entre o Maranhão e o Piauí onde vivia (...)

Hercules Sidney Pires Liberal <sliberal@uol.com.br>
Recife, PE Brasil - 30-Janeiro-2021 / 8:52:08

Fomos informados, há pouco, que Josailda Rodrigues de Siqueira (dona Hilda) faleceu às 4h50 desta sexta-feira 22, aos 72 anos de idade, no hospital Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira.
Aos familiares, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 22-Janeiro-2021 / 12:16:02
Fernando amigo, esse portal está permitindo reviver uma das melhores fases de minha vida. O Renato Bernardo Vieira é uma das pessoas a quem nossa terra deve muito. Eu, especialmente, devo muito a ele, pois foi a pessoa que me convidou para trabalhar em Anderson Clayton, uma das melhores escolas de vida econômica que tive e da qual, ainda hoje, extraio muitas lições.
Que saudade dos verdadeiros amigos ... Continue, assim, que você vai terminar conquistando o direito de, um dia, ainda distante, ser recebido em bom lugar no céu, para relembrarmos a nossa terra...
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Vai demorar, ainda, pois eu estarei lá a esperá-lo e eu só irei depois de vencer um século ou mais de vida...
Saúde e paz.

Alberico Batista <albericobsilva@yahoo.com.br>
Natal, RN Brasil - 22-Janeiro-2021 / 11:49:26
Fernando, como sempre, estou lhe devendo por sua ajuda através deste Mural em reencontrar um amigo do meu tempo de criança. Você não imagina como fiquei satisfeito ao receber a mensagem que o Alberico me prendou, me chamando para reviver nosso passado desde criança.
A última vez que o vi, acho que foi 1947/1948... Ao deixar aquele rincão foi quase que um funeral, pois eu sabia que não voltaria pra lá e que as mudanças ocorreriam e eu teria somente as recordações. Você me deu o impulso para rever e reviver coisas e momentos preciosos da minha vida na pessoa do Alberico, e finalmente ao entrar em contato com ele, podendo trocar ideias e novidades que se acumularam nos últimos 61 anos.
Você é realmente um amigo, bom amigo. Já respondi ao Alberico, e estou me preparando para as futuras.
Que o Senhor Deus te abençoe e guarde.
Um abraço e até breve.

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 17-Janeiro-2021 / 7:11:22
Caríssimo Fernando, como sempre, você me dá mais uma alegria, com a remessa desses comentários de Zezé. Vou entrar em contato com ele, através do e-mail e, quando o fizer, mandar-lhe-ei cópia.
Agradeço tudo o você tem feito em prol de nossa terra e de conterrâneos. Quero o livro do velho Pedro Pires, ferrenho construtor e defensor de Tabira, velha Espírito Santo. É com a participação de vultos como você e ele, Pedro Pires, que se reaviva a nossa história.
2021 com saúde, com vacina para nos tranquilizar e podermos pagar as nossas contas com a nossa gente e nossa terra.
Um grande abraço.

Alberico Batista
Natal, RN Brasil - 12-Janeiro-2021 / 20:40:35

Alberico e suas irmãs

Oi Fernando, demorei mas cá estou novamente para manter nosso contacto. Os acontecimentos destes últimos dias [nos Estados Unidos] é a continuação do que aconteceu e ainda acontece em outros estados. Grande número de desordeiros que foram identificados e apreendidos; isto é a demonstração de como os comunistas atuam.

Falemos agora de coisas mais agradáveis e boas. Gostei imensamente da entrevista com o Albérico e suas irmãs [no seu canal do YouTube]; foi uma visita ao meu passado com pessoas amigas que conheci e tive uma boa amizade que me toca o coração profundamente ao ouvir suas vozes e expressões. O Alberico tornou-se um intelectual, diria até um acadêmico. É a prova de que se aceitarmos as oportunidades, o desenvolvimento é vitorioso.

Rever o Alberico e suas irmãs Alaide e Aliete, é realmente um milagre da tecnologia moderna; podermos revê-los e ouvir suas vozes e movimentos, sao estas lembranças que nos acorda e nos leva a reviver velhas lembranças que já não nos visitavam no tempo distante. É como acordar depois de um longo sono.

Tenho boas lembranças de dona Doca e de toda família; inclusive Abelardo que, se não me engano, era o mais velho. Sem dúvida nenhuma o Alberico é um bom exemplo de perseverança, tenacidade e de capacidade intelectual; ele aceitou os desafios e oportunidades para o sucesso na vida que Deus lhe deu. Continuou marchando para frente, aceitando os desafios e foi vitorioso, sem dúvida alguma. Vieram as oportunidades e ele as aceitou sem desculpas, vindo a ser vitorioso. Ele e uma prova de que se tivermos perseveranca seremos vitoriosos. A vida e uma dadiva divina se nós nos mantivermos perseverantes seremos vitoriosos com a graça divina.

Parabéns ao Alberico. Que o Senhor o abençoe e guarde.
Louvado seja o Senhor nosso Deus.
Até a próxima!
Zezé de Moura, Janeiro 11 2021

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 12-Janeiro-2021 / 7:35:58


O primo Pedro Pires Neto, através de WhatsApp, informa que será lançado no primeiro semestre deste ano o livro “Pedro Pires Ferreira, meu pai” de autoria da escritora e professora Nevinha Pires. É uma publicação “post mortem”.
A autora deixou manuscrita a história do seu pai, líder político, empresário e cidadão Pedro Pires Ferreira, que se confunde com a história de Tabira.
Era desejo da autora deixar essa obra para os tabirenses.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 6-Janeiro-2021 / 14:56:45

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Ao clicar em qualquer um dos 220 vídeos, vc verá a opção "INSCREVER-SE".

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 1-Janeiro-2021 / 9:35:57
Caro Fernando.
Não há muito o que falar... como frequentador diário do "Afogados da Ingazeira ontem & hoje", transmito-lhe os meus votos de um Ano Novo pleno de felicidades.

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Manoel, agradeço e retribuo, desejando-te, e aos teus, um 2021 com Paz, Saúde e Prosperidade. (Fernando Pires)

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Manoel Rodrigues Neto <manoelneto1946@gmail.com>
Rio de Janeiro, RJ Brasil - 31-Dezembro-2020 / 14:26:54


Gervásio Fioravanti (foto) é o nome de uma rua no Bairro das Graças, localizada entre a rua que denomina o bairro e a Rua da Amizade.
Valeu, Fernando e Sidney.

José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 29-Dezembro-2020 / 5:54:26

Expedita Marques Ferreira (foto), minha tia, faleceu às 7h da manhã de hoje, aos 78 anos de idade (05.06.1942 - 28.12.2020), em São Paulo.
Ela saiu do Recife quando tinha apenas 14 anos de idade, indo morar em Vitória da Conquista, na Bahia. Algum tempo depois, ela, minha avó e tia Mazé foram para a cidade de São Paulo, onde estudou, trabalhou, se casou e teve duas filhas.
Neste 28 de dezembro, após sete anos de luta contra a doença, veio a óbito.

Maria Lucia de Araújo Nogueira
Recife, PE Brasil - 28-Dezembro-2020 / 14:11:07
Gervasio Fioravanti Pires Ferreira foi um dos três filhos de Gervásio Campello Pires Ferreira, e este, filho de Mutuca, como era conhecido Domingos Caldas Pires Ferreira, o quinto dos onze filhos de Gervasio Pires Ferreira, que tem aquela rua - antiga Rua dos Pires. Ali era a antiga estrada que ligava 'Santo Amaro das Salinas' aos Coelhos, e passava por onde o pai de Gervasio, Domingos, tinha seu sítio.
Lá, nasceram Gervasio, o 12º, e mais outros 13. O logradouro hoje é denominado 'Rua Gervásio Pires'.
Gervasio Fioravanti, portanto, era neto de Mutuca e bisneto de Gervásio. Tem um belo busto desse bisneto Fioravanti na subida de uma das escadarias da nossa Faculdade de Direito.
O sexto irmão de Gervasio era José Pires Ferreira. Foi o único dos filhos homens de Domingos que não foi estudar em Coimbra e passou a proprietário de terras, muitas, entre o Piauí e o Maranhão.
Esse ramo é a origem dos Pires de Fernando Pires. Uma longa história.

Hercules Sidney Pires Liberal <sliberal@uol.com.br>
Recife, PE Brasil - 28-Dezembro-2020 / 13:37:39
Gervásio Fioravanti Pires Ferreira (foto), jurista, primeiro promotor público do Recife, deputado, poeta, membro da Academia Pernambucana de Letras e do Instituto Arqueológico, Histórico Geográfico de Pernambuco, deve ter algum vínculo familiar com Gervásio Pires Ferreira.
Com a palavra Fernando Pires.
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Oi Tadeu, acredito que sim. Vou repassar para o primo Sidney Pires, filho de Pedro Pires Ferreira, pois ele está montando a Árvore Genealógica de nossa família.
Obrigado!
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José Tadeu de Góes <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 27-Dezembro-2020 / 12:24:44

Feliz Natal - Merry Christmas

Caro amigo Fernando Pires, nesta data tão significativa para o mundo Cristão, quero te desejar um Feliz Natal e Ano Novo cheio de bênçãos celestiais.
Que o Senhor vos abençoe e guarde. São os nossos votos.

Estamos nos preparando para nos reunir com filhos e netos logo após o café da manhã, e estaremos passando o dia em 'Oranje County'. É uma cidade costeira, em local muito agradável.
O Senhor tem nos abençoado de maneira que me faz repetir continuamente: Louvado seja o Senhor Deus e seu filho Jesus Cristo. Aleluia, amém!

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Caro Zezé, que Deus te abençoe e aos teus, neste Natal, e que tenhamos um novo ano de Paz! (Fernando Pires)

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Zezé Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA EUA - 25-Dezembro-2020 / 12:04:36


Hoje nos solidarizamos com o amigo Nill Jr. pelo falecimento de sua irmã Nívea Cléa Ramos Galindo, ocorrido na capital pernambucana nesta segunda-feira 21.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 21-Dezembro-2020 / 21:07:38
Faleceu no dia 17 de dezembro de 2020 (em Serra Talhada), Maria Sinelândia De Siqueira Lopes (foto), esposa do empresário José Lopes Nogueira, popularmente conhecido como Zuquinha.
Nascida em Iguaracy, mudou-se ainda muito jovem para Afogados da Ingazeira onde formou uma família numerosa e sólida.
Uma dona de casa e esposa exemplar, ela foi também uma mãe e avó incomparável. Mulher forte, prestativa e caridosa, ajudava muitos ao seu redor e mantinha enorme carinho e atenção especial aos animais de rua.
Marido, filhos, sobrinha, genros e netos, ainda profundamente consternados com a perda, agradecem aos familiares, amigos e a todos que expressaram sua solidariedade neste momento de dor.
Outrossim convidam a todos para a Missa do Sétimo Dia a ser celebrada nesta quarta-feira 23, às 19 horas na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios. Será uma missa campal.
Por mais este ato de fé, os familiares agradecem

Ana Maria De Siqueira Lopes <ams.lopes@hotmail.com>
Oslo, Noruega - 21-Dezembro-2020 / 17:47:08

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 19-Dezembro-2020 / 6:53:42

Oito anos de saudades de minha irmã Maria Betânia Bezerra de Freitas.
Ela nasceu no dia 2 de setembro de 1962, e faleceu em 18 de dezembro de 2012.

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Ela foi casada com João Carlos Alves Viana (Cacau, filho de José Ivanildo Braga Viana, primeiro subgerente do BB-Afogados da Ingazeira nos anos 1960).

Cacau faleceu ontem (17.12), em Goiana, PE.
Que Deus conforte seus familiares.

Maria Goretti Freitas
Recife, PE Brasil - 18-Dezembro-2020 / 11:10:48

Faleceu ontem, aos 39 anos de idade (13/10/1981 - 17/12/2020), no Hospital Regional Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, o nosso conterrâneo/amigo Silvio Cesar de Lima Ramos.

Portador de comorbidade (hipertensão e diabetes), tinha deficiência visual, mas, um jovem extrovertido e ativo com grande círculo de amizade.
Aos seus pais Ângelo de Melo Ramos e Edna de Lima Ramos, nossa solidariedade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 18-Dezembro-2020 / 9:43:17

Francisco Aurélio Pires Torres
27.10.1973 – 27.10.1999

No dia 21 de outubro de 2012 (há 8 anos) pedi pra minha tia Dária escrever algo sobre o seu filho, meu primo Francisco Aurélio, e ela respondeu:
"É difícil escrever a história de Aurélio, por motivos óbvios; fiz assim, então:

FRANCISCO AURELIO PIRES TORRES
Filiação: Joseli Gomes Torres e Dária Lúcia Pires Torres
Nascimento: 27 de outubro de 1973
Morte: 27 de outubro de 1999 (no dia do seu aniversário, aos 26 anos de idade)
Estudante do Colégio Salesiano do Sagrado Coração

Sempre, em todos os momentos, após à ausência de treze anos de Francisco Aurélio, a completar no próximo 27 de outubro de 2012, se desenha pra mim, como humanamente suportei a dor de sua perda prematura, e verifico também que ao longo de minha caminhada, e em todas as situações adversas que vivi, a resposta clara e precisa que encontrei foi no Amparo de DEUS. Daí, diante da minha FÉ, a forma presente de falar do meu filho: boa índole, carinhoso, inteligente, mas, que não conseguiu a felicidade e a paz com os dons que tinha.

Meu filho muito amado, 'Quando o inverno, verão, outono e primavera chegarem (no tempo de DEUS) eu quero estar junto a ti'.
Te amo até o céu.
INFINITAMENTE!

Tua mãe, Dária."

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Dária faleceu no dia 10 de março de 2015, e foi sepultada no túmulo da nossa família, junto ao seu filho, em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 18-Dezembro-2020 / 7:30:28

Em 2003, para entrevistar dona Creuza, "Personagem da Nossa História", conversei com o filho Silvério Queiróz, e que teve a sua concordância."
Quando desse encontro, Silvério esteve presente.



Fomos informados, há pouco, do falecimento de dona Creuza Queiróz, viúva de Zezé Rodrigues, nesta terça-feira 15, aqui no Recife.
Ela contava 95 anos de idade.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Dezembro-2020 / 21:19:10

Damião Alves dos Santos (Bião)
10.12.1935 - 26.11.2012

Filho dos agricultores Antônio Alves dos Santos e de Maria Alves de Queiróz, Bião nasceu na zona rural de Carnaíba, no sítio Olho d’Água, em 10 de dezembro de 1935. De uma família de sete irmãos e de origem humilde, com exceção de um deles, todos são católicos. Viveu toda a infância na zona rural. Somente aos 16 anos começou a frequentar a escola municipal em Carnaíba.
Em julho de 1955 foi morar em Afogados da Ingazeira onde cursou admissão ao ginásio, o ginasial e comercial básico no Instituto Pio X. De 1957 a 1960 explorou o comércio de tecidos e miudezas. De janeiro de 1960 a dezembro de 1961, esteve em Brasília, DF, retornando a Afogados da Ingazeira e, entre os anos de 1962 e 1965, explorou o comércio de estivas.

Em 13 de outubro de 1963, celebrado por Padre Antônio de Pádua Santos na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, se casou com Maria do Carmo Honorato. O casal teve dez filhos: dois homens e oito mulheres.

Em 1965 Bião iniciou os estudos de Contabilidade no Ginásio Cenecista Monsenhor Pinto de Campos, concluindo-o em 1967. A atividade como técnico em contabilidade, em sociedade com sua tia, foi em dezembro de 1967. Em 1973, na Faculdade Francisco Mascarenhas, em Patos, na Paraíba, iniciou o curso de Ciências e Letras, concluindo-o em 1978, quando foi efetivado professor estadual, ensinando Contabilidade, Economia e Mercado, Direito e Legislação Aplicada e Teoria da Informática, no Ginásio Mons. Pinto de Campos e Escola Mons. Antônio de Pádua Santos. Durante 21 anos exerceu o magistério.

Participou de Junta Apuradora de Eleições durante muitos anos; como político, foi presidente de partido (antiga ARENA) durante 5 anos, e vereador por quatorze anos, dois dos quais como presidente da Câmara Municipal. Dentre os seus projetos podemos citar a nominação de logradouros da cidade. Foi o relator da Lei Orgânica do Município de Afogados da Ingazeira e participou da Comissão Temática que elaborou o anteprojeto, sendo, também, o relator da Comissão de Sistematização.

Damião enveredou na política desde o governo do prefeito Possidônio Gomes dos Santos (1955-1959). Foi opositor de João Alves Filho no seu segundo mandato (1983/1988), mas disse que ele fez um bom governo, pois, como vereador da oposição, foi atendido em vários dos seus pleitos, revelando-o um “prefeito de obras”. “Era comum se ver Joãozinho controlando as finanças da Prefeitura em papel de embrulho. Não era mesquinho nem fazia negociatas com o dinheiro público”, disse. Mesmo sendo de oposição, Damião encampou um movimento para a aprovação dos Projetos do prefeito Joãozinho Alves, pois este era um homem e político sério e bem intencionado.
Foi reeleito para mais 4 anos (1989/1992), pelo mesmo partido, com o prefeito Orisvaldo Inácio da Silva. No seu terceiro mandato (1993/1996), também pelo PDS, com o prefeito Totonho Valadares, foi presidente da Câmara Municipal por dois anos. Atuou como tesoureiro municipal no último mandato do governo Gisa Simões.
Após a Constituição de 1988, foi o relator da Lei Orgânica do Município, após haver participado como primeiro secretário e membro de outras Comissões da Câmara de Vereadores.
Dizia-se decepcionado com a política. “A gente, como legislador, entra na política com a intenção de fazer alguma coisa pelo povo, mas vem o executivo que quer ter o vereador como ‘espoleta’ para aprovar tudo o que ele quer e que seja do seu interesse pessoal. No primeiro mandato, o prefeito Antonio Valadares (1993/1996) queria aprovar a Cobrança de Iluminação Pública (CIP), mas eu discordei, pois era um projeto inconstitucional”, disse Bião. Tendo esse projeto sido aprovado posteriormente, menciona como exemplo a cobrança absurda de R$ 80,00 de Iluminação Pública de uma pequena sorveteria na Trav. Major Antônio Cesar.

No último mandato do Governador Miguel Arraes, foi nomeado Diretor da escola de 1º e 2º graus, atualmente Mons. Antônio de Pádua Santos. Mesmo aposentado como professor estadual (1999) e pelo INSS (2004), exercia a atividade de Técnico em Contabilidade, ajudando suas filhas no escritório.

Era um homem apreciador da boa leitura, bater papo com os amigos e discutir política. Não tendo preferência literária, lia muito os autores nacionais: Humberto de Campos, Machado de Assis, José de Alencar, Jorge Amado. Só para ilustrar, leu: Gabriela, Vidas Secas, Memórias do Cárcere, O Tronco do Ipê, Vale de Josafá (passagem bíblica), dentre outros.

Faleceu numa segunda-feira, 26 de novembro de 2012, próximo aos 77 anos de idade, em Afogados da Ingazeira, em decorrência de um CA.

Neste dezembro, Damião Alves dos Santos completaria 85 anos de idade.

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Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 14-Dezembro-2020 / 15:08:59
Delmiro Nazário de Sousa

Há 116 anos nascia no Sítio Brotas, Afogados da Ingazeira, no dia 23 de dezembro de 1904, filho do casal Joaquim Nazário de Sousa e Maria Joaquina de Carvalho, Delmiro Nazário de Sousa. Seus irmãos: Moisés, Severina, Maria José (Santa) e Luzia Nazário de Sousa.
Quando contava 15 anos de idade (1919) seu pai faleceu, e Delmiro, único filho solteiro dos cinco irmãos, teve que assumir a responsabilidade de defender os interesses econômicos de sua mãe, já residindo no Sítio Riacho da Onça, onde seu pai deixou como herança um grande açude, plantações de algodão e de cana-de-açúcar, um engenho de fabricação de rapadura (produto de grande aceitação comercial na época) e criação de gado bovino.
Foi um homem comedido e, quando jovem, um tanto vaidoso. O segundo ou terceiro automóvel (Ford 24) que circulou nas ruas de Afogados da Ingazeira lhe pertencia. Vendeu-o com o objetivo de comprar outro mais moderno, mas devido se tratar de um homem muito tímido e vir a obrigatoriedade da carteira de habilitação desistiu da nova aquisição.
Em 1931 se casou com a jovem Luiza Nunes de Azevedo, procedente do Sítio Carro Quebrado, situado nas proximidades do distrito de Varas, hoje Jabitacá, Iguaracy. Da união de Delmiro e Luiza nasceram os filhos: Maria José (Zélia), Joaquim, Pedro, Inês e Maria de Lourdes Nazário de Azevedo.
Delmiro tinha grande afeição por sua mãe, e por esse motivo nunca deixou o Sítio Riacho da Onça, vivendo de plantar cana-de-açúcar, algodão, agricultura de subsistência (milho e feijão de corda) e da criação de gado bovino, caprino e ovino. Homem de coração generoso, defensor do meio ambiente, seus melhores amigos em Afogados da Ingazeira foram: Luiz de Sá Maranhão (Seu Liliu), Miguel de Campos Góes (Miguelito), José Rodrigues de Brito (Zezé Rodrigues) e Aparício de Morais Veras, a quem dava preferência de vender sua produção de algodão.
Tinha aversão às cores vermelha e preta e a um juiz da comarca da cidade de Afogados da Ingazeira e proprietário do Sítio Borges, devido ter-lhe comprado um cavalo, procedente de furto, e o tal juiz o ter ameaçado mandar lhe meter na cadeia (...)
Seu único divertimento foi assistir os júris na cidade. Naqueles dias, selava seu cavalo e se dirigia à cidade com esse objetivo (exceto quando o júri era presidido pelo tal juiz). Admirava os debates entre promotores e advogados.
Gostava de usar os pensamentos: “não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”; “filho só puxa o pai quando o mesmo é cego”; “o homem que não sabe ler é comparado a um cego”; “a pessoa que não lê é perdida no mundo”.
Zeloso no cumprimento do dever de homem e pai de família, procurava inspirar nos filhos essa nobreza de caráter. A simplicidade de sua vida na zona rural não ocultava a preocupação com o futuro dos filhos. Tinha o hábito de usar chapéu. Só o tirava da cabeça quando ia fazer as refeições, tomar banho ou dormir. Sua marca de preferência era a Ramezony 3X. Em 1965 comprou o último na loja do Senhor Guardiato Veras, produto de uma encomenda reservada pelo funcionário Israel Marques dos Santos. Ainda hoje a família o guarda com muito carinho.
Aos 62 anos de idade nunca havia tomado uma injeção. No dia 24 de junho de 1966 se submeteu a uma cirurgia de estômago no Hospital do Câncer do Recife, realizada pelo Dr. Almir Couto e, um mês depois, no dia 24 de agosto do mesmo ano partiu para o mundo dos mortos em sua residência na Praça Mons. Alfredo Arruda Câmara, nº 249, em Afogados da Ingazeira, PE, resignado, sem dar um único gemido.
Suas últimas palavras foram chamar pelo nome de seu filho Pedro. Deixou muitas saudades entres os familiares.

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 13-Dezembro-2020 / 10:38:28

Odilon do Amaral Góes
No próximo 14 de março completaria 114 anos

Filho de Cazuzinha Góes e Belizarina Amaral Góes, Odilon nasceu na cidade de Custódia, sertão de Pernambuco, no dia 14 de março de 1906. De uma família de 7 filhos, eram seus irmãos: Demóstenes (casado com Maria Emília, irmã de Guardiato Veras), Lodônio (casado com Quitéria), Antônio (casado com Laudicéia), José (casado com Severina Morais), Maria (Nininha) e Marieta do Amaral Góes (casada com Aristeu Campos Góes).
A família residia no sítio Serra da Colônia, Carnaíba, onde não existia escola, motivo pelo qual Odilon começou seus estudos com a idade de 9 anos, quando deixou a família e foi morar em Custódia na casa dos padrinhos de batismo. Naquela casa, procurou se dedicar aos estudos, pois seu maior sonho era aprender a ler. No entanto, o horário das aulas era somado ao trabalho na roça com o plantio de feijão, milho, limpa da terra e cuidados com o gado. À noite, muito cansado, já não tinha disposição para as tarefas escolares. Como era de se esperar, seu corpo frágil e em formação não suportou essa carga de atividades. Assim, após três anos fora de casa, pediu aos pais autorização para retornar, no que foi atendido.
Aos 12 anos, já em Afogados da Ingazeira, voltou a estudar. Os pais continuaram na Serra da Colônia onde Odilon os visitava semanalmente. Nessa época Odilon Góes começou a trabalhar na loja de Secos & Molhados de dona Maroca, mãe de Cazuzinha e Liliza Travassos. Depois, já com 19 anos foi trabalhar na loja de Guardiato de Moraes Veras, onde permaneceu por muitos anos, até conseguir sua aposentadoria.

O seu matrimônio com Maria de Lourdes Freire Nascimento (Lurdes Góes) foi realizado em 5 de dezembro de 1935, em Ibitiranga (antiga Boa Vista), na casa de Cirilo José do Nascimento e Leontina Freire de Oliveira, pais da noiva. O Padre João Amâncio foi o celebrante. A festa do seu casamento durou três dias, com muita comida (foi abatido um boi) e animação da banda musical de Afogados da Ingazeira. Jaime Gomes Travassos e Antônio Mariano Silvestre (Antônio Dondon) foram os coroinhas. Quando se casou, Odilon Góes já trabalhava na loja de seu Guardiato Veras. O casal teve sete filhos: Jeanete, José Humberto (falecido), Terezinha (falecida), Maria Lúcia, Magdala, Carmem Lúcia e Marluce Freire Góes.

Odilon Góes trabalhou 36 anos, até abril de 1960. Após a aposentadoria, passou a explorar um pequeno comércio de tecidos até quando se sentiu disposto. Algum tempo depois, devido ao peso da idade, abandonou o comércio, passando a ocupar o tempo com o seu sítio, nas proximidades da cidade, como forma de lazer.
Fumava com frequência e gostava muito de ler, especialmente jornais, além de conservar o hábito de ouvir rádio. Em tempos outros, a sala de sua casa ficava cheia de gente: eram os vizinhos que queriam ouvir o Repórter Esso, noticiário jornalístico de grande sucesso até os anos 60.

Homem católico, muito correto e de poucas palavras, dizia aos amigos que a fortuna que iria deixar para os filhos se traduzia no exemplo do seu proceder. Acometido de um enfisema pulmonar, passou quase dez anos adoentado, até que, em decorrência de um AVC, faleceu numa quinta-feira, 29 de março de 1990, aos 84 anos de idade, em sua residência na Praça Padre Carlos Cottart, 22, em Afogados da Ingazeira. Seu sepultamento foi realizado no Cemitério São Judas Tadeu.
[Por Milton Oliveira, com enxertos nossos]

Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 11-Dezembro-2020 / 14:30:02

Há 31 anos [4 de dezembro de 1989] Afogados da Ingazeira perdia o talentoso radialista, professor, ator, multi artista Waldecy Xavier de Menezes.
Hoje estaria com 92 anos de idade.

Na Rua Maciel Pinheiro, em Nazaré da Mata, Pernambuco, nasceu Waldecy Xavier de Menezes. Era uma quarta-feira da manhã de 22 de abril de 1928. Waldecy teve uma infância de menino pobre. Estudou no Grupo Escolar Maciel Monteiro, em Nazaré da Mata. Ao voltar da escola ia com os irmãos para um pequeno sítio do seu pai, próximo à cidade, ajudar no plantio de milho, feijão e batata-doce, produtos que completavam a alimentação da família.

Conheceu o padre João José da Mota e Albuquerque por essa época, de quem recebeu o convite para fazer parte da Cruzada Eucarística, tendo Waldecy Menezes permanecido algum tempo ajudando na igreja, inclusive como sacristão. Ao fundar o colégio em Nazaré da Mata, o padre Mota levou Waldecy para estudar lá, dando-lhe ensino gratuito, além de todos os livros escolares. Tempos depois, já rapaz, Waldecy Menezes deixou a terra natal e foi para o Recife tentar a sorte. Conseguiu emprego de bilheteiro no Cinema Glória, localizado no pátio do Mercado São José, no bairro do mesmo nome. Depois foi promovido a gerente. Por lá passou quase dois anos, depois decidiu retornar à terra natal.

Em Nazaré da Mata, manteve contato com a Companhia de Teatro Oden Soares que se apresentava na cidade. Contra a vontade do pai, seguiu em caravana com esses atores mambembes. Portanto, era rapaz quando, pela primeira vez, subiu no palco para representar. Antes, no tempo que estudou no colégio das freiras, em Nazaré da Mata, havia participado de uma peça teatral, onde fez o papel de São Tarcísio.

Em Senador Pompeu, no Ceará, o dono da Companhia de Teatro teve de abandonar o grupo, por questão de saúde na família. Dois meses depois, quando a Companhia chegou a Quixadá (CE), a cidade estava em plena campanha política e não houve oportunidade para os atores encenarem as peças do repertório, de modo que, sem trabalho, eles chegaram a passar fome. Entretanto, quando a cidade tomou conhecimento do drama que atormentava os componentes da Companhia de Teatro, socorreu-os com dinheiro e gêneros alimentícios. Dali eles seguiram para outras praças, onde se apresentaram com sucesso. Ao chegar à cidade de Campina Grande, na Paraíba, a Companhia de Teatro foi desfeita e Waldecy Menezes foi para o Recife. Fez teste na Rádio Clube de Pernambuco (PRA-8) e em 7 de janeiro de 1951, às 18 horas, pela primeira vez utilizou um microfone profissional, na radionovela “Santa Cecília”, onde fez o papel de um cego, pronunciando uma única frase: “Patroa, o jantar está à mesa. ”

Em 1º de janeiro de 1954 Waldecy Menezes foi para Belém, no Pará, ajudar na instalação da Rádio Marajoara, que foi ao ar no dia 26 de janeiro daquele mesmo ano. No seu retorno ao Recife, passou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco. Trabalhou, também, na Rádio Tamandaré. Mas foi na Rádio Clube que ele teve maior projeção, inclusive chegou a trabalhar com Chico Anysio, Fernando Castelão, J. Austragésilo e outros monstros da comunicação.

Em 1959, o então bispo de Afogados da Ingazeira, Dom João José da Mota e Albuquerque - o ex-professor padre Mota -, seu amigo, procurou o radialista e o convidou para administrar a Rádio Pajeú de Educação Popular que estava sendo instalada naquela cidade. Em 26 de setembro de 1959, ao final da tarde daquele sábado, Waldecy Xavier de Menezes desceu do trem, pisando, assim, pela primeira vez, o solo de Afogados da Ingazeira, cidade que o acolheu como filho e por ele foi amada de forma invulgar. Da estação, Waldecy Menezes seguiu num carro de praça (Ford 29, dirigido por Carlos Brito) em direção ao Grande Hotel, onde ficou hospedado alguns meses. Depois se mudou para o Palácio Episcopal, residindo, durante muito tempo, na companhia do bispo.

No dia 4 de outubro de 1959 foi inaugurada a Rádio Pajeú. “Luzes da Ribalta” foi a primeira música a ir ao ar. Waldecy trazia um rádio de pilha na mão, quando entrou no Cine São José à procura do bispo, que ali estava inspecionando o trabalho dos pedreiros. Tinha um sorriso nos lábios e foi logo dizendo: “Dom Mota, sua emissora está no ar.”

Em maio de 1961, Dom Mota foi assumir a diocese de Sobral, no Ceará. Waldecy Menezes teve, então, de deixar o Palácio Episcopal, indo residir na casa do Sr. Manoel de Sá Maranhão, mais conhecido como Deda Capitão, que abriu as portas de seu lar para o radialista, atendendo a um pedido de Dom Mota. Quase seis anos depois, Waldecy Menezes deixou essa família e o lar que o acolheu, para se casar, em 6 de dezembro de 1966, com a professora Ivanise Pereira de Menezes, com quem teve os filhos: Alexandre Magno, Aline Márcia, Adriana Flávia e Ana Patrícia.

Antes de deixar a diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Mota pediu a Waldecy Menezes que permanecesse na Rádio Pajeú enquanto fosse possível. E o radialista só a deixou ao morrer. Ao ser indagado, numa entrevista, se teria condições de atender o pedido do bispo, Waldecy Menezes respondeu: “Mesmo que eu não tenha mais condições de trabalhar, mesmo aposentado, todos os dias terei de ir à Rádio Pajeú, ao menos para vê-la, a não ser que esteja hospitalizado. Estou, e estarei na Rádio Pajeú até o fim dos meus dias.”

Professor brilhante, proficiente, de oratória invulgar e bela, Waldecy Xavier de Menezes foi o que de melhor pode prover o ensino médio, no Vale do Pajeú, no tocante ao mister de lente, na cadeira de História. Ao tempo em que exercia o magistério, Waldecy Menezes fez Licenciatura na Faculdade de Formação de Professores, na cidade de Arcoverde (PE). Homem católico e muito inteligente.

Apresentou inúmeros programas de auditório no palco do Cine São José. No período de inverno, o programa acontecia à noite, na sexta-feira, e chamava-se “Festa na Roça”, sendo auxiliado, durante algum tempo, pela professora Maria do Carmo (Carminha da Estação), que, ao lado dele, formava o casal de matuto. Nas demais épocas, o programa era na manhã do domingo, e tinha, agora, o nome de “Domingo Alegre”. Os jovens cantores locais (Antônio Xavier, Assis de Floriano, Eduardo Rodrigues, Lindaura Siqueira, José Martins, Maria da Paz, Júlio Góes, Oscarzinho, Geraldo Valdevino, Milton Freitas, Luciana Arcoverde (Lulita) e tantos outros) tinham, no programa, espaço para exibirem o talento artístico (Maria da Paz, em memória). Waldecy Menezes também trouxe para seus programas, artistas renomados, como Genival Lacerda, Hélio Lacerda (Lacerdinha), Luiz Gonzaga, Coronel Ludugero, Waldik Soriano, Alcides Gerardi, José Augusto, Adilson Ramos e outros mais. Infelizmente, por falta de patrocínio, tanto o “Festa na Roça” como o “Domingo Alegre” tiveram de ser interrompidos.

Como bom ator que era (já havia trabalhado no filme “Canto do Mar”, de Roberto Cavalcante, onde teve como companheira a atriz Aurora Duarte), Waldecy Menezes fez muito sucesso por onde passou, especialmente ao declamar poesias belíssimas, sendo a mais requisitada, justamente pelo seu impacto emocional, o monólogo “Perfil de Hospício”, de Alberico Bruno: “Num recanto de hospício, / Eu contemplava ali um mundo de sofrimento. / Em cada cela havia um mundo diferente. / A um canto / Uns falavam, outros sorriam...”

Nos últimos anos de vida, Waldecy ficou praticamente cego. Não conseguiu juntar dinheiro suficiente para impedir o avanço da catarata. Logo, porém, recebeu ajuda, e pôde finalmente trocar o cristalino ocular, recuperando a visão. Enquanto esteve com essa deficiência, contou os passos que dava de casa à Rádio, mas não quebrou a promessa feita ao seu velho amigo Dom Mota.

Waldecy Menezes faleceu no dia 4 de dezembro de 1989 [há 31 anos], aos 61 anos de idade, no Hospital Miguel Calmon, em Casa Amarela, na cidade do Recife, sendo sepultado em Afogados da Ingazeira. Seu féretro foi acompanhado por milhares de amigos e fervorosos admiradores. (por Milton Oliveira com enxertos nossos)

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Pioneiro na comunicação radiofônica no sertão pernambucano, através da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, e muito querido na região do Pajeú, não poderíamos deixar de registrar suas memórias. Já bastante debilitado, por meses tentamos essa entrevista, até que em março de 1989, nove meses antes do seu falecimento, ele concordou em conversar conosco. Para tanto, convidei Milton Oliveira e Anchieta Santos para nos auxiliar nesse empreitada. O amigo Luiz Guaxinim estava presente com o seu saxofone.



Fernando Pires <fernandopires1@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 9-Dezembro-2020 / 10:30:08
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