AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Neste dia dos pais, para os que gostam de poesia, este verso de VAL, filho de Lourival Batista, extraído do Livro "As curvas do meu caminho" de Manoel Filó:

MEU FILHO
...
Me encare de frente a frente,
Eu sou seu pai, seu amigo
Não corte mais o caminho
Quando encontrar-se comigo
Vamos andar abraçados,
Como dois irmãos gerados
No ventre da mãe de Deus
Que os defeitos dos meus atos
Ganharam novos formatos
Vendo a virtude dos seus.

Sobre os comentários de Luciano e Edson, um pouco de tucupi com umbu:
- Recentemente em um debate acadêmico os "modernos" queriam textos sobre versões contemporâneas e futuristas para gestão de pessoas, especialmente seleção e retenção:
Vendo que não chegaríamos em lugar nenhum eu "sapequei": gente, para boas coisas não há tempo, elas não têm vencimento: Leiam Êxodo 18, 13 a 27 (A nomeação de auxiliares) que as respostas para suas inquietações estão lá e servirão hoje e amanhã.
Feliz dia dos pais.

ADEMAR Rafael Ferreira - IP 187.25.140.102 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 9-Agosto-2009 / 8:16:56
CARO FERNANDO PIRES, CAPRICHOSO CRIADOR DESTE SITE, CARÍSSIMOS COLABORADORES DESTE LINK, PREZADOS LEITORES. Independentemente da forma de expressão, seja ela: satírica, poética, ou totalmente informal, aqueles que, a exemplo de mim, de alguma forma, viveram e participaram da vida em comunidade no Sertão do Pajeú, a exemplo daqueles que nasceram e se criaram nesse querido solo sertanejo, têm uma maior predisposição, para escrever, para ler e reler (no meu caso, com muita emoção), os comentários, as crônicas, as estórias e os "causos" que marcaram, e que, verdadeiramente, fazem parte da nossa história. Há aqueles que condenam ou simplesmente ignoram a nostalgia, mas, na minha ótica, talvez em decorrência tempo, nada melhor e mais gratificante do que reprisar as boas e más lembranças. As boas para o pleno deleite; as más para que continuem servindo de lição.

Meus amigos, muitas vezes eu sonho com um grande encontro (e reencontro) de todos aqueles que preservam tais sentimentos para um proveitoso debate.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.93.253.172 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
Caruaru, PE Brasil - 8-Agosto-2009 / 12:01:20
Meu irmão Luciano se foi! Tudo que ele queria era viver...

Não chamem o meu falecimento de leito da morte,mas de leito da vida.

Dêem minha visão ao homem que jamais viu o raiar do sol,o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.

Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor.

Dêem meu sangue ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro,para que ele possa viver para ver os seus netos brincarem.

Dêem os meus rins às pessoas que precisam de uma máquina para viver de semana em semana.

Retirem meus ossos,cada músculo,cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar.

Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem minhas células e deixem-nas crescerem para que um menino mudo possa ouvir o gritar em um momento de felicidade ou uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela.

Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento,para ajudarem as flores brotarem.

Se fizerem tudo o que eu pedi,estarei vivo para sempre.

Fátima Arcoverde
Arcoverde, PE Brasil - 8-Agosto-2009 / 8:38:48
UM BREVE ALÔ A TODOS...
Neste momento, perante todos os frequentadores desta Tribuna Democrática quero fazer uma confissão. Quem é assíduo nesta página, percebeu que a minha frequência é de pouco tempo. Na verdade o Fernando já havia me convidado várias vezes, e eu sempre relutava, pois não achava que meus escritos fossem chamar a atenção de alguém. Eu estava enganado por não considerar e até subestimar a generosidade dos amigos. O fato é que depois da primeira crônica (ou postagem) a coisa virou coceira, (daquela que dava entre os dedos e a gente ficava roçando na beira da rede, lembra?). Uma coceirinha daquela não havia dinheiro que pagasse.

Mas, sem tergiversar... depois que começou, veio a próxima e a outra e outra mais... Nessa interação, reencontrei velhos amigos que têm o efeito de um bálsamo no ego. É bom saber que os nossos companheiros de outrora estão bem e com a mesma lucidez dos velhos tempos. Assim, destaco a alegria de ter, de vez em quando, a participação do Edson Bigodão (essa fera!); o Gilberto que é um bom caráter, mas faz o tipo cri-cri... Gilberto, a vida é isso. Cada qual ao seu modo. Esse seu jeito e sua postura no Blog do Itamar, não reflete, necessariamente, sua índole, sua personalidade. Eu sei disso.
Já do Zezé Moura, espero ansioso e leio avidamente, o que ele escreve, pois vem recheado de uma nostalgia gostosa, transportando-me para a antiga Rua 13 de maio (hoje Senador Paulo Guerra). À tardinha, todos os dias, eu vinha na casa de vovó Rosa (meu avô Zé Constância), comer bolo de caco. Ela já estava a me esperar com os bolinhos na mesa, cobertos por uma toalha feita de saco, bem branquinha de tão limpa. Eu comia os bolos e descia até a casa de tia Eunice (esposa de Chico Berto). Quando voltava, já anoitecendo, ao chegar no antigo cemitério, onde hoje é o Fórum, a carreira era grande com medo das almas. Do jeito que vinha, entrava no beco de Seu Ezequiel Moura e saía na Rio Branco.

São essas lembranças que o Zezé Moura faz despertar, trazendo uma Afogados de outros tempos. Mas, hoje eu tive a imensa satisfação de rever - pois o Fernando pôs a foto do meu querido - Geraldo Trepidant’s. O Geraldo, para quem não sabe, é dotado de uma inteligência privilegiada. É “capa-gato” como eu (prá quem não sabe, “capa-gato” é Técnico Agrícola). Aliás, quando cheguei no Colégio Agrícola da UFRPE, a fama de Geraldo já estava consolidada. Ele se foi e a fama ficou. Contava-se que foi o Geraldo o inventor da Regra de Crôi (será essa a grafia?), pouco importa, o fato é que o Geraldo tinha a dita - Regra de Crôi - que permitia resolver mais facilmente os complexos problemas de matemática.
Geraldo sabe que quem conviveu num Colégio Agrícola, principalmente quando estávamos num período de formação da personalidade, desenvolveu, dentre outras qualidades: o espírito de coleguismo, de fraternidade, e muitas amizades surgiram no internato e perduram até hoje.

Pois bem, meus amigos, é por estas e outras razões, destacando a oportunidade que temos de aprender com os amigos, que a frequência no Blog, torna-se uma mania saudável e, para mim, quase compulsiva. Quando chego em casa e ligo o computador para trabalhar, vou antes, saber quem deu o “ar de sua graça”; como agora, que tive a grata surpresa de encontrar a intervenção do Gilberto Moura. E aqui vai um pedido: Gilberto, conte-nos, também, fatos que você tem guardado na memória, sobre a nossa Afogados. Por último, quero enfatizar a beleza de reflexão que fez minha irmãzinha - Elvira Siqueira - num texto belíssimo, como ela sabe fazer. Depois que Elvira fala, eu me calo.
Vocês, todos, são demais! Um beijo carinhoso na veia aorta (com cateterismo e tudo, viu Bigodão?).

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.39.82 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 7-Agosto-2009 / 19:35:19
Caro Luciano, lindos textos! Retratam com maestria a Afogados da Ingazeira que vive em mim e em muitos como nós. Falando de Zé Doido, que aliás era meu parente por parte de mãe, gostaria de testemunhar que o mesmo era honestissimo, trabalhava na roça com bastante eficiencia e tinha ternura para cuidar de sobrinhos pequenos. O amigo pode imaginar Zé Doido dando banho e depois pondo roupa, penteando cabelo e calçando uma criança de 2 anos?
Quanto a Maravaia, realmente era um "pop star" ao seu modo. Daquele reco-reco saia sons muito superiores a certas bandas de fuleragem de hoje em dia. Não sei se recordas de um outro pedinte que tocava um instrumento que era verdadeira instalação psicodélica de música experimental, consistia num arco de madeira com corda de arame semelhante a um berimbau gigante que era apoiado em duas latas vazias de querosene Jacaré à guisa de caixas de ressonância, ele tangia a corda de arame com uma baqueta e tirava as notas passando sobre o arame as bordas de uma colher. Solava musicas inteiras com bastante qualidade.
Quanto ao meu corte de cabelo, é um legitimo "Elesbão".

Gilberto Carvalho Moura- IP 201.22.20.132 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 7-Agosto-2009 / 15:45:06
Falo bastante... Porém hoje, agora, depois de ler a crônica perfeita do grande amigo Dija, só tenho uma palavra pra dizer: Obrigada.
A Fernando, pela iniciativa de colocar Afogados da Ingazeira ao alcance das nossas mãos e das nossas cabeças saudosas dos bons momentos que lá passamos e a todos aquele que se lembram de Luciano de Auristela de MIlinha, como era costume chamá-lo.
Guerreiro, lutou sempre pela vida e nesses últimos quinze dias foi um lutador implacável contra a infecção que o vitimou.
Estive com ele desde o começo do tratamento até o final. Hoje tenho certeza que ele estará comigo na luta para que outras pessoas consigam finalmente o ÓRGÃO que lhes restituirá a VIDA.

DOAR UM ÓRGÃO É DOAR VIDA.
SEJA DOADOR!!!
EU SOU!!!

Um abraço para todos.

Fatima Arcoverde - IP 189.119.226.76 <fatimarcoverde@gmail.com>
Arcoverde, PE Brasil - 7-Agosto-2009 / 13:20:40
Grande amigo e conterrâneo Luciano Bezerra.

Lendo o seu comentário com o título "PADRE ASSIS: SANGUE NOVO NUMA RÁDIO JOVEM", realmente concordamos que o nosso querido Padre Assis fez muito por nossa terra, em especial pela Rádio Pajeú.
Como integrante da Banda Trepidants, lembro-me de que fomos procurados no Recife, em nossa residência, quando morávamos na UR-11 no Ibura, pelo padre Assis com a finalidade de nos contratar para dois shows. O primeiro seria o Baile no ACAI e o outro no domingo à noite no Cine São José. Posso afirmar, sem dúvida, que foi o maior show baile que aconteceu naquela época no clube ACAI em Afogados da Ingazeira.
Lembro-me de que já passava de uma hora da manhã, quando, olhando de cima do palco através dos vitrôs do clube, eu via a fila com muitas pessoas querendo entrar no clube, e eu me perguntava onde iria caber tanta gente, pois o clube já estava superlotado.

No domingo à noite, no Show do Cine São José, entrava na Banda Trepidants seu mais novo componente: o irmão caçula, Nenel. Cantando a música "Don't Cry for me Argentina, o público presente foi ao delírio, com muitas pessoas chorando de emoção. Lembro-me que ele passou quase a noite toda recebendo o pessoal que queria ver ele de perto e abraçá-lo. Tivemos que tirá-lo da cidade, para que pudesse descansar um pouco, pois, de Afogados iríamos fazer shows no estado do Piauí.

Como é bom relembrar o passado, e você, Luciano amigo, me fez relembrar esse tempo brilhante que não volta jamais.

Muito grato meu amigo! Aceite um forte abraço e um beijo no seu coração.

Geraldo Trepidants

José Geraldo <geraldotrepidants@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 7-Agosto-2009 / 10:53:09
NOSSA GENTE... NOSSA HISTÓRIA

Vou buscar na mente cenas do cotidiano de nossa Afogados e me vejo nos anos 60. Na minha casa havia, lá no quintal, um quarto quase ocioso, onde meu pai armou um balanço no qual eu passava horas a brincar com meus colegas vizinhos: Aloisio, o Lula, filho de Seu Inocêncio Nobelino, Nêgo, irmão de Lula, Esdras meu primo, enfim, sempre havia um colega a desfrutar daquele balanço que meu pai fizera e que, ainda hoje, vive a balançar nas doces lembranças dos tempos de menino.
Mas, naquele domingo, de manhã, meu pai chegara em casa e determinara: “Vá cortar o cabelo, já falei com Seu Domingos. Esse era o meu barbeiro, trabalhava num dos cômodos da casa de Seu Zé Bezerra, meu avô, na esquina da Avenida Rio Branco. Atravessei a rua e lá estava seu Domingos me esperando. Alguns minutos depois e eu estava exibindo o corte que era padrão para a cabeça da meninada. (Aliás a foto do Gilberto dá uma idéia exata do costume da época: o corte Jack Demis). De cabelo cortado, meu pai levou-me para a Praça Domingos Teotônio, onde tomei um copo do sorvete de João de Chica, que àquelas horas já estava a postos, servindo à freguesia. Naquele momento, passa Zé “Doido” em passos apressados, contorna a Igreja e retorna para pedir algum dinheiro: Aproxima-se e exclama: “Dá uma nooota!...”. Zé Doido era uma figura estimada por todos, apesar de seu jeito estabanado. E meu pai, para brincar com ele dizia: Eu lhe dou uma nota se você disser bem rápido: “Um papo de peru com um papo de pato dentro”. Ora, Zé Doido não conseguia nunca pronunciar esse trava línguas, depois de várias tentativas e isso era motivo de risadas. Até ele mesmo terminava sorrindo, quando recebia a nota e partia em disparada, que era seu modo de andar.

Subindo a ladeira do Rio Pajeú, podia-se ver Dom João, com sua dentadura feita de “aspas de ferro”. Quem se lembra!? Ainda hoje fico a imaginar como alguém concebeu aquela tortura para o pobre Dom João.

Em frente à Casa Freitas de Seu Fernando, ficavam a postos os dois engraxates: Perna de Pau e Aniceto. O Perna era pacato, respeitador, bom de papo, enquanto não tomava algumas biritas, porque depois que esquentava a cuca, tornava-se bravo e enfrentava qualquer parada. Contava-se que, certa vez, numa briga que enfrentou um desafeto, ao se ver em desvantagem, retirou a perna de pau e fez dela uma arma, pulando num perna e com a outra postiça, espancava seu contendor, fazendo com que este abandonasse a briga em vergonhosa carreira.
Outro engraxate que tinha vasta clientela, era o “Mão-de-Onça”. Esse vivia praticamente na casa de Seu Luiz Amaral. Fazia refeições lá e era tratado como alguém de casa, por Dona Estelita e por todos. O Mão-de- Onça tambem gostava da “água que passarinho não bebe”. E quando tomava mais da conta, ficava intratável.

E no cenário de nossos personagens, havia o “Sapinho de Rabo” - que era o terror da garotada. Este era nervoso, não aguentava a mínima provocação e “despejava” uma enxurrada de palavrões. E havia também o artista das ruas: o nosso Pedro Maravaia. Com sua sanfona, reco-reco e ganzá, o Pedro executava músicas que só ele poderia conceber harmonia tão desengonçada. Mas no seu mundo era um hit-parade. E o Maravaia enchia as ruas com seus acordes, despreocupado com a vida e com os problemas que ele não os tinha.
Dessas “figuras” lendárias, tínhamos o querido Lodi. Esse, um exímio jogador de peão. Ai de quem deixasse seu peão à espera de uma “fincada” do Lodi. Com sua mão certeira, abria qualquer peão em bandas. Era impressionante a pontaria de Lodinho ao jogar o peão sobre o outro. E o resultado era esperado. Mas o Lodi gostava de fumar cachimbo. O seu pai também fumava. Lodi às vezes pedia o cachimbo e o velho nem sempre o deixava fumar. Mas, certo dia, pela manhã, Lodi vinha descendo a Avenida Rio Branco, radiante de alegria, exclamando, na sua inocência: “Ui, pai morreu... ui... agora o cachimbo é meu! Podia-se ver que a despeito do trágico acontecimento, para ele, havia algo “de bom” pois com a morte do pai, poderia fumar no cachimbo, quando quisesse. Era compreensível, tratando-se de Lodi. E Deus conhece a pureza do coração dos seus, sabendo que nessa exclamação de alegria não havia desprezo pelo pai.

Nas nossas reminiscências do Centenário não poderíamos alijar essas pessoas simples de coração, humildes e que também fizeram parte do nosso cotidiano. São “retalhos” de Afogados que vamos recolhendo para formar o multifacetado mosaico humano de nossos tempos.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.86.202 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 6-Agosto-2009 / 23:59:48
Alvorada

Vi e revi o vídeo “Alvorada de um Novo Século”. São 7 minutos de grande valor, apresentando para nós o entusiasmo dos conterrâneos a comemorar a Alvorada do Centenário da cidade que amamos. As fotos em preto e branco, estas são minhas favoritas. Não sei por que, mas, elas me atraem de modo peculiar, talvez por representarem uma fase que passou, deixando apenas saudades. As fotos em preto e branco nos fazia usar a imaginação: “Qual é a cor do vestido dela?..”.

Entre todas as fotos, a que me tocou mais profundamente, é a que apresenta Zezito Sá e Mineo, de saudosa memória, sentados no banco da praça, tendo entre eles o menino Almir, acho que ele estava com uns cinco anos de idade e o seu primo por trás. Eles estão na minha mente perpetuamente jovens, tal qual a foto os apresenta.

Quando eu já estava para sair da página, desejei ver mais uma vez a banda tocando e a turma acompanhando. Notei então que logo atrás do grupo que acompanhava a banda, havia outra banda. Era uma banda fantasma, mas bem entusiasmada. Lá estavam Augusto Campos e Aderval Viana tocando o tuba; logo atrás estava Luis Guaxinin com o sax, seguido por Mineo e Décio Campos com suas clarinetas; e, finalmente, Zé de Nora e Zé Pilão com os tambores. Havia outros, mas infelizmente não pude identificar, pois havia uma fumaça, uma nevoa seca que me impedia. Mesmo assim, pude verificar que a participação era total e o entusiasmo sem igual.

Vi-me juntamente com outros garotos correndo ao lado da banda, buscando a oportunidade de segurar a partitura, pois a banda parava em certos locais para tocar um ou dois números musicais. Nós éramos crianças e o mundo adolescente.

Vocês que tiveram o privilégio de participar da Alvorada, cantar os “Parabéns pra Você”, e marchar ao lado da banda de música pela Avenida Rio Branco, causaram-me muita inveja, no sentido positivo.
Fiquei muito emocionado, desejei gritar um “hurra!” bem grande, abraçar todos os participantes, juntar-me ao entusiasmo contagiante daquele momento. Na impossibilidade de estar presente, envio, daqui, distante, o meu abraço de confraternização a todos, neste período marcante da historia de Afogados da Ingazeira.

Zeze de Moura

Zeze de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA USA - 6-Agosto-2009 / 23:53:07
Caríssimo amigo Ademar,

lendo seu texto sobre o aniversário de Jabitacá retornei à minha infância. Também tive folguedos à porta da igreja, o gosto do primeiro algodão doce, das primeiras aventuras amorosas. Também tive um grande pai. Foi meu herói e meu leme, meu exemplo e meu norte, mas não tinha o dom de ser poeta. Os versos de Quincas Rafael são de uma cristalinidade sem par. A gente os lê como vieram ao mundo: saindo do fundo da alma. A simplicidade encanta, a sonoridade dá prazer, o sentimento extravasa.
Orgulhe-se de seu poeta! Tente ver no fim de cada dia, às margens do imenso Tocantins, um pequeno reflexo das poucas (mas não menos importantes) águas do Pajeú, ou, pelo menos, a imagem da pequena igrejinha de Nossa Senhora dos Remédios... vai ser um santo remédio para a saudade!

Hélio Noronha

Hélio Noronha - IP 200.96.162.74 <noronha313@yahoo.com.br>
Brasília, DF Brasil - 6-Agosto-2009 / 21:02:14
Caro Fernando: Lendo o excelente texto do Dr. Luciano Bezerra a respeito de Dona Dora Galvão, gostaria de deixar registrado que dos 8 (oito) filhos de minha mãe, apenas eu e minha já falecida irmã Eurides não foram aparados por Dona Dora em sua chegada a este mundo, nascemos pelas mão de Dona Águida, outra competente parteira afogadense. São pessoas como Dona Dora e Dona Águida que realmente tem crédito ilimitado no transcurso desse centenário de nossa terra.

Gilberto Carvalho Moura - IP 201.22.20.132 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 6-Agosto-2009 / 11:54:45
Festa de Jabitacá

Hoje, 06 de agosto, inicia-se mais uma festa da Padroeira de Jabitacá, Nossa Senhora dos Remédios. Na obra de Quincas Rafael encontramos: “Esta vila é minha terra / Com este nome gentil / Dos indígenas do Brasil / Talvez foi campo de guerra / Com o mesmo nome da serra / Pertencente aos Tabajaras / Antigamente foi Varas / E hoje é JABITACÁ / Mas na sua igreja há / Lembranças que nos são caras.

É isto, das lembranças da festa na pequena igreja, construída há mais de 150 anos, nasce este texto. Na infância tudo era encantador, o parque de diversão de Manoel Jacó, as Bandas de Pífano, os fogos, os balões e as rezas. Ler os nomes de pessoas conhecidas no folheto dos noiteiros era outro ponto alto, ouvir os Padres Antônio e Celestino, este filho da terra, antes das celebrações era a glória.

Nos dias quatorze e quinze de agosto, auge das festividades, a pequenina Jabitacá abria os braços para receber os visitantes trazidos pela certeza de uma grande festa. Veio a adolescência e a maturidade, contudo as lembranças teimam em seguir na direção da infância. Lá estão os primeiros sonhos, as primeiras paixões e as primeiras “farras”, tudo com a pureza cantada por Gonzaguinha em” O que é o que é”. Lá encontramos o nosso jeito matuto de fazer festa, de receber bem as pessoas e, principalmente, de agradecer à nossa eterna protetora.

Nesta visita ao passado, encontramos figuras como Paulo Rato, Fernando Boy, Carlos Pessoa, Chico Arruda, Jurandy Liberal, Manoel Filó, Flávio José e Maciel Melo. Uns que partiram antes do combinado, como afirma Rolando Boldrin, outros que ganharam o mundo em busca do merecido sucesso.

Os tempos são outros. O lugar da difusora foi ocupado pelos carros de som e pela internet; o canto dos carros de bois foi substituído pelas buzinas dos veículos; no lugar das barracas de “bolo de caco” e quebra-queixo estão as máquinas de sorvete, e as carrocinhas de pipoca perderam lugar para o micro ondas. Nada disto, porém, substitui o prazer que tínhamos em vestir uma muda de roupa nova e desfilar garbosamente, com diz Jessie Quirino, pelas empoeiradas ruas de Jabitacá e melar-se todo com os picolés da Sorveteria de Zé Panqueta, levados por Reginaldo de Décio, e com os “sorvetes” de gelo raspado, da barraca de Seu João.

Daqui do lado dos majestosos Tocantins e Itacaiúnas, encerro com outra estrofe do meu saudoso pai:
“É entre dois afluentes / Caiçara e o Carnaíba / Que ambos na Paraíba / Começam suas correntes / Como guerreiros valentes / Embocam no Pajeú / Talvez neles o índio nu / Em noite de escuridão / Temendo um grande trovão / Rezou a Caramuru.”

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.1 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 6-Agosto-2009 / 11:06:06
Olhando esta foto, momentaneamente me transportei para o Sertao e lembrei-me da primeira vez que subi na torre da igreja para me deleitar com o panorama de 360 graus, até onde a vista podia alcançar.
Esta foto é muito bonita, apresentando uma beleza bucólica, clássica, da nossa terra. Senti-me como se fosse correr novamente ladeira acima e abaixo em buscan do que se foi. É uma foto que nos dá um sentimento de paz e tranquilidade; de pertencer àquela cena bucólica, de ser parte da vida e do viver.
Traz em mim uma avalancha de sentimentos e emoções que as palavras são insuficientes para descrever.

Obrigado, Fernando.

Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 6-Agosto-2009 / 9:45:43
Carlos Alberto Pereira da Fonseca (Beto de Milinha), 62 anos, conhecido por todos em Afogados da Ingazeira, foi adotado, ainda criança, pela hoteleira dona Milinha (Emília Pereira da Fonseca).

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 6-Agosto-2009 / 9:11:21
A Rádio Pajeú entra na próxima segunda (10) em uma nova fase de sua programação, por ocasião dos seus 50 anos que comemorados este ano. A emissora ganhará mais três horas de programação ao vivo.

Às quatro da manhã, o forrozeiro Toninho Soares apresenta o programa "Acorda Sertão". Músicas sertanejas de raiz e forró de qualidade, com a participação dos ouvintes serão os pontos fortes do programa.
E depois de seis anos, a programação noturna da Pajeú ganha o programa "Em Dia com a Noite", com Celso Brandão. Músicas de qualidade, ouvintes por carta e ao vivo, promoções e as notícias da noite fazem o cardápio do programa com o "Gigante da Comunicação".
Às 22h entra no ar o programa "A Igreja no Rádio", produzido pela Rede Católica de Rádio, com o terço, debates sobre temas da Igreja Católica e músicas religiosas.

Com a nova grade, a Rádio Pajeú confirma o status de primar por produção local de programas com jornalismo, variedades, prestação de serviço e músicas de qualidade. Ao todo, serão 18 horas com programas apresentados ao vivo pela equipe da emissora, mais 2 horas produzidas pela Rede Católica de Rádio, alcançando 20 horas no ar.
Outra novidade é o novo formato da homepage da emissora, produzida pelo Sertão Digital e que também entra no ar dia 10. "A página vai ter mais mecanismos de interação do ouvinte com a rádio além de promoções exclusivas pela Internet", garante o webmaster Romildo Mendes.

[nilljunior.com.br]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 5-Agosto-2009 / 23:26:46
Deus lhe abençoe, Madrinha Dora...

As homenagens que já foram prestadas ao Dr. Hermes Canto, durante o Centenário de Afogados da Ingazeira, foram justíssimas. Embora tudo o que se disse, todas as reverências, todo o amor que dediquemos a este discípulo de Hipocrates, representa muito pouco diante de tudo o que Afogados da Ingazeira e esta região deve a título de gratidão a este profissional da Medicina.

Com a mesma dedicação que sempre exerceu a sua profissão, Dr. Hermes teve como contemporânea na luta em defesa da vida, uma mulher que também esteve presente nos momentos mais difíceis de grande parte da população de Afogados, nas décadas de 40 a 60. Aqui me refiro a - Madrinha Dora, era assim que a tratávamos. Aquela mulher franzina de corpo, porém gigante em determinação. Ainda lembro-me de seu sorriso cativante, seus gestos carinhosos, sua maneira afável.

Durante muito tempo, e desde que “me entendi de gente”, ela era fumante insaciável. Sempre ao lado do marido, “Seu Nelson Galvão”, auxiliava-lhe nos dias de feiras, no atendimento aos clientes no Armazém Souza Irmão, na Avenida Rio Branco. Por volta do meio dia, chegava Madrinha Dora, lá em casa, ia entrando e com a alegria de sempre, almoçava conosco, relatando para minha mãe, o trabalho que tivera na noite anterior, ao assistir mais uma parturiente. E a conversa se alongava entre Madrinha Dora e minha mãe, que conversavam “em código” para que eu, criança, não entendesse o que diziam. Naquele tempo, havia conversa de adulto que criança não podia ouvir. Era feio falar em parto, diante de crianças. E madrinha Dora, sempre presente lá em casa, fez nascer em mim um respeito filial por aquela que me trouxe ao mundo. Era a parteira preferida de um número infindável de mulheres.

Hoje, diante dos recursos que dispõem os médicos, agiganta-se a minha admiração por aquela mulher que apenas com os conhecimentos empíricos e a fé em Deus, enfrentava a divina tarefa de completar a obra do criador, trazendo uma criança ao mundo. E a sua presença bastava para que reinasse a tranquilidade entre um pai apreensivo, a mãe que se contorcia de dores, no trabalho de parto. Era Madrinha Dora e sua competência a dominar o ambiente, com palavras de conforto, passando, acima de tudo, confiança.

Na pessoa de Madrinha Dora, reverencio a todas as outras parteiras de sua época, quando a medicina, entre nós era insipiente e carente de recursos. E esta mulher admirável, teve também outra participação significativa na vida de Afogados da Ingazeira.

Na Câmara de Vereadores também teve assento e, com ela, Dona Cirene Alves, esposa do Sr. Inocêncio Nobelino. Foram as pioneiras da representatividade feminina na Casa Legislativa de nosso município. Ainda tenho nítida a lembrança de quando Madrinha Dora, passava apressada, lá em casa, dizendo que iria à reunião da Câmara. Sempre foi assídua, também na atividade de parlamentar municipal. Isso no tempo em que Vereador não tinha salário ou qualquer vencimento. Ela o fazia com o mesmo desprendimento com que se dedicava à sua missão de parteira. Até onde a conheci, levou uma vida de doação. Sua vida foi de amor ao próximo, sem esperar nada em troca. Assim a tenho na memória e creio que muitos ao lembrá-la, sentem um alívio espiritual pelos eflúvios irradiados por seu espírito de luz. Por toda sua vida de abnegação, rogo ao Criador que lhe abençoe, Madrinha Dora. Seu nome honrará sempre os anais da Casa de Mons. Arruda Câmara, que teve como Vereadora a Sra. Teodora Galvão. Para mim, sempre - Madrinha Dora.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.60.60 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 5-Agosto-2009 / 21:43:56
AUTARQUIA EDUCACIONAL DE AFOGADOS DA INGAZEIRA
FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE AFOGADOS DA INGAZEIRA

O DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Convida para a aula inaugural do semestre 2009.2

Tema: “stultiferas Nau”: um breve passeio pela história da loucura (do século XVI ao XIX)

Palestrante: Prof.Ms. José Rogério de Oliveira (AEDAI-FAFOPAI)
Local: auditório da FAFOPAI
Dia: 05/08/2009 às 19h

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 5-Agosto-2009 / 12:27:55
Apresentamos nossas sinceras condolências aos familiares de Luciano Arcoverde, que, como disse com propriedade o contemporânio Dija, foi um baluarte da Jovem Guarda.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.93.157.235 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 4-Agosto-2009 / 7:43:09
Sinceros pêsames à família de Luciano, pela perda. Esquecer, a gente não esquece. A saudade fica machucando a cada lembrança. Só Deus consola!

Maria de Fátima Pereira da Silva - IP 189.121.229.248 <fbaiana53@hotmail.com.br>
São Paulo, SP Brasil - 3-Agosto-2009 / 20:55:27
Ademar, envia o teu endereço, por email, para que eu mande o DVD pelos correios, amanhã.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 3-Agosto-2009 / 17:20:23
Luciano de Milinha! Quem da geração de 60/70 em Afogados da Ingazeira não conheceu essa figura? Para refrescar nossa memória: quem na nossa juventude, no tempo em que ainda não havia entrado em nosso dicionário de “portunguês” o hamburger, o pendrive e o notebook, não conheceu o conjunto mais famoso do Pajeú, o THE CATS, aquele que levava para o sertão a música dos Beatles e Cia. na voz suave do nosso querido Luciano? Alguns lhe conheceram de ouvir, mas eu tive a oportunidade de conviver com ele de maneira muito intensa: iniciamos juntos nossa caminhada pela música, criamos juntos o The Cats, discutimos nossas inseguranças da adolescência, refletimos nossos sonhos, e tantas outras coisas que uma amizade sincera pode compartilhar.

Dizem que todos quando morrem se tornam bons, mas não é disso que trato aqui. Todos têm virtudes e defeitos; ele também tinha. Entretanto, a essa altura da vida há algo que me incomoda e uma dessas coisas me molesta, particularmente: Por que tantos talentos não são bem aproveitados? Por que aquele jovem tão inseguro, da mesma forma que eu era, foi ser um bancário e não um músico profissional? Não me acanho de dizer que aprendi com ele muitas coisas no violão e que na primavera da minha vida ele era uma referência nas habilidades musicais. Violão, guitarra, contrabaixo, bateria, voz....Afinadíssimo, excelente ouvido, mas domado pela dúvida, como tantos outros da nossa época.

Às vezes, sem o conhecimento profundo das nuances que tomam parte da formação da personalidade de um jovem nós o julgamos, quando adulto, como que fôssemos verdadeiros doutores em personalidade e destino do nosso próximo. Eu tive a chance de desenvolver o grão de mostarda de talento que o Criador me proporcionou. Eu prossegui estudando o violão, frequentei uma universidade de música, me tornei professor de uma universidade e sentei em muitos palcos para expressar, por meio do meu instrumento, o que eu sentia bem como para aliviar as tensões que a juventude deixou plantada na minha alma.

Um músico que recebe tal dom tem uma necessidade, uma propulsão, tão grande em seu interior para expressar seus sentimentos quanto um vulcão em plena fase de erupção sente o desejo de eliminar suas lavas ardentes. Negar ao vulcão o direito de expelir o que está no seu coração provoca um terremoto de dimensões proporcionais aos seus sentimentos, à sua força de expressão contida. Semelhantemente, negar a um jovem músico talentoso o direito de expressão é provocar nele o maior dos terremotos. Foi isso o que eu penso que ocorreu com meu grande e querido amigo Luciano.

Quando lhe reencontrei há poucos meses, depois de anos sem nos encontrar, lhe pedi para tocar algo, ao que ele me respondeu: Dija, nem pegar num violão eu sei mais. Naquela hora eu vi o estrago que as lavas da harmonia contidas haviam feito em seu coração.

Hoje eu acordei com uma vontade imensa de tocar, de frequentar mais palcos, de fazer concertos onde eu puder, de expressar algo contido, mas não em mim mesmo, meu grande amigo, mas em você. Tocando eu quero, de alguma maneira, me vingar do mundo que na sua forma doentia de enquadrar os homens em profissões convencionais, negou a você o direito de deixar sair as larvas de sentimentos que você levou para seu túmulo. Quando eu pensava que agora poderia compartilhar com você nossa velha amizade outra vez e lembrar o que cantávamos de forma tão singela com os The Cats, você fez como sempre: partiu sem deixar sequer um adeus. Eu não estranhei porque já conhecia essa sua forma esquisita de se despedir dos amigos. Entretanto, saiba que de agora em diante, cada vez que eu tocar, algumas das notas contidas nos meus acordes, serão a minha forma de lhe dar um carinho e lhe dizer que sinto saudades. Adeus amigo.

djalma (dija) - IP 200.17.134.80 <dmarques@cpqam.fiocruz.br>
Recife, PE Brasil - 3-Agosto-2009 / 11:54:37
Luciano Jorge Arcoverde (foto) estava na fila para um transplante de fígado. Operado de uma hérnia, no hospital Jayme da Fonte, no Recife, não resistiu. Faleceu neste domingo, 2 de agosto. Seu corpo foi trasladado para Arcoverde, onde será sepultado.

Ele era filho de dona Auristela e neto de dona Milinha, antiga hoteleira em Afogados da Ingazeira. Também, irmão de Fátima e Luciana Arcoverde. Foi nosso amigo de infância, juntamente com Djalma Marques (componentes da banda The Cats).

Aos familiares, nossas condolências.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 3-Agosto-2009 / 8:08:01
Eu amo minha terra. Nunca esquecerei dos bons momentos que passei aí.

Ana Paula - IP 187.12.14.140
Porto Seguro, BA Brasil - 1-Agosto-2009 / 16:51:46
Relembrando (Zezé e Sylvia)

Ainda no espírito das nossas Bodas de Ouro, passei os últimos dias a reler uma pilha de cartas da minha amada, escritas entre janeiro de 1955 e Abril de 1958. São cartas que guardo com especial carinho, maravilhas que me fazem realizar quão grande é meu amor por ela, e quanto ela significa para mim. Numa carta escrita em novembro de 1955, ela apresentava um tópico especial. Demonstrava estar muito preocupada com meu estado de espírito, pois nas minhas cartas era bem evidente minha angústia, e ela desejava ajudar-me, para isto estava enviando-me um presente, que hoje acho ser o melhor que já recebi: uma Bíblia Sagrada.
Ela então sugeria que eu lesse, pois não se tratava de religião e sim da palavra de Deus, que eu deveria ler pensar e meditar sobre o assunto. Pelo fato de que eu não tinha conhecimento do livro, ela então sugeriu que eu poderia começar pelos livros poéticos, pois ela sabia que gosto de poesia, ou os livros de provérbios, ou então, os Evangelhos de Jesus Cristo. Ela afirmava que eu não ficaria decepcionado, e que com toda certeza iria gostar. Foi a primeira vez que tive uma bíblia em minhas mãos, e a primeira vez que li o Livro Sagrado. [Leia mais]

Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 1-Agosto-2009 / 11:35:21
BOM SENSO
A quem reclamar pelos castigos do Pai?

Contam os estudiosos que a Bíblia teve vários “pais”. Moisés teria escrito os cinco primeiros livros do Antigo Testamento; os Salmos ficaram a cargo do rei Davi; já os Juízes tiveram a responsabilidade do profeta Samuel e assim por diante. É certo que tudo começou há três mil anos, aproximadamente, quando pessoas resolveram registrar fatos ocorridos na época. E contaram uma história fantástica, diferente, forte, energética! Um conto mágico! Era tão espetacular que virou uma mania, onde todos tinham interesse em seu conteúdo. Foi e é, o maior Best-seller de todos os tempos. [Leia mais]

Carlos Moura Gomes - IP 189.70.39.89 <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravata, PE Brasil - 1-Agosto-2009 / 11:14:35
Prezados Amigos e conterrâneos de Afogados da Ingazeira.

Lanço aqui uma ideia para que, quem trabalha no ramo, pudesse criar em cima da foto da Catedral e a praça, vista em Circulo nesta pagina do Site,pudesse ser confeccionada em ADESIVOS que pudesse ser disponibilizados e vendidos para que nós pudéssemos colar nos veículos como uma lembrança alusiva ao CENTENARIO da nossa grande Metrópole sertaneja.

Seria criado este ADESIVO (colante) com a frase: AFOGADOS DA INGAZEIRA - 100 ANOS DE ORDEM, ORGULHO E CRESCIMENTO.

Poderiam ser outros ADESIVOS referentes com fotos da Barragem de Brotas, da Ponte, do anel viário, ou seja, fotos/adesivos dos principais pontos da cidade, e nós teríamos a opção de 'estampar' no veiculo aquele ADESIVO que se identificasse com cada um de nós.

Sugiro a IDEIA e espero que alguém possa 'comprá-la' e colocar a venda.

OBS. Embora não seja homem da Área de Marketing, e sim com experiência em Crédito Bancário, repasso a ideia de 'graça' para algum amigo afogadense ligado a setor para que possa (quem sabe), levar a ideia à frente!

FICAMOS ASSIM NO AGUARDO DE QUE ALGUM CONTERRÂNEO LEVE A IDEIA ADIANTE E, SE ENTENDEREM QUE VALE A PENA, COLOQUEM SUAS OPINIÕES NO 'AR' E QUE O FERNANDO PIRES POSSA TAMBEM DAR UMA OPINIAO.

Abraços e saudações afogadense a todos!

Manoel Antonio Martins de Moura - IP 189.70.151.41 <martinsmoura@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 21:51:16
Elison Tavares Campos. Sou neto do prof. José da Vera Cruz Campos e de Joaquina de Siqueira Campos e filho de Júlio da Vera Cruz Campos e Palmeirinda Tavares Campos.

Elison Tavares Campos - IP 189.70.48.237 <elinho78@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 17:45:04
AMOR À PRINCESA DO VALE

O Centenário de Afogados da Ingazeira provocou uma explosão de emoções antes nunca vista. As declarações de amor à Princesa do Vale se entrelaçavam diariamente neste espaço especial, cedido por nosso amigo Fernando Pires. De todas essas declarações, destaco uma que muito me emocionou: a do Senhor Hélio Noronha. Essa foi arrancada do âmago, traduz um amor entranhado, isento de máculas ou sequelas. Confissões como essa, desprovida de qualquer artifício, nos levam a perguntar: Que mistérios escondes, Afogados? Qual é a tua pedagogia para cativar tanta gente? Será o teu calor que, até hoje, não se sabe o gosto que tem? Será a tua suave brisa a beijar calidamente a face de quem de ti se aproxima? Ou tua doce água que nunca sacia a sede de quem dela experimenta? Quais são os teus segredos?

Indiscutivelmente, cada rua guarda consigo uma história; cada esquina relembra um fato; cada ponto de encontro edifica uma saudade. Teus mistérios e teus segredos são insondáveis. Talvez seja isto que te faz tão sedutora. Seguindo a filosofia de Saint-Exupéry, podemos afirmar que tu te tornaste responsável por muita gente.

Há 50 anos, já exibias o teu charme e atraias a atenção de todos; mas, parece que ainda faltava alguma coisa... e, eis que, de repente, recebes um presente especial: o teu primeiro Bispo - o nosso querido Dom Mota. Foi mais um que fisgaste sorrateiramente e ele, querendo retribuir-te com o mesmo carinho com que o acolheste, trouxe para o teu florido jardim a mais bela Rosa que podia oferecer - a tão querida Rádio Pajeú.
A partir daquele 04 de outubro de 1959, os horizontes foram-se abrindo, lentamente, como as cortinas de um teatro que se afastam, de mansinho, mostrando pouco a pouco o cenário do palco. As trevas deram lugar à claridade. O silêncio cedeu a vez aos microfones da Rádio Pajeú. Desde então Afogados da Ingazeira saiu do anonimato, tornou-se mais atraente, e o seu jeito peculiar de conquistar corações foi aperfeiçoado.

Na bela voz do saudoso Waldecy Menezes, a cidade proclamava aos quatro ventos a sua identidade. Já não era mais aquela cidadezinha embrenhada nas longínquas plagas do sertão nordestino; ela agora tinha voz e vez. Podia se impor e caminhar a passos largos; ou melhor, podia voar apoiada nas ondas sonoras da sua aliada e, numa cumplicidade amorosa, ambas se comprometiam com o progresso da região.

A menina-moça diariamente nos despertava e nos fazia adormecer com a voz inconfundível do Rei do Baião: "Já faz um ano e tanto/Que deixei meu Pajeú/Com tanta felicidade/Vim penar aqui no sul/Ai meu Deus/O que é que eu vou fazer/Longe do me Pajeú/Não poderei viver."...Salvo engano, essa era a característica que anunciava o início e o fim da programação diária. Aliás, deveria continuar até hoje, preconizando orgulhosamente para o mundo inteiro o lindo nome do Pajeú, na voz do nosso rei.

Falar da menina-moça que cresceu e que, cada vez, tem mais encantos, não acrescenta mais nada além do que já foi dito por tanta gente. Penso que nem o próprio Dom Mota imaginava a magnitude do legado que iria deixar, não só para a cidade mas, para todo o nosso sertão.
Quanta alegria ela continua a nos proporcionar! Quanta gente se revelou por meio dela!... Eu tive o privilégio, como professora, de conduzir um programa - Aquarela Estudantil - com os alunos do curso ginasial. Quantas meninas e meninos freneticamente ocupavam aqueles microfones com os olhos cintilando de alegria. Como foi importante para eles... Testemunhei o crescimento da turma na produção de textos, na maneira de se expressar, na pronúncia correta das palavras, na espontaneidade para falar em público. Enfim foi uma experiência por demais positiva na vida daquela gente. Ao relembrar, sinto saudade e, por que não dizer, uma pontinha de orgulho, por ter contribuído para o crescimento intelectual daquela garotada que tanto me cativou.

Acho até que, para fazer jus ao título de "Rádio de Educação Popular", a emissora poderia disponibilizar um espaço para alunos que, orientados por professores, apresentassem um programa educativo. Quem sabe se isto não ajudaria a alguém na descoberta da profissão? A volta de um programa de auditório, sem dúvida alguma, seria também uma grande chance para a descoberta de talentos. O quadro de profissionais da Emissora tem competência para realizar um programa desse porte. Nem precisa citar nomes, eles sabem que são capazes e têm o trunfo nas mãos.

Que bom que tu existes, querida Rádio Pajeú! Sem ti talvez ainda estivéssemos engatinhando. À medida que o tempo passa, tu te tornas mais experiente, mais querida e mais indispensável ao nosso meio. Parabéns pelo teu cinquentenário! Tu és uma fonte de riqueza, és um tesouro que deve ser zelado com muito carinho.

Aqui fica o nosso estímulo a todos que fazem parte do teu dia a dia. Eles também estão de parabéns e merecem o nosso louvor. A festa é tua, a festa é deles, a festa é nossa. Alegremo-nos, portanto.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 15:38:32
CULTURA E COISA E TAL...

Alexandre Morais informa que o seu blog de cultura já está no ar! [www.culturaecoisaetal.blogspot.com]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 11:23:31
AFOGADOS DA INGAZEIRA CEM ANOS - A ALVORADA DE UM NOVO SÉCULO - Durante as festividades do Centenário de Afogados da Ingazeira fizemos algumas imagens da cidade e do nosso povo.

Na Alvorada do Novo Século - 1º de julho de 2009, às 5h da manhã -, algumas dezenas de afogadenses (os residentes e outros que moram em diversas localidades do Brasil - os ausentes), nos reunimos defronte à Igreja Presbiteriana, imediações de onde existia o ACAI e, acompanhados pela Banda Musical Bernardo Delvanir Ferreira, cantamos o tradicional Parabéns Pra Você.
Ao som de “dobrados” descemos juntos pela Avenida Rio Branco, passamos pela Praça Pe. Carlos Cottart, e arrodeando o novo Cartão Postal de nossa querida Afogados - a Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara -, paramos defronte à Magnífica Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios onde foram executadas outras músicas, inclusive o Hino de Afogados da Ingazeira (de autoria de Waldecy Menezes e música do Mestre Dino).

Não foram esquecidos os músicos Guaxinim, mestre Dino e Bernardo (que já se encontram em outra dimensão) e mestre Biu que, se possível, estaria acompanhando essa comemoração. A partir daí retornamos ao ponto de partida onde a banda executou, também, muito frevo.

Nos dias seguintes captamos imagens na Praça e na Feira para registrar os momentos iniciais do Novo Século afogadense.

Editamos esse material e montamos um DVD (43 minutos), onde, durante o percurso dos participantes, foram incluídas imagens dos anos 10, 30, 40, 50... e, ao final, fotografias atuais da cidade, para a visualização do Afogados de Ontem & Hoje.

Caso você tenha interesse em adquiri-lo, estarei disponibilizando a remessa pelos CORREIOS.
Efetue depósito de R$ 12,00 no Banco do Brasil na conta 5.472.595-X, Ag. 4890-9, em meu nome. Após essa providência, é imprescindível que você passe email para - fernandopires1@hotmail.com - informando data do depósito, número da agência e endereço COMPLETO que o enviarei com a brevidade possível para qualquer parte do país

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 11:10:04
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