AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

Caso você queira colocar seu registro, clique aqui!


 Registros de 4261 a 4290 do total de 5169 [Anterior] [Próximo]

NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Hoje à tarde vivenciei um momento de profundo significado e da mais alta importância. Estava, como de costume, dando minhas voltas de fim de tarde na Praça de Alimentação, aliás, seu nome oficial é Praça Prefeito Miguel de Campos Góes, (Miguelito), outro vulto de nossa história que muito contribuiu para a Afogados que temos hoje. Mas ia dizendo que, de repente, percebi um aglomerado de crianças em frente à Catedral. Aproximei-me e fiquei a observá-las perfiladas, recendo instruções dos Soldados que comandavam aquele pelotão de - Patrulheiros Mirins. Um amigo passou e perguntou-me: “Está recordando o passado?” Isso mesmo, acertou em cheio! Eu estava me vendo, nos dias que antecediam o 7 de setembro, quando todo o Grupo Escolar Padre Carlos Cottart ensaiava para o desfile do Grande Dia.
No nosso mundo de criança, estávamos comemorando o Dia da Independência da Pátria, mas isso é outra história. Aquelas crianças, ali sob o comando dos Soldados deram-me a esperança de que nem tudo está perdido. Esse trabalho vem sendo desenvolvido, sistematicamente, pelo 24.º Batalhão, com crianças da faixa etária dos 9 aos 12 anos. E o grupo é misto. Pelos menos para essas crianças temos a certeza de que há um trabalho de formação de suas personalidades, evitando um - desvio de conduta.
E aqui temos mais uma vertente em nossa reflexão: o problema de diminuir ou baixar a responsabilidade penal, para os 16 anos. Não vejo isso como solução. Não considero a punição do menor infrator como meio eficaz para diminuir a violência e a criminalidade. O jovem menor infrator é o efeito de muitas causas e não será transformando-o em adulto, por uma ficção jurídica, o que implicará penas mais graves para os erros cometidos, que se resolverá o problema. Não precisa ir longe, para vermos menores de rua, dormindo ao relento, não por falta de casa, mas por falta de lar. A casa para morar, eles têm. Não têm um Lar. Têm pai e mãe e têm irmãos, mas não têm Família. Esta se esfacelou, ruiu pela força do álcool ingerido pela mãe e pelo pai, irresponsáveis. O homem que tem seu caráter degradado pelo vício, não encontra mais nenhum referencial de valor e, consequentemente, não pode transmitir aos filhos o sentimento de amor à família. Daí para a falência da sociedade é um passo e muito curto.

Esse fenômeno social degradante se verifica em cidades de pequeno e médio porte, do mesmo modo que ocorre nas metrópoles inchadas com seus cinturões de miséria. A falta de políticas sociais voltadas para o aperfeiçoamento da integridade moral de nossos jovens é o vetor principal disseminador dos menores infratores que infestam nossas praças e ruas. Discursos e projetos teóricos existem muitos, porém a prática nos mostra que a realidade é bem diferente.

É por esta e outras razões que nos enchemos de esperanças quando vemos um trabalho sério como o que está sendo realizado pela Polícia Militar com estas crianças que recebem formação integral que engloba exercícios físicos e aulas teóricas de princípios de cidadania. É a Turma do Patrulheiro Mirim, uma semente plantada com dedicação e amor que, sem dúvida, trará frutos positivos num futuro não muito distante.

Aos policiais do 24º Batalhão, Comandantes e comandados, o nosso respeito e gratidão pelo que fazem hoje por essas crianças.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.108.192 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 23:59:12
Memórias de Fátima Pereira:

"Vivi a minha adolescência durante os famosos “anos de chumbo", porém meu pai - o Capitão Wenceslau Alves da Silva - assinante da Biblioteca do Exército, sempre tinha vários livros, jornais e revistas em casa, o que permitia livre acesso a vastos matérias de leitura.
O que meu pai não queria que eu lesse, ele não deixava à vista, porém era o primeiro a estimular boas conversas sobre o que estávamos aprendendo na Escola e fora dela. Dessa época, também agradeço muito os livros emprestados por Dona Aurora, uma Professora aposentada que morava perto da minha casa, pelo meu Professor Padre Assis Rocha (Língua Portuguesa) e meu saudoso Professor Geraldo Cipriano (Filosofia e Sociologia). Essas leituras me ensinaram a pensar. Portanto, para mim foi muito importante ter a mente aberta ao acesso, não excluir livro pelo título nem escolher leitura pelo volume de páginas.
Considero um grande privilégio ter recebido essas demonstrações de grande gentileza e atenção. Se não fosse isso, sozinha, eu não teria condições de acesso, não receberia esse tempo para absorver essas informações,aprender a pensar, fazer perguntas, tentar entender aqueles tempos e esse caldeirão de influências."(...) [Leia mais]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 20:04:24
Caro amigo Hélio,

Eu sou testemunha de declarações suas ratificando o teor de sua bela crônica. Seu encanto por Afogados deixa-nos felizes. Pena que esta paixão tenha que ser dividida com muitos outros, você não é único neste nobre sentimento. Obrigado.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 29-Julho-2009 / 13:05:33
Caro Hélio, não fossem as tuas viagens à terrinha para visitar os amigos contemporâneos e rever a cidade que te acolheu de braços abertos, teria dúvida quanto às palavras proferidas na crônica de amor a Afogados da Ingazeira. Conheço-te há mais de 30 anos e sei da tua integridade e firmeza de caráter.

A Centenária cidade, nossa menina, como dizes, estará sempre de braços abertos para ti, aguardando a próxima visita.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 6:26:38
Minha Menina.

Foi amor à primeira vista.

Cheguei suarento, cheio de poeira e com o corpo cansado, ao final de tarde daquele 31 de março de 1978 para assumir função no Banco do Brasil. O último trecho da viagem de quase três mil quilômetros foi o caminho de terra e cascalho que existia entre Serra Talhada e meu destino, hoje asfaltado. Recebeu-me uma paisagem diferente daquela à qual meus olhos estavam acostumados e senti no corpo o calor da Caatinga, percebi o reflexo do sol nos paredões de pedra das serras, entendi o significado de lonjura...

Saído do sertão mineiro, das planuras do Cerrado na entrada do Planalto Central, pertinho de Goiás, onde piam as Seriemas, espreitam os Lobos Guarás e os Tamanduás Bandeira caminham surdamente, onde vicejam os Pequizeiros e as Sucupiras por léguas e léguas, distâncias apenas quebradas de quando em vez pela exuberância das Veredas e a imponência dos Buritis em que Tuviras e Araras fazem seus ninhos e agridem o silêncio dos Gerais com seus gritos e fuzarca a cada entardecer, meu coração apequenou-se de saudade.

Mas foi um momento apenas. Um tique só que passou quando adentrei nos limites pertencentes à Menina e percorri vagarosamente e curioso, toda a extensão da Manoel Borba, a primeira rua percorrida.

Era-me tudo novo e diferente: o lugar, o clima, as casas, a gente...

No primeiro contato humano, já me deparei com diferenças no palavreado, anunciando a dificuldade enorme que teria para “traduzir” o linguajar nos dias que se descortinariam.

Mas eu era jovem e persistente.

De todas as dificuldades da vida, uma das maiorais e que mais pejo causa ao ser humano novato e inexperiente, é o aproximar-se de gente estranha e lançar assunto, entabular conversa nova, amealhar causos e resultar em prosa que decifre o donde, o para quê e o por quê dos verbos da vida, fazendo a justificação da estadia e o providenciamento da semeadura de uma possível convivência.

Foi isso o que eu tentei fazer no entardecer daquele 31 de março de 1978, no bar chamado Gruta da Praça. Foi o que fizemos nós, Ivanildo, Ademar, Fernando Pires, Zé Carlos “Bode”, Frazão, “Ferrugem”, eu e os demais que ali estivemos presentes, onde o violão de Fernando Lagartixa, algumas porções de tira-gosto e um tanto certo de álcool tiveram um papel fundamental de quebrar o gelo e abrir as comportas do possível e do inimaginável...

Ali mesmo, naquele primeiro contato, comecei a decifrar a língua e a alma dessa gente, iniciando-me no vício bom da dependência pelo sentimento de estar e “ser” Nordestino do Pajeú. Ali mesmo começou a minha relação de amor e pertença com a Menina por quem me apaixonei.

Com essa Princesa querida convivi presencialmente por algum tempo, amparado que fui pela amizade de grandes e inesquecíveis Pajeuzeiros, muitos dos quais já conversam em outras dimensões, embora sua lembrança e presença em alma sejam uma constante e um refrigério para quem os conheceu e desfrutou. Desnecessário citar nomes. Quem me conhece sabe de quem falo.

O importante é render aqui, a homenagem à minha doce Menina, minha Princesa, pela qual me apaixonei um dia e o amor grudou como marca de ferro em brasa, para nunca mais se apagar.

Por algumas vezes as agruras da vida nos separou fisicamente e passei muito tempo sem revê-la. Mas, volta e meia estou aí, cheirando de novo esses ares, sentindo de novo na pele o sol da manhã e a conhecida brisa do entardecer, sem falar no brilho das noites de lua cheia.

Minha doce Menina sabe de meu amor por ela e nem carece mais ninguém saber. Sou-lhe grato pelo abraço receptivo que recebi quando cheguei pela primeira vez e pela alegria que me transmite à alma a cada vez que volto para revisitá-la.

A distância afastou-me fisicamente de minha Princesa, mas tenho acompanhado constantemente a sua vida, o seu dia-a-dia, seu crescimento. Não sou egoísta: gostaria de dividir com todos a possibilidade de ser amado por ela e que todos a amassem como eu a amo, com o mesmo carinho e respeito, entregando-lhe – principalmente aqueles que com ela convivem fisicamente - o esforço possível para mantê-la íntegra, a cada dia melhor e mais saudável, a cada dia mais amorosa e receptiva, a cada dia mais humana e solidária.

Ela tem um futuro enorme pela frente, embora esteja comemorando seu primeiro centenário. Para mim é a minha eterna Menina, eterna namorada, minha Princesa do Pajeú. Eu te amo Afogados da Ingazeira!

Hélio Noronha - Julho de 2009

Hélio Noronha <noronha313@yahoo.com.br>
Brasília, DF Brasil - 29-Julho-2009 / 6:04:28
Projeto alavanca pentatlo moderno em Pernambuco

Esqueça a ideia de projeto social, ela não se enquadra ao Avança Pentatlo. Soaria até hipócrita. Cuidar da saúde de alguns jovens, mantê-los afastados das drogas e submetê-los a acompanhamento psicológico são apenas consequências naturais do objetivo principal: formar atletas de alto nível. Novos campeões, novas Yanes Marques – medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. A Ideia está enrustida no próprio nome do projeto: avançar significa desenvolver a modalidade em Pernambuco. Como esclarece a coordenadora técnica, Rafaela Waked.

“O foco aqui é fabricar novos campeões. Novas Yanes. Sentimos a necessidade de criar essa porta de acesso para não deixar o Pentatlo morrer em Pernambuco. Afinal, se não houver renovação, o que será da modalidade depois de Yane Marques e Larissa Lelys?”, indaga a treinadora, fazendo referência às suas pupilas mais famosas. (...)[Leia mais]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 28-Julho-2009 / 18:15:41
VIDA DE VAQUEIRO

Documentário do diretor e cineasta ARY VASCONCELOS (Vadinho).
O documentário (18 minutos) mostra um pouco da vida do vaqueiro no sertão Pernambucano, com Força, Garra e Coragem estes bravos guerreiros da caatinga nunca esquecem seus costumes e sua tradição.

Produção DIGITAL VIDEO FILMES
Contatos: (87) 8821-5360 / 8833-4823 / 8818-0962

Palavras do Sertão
Salgueiro, PE Brasil - 28-Julho-2009 / 9:18:06
Involução em Jabitacá

Ademar foi droga lícita
Provocou menos vergonha
Do que esta droga ilítica
A danada da maconha.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Mararbá, PA Brasil - 28-Julho-2009 / 8:13:27
Polícia apreende meia tonelada de maconha em Iguaracy

Cerca de 10 mil pés de maconha foram erradicados na manhã desta segunda-feira (27), no Sítio Malhada do Riacho, Distrito de Jabitacá, zona rural do município de Iguaracy. A ação foi realizada pelo Serviço Reservado do 23º BPM, em conjunto com o GATI, Policiamento Ordinário e Alunos do Curso de Formação de Soldados - 2009.

No local foi apreendido também 500Kg (meia tonelada) da planta já pronta para o consumo, uma prensa, uma balança de precisão, uma motobomba e sementes. O agricultor Etelvino Alves de Souza, de 67 anos, proprietário do terreno foi conduzido a DP local para prestar esclarecimentos. José Everaldo Alves, de 22 anos, acusado de ser o responsável pelo plantio e dono da maconha, conseguiu fugir.
A polícia está em incursões no intuito de capturá-lo.
[Do blogdoItamar]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 27-Julho-2009 / 19:40:02
Virgínia Marinho, afogadense que reside em Santa Catarina, também participa da consulta sobre a Pioneira do Sertão Pernambucano, nas comemoração do seu JUBILEU DE OURO (aniversário de 50 anos)

1 – Quando você começou a escutar a Rádio Pajeú
Acredito que desde sempre. O rádio era ligado desde a primeira hora do dia.

2 – Como era a programação da Rádio Pajeú?
Gostava muito, era uma programação bem eclética, adorava o programa do Waldecy A Hora da Saudade.

3 – Quais os seus programas favoritos?
A hora da Saudade. Aos domingos o Tio Roberto (sr. Ulisses Lima), Os de Wanderlei Galdino e Luciete Martins.

4 – Como era a cidade e quais as diversões proporcionadas pela Rádio Pajeú?
A cidade era atual... dentro dos seus limites, A falta de tecnologia acredito ter sido mais no que se referia a vídeo, mas, a atualização sonora, era boa.O aniversário da Rádio Pajeú me causava uma frustração muito grande, até completar a maioridade para entrar no baile do Aero Clube de Afogados da Ingazeira (ACAI). Quanto não chorei por não ter idade e ser barrada na entrada do Clube Social... Depois aproveitei todas as comemorações enquanto estive por aí. Naquele tempo as comemorações eram realizadas na rua do Rio, perto da Toca da Codorna.

5 – As informações transmitidas pela Rádio Pajeú influenciaram/ influencia a sua vida?
Ao sair de Afogados, não estava alienada do mundo. Como escrevi anteriormente, dentro dos seus limites a Emissora acrescentou muito aos ouvintes ligados à sua programação.

Virgínia Marinho dos Santos
Florianópolis, SC Brasil - 27-Julho-2009 / 10:11:58
"EU NO PAJEÚ

Cheguei hoje do Pajeú. Passei cinco dias pela região divulgando meu novo CD, O RETIRANTE. Gostaria de fazer algumas considerações acerca do que vi e senti nas terras por onde passei:

- Tá fazendo frio à noite. Eu mesmo consegui dormir sem ar-condicionado e sem ventilador. Numa boa. Já pensou?

- Ontem, segunda-feira, 20 de julho, caiu uma bela chuva em toda a região. Os açudes e barreiros estão cheios.

- O pessoal ainda repercute a festa do centenário de Afogados da Ingazeira. Gostaria muito do show e da simplicadade do cantor goiano Leonardo, que deu autógrafos pra todo o mundo. E fizeram críticas a outros artistas que lá estiveram.

- A expectativa agora é para a festa de 50 anos da Rádio Pajeú, em outubro.

- Fui entrevistado por Nill Júnior na Rádio Pajeú, no seu programa da manhã, que tem grande audiência na região.

- Fui a Carnaíba e falei com o prefeito Anchieta Patriota. Ele me convidou para cantar na Exposição de Caprinos e Ovinos, que ocorrerá no dia 26 de setembro na cidade. Show confirmado, claro.

- Carnaíba tá um brinco de bonita. Pequenininha, mas muito jeitosa.

- A mulher de Anchieta, Cecília, vem fazendo um trabalho brilhante à frente da Secretaria Regional de Educação. A escola de Carnaíba, por exemplo, serve de modelo para todo o Estado. Isso quer dizer que, quando o gestor QUER, o resultado aparece.

- Fui ao Oitizeiro, a fazenda do meu avô, que foi do meu pai e agora é de dona Helena, minha mãe. Mayara, Daniela (filhas), Rayanne e Raíssa (sobrinhas) deram disparadas numa carroça levada por uma burra corredeira. Quando a burra cansou, não teve mais jeito. Parecia uma jumenta.

- Gosto de OUVIR o silêncio da caatinga. Aquilo me aquieta e me inspira. Lá vem música.

- Viajei por Solidão, Tabira, São José do Egito e Tuparetama, visitando as emissoras de rádio e divulgando meu novo disco.

- Em Tabira me deparei com meu amigo Dedé Monteiro, poeta de primeira. Talvez eu esteja lá, no dia 19 de setembro, para cantar na Missa do Poeta. Tomara.

- Em Tuparetama, encontrei-me com Copérnico, velho amigo que morou em Afogados da Ingazeira e me ajudou a trabalhar o disco nas duas rádios da cidade. Aliás, Tuparetama até que cresceu bastante e ficou uma cidade muito bonita, limpinha, arrumadinha. Gostei.

- O pessoal de Afogados da Ingazeira está animado com o Afogadense no Campeonato da Liga. Anchieta Patriota prometeu ressuscitar o futebol de Carnaíba, que já deu grandes craques nos anos 70.

- O amigo Lila Alves me acompanhou na divulgação do meu CD, O Retirante. Encerrei a maratona de entrevistas no programa DO GRAU, locutor que anima as tardes da Rádio Pajeú com muito forró e um chocalho do lado. Como nos velhos tempos de Waldecy Menezes.

- As cidades do interior estão cheias de moças bonitas. Na minha época contava-se nos dedos. E todas elas estão interligadas na modernidade da Internet. Talvez estejam mais por dentro das coisas do mundo do que as moças da capital, geralmente mais caseiras por conta da violência."[21.07.2009]

Leia mais no BLOG DO BUENO

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 21:38:09
UM PASSEIO PELA CULTURA

O Mestre Ademar, por reincidência salutar, nos leva a um passeio pela cultura de nossa gente, trazendo pelos braços da musa os traços culturais e multicoloridos das manifestações mais belas que vicejam nesse Brasil de cores e mil encantos.

E o poeta começa dizendo que - “Pro teatro em Mossoró//Levo a dança da catira” - transportando-nos (com a magia que só a poesia tem), lá dos confins da África ou quem sabe da Espanha, berço originário da catira ou cateretê que veio se fixar nos sertões de Goiás, Minas e São Paulo - para as terras ensolaradas de Mossoró, com suas salinas que brilham intensamente sob o sol nos horizontes potiguares. 

Enlevado nesse passeio, convidei alguém que dedicou toda sua vida ao estudo da nossa cultura, legando-nos o Dicionário do Folclore brasileiro. Isso mesmo, convidei Câmara Cascudo para nos acompanhar nessa viagem que nos oferece o menino travesso de Jabitacá. E partimos nós, eu e o Professor Câmara Cascudo; e pelas asas da imaginação do Ademar, aportamos, ou melhor, sentamos à sombra de uma árvore, no “Toco do Gonçalo”, a nossa Tabira terra do Dedé Monteiro. Em companhia dos poetas da “Terra das Tradições”, convidados por Sebastião Dias, a alegria foi contagiante com o Velho Pinduca mostrando para o sertanejo como se dança o carimbó, essa manifestação de beleza ímpar, arraigada no povo paraense, deixada, como dávida, pelos índios tupinambás. Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.117.254 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 21:20:23
QUE GOSTOSO PREÁ DA ÍNDIA!

Minéu reinava em sua peixaria, na Manoel Borba, como verdadeiro rei momo: meio gordo, bonachão, alegre, de grande facilidade em se fazer amigo e, literalmente, em fazer amigos. Dentre esses, dr. Hermes, Badú, Ulisses Lima, Oscar, Jaime Travassos, e outros, e outros, e outros costumavam se reunir aos domingos na peixaria, que virava bar, para beber umas e umas e umas cervejinhas, geladas de doer nos dentes, e, sobretudo, saborear o gostoso tira-gosto (bota gosto) preparado por sua TIDA, “coisinha fofinha”, como ele a chamava quando chegava em casa meio triscado. Esse tira-gosto variava entre galinha caipira, perua, bode, fígado, sarapatel, e, até mesmo um “cevado tatu” que, às vezes, alguns caçadores levavam para vender ao Minéu e com o produto da venda fazer uma feirinha para os barrigudinhos. Esse tira-gosto geralmente era acompanhado por uma farinha mexida com o molho da carne e, essa sim, era tão gostosa que a turma lambia os dedos e os beiços. Leia mais

Célio Pereira da Silva
Olinda, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 10:40:09
Estado atrasou obra das federais

Duas das cinco escolas federais ficarão prontas em outubro. Estão localizadas em Ouricuri e Salgueiro, no Sertão. As outras três, em Caruaru e Garanhuns, no Agreste, e Afogados da Ingazeira, no Sertão, só devem ser concluídas em abril ou maio de 2010. As obras atrasaram porque houve demora na contrapartida do governo estadual. Concurso para professor e a seleção dos alunos, em Salgueiro e Ouricuri, serão realizados até dezembro, informa o reitor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Rildo Diniz. “Em Ouricuri, ainda não construímos um dos prédios porque até agora a prefeitura não nos passou a escritura do terreno”, ressalta o responsável pela fiscalização das obras, Artidônio Araújo Filho. Em Salgueiro, a dificuldade é a rede elétrica, ainda não providenciada pelo Estado.

Nas duas escolas haverá cursos técnicos de agroindústria, agropecuária e edificações e o superior em tecnologia de alimentos. Salgueiro terá também técnico em informática e os superiores de saneamento ambiental e licenciatura em física, enquanto em Ouricuri serão tecnologia de materiais e licenciatura em química.

“Terminamos a parte da fundação dos prédios. Agora é que começamos a erguer os pilares e as colunas”, explica o assessor de articulação institucional do Instituto Federal de Pernambuco, Sérgio Guimarães, a respeito das escolas de Caruaru, Garanhuns e Afogados da Ingazeira.

O funcionamento das escolas teve que ser adiado para o segundo semestre de 2010 porque o governo estadual não cumpriu o cronograma de obras no prazo previsto inicialmente. Caruaru terá os cursos de edificações, segurança do trabalho e mecatrônica. Em Garanhuns, serão eletrotécnica e tecnologia da informação e em Afogados, eletroeletrônica, saneamento ambiental e agroindústria.

Jornal do Commercio - Cidades - Recife, PE - domingo, 26.07.2009

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 9:05:55
A quem comparecer à quadra durante os jogos escolares (em Afogados da Ingazeira), sugiro visitar a barraca do EJC. Lá tem lanches, refrigerantes, sopa e caldinhos..

Winícius Dias - IP 189.81.117.254 <winiciusdvg@gmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 8:34:06
Meus amigos,

No roboque dos excelentes textos de Luciano (Sarney x Maranhão x India) vejam estas singelas estrofes que fiz sobre parte minúscula das nossas culturas:.

Pro teatro em Mossoró, / Levo a dança da catira
Para Praça de Tabira / Levo um show de carimbó
Chitãozinho e Xororó / Na festa de Parintins
Pra Palmas em Tocantins / Levo a dança do xaxado
E o Quinteto Violado / Pra Marília, Assis e Lins.

Levo a Festa do Divino / Pra feira em Caruaru
O frevo e o maracatu / Eu levo pra Ouro Fino.
Valdir Teles e Laurentino / Eu trago pra Castanhal
Levarei para Natal / O Gaúcho da Fronteira
E a moda pantaneira / Exporto para Sobral.

Levarei o Boi Bumbá / Pra Vitória da Conquista
Levo o nosso cordelista / Pra festa de Cuiabá.
Levo para Maringá / Xote, forró e baião
Vou levar o vanerão / Em junho pra Jequié
E a dança do Sairé / Levo pra Jaboatão

Caprichoso em Juazeiro, / Garantido em Petrolina
E o São João de Campina / Levo pro Rio de Janeiro
O nosso Dedé Monteiro / Fará show em Macapá
Vou fazer em Marabá / Uma grande cavalhada
E farei uma vaquejada / No centro de Corumbá

Um gande abraço,
Ademar

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.1 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 25-Julho-2009 / 21:42:01



Jacarés
A Compesa realiza vistoria na Barragem de Brotas, em Afogados da Ingazeira, Sertão, para combater ligações clandestinas. Com a iniciativa, pretende melhorar o abastecimento na região, recuperando 50% do volume de água. Em duas semanas, foram flagrados 300 “jacarés”.

Som alto
A poluição sonora não é um problema apenas das grandes cidades. Tuparetama, no Sertão, tenta controlar o excesso de volume nos alto-falantes dos carros e caminhonetes. Promotores firmaram acordo com restaurantes e bares para proibir essa prática na frente dos estabelecimentos.

Jornal do Commercio - CIDADES - Recife, 25.07.2009

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 25-Julho-2009 / 19:44:09
AO SARNEY: TODO O MÉRITO, COM LOUVOR...

A cada artigo que escrevo sobre o Sarney, as pessoas me gratificam com seus comentários de aprovação. O último benevolente foi o Vate - Ademar Rafael. Com a devida vênia de todos os frequentadores dessa Tribuna Democrática e suprapartidária, pretendo fazer Justiça ao Sarney e dizer que todos os méritos são seus. A minha participação (que não é meritória) é apenas no sentido de concretizar o que já está pronto e acabado no plano imaterial. Para usar o raciocínio daquele ministro lá do Supremo que nivelou jornalistas e cozinheiros no mesmo patamar, eu diria que nessa pizza de corrução (se preferir pode ser o arroz de cuxá), sou apenas o cozinheiro, os ingredientes são fornecidos pelo Sarney.

Na “panela da improbidade” eu ponho uma porção de atos secretos, uma pitada de tráfico de influência e acrescento o escândalo da Lunus (lembram da montanha de dinheiro que foi encontrada no Escritório da Lunus?); para dar consistência adicionamos alguns telefonemas sobre a nomeação do namorado da neta (...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.117.254 <lucianocamposbezerra@gmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 24-Julho-2009 / 20:14:57
Muito bom ver a Professora Tadéia. Às vezes fico lembrando como o ensino era bom naquela época. Não tínhamos internet, pen-drive, projetores, etc, mas tínhamos Professores que sempre fizeram a diferença.
Vou citar alguns, pedindo milhões de desculpas pelos que, com certeza irei esquecer, pelo decorrer do tempo. Tadéia, Adalgisa, Marinita, Cleone, Ione Góes, Ditinha, Rogério, Geraldo, Moaci, Adalva Siqueira (minha Madrinha querida),Alice (quantas saudades da tabuada), Dulce, Socorro Siqueira, Tóin Grilo e Dona Letícia.
Será que alguém já parou para pensar em quantos alunos passaram "pelas mãos" desses maravilhosos educadores? Quantos Advogados, Professores, Bombeiros, Policiais, Juízes, empresários, atletas, médicos, cientistas e outros profissionais de destaque no Brasil e no Mundo?
Muito obrigado MESTRES.

wellington moura e silva - IP 187.24.157.98 <mourabm@gmail.com>
Brasília, DF Brasil - 23-Julho-2009 / 22:40:08
Itamar França, em seu blog, aborda uma situação que vem se agravando nas cidades de todo o Brasil. Com os olhos em Afogados da Ingazeira, percebe-se o aumento do número de CATADORES DE LIXO em decorrência da falta de emprego ou mesmo subemprego para terem o mínimo necessário para a sua sobrevivência, e de seus familiares, sem a necessidade de enfrentar um trabalho tão degradante, e, pode-se dizer perigoso pela existência, também, de resíduos tóxicos.

Em decorrência da crise econômica que abala todo o mundo essa situação tem-se agravado. A pouca ou quase nenhuma escolaridade dessas pessoas que, por razões socioeconômicas não conseguiram se sentar num banco de escola em busca de um futuro promissor é, também outro motivo que os expõe a essa situação. O flagrante de pessoas vasculhando o lixo pela cidade em busca de materiais recicláveis é visível. Elas procuram alumínio, papelão, papel, vidros e garrafas plásticas para repassarem a empresas especializadas que os reprocessam.

Os catadores de lixo de Afogados da Ingazeira estão enfrentando, também, com a ação de vândalos. O produto é catado, mas eles têm que cuidar para que não sejam roubados durante à noite e, pasmem, em alguns casos o material é queimado, num ato de verdadeiro vandalismo e falta de humanidade. Eles são marginalizados!

“As doenças relacionadas ao lixo doméstico são: cisticercose, cólera, disenteria, febre tifoide, filariose, giardíase, leishmaniose, leptospirose, peste bubônica, salmonelose, toxoplasmose, tracoma, triquinose e mais outras.” (UFRRJ)

“Contaminação do Ar - A queima do lixo, que pode ser provocada ou natural (autocombustão ou reflexo dos raios solares num fundo de garrafa de vidro, por ex.), lança no ar dezenas de produtos tóxicos, que variam da fuligem (que afeta os pulmões) às cancerígenas dioxinas, resultantes da queima de plásticos.” (UFRRJ)

O lixo é o espelho fiel da sociedade que, quanto mais rica e consumista, sempre mais geradora. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composição pressupõe mudanças no comportamento social.

Leia mais sobre o assunto.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 23-Julho-2009 / 13:35:05
ÍNDIA: FICÇÃO OPULENTA / REALIDADE CRUEL

Uma considerável fatia da população brasileira vem se deleitando, diariamente, com mais uma novela da Globo, onde consciências e a boa-fé dos incautos são “manipuladas” ao bel-prazer da Autora do enredo e, de acordo com os índices de audiência. Caminho das Índias é mais um “faz-de-conta” que leva a (des)informação, criando no imaginário popular uma Índia irreal. Não se pode negar que para o escritor de novelas, folhetins etc, existe o que se convencionou chamar de “licença poética”, porém, o exagero, o inverossímil salta aos olhos. Há cenas que lembram, nitidamente, as alegorias da Marquês do Sapucaí ou o Festival de Parintins, com os bois: Garantido e Caprichoso. É uma Índia, momentânea e ficticiamente carnavalizada. 

O propósito da Globo de impressionar pela ostentação do fausto fica evidente pela exaustiva exposição da suntuosidade e imponente exuberância do Taj Mahal.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.113.125 <lucianocamposbezerra@gmail.com>
afogados da ingazeira, PE Brasil - 22-Julho-2009 / 23:02:42
AFOGADOS DA INGAZEIRA: 100 ANOS DE HISTÓRIA E CONQUISTAS

A centenária Afogados da Ingazeira, localizada no Alto Pajeú é o sertão que dá certo. A cidade prospera e desperta a atenção dos vários segmentos sociais, econômicos e políticos do estado de Pernambuco.

O município tem tradição e vocação para o desenvolvimento: é pólo da região.

Durante este ano de 2009, comemorativo do seu centenário é tempo de se rever o passado e de projetar o futuro. É preciso pensar grande sem a efemeridade das festas comemorativas.

O município tem a marca de governos municipais competentes que realizaram grandes obras em todas as áreas, gerando emprego e renda, elevando a qualidade de vida do seu povo e valorizando as tradições, a cultura, o esporte, a educação, a agropecuária e a saúde. Destaca-se no estado pela organização comunitária, associações rurais, urbanas e conselhos municipais que contribuíram de fato nas gestões positivas de prefeitos democráticos, através de orçamentos participativos e da força de trabalho da sua gente.

Da história destacamos obras propulsoras de desenvolvimento neste município:

*A bela Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, um dos nossos cartões postais, projetada e construída pelo Pe. Carlos Cottart.
*A estrada de ferro onde a estação ferroviária foi palco de grandes acontecimentos, sua rota pelo Sertão do Alto Pajeú deve-se a força e vontade política do Mons. Arruda Câmara.
*O Colégio Normal, à época, era um sonho dos afogadenses, realizado graças ao Mons. Arruda Câmara. O CNE impulsionou o setor educacional da região, pois oferecia ensino de qualidade através dos regimes de internato e externato a moças que vinham da Paraíba, da Bahia, de Alagoas. Recentemente foi comemorado o seu jubileu.(...) Leia mais

Luiza Tadéia de Morais Cordeiro Lacerda <tadeiacordeiro@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 22-Julho-2009 / 22:55:37
O MONÓLOGO DO SENHOR FEUDAL

É inevitável esse comentário, pelo menos de minha parte, ao assistir a cena melancólica protagonizada por José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, vulgo Zé Sarney, na sessão de “despedida” do Senado, anunciando aos seus pares as “merecidas férias” de todos eles. Pouca coisa ou quase nada restou de positivo desse período parlamentar. Incrédulo, vi e revi, para acreditar, estampada nos jornais, telejornais e blogs a foto de Lula num encontro amigável com Fernando Collor e Renan Calheiros.

Como incrédulo, assisti a luta incansável do Governo para conseguir a presidência da CPI que irá investigar os desmandos ocorridos na Petrobras. De logo, já se sabe que de seus cofres (Petrobras) foi destinada uma verba de mais de um milhão de reais para a Fundação José Sarney, que é gerida por seus filhos e sectários. Antes disso, a Justiça obrigou a dita Fundação devolver ao patrimônio do Estado do Maranhão, o Convento das Mercês, que havia sido incorporado, por “doação”, ao patrimônio da Fundação José Sarney.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 21-Julho-2009 / 5:17:51
Atriz estará na minissérie global 'Aline'

A atriz (afogadense) Raquel Galvão, que foi uma das prostitutas da casa da Cilene (Elizângela) em "A Favorita", posou toda sensual para um ensaio de divulgação de seu trabalho como modelo - Raquel é contratada de uma agência, mas dá prioridade à carreira de atriz. Raquel estará na minissérie global "Aline", que deve ir ao ar ainda em 2009, como Lola, uma roqueira.
[EGO.globo.com]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 20-Julho-2009 / 8:03:00
Yane Marques confirma favoritismo e vence seletiva

Rio de Janeiro (RJ)

A pernambucana (afogadense) Yane Marques confirmou o seu favoritismo e venceu neste final de semana a prova de Triatlo Moderno (natação e evento combinado - corrida com tiro) realizada no Círculo Militar da Vila Militar, em Deodoro, no Rio de Janeiro. Larissa Lellys chegou no segundo lugar e Priscila Oliveira completou o pódio. Ambas também nasceram em Pernambuco.

A prova deste final de semana foi a primeira seletiva para a final da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno que será realizada no Complexo de Deodoro no mês de setembro. Entre os homens, o vencedor foi Dieferson Felix. Luiz Barroso Magnus ficou em segundo e Danilo Fagundes, em terceiro. Os três são vinculados à Federação de Pentatlo Moderno do Rio.

As duas últimas seletivas para a Copa do Mundo serão realizadas no mês de agosto. No dia 8, a cidade de Campinas recebe um um tetratlo (natação, esgrima e evento combinado). No dia 30, o Círculo Militar do Rio abriga uma prova de pentatlo com a participação apenas dos cinco melhores (no masculino e no feminino) classificados nas seletivas anteriores.

O Brasil, como país sede, tem direito a participar da final da Copa do Mundo com dois representantes masculinos e dois femininos. A Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno (CBPM) optou pela realização de apenas uma seletiva contando com o hipismo. A ideia da entidade é treinar seus atletas ao máximo nas provas aeróbicas (natação e corrida), que ganharam importância após as mudanças das regras do pentatlo com a criação do evento combinado.

Gazeta Esportiva Net

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 19-Julho-2009 / 14:40:54
Afogados da Ingazeira ficou engalanada nas festividades dos seus 100 anos de emancipação política. Todos os seus filhos irradiavam alegria, foi um encontro aconchegante e fraterno dos que moram na bela Afogados e dos que moram em outros lugares, os chamados "filhos ausentes".

Para mim foi bastante prazeroso e momentos de evocação de lembranças passadas de minha infância, adolescência, juventude e início da maturidade.

Senti uma vontade imensa de voltar à minha terrinha amada.

Paula Pires
Olinda, PE Brasil - 19-Julho-2009 / 10:16:10
Andei rebuscando na mente e encontrei mais alguns nacos da história da Rádio Pajeú. Vamos aos fatos que, decerto, terão alguma valia para os abnegados historiadores que estão em conjunto com o Ilustre Jornalista Daniel Ferreira, remontando 50 anos de vida da nossa Emissora Rádio Pajeu.

Havia um programa, à tarde, que era interativo. O Programa NOSSA DISCOTECA ÀS SUAS ORDENS. Não havia locutor fixo, pois apresentava-o Barnabé Ramos, Zé Tenório, Djacy Veras, Waldecy Menezes; aquele que estivesse no horário. O ouvinte pedia a música, por telefone, e esta era procurada e tocada imediatamente. Era uma “prova de fogo” para o controlista. Nessa hora, sobressaia-se o Fernando Souza que, como já destaquei, era profundo conhecedor da discoteca. A música devia ser localizada em fração de minutos e já era anunciada pelo locutor, atendendo ao pedido do ouvinte.

Afogados da Ingazeira tinha uma Companhia Telefônica, formada pelos 100 usuários. Era a COTELAI - Companhia Telefônica de Afogados da Ingazeira. E toda a cidade tinha, apenas e tão somente, 100 telefones. Na hora do programa que chamava a atenção de centenas de pessoas, digamos assim, querendo pedir música, causava um congestionamento na Central Telefônica, que só tinha capacidade de efetuar cinco (05) ligações simultâneas. Já imaginou? Cinco ligações e a Central entrava em colapso. A COTELAI ficava numa casa de esquina, depois do Hotel de Dona Bebem, precisamente onde o empresário Antônio Ângelo está construindo um prédio, atualmente. Trabalharam na COTELAI que teve como diretor Enock Oliveira, o companheiro Ulisses Lima, José Veras (Zé Gojoba) sua irmã Lurdinha Veras, outra de nome Lurdinha (esposa de Reginaldo Galdino), José Humberto Pires, dentre outros. Estou destacando a COTELAI porque na época foi uma parceira da Rádio Pajeú nas transmissões externas.

Quando havia jogo de futebol, a equipe: Marconi Edson, Geny Rodrigues, Fernando Souza, Miguel Alcântara e outros mais, iam pela manhã esticar o fio do telefone do apartamento do Padre Assis, que ficava nos fundos do pré-seminário até o campo de futebol, o Vianão. À tarde, a equipe estava lá, em cima de um caminhão, que fazia às vezes de cabine de rádio, transmitindo a partida de futebol. Tudo isso contando com o suporte técnico de Dinamérico Lopes ou Abílio Barbosa. Muitas vezes ficavam os dois para socorrer em caso de uma eventual pane.

Hoje contando-se esses detalhes, parece coisa simples, mas era uma “epopéia” transmitir uma partida de futebol. Já o carnaval, que se realizava no ACAI, puxava-se um fio lá do palco até o telefone da residência de Dr. Aloísio Arruda, que cedia gratuitamente sua linha telefônica para as transmissões, durante os quatro dias de carnaval. Só tempos depois foi que o Padre Assis adquiriu uma aparelhagem - SSB Brazan - moderníssima, na época, com a qual se realizavam transmissões externas.

Mais uma vez, louve-se aqui a “garra” de todos aqueles que transpunham obstáculos, tudo pela Rádio Pajeú, que tinha nos seus funcionários capitaneados pelo Padre Assis, uns abnegados, com um espírito de equipe que resultava sempre em ações coroadas de êxitos.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 18-Julho-2009 / 21:48:30
PADRE ASSIS: SANGUE NOVO numa RÁDIO JOVEM

O Título acima não é apenas força de expressão, pois com a chegada do Padre Assis à direção da Rádio Pajeú, sentiu-se uma nova imagem naquela que já era líder absoluta de audiência. E não se fale que a Rádio Pajeú estava sozinha na faixa, pois já havia a Rádio Espinhara de Patos, a Rádio Sociedade da Bahia, Rádio Clube de Pernambuco, Rádio Jornal do Commercio, etc., dentre as que eram sintonizadas, comumente na região.
Faltava, todavia, uma Rádio que falasse o nosso sotaque, que vivenciasse o nosso dia a dia. Uniu-se, portanto, o conhecimento profundo de Waldecy Menezes com a vitalidade jovial daquele Padre sempre tido “como revolucionário”. E o Padre revolucionou no sentido de unir a equipe, de impregnar amor à causa, de fazer a Rádio mais presente.
Com sua dinâmica, fez-se sentir a Rádio Participativa dos grandes acontecimentos. E o Padre não perdia oportunidade de levar os microfones da Rádio para os carnavais, para eventos filantrópicos, para a rua, no sentido literal da palavra. Ele, Assis, primava pela excelência de qualidade. Tanto assim, que não desgrudava o ouvido do Rádio, estivesse onde estivesse. Ao menor deslize de um locutor, qualquer erro cometido, podia esperar que a bronca vinha em cima da bucha; o telefone tocava e o Padre repreendia o erro, ensinava o certo e assim, iam se dizimando as falhas. Da mesma forma que sabia ser ríspido, transformava-se no amigo e companheiro, na mínima necessidade.

Lembro bem, quando se aproximava a festa dos 15 anos da Rádio Pajeú e o Padre entendeu de se promover uma comemoração inesquecível. Dizia ele, “vamos fazer uma festa arrojada”. E partiu para conversar com D. Francisco (bispo diocesano) sobre a programação que estava sendo idealizada. O Bispo no seu hermetismo, ou por não ter a mesma sensibilidade que o Padre para festas dessa envergadura, interpôs vários obstáculos. E o Padre ia “derrubando’ um a um os argumentos contrários. Por fim, disse-lhe D. Francisco, “meu filho, isso requer dinheiro, e muito!”No que o Padre, rechaçou: D. Francisco, eu só preciso de sua autorização, o resto a gente consegue!” Com o aval do Bispo o Padre caiu em campo, para a maior festa daquela década. E fomos juntos ao Recife entrar em contato com os Trepidant’s, e os encontramos na UR-11, onde ficou acertada a participação daquele Conjunto, que despontava com grande sucesso e que deu um Show no Cine São José.
De Caruaru o Padre Assis trouxe toda uma equipe de produtores do mais alto gabarito, dentre eles: Mac Dowell Holanda e Reginaldo Lins. E os 15 anos da Rádio Pajeú foram comemorados com uma Festa a altura de sua importância. Houve concurso de cantores e outras modalidades de apresentações e os primeiros colocados foram levados para uma exibição no Programa de auditório da TV Jornal do Commercio, apresentado pelo saudoso Paulo Marques, e que tinha o patrocínio do Tesouro da Rainha (semelhante ao Baú da Felicidade do Silvio Santos), do Empresário José Correia de Siqueira, um afogadense que sempre prestigiou sua terra natal.

Mas o Padre Assis sempre esteve à frente de sua época. Criticado por uns, elogiado por outros, o Padre conseguiu imprimir seu modo de administrar, dando assim, um impulso inovador a Rádio Pajeú, transpondo obstáculos e, dispondo de condições mínimas, fazia a nossa pequenina Pajeú destacar-se entre as gigantes da comunicação da época. Foi por sua iniciativa que se manteve por muito tempo dois jornais falados: um ao meio dia e outro às 18h05. Cada programa com 30 minutos de duração. A discoteca era atualizada constantemente, graças ao relacionamento do Padre com as gravadoras, o que permitia fazerem-se lançamentos inéditos, simultaneamente com as Emissoras da capital. Assim foi sua administração: dinâmica, ousada, inovadora. Reunindo-se as idéias geniais de Waldecy Menezes com a ousadia do Padre Assis, foram tempos áureos da Rádio Pajeú, numa época em que os recursos tecnológicos eram exíguos, para uma emissora do interior.

Esse foi o aspecto positivo que trouxe o Padre, sem esquecer-se da linha editorial, da preocupação sempre constante de fazer da Rádio Pajeú um instrumento de libertação e formação de consciências; uma Rádio de Educação Popular, destemida e intrépida defensora dos direitos da cidadania, quando esse tema era motivo de apreensão. Com esse desiderato, contava o Padre Assis com colaboradores voluntários que comungavam e abraçavam a mesma causa, tais como, Edson Bigodão, Célio Pereira e tantos outros de idéias libertárias.

Assim, diga-se com toda convicção que a passagem do Padre Assis deixou escrita uma página de ouro na história da Rádio Pajeú. Para os mais atentos, é possível perceber que a semente que ele plantou ainda hoje frutifica para o soerguimento dessa região e de sua gente. A Festa dos 50 anos da Rádio Pajeú é também uma festa do nosso querido irmão “Padre (hoje Monsenhor) Assis Rocha”.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Julho-2009 / 23:49:18
O melhor site do pajeú.

Paulo Fonseca - IP 189.92.167.88 <paulo_jose87@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Julho-2009 / 21:16:47
NATAL é sinônimo de alegria, cores, luzes, confraternização. Para mim, aquele Natal foi cinzento. Num quarto de hotel em São Luís, onde havia chegado há pouco mais de um mês. Ainda sem ambiente e meu mundo se resumia na intimidade do quarto, algumas fotografias e as lembranças que teimavam ressurgir com toda nitidez.

Sentado na cama, ouvia, lá fora a euforia das pessoas, recebendo alguns parentes e convidados para a ceia. Eu estava morando naquela casa que fazia as vezes de um hotel, porém, na realidade, era no sistema de vaga cedida a pessoas previamente indicadas. Foi o meu caso. Apesar do ótimo relacionamento com as pessoas da família, não havia aquela intimidade a ponto de participar de uma confraternização que é eminentemente familiar. Faltava a cumplicidade das emoções.

Da sacada da janela eu contemplava o cais do porto e vislumbrava pequenos pontos de luzes dos navios que aguardavam a vez para ancorar. A solidão parece doer muito mais, quando tentamos disfarçar. De repente, resolvi sair (...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Julho-2009 / 6:22:02
[Anterior] [Próximo]

Volta

Livro de Visitas desenvolvido pela Lemon Networks