AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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LARISSA OLIVEIRA
UM BROTO DO PAJEU E A ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO

A vida nos oferece surpresas que só nos levam a uma conclusão: “Nem tudo está perdido”. Refiro-me à decadência que se verifica na qualidade do ensino, quando encontramos jovens na fase de estudos equivalente ao antigo Curso Ginasial, que não sabem sequer escrever palavras corriqueiras, corretamente. Há muito foi abolido o uso da tabuada, dando lugar à calculadora. Isso implica num entorpecimento mental, numa preguiça generalizada de raciocinar, tendo como corolário a ignorância das operações básicas de aritmética.

A pedagogia mudou seus conceitos, drasticamente, e pouco sobrou da metodologia dos nossos tempos, em que se estudava para a vida e não para a prova do dia seguinte. Numa conversa rápida com nossos estudantes, o caos é muito mais alarmante do que se imagina. O vocabulário da moçada é exíguo; até parece que utilizam um dialeto onde a comunicação se dá por monossílabos, resmungos, só compreensíveis por eles mesmos. Ao se exigir uma redação sobre determinado tema, o desastre é total. O último concurso do ENEM está para comprovar o que afirmo. É desanimador constatarmos a falência da Escola Pública.

Felizes tempos em que nossas abnegadas mestras nos transmitiam seus conhecimentos, formando-nos para a vida. Benditas sois, todas: Dona Genedy Magalhães, Ione de Góes Barros, Selma Cabral, Terezinha Padilha, Dona Ditinha, Lalu Vieira, as quais citamos e em nome de quem homenageamos as demais pioneiras que passaram por nossa vida letiva.

As professoras Elvira Siqueira, Alice Queiroz, Socorro Siqueira, Ailza Amorim, Socorro Dias, também não menos queridas e meritórias, sendo essas de fase mais recente. A eficiência com que desempenharam a missão de mestras se constata pelos frutos de seus trabalhos personificados nos excelentes profissionais, seus ex-alunos.

Mas, iniciei dizendo que “nem tudo está perdido”. Pois bem, uma pernambucana de São José do Egito - Larissa Oliveira -, 15 anos, foi a vencedora da Edição2009 do Soletrando, do Caldeirão do Huck (na rede Globo). Nada mais gratificante para os pais dessa menina do que a vitória alcançada. Prova de seu empenho nos estudos; nada mais envaidecedor para nós pernambucanos e, pajeuzeiros, particularmente, saber que a garota é filha desse torrão natal. E, para mim, o feito de Larissa lava-me o peito, pois nunca aceitei nem aceitarei o ar de desdém como o sulista, mais especificamente o povo de São Paulo, trata os nordestinos.

Não adianta sofismas, pois há uma discriminação, mesmo que disfarçada, mas essa existe. É nessas horas que sentimos a pujança de nosso povo nordestino. Personalidade forjada com a têmpera da baraúna; potencial de superação mesclado com a resistência do mandacaru e xiquexique, transpondo as agruras e intempéries, sobrevivendo, apesar de tudo.

E para coroar de êxito a façanha da nordestina pajeuzeira, sua vitória se deu diante de outro nordestino - Pedro Henrique da Rocha - lá do Ceará, terra de grandes valores da estirpe de um José de Alencar. E no páreo também estava o - Bruno Roberto Santos -, outro pernambucano, que reside no Rio de Janeiro. É o Nordeste mostrando seu valor. São os jovens que nos dão a certeza de que, realmente, nem tudo está perdido.

Para finalizar, peço a atenção dos companheiros, usuários e leitores da Tribuna Democrática, para um trecho que transcreverei de meu Livro: Relembrações, onde faço alusão aos Nordestinos Ilustres e que muito nos honram. Deixo de inseri-lo nesta oportunidade para que o texto não fique tão longo. Ademais, estou em êxtase com a vitória da nossa conterrânea, a pajeuzeira Larissa Oliveira.

Dá-lhe garota!

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 21-Junho-2009 / 12:06:07
A MAÇONARIA SEM SEGREDOS - Há muito que venho pretendendo fazer uma reflexão esclarecedora para os frequentadores desta Tribuna Democrática a respeito da Maçonaria. Sei que muitos gostariam de tirar suas dúvidas sobre essa Instituição e se ainda não o fizeram, foi porque lhes faltou oportunidade. Digo isso porque muitos maçons, alguns até por falta de preparo doutrinário, não sabem levar a essência da maçonaria aos homens de bem, afinal é esse seu escopo maior: a congregação dos homens livres e de bons costumes.

Como maçom, sei que ainda existe muito “mito”, muita falácia e, até mesmo, repulsa por parte de alguns, quando se fala em Maçonaria. Na verdade, essa instituição que traz como sustentáculo de sua doutrina, ensinamentos milenares, já foi alvo de perseguição e da infâmia, porém, suas bases sólidas enfrentaram todos os percalços e a Maçonaria continua VIVA. Até porque, enquanto houver o sentimento de Justiça de amor ao próximo, o anseio de liberdade plena, viverá a maçonaria.

[Leia mais, a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 21-Junho-2009 / 7:35:26

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 20-Junho-2009 / 22:27:25
A habilidade do amigo Carlos Moura escrever de forma bem-educada é realmente merecedora de que tiremos o chapéu. Quiçá tivesse o controvertido ministro de vários momentos midiáticos (xará daquele goleiro da seleção brasileira de 1962) se inspirado em pessoas como ele para, mesmo arbitrariamente, desqualificar aqueles que, com sacrifício, lutaram por uma graduação. Mas essa é outra estória. É outro caso.

Na realidade, o que me leva a um novo comentário foi o texto do seu escrito, onde afirma textualmente que: "COM O AVANÇO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO, NÃO PODEMOS, EM HIPÓTESE NENHUMA, IGNORAR QUE MUITAS DESSAS MANIFESTAÇÕES POPULARES PENETRARAM EM OUTRAS ÁREAS COM UMA CONSIDERÁVEL ACEITAÇÃO POPULAR. ORA, NÃO VEJO 'PECADO CULTURA' NENHUM NESSA TROCA DE COSTUMES NO CAMPO DAS ARTES MUSICAIS". (grifo nosso).

No que pese ser eu, um verdadeiro leigo no assunto, mas, levado pela experiência vivida por várias décadas, com a devida vênia, ratifico a minha opinião de que: a visão empresarial meramente mercantilista da atualidade, aliada à globalização absolutista impõe, de forma inquestionável, para todo o mundo, o que deve ser comido, o que deve ser bebido, o que deve ser visto, o que deve ser ouvido e o que deve ser cultuado. Portanto, meu caro amigo de longas datas, mesmo respeitando o seu posicionamento, para mim, não é "o avanço da tecnologia da informação", mas, a forma como vem sendo usada essa metodologia para direcionar o que lhes interessa; o que lhes é benéfico naquele exato momento histórico, inclusive para desviar atenções; o que lhes é favorável a nível financeiro, até porque, na hora que a coisa começa a decair, "aquele artista" criado nos laboratórios da mídia, são descartados sem nenhum escrúpulo e automaticamente, se não mudam a roupagem, caem no esquecimento.

Portanto, não vislumbro em nenhuma hipótese, a existência de uma opção independente de "ACEITAÇÃO POPULAR" sem a influência direta de tais forças.

Para mim, e certamente para muitos, seria bem mais agradável ouvir, dentre outros, José Gilvan de Moura Figueiredo, (Gilvan de Zé Floro), com as suas interpretações românticas, do que essa tal "atração" que, segundo informes, receberá um cachê de R$ 200 mil. E aí, fica a minha provocação, aos ilustres amigos que utilizam este link para, de alguma forma opinar sobre o assunto.

Por fim, Carlinhos, para não ser mais enfadonho do que de costume, concordo plenamente com a sua afirmativa: "TENHO TODA ADMIRAÇÃO PELOS ARTISTAS DA TERRA, SOBRETUDO NOSSOS POETAS E CANTADORES. O LUGAR DELES NINGUÉM TOMA, ELES SÃO INSUBSTITUÍVEIS", ressalvando, no entanto, que, da forma como eles vêm sendo tratados, principalmente em momentos com este, certamente, o lugar deles junto às nós, ninguém toma, (nós que, como diz Isaias Almeida de Siqueira, estamos na casa dos "entas"). Eles são realmente inigualáveis, mas, igualmente a nós, também fadados a cair no esquecimento.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.70.145.59 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 20-Junho-2009 / 22:12:36
As estrelas do Centenário - Li diversos escritos sobre a programação dos Cem Anos de nossa querida Afogados da Ingazeira. Todos com conteúdos de qualidade. Isso é bom porque quando as pessoas opinam sobre qualquer evento, o projeto torna-se mais interessante, ainda enriquece as idéias e embeleza a festa. Entretanto, essa participação tem que ser ampliada num futuro bem próximo.

Costumo observar, mesmo sem ser especialista em arte e coisa do gênero, termos como: diversidade cultural, uniformidade cultural, multiculturalismo, cultura popular, cultura erudita, pluricultural padronização das culturas, resgate cultural e outras denominações nesse sentido com muito respeito pelas tradições de cada região.

Com o avanço da tecnologia da informação, não podemos, em hipótese nenhuma, ignorar que muitas dessas manifestações populares penetraram em outras áreas com uma considerável aceitação popular. Ora, não vejo “pecado cultural” nenhum nessa troca de costumes no campo das artes musicais.

Com referência ao nosso sertão pernambucano, concordo, plenamente, que devemos prestigiar, cultivar e incentivar, sempre, nosso original e autêntico forró pé-de-serra, tão difundido e cantado, mundo afora, pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga; também nossas danças tradicionais, enfim manter acessa a luz cultural de nossos ancestrais. Agora, sou contra qualquer ato que radicalize as artes, sejam elas provenientes da Itã ou do Japão. Nada impede que apreciemos outros ritmos e danças, principalmente quando o povo enxerga e sente satisfação e vontade em ouvir e dançar, isso dá prazer às pessoas. Todos têm o direito de julgar o que é apreciável ou dispensável. Essa prática tem que ser respeitada. Afirmar que banda “A” ou grupo “B” não deveria abrilhantar nossa festa centenária e ao mesmo tempo indicar nomes como prováveis substitutos, demonstra, muitas vezes, que está sendo vítima de influências geradas por opiniões de terceiros contrários a realização dessa tão esperada e bonita comemoração. Tenho toda admiração pelos artistas da terra, sobretudo nossos poetas e cantadores. O lugar deles ninguém toma, eles são insubstituíveis.

Nesta grandiosa Festa Centenária, todos irão aplaudir os Cem Anos da cidade que mais cresce em Pernambuco, proporcionando orgulho e alegria a todos os seus filhos e filhas. E, certamente, essa cobrança de quem estará “em cima do palco” não ganhará força, porque as estrelas maiores da festa estarão “embaixo do palco”.

Carlos Moura Gomes - IP 201.45.104.4 <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 20-Junho-2009 / 17:03:53
Afogados será sede do governo de Pernambuco, dia 1º

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, confirma, no programa Frente a Frente, com Magno Martins, que o governador Eduardo Campos vai se deslocar para o município, participar das comemorações, dia 1 de julho, do centenário da cidade.

Eduardo instala o governo em Afogados, para onde irá dia 30 deste mês, instalando o governo no dia seguinte, já parte da programação festiva do centenário do município. O prefeito diz que o governo do Estado está investindo muito em Afogados, integrando parcerias com o município e o Governo Federal.
[Do Blog do Magno]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 19-Junho-2009 / 20:19:54

Alberto Virgínio, Adalberto de Oliveira e Cândido Saraiva compõem a câmara itinerante

Câmara Cível do TJPE julgará processos em Afogados da Ingazeira

A Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai realizar uma sessão especial na comarca de Afogados da Ingazeira, no dia 1º de julho, data comemorativa da emancipação política do município, localizado a 370 km do Recife. Quatorze processos judiciais oriundos de comarcas da 13ª Circunscrição Judiciária serão julgados pelos desembargadores Alberto Nogueira Virgínio, Cândido Saraiva e Adalberto de Oliveira, que compõem o órgão julgador itinerante. A sessão será realizada na Câmara Municipal de Vereadores, a partir das 14h.

A iniciativa está em sintonia com as recomendações da Emenda Constitucional nº 45/2004, que sugere aos tribunais a prática da chamada justiça itinerante como forma de facilitar o acesso ao Judiciário. Contudo, o evento, que contará também com a presença do presidente do TJPE, desembargador Jones Figueirêdo, tem uma outra motivação especial: fará parte da programação comemorativa do centenário de Afogados da Ingazeira, que é sede de circunscrição judiciária e em 1º de julho de 1909 foi elevada à categoria de cidade.

“Ao tempo em que o Judiciário pernambucano presta sua homenagem ao povo afogadense, estaremos aproximando o 2º Grau do jurisdicionado e permitindo que advogados de comarcas do interior possam ter seus recursos julgados sem despesas de deslocamentos”, observa o presidente da 2ª Câmara Cível do TJPE e idealizador da iniciativa, o desembargador Alberto Virgínio.

O magistrado também argumenta que esse tipo de ação dá maior visibilidade, transparência, celeridade ao trabalho do Judiciário, além de possibilitar uma maior identidade com o jurisdicionado do interior do Estado. “Não só o advogado terá a facilidade de fazer suas sustentações orais, como ainda as partes envolvidas nos processos também poderão presenciar os julgamentos”, conclui o desembargador.

Os 14 processos pautados para a sessão especial da 2ª Câmara Cível são oriundos das comarcas de São José do Egito, Serra Talhada, Tabira, Flores e Itapetim, além de dois processos da comarca de Afogados da Ingazeira, que é sede da 13ª Circunscrição Judiciária.
[www.tjpe.jus.br]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 19-Junho-2009 / 14:10:48
LULA DEFENDE SARNEY (?!)

Em decorrência de “forças estranhas”, estive impossibilitado de me fazer presente, embora tenha utilizado de todos os meus parcos conhecimentos, no sentido de acessar essa Tribuna Democrática. Causou-me impaciência, pois queria ter podido expressar minha idéia, no “quente”, na “bucha”, o que não foi possível. Mas pretendo fazê-lo agora, por acreditar não ser intempestivo, diante da profundidade do assunto.

Refiro-me às declarações do Presidente Lula, em defesa do “homem dos maribondos” - José Sarney - cujo nome de batismo não é esse, diga-se de passagem. O Lula perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado; primeiro porque, um Chefe de Estado deve manter uma postura de Magistrado; segundo porque, um Chefe de Estado não deve ficar a emitir conceitos, aleatoriamente, sob pena de incorrer em contradições, e foi exatamente o que aconteceu com o Lula, ao afirmar que “Sarney tem toda uma história e não deve ser confundido com um homem comum”. Até onde me consta, a história de - José Sarney - não é das mais recomendáveis.

[Leia mais - PARTES I e II - a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 19-Junho-2009 / 11:34:31
Noite de São João

A Noite de São João se aproxima e com ela uma enxurrada de lembranças que acalentam os nossos corações

Era costume comemorarmos o São João fazendo uma fogueira em frente às nossas casas. Como toda criança, eu esperava com ansiedade a chegada do carro de boi que trazia a carga de lenha. Ficava a observar quais outras casas teriam essa disposição para comemorar os festejos Juninos ao redor da fogueira. Ela era acesa ao escurecer e queimaria até serem consumidos os troncos e galhos, e o restante se queimaria durante a noite, ficando somente as cinzas quentes pela manhã.

A farra era simples e atraía amigos e vizinhos para conversar e contar estórias bem como para “remanescer”. Era também um momento propicio para namorar, trocar olhares furtivos e sorrisos. Vez outra ouvíamos um som forte; era uma explosão causada por um dispositivo que chamávamos de ronqueira. Ela era feita de peças de automóvel usadas e descartadas como sucata, que a molecada usava geniosamente. A peça era em forma de L e tinha uma perfuração que era usada como câmara de explosão, onde colocávamos a pólvora. A explosão era causada pelo impacto de um prego que cobria o buraco seguro por um arame. Era só colocar o prego cobrindo a perfuração e atingir qualquer superfície com impulso do braço, e o resultado era o “bumm!” da explosão. Era algo fantástico e fascinante para nós.

Pamonha e canjica era o prato do dia, bem como o milho assado na fogueira. Brincávamos alegremente naquele propicioso momento.

Soltar balão ou busca-pé, chumbinho, estrelinhas e rodas de fogo e uma grande variedade de fogos de artifício, era a ordem do dia. Às vezes alguém usava um bacamarte produzindo barulho ensurdecedor que nos assustava, mas que nos fazia rir após o susto.

Todos tivemos padrinhos e madrinhas de batismo, no entanto, havia também o costume de termos um padrinho ou madrinha, da nossa escolha, na noite de São João. Foi neste espírito que escolhi uma bela jovem de sorriso cativante, olhos lindos e cabelos cor de mel. Seu nome era Maria do Carmo Ela estava passeando com umas amigas e aproximou-se da nossa casa para conversar com minha mãe que havia sido sua professora. Eu estava com 10 anos de idade, mas já sabia discernir a beleza feminina. Apresentei meu desejo de tê-la como madrinha de São João, e ela aceitou sem relutância.

A coisa era fácil; as duas partes andavam em torno da fogueira, em sentidos opostos, e, ao se encontrarem, o afilhado dizia: “a bênção madrinha”, e resposta dada pela madrinha era “Deus te abençoe”, e o contrato estava selado. Daí pra frente, toda vez que nos encontrávamos a saudação era sempre, a mesma. Isto é o que eu mais desejava ter: uma razão e oportunidade de falar com ela, a qualquer hora, sob o pretexto de que ela era a minha madrinha. Ela, filha dos meus padrinhos de batismo Davina e Aparício Veras, se casou com o doutor Zé Humberto.

Numa das minhas idas ao Recife, tive uma surpresa, quando nos encontramos na Rua Nova. Ela estava em companhia de outras belas afogadenses fazendo compras. Foi um encontro agradável, conversamos por alguns momentos, falando sobre amenidades, e depois nos despedimos. A última vez que a vi foi em janeiro de 1964, quando da minha visita aos meus pais, para apresentar-lhes a minha esposa e o meu primogênito.

Acredito que o costume das fogueiras desapareceu com o final da década de 40, consequentemente também o das madrinhas e padrinhos de São João.

Estes foram momentos preciosos de uma época mais simples, sem muita correria moderna, mas, cheia de amor, quando o mundo era bem menor. 65 anos atrás.

Desejo-lhes um feliz São João. Zezé

Zezé de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA USA - 18-Junho-2009 / 20:15:36
A FESTA DOS CEM ANOS

Caros amigos, na verdade, quando expressei a minha opinião em relação ao São João de Caruaru, paralelamente vislumbrava, também, a nossa querida Afogados da Ingazeira, e, porque não dizer, todo o Sertão Nordestino, verdadeiro "lar" de tão simbólica comemoração que, sem dúvida, foi cultivada com "particular alegria" nesta região semi-árida, desde muito e muito tempo, por coincidir com o início da colheita, particularmente do milho, que é a base das diversas iguarias deste período.

Quanto ao lado cultural, devo dizer que comungo com quase tudo que foi sabiamente dito pelos demais frequentadores deste link, e até relembro quando, há algumas décadas, uma das principais figuras que animavam as nossas festas juninas era o Assisão, de Serra Talhada, porque, na realidade, os grandes artistas que durante horas seguidas transmitiam energia e alegria ,eram pessoas comuns e anônimas da nossa Região.

Quanto à festa do Centenário, um marco histórico que teremos o privilégio de vivenciar, é estranho que ainda existam algumas pendências e diversas lacunas, conforme comentado há poucos dias por Dr. Lucio no programa de Nill Junior.

Quanto às "atrações" programadas, sem "animus jocandi" e respeitando a opção daqueles que admiram o que foi contratado, seria muito mais consequente a diversificação sugerida em diversas oportunidades, e inclusive já comentada por diversos frequentadores deste site/link.

É profundamente lamentável que artistas e grupos importantes da Região tenham sido relegados, da mesma forma é inconcebível que outras atividades culturais e artísticas, inclusive que dizem respeito às nossas raízes, num momento como estes sejam levadas ao esquecimento, em que pese o "slogan" governamental: "POR AMOR A ESTA TERRA".

EDSON BIGODÃO - IP 189.70.181.248 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 18-Junho-2009 / 15:47:47
Meus caros amigos, por mais que eu tente, é impossível calar, principalmente, quando o assunto é de tamanha importância, vez que tem tudo a ver com as raízes culturais.

Confesso que questiono sempre as mudanças verificadas nas últimas décadas, e que muitos consideram "evolução", e até tentam explicar nominando-a como transformação social necessária.

O fato é que, tal metamorfose cultural vem ocorrendo com uma rapidez impressionante, e diga-se: sem nenhuma forma de acompanhamento ou de controle.

Na minha ótica, a invasão globalizada da mídia televisiva, aliada aos recursos tecnológicos, promove uma verdadeira lavagem cerebral, ditando, de forma inquestionável, aquilo que deverá ou não ser ouvido e cultuado, independentemente de qualquer valor, salvo a visão meramente mercantilista.

Evidentemente que seria um gesto irracional desprezar a tecnologia, no entanto, a substituição da subjetividade da arte através do "ser humano" pelo artifício tecnológico, é algo ignóbil, ou, para ser menos agressivo, despido de sensibilidade.

Diz a mídia mundial que Caruaru, onde atualmente resido, faz "O Maior São João do Mundo". No entanto, igualmente a diversos contemporâneos, afirmo com convicção, que Caruaru realizava no passado, o melhor São João do Brasil, exatamente quando era descentralizado, quando havia o envolvimento de boa parte da população local, e, quando os ritmos eram o Xote, o Baião, o Xaxado e o Forró.

As noitadas, tanto nos clubes quanto nas ruas, eram animadas por excelentes trios, a maioria anônimos, mas que interpretavam a autêntica música nordestina.

Naquela época, ouvia-se o Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva, Marinês, os Três do Nordeste, etc. etc.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.70.151.47 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 17-Junho-2009 / 22:45:29
O Dr. Lúcio Luiz de Almeida, em entrevista ao radialista Nill Junior, na Rádio Pajeú, fez comentários sobre a programação do Centenário de Afogados da Ingazeira.

Ouça,a partir do link disponível.

Dr. Lúcio Luiz de Almeida - Comentários
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Junho-2009 / 12:08:29
Uma exposição fotográfica com imagens do arquipélago de Fernando de Noronha foi aberta nesta segunda-feira (8), às 19h, no Shopping Paço Alfândega, no Bairro do Recife. A mostra reune fotos de 40 famosos vestindo a camiseta da campanha Vote Noronha, clicados por Ana Helena Pinheiro.

A ideia é contribuir para aumentar o número de votos para o arquipélago pernambucano, que concorre ao título de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Entre as personalidades fotografadas, estão o governador Eduardo Campos, Ariano Suassuna e o ator Lúcio Mauro Filho.

A atual fase do concurso internacional se encerra no dia 30 de junho. Até lá, a ilha promove várias ações para conquistar a atenção dos pernambucanos. Noronha tem recebido dez mil votos por mês, número que ainda não é suficiente para continuar no concurso. Para participar, basta acessar o site da campanha e votar.
[pe360graus.globo.com]

Vote Noronha
Fernando de Noronha, PE Brasil - 17-Junho-2009 / 10:29:29
OS POLÍTICOS E SEUS ATOS SECRETOS

“...o Estado é o que é, porque os cidadãos são o que são. Por conseguinte, não podemos esperar ter melhores Estados, enquanto não tivermos Melhores Homens”. Platão

O Brasil assistiu ontem pela televisão, em todos os seus jornais, mais um escândalo gerado na Instância Máxima de nossa Fonte de Leis - o Senado. Perplexos, vimos a tenacidade com que o Presidente daquela Casa defendia o indefensável - sua honestidade. E Sarney dizia que o problema não é só dele, é de todo o Congresso, como se isso fosse atenuante ou solução para um Poder que se encontra na “sarjeta” de nossos conceitos.

Que autoridade ou credibilidade tem um homem que traz consigo, como currículum vitae o desgoverno que implantou há cinco décadas no Estado do Maranhão, que é um exemplo perfeito de todos os desmandos governamentais. O Maranhão padece de todos os males, e todas as suas mazelas só devem ser creditadas ao “Sarneisismo”. Um “sarneisismo” que é contagiante e se propaga como um DNA pelas gerações futuras.

[Leia mais, a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Junho-2009 / 6:11:43
Caro Fernando: Muito interessantes as imagens You Tube. A lamentar apenas o eterno descaso que dedicam à barragem quem dela deveria zelar e a precariedade na execução do "anel viário", nunca vi uma via com tantas ondulações e com piso já deteriorado mesmo antes de ser inaugurado.

Gilberto Carvalho Moura - IP 201.22.26.85 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 16-Junho-2009 / 21:41:57
Olá, Daniel Bueno, um grande abraço. Nem precisa dizer que tenho por você um carinho muito especial, você sabe disto.

Neste momento eu pecaria por omissão, se não dissesse que você puxou "o fio da meada" de um assunto que, acredito, unifica o pensamento de muitos afogadenses. (Lembrei-me de um personagem de Jô Soares que dizia: "tirou daqui" da ponta da língua). Pois é, você deu o "pontapé inicial".

Muitas eram as expectativas relacionadas a este centenário e, de modo especial, às atrações que abrilhantariam a festa. Acredito que a maioria da população, orgulhosamente, se ufanaria em receber e aplaudir os artistas da nossa terra. Gente nossa que comunga dos mesmos sentimentos, que fala da mesma emoção, que se alimenta da seiva da mesma raiz. Nem precisa repetir os nomes desses nossos talentos, seria pleonasmo.

É uma pena ver essa gente reluzindo lá fora, e não poder aplaudi-la aqui também . Se convidados, com certeza, se sentiriam felizes, muito mais pelo vínculo afetivo que os une à terra natal, do que mesmo pelo cachê recebido.

Como se sabe, aqui na cidade existem artistas plásticos que merecem destaque; grupos de teatro, de danças como coco, xaxado, quadrilha, frevo, pastoril, entre outros. Assim sendo, no pensamento de muita gente, havia um leve vislumbre de que cada grupo, representando seu bairro, tivesse oportunidade de homenagear a sua cidade, já que ela pertence a todos. Mas, como se diz popularmente, já que "Santo de casa não faz milagres", vamos aguardar o milagre do santo que vem de fora.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 16-Junho-2009 / 9:14:11

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 22:08:49
Amigos, o que o Daniel Bueno falou e teve o de acordo dos demais amigos, ou seja, nada contra a Banda CALYPSO e LEONARDO, porém, eu vivenciei aí quando passei o Carnaval-2009 junto dos amigos e familiares da terrinha Afogados da Ingazeira.

O que vi 'in loco' na ocasião foi que durante o dia o Carnaval era Pernambucano, com frevo, papangus, etc... e que durante a noite o Carnaval de Afogados transformou-se tipicamente no CARNAVAL DA BAHIA, onde o trio elétrico era quem comandava a folia na minha cidade até as 4 horas da amanhã (um absurdo rodando a praça em som estridente onde sabe-se que há muita gente idoso e que requer cuidados médicos, silencio, etc.)

Portanto amigo, se você juntar este fato com a contratação da CALYPSO e do LEONARDO, apenas vem confirmar que a nossa festa ficará marcada pelo sucesso que vem este povo obtendo através da mídia (especialmente o Leonardo decadente que o Faustão chama todo domingo para o seu programa), vindo estes artistas em detrimento de gente nossa como DA PAZ, DANIEL, MACIEL MELO, PETRUCIO, ANGINHO DOS TECLADOS, dentre outros.

Acredito que nesta época de São João, onde os forrozeiros estão de contrato assinando pelo Nordeste afora, tenha sido difícil agendar com nomes como ALCYMAR MONTEIRO, FLAVIO JOSÉ, MAGNIFICOS, NOVINHO, JORGE DE ALTINHO, PETRUCIO E MACIEL, SANTTANA, DOMINGINHOS, FAGNER, ELBA , ou seja, gente que canta o que o povo sertanejo gosta.

Agora procurem saber o cachê que a Calypso e Leonardo para a festa de 1º de julho. Deve ser uma fortuna.

Nada contra trazer estes nomes, porém, tem que ter um misto de artistas locais.

Afinal, são 100 anos de emancipação. E 100 anos não são 100 dias.

No final de tudo, a Prefeitura e os órgãos que estão coordenando a festa querem atender ao pedido da galera jovem, ou seja, CALYPSO é para 'sair do chão', como diz a vocalista Joelma.

Abraços a todos!

manoel antonio martins de moura - IP 189.70.201.74 <martinsmoura@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 15:07:04
Do www.blogdoitamar.com. br:
"O criador mais antigo de aves domésticas do Sertão do Pajeú, Manoel Severino da Silva (foto), de 80 anos, disse ao blog que várias espécies estão em extinção na região. Manezinho Bidó, como é popularmente conhecido na cidade de Afogados da Ingazeira lembrou do Pintassilgo, uma ave que está praticamente extinta devido aos interesses de criadores comerciais. “O Pinta Silva sumiu da caatinga na região, culpa do próprio homem. Mas não é somente o Pinta Silva, outras espécies, desapareceram”.

O Pintassilgo mede aproximadamente 11cm, o macho é todo amarelo com o alto da cabeça negro, motivo que também lhe valeu também o nome de Coroinha, as asas e a cauda também são negras e possuem as marcações amarelas, característica do gênero. A fêmea é de um amarelo intenso e não possui a "coroa" no alto da cabeça. É uma das aves mais procurada nas feiras de pássaros do Sertão Pernambucano.
Outros pássaros enfrentam os mesmos riscos do Pintassilgo na região. Estudos indicam que com a extinção de um pássaro, por exemplo, não está sumindo apenas uma única espécie. Outras, também serão varridas da área. Coitados do Galo de Campina, do Azulão, da Maria-Fita, do Sabiá, do Xexéu, do Canção, do Papa-capim, do Caboclinho, do Bigode, do Mané-mago e até do Golinha."

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 12:56:37
Meu Caro - Daniel Bueno - você disse o que eu gostaria de ter dito; até pensei em postar minha opinião, porém outros temas surgiram e deixei para depois. Mas, você fez e disse melhor que eu. Concordo com sua opinião e assino embaixo.

Não se deve esquecer que uma festa de - Centenário - ficará registrada pelos mais diversos modos de comunicação: rádio, dvd, enfim, daqui há alguns anos, alguém perguntará, inevitavelmente: onde estavam os valores da terra? Por que relegaram ao ostracismo Maria da Paz, Daniel Bueno, sim, e não é cabotinismo. O que falta é o reconhecimento pelo que vocês fazem por este torrão natal, divulgando-o, mostrando que o sertão esturricado tem - TALENTOS - a exportar, sem necessitar trazer de longe quem renega suas origens. E aqui destaco o fato que sempre percebi: Calypso não divulga o - carimbó - um ritmo lindo, contagiante e que é típico do Pará, que poucos conhecem. Já o Leonardo, só tem mais que nossos cancioneiros de casa, a fama pré-fabricada, a troco de jabá.

Daniel Bueno cresceu, partindo daqui das barrancas do Pajeú, com seu suor, sua garra e, acima de tudo, talento, que não lhe falta. Estou prendendo-me só a você e Maria da Paz, para não citar uma infindável relação de valores que temos aqui.

A festa do - Centenário - é minha opinião, não terá o mesmo brilho sem uma noitada dos Poetas Repentistas. Não se deve perder de vista que reside e se considera afogadense, o Maior Poeta vivo do paisagismo sertanejo que é o João Paraibano. Ali em Tabira temos outro grande menestrel da nossa poesia genuína: Sebastião Dias, sem esquecer o Gigante - Diomedes Mariano e outros mais e mais... que fariam uma festa inesquecível.

Só para lembrar, o Alexandre Morais foi um dos promotores de uma noite memorável - com o Pajeú em Poesia, quando tivemos oportunidade de ver e ouvir o supra-sumo dos mestres da poesia nordestina, dentre eles - Dedé Monteiro.

Você, Daniel, mesmo com toda fluência verbal que lhe é nata, foi parcimonioso nas suas considerações, por motivos óbvios... eu, porém, tenho isenção de ânimo para dizer que a Festa do Centenário - para ter brilho não precisaria jamais de Calypso ou Leonardo. Com a prata da casa se faria muito melhor e seria inesquecível.
Mas, santo de casa não faz milagres (em casa). Daniel desculpe-me a intromissão e um abraço.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.106.171 <lucianocamposbezerra@hotmail.cp,>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 12:00:25
Sobre o comentário de Daniel Bueno, gostaria de deixar as seguintes ponderações:

a) para lutar pela cultura que defende julgo que, mesmo sofrendo, o lugar de Alexandre era na Secretaria. Fora dela a chance diminui;
b) concordo com a sugestão sobre um espaço para "os locais" e acrescento os nomes de Agenor e do próprio Daniel, com total isenção;
c) reeditar o grande encontro (Elba, Alceu, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo) no Pajeú, seria a melhor pedida. Porém...

Sim a Rádio Pajeú tem planos para juntar os comunicadores do "meu" tempo, em evento especial?
Os ouvintes atuais também merecem: Vanderley Galdino , Antônio Xavier, Roberval Medeiros, Carlos Pessoa, Lila Alves, Bigodão e tantos outros.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 15-Junho-2009 / 11:58:41
Daniel Bueno, em seu blog (danielbueno.com.br), postou comentários a respeito da saída do Alexandre Morais da Secretaria de Cultura de Afogados da Ingazeira que repasso para os amigos. Aproveitem a oportunidade e conheçam o blog. É interessante!

"POR QUE ALEXANDRE MORAES SAIU...

O poeta Alexandre Moraes deixou a Secretaria de Cultura da Prefeitura de Afogados da Ingazeira e eu acho que sei por quê. Alexandre é raiz, apologista da cantoria e da poesia popular, e ficaria constrangido em ser o responsável por levar CALYPSO e LEONARDO SERTANEJO para a festa do centenário de Afogados da Ingazeira, no Pajeú, berço natural de vates e repentistas. Faz sentido. O gesto dele é louvável e coerente.

NADA CONTRA...
Calypso e Leonardo são dois grandes nomes da show business brasileiro. Calypso eu não curto, mas até que gosto do cantor Leonardo, com aquele voz rouca e lacrimosa. Para essa festa singular de Afogados da Ingazeira, no entanto, cairiam melhor nomes como Fagner, Alceu Valença, Elba, Dominguinhos, Zé Ramalho, talvez Alcione, artistas desse gênero. O problema, minha gente, é que, na realidade, existe uma multidão querendo ver os shows de Calypso e Leonardo. Como negar o fato? E, como diz o velho adágio, contra fatos não há argumentos.

SENTI FALTA...
Nomes como Maria da Paz, Cristina Amaral, Djalma (exímio violonista), Anjinho dos Teclados, - sem citar meu nome, que parece cabotinismo - bem que poderiam constar da programação da festa do centenário de Afogados da Ingazeira, pois lá residiram e começaram a carreira. Far-se-ia uma noite só com esse pessoal da terra. Mas..."

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 10:11:37
TREPLICANDO

Nesta madrugada quente do sertão, quando já estamos na contagem regressiva para o Dia que marca o Centenário de Afogados da Ingazeira, volto a utilizar-me do maravilhoso mundo da Internet para treplicar meu “opositor” Edson Bigodão.

De início devo lhe dizer que não tiro uma vírgula do que disse a seu respeito, mesmo porque a verdade é imutável. Você não é o que eu disse - é o que é. Se o comparei, ou se suas atitudes tiveram semelhança com figuras exponenciais na história da humanidade, não é porque queremos, é porque esta foi a missão designada para você por Forças Superiores que transcendem à nossa pequenez e finitude, diante do imensurável e INfinito Arquiteto do Universo.

Mas, como diz você, as minhas “extrapolações” oportunizaram que fossem lembrados por você, com Justiça, pessoas meritosas que não foram incluídas por mim nas reminiscências a seu respeito. Em bom momento os companheiros vieram à tona e foram colocados no lugar que lhe cabe. E o nosso Bartó, sempre ele, volta aqui para relembrarmos um fato que é característico de sua personalidade. Vamos ao fato: Na campanha de Bartó para prefeito, eu me empenhei o quanto pude; desde assessoria jurídica, até onde iam meus parcos conhecimentos, passando por pichações, panfletagem nas madrugadas afogadenses, enfim, estávamos comprometidos até o pescoço, porque acreditávamos no Bartó, no projeto que ele tinha para Afogados e acreditávamos nos companheiros.

[Leia mais, a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.106.171
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 4:54:37
Meu caro Fernando, boa noite. Só agora reservei um tempinho para manusear essa incrível máquina que, além de nos fornecer conhecimentos e esclarecer dúvidas, nos aproxima dos amigos proporcionando-nos agradáveis contatos com aqueles que há tempo não vemos. Distância hoje é coisa inexistente.

Precisamos louvar e bendizer a Deus pelas mentes iluminadas que inventaram esse, tão eficaz, meio de aproximar as pessoas. (Quão bom seria se fosse usado só para o bem.) Igualmente precisamos agradecer a você, Fernando, que, no desejo de unir amigos e divulgar a nossa história, coloca à nossa disposição essa sua página que vem, de fato,exercendo agradável influência no nosso meio.Que bom você ter esse espírito solidário, amigo, humano, eximido de egoismo e mesquinhez. Você merece a nossa admiração e respeito pelo que faz. Ratifico aqui o que nosso amigo Luciano disse. Você é, sem dúvida, aquele tecido que "não desbota".

Por falar em Luciano, faço referência a ele e Bigodão que, nesse "intercâmbio político-cultural" tão descontraído, nos deram aula de socialismo, regime autoritário, vultos revolucionários, et cetera e tal. Jamais teria eu a pretensão de avaliar esse "duelo". Tão pouco teria a petulância de querer entrar em parceria com essas duas feras. Apenas gostaria de dizer que se Luciano continuar sonhando desse jeito, muita gente vai querer embarcar na próxima estação, mesmo estando o trem em movimento. Bigodão (que na foto parece Anthony Quinn) foi buscar no recôndito da mente a lembrança de cada Barzinho que era frequentado por todo mundo, sem precisar o famoso aviso "Ambiente Familiar". Que tempo bom! Ademar também nos trouxe à mente pessoas que merecem destaque.

Pessoas, fatos e lugares citados por eles nos reportam a um tempo bonito e alegre que escorreram por entre os nossos dedos, sem que a gente percebesse.

O sonho do meu querido Luciano, falando da "prainha", me fez lembrar Rabo Azul que corria a fim de aparecer nas fotos dos visitantes. Parece que o estou vendo dormindo no banco da praça, sob o lindo pé de flambyant, bem em frente à Catedral. Outra cena que me veio à mente foi quando um belo dia, voltávamos do colégio, eu e Dária e resolvemos nos sentar na plataforma da prefeitura (em construção) para saborearmos a geladinha de João de Chica. De repente surge João Palmira com um tijolo na mão, para defender o seu território. Imagine o tamanho da carreira; nunca mais ousamos passar perto dele.

Nós sempre alimentamos a ilusão de que os dias que virão serão melhores do que os atuais; mas quando rememoramos os tempos bem vividos, sentimos uma vontade imensa de revivê-los. É aí que a saudade se instala. Essa inquilina que invade o nosso coração, faz sua morada e nos envolve numa mistura de tristeza e alegria, que a gente nem sabe explicar.

A saudade tem várias faces: às vezes ela nos chega revestida de ânimo, alegria, prazer; outras vezes vem de mansinho, machuca, doi, maltrata e nos entristece, deixando um vazio enorme que, dificilmente será preenchido.

Mas não há porque lamentar. A vida é, sem dúvida, uma contínua alternância de dias alegres e tristes, nublados e claros; e é exatamente por isto que ela é boa; porque cada momento é único, cada gesto é inimitável e cada acontecimento e irrepetível.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 14-Junho-2009 / 21:00:44
Alexandre Morais (foto), ex-secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, nos enviou, a pedido, há alguns meses, um email informando como encontrou pontos da Cultura na nossa cidade. Evidentemente, pelo pouco tempo que lá permaneceu, quase nada pôde acrescentar para resolver a sua estagnação.

1) Balé Popular de Afogados da Ingazeira -
Encontra-se desativado. Parte do figurino está na Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes. Algumas peças estão com ex-componentes ou emprestadas a Escolas e Grupos. O ideal, no entanto, é recomeçar. Nossa meta é preparar um projeto para captação de recursos para novos figurinos e, especialmente, sede própria. É meta para médio prazo.

2) Companhia Artística Pajeú de Dança -
Esta segue bem. Mantém ensaios regulares e sempre expõe novidades e aprimoramentos. A coordenação é de Elias Mendes (professor de educação física e de danças). Este ano (2009) o grupo apresentou-se no Projeto Quinta Cultural, no Baile Municipal e no Carnaval do Centenário. Contato com Elias: (87) 9625.5263.

[Leia mais, e OUÇA A ENTREVISTA concedida ao radialista Nill Jr - a respeito do seu afastamento - a partir do link abaixo]

Alexandre Morais, Ex-Secretário de Cultura
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 14-Junho-2009 / 12:37:16
Eita que é bom demais encontrar noticias da cidade q morei 15 anos de minha vida... Parabéns a todos os que fazem essa maravilhosa emissora.

Edinairam Gomes da Silva - IP 189.22.110.4 <nairamgoes@hotmail.com>
Sobradinho , BA Brasil - 13-Junho-2009 / 15:50:30
Caro Fernando, como todos, lamento a morte do barbeiro José Matias, e salvo grosseiro engano meu, ele era conhecido por Zé Pequeno e não Zé Barbeiro. A ultima vez que cortei cabelos em Afogados foi com ele, num salão que tinha na praça Oscar de Campos Góes (se não mudou de nome) onde antes foi um restaurante de Dona Iracema. Que Deus o receba com bondade!

Gilberto Carvalho Moura - IP 200.139.122.149 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 13-Junho-2009 / 14:42:29
Caro Luciano, em primeiro lugar, por incrível que pareça, o meu coração estava, mais ou menos preparado para tão marcante surpresa. O fato é que, nos últimos quinze dias, depois de exames "corriqueiros" fui orientado/obrigado a fazer cintilografia do miocárdio e, em seguida, o cateterismo. É o início de um novo caminho... que estou preparado para enfrentar.

Quanto ao preâmbulo da sua emocionante narrativa, é interessante afirmar que, a primeira estrofe do verdadeiro "hino" de Vandré e Théo de Barros, que nos idos anos 70 costumávamos cantar nos citados bares, foi sempre o diferencial na minha vida, principalmente quando, a partir dos anos 90, fui designado pelo Banco do Brasil, na condição de Fiscal da Carteira Rural, para trabalhar na zona da mata e posteriormente no agreste. Na realidade, a minha vivência e aprendizado no Sertão deram-me sempre uma espécie de "significado diferente".

A foto que ilustra o seu escrito levou-me de volta a um passado de inesquecíveis momentos vividos pela segunda vez, no extremo norte do Brasil. Só que, daquela feita, sem o mesmo temor vivido na primeira vez, quando, em 1970, Manaus foi uma espécie de refúgio, depois da minha prisão pelas Forças Armadas, em 1º de novembro de 1970.

Meu caro amigo Luciano, mesmo guardadas as devidas proporções, sem a menor sombra de dúvidas, houve extrapolação de sua parte nas comparações. Quem me dera ter agido igualmente ao "mestre" Garibaldi que dedicou sua vida à luta contra os poderosos, atuando - salvo lapso, entre 1836 e 1840, juntamente com Anita, sua companheira - ativamente da Revolução Farroupilha;

Da mesma forma, nunca imaginei poder ser comparado àquele que foi um dos símbolos da revolução socialista: o inesquecível Luiz Carlos Prestes;

Quanto a Luther King, mesmo tendo como parâmetro no dia-a-dia, a sua máxima de que: "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons", também, julgo estar muito distante da mesma coerência do pastor e Prêmio Nobel da Paz;

Quanto a Gandhi, prefiro não cometer nenhuma aberração, vez que, a sua história é muito superior à maioria dos líderes Mundiais.

Luciano, na minha ótica, por mais que tentemos ser modestos, em algumas ocasiões somos obrigados a relembrar fatos ou ações, para esclarecer alguma obscuridade ou tentativa de menosprezo que geralmente advêm do desconhecimento da verdade, e partem daqueles que ocupam ou ocuparam alguma posição de "destaque" sem o necessário mérito.

Falar em Bartolomeu Genésio é sempre emocionante para mim. Bartó, foi realmente uma figura impar frente à EQUIPE de Educação Política da Diocese de Afogados da Ingazeira, que contava com Padre Assis, Beto de Bião, Manoel Jerônimo, Luciete Martins, Dr. Luiz Aureliano, Vanete e seu irmão, Padre Zé Viana de Itapetim, além dos párocos de São José do Egito, de Serra Talhada, de Mirandiba e de São José do Belmonte que, lamentavelmente, não recordo os nomes, mas que em muito contribuíram. Eu, na verdade, era um dos integrantes daqueles “agitadores” que, talvez pela experiência vivida na prisão, era mais inconsequente nas ações.

Por fim, para não ser mais enfadonho do que de costume, devo registrar que você, a exemplo do amigo Geraldo Cipriano (in memoriam) foi sempre importante fonte de consulta no nosso dia-a-dia, além, evidentemente, de um bom companheiro de “carraspana”.

Meu amigo Luciano, muito obrigado pelas suas declarações; meu amigo Fernando Pires, muito obrigado pela ilustração.

EDSON BIGODÃO - IP 189.70.231.60 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
Caruaru, PE Brasil - 13-Junho-2009 / 14:33:20
Aos familiares do amigo e contemporâneo Zé Barbeiro, apresentamos as nossas condolências, oportunidade em que ressaltamos a sua integridade como ser humano.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.70.231.60 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
Caruaru, PE Brasil - 13-Junho-2009 / 14:27:58
"Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão... Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar..."

Os versos acima, para quem não conhece, são o início de um Clássico da Música Popular Brasileira. Essa música poderia ser o hino, a Bandeira, enfim, ela retrata fielmente uma época da história do Brasil. Ela nos remete aos “anos de chumbo”, ao tempo em que tudo era censurado. No tempo em que a pessoa para expor suas idéias libertárias tinha que ser macho, ou, como já disse alguém, infelizmente de triste memória, “tinha que ter aquilo roxo”.

Mas, esquecendo esse deletério (quase citado) registro, de início, a imensa satisfação que tive em saber que fui alvo da atenção do estimado Edson Bigodão. Meu querido Edson, sua intervenção com a lista dos bares e pessoas de outrora, nos remete à parte da História desse país. Você, na sua modéstia e generosidade, disse no seu testemunho, despretensiosamente: “...tive a oportunidade de divulgar de forma intensa, no que pese a censura imposta, a autêntica música popular brasileira, naquela época, considerada “de protesto”, e, portanto, recriminada”. Eu digo que você divulgou não só a música de protesto, e que você próprio foi um protesto, permanente e destemido, contra as injustiças sociais. Na sua intrepidez e destemor, insurgiu-se contra os desmandos e prepotentes. Com isso era admirado por muitos e repudiado por poucos. Estes últimos, detentores do poder.

Bigodão sempre foi um revoltado com a tirania que tolhe a liberdade do homem, sob todos os aspectos. Giuseppe Garibaldi, também o foi. Suas músicas preferidas, seus amigos inseparáveis (ex vi. Bartolomeu Genésio, dentre outros), sua conduta, enfim, faziam na época de Bigodão um “cavaleiro, quase solitário, de vanguarda”. Seus pronunciamentos nunca perderam o ardor flamejante da “esperança”. Carlos Prestes, também foi assim.

Você, Bigodão, não apenas divulgou a MPB, mas despertou consciências e formou opinião cidadã. Com o vigor da jovialidade e a têmpera do sertanejo, você jamais claudicou, vacilou (“amarelou”, como dizem hoje) diante da necessidade de se denunciar a Injustiça. Você sempre empunhou a bandeira da igualdade social; sempre condenou a exploração do homem pelo homem. Martin Luther King, também foi assim. Tal qual o passarinho que tentava com a perseverança de sua pequenez apagar o incêndio na floresta jogando água de suas asinhas molhadas, você no Programa de Rádio, com o Repórter Peninha (salvo o engano) também disseminava idéias de liberdade, de cidadania; você estimulava o alvorecer de uma consciência cidadã. Isso muito antes de 1988, quando tivemos o advento de uma Carta Magna com tantos avanços; você clamava pela desobediência civil pela via da não-agressão, do protesto pacífico, porém enérgico. Mahatma Gandhi, também fez isso na Índia.
Você, não poderia ser diferente, atraiu muita antipatia com suas críticas contundentes, mordazes, porém todas procedentes e oportunas. Você queria o quê? Governante só aceita elogios e - daqueles bem “rasgados”. Os críticos, os que apontam os erros, na tentativa de melhores dias, são odiados, até repudiados pelos grupelhos dominantes. E estes, numa escassez mental de melhores argumentos, lançam logo a pecha de “terrorista”. Mandela também sofreu tudo isso pela caterva dominante da África do Sul.

Mas você continua sendo o mesmo Bigodão, sem nenhum fio a menos. Só que o “bigodão” dá sinais dos tempos e mudou de cor; agora já está prateado pelo passar dos janeiros vividos, o que implica que está melhor ainda; dizem os enólogos que o vinho quanto mais velho, mais saboroso. Sei das suas notícias através da nossa querida “Cururipe”, quando casualmente a encontro e sempre pergunto pelo inesquecível Bigodão. Edson Bigodão, um cara transparente, intrépido, um ícone lendário nessas plagas do sertão. Acima de tudo, um amigo sem condicionais. Um sujeito paradoxal, pois para muitos foi apenas o boêmio, “cadeira cativa” em todos os bares por ele citados, no entanto foi, e continua sendo na essência, um ser humano extraordinário, um cidadão na mais pura expressão da palavra; um eterno preocupado com as injustiças sociais. Um homem, anos luz, à frente de seu tempo. Por isso mesmo, um misto de “persona non grata” para poucos e admirado e estimado por muitos que com ele comungavam dos mesmos ideais. Nesse rol, inclua-se o Padre Assis, Dom Helder, Marcos Freire e tantos outros incansáveis paladinos da Justiça. Edson Bigodão receba o meu afetuoso abraço. E não duvide que se Obama lhe encontrar, vai dizer, com certeza: “Edchon sê ô cara!”

[A foto acima foi captada em 1979 em Cobija Pando - Bolívia. Na época, ele e Fernando Pires estavam adidos no Banco do Brasil no Rio Branco (AC) e num final de semana foram conhecer Cobija, Departamento da Bolívia, que distava da capital acreana mais de 600 km]

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.100.21 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 13-Junho-2009 / 5:20:18
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