AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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A Rádio Pajeú entra na próxima segunda (10) em uma nova fase de sua programação, por ocasião dos seus 50 anos que comemorados este ano. A emissora ganhará mais três horas de programação ao vivo.

Às quatro da manhã, o forrozeiro Toninho Soares apresenta o programa "Acorda Sertão". Músicas sertanejas de raiz e forró de qualidade, com a participação dos ouvintes serão os pontos fortes do programa.
E depois de seis anos, a programação noturna da Pajeú ganha o programa "Em Dia com a Noite", com Celso Brandão. Músicas de qualidade, ouvintes por carta e ao vivo, promoções e as notícias da noite fazem o cardápio do programa com o "Gigante da Comunicação".
Às 22h entra no ar o programa "A Igreja no Rádio", produzido pela Rede Católica de Rádio, com o terço, debates sobre temas da Igreja Católica e músicas religiosas.

Com a nova grade, a Rádio Pajeú confirma o status de primar por produção local de programas com jornalismo, variedades, prestação de serviço e músicas de qualidade. Ao todo, serão 18 horas com programas apresentados ao vivo pela equipe da emissora, mais 2 horas produzidas pela Rede Católica de Rádio, alcançando 20 horas no ar.
Outra novidade é o novo formato da homepage da emissora, produzida pelo Sertão Digital e que também entra no ar dia 10. "A página vai ter mais mecanismos de interação do ouvinte com a rádio além de promoções exclusivas pela Internet", garante o webmaster Romildo Mendes.

[nilljunior.com.br]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 5-Agosto-2009 / 23:26:46
Deus lhe abençoe, Madrinha Dora...

As homenagens que já foram prestadas ao Dr. Hermes Canto, durante o Centenário de Afogados da Ingazeira, foram justíssimas. Embora tudo o que se disse, todas as reverências, todo o amor que dediquemos a este discípulo de Hipocrates, representa muito pouco diante de tudo o que Afogados da Ingazeira e esta região deve a título de gratidão a este profissional da Medicina.

Com a mesma dedicação que sempre exerceu a sua profissão, Dr. Hermes teve como contemporânea na luta em defesa da vida, uma mulher que também esteve presente nos momentos mais difíceis de grande parte da população de Afogados, nas décadas de 40 a 60. Aqui me refiro a - Madrinha Dora, era assim que a tratávamos. Aquela mulher franzina de corpo, porém gigante em determinação. Ainda lembro-me de seu sorriso cativante, seus gestos carinhosos, sua maneira afável.

Durante muito tempo, e desde que “me entendi de gente”, ela era fumante insaciável. Sempre ao lado do marido, “Seu Nelson Galvão”, auxiliava-lhe nos dias de feiras, no atendimento aos clientes no Armazém Souza Irmão, na Avenida Rio Branco. Por volta do meio dia, chegava Madrinha Dora, lá em casa, ia entrando e com a alegria de sempre, almoçava conosco, relatando para minha mãe, o trabalho que tivera na noite anterior, ao assistir mais uma parturiente. E a conversa se alongava entre Madrinha Dora e minha mãe, que conversavam “em código” para que eu, criança, não entendesse o que diziam. Naquele tempo, havia conversa de adulto que criança não podia ouvir. Era feio falar em parto, diante de crianças. E madrinha Dora, sempre presente lá em casa, fez nascer em mim um respeito filial por aquela que me trouxe ao mundo. Era a parteira preferida de um número infindável de mulheres.

Hoje, diante dos recursos que dispõem os médicos, agiganta-se a minha admiração por aquela mulher que apenas com os conhecimentos empíricos e a fé em Deus, enfrentava a divina tarefa de completar a obra do criador, trazendo uma criança ao mundo. E a sua presença bastava para que reinasse a tranquilidade entre um pai apreensivo, a mãe que se contorcia de dores, no trabalho de parto. Era Madrinha Dora e sua competência a dominar o ambiente, com palavras de conforto, passando, acima de tudo, confiança.

Na pessoa de Madrinha Dora, reverencio a todas as outras parteiras de sua época, quando a medicina, entre nós era insipiente e carente de recursos. E esta mulher admirável, teve também outra participação significativa na vida de Afogados da Ingazeira.

Na Câmara de Vereadores também teve assento e, com ela, Dona Cirene Alves, esposa do Sr. Inocêncio Nobelino. Foram as pioneiras da representatividade feminina na Casa Legislativa de nosso município. Ainda tenho nítida a lembrança de quando Madrinha Dora, passava apressada, lá em casa, dizendo que iria à reunião da Câmara. Sempre foi assídua, também na atividade de parlamentar municipal. Isso no tempo em que Vereador não tinha salário ou qualquer vencimento. Ela o fazia com o mesmo desprendimento com que se dedicava à sua missão de parteira. Até onde a conheci, levou uma vida de doação. Sua vida foi de amor ao próximo, sem esperar nada em troca. Assim a tenho na memória e creio que muitos ao lembrá-la, sentem um alívio espiritual pelos eflúvios irradiados por seu espírito de luz. Por toda sua vida de abnegação, rogo ao Criador que lhe abençoe, Madrinha Dora. Seu nome honrará sempre os anais da Casa de Mons. Arruda Câmara, que teve como Vereadora a Sra. Teodora Galvão. Para mim, sempre - Madrinha Dora.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.60.60 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 5-Agosto-2009 / 21:43:56
AUTARQUIA EDUCACIONAL DE AFOGADOS DA INGAZEIRA
FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE AFOGADOS DA INGAZEIRA

O DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA Convida para a aula inaugural do semestre 2009.2

Tema: “stultiferas Nau”: um breve passeio pela história da loucura (do século XVI ao XIX)

Palestrante: Prof.Ms. José Rogério de Oliveira (AEDAI-FAFOPAI)
Local: auditório da FAFOPAI
Dia: 05/08/2009 às 19h

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 5-Agosto-2009 / 12:27:55
Apresentamos nossas sinceras condolências aos familiares de Luciano Arcoverde, que, como disse com propriedade o contemporânio Dija, foi um baluarte da Jovem Guarda.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.93.157.235 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 4-Agosto-2009 / 7:43:09
Sinceros pêsames à família de Luciano, pela perda. Esquecer, a gente não esquece. A saudade fica machucando a cada lembrança. Só Deus consola!

Maria de Fátima Pereira da Silva - IP 189.121.229.248 <fbaiana53@hotmail.com.br>
São Paulo, SP Brasil - 3-Agosto-2009 / 20:55:27
Ademar, envia o teu endereço, por email, para que eu mande o DVD pelos correios, amanhã.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 3-Agosto-2009 / 17:20:23
Luciano de Milinha! Quem da geração de 60/70 em Afogados da Ingazeira não conheceu essa figura? Para refrescar nossa memória: quem na nossa juventude, no tempo em que ainda não havia entrado em nosso dicionário de “portunguês” o hamburger, o pendrive e o notebook, não conheceu o conjunto mais famoso do Pajeú, o THE CATS, aquele que levava para o sertão a música dos Beatles e Cia. na voz suave do nosso querido Luciano? Alguns lhe conheceram de ouvir, mas eu tive a oportunidade de conviver com ele de maneira muito intensa: iniciamos juntos nossa caminhada pela música, criamos juntos o The Cats, discutimos nossas inseguranças da adolescência, refletimos nossos sonhos, e tantas outras coisas que uma amizade sincera pode compartilhar.

Dizem que todos quando morrem se tornam bons, mas não é disso que trato aqui. Todos têm virtudes e defeitos; ele também tinha. Entretanto, a essa altura da vida há algo que me incomoda e uma dessas coisas me molesta, particularmente: Por que tantos talentos não são bem aproveitados? Por que aquele jovem tão inseguro, da mesma forma que eu era, foi ser um bancário e não um músico profissional? Não me acanho de dizer que aprendi com ele muitas coisas no violão e que na primavera da minha vida ele era uma referência nas habilidades musicais. Violão, guitarra, contrabaixo, bateria, voz....Afinadíssimo, excelente ouvido, mas domado pela dúvida, como tantos outros da nossa época.

Às vezes, sem o conhecimento profundo das nuances que tomam parte da formação da personalidade de um jovem nós o julgamos, quando adulto, como que fôssemos verdadeiros doutores em personalidade e destino do nosso próximo. Eu tive a chance de desenvolver o grão de mostarda de talento que o Criador me proporcionou. Eu prossegui estudando o violão, frequentei uma universidade de música, me tornei professor de uma universidade e sentei em muitos palcos para expressar, por meio do meu instrumento, o que eu sentia bem como para aliviar as tensões que a juventude deixou plantada na minha alma.

Um músico que recebe tal dom tem uma necessidade, uma propulsão, tão grande em seu interior para expressar seus sentimentos quanto um vulcão em plena fase de erupção sente o desejo de eliminar suas lavas ardentes. Negar ao vulcão o direito de expelir o que está no seu coração provoca um terremoto de dimensões proporcionais aos seus sentimentos, à sua força de expressão contida. Semelhantemente, negar a um jovem músico talentoso o direito de expressão é provocar nele o maior dos terremotos. Foi isso o que eu penso que ocorreu com meu grande e querido amigo Luciano.

Quando lhe reencontrei há poucos meses, depois de anos sem nos encontrar, lhe pedi para tocar algo, ao que ele me respondeu: Dija, nem pegar num violão eu sei mais. Naquela hora eu vi o estrago que as lavas da harmonia contidas haviam feito em seu coração.

Hoje eu acordei com uma vontade imensa de tocar, de frequentar mais palcos, de fazer concertos onde eu puder, de expressar algo contido, mas não em mim mesmo, meu grande amigo, mas em você. Tocando eu quero, de alguma maneira, me vingar do mundo que na sua forma doentia de enquadrar os homens em profissões convencionais, negou a você o direito de deixar sair as larvas de sentimentos que você levou para seu túmulo. Quando eu pensava que agora poderia compartilhar com você nossa velha amizade outra vez e lembrar o que cantávamos de forma tão singela com os The Cats, você fez como sempre: partiu sem deixar sequer um adeus. Eu não estranhei porque já conhecia essa sua forma esquisita de se despedir dos amigos. Entretanto, saiba que de agora em diante, cada vez que eu tocar, algumas das notas contidas nos meus acordes, serão a minha forma de lhe dar um carinho e lhe dizer que sinto saudades. Adeus amigo.

djalma (dija) - IP 200.17.134.80 <dmarques@cpqam.fiocruz.br>
Recife, PE Brasil - 3-Agosto-2009 / 11:54:37
Luciano Jorge Arcoverde (foto) estava na fila para um transplante de fígado. Operado de uma hérnia, no hospital Jayme da Fonte, no Recife, não resistiu. Faleceu neste domingo, 2 de agosto. Seu corpo foi trasladado para Arcoverde, onde será sepultado.

Ele era filho de dona Auristela e neto de dona Milinha, antiga hoteleira em Afogados da Ingazeira. Também, irmão de Fátima e Luciana Arcoverde. Foi nosso amigo de infância, juntamente com Djalma Marques (componentes da banda The Cats).

Aos familiares, nossas condolências.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 3-Agosto-2009 / 8:08:01
Eu amo minha terra. Nunca esquecerei dos bons momentos que passei aí.

Ana Paula - IP 187.12.14.140
Porto Seguro, BA Brasil - 1-Agosto-2009 / 16:51:46
Relembrando (Zezé e Sylvia)

Ainda no espírito das nossas Bodas de Ouro, passei os últimos dias a reler uma pilha de cartas da minha amada, escritas entre janeiro de 1955 e Abril de 1958. São cartas que guardo com especial carinho, maravilhas que me fazem realizar quão grande é meu amor por ela, e quanto ela significa para mim. Numa carta escrita em novembro de 1955, ela apresentava um tópico especial. Demonstrava estar muito preocupada com meu estado de espírito, pois nas minhas cartas era bem evidente minha angústia, e ela desejava ajudar-me, para isto estava enviando-me um presente, que hoje acho ser o melhor que já recebi: uma Bíblia Sagrada.
Ela então sugeria que eu lesse, pois não se tratava de religião e sim da palavra de Deus, que eu deveria ler pensar e meditar sobre o assunto. Pelo fato de que eu não tinha conhecimento do livro, ela então sugeriu que eu poderia começar pelos livros poéticos, pois ela sabia que gosto de poesia, ou os livros de provérbios, ou então, os Evangelhos de Jesus Cristo. Ela afirmava que eu não ficaria decepcionado, e que com toda certeza iria gostar. Foi a primeira vez que tive uma bíblia em minhas mãos, e a primeira vez que li o Livro Sagrado. [Leia mais]

Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 1-Agosto-2009 / 11:35:21
BOM SENSO
A quem reclamar pelos castigos do Pai?

Contam os estudiosos que a Bíblia teve vários “pais”. Moisés teria escrito os cinco primeiros livros do Antigo Testamento; os Salmos ficaram a cargo do rei Davi; já os Juízes tiveram a responsabilidade do profeta Samuel e assim por diante. É certo que tudo começou há três mil anos, aproximadamente, quando pessoas resolveram registrar fatos ocorridos na época. E contaram uma história fantástica, diferente, forte, energética! Um conto mágico! Era tão espetacular que virou uma mania, onde todos tinham interesse em seu conteúdo. Foi e é, o maior Best-seller de todos os tempos. [Leia mais]

Carlos Moura Gomes - IP 189.70.39.89 <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravata, PE Brasil - 1-Agosto-2009 / 11:14:35
Prezados Amigos e conterrâneos de Afogados da Ingazeira.

Lanço aqui uma ideia para que, quem trabalha no ramo, pudesse criar em cima da foto da Catedral e a praça, vista em Circulo nesta pagina do Site,pudesse ser confeccionada em ADESIVOS que pudesse ser disponibilizados e vendidos para que nós pudéssemos colar nos veículos como uma lembrança alusiva ao CENTENARIO da nossa grande Metrópole sertaneja.

Seria criado este ADESIVO (colante) com a frase: AFOGADOS DA INGAZEIRA - 100 ANOS DE ORDEM, ORGULHO E CRESCIMENTO.

Poderiam ser outros ADESIVOS referentes com fotos da Barragem de Brotas, da Ponte, do anel viário, ou seja, fotos/adesivos dos principais pontos da cidade, e nós teríamos a opção de 'estampar' no veiculo aquele ADESIVO que se identificasse com cada um de nós.

Sugiro a IDEIA e espero que alguém possa 'comprá-la' e colocar a venda.

OBS. Embora não seja homem da Área de Marketing, e sim com experiência em Crédito Bancário, repasso a ideia de 'graça' para algum amigo afogadense ligado a setor para que possa (quem sabe), levar a ideia à frente!

FICAMOS ASSIM NO AGUARDO DE QUE ALGUM CONTERRÂNEO LEVE A IDEIA ADIANTE E, SE ENTENDEREM QUE VALE A PENA, COLOQUEM SUAS OPINIÕES NO 'AR' E QUE O FERNANDO PIRES POSSA TAMBEM DAR UMA OPINIAO.

Abraços e saudações afogadense a todos!

Manoel Antonio Martins de Moura - IP 189.70.151.41 <martinsmoura@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 21:51:16
Elison Tavares Campos. Sou neto do prof. José da Vera Cruz Campos e de Joaquina de Siqueira Campos e filho de Júlio da Vera Cruz Campos e Palmeirinda Tavares Campos.

Elison Tavares Campos - IP 189.70.48.237 <elinho78@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 17:45:04
AMOR À PRINCESA DO VALE

O Centenário de Afogados da Ingazeira provocou uma explosão de emoções antes nunca vista. As declarações de amor à Princesa do Vale se entrelaçavam diariamente neste espaço especial, cedido por nosso amigo Fernando Pires. De todas essas declarações, destaco uma que muito me emocionou: a do Senhor Hélio Noronha. Essa foi arrancada do âmago, traduz um amor entranhado, isento de máculas ou sequelas. Confissões como essa, desprovida de qualquer artifício, nos levam a perguntar: Que mistérios escondes, Afogados? Qual é a tua pedagogia para cativar tanta gente? Será o teu calor que, até hoje, não se sabe o gosto que tem? Será a tua suave brisa a beijar calidamente a face de quem de ti se aproxima? Ou tua doce água que nunca sacia a sede de quem dela experimenta? Quais são os teus segredos?

Indiscutivelmente, cada rua guarda consigo uma história; cada esquina relembra um fato; cada ponto de encontro edifica uma saudade. Teus mistérios e teus segredos são insondáveis. Talvez seja isto que te faz tão sedutora. Seguindo a filosofia de Saint-Exupéry, podemos afirmar que tu te tornaste responsável por muita gente.

Há 50 anos, já exibias o teu charme e atraias a atenção de todos; mas, parece que ainda faltava alguma coisa... e, eis que, de repente, recebes um presente especial: o teu primeiro Bispo - o nosso querido Dom Mota. Foi mais um que fisgaste sorrateiramente e ele, querendo retribuir-te com o mesmo carinho com que o acolheste, trouxe para o teu florido jardim a mais bela Rosa que podia oferecer - a tão querida Rádio Pajeú.
A partir daquele 04 de outubro de 1959, os horizontes foram-se abrindo, lentamente, como as cortinas de um teatro que se afastam, de mansinho, mostrando pouco a pouco o cenário do palco. As trevas deram lugar à claridade. O silêncio cedeu a vez aos microfones da Rádio Pajeú. Desde então Afogados da Ingazeira saiu do anonimato, tornou-se mais atraente, e o seu jeito peculiar de conquistar corações foi aperfeiçoado.

Na bela voz do saudoso Waldecy Menezes, a cidade proclamava aos quatro ventos a sua identidade. Já não era mais aquela cidadezinha embrenhada nas longínquas plagas do sertão nordestino; ela agora tinha voz e vez. Podia se impor e caminhar a passos largos; ou melhor, podia voar apoiada nas ondas sonoras da sua aliada e, numa cumplicidade amorosa, ambas se comprometiam com o progresso da região.

A menina-moça diariamente nos despertava e nos fazia adormecer com a voz inconfundível do Rei do Baião: "Já faz um ano e tanto/Que deixei meu Pajeú/Com tanta felicidade/Vim penar aqui no sul/Ai meu Deus/O que é que eu vou fazer/Longe do me Pajeú/Não poderei viver."...Salvo engano, essa era a característica que anunciava o início e o fim da programação diária. Aliás, deveria continuar até hoje, preconizando orgulhosamente para o mundo inteiro o lindo nome do Pajeú, na voz do nosso rei.

Falar da menina-moça que cresceu e que, cada vez, tem mais encantos, não acrescenta mais nada além do que já foi dito por tanta gente. Penso que nem o próprio Dom Mota imaginava a magnitude do legado que iria deixar, não só para a cidade mas, para todo o nosso sertão.
Quanta alegria ela continua a nos proporcionar! Quanta gente se revelou por meio dela!... Eu tive o privilégio, como professora, de conduzir um programa - Aquarela Estudantil - com os alunos do curso ginasial. Quantas meninas e meninos freneticamente ocupavam aqueles microfones com os olhos cintilando de alegria. Como foi importante para eles... Testemunhei o crescimento da turma na produção de textos, na maneira de se expressar, na pronúncia correta das palavras, na espontaneidade para falar em público. Enfim foi uma experiência por demais positiva na vida daquela gente. Ao relembrar, sinto saudade e, por que não dizer, uma pontinha de orgulho, por ter contribuído para o crescimento intelectual daquela garotada que tanto me cativou.

Acho até que, para fazer jus ao título de "Rádio de Educação Popular", a emissora poderia disponibilizar um espaço para alunos que, orientados por professores, apresentassem um programa educativo. Quem sabe se isto não ajudaria a alguém na descoberta da profissão? A volta de um programa de auditório, sem dúvida alguma, seria também uma grande chance para a descoberta de talentos. O quadro de profissionais da Emissora tem competência para realizar um programa desse porte. Nem precisa citar nomes, eles sabem que são capazes e têm o trunfo nas mãos.

Que bom que tu existes, querida Rádio Pajeú! Sem ti talvez ainda estivéssemos engatinhando. À medida que o tempo passa, tu te tornas mais experiente, mais querida e mais indispensável ao nosso meio. Parabéns pelo teu cinquentenário! Tu és uma fonte de riqueza, és um tesouro que deve ser zelado com muito carinho.

Aqui fica o nosso estímulo a todos que fazem parte do teu dia a dia. Eles também estão de parabéns e merecem o nosso louvor. A festa é tua, a festa é deles, a festa é nossa. Alegremo-nos, portanto.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 15:38:32
CULTURA E COISA E TAL...

Alexandre Morais informa que o seu blog de cultura já está no ar! [www.culturaecoisaetal.blogspot.com]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 11:23:31
AFOGADOS DA INGAZEIRA CEM ANOS - A ALVORADA DE UM NOVO SÉCULO - Durante as festividades do Centenário de Afogados da Ingazeira fizemos algumas imagens da cidade e do nosso povo.

Na Alvorada do Novo Século - 1º de julho de 2009, às 5h da manhã -, algumas dezenas de afogadenses (os residentes e outros que moram em diversas localidades do Brasil - os ausentes), nos reunimos defronte à Igreja Presbiteriana, imediações de onde existia o ACAI e, acompanhados pela Banda Musical Bernardo Delvanir Ferreira, cantamos o tradicional Parabéns Pra Você.
Ao som de “dobrados” descemos juntos pela Avenida Rio Branco, passamos pela Praça Pe. Carlos Cottart, e arrodeando o novo Cartão Postal de nossa querida Afogados - a Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara -, paramos defronte à Magnífica Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios onde foram executadas outras músicas, inclusive o Hino de Afogados da Ingazeira (de autoria de Waldecy Menezes e música do Mestre Dino).

Não foram esquecidos os músicos Guaxinim, mestre Dino e Bernardo (que já se encontram em outra dimensão) e mestre Biu que, se possível, estaria acompanhando essa comemoração. A partir daí retornamos ao ponto de partida onde a banda executou, também, muito frevo.

Nos dias seguintes captamos imagens na Praça e na Feira para registrar os momentos iniciais do Novo Século afogadense.

Editamos esse material e montamos um DVD (43 minutos), onde, durante o percurso dos participantes, foram incluídas imagens dos anos 10, 30, 40, 50... e, ao final, fotografias atuais da cidade, para a visualização do Afogados de Ontem & Hoje.

Caso você tenha interesse em adquiri-lo, estarei disponibilizando a remessa pelos CORREIOS.
Efetue depósito de R$ 12,00 no Banco do Brasil na conta 5.472.595-X, Ag. 4890-9, em meu nome. Após essa providência, é imprescindível que você passe email para - fernandopires1@hotmail.com - informando data do depósito, número da agência e endereço COMPLETO que o enviarei com a brevidade possível para qualquer parte do país

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 11:10:04
OS JOGOS ESCOLARES MERECEM CARTÃO VERMELHO

Inicio este comentário lamentando profundamente ter que registrar uma série interminável de desacertos que estão ocorrendo nesta edição dos Jogos Escolares, ora vivenciados por educandários de Afogados da Ingazeira e região.

Não se deve perder de vista que os ditos Jogos Escolares têm sua origem na idéia do Barão de Coubertin, criador dos Jogos Olímpicos - da era moderna. O barão, que era pedagogo, idealizou os jogos olímpicos como forma de dinamizar a educação através da prática dos desportos e, com isso, promover o desenvolvimento pessoal dos jovens. Nesse pensamento central, inclui-se o - desenvolvimento integral - não apenas físico, mas, e... acima de tudo, a formação da personalidade da juventude. Por consequência, aplica-se a máxima latina: Mens sana in corpore sano - "uma mente sã num corpo são". Até aí tudo bem.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.89.186 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 30-Julho-2009 / 20:51:12
Amigo Hélio Noronha, foi com muita alegria que acabei de ver o seu texto em homenagem à nossa querida cidade. estive comentando c/ minha filha sobre esse grande conteúdo. Na verdade tive que segurar a emoção diante do computador. Enquanto lia, me achei novamente navegando entre as recordações do que vivi naquela doce terra. Você além de tudo, parece ser cronista, e com excelente poder de observação -Qualidade atribuída apenas às melhores cabeças. Eu sou da família andré de souza, em afogados. Companheiro, deixo o meu abraço pra você e os parabéns pro centenário afogadense.
SP,30/jul/2009

HAROLDO C. SOUZA JR. - IP 189.46.224.26
Sao Paulo, SP Brasil - 30-Julho-2009 / 15:45:23
A cantora pernambucana Maria Dapaz, que faz temporada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio.

[Nota de João Alberto - Viver - Diário de Pernambuco]
Foto: Sérgio Massa/Divulgação

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 30-Julho-2009 / 7:27:14
NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Hoje à tarde vivenciei um momento de profundo significado e da mais alta importância. Estava, como de costume, dando minhas voltas de fim de tarde na Praça de Alimentação, aliás, seu nome oficial é Praça Prefeito Miguel de Campos Góes, (Miguelito), outro vulto de nossa história que muito contribuiu para a Afogados que temos hoje. Mas ia dizendo que, de repente, percebi um aglomerado de crianças em frente à Catedral. Aproximei-me e fiquei a observá-las perfiladas, recendo instruções dos Soldados que comandavam aquele pelotão de - Patrulheiros Mirins. Um amigo passou e perguntou-me: “Está recordando o passado?” Isso mesmo, acertou em cheio! Eu estava me vendo, nos dias que antecediam o 7 de setembro, quando todo o Grupo Escolar Padre Carlos Cottart ensaiava para o desfile do Grande Dia.
No nosso mundo de criança, estávamos comemorando o Dia da Independência da Pátria, mas isso é outra história. Aquelas crianças, ali sob o comando dos Soldados deram-me a esperança de que nem tudo está perdido. Esse trabalho vem sendo desenvolvido, sistematicamente, pelo 24.º Batalhão, com crianças da faixa etária dos 9 aos 12 anos. E o grupo é misto. Pelos menos para essas crianças temos a certeza de que há um trabalho de formação de suas personalidades, evitando um - desvio de conduta.
E aqui temos mais uma vertente em nossa reflexão: o problema de diminuir ou baixar a responsabilidade penal, para os 16 anos. Não vejo isso como solução. Não considero a punição do menor infrator como meio eficaz para diminuir a violência e a criminalidade. O jovem menor infrator é o efeito de muitas causas e não será transformando-o em adulto, por uma ficção jurídica, o que implicará penas mais graves para os erros cometidos, que se resolverá o problema. Não precisa ir longe, para vermos menores de rua, dormindo ao relento, não por falta de casa, mas por falta de lar. A casa para morar, eles têm. Não têm um Lar. Têm pai e mãe e têm irmãos, mas não têm Família. Esta se esfacelou, ruiu pela força do álcool ingerido pela mãe e pelo pai, irresponsáveis. O homem que tem seu caráter degradado pelo vício, não encontra mais nenhum referencial de valor e, consequentemente, não pode transmitir aos filhos o sentimento de amor à família. Daí para a falência da sociedade é um passo e muito curto.

Esse fenômeno social degradante se verifica em cidades de pequeno e médio porte, do mesmo modo que ocorre nas metrópoles inchadas com seus cinturões de miséria. A falta de políticas sociais voltadas para o aperfeiçoamento da integridade moral de nossos jovens é o vetor principal disseminador dos menores infratores que infestam nossas praças e ruas. Discursos e projetos teóricos existem muitos, porém a prática nos mostra que a realidade é bem diferente.

É por esta e outras razões que nos enchemos de esperanças quando vemos um trabalho sério como o que está sendo realizado pela Polícia Militar com estas crianças que recebem formação integral que engloba exercícios físicos e aulas teóricas de princípios de cidadania. É a Turma do Patrulheiro Mirim, uma semente plantada com dedicação e amor que, sem dúvida, trará frutos positivos num futuro não muito distante.

Aos policiais do 24º Batalhão, Comandantes e comandados, o nosso respeito e gratidão pelo que fazem hoje por essas crianças.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.108.192 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 23:59:12
Memórias de Fátima Pereira:

"Vivi a minha adolescência durante os famosos “anos de chumbo", porém meu pai - o Capitão Wenceslau Alves da Silva - assinante da Biblioteca do Exército, sempre tinha vários livros, jornais e revistas em casa, o que permitia livre acesso a vastos matérias de leitura.
O que meu pai não queria que eu lesse, ele não deixava à vista, porém era o primeiro a estimular boas conversas sobre o que estávamos aprendendo na Escola e fora dela. Dessa época, também agradeço muito os livros emprestados por Dona Aurora, uma Professora aposentada que morava perto da minha casa, pelo meu Professor Padre Assis Rocha (Língua Portuguesa) e meu saudoso Professor Geraldo Cipriano (Filosofia e Sociologia). Essas leituras me ensinaram a pensar. Portanto, para mim foi muito importante ter a mente aberta ao acesso, não excluir livro pelo título nem escolher leitura pelo volume de páginas.
Considero um grande privilégio ter recebido essas demonstrações de grande gentileza e atenção. Se não fosse isso, sozinha, eu não teria condições de acesso, não receberia esse tempo para absorver essas informações,aprender a pensar, fazer perguntas, tentar entender aqueles tempos e esse caldeirão de influências."(...) [Leia mais]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 20:04:24
Caro amigo Hélio,

Eu sou testemunha de declarações suas ratificando o teor de sua bela crônica. Seu encanto por Afogados deixa-nos felizes. Pena que esta paixão tenha que ser dividida com muitos outros, você não é único neste nobre sentimento. Obrigado.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 29-Julho-2009 / 13:05:33
Caro Hélio, não fossem as tuas viagens à terrinha para visitar os amigos contemporâneos e rever a cidade que te acolheu de braços abertos, teria dúvida quanto às palavras proferidas na crônica de amor a Afogados da Ingazeira. Conheço-te há mais de 30 anos e sei da tua integridade e firmeza de caráter.

A Centenária cidade, nossa menina, como dizes, estará sempre de braços abertos para ti, aguardando a próxima visita.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 6:26:38
Minha Menina.

Foi amor à primeira vista.

Cheguei suarento, cheio de poeira e com o corpo cansado, ao final de tarde daquele 31 de março de 1978 para assumir função no Banco do Brasil. O último trecho da viagem de quase três mil quilômetros foi o caminho de terra e cascalho que existia entre Serra Talhada e meu destino, hoje asfaltado. Recebeu-me uma paisagem diferente daquela à qual meus olhos estavam acostumados e senti no corpo o calor da Caatinga, percebi o reflexo do sol nos paredões de pedra das serras, entendi o significado de lonjura...

Saído do sertão mineiro, das planuras do Cerrado na entrada do Planalto Central, pertinho de Goiás, onde piam as Seriemas, espreitam os Lobos Guarás e os Tamanduás Bandeira caminham surdamente, onde vicejam os Pequizeiros e as Sucupiras por léguas e léguas, distâncias apenas quebradas de quando em vez pela exuberância das Veredas e a imponência dos Buritis em que Tuviras e Araras fazem seus ninhos e agridem o silêncio dos Gerais com seus gritos e fuzarca a cada entardecer, meu coração apequenou-se de saudade.

Mas foi um momento apenas. Um tique só que passou quando adentrei nos limites pertencentes à Menina e percorri vagarosamente e curioso, toda a extensão da Manoel Borba, a primeira rua percorrida.

Era-me tudo novo e diferente: o lugar, o clima, as casas, a gente...

No primeiro contato humano, já me deparei com diferenças no palavreado, anunciando a dificuldade enorme que teria para “traduzir” o linguajar nos dias que se descortinariam.

Mas eu era jovem e persistente.

De todas as dificuldades da vida, uma das maiorais e que mais pejo causa ao ser humano novato e inexperiente, é o aproximar-se de gente estranha e lançar assunto, entabular conversa nova, amealhar causos e resultar em prosa que decifre o donde, o para quê e o por quê dos verbos da vida, fazendo a justificação da estadia e o providenciamento da semeadura de uma possível convivência.

Foi isso o que eu tentei fazer no entardecer daquele 31 de março de 1978, no bar chamado Gruta da Praça. Foi o que fizemos nós, Ivanildo, Ademar, Fernando Pires, Zé Carlos “Bode”, Frazão, “Ferrugem”, eu e os demais que ali estivemos presentes, onde o violão de Fernando Lagartixa, algumas porções de tira-gosto e um tanto certo de álcool tiveram um papel fundamental de quebrar o gelo e abrir as comportas do possível e do inimaginável...

Ali mesmo, naquele primeiro contato, comecei a decifrar a língua e a alma dessa gente, iniciando-me no vício bom da dependência pelo sentimento de estar e “ser” Nordestino do Pajeú. Ali mesmo começou a minha relação de amor e pertença com a Menina por quem me apaixonei.

Com essa Princesa querida convivi presencialmente por algum tempo, amparado que fui pela amizade de grandes e inesquecíveis Pajeuzeiros, muitos dos quais já conversam em outras dimensões, embora sua lembrança e presença em alma sejam uma constante e um refrigério para quem os conheceu e desfrutou. Desnecessário citar nomes. Quem me conhece sabe de quem falo.

O importante é render aqui, a homenagem à minha doce Menina, minha Princesa, pela qual me apaixonei um dia e o amor grudou como marca de ferro em brasa, para nunca mais se apagar.

Por algumas vezes as agruras da vida nos separou fisicamente e passei muito tempo sem revê-la. Mas, volta e meia estou aí, cheirando de novo esses ares, sentindo de novo na pele o sol da manhã e a conhecida brisa do entardecer, sem falar no brilho das noites de lua cheia.

Minha doce Menina sabe de meu amor por ela e nem carece mais ninguém saber. Sou-lhe grato pelo abraço receptivo que recebi quando cheguei pela primeira vez e pela alegria que me transmite à alma a cada vez que volto para revisitá-la.

A distância afastou-me fisicamente de minha Princesa, mas tenho acompanhado constantemente a sua vida, o seu dia-a-dia, seu crescimento. Não sou egoísta: gostaria de dividir com todos a possibilidade de ser amado por ela e que todos a amassem como eu a amo, com o mesmo carinho e respeito, entregando-lhe – principalmente aqueles que com ela convivem fisicamente - o esforço possível para mantê-la íntegra, a cada dia melhor e mais saudável, a cada dia mais amorosa e receptiva, a cada dia mais humana e solidária.

Ela tem um futuro enorme pela frente, embora esteja comemorando seu primeiro centenário. Para mim é a minha eterna Menina, eterna namorada, minha Princesa do Pajeú. Eu te amo Afogados da Ingazeira!

Hélio Noronha - Julho de 2009

Hélio Noronha <noronha313@yahoo.com.br>
Brasília, DF Brasil - 29-Julho-2009 / 6:04:28
Projeto alavanca pentatlo moderno em Pernambuco

Esqueça a ideia de projeto social, ela não se enquadra ao Avança Pentatlo. Soaria até hipócrita. Cuidar da saúde de alguns jovens, mantê-los afastados das drogas e submetê-los a acompanhamento psicológico são apenas consequências naturais do objetivo principal: formar atletas de alto nível. Novos campeões, novas Yanes Marques – medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. A Ideia está enrustida no próprio nome do projeto: avançar significa desenvolver a modalidade em Pernambuco. Como esclarece a coordenadora técnica, Rafaela Waked.

“O foco aqui é fabricar novos campeões. Novas Yanes. Sentimos a necessidade de criar essa porta de acesso para não deixar o Pentatlo morrer em Pernambuco. Afinal, se não houver renovação, o que será da modalidade depois de Yane Marques e Larissa Lelys?”, indaga a treinadora, fazendo referência às suas pupilas mais famosas. (...)[Leia mais]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 28-Julho-2009 / 18:15:41
VIDA DE VAQUEIRO

Documentário do diretor e cineasta ARY VASCONCELOS (Vadinho).
O documentário (18 minutos) mostra um pouco da vida do vaqueiro no sertão Pernambucano, com Força, Garra e Coragem estes bravos guerreiros da caatinga nunca esquecem seus costumes e sua tradição.

Produção DIGITAL VIDEO FILMES
Contatos: (87) 8821-5360 / 8833-4823 / 8818-0962

Palavras do Sertão
Salgueiro, PE Brasil - 28-Julho-2009 / 9:18:06
Involução em Jabitacá

Ademar foi droga lícita
Provocou menos vergonha
Do que esta droga ilítica
A danada da maconha.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Mararbá, PA Brasil - 28-Julho-2009 / 8:13:27
Polícia apreende meia tonelada de maconha em Iguaracy

Cerca de 10 mil pés de maconha foram erradicados na manhã desta segunda-feira (27), no Sítio Malhada do Riacho, Distrito de Jabitacá, zona rural do município de Iguaracy. A ação foi realizada pelo Serviço Reservado do 23º BPM, em conjunto com o GATI, Policiamento Ordinário e Alunos do Curso de Formação de Soldados - 2009.

No local foi apreendido também 500Kg (meia tonelada) da planta já pronta para o consumo, uma prensa, uma balança de precisão, uma motobomba e sementes. O agricultor Etelvino Alves de Souza, de 67 anos, proprietário do terreno foi conduzido a DP local para prestar esclarecimentos. José Everaldo Alves, de 22 anos, acusado de ser o responsável pelo plantio e dono da maconha, conseguiu fugir.
A polícia está em incursões no intuito de capturá-lo.
[Do blogdoItamar]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 27-Julho-2009 / 19:40:02
Virgínia Marinho, afogadense que reside em Santa Catarina, também participa da consulta sobre a Pioneira do Sertão Pernambucano, nas comemoração do seu JUBILEU DE OURO (aniversário de 50 anos)

1 – Quando você começou a escutar a Rádio Pajeú
Acredito que desde sempre. O rádio era ligado desde a primeira hora do dia.

2 – Como era a programação da Rádio Pajeú?
Gostava muito, era uma programação bem eclética, adorava o programa do Waldecy A Hora da Saudade.

3 – Quais os seus programas favoritos?
A hora da Saudade. Aos domingos o Tio Roberto (sr. Ulisses Lima), Os de Wanderlei Galdino e Luciete Martins.

4 – Como era a cidade e quais as diversões proporcionadas pela Rádio Pajeú?
A cidade era atual... dentro dos seus limites, A falta de tecnologia acredito ter sido mais no que se referia a vídeo, mas, a atualização sonora, era boa.O aniversário da Rádio Pajeú me causava uma frustração muito grande, até completar a maioridade para entrar no baile do Aero Clube de Afogados da Ingazeira (ACAI). Quanto não chorei por não ter idade e ser barrada na entrada do Clube Social... Depois aproveitei todas as comemorações enquanto estive por aí. Naquele tempo as comemorações eram realizadas na rua do Rio, perto da Toca da Codorna.

5 – As informações transmitidas pela Rádio Pajeú influenciaram/ influencia a sua vida?
Ao sair de Afogados, não estava alienada do mundo. Como escrevi anteriormente, dentro dos seus limites a Emissora acrescentou muito aos ouvintes ligados à sua programação.

Virgínia Marinho dos Santos
Florianópolis, SC Brasil - 27-Julho-2009 / 10:11:58
"EU NO PAJEÚ

Cheguei hoje do Pajeú. Passei cinco dias pela região divulgando meu novo CD, O RETIRANTE. Gostaria de fazer algumas considerações acerca do que vi e senti nas terras por onde passei:

- Tá fazendo frio à noite. Eu mesmo consegui dormir sem ar-condicionado e sem ventilador. Numa boa. Já pensou?

- Ontem, segunda-feira, 20 de julho, caiu uma bela chuva em toda a região. Os açudes e barreiros estão cheios.

- O pessoal ainda repercute a festa do centenário de Afogados da Ingazeira. Gostaria muito do show e da simplicadade do cantor goiano Leonardo, que deu autógrafos pra todo o mundo. E fizeram críticas a outros artistas que lá estiveram.

- A expectativa agora é para a festa de 50 anos da Rádio Pajeú, em outubro.

- Fui entrevistado por Nill Júnior na Rádio Pajeú, no seu programa da manhã, que tem grande audiência na região.

- Fui a Carnaíba e falei com o prefeito Anchieta Patriota. Ele me convidou para cantar na Exposição de Caprinos e Ovinos, que ocorrerá no dia 26 de setembro na cidade. Show confirmado, claro.

- Carnaíba tá um brinco de bonita. Pequenininha, mas muito jeitosa.

- A mulher de Anchieta, Cecília, vem fazendo um trabalho brilhante à frente da Secretaria Regional de Educação. A escola de Carnaíba, por exemplo, serve de modelo para todo o Estado. Isso quer dizer que, quando o gestor QUER, o resultado aparece.

- Fui ao Oitizeiro, a fazenda do meu avô, que foi do meu pai e agora é de dona Helena, minha mãe. Mayara, Daniela (filhas), Rayanne e Raíssa (sobrinhas) deram disparadas numa carroça levada por uma burra corredeira. Quando a burra cansou, não teve mais jeito. Parecia uma jumenta.

- Gosto de OUVIR o silêncio da caatinga. Aquilo me aquieta e me inspira. Lá vem música.

- Viajei por Solidão, Tabira, São José do Egito e Tuparetama, visitando as emissoras de rádio e divulgando meu novo disco.

- Em Tabira me deparei com meu amigo Dedé Monteiro, poeta de primeira. Talvez eu esteja lá, no dia 19 de setembro, para cantar na Missa do Poeta. Tomara.

- Em Tuparetama, encontrei-me com Copérnico, velho amigo que morou em Afogados da Ingazeira e me ajudou a trabalhar o disco nas duas rádios da cidade. Aliás, Tuparetama até que cresceu bastante e ficou uma cidade muito bonita, limpinha, arrumadinha. Gostei.

- O pessoal de Afogados da Ingazeira está animado com o Afogadense no Campeonato da Liga. Anchieta Patriota prometeu ressuscitar o futebol de Carnaíba, que já deu grandes craques nos anos 70.

- O amigo Lila Alves me acompanhou na divulgação do meu CD, O Retirante. Encerrei a maratona de entrevistas no programa DO GRAU, locutor que anima as tardes da Rádio Pajeú com muito forró e um chocalho do lado. Como nos velhos tempos de Waldecy Menezes.

- As cidades do interior estão cheias de moças bonitas. Na minha época contava-se nos dedos. E todas elas estão interligadas na modernidade da Internet. Talvez estejam mais por dentro das coisas do mundo do que as moças da capital, geralmente mais caseiras por conta da violência."[21.07.2009]

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Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 21:38:09
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