AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Ao visitar Afogados no seu centenário pude rever muitas pessoas queridas nas quais o tempo deixou suas marcas, assim como em mim. Essa poesia eu fiz no ano 2000 olhando minhas próprias fotos e agora dedico a todos esses conterrâneos com muito carinho.

O TEMPO PASSA

"Aos meus queridos conterrâneos e contemporâneos"

E eu que pensava que o tempo não passava
E sonhava como seria no porvir
Hoje ao ver a minha vida no espelho
Eu relembro o meu passado, começo a rir

Casarei? Terei filhos? Como será?
Trabalharei ou serei só um vagabundo?
Haverá paz? Haverá guerra? Assim pensava
No futuro, como será este meu mundo?

Alguns colegas já se foram outros chegaram
Algumas luzes se apagaram outras surgiram
Alguns amigos em plena luz se revelaram
Alguns falaram a verdade outros mentiram

Poucos amigos nesta estrada tão deserta
Muitas aves de rapina passam voando
Poucas palavras de proveito alardeadas
Muitas histórias de dor venho escutando

Muitos soberbos na derrota sendo humildes
Mas na vitória vi a soberba aparecer
Vi os humildes na derrota exaltados
E na vitória a humildade enaltecer

Segue o mundo com suas curvas tortuosas
Surpreendendo a quem por elas nunca andou
Muitos conhecem cada curva da estrada
Mas caem nelas como quem nunca passou

E eu que pensava que o tempo não passava
Passei por ele e já vou longe caminhando
Mas sei que nele ainda resta muita estrada
E muitas curvas no caminho me esperando.

Djalma Marques (Dija) - IP 189.1.22.131 <dmarques@cpqam.fiocruz.br>
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 21:15:59
Caro Fernando: Com admirável maestria nosso amigo Zezé Moura analisou o fenômeno Michael Jackson, parabéns!

Gilberto Carvalho Moura - IP 189.115.85.46 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 8-Julho-2009 / 13:47:08
MICHAEL JACKSON - MORRE O ÍDOLO

Nenhuma pessoa foi mais controversa nos meios da “Pop music” nos últimos 20 anos do que o Michael Jackson. Os jornais diários e comentários no Rádio e TV apresentam diferentes opiniões do homem menino que nunca amadureceu moralmente até o último dia de vida. A massa de jovens e não tão jovens continua trazendo flores e acendendo velas e derramando lágrimas, no Hollywood Blvd e em frente a sua residência, demonstrando sua dor pela morte do artista

Chegamos à America do Norte em junho de 1969, nos dias turbulentos da Guerra do Vietnã. Semanas depois fomos introduzidos a um menino dinamite de apenas dez anos de idade que aparecia nos shows de variedade na televisão, nos prendando com seu entusiasmo e vivacidade. Naquela época, ele aparecia com seus irmãos como parte do grupo “Jackson Five’. Ele em si, era um ato cativante e espetacular, pois era uma criança de dez anos apresentando-se como cantor líder do grupo. Era inegável sua qualidade artística bem precoce. À medida que crescia, adquiria qualidades e capacidades artísticas que o levariam ao cume da fama e da glória. A prova mais evidente está no fato de que seus fãs aumentaram em número e em idade, pois ele conseguiu cativar mais de duas gerações, tornando-se num ídolo. E isso é inegável.

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Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 8-Julho-2009 / 8:49:45
NEM TUDO QUE É LÍCITO É HONESTO

Nesta terça-feira, dia 07, realizou-se a audiência da Ação de Indenização por danos materiais movida pelo Estado de Pernambuco contra o Sr. Luiz Gonzaga da Silva – conhecido por Luiz Odon. Como o próprio título sugere, esta Ação tem por objetivo compelir o réu – Luiz Odon – a ressarcir o Estado de Pernambuco pelos danos causados.

Vamos, aos fatos: quando o Luiz Odon era vereador, por várias e reiteradas vezes, denunciou o perigo iminente em que se constituía o trevo que dá acesso à cidade de Carnaíba. Nas suas diligências com o objetivo de sanar o problema, enviou Ofícios e solicitações ao DER-PE. Restaram em vão suas tentativas. Mas, Luiz Odon, que já perdeu um ente querido em acidente naquele trevo rodoviário, tomou a iniciativa e corrigiu um erro crasso de engenharia, eliminando um perigo iminente de colisão frontal de veículos naquele trecho. Foi o suficiente para as inoperantes autoridades responsáveis pela manutenção e conservação da rodovia, tomar a iniciativa de mover processo contra o Luiz Odon. E o réu – Luiz Odon – foi compelido a pagar indenização no valor de R$ 426,40 (quatrocentos e vinte e seis reais e quarenta centavos), acrescidos de custas processuais e honorários advocatícios à base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa.

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LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 7-Julho-2009 / 23:37:01
"LUIZ ODON NO BANCO DOS RÉUS - A ação de melhoria do trevo na PE 320 na saída de Afogados da Ingazeira para Carnaíba, orquestrada pelo vereador Luiz Odon em 2008 vai ser discutida em audiência no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano. Luiz Odon foi acionado pelo DER - Departamento de Estradas e Rodagem, que alegou dano ao patrimônio público pela atitude do vereador. À época, o Secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, ameaçou entrar com queixa crime contra o vereador.

O trecho da estrada era conhecido pelo número de acidentes causados pela falta de um contorno para quem vinha no sentido Afogados – Carnaíba, causando dúvidas sobre de quem era a preferência. Luiz Odon disse que já foi sinalizado o pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 500,00. Se dizendo injustiçado, o atual Secretário de Agricultura já disse que não vai recorrer e deve pagar o que for estipulado para por uma pedra no assunto."
Do www.nilljunior.com.br

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 7-Julho-2009 / 9:05:08

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 6-Julho-2009 / 19:56:53

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 6-Julho-2009 / 14:39:33
O Centenário de Afogados da Ingazeira

Afogados ficou mais experiente. Acrescentou mais primaveras a sua linha de existência. O seu encanto cresce a cada dia. Impulsiona o sentimento de amor em cada um de seus filhos e acolhe todos sem distinção de classe social.

A Princesa do Pajeú, assim carinhosamente chamada e tratada com esse toque de nobreza, segue garbosamente os seus dias de glória, envolvida num trajeto de progresso.

Tudo é festa, tudo é alegria nos 100 anos da bela história de Afogados da Ingazeira. Os seus filhos sentem-se orlgulhosos do seu passado de glórias e do seu presente exuberante.

Bela Princesa, tiveste uma festa de aniversário a altura do que merecias.
Parabéns!

Elenita Veras de Morais Ferreira
Afogados da Ingazeira / Recife, PE Brasil - 4-Julho-2009 / 22:48:47
Boa noite aos ilustrados frequentadores deste consistório virtual.
Minha passagem neste momento é rápida. Só para complementar o tema abordado por minha estimada Elvira, essa maestrina da Língua Portuguesa que sabe brincar com a última flor do Lácio, sem ferir suas pétalas. Melhor dizendo, com seu “manuseio” as cores ficam mais viçosas. (Quem sabe, sabe, não é, Xia?).
Eu lhes trago uma pérola da Poetisa - Maria Rafael dos Anjos Ferreira - a Rafaelzinha, que diz:

Quem quiser sentir saudade / Faça do jeito que eu fiz
Deixe seu torrão natal / Sem querer como eu não quis
Saia por necessidade / Que depois você me diz.

Para fazer como eu fiz / Não precisa ter coragem
Depende da precisão / Fazer tudo de embalagem
Se subir no caminhão / Chorar durante a viagem

Bem na hora da partida / Quem assistiu lamentava
Era bem de tardezinha / Uma chuva se formava
Para o lado do nascente / Aí era que eu chorava.

Do Livro - São José do Egito - Solo Sagrado, Mentes Iluminadas
Antologia dos Poetas, pág. 109. Biblioteca Joaquim Nabuco

Um abraço a todos. Em especial para o Zezé de Moura, o mais distante.

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 4-Julho-2009 / 20:35:41
Parabéns para a poetisa de 11 anos. É muito bom vermos pessoas da sua idade criando versos belíssimos. Continue assim e observe os registros do amigo Luciano como conselhos. Porém, entre a métrica e a poesia, em suas diversas variáveis, fique sempre com a segunda. A métrica é obrigatória em alguns estilos, em outros não. Quanto à rima, defendo com rigidez, sem ela é conto, crônica...

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.159.242 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 4-Julho-2009 / 14:38:35
EU VI

Eu vi gente rindo de felicidade, gente cantando de alegria; vi gente pulando como criança, dançando na avenida.Vi gente acompanhando a "Bandinha", com o rosto banhado de lágrimas. Vi gente abrindo as portas, às cinco horas da manhã, "pra ver a banda passar". Vi gente se abraçando e se congratulando, com o sorriso mais largo que tinha para oferecer. Vi também alguém, aos prantos, em tom de despedida, agradecendo a Deus por lhe ter concedido a graça de participar da festa.Vi a espontaneidade da criança estampada na face de pessoas de todas as idades. Vi crianças, adolescentes, jovens,adultos e idosos confluindo para o mesmo ponto, comungando de um mesmo sentimento: a emoção de festejar o CENTENÁRIO da terra natal.

Era uma grande família reunida, comemorando o aniversário da "mãe" amada. Essa "mãe" que trouxe, para o seu regaço, filhos que há tempos não via. Essa "mãe" querida que tem o privilégio de ficar mais bonita, à medida que o tempo passa. Vi em cada fisionomia um aspecto de felicidade contagiante. O clima era de festa. Era o CENTENÁRIO da nossa querida Afogados da Ingazeira, ela que estava de braços abertos para abraçar os filhos, os visitantes, os convidados, enfim todos que por aqui passassem.

No meio de toda a euforia, de repente, me veio à mente a lembrança daqueles que, como Zezé Moura,estão se sentindo exilados e, tal qual ele,evocam a Canção do Exílio de Gonçalves Dias, para enaltecer o amor à sua terra querida.

Indubitavelmente o "nosso ceu tem mais estrelas"... e "nossos bosques têm mais vida". As palmeiras ainda abrigam o sabiá que canta... canta e encanta.

Alguns filhos do nosso torrão e outros adotados ou que por aqui passaram, expressaram o seu afeto em mensagens diversas. Outros não se pronunciaram; certamente não tiveram oportunidade ou, quem sabe!... sentindo um aperto no peito e um nó na garganta, preferiram calar e enxugar, de mansinho, uma intrometida lágrima que, com sabor de saudade, lhe escorria pela face. Penso naqueles que deixaram o "berço querido, com choro e gemido", como canta o saudoso Gonzagão em Triste Partida (Patativa do Assaré).

Pra não me tornar enfadonha, quero encerrar deixando aqui duas estrofes dessa mesma canção que,sem dúvida,tocam fortemente no coração de muitos de nossos irmãos que se encontram distante.

..."Trabaia dois ano, / Três ano e mais ano,
E sempre nos prano / De um dia vortar.
Mas nunca ele pode, / Só vive devendo
E assim vai sofrendo; / É sofrer sem parar".

"Se arguma notiça / Das banda do norte,
Tem ele por sorte / O gosto de ouvir,
Lhe bate no peito / Saudade de móio,
E as água dos óio / começa a cair".

Quero concluir, me dirigindo a você, Zezé, pra lhe dizer que admiro profundamente a sua maneira de evidenciar, nas suas recordações, a saudade que sente e o amor que dedica a esse pedaço de chão. Um grande abraço.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 4-Julho-2009 / 14:37:55
BRASÍLIA – UMA CIDADE LITORÂNEA

Quando Juscelino Kubitschek idealizou e transferiu a Capital Federal do Rio de Janeiro para o Planalto Central, jamais, ocorreu-lhe, provavelmente, que Brasília se tornaria uma cidade litorânea. Ora, segundo historiadores a intenção de Juscelino era, principalmente, levar a Capital Federal para o centro do país, afastando-a do litoral.

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LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 3-Julho-2009 / 20:05:17
A Deus quero louvar, e a Afogados da Ingazeira parabenizar pelos seus Cem Anos de Emancipação Política. O governo municipal proporcionou uma belíssima festa para todos nós. A cidade ainda está em festa, tudo é alegria, harmonia e o coração repleto de amor pelos filhos da terra e pelos adotados e que a ela se afeiçoaram.

O seu aconchego é contagiante, o seu desenvolvimento, através do crescimento, a faz se destacar entre as cidades do Pajeú. Com muito orgulho digo aos quatro cantos: Sou afogadense, cidade em que amo cada pedrinha, cada flor, cada árvore e a todos que aqui residem e tudo que nela existe.

Cantar os Parabéns no dia do seu aniversário (1º de julho), acompanhando as bandas Bernardo Delvanir Ferreira - com o maestro Crisóstomo - e da Polícia Militar de Pernambuco foi um momento emocionante e magnífico. Descer até a Catedral às 5h da manhã, vivenciando a Alvorada de um Novo Tempo, foi excitante e deixou uma alegria contagiante que nos transformou em um batalhão pronto a defender a Princesinha do Pajeú. Éramos numerosos, pois cada um carregava mais 1000 nos corações.

Obrigado, Senhor Deus, por permitir a sua existência e o seu desenvolvimento. Obrigado a todos que participaram e se empenharam do seu crescimento. Parabéns, Princesinha, pelos 100 anos, pelo que representas para mim, para a região e até para o Estado. Sou orgulhosa de você, sou orgulhosa de ser afogadense!

Aqui fica um beijo no coração de cada um.

Vilma Liberal
Afogados da Ingazeira / Recife, PE Brasil - 3-Julho-2009 / 13:13:03
A pequena poetisa Kamille nos presenteia com sua singela homenagem. Percebe-se que tem pendores para a poesia. É certo que ainda não tem idéia de métrica, entretanto busca a rima, embora de modo insipiente.

Mas, o mundo não se fez num dia, não é Kamille? A prática nos leva à perfeição. Parabéns para Afogados e prá você, pequena poetisa. Um afetuoso abraço.

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 3-Julho-2009 / 12:40:43
E agora, minha gente, fique atenta nessa história
Sobre o Centenário de Afogados da Ingazeira
Que é um momento de Glória
Eu vou homenagear esse povo
Que conquistou várias vitórias.

Estou feliz por representar a voz da infância
E com muita alegria conheci dona Lourdes, a voz da experiência.
Eu a respeito com muita obediência
Seguindo cada passo seu, com muita consciência

Nesses encontros eu aprendi várias coisas
Como com o outro conviver
E aprendi, também, a ouvir a voz do saber
Vou guardar essas lembranças
Para no futuro uma grande profissional ser

Parabéns Afogados, por esses Cem Anos
E parabéns a esse povo que não parou de batalhar
Que não desistiu dos seus sonhos
E hoje o aniversário está a comemorar
Hoje é um dia de vitória
De amor e de glória

[Kamille, 11 anos, tem sangue afogadense. É filha de Deyseane Liberal Pereira e estuda no Colégio Motivo, no Recife]

Kamille Liberal
Recife/Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 23:17:47
AFOGADOS DA INGAZEIRA 100 ANOS OU 36.500 DIAS...

E chegou o 1º de julho. O dia amanheceu com uma claridade ofuscante. O Astro Rei resolveu prestigiar o grande dia e se fez presente. As ruas estavam iluminadas com os raios aquecedores. Lá na Avenida Rio Branco ouviam-se os acordes de uma saudosa retreta... um grupo de afogadenses abraçava-se, numa confraternização enternecedora. Estávamos vivendo as primeiras horas do segundo século de Afogados da Ingazeira.

Logo cedo me encontrei com o escrivão-mor de nossa história - Fernando Pires - que de máquina a postos, registrava cada momento, cada detalhe. Desci até a Praça Mons. Arruda Câmara e lá estavam os bacamarteiros, todos fardados e detonando suas armas, fazendo ecoar os estrondos pelas serras que circundam a Princesa do Vale do Pajeú. Era só o começo da festa. Uma quarta-feira com cara de domingo. Não demorou muito e o adro da Catedral já fervilhava de gente que veio assistir à impecável apresentação da Banda de Música da Gloriosa Polícia Militar do Estado de Pernambuco. Hastearam as Bandeiras do Brasil, do Estado e do Município, que passaram a tremular freneticamente, emolduradas pela beleza impar de nossa Catedral.

À medida que as horas passam, o clima festivo vai-nos contagiando, e um gostoso sentimento bairrista se apodera de todo nosso ser. Contemplando a Praça em sua plenitude, vão passando - como num flashback - os afogadenses que também deram muito de si, legando-nos essa linda cidade.
E eu vi seu Guardiato Veras cruzando a Praça, dirigindo-se até sua loja. Ali no centro, encontrou-se com Expedito Gonçalves, conversaram algo, gesticularam e seguiram cada um para seu estabelecimento. Aquela que vem subindo, apressadamente, é a exímia cozinheira dos grandes banquetes - dona Lica -, lamentando-se que ´perdeu a hora` e já ia se dirigindo para a casa de dr. Jesus a fim de preparar o almoço, pois lá tem muitas visitas. Lá mais adiante vejo três pessoas a conversar; mesmo de longe os reconheço. São eles, a professora Letícia Góes, seu Helvécio e Minéu que já estava com sua loja aberta, àquela hora.

Lá na esquina surgiu a figura inconfundível de seu Miguelito com o indefectível cigarro no canto dos lábios e um jornal dobrado, embaixo do braço. Uma bicicleta cruzou a rua passando em frente ao Palácio Episcopal rumo à Barão de Lucena. E em seguida passa Guaxinim no seu reluzente V-8 preto. Parou e disse para João de Chica, que estava com seu carrinho de raspadinha, que ia até Tabira.
Lá mais embaixo podia ver o Bar de seu Aurélio, já de portas abertas e os primeiros frequentadores se aproximando. De repente, ouvi um grito lá por trás da Prefeitura... era Pedro “bebão”, que curtia a carraspana da noite ou das noites e dos dias anteriores. Descendo a avenida aproximava-se uma Rural Willys vermelha e branca que logo reconheci ser a de dr. Hermes que vinha para o seu consultório. Descendo na direção do hospital Emília Câmara vi dois soldados que logo os reconheci: Era Chico Soldado e Pedro de Bastinha. E os meninos que estavam jogando pedra num pé de castanhola, desabaram em desesperada carreira, com medo de Rivadávia, o juiz de menores.

Os sinos da Catedral repicavam, dando o último sinal da missa e lá no beco de seu Ezequiel Moura despontaram as irmãs: Corina e Nanã, apressadas, que vinham assistir o Santo Sacrifício da Missa. Padre Antônio, com sua batina preta, descia vagarosamente, acompanhado de Beto de Germano.

Com uma saraivada de tiros, voltei à realidade. Os bacamarteiros continuavam atirando. Eu tive apenas um sonho, acordado. Estou, realmente, no 1º de julho de 2009. As pessoas que vi não estão mais em nosso convívio, mas apenas na doce lembrança de outros tempos.

Alguém me chama com insistência e me vejo diante da “estrela maior” dentre os astros que temos. É a nossa Maria da Paz. De braços abertos nos aproximamos e demos um afetuoso abraço que nos transmitiu os mais puros sentimentos, sem se pronunciar uma só palavra. Quanto tempo que não a via. Paizinha, sempre linda, sempre sorridente. Seus olhos brilham, como brilha o seu espírito. Paizinha é uma pessoa especial. Só quem a conheceu desde criança e continua a ter contato com ela pode perceber que Paizinha é como um tecido bom, nunca desbota, tem sempre a mesma vivacidade nas cores. E ao vê-la, lá vem mais recordações. Vi aquela menininha cantando no Cine São José, no Programa de auditório “Domingo Alegre”, em cima de um banquinho, para alcançar o microfone. Quando a “estrelinha” terminava de cantar, Waldecy Menezes vaticinava que estávamos diante de uma excelente artista. Não deu outra. Paizinha foi crescendo, veio o Grupo Os Unidos, com o apoio do Professor e Maestro Dinamérico Lopes. O tempo passa, Paizinha vai embora para Sertânia, ganha o mundo, aprimora sua arte e sai “espalhando”, por onde passa a sonoridade de sua voz maviosa... o dom que lhe deu o Criador.

Por enquanto, fiquemos com o êxtase desse encontro numa manhã de sol, no primeiro dia do 2º Século de Afogados da Ingazeira. Outras emoções serão relatadas, noutra oportunidade.
Até a próxima.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.96.165 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 22:22:09
Afogados da Ingazeira e o seu Centenário

Valeu a pena o esforço de todos que participaram e de todos que diretamente trabalharam para o brilhantismo da festa. Que festa! Fez acender o sentimento de amor que todo afogadense sente, mesmo distante.

Tudo foi maravilhoso: a festa, o encontro de amigos, o retorno a terra natal, cada programação realizada, cada mensagem proferida, enfim cada momento vivenciado.
Estamos de parabéns, juntamente com a linda cidade de Afogados da Ingazeira.

Rogamos a Deus pelo Progresso e Paz para os teus filhos.

Helena de Morais Veras Sobreira
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 22:14:04
Parabéns à querida Afogados da Ingazeira pelo seu Centenário, agradecendo a Deus pela felicidade de meus pais terem escolhido essa cidade para morar, trabalhar, educar os filhos. Agradeço muito à cidade de Afogados da Ingazeira!

Maria de Fátima Pereira da Silva - IP 189.121.228.52 <fbaiana53@hotmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 2-Julho-2009 / 19:24:03
Eduardo instala Governo em Afogados da Ingazeira

Afogados da Ingazeira tornou-se a capital pernambucana. Pelo menos durante todo o dia de ontem. Essa foi a homenagem simbólica que o governador Eduardo Campos prestou aos 100 anos do município. O decreto de transferência temporária da sede do Governo foi assinado pela manhã, no Cine Teatro São José, no centro da cidade.

“Essa é uma forma da gente aplaudir esses 100 anos, de trazer o Governo para o Município para que a nossa equipe verifique as questões, os encaminhamentos das obras. E termina trazendo ganhos à população em questões práticas, como nas escolas, na segurança, no abastecimento de água, no transporte”, afirmou Eduardo.

O Governador - que está em Afogados desde a noite de terça-feira, onde participou das comemorações do centenário - aproveitou a instalação da nova sede para assinar convênios. O primeiro foi de abastecimento d’água: as 50 famílias da Associação Rural do Jiquiri ganharam R$ 190 mil em investimentos, enquanto a comunidade de Portázio, que abriga outras 188 famílias, recebeu mais R$ 166 mil.

Outros convênios foram o do ProRural e o do Programa Minha Casa, Minha Vida, de R$ 557 mil e R$ 2 milhões, respectivamente, para a construção de uma passagem molhada que vai beneficiar mais de 300 famílias. O Minha Casa prevê a construção de 44 mil habitações para o Estado, sendo mais de 1.100 delas no Município.

Homenagem - Durante a solenidade Eduardo Campos recebeu dos cidadãos de Afogados da Ingazeira o título de Cidadão Afogadense “pelas relevantes obras que vem sendo realizadas por todo o Estado”, conforme ressaltou o prefeito Totonho Valadares.

“Na verdade, já me sentia filho desta terra por toda generosidade e atenção que sempre tive do povo daqui. Agora tenho um documento oficial”, disse o Governador que, depois de Afogados, seguiu para Parnamirim que também comemora 100 anos.

Fonte: fisepe.pe.gov.br

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 16:51:58
Nossos agradecimentos aos amigos que visitam nossa página. Ontem (1º de julho), data do Centenário de Emancipação política de Afogados da Ingazeira, obtivemos o inédito número de 313 computadores ligados à nossa página, e um total de 398 visitas. Normalmente registramos, em média, 180 acessos diários.

Infelizmente ainda não pudemos disponibilizar as imagens feitas durante esses dias de festa em Afogados, mas estou redimensionando as imagens para iniciar a sua colocação.

Obrigado e um forte abraço em todos vocês.

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 8:12:52
MINHA TERRA TEM PALMEIRAS...

Neste dia de festas em Afogados da Ingazeira, achei apropriado deixar Gonçalves Dias falar por mim na introdução desta mensagem. Ninguém está mais apropriado para expressar com tanta claridade e beleza meus sentimentos, pois ele estava no exílio quando escreveu estes versos.

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá
As aves que aqui gorgeiam
Não gorgeiam como lá.

(…)Não permita Deus que eu morra
Sem que volte para lá
Sem que aviste as palmeiras onde canta o sabiá

Neste dia tão significativo para todos os afogadenses, este lindo poema do grande poeta Gonçalves Dias expressa, de modo preciso e belo, o sentimento dos que são exilados voluntária ou involuntariamente.

Estas poucas linhas que usei sintetizam o sentimento de solidão, de ausencia e perda. De não poder tocar fisicamente a terra ardente do sertão, de desejar ver novamente e viver novamente naquele espaço terrestre, se bem que o que recordamos não mais existe, ficou na história, desapareceu no éter.

Mesmo assim, é com muita alegria que, daqui do meu exilo, desejo juntar meus aplausos e congratulações, aos que permaneceram e criaram a cidade que hoje comemora 100 anos, seu Centenário.

Afogados das minhas lembranças era um local bucolico, vagaroso, a vida estava em marcha lenta, e conhecíamos todos os vizinhos e residentes. Andávamos até à escola sem sermos perturbados. Sabíamos que eram seis horas da tarde, porque a Radio Difusora Pajeú nos dizia ser, quando apresentava o momento do Ângelus tocando a Ave Maria, momento que apresentavam às vezes uma crônica por Manuel Ribeiro ou Luis Amaral e qualquer outro conterrâneo que se dispusesse à tarefa.

Sabíamos que eram sete da noite, porque o Cine Pajeú ligava sua Sirene, nos convidadando para assistir o seriado na quinta-feira. Do mesmo modo aos domingos, para assistirmos um filme de longa metragem.

Não tínhamos piscina, no entanto tínhamos os Poços ao longo do Rio seco onde nos deleitávamos, nos refrescando. No começo da noite, íamos ate a estação para receber o Trem e as novidades que porventura os que retornavam pra casa trariam.

Jogávamos pião com entusiasmo, e na época própria soltávamos papagaios com o mesmo fervor, sempre assumindo ser os melhores. Tudo assumia uma atmosfera de festa na época das cheias, quando a curiosidade tomava conta de nós, e testemunhávamos o evento.

Hoje Afogados chega à idade adulta, se expandiu para os subúrbios e sua população se multiplicou. As ruas principais são joviais, numa demonstração de que continuam a crescer e se desenvolver. Quase todos que foram de grande influência e importância na minha vida já partiram, deixando um grande vácuo com a sua ausência; no entanto tenho certeza que eles estão conosco em espírito, pela obra que deixaram para as gerações posteriors. No entanto, mesmo ausente, encontrei novos amigos, dinâmicos e que amam o sertão tanto como eu, e talvez com mais fervor. Refiro-me ao Fernando Pires, autor desta página, que tem servido consistentemente e continuamente às causas relacionadas à nossa Afogados da Ingazeira. Ele também está de parabéns, por ter tido visão, usando as oportunidades que se apresentaram com o advento da internet, para propagar os interesses locais.

Peço aos conterrâneos: não mudem mais nada por aí, pois eu quero ver novamente as palmeiras onde canta o sabiá…

Congratulações, e viva Afogados da Ingazeira!

Zezé

Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 1-Julho-2009 / 19:59:32
Como falou Edson Bigodão, um dia como o de hoje, a Rádio Pajeú esteve fora do ar, infelizmente perdemos as festividades.

JUNIOR - IP 189.70.219.209 <JRFINFA@HOTMAIL.COM>
RECIFE, PE Brasil - 1-Julho-2009 / 15:33:15
Prefiro o sertão que vivi

Aquele Sertão em que nasci, brinquei e curti a minha adolescência (ou aborrecência ) só existe, hoje, na minha imaginação, nas doces recordações que nunca morrem. As coisas boas da vida nunca morrem. Como diz Rubem Alves, furam a nossa alma e deixam lá uma cicatriz eterna. Parti da hoje centenária Afogados da Ingazeira há 30 anos, mas a sua imagem continua pendurada em casa como aquele retrato de Drumonnd - que dói e fere de saudade.

Não me apaixona o Sertão de hoje, mas o de ontem. As notícias não chegavam pela televisão nem pela internet, como hoje. Chegavam pelo rádio e se difundiam no boca a boca. Jornal? Já chegava de tardezinha, mas mesmo assim “seu Amaro Pé de Pato”, responsável pela distribuição do mais do que centenário Diário de Pernambuco, saía pelas ruas gritando as manchetes.

Não me apaixona um Sertão em que o cavalo foi substituído pela moto e já existe até vaquejada puxada por vaqueiros motorizados. Não me apaixona um Sertão em que as românticas noites de lua cheia, que encantavam enamorados em serestas, viraram iscas para o mundo das drogas em baladas de um roque de gosto duvidoso ou um forró estilizado.

No Sertão em que fui feliz, os brinquedos eram boi de osso e carro de madeira. Carrinho de plástico, só quando meu pai trazia do Recife. Lembro das longas esperas pelo meu pai na velha estação ferroviária. A saudade dele era grande. Mas não era só isso. A nossa mente ficava povoada pela expectativa de ganhar um carrinho moderno de plástico. Era o verdadeiro encontro com a felicidade.

Não me apaixona um Sertão em que a criançada não joga mais bola de gude, mas videogame. Que não empina papagaio, que não joga futebol com bola de meia, que não brinca mais de esconde-esconde e tantas outras diversões que, de tão puras, criavam naturalmente uma barreira frente à civilização.

A paixão firme e forte continua pelo Sertão em que adormeço com o encanto das estrelas do seu céu limpo e infinito. Pelo cheiro do marmeleiro, pelo cantar do sabiá e do galo de campina. Todo sertanejo cheira a bode, dizia Luiz Gonzaga. Trata-se de uma figura de linguagem para caracterizar a sua gente simples e desprovida de vaidade.

Luiz Gonzaga tem razão. O bode talvez seja, hoje, o animal que represente com mais propriedade a força do homem sertanejo. No passado, já foi o jumento, animal sagrado, quase em extinção.

Que os ventos da modernidade deram um ar diferente ao Sertão da centenária Afogados da Ingazeira, não há a menor dúvida. Mas, para mim, estar no Sertão, é dormir em rede ao ar livre e acordar com a passarada. É tomar leite de vaca fresquinho no curral de gado vendo o sol raiar. É colocar a cadeira na calçada e fuxicar, até o vizinho sentir que a orelha está ardendo. É ficar olhando o tempo passar bem devagarzinho, bem preguiçoso.

Escrito por Magno Martins,1º de julho de 2009

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 1-Julho-2009 / 15:16:14
PARABENS A AFOGADOS DA INGAZEIRA PELOS 100 ANOS DE EMANCIPAÇÃO, SENDO HOJE UM DIA DE MUITA GLORIA PARA O MUNICIPIO, CUJA POPULAÇÃO (E OS FILHOS DESTA TERRA, COMO EU) ESTÃO ORGULHOSOS E CONFIANTES QUE SEJAMOS NOS PROXIMOS 10 ANOS A MAIOR CIDADE DO SERTAO DO PAJEÚ, PELA SUA GEOGRAFIA QUE A CONGREGA COMO UMA CIDADE POLO, ONDE HA GRANDE PERSPECTIVAS PARA OBTER TAL FEITO, NAO OBSTANTE OS RESPEITO QUE TEMOS POR SALGUEIRO E SERRA TALHADA.

ENTÃO, HOJE É DIA DE MUITA FESTA, MUITA COMEMORAÇÃO E DESDE JÁ, MESMO DISTANTE DAI 390 KM, POIS ESTOU AQUI NA CAPITAL, QUERO ME FAZER PRESENTE EM PENSAMENTO NA HOMENAGEM QUE A NOSSA AFOGADOS RECEBE NESTE DIA.

UM ABRAÇO A TODO AFOGAGENSE E AQUELES QUE AMAM ESSA CIDADE, DESDE OS SEUS FILHOS MAIS ILUSTRES, ATÉ O MAIS MODESTO EMPREGADO DA PREFEITURA, QUE DAO SUOR TODOS OS DIAS PARA QUE A CIDADE ESTEJA LIMPA E ESPERANDO SEUS CONVIDADOS. HOJE PODEMOS DIZER QUE A SEDE DO GOVERNO É EM AFOGADOS DA INGAZEIRA PELA ALTA CUPULA POLITICA QUE ESTÁ INSTALADA NA CIDADE DESDE O GOVERNADOR, ATÉ GRANDES POLITICOS DO ESTADO DE PERNAMBUCO.

FORTE ABRAÇO A TODOS!

AVANTE AFOGADOS DA INGAZEIRA

Manoel Antonio Martins de Moura - IP 189.70.254.138 <martinsmoura@hotmail.com>
Recife-PE, PE Brasil - 1-Julho-2009 / 14:40:26
É com tristeza e até indignação que registramos a impossibilidade acompanhar mais de perto as comemorações do centenário de Afogados da Ingazeira e particularmente o cinquentenário da Rádio Pajéu, pois, exatamente neste dia, a emissora, até o presente momento, está fora do ar.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.70.190.157 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 1-Julho-2009 / 7:09:12
A CIDADE É MUITO BONITA,GOSTARIA DE VER FOTOS DE PESSOAS FAMOSAS DA CIDADE,DO MERCADO MUNICIPAL,DA MANOEL BORBA EMFIM CARTAO POSTAL DOS MAIS BONITOS LOCAIS DA CIDADE.

Mirian - IP 201.59.24.206 <WWW.MIRIAN-193@HOTMAIL.COM>
São Paulo, SP Brasil - 30-Junho-2009 / 22:03:27
SOU NATURAL DE CARNAIBA PE MAS ME CRIEI EM AFOGADOS. FIQUEI AINDA MAIS ORGULHOSO DE REVER IMAGENS E NOVIDADES DA MINHA AFOGADOS,ONDE ESPERO REVER O MAIS BREVE POSSIVEL. BEIJOS A TODOS DA FAMILIA 'AMADOR' E AMIGOS.

JOSE AMADOR JUNIOR - IP 201.59.24.206 <WWW.MIRIAN-193@HOTMAIL.COM>
São Paulo, SP Brasil - 30-Junho-2009 / 21:50:30

Fabiana dos Santos Correia - IP 201.9.99.112 <fabpe2009@hotmail.com>
Juazeiro do Norte, CE Brasil - 30-Junho-2009 / 18:31:20
Meu Caro Ademar, o poeta de sua estirpe sabe pintar, com palavras, o quadro que desejar, aplicando toda a fidelidade no tom das tintas. E dos amigos citados, realmente, vários estão no "andar de cima".

Nessa oportunidade contemplemos a luminosidade ofuscante, para os néscios, do Astro Sagrado da constelação – Rogaciano Leite -, com essa preciosidade:

Ilusão de Suicídio

Desta janela de meu quarto triste,
Arrebatado de pavor e pena
Eu assisto à tristeza de uma cena
Que pouca gente, noutro quarto, assiste.

Nesse cassino que defronte existe,
(Onde a flor da virtude se envenena)
Uma pobre e cansada Madalena
Bebe nitrato – e de viver desiste.
Vejo-lhe as mãos a comprimir-lhe os seios
E ouço os gemidos lancinantes, feios
Que a dor arranca de seu peito fundo...


Maldizendo o destino e a pouca sorte,
Põe termo à vida – pra ver se a morte
É menos triste do que foi seu mundo!

Santos, 22 de agosto de 1950.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.96.165 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 29-Junho-2009 / 20:02:58
Caro Dr Luciano, não apenas me confundiu, foi além, deu um verdadeiro nó no meu juizo, que como confessei, não tem habilidades com abstrações filosóficas. Até agora estou feito cachorro que caiu do caminhão da mudança e não sabe do novo endereço do dono. Por mais que me esforce, não consigo assimilar como razoável suas considerações a respeito do falecido artista colocando-o na tábula rasa das nulidades absolutas. Estou embasbacado!

Gilberto Carvalho Moura <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 29-Junho-2009 / 9:36:42
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