AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Elison Tavares Campos. Sou neto do prof. José da Vera Cruz Campos e de Joaquina de Siqueira Campos e filho de Júlio da Vera Cruz Campos e Palmeirinda Tavares Campos.

Elison Tavares Campos - IP 189.70.48.237 <elinho78@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 17:45:04
AMOR À PRINCESA DO VALE

O Centenário de Afogados da Ingazeira provocou uma explosão de emoções antes nunca vista. As declarações de amor à Princesa do Vale se entrelaçavam diariamente neste espaço especial, cedido por nosso amigo Fernando Pires. De todas essas declarações, destaco uma que muito me emocionou: a do Senhor Hélio Noronha. Essa foi arrancada do âmago, traduz um amor entranhado, isento de máculas ou sequelas. Confissões como essa, desprovida de qualquer artifício, nos levam a perguntar: Que mistérios escondes, Afogados? Qual é a tua pedagogia para cativar tanta gente? Será o teu calor que, até hoje, não se sabe o gosto que tem? Será a tua suave brisa a beijar calidamente a face de quem de ti se aproxima? Ou tua doce água que nunca sacia a sede de quem dela experimenta? Quais são os teus segredos?

Indiscutivelmente, cada rua guarda consigo uma história; cada esquina relembra um fato; cada ponto de encontro edifica uma saudade. Teus mistérios e teus segredos são insondáveis. Talvez seja isto que te faz tão sedutora. Seguindo a filosofia de Saint-Exupéry, podemos afirmar que tu te tornaste responsável por muita gente.

Há 50 anos, já exibias o teu charme e atraias a atenção de todos; mas, parece que ainda faltava alguma coisa... e, eis que, de repente, recebes um presente especial: o teu primeiro Bispo - o nosso querido Dom Mota. Foi mais um que fisgaste sorrateiramente e ele, querendo retribuir-te com o mesmo carinho com que o acolheste, trouxe para o teu florido jardim a mais bela Rosa que podia oferecer - a tão querida Rádio Pajeú.
A partir daquele 04 de outubro de 1959, os horizontes foram-se abrindo, lentamente, como as cortinas de um teatro que se afastam, de mansinho, mostrando pouco a pouco o cenário do palco. As trevas deram lugar à claridade. O silêncio cedeu a vez aos microfones da Rádio Pajeú. Desde então Afogados da Ingazeira saiu do anonimato, tornou-se mais atraente, e o seu jeito peculiar de conquistar corações foi aperfeiçoado.

Na bela voz do saudoso Waldecy Menezes, a cidade proclamava aos quatro ventos a sua identidade. Já não era mais aquela cidadezinha embrenhada nas longínquas plagas do sertão nordestino; ela agora tinha voz e vez. Podia se impor e caminhar a passos largos; ou melhor, podia voar apoiada nas ondas sonoras da sua aliada e, numa cumplicidade amorosa, ambas se comprometiam com o progresso da região.

A menina-moça diariamente nos despertava e nos fazia adormecer com a voz inconfundível do Rei do Baião: "Já faz um ano e tanto/Que deixei meu Pajeú/Com tanta felicidade/Vim penar aqui no sul/Ai meu Deus/O que é que eu vou fazer/Longe do me Pajeú/Não poderei viver."...Salvo engano, essa era a característica que anunciava o início e o fim da programação diária. Aliás, deveria continuar até hoje, preconizando orgulhosamente para o mundo inteiro o lindo nome do Pajeú, na voz do nosso rei.

Falar da menina-moça que cresceu e que, cada vez, tem mais encantos, não acrescenta mais nada além do que já foi dito por tanta gente. Penso que nem o próprio Dom Mota imaginava a magnitude do legado que iria deixar, não só para a cidade mas, para todo o nosso sertão.
Quanta alegria ela continua a nos proporcionar! Quanta gente se revelou por meio dela!... Eu tive o privilégio, como professora, de conduzir um programa - Aquarela Estudantil - com os alunos do curso ginasial. Quantas meninas e meninos freneticamente ocupavam aqueles microfones com os olhos cintilando de alegria. Como foi importante para eles... Testemunhei o crescimento da turma na produção de textos, na maneira de se expressar, na pronúncia correta das palavras, na espontaneidade para falar em público. Enfim foi uma experiência por demais positiva na vida daquela gente. Ao relembrar, sinto saudade e, por que não dizer, uma pontinha de orgulho, por ter contribuído para o crescimento intelectual daquela garotada que tanto me cativou.

Acho até que, para fazer jus ao título de "Rádio de Educação Popular", a emissora poderia disponibilizar um espaço para alunos que, orientados por professores, apresentassem um programa educativo. Quem sabe se isto não ajudaria a alguém na descoberta da profissão? A volta de um programa de auditório, sem dúvida alguma, seria também uma grande chance para a descoberta de talentos. O quadro de profissionais da Emissora tem competência para realizar um programa desse porte. Nem precisa citar nomes, eles sabem que são capazes e têm o trunfo nas mãos.

Que bom que tu existes, querida Rádio Pajeú! Sem ti talvez ainda estivéssemos engatinhando. À medida que o tempo passa, tu te tornas mais experiente, mais querida e mais indispensável ao nosso meio. Parabéns pelo teu cinquentenário! Tu és uma fonte de riqueza, és um tesouro que deve ser zelado com muito carinho.

Aqui fica o nosso estímulo a todos que fazem parte do teu dia a dia. Eles também estão de parabéns e merecem o nosso louvor. A festa é tua, a festa é deles, a festa é nossa. Alegremo-nos, portanto.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 15:38:32
CULTURA E COISA E TAL...

Alexandre Morais informa que o seu blog de cultura já está no ar! [www.culturaecoisaetal.blogspot.com]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 11:23:31
AFOGADOS DA INGAZEIRA CEM ANOS - A ALVORADA DE UM NOVO SÉCULO - Durante as festividades do Centenário de Afogados da Ingazeira fizemos algumas imagens da cidade e do nosso povo.

Na Alvorada do Novo Século - 1º de julho de 2009, às 5h da manhã -, algumas dezenas de afogadenses (os residentes e outros que moram em diversas localidades do Brasil - os ausentes), nos reunimos defronte à Igreja Presbiteriana, imediações de onde existia o ACAI e, acompanhados pela Banda Musical Bernardo Delvanir Ferreira, cantamos o tradicional Parabéns Pra Você.
Ao som de “dobrados” descemos juntos pela Avenida Rio Branco, passamos pela Praça Pe. Carlos Cottart, e arrodeando o novo Cartão Postal de nossa querida Afogados - a Praça Mons. Alfredo de Arruda Câmara -, paramos defronte à Magnífica Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios onde foram executadas outras músicas, inclusive o Hino de Afogados da Ingazeira (de autoria de Waldecy Menezes e música do Mestre Dino).

Não foram esquecidos os músicos Guaxinim, mestre Dino e Bernardo (que já se encontram em outra dimensão) e mestre Biu que, se possível, estaria acompanhando essa comemoração. A partir daí retornamos ao ponto de partida onde a banda executou, também, muito frevo.

Nos dias seguintes captamos imagens na Praça e na Feira para registrar os momentos iniciais do Novo Século afogadense.

Editamos esse material e montamos um DVD (43 minutos), onde, durante o percurso dos participantes, foram incluídas imagens dos anos 10, 30, 40, 50... e, ao final, fotografias atuais da cidade, para a visualização do Afogados de Ontem & Hoje.

Caso você tenha interesse em adquiri-lo, estarei disponibilizando a remessa pelos CORREIOS.
Efetue depósito de R$ 12,00 no Banco do Brasil na conta 5.472.595-X, Ag. 4890-9, em meu nome. Após essa providência, é imprescindível que você passe email para - fernandopires1@hotmail.com - informando data do depósito, número da agência e endereço COMPLETO que o enviarei com a brevidade possível para qualquer parte do país

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 31-Julho-2009 / 11:10:04
OS JOGOS ESCOLARES MERECEM CARTÃO VERMELHO

Inicio este comentário lamentando profundamente ter que registrar uma série interminável de desacertos que estão ocorrendo nesta edição dos Jogos Escolares, ora vivenciados por educandários de Afogados da Ingazeira e região.

Não se deve perder de vista que os ditos Jogos Escolares têm sua origem na idéia do Barão de Coubertin, criador dos Jogos Olímpicos - da era moderna. O barão, que era pedagogo, idealizou os jogos olímpicos como forma de dinamizar a educação através da prática dos desportos e, com isso, promover o desenvolvimento pessoal dos jovens. Nesse pensamento central, inclui-se o - desenvolvimento integral - não apenas físico, mas, e... acima de tudo, a formação da personalidade da juventude. Por consequência, aplica-se a máxima latina: Mens sana in corpore sano - "uma mente sã num corpo são". Até aí tudo bem.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.89.186 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 30-Julho-2009 / 20:51:12
Amigo Hélio Noronha, foi com muita alegria que acabei de ver o seu texto em homenagem à nossa querida cidade. estive comentando c/ minha filha sobre esse grande conteúdo. Na verdade tive que segurar a emoção diante do computador. Enquanto lia, me achei novamente navegando entre as recordações do que vivi naquela doce terra. Você além de tudo, parece ser cronista, e com excelente poder de observação -Qualidade atribuída apenas às melhores cabeças. Eu sou da família andré de souza, em afogados. Companheiro, deixo o meu abraço pra você e os parabéns pro centenário afogadense.
SP,30/jul/2009

HAROLDO C. SOUZA JR. - IP 189.46.224.26
Sao Paulo, SP Brasil - 30-Julho-2009 / 15:45:23
A cantora pernambucana Maria Dapaz, que faz temporada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio.

[Nota de João Alberto - Viver - Diário de Pernambuco]
Foto: Sérgio Massa/Divulgação

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 30-Julho-2009 / 7:27:14
NEM TUDO ESTÁ PERDIDO

Hoje à tarde vivenciei um momento de profundo significado e da mais alta importância. Estava, como de costume, dando minhas voltas de fim de tarde na Praça de Alimentação, aliás, seu nome oficial é Praça Prefeito Miguel de Campos Góes, (Miguelito), outro vulto de nossa história que muito contribuiu para a Afogados que temos hoje. Mas ia dizendo que, de repente, percebi um aglomerado de crianças em frente à Catedral. Aproximei-me e fiquei a observá-las perfiladas, recendo instruções dos Soldados que comandavam aquele pelotão de - Patrulheiros Mirins. Um amigo passou e perguntou-me: “Está recordando o passado?” Isso mesmo, acertou em cheio! Eu estava me vendo, nos dias que antecediam o 7 de setembro, quando todo o Grupo Escolar Padre Carlos Cottart ensaiava para o desfile do Grande Dia.
No nosso mundo de criança, estávamos comemorando o Dia da Independência da Pátria, mas isso é outra história. Aquelas crianças, ali sob o comando dos Soldados deram-me a esperança de que nem tudo está perdido. Esse trabalho vem sendo desenvolvido, sistematicamente, pelo 24.º Batalhão, com crianças da faixa etária dos 9 aos 12 anos. E o grupo é misto. Pelos menos para essas crianças temos a certeza de que há um trabalho de formação de suas personalidades, evitando um - desvio de conduta.
E aqui temos mais uma vertente em nossa reflexão: o problema de diminuir ou baixar a responsabilidade penal, para os 16 anos. Não vejo isso como solução. Não considero a punição do menor infrator como meio eficaz para diminuir a violência e a criminalidade. O jovem menor infrator é o efeito de muitas causas e não será transformando-o em adulto, por uma ficção jurídica, o que implicará penas mais graves para os erros cometidos, que se resolverá o problema. Não precisa ir longe, para vermos menores de rua, dormindo ao relento, não por falta de casa, mas por falta de lar. A casa para morar, eles têm. Não têm um Lar. Têm pai e mãe e têm irmãos, mas não têm Família. Esta se esfacelou, ruiu pela força do álcool ingerido pela mãe e pelo pai, irresponsáveis. O homem que tem seu caráter degradado pelo vício, não encontra mais nenhum referencial de valor e, consequentemente, não pode transmitir aos filhos o sentimento de amor à família. Daí para a falência da sociedade é um passo e muito curto.

Esse fenômeno social degradante se verifica em cidades de pequeno e médio porte, do mesmo modo que ocorre nas metrópoles inchadas com seus cinturões de miséria. A falta de políticas sociais voltadas para o aperfeiçoamento da integridade moral de nossos jovens é o vetor principal disseminador dos menores infratores que infestam nossas praças e ruas. Discursos e projetos teóricos existem muitos, porém a prática nos mostra que a realidade é bem diferente.

É por esta e outras razões que nos enchemos de esperanças quando vemos um trabalho sério como o que está sendo realizado pela Polícia Militar com estas crianças que recebem formação integral que engloba exercícios físicos e aulas teóricas de princípios de cidadania. É a Turma do Patrulheiro Mirim, uma semente plantada com dedicação e amor que, sem dúvida, trará frutos positivos num futuro não muito distante.

Aos policiais do 24º Batalhão, Comandantes e comandados, o nosso respeito e gratidão pelo que fazem hoje por essas crianças.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.108.192 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 23:59:12
Memórias de Fátima Pereira:

"Vivi a minha adolescência durante os famosos “anos de chumbo", porém meu pai - o Capitão Wenceslau Alves da Silva - assinante da Biblioteca do Exército, sempre tinha vários livros, jornais e revistas em casa, o que permitia livre acesso a vastos matérias de leitura.
O que meu pai não queria que eu lesse, ele não deixava à vista, porém era o primeiro a estimular boas conversas sobre o que estávamos aprendendo na Escola e fora dela. Dessa época, também agradeço muito os livros emprestados por Dona Aurora, uma Professora aposentada que morava perto da minha casa, pelo meu Professor Padre Assis Rocha (Língua Portuguesa) e meu saudoso Professor Geraldo Cipriano (Filosofia e Sociologia). Essas leituras me ensinaram a pensar. Portanto, para mim foi muito importante ter a mente aberta ao acesso, não excluir livro pelo título nem escolher leitura pelo volume de páginas.
Considero um grande privilégio ter recebido essas demonstrações de grande gentileza e atenção. Se não fosse isso, sozinha, eu não teria condições de acesso, não receberia esse tempo para absorver essas informações,aprender a pensar, fazer perguntas, tentar entender aqueles tempos e esse caldeirão de influências."(...) [Leia mais]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 20:04:24
Caro amigo Hélio,

Eu sou testemunha de declarações suas ratificando o teor de sua bela crônica. Seu encanto por Afogados deixa-nos felizes. Pena que esta paixão tenha que ser dividida com muitos outros, você não é único neste nobre sentimento. Obrigado.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 29-Julho-2009 / 13:05:33
Caro Hélio, não fossem as tuas viagens à terrinha para visitar os amigos contemporâneos e rever a cidade que te acolheu de braços abertos, teria dúvida quanto às palavras proferidas na crônica de amor a Afogados da Ingazeira. Conheço-te há mais de 30 anos e sei da tua integridade e firmeza de caráter.

A Centenária cidade, nossa menina, como dizes, estará sempre de braços abertos para ti, aguardando a próxima visita.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 29-Julho-2009 / 6:26:38
Minha Menina.

Foi amor à primeira vista.

Cheguei suarento, cheio de poeira e com o corpo cansado, ao final de tarde daquele 31 de março de 1978 para assumir função no Banco do Brasil. O último trecho da viagem de quase três mil quilômetros foi o caminho de terra e cascalho que existia entre Serra Talhada e meu destino, hoje asfaltado. Recebeu-me uma paisagem diferente daquela à qual meus olhos estavam acostumados e senti no corpo o calor da Caatinga, percebi o reflexo do sol nos paredões de pedra das serras, entendi o significado de lonjura...

Saído do sertão mineiro, das planuras do Cerrado na entrada do Planalto Central, pertinho de Goiás, onde piam as Seriemas, espreitam os Lobos Guarás e os Tamanduás Bandeira caminham surdamente, onde vicejam os Pequizeiros e as Sucupiras por léguas e léguas, distâncias apenas quebradas de quando em vez pela exuberância das Veredas e a imponência dos Buritis em que Tuviras e Araras fazem seus ninhos e agridem o silêncio dos Gerais com seus gritos e fuzarca a cada entardecer, meu coração apequenou-se de saudade.

Mas foi um momento apenas. Um tique só que passou quando adentrei nos limites pertencentes à Menina e percorri vagarosamente e curioso, toda a extensão da Manoel Borba, a primeira rua percorrida.

Era-me tudo novo e diferente: o lugar, o clima, as casas, a gente...

No primeiro contato humano, já me deparei com diferenças no palavreado, anunciando a dificuldade enorme que teria para “traduzir” o linguajar nos dias que se descortinariam.

Mas eu era jovem e persistente.

De todas as dificuldades da vida, uma das maiorais e que mais pejo causa ao ser humano novato e inexperiente, é o aproximar-se de gente estranha e lançar assunto, entabular conversa nova, amealhar causos e resultar em prosa que decifre o donde, o para quê e o por quê dos verbos da vida, fazendo a justificação da estadia e o providenciamento da semeadura de uma possível convivência.

Foi isso o que eu tentei fazer no entardecer daquele 31 de março de 1978, no bar chamado Gruta da Praça. Foi o que fizemos nós, Ivanildo, Ademar, Fernando Pires, Zé Carlos “Bode”, Frazão, “Ferrugem”, eu e os demais que ali estivemos presentes, onde o violão de Fernando Lagartixa, algumas porções de tira-gosto e um tanto certo de álcool tiveram um papel fundamental de quebrar o gelo e abrir as comportas do possível e do inimaginável...

Ali mesmo, naquele primeiro contato, comecei a decifrar a língua e a alma dessa gente, iniciando-me no vício bom da dependência pelo sentimento de estar e “ser” Nordestino do Pajeú. Ali mesmo começou a minha relação de amor e pertença com a Menina por quem me apaixonei.

Com essa Princesa querida convivi presencialmente por algum tempo, amparado que fui pela amizade de grandes e inesquecíveis Pajeuzeiros, muitos dos quais já conversam em outras dimensões, embora sua lembrança e presença em alma sejam uma constante e um refrigério para quem os conheceu e desfrutou. Desnecessário citar nomes. Quem me conhece sabe de quem falo.

O importante é render aqui, a homenagem à minha doce Menina, minha Princesa, pela qual me apaixonei um dia e o amor grudou como marca de ferro em brasa, para nunca mais se apagar.

Por algumas vezes as agruras da vida nos separou fisicamente e passei muito tempo sem revê-la. Mas, volta e meia estou aí, cheirando de novo esses ares, sentindo de novo na pele o sol da manhã e a conhecida brisa do entardecer, sem falar no brilho das noites de lua cheia.

Minha doce Menina sabe de meu amor por ela e nem carece mais ninguém saber. Sou-lhe grato pelo abraço receptivo que recebi quando cheguei pela primeira vez e pela alegria que me transmite à alma a cada vez que volto para revisitá-la.

A distância afastou-me fisicamente de minha Princesa, mas tenho acompanhado constantemente a sua vida, o seu dia-a-dia, seu crescimento. Não sou egoísta: gostaria de dividir com todos a possibilidade de ser amado por ela e que todos a amassem como eu a amo, com o mesmo carinho e respeito, entregando-lhe – principalmente aqueles que com ela convivem fisicamente - o esforço possível para mantê-la íntegra, a cada dia melhor e mais saudável, a cada dia mais amorosa e receptiva, a cada dia mais humana e solidária.

Ela tem um futuro enorme pela frente, embora esteja comemorando seu primeiro centenário. Para mim é a minha eterna Menina, eterna namorada, minha Princesa do Pajeú. Eu te amo Afogados da Ingazeira!

Hélio Noronha - Julho de 2009

Hélio Noronha <noronha313@yahoo.com.br>
Brasília, DF Brasil - 29-Julho-2009 / 6:04:28
Projeto alavanca pentatlo moderno em Pernambuco

Esqueça a ideia de projeto social, ela não se enquadra ao Avança Pentatlo. Soaria até hipócrita. Cuidar da saúde de alguns jovens, mantê-los afastados das drogas e submetê-los a acompanhamento psicológico são apenas consequências naturais do objetivo principal: formar atletas de alto nível. Novos campeões, novas Yanes Marques – medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. A Ideia está enrustida no próprio nome do projeto: avançar significa desenvolver a modalidade em Pernambuco. Como esclarece a coordenadora técnica, Rafaela Waked.

“O foco aqui é fabricar novos campeões. Novas Yanes. Sentimos a necessidade de criar essa porta de acesso para não deixar o Pentatlo morrer em Pernambuco. Afinal, se não houver renovação, o que será da modalidade depois de Yane Marques e Larissa Lelys?”, indaga a treinadora, fazendo referência às suas pupilas mais famosas. (...)[Leia mais]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 28-Julho-2009 / 18:15:41
VIDA DE VAQUEIRO

Documentário do diretor e cineasta ARY VASCONCELOS (Vadinho).
O documentário (18 minutos) mostra um pouco da vida do vaqueiro no sertão Pernambucano, com Força, Garra e Coragem estes bravos guerreiros da caatinga nunca esquecem seus costumes e sua tradição.

Produção DIGITAL VIDEO FILMES
Contatos: (87) 8821-5360 / 8833-4823 / 8818-0962

Palavras do Sertão
Salgueiro, PE Brasil - 28-Julho-2009 / 9:18:06
Involução em Jabitacá

Ademar foi droga lícita
Provocou menos vergonha
Do que esta droga ilítica
A danada da maconha.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Mararbá, PA Brasil - 28-Julho-2009 / 8:13:27
Polícia apreende meia tonelada de maconha em Iguaracy

Cerca de 10 mil pés de maconha foram erradicados na manhã desta segunda-feira (27), no Sítio Malhada do Riacho, Distrito de Jabitacá, zona rural do município de Iguaracy. A ação foi realizada pelo Serviço Reservado do 23º BPM, em conjunto com o GATI, Policiamento Ordinário e Alunos do Curso de Formação de Soldados - 2009.

No local foi apreendido também 500Kg (meia tonelada) da planta já pronta para o consumo, uma prensa, uma balança de precisão, uma motobomba e sementes. O agricultor Etelvino Alves de Souza, de 67 anos, proprietário do terreno foi conduzido a DP local para prestar esclarecimentos. José Everaldo Alves, de 22 anos, acusado de ser o responsável pelo plantio e dono da maconha, conseguiu fugir.
A polícia está em incursões no intuito de capturá-lo.
[Do blogdoItamar]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 27-Julho-2009 / 19:40:02
Virgínia Marinho, afogadense que reside em Santa Catarina, também participa da consulta sobre a Pioneira do Sertão Pernambucano, nas comemoração do seu JUBILEU DE OURO (aniversário de 50 anos)

1 – Quando você começou a escutar a Rádio Pajeú
Acredito que desde sempre. O rádio era ligado desde a primeira hora do dia.

2 – Como era a programação da Rádio Pajeú?
Gostava muito, era uma programação bem eclética, adorava o programa do Waldecy A Hora da Saudade.

3 – Quais os seus programas favoritos?
A hora da Saudade. Aos domingos o Tio Roberto (sr. Ulisses Lima), Os de Wanderlei Galdino e Luciete Martins.

4 – Como era a cidade e quais as diversões proporcionadas pela Rádio Pajeú?
A cidade era atual... dentro dos seus limites, A falta de tecnologia acredito ter sido mais no que se referia a vídeo, mas, a atualização sonora, era boa.O aniversário da Rádio Pajeú me causava uma frustração muito grande, até completar a maioridade para entrar no baile do Aero Clube de Afogados da Ingazeira (ACAI). Quanto não chorei por não ter idade e ser barrada na entrada do Clube Social... Depois aproveitei todas as comemorações enquanto estive por aí. Naquele tempo as comemorações eram realizadas na rua do Rio, perto da Toca da Codorna.

5 – As informações transmitidas pela Rádio Pajeú influenciaram/ influencia a sua vida?
Ao sair de Afogados, não estava alienada do mundo. Como escrevi anteriormente, dentro dos seus limites a Emissora acrescentou muito aos ouvintes ligados à sua programação.

Virgínia Marinho dos Santos
Florianópolis, SC Brasil - 27-Julho-2009 / 10:11:58
"EU NO PAJEÚ

Cheguei hoje do Pajeú. Passei cinco dias pela região divulgando meu novo CD, O RETIRANTE. Gostaria de fazer algumas considerações acerca do que vi e senti nas terras por onde passei:

- Tá fazendo frio à noite. Eu mesmo consegui dormir sem ar-condicionado e sem ventilador. Numa boa. Já pensou?

- Ontem, segunda-feira, 20 de julho, caiu uma bela chuva em toda a região. Os açudes e barreiros estão cheios.

- O pessoal ainda repercute a festa do centenário de Afogados da Ingazeira. Gostaria muito do show e da simplicadade do cantor goiano Leonardo, que deu autógrafos pra todo o mundo. E fizeram críticas a outros artistas que lá estiveram.

- A expectativa agora é para a festa de 50 anos da Rádio Pajeú, em outubro.

- Fui entrevistado por Nill Júnior na Rádio Pajeú, no seu programa da manhã, que tem grande audiência na região.

- Fui a Carnaíba e falei com o prefeito Anchieta Patriota. Ele me convidou para cantar na Exposição de Caprinos e Ovinos, que ocorrerá no dia 26 de setembro na cidade. Show confirmado, claro.

- Carnaíba tá um brinco de bonita. Pequenininha, mas muito jeitosa.

- A mulher de Anchieta, Cecília, vem fazendo um trabalho brilhante à frente da Secretaria Regional de Educação. A escola de Carnaíba, por exemplo, serve de modelo para todo o Estado. Isso quer dizer que, quando o gestor QUER, o resultado aparece.

- Fui ao Oitizeiro, a fazenda do meu avô, que foi do meu pai e agora é de dona Helena, minha mãe. Mayara, Daniela (filhas), Rayanne e Raíssa (sobrinhas) deram disparadas numa carroça levada por uma burra corredeira. Quando a burra cansou, não teve mais jeito. Parecia uma jumenta.

- Gosto de OUVIR o silêncio da caatinga. Aquilo me aquieta e me inspira. Lá vem música.

- Viajei por Solidão, Tabira, São José do Egito e Tuparetama, visitando as emissoras de rádio e divulgando meu novo disco.

- Em Tabira me deparei com meu amigo Dedé Monteiro, poeta de primeira. Talvez eu esteja lá, no dia 19 de setembro, para cantar na Missa do Poeta. Tomara.

- Em Tuparetama, encontrei-me com Copérnico, velho amigo que morou em Afogados da Ingazeira e me ajudou a trabalhar o disco nas duas rádios da cidade. Aliás, Tuparetama até que cresceu bastante e ficou uma cidade muito bonita, limpinha, arrumadinha. Gostei.

- O pessoal de Afogados da Ingazeira está animado com o Afogadense no Campeonato da Liga. Anchieta Patriota prometeu ressuscitar o futebol de Carnaíba, que já deu grandes craques nos anos 70.

- O amigo Lila Alves me acompanhou na divulgação do meu CD, O Retirante. Encerrei a maratona de entrevistas no programa DO GRAU, locutor que anima as tardes da Rádio Pajeú com muito forró e um chocalho do lado. Como nos velhos tempos de Waldecy Menezes.

- As cidades do interior estão cheias de moças bonitas. Na minha época contava-se nos dedos. E todas elas estão interligadas na modernidade da Internet. Talvez estejam mais por dentro das coisas do mundo do que as moças da capital, geralmente mais caseiras por conta da violência."[21.07.2009]

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Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 21:38:09
UM PASSEIO PELA CULTURA

O Mestre Ademar, por reincidência salutar, nos leva a um passeio pela cultura de nossa gente, trazendo pelos braços da musa os traços culturais e multicoloridos das manifestações mais belas que vicejam nesse Brasil de cores e mil encantos.

E o poeta começa dizendo que - “Pro teatro em Mossoró//Levo a dança da catira” - transportando-nos (com a magia que só a poesia tem), lá dos confins da África ou quem sabe da Espanha, berço originário da catira ou cateretê que veio se fixar nos sertões de Goiás, Minas e São Paulo - para as terras ensolaradas de Mossoró, com suas salinas que brilham intensamente sob o sol nos horizontes potiguares. 

Enlevado nesse passeio, convidei alguém que dedicou toda sua vida ao estudo da nossa cultura, legando-nos o Dicionário do Folclore brasileiro. Isso mesmo, convidei Câmara Cascudo para nos acompanhar nessa viagem que nos oferece o menino travesso de Jabitacá. E partimos nós, eu e o Professor Câmara Cascudo; e pelas asas da imaginação do Ademar, aportamos, ou melhor, sentamos à sombra de uma árvore, no “Toco do Gonçalo”, a nossa Tabira terra do Dedé Monteiro. Em companhia dos poetas da “Terra das Tradições”, convidados por Sebastião Dias, a alegria foi contagiante com o Velho Pinduca mostrando para o sertanejo como se dança o carimbó, essa manifestação de beleza ímpar, arraigada no povo paraense, deixada, como dávida, pelos índios tupinambás. Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.117.254 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 21:20:23
QUE GOSTOSO PREÁ DA ÍNDIA!

Minéu reinava em sua peixaria, na Manoel Borba, como verdadeiro rei momo: meio gordo, bonachão, alegre, de grande facilidade em se fazer amigo e, literalmente, em fazer amigos. Dentre esses, dr. Hermes, Badú, Ulisses Lima, Oscar, Jaime Travassos, e outros, e outros, e outros costumavam se reunir aos domingos na peixaria, que virava bar, para beber umas e umas e umas cervejinhas, geladas de doer nos dentes, e, sobretudo, saborear o gostoso tira-gosto (bota gosto) preparado por sua TIDA, “coisinha fofinha”, como ele a chamava quando chegava em casa meio triscado. Esse tira-gosto variava entre galinha caipira, perua, bode, fígado, sarapatel, e, até mesmo um “cevado tatu” que, às vezes, alguns caçadores levavam para vender ao Minéu e com o produto da venda fazer uma feirinha para os barrigudinhos. Esse tira-gosto geralmente era acompanhado por uma farinha mexida com o molho da carne e, essa sim, era tão gostosa que a turma lambia os dedos e os beiços. Leia mais

Célio Pereira da Silva
Olinda, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 10:40:09
Estado atrasou obra das federais

Duas das cinco escolas federais ficarão prontas em outubro. Estão localizadas em Ouricuri e Salgueiro, no Sertão. As outras três, em Caruaru e Garanhuns, no Agreste, e Afogados da Ingazeira, no Sertão, só devem ser concluídas em abril ou maio de 2010. As obras atrasaram porque houve demora na contrapartida do governo estadual. Concurso para professor e a seleção dos alunos, em Salgueiro e Ouricuri, serão realizados até dezembro, informa o reitor do Instituto Federal do Sertão Pernambucano, Rildo Diniz. “Em Ouricuri, ainda não construímos um dos prédios porque até agora a prefeitura não nos passou a escritura do terreno”, ressalta o responsável pela fiscalização das obras, Artidônio Araújo Filho. Em Salgueiro, a dificuldade é a rede elétrica, ainda não providenciada pelo Estado.

Nas duas escolas haverá cursos técnicos de agroindústria, agropecuária e edificações e o superior em tecnologia de alimentos. Salgueiro terá também técnico em informática e os superiores de saneamento ambiental e licenciatura em física, enquanto em Ouricuri serão tecnologia de materiais e licenciatura em química.

“Terminamos a parte da fundação dos prédios. Agora é que começamos a erguer os pilares e as colunas”, explica o assessor de articulação institucional do Instituto Federal de Pernambuco, Sérgio Guimarães, a respeito das escolas de Caruaru, Garanhuns e Afogados da Ingazeira.

O funcionamento das escolas teve que ser adiado para o segundo semestre de 2010 porque o governo estadual não cumpriu o cronograma de obras no prazo previsto inicialmente. Caruaru terá os cursos de edificações, segurança do trabalho e mecatrônica. Em Garanhuns, serão eletrotécnica e tecnologia da informação e em Afogados, eletroeletrônica, saneamento ambiental e agroindústria.

Jornal do Commercio - Cidades - Recife, PE - domingo, 26.07.2009

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 9:05:55
A quem comparecer à quadra durante os jogos escolares (em Afogados da Ingazeira), sugiro visitar a barraca do EJC. Lá tem lanches, refrigerantes, sopa e caldinhos..

Winícius Dias - IP 189.81.117.254 <winiciusdvg@gmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 26-Julho-2009 / 8:34:06
Meus amigos,

No roboque dos excelentes textos de Luciano (Sarney x Maranhão x India) vejam estas singelas estrofes que fiz sobre parte minúscula das nossas culturas:.

Pro teatro em Mossoró, / Levo a dança da catira
Para Praça de Tabira / Levo um show de carimbó
Chitãozinho e Xororó / Na festa de Parintins
Pra Palmas em Tocantins / Levo a dança do xaxado
E o Quinteto Violado / Pra Marília, Assis e Lins.

Levo a Festa do Divino / Pra feira em Caruaru
O frevo e o maracatu / Eu levo pra Ouro Fino.
Valdir Teles e Laurentino / Eu trago pra Castanhal
Levarei para Natal / O Gaúcho da Fronteira
E a moda pantaneira / Exporto para Sobral.

Levarei o Boi Bumbá / Pra Vitória da Conquista
Levo o nosso cordelista / Pra festa de Cuiabá.
Levo para Maringá / Xote, forró e baião
Vou levar o vanerão / Em junho pra Jequié
E a dança do Sairé / Levo pra Jaboatão

Caprichoso em Juazeiro, / Garantido em Petrolina
E o São João de Campina / Levo pro Rio de Janeiro
O nosso Dedé Monteiro / Fará show em Macapá
Vou fazer em Marabá / Uma grande cavalhada
E farei uma vaquejada / No centro de Corumbá

Um gande abraço,
Ademar

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.1 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 25-Julho-2009 / 21:42:01



Jacarés
A Compesa realiza vistoria na Barragem de Brotas, em Afogados da Ingazeira, Sertão, para combater ligações clandestinas. Com a iniciativa, pretende melhorar o abastecimento na região, recuperando 50% do volume de água. Em duas semanas, foram flagrados 300 “jacarés”.

Som alto
A poluição sonora não é um problema apenas das grandes cidades. Tuparetama, no Sertão, tenta controlar o excesso de volume nos alto-falantes dos carros e caminhonetes. Promotores firmaram acordo com restaurantes e bares para proibir essa prática na frente dos estabelecimentos.

Jornal do Commercio - CIDADES - Recife, 25.07.2009

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 25-Julho-2009 / 19:44:09
AO SARNEY: TODO O MÉRITO, COM LOUVOR...

A cada artigo que escrevo sobre o Sarney, as pessoas me gratificam com seus comentários de aprovação. O último benevolente foi o Vate - Ademar Rafael. Com a devida vênia de todos os frequentadores dessa Tribuna Democrática e suprapartidária, pretendo fazer Justiça ao Sarney e dizer que todos os méritos são seus. A minha participação (que não é meritória) é apenas no sentido de concretizar o que já está pronto e acabado no plano imaterial. Para usar o raciocínio daquele ministro lá do Supremo que nivelou jornalistas e cozinheiros no mesmo patamar, eu diria que nessa pizza de corrução (se preferir pode ser o arroz de cuxá), sou apenas o cozinheiro, os ingredientes são fornecidos pelo Sarney.

Na “panela da improbidade” eu ponho uma porção de atos secretos, uma pitada de tráfico de influência e acrescento o escândalo da Lunus (lembram da montanha de dinheiro que foi encontrada no Escritório da Lunus?); para dar consistência adicionamos alguns telefonemas sobre a nomeação do namorado da neta (...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.117.254 <lucianocamposbezerra@gmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 24-Julho-2009 / 20:14:57
Muito bom ver a Professora Tadéia. Às vezes fico lembrando como o ensino era bom naquela época. Não tínhamos internet, pen-drive, projetores, etc, mas tínhamos Professores que sempre fizeram a diferença.
Vou citar alguns, pedindo milhões de desculpas pelos que, com certeza irei esquecer, pelo decorrer do tempo. Tadéia, Adalgisa, Marinita, Cleone, Ione Góes, Ditinha, Rogério, Geraldo, Moaci, Adalva Siqueira (minha Madrinha querida),Alice (quantas saudades da tabuada), Dulce, Socorro Siqueira, Tóin Grilo e Dona Letícia.
Será que alguém já parou para pensar em quantos alunos passaram "pelas mãos" desses maravilhosos educadores? Quantos Advogados, Professores, Bombeiros, Policiais, Juízes, empresários, atletas, médicos, cientistas e outros profissionais de destaque no Brasil e no Mundo?
Muito obrigado MESTRES.

wellington moura e silva - IP 187.24.157.98 <mourabm@gmail.com>
Brasília, DF Brasil - 23-Julho-2009 / 22:40:08
Itamar França, em seu blog, aborda uma situação que vem se agravando nas cidades de todo o Brasil. Com os olhos em Afogados da Ingazeira, percebe-se o aumento do número de CATADORES DE LIXO em decorrência da falta de emprego ou mesmo subemprego para terem o mínimo necessário para a sua sobrevivência, e de seus familiares, sem a necessidade de enfrentar um trabalho tão degradante, e, pode-se dizer perigoso pela existência, também, de resíduos tóxicos.

Em decorrência da crise econômica que abala todo o mundo essa situação tem-se agravado. A pouca ou quase nenhuma escolaridade dessas pessoas que, por razões socioeconômicas não conseguiram se sentar num banco de escola em busca de um futuro promissor é, também outro motivo que os expõe a essa situação. O flagrante de pessoas vasculhando o lixo pela cidade em busca de materiais recicláveis é visível. Elas procuram alumínio, papelão, papel, vidros e garrafas plásticas para repassarem a empresas especializadas que os reprocessam.

Os catadores de lixo de Afogados da Ingazeira estão enfrentando, também, com a ação de vândalos. O produto é catado, mas eles têm que cuidar para que não sejam roubados durante à noite e, pasmem, em alguns casos o material é queimado, num ato de verdadeiro vandalismo e falta de humanidade. Eles são marginalizados!

“As doenças relacionadas ao lixo doméstico são: cisticercose, cólera, disenteria, febre tifoide, filariose, giardíase, leishmaniose, leptospirose, peste bubônica, salmonelose, toxoplasmose, tracoma, triquinose e mais outras.” (UFRRJ)

“Contaminação do Ar - A queima do lixo, que pode ser provocada ou natural (autocombustão ou reflexo dos raios solares num fundo de garrafa de vidro, por ex.), lança no ar dezenas de produtos tóxicos, que variam da fuligem (que afeta os pulmões) às cancerígenas dioxinas, resultantes da queima de plásticos.” (UFRRJ)

O lixo é o espelho fiel da sociedade que, quanto mais rica e consumista, sempre mais geradora. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composição pressupõe mudanças no comportamento social.

Leia mais sobre o assunto.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 23-Julho-2009 / 13:35:05
ÍNDIA: FICÇÃO OPULENTA / REALIDADE CRUEL

Uma considerável fatia da população brasileira vem se deleitando, diariamente, com mais uma novela da Globo, onde consciências e a boa-fé dos incautos são “manipuladas” ao bel-prazer da Autora do enredo e, de acordo com os índices de audiência. Caminho das Índias é mais um “faz-de-conta” que leva a (des)informação, criando no imaginário popular uma Índia irreal. Não se pode negar que para o escritor de novelas, folhetins etc, existe o que se convencionou chamar de “licença poética”, porém, o exagero, o inverossímil salta aos olhos. Há cenas que lembram, nitidamente, as alegorias da Marquês do Sapucaí ou o Festival de Parintins, com os bois: Garantido e Caprichoso. É uma Índia, momentânea e ficticiamente carnavalizada. 

O propósito da Globo de impressionar pela ostentação do fausto fica evidente pela exaustiva exposição da suntuosidade e imponente exuberância do Taj Mahal.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.113.125 <lucianocamposbezerra@gmail.com>
afogados da ingazeira, PE Brasil - 22-Julho-2009 / 23:02:42
AFOGADOS DA INGAZEIRA: 100 ANOS DE HISTÓRIA E CONQUISTAS

A centenária Afogados da Ingazeira, localizada no Alto Pajeú é o sertão que dá certo. A cidade prospera e desperta a atenção dos vários segmentos sociais, econômicos e políticos do estado de Pernambuco.

O município tem tradição e vocação para o desenvolvimento: é pólo da região.

Durante este ano de 2009, comemorativo do seu centenário é tempo de se rever o passado e de projetar o futuro. É preciso pensar grande sem a efemeridade das festas comemorativas.

O município tem a marca de governos municipais competentes que realizaram grandes obras em todas as áreas, gerando emprego e renda, elevando a qualidade de vida do seu povo e valorizando as tradições, a cultura, o esporte, a educação, a agropecuária e a saúde. Destaca-se no estado pela organização comunitária, associações rurais, urbanas e conselhos municipais que contribuíram de fato nas gestões positivas de prefeitos democráticos, através de orçamentos participativos e da força de trabalho da sua gente.

Da história destacamos obras propulsoras de desenvolvimento neste município:

*A bela Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, um dos nossos cartões postais, projetada e construída pelo Pe. Carlos Cottart.
*A estrada de ferro onde a estação ferroviária foi palco de grandes acontecimentos, sua rota pelo Sertão do Alto Pajeú deve-se a força e vontade política do Mons. Arruda Câmara.
*O Colégio Normal, à época, era um sonho dos afogadenses, realizado graças ao Mons. Arruda Câmara. O CNE impulsionou o setor educacional da região, pois oferecia ensino de qualidade através dos regimes de internato e externato a moças que vinham da Paraíba, da Bahia, de Alagoas. Recentemente foi comemorado o seu jubileu.(...) Leia mais

Luiza Tadéia de Morais Cordeiro Lacerda <tadeiacordeiro@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 22-Julho-2009 / 22:55:37
O MONÓLOGO DO SENHOR FEUDAL

É inevitável esse comentário, pelo menos de minha parte, ao assistir a cena melancólica protagonizada por José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, vulgo Zé Sarney, na sessão de “despedida” do Senado, anunciando aos seus pares as “merecidas férias” de todos eles. Pouca coisa ou quase nada restou de positivo desse período parlamentar. Incrédulo, vi e revi, para acreditar, estampada nos jornais, telejornais e blogs a foto de Lula num encontro amigável com Fernando Collor e Renan Calheiros.

Como incrédulo, assisti a luta incansável do Governo para conseguir a presidência da CPI que irá investigar os desmandos ocorridos na Petrobras. De logo, já se sabe que de seus cofres (Petrobras) foi destinada uma verba de mais de um milhão de reais para a Fundação José Sarney, que é gerida por seus filhos e sectários. Antes disso, a Justiça obrigou a dita Fundação devolver ao patrimônio do Estado do Maranhão, o Convento das Mercês, que havia sido incorporado, por “doação”, ao patrimônio da Fundação José Sarney.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 21-Julho-2009 / 5:17:51
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