AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Yane Marques se classifica para final do pentatlo moderno

Brasileira ficou em décimo lugar na esgrima, quinta na natação e no evento combinado (tiro e corrida) ficou com a vigésima colocação

LONDRES (Inglaterra) - A pernambucana Yane Marques se classificou para a final do Campeonato Mundial de Pentatlo Moderno, que será realizado no próximo domingo em Londres, na Inglaterra. Yane foi a décima colocada com 4.116 pontos. A vencedora do dia foi a alemã Lena Schoeneborn, que fez 4.340 pontos.

Para vencer, Yane ficou em décimo lugar na esgrima (15 vitórias e 14 derrotas), quinta na natação (com o tempo de 2m18s25 para os 200 metros) e no evento combinado (tiro e corrida) ficou com a vigésima colocação. A prova classificatória não conta com o hipismo.
Entre os homens, nenhum brasileiro conseguiu avançar às finais. Daniel Aguiar, Telmo Borge, Felipe Monroe e Maieron McDowell foram desclassificados antes da decisão.

Em setembro, Yane Marques irá disputar outra competição internacional, que será a prova final da Copa do Mundo. O evento ocorrerá entre os dias 11 e 13 no Rio de Janeiro, no Complexo Esportivo de Deodoro. 14 países já confirmaram a presença na final da Copa do Mundo, que contará com a campeã olímpica de 2008, Lena Schoeneborn, e a medalhista de prata, a inglesa Heather Fell. Entre os homens, destaque para o lituano Edvinas Krungolcas, prata em Pequim.

Gazeta Esportiva / Gazeta Press

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 14-Agosto-2009 / 19:54:23
Fernando Antonio Lucas de Lima (Fernandão, foto) -
Nasceu em 20.06.1954 / Faleceu em 31.10.2005, com 51 anos de idade

Muitos jovens de Afogados da Ingazeira não conhecem a importância de Fernandão para o desporto de Afogados, principalmente no tocante a arbitragem. Quando cheguei em Afogados, no início dos anos 70, ele trabalhava com o seu tio Andrelino Lucas na agência da Princesa do Agreste, onde hoje, salvo engano, funciona uma sorveteria.
Fomos colegas de classe do segundo ano até a formatura em contabilidade, no saudoso Colégio Industrial. Pela sua seriedade foi escolhido tesoureiro da turma, cujo presidente da comissão de formatura foi Nivaldo Gomes, o popular Furica. Com mão de ferro, ele cuidou do dinheiro, e durante a excursão para João Pessoa funcionava com o pai da turma; toda despesa passava pelo seu crivo. O certo é que sobrou dinheiro e fizemos uma festa em Campina Grande, onde fomos ciceroneados pelos atuais Desembargadores Alberto e Cláudio Nogueira.

Foi um lateral vigoroso que encerrou a carreira precocemente em virtude de uma contusão no joelho. Não largou o futebol; sempre que podia batia uma peladinha de salão. Por força do seu conhecimento foi convidado para treinar o Barcelona, fantástico time criado por Magno Martins. Não aceitou, e juntamente com Antônio Grilo, também convidado, indicou meu nome para o cargo. Na condição de juiz apitou jogos importantes em Afogados, inclusive foi o árbitro da estréia de Mimi no Guarani, tendo confidenciado no final do jogo: “Com a minha visão privilegiada, percebi que o espaço em que Mimi colocou a bola na cobrança da falta, apenas um craque descobre”.

Com a sua sobriedade ganhou a confiança de Aderval Viana e João Cordeiro, presidentes do Guarani de Afogados e do Nacional de Tabira, respectivamente. Legitimou-se, portanto, para apitar muitas vezes o maior clássico do interior de Pernambuco.
Em 1976, ao assumir a direção técnica do Ferroviário, convidou-me para treinar o Juvenil. Numa tarde daquele ano, enquanto trabalhávamos no campo do União, recebi a notícia que eu havia sido aprovado no concurso do Banco do Brasil. Fernandão foi um dos primeiros a prestar-me parabéns e desejar-me sorte.

Posteriormente nos encontramos no Banco do Brasil, eu como funcionário e ele como vigilante. Por mais amigos que éramos ele teimava em manter certa distância; era seu jeito. Foi, por diversas vezes conselheiro, quando eu me excedia nas “farras”.

O maior legado de Fernandão para os que o conheceram foi provar que não há dinheiro que compre a dignidade de um ser humano. Este valor ele imprimia em todos os seus atos dentro e fora das quatro linhas; nunca permitiu qualquer dúvida quanta a lisura das suas atitudes. Para ele a regra do jogo estava acima da fama um da importância do craque; expulsou quem julgou merecedor da penalidade.

Muito obrigado pelo exemplo de honra e moral que você nos deixou, caro amigo.

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.1 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 14-Agosto-2009 / 18:15:36
Quero parabenizar o amigo Fernando pelo excelente DVD que produziu sobre nosso centenário. Mesclando personalidades e lugares de ontem e hoje. É um presente para nós que não tivemos a oportunidade de conhecer essas pessoas nem apreciar a Afogados de ontem.
Que continues com essa busca incessante pela história da nossa querida Afogados.

Keyla Liberal Pereira - IP 187.28.34.156 <keylaliberal@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 14-Agosto-2009 / 16:21:33
Caro Fernando, aproveito a oportunidade para nesta data (14 de agosto), apresentar os meus parabéns ao amigo Raul Cajueiro, registrando que, no passado, em algumas oportunidades, também foi para mim um importante conselheiro. Julgo desnecessário fazer quaisquer alusões a essa figura tão conhecida, exatamente pela sua maneira conciliadora e pacífica de ouvir e acatar as mais diversas opiniões.
No entanto, devo registrar que o seu nome é sempre lembrado pelo Magistrado Feliciano Nilo, professor da Faculdade do Vale do Ipojuca, FAVIP, que, há várias décadas, o conheceu na Associação Caruaruense de Ensino Superior, quando da sua graduação em Direito, juntamente com o Dr. José Nogueira (in memoriam).

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 187.24.2.32 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 14-Agosto-2009 / 15:02:59
O MELHOR PRA NOSSA GENTE

Peço licença para participar, como diz o meu pai, Luciano Bezerra, dessa Tribuna Democrática. Sem a pretensão de escrever como ele, cuja arte infelizmente não herdei, e tampouco redigir como outros tantos que passam por esta página e a enchem com o melhor das mentes afogadenses, quero antes de tudo dar uma modesta contribuição. Desculpem-me, mas não me apresentei: sou Anderson Idianin Freire Bezerra, arcoverdense de nascimento, afogadense por convicção e, hoje, paraibano por opção ou, pelo menos, no momento por necessidade. Esta necessidade está no fato de eu ser estudante de Fisioterapia na capital paraibana, e nesse ponto, minha história combina com a de tantos outros jovens dessa cidade que deixam o berço natal e o conforto do lar em busca de uma formação. E é aqui que queria chegar.
Nossa cidade com ótima localização geográfica e com um potencial de desenvolvimento impressionante, não pode mais perder, mesmo que momentaneamente, seus filhos, que vão atrás de conquistar uma formação superior de alto nível, infelizmente, ainda não disponível em nossa Afogados. Não quero menosprezar a nossa Faculdade de Formação de Professores que há tantos anos tem lapidado personalidades para esta sublime profissão; apenas quero dizer que Afogados há tempos reclama por uma faculdade capaz de formar profissionais nas mais diversas áreas. E para isso, estrutura física a FAFOPAI já dispõe; precisamos aproveitar nossos talentos e formar enfermeiros, advogados, administradores de empresa, educadores físicos, fisioterapeutas etc. Isso não só enriqueceria nossa cidade com educação de qualidade, como atrairia e movimentaria financeiramente a mesma.
Cito como exemplo algumas cidades próximas que, nesta mesma linha de pensamento, têm investido em educação do mais alto gabarito e colhido os louros dessa idéia. A primeira fica no Estado de onde, neste momento envio esta mensagem: Patos, no sertão paraibano, vem alcançando status de cidade universitária, atraindo jovens promissores não só da Paraíba como também de Pernambuco, alguns deles daí de Afogados. A outra, um pouco mais próxima, além de faculdades particulares já possui uma extensão da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Ambas têm, em comum, experimentado um crescimento populacional e econômico surpreendente, posicionando-se dentro de seus Estados como cidades pólos de toda a região.
Apelo aos nossos dirigentes, na certeza de ser ouvido, graças a esse instrumento de comunicação tão bem planejado pelo Fernando Pires, para que somem esforços e concretizem esta idéia, para que assim possamos dar a Afogados da Ingazeira nada mais, nada menos do que aquilo que de fato ela merece: o melhor para a nossa gente.

Anderson I. Freire Bezerra - IP 189.81.68.79 <anderson_freire13@hotmail.com>
João Pessoa, PB Brasil - 13-Agosto-2009 / 21:41:23
Oi Fernando! Hoje me bateu uma vontade de te mandar uma poesia!... Pois é, amigo, aqui em Afogados da Ingazeira é assim: poeta a granel, pra todos os gostos, e quem não é de verdade, finge que é, e diz:

"SER POETA"

Ah, se eu não fosse poeta / Seria mais matemática
Usaria de uma tática / Que me deixasse completa
Feito um grande teorema / Mas de possível solução
Não ouviria meu coração / Esqueceria esse tema.
Esqueceria que o amor / Não é coisa pra quem pensa
Às vezes, nem compensa / E só nos faz sentir dor!
Se eu não fosse poeta, / A coisa que eu mais queria
A Deus, eu sempre rezaria, / Faz de mim, meu Deus, um poeta!
Um poeta bem diferente / Que tivesse livre poder
de amar, e também esquecer, / Assim... sem nada...de repente!...

Geneci Almeida (01.07.09)

Geneci Almeida - IP 187.28.34.93 <genecialmeida13@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 13-Agosto-2009 / 14:30:20
Caro Luciano,

Os versos de Dedé e Dió são tirados de uma mina que só existe no Pajeú. Não tive o prazer de tomar o café mencionado, sou do tempo do café de minha Tia Lourdes - mãe do famoso Batinha -, na Praça Gonçalo Gomes e que servia um doce de leite capaz de ser comparado com o doce de Benedito na Praça Mons. Arruda Câmara.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 13-Agosto-2009 / 11:32:11
O poeta – Ademar Rafael – sabe disso: entre os apologistas, é comum, antes de passar um verso de algum poeta, conta-se a estória para localizá-lo no tempo e no espaço, o que equivale dizer: quando foi concebido e onde. Pois aqui vão dois, sendo um do Dedé Monteiro e outro do Diomedes Mariano.

Aconteceu o seguinte: Toda vez que vou a Tabira, impreterivelmente, tenho que passar no Café do Vidal. Primeiro para dois dedos de prosa com o próprio Vidal, o que já é impagável; depois para saborear o café, que só tem similar, em Afogados, na Lanchonete do Tadeu, que também é de Tabira.

Certo dia, cheguei lá no café e estranhei o ambiente. Uma mocinha atendendo; pedi um café e fiquei “fazendo cera” à espera de Vidal. Esperei, esperei e... nada. No segundo cafezinho, perguntei à moça se o Vidal estava viajando. Ela, disse-me que ele havia arrendado o Café. Foi assim que entendi o motivo das mesas vazias, o ambiente apático. Paguei e saí cabisbaixo rumo a Afogados. Na estrada ocorreu-me o mote, que repassei para o Diomedes, logo que cheguei em Afogados e, depois, para o Dedé, por telefone. E os poetas disseram:

Dedé Monteiro (03.12.2008)

Que saudade daquele café novo / Que eu tomava bem cedo ou a tardinha
Com pastel, com sequilhos, com coxinha / Ou então com piadas, pão e ovo...
Nessas trocas, quem perde é sempre o povo / Que hoje toma café seja onde for,
Colocando defeito até na cor, / Já que todo café é desigual
O café lá da praça sem Vidal / Ficou frio, amargoso e sem sabor.

Do café mais gostoso de Tabira / Cuja fama na praça ainda impera
Eu nao sei a virtude de quem era, / Se do próprio Vidal ou de Lenira
Sei, porém, que um boato ainda gira / Entre aqueles que passam no setor
“Na chaleira do novo vendedor / Tá faltando o tempero original”
O café lá da praça sem Vidal / Ficou frio, amargoso e sem sabor.

O galego Vidal, por ser esperto / Quase todo cliente o respeitava
O café que o sacana preparava / Não saía jamais do ponto certo
Mas, sem ele, o lugar ficou deserto / Sem encanto, sem graça e sem valor
Tem de tudo, mas falta o “gozador” / Fofoqueiro daqueles sem rival...
O café lá da praça sem Vidal / Ficou frio, amargoso e sem sabor.


Sei que o novo gerente é bom rapaz / Que com ele o café ficou de pé
Mas não é tão somente de café / Que um café de prestígio se refaz
O sucesso precisa de “algo” mais / Prá deleite do bom consumidor
Uma língua com a força de um motor / Que até mesmo do Papa fale mal
Só assim o café lá de Vidal / Fica quente, gostoso e com sabor.

E o não menos genial Diomedes ( em 10.12.2008), disse assim:

O café de Vidal antigamente, / A diversas pessoas atraía,
Todo dia cedinho o povo ia / Assinar o primeiro expediente,
Mas agora está muito diferente / Na gerência do nosso sucessor,
Sem as manhas do dono anterior, / Que atendia de modo especial
O café lá da praça sem Vidal, / Ficou frio, amargo e sem sabor.

O café de Vidal era atração, / Que servia de ponto de encontro,
Mas agora é visível o desencontro. / Que as pessoas que iam já não vão,
Os cochichos na ponta do balcão, / Sobre voto, político ou eleitor,
Quem quiser discutir, seja o que for, / É preciso buscar outro local,
O café lá da praça sem Vidal, / Ficou frio, amargo e sem sabor.

É por isso que eu digo: Gabriel “que pensa” me desculpe, mas prefiro os “doidos” daqui, que são lúcidos, até demais...

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.68.79 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Agosto-2009 / 22:35:53
CARO FERNANDO, PARABÉNS PELO NOVO DVD (A Alvorada de um Novo Século, 42 min). BEM ELABORADO E MUITO RICO EM FOTOS E IMAGENS.

GRANDE ABRAÇO
MARCOS

MARCOS M P MARQUES - IP 189.81.55.106 <marcos@marcosmotos.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Agosto-2009 / 20:15:29
Oi Fernando! O site de Afogados da Ingazeira é um refúgio para todos nós, e principalmente para os Afogadenses que vivem por esse mundo afora. É um grande facilitador, proporcionando êxtase nessa filharada toda.
Um beijo no coração de todos!
Geneci Almeida.

Geneci Almeida - IP 187.28.34.93 <genecialmeida13@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Agosto-2009 / 7:34:28
Luciano Bezerra, que bela viagem você me propocionou com essas lembranças de um tempo que eu também conheci. Madrinha Dora, que pessoa inesquecivel! Lembrei de Magdala tocando acordeon; de Nelsinho, sempre lindo... e das rosas do jardim de madrinha Dora, tão perfumadas.
Tuas lembranças, que também são nossas, cabem num livro que, com certeza, todos quererão ler. Eu serei a primeira da fila. Obrigada por relatar nosso reencontro. Fiquei realmente feliz de poder abraçar você que é um dos meus grandes e sinceros amigos.

Fernando, esse site de Afogados é o meu portal, meu aconchego. Revejo amigos e mato a saudade que nunca deixei de sentir dessas ruas largas onde brinquei muito.
Parabéns! Um xêro grande aos dois.
Maria Dapaz (Paizinha)

Maria Dapaz - IP 189.0.97.132 <dapazcantora@hotmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 11-Agosto-2009 / 21:19:31
Cooper no Sistema Viário

Ta na internet pra todos verem que cooper é o nome que se dá à atividade física conhecida na Inglaterra e em Portugal como jogging, bastante difundida nos anos 70 e 80, defendida pelo médico americano Kenneth Cooper como importante para saúde. Esta prática consiste em trotar ou correr num ritmo pouco exagerado, cuja meta é a de aumentar a condição física com menos desgaste ao corpo do que a corrida.

Pratico caminhada, com certa assiduidade, no Sistema Viário de nossa Afogados da Ingazeira, onde centenas de jovens e adultos também se exercitam usando formas e métodos diferentes. Todavia, observamos que alguns atletas utilizam a pista, ao invés da calçada, para desenvolverem suas atividades.
Alertamos que os acidentes de trânsito acontecem, diariamente, exatamente pela ausência da prevenção. Estamos utilizando aquela artéria para mantermos o corpo em forma e a saúde em boas condições e não para enfrentar o perigo e arriscar nossas vidas andando ou correndo no espaço destinado aos automóveis.

Carlos Moura Gomes
Afogados da Ingazeira (PE)

Carlos Moura Gomes - IP 200.167.138.3 <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 11-Agosto-2009 / 20:50:38
CARNAVAL BAIANO EM AFOGADOS...

Uma das poucas cidades do Brasil a promover ainda uma micareta, Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ressuscita os mortos do carnaval da Bahia, como Beto Jamaica, ex-Tchan. O Afogareta 2010, a ser realizado em janeiro, já fechou a programação, cinco meses antes, só com artistas da Bahia. Nenhum de Pernambuco. Aliás, pra ser sincero, meus amigos, eu detesto carnaval, sabe? Quem quiser que aprecie, mas eu sempre aproveito o carnaval - seja frevo, seja samba, seja axé - para compor minhas músicas do CD que sempre gravo logo depois da folia. É uma semana trancado no sexto andar do meu apartamento...Evoé!!!
[do blog do Bueno, foto]
www.danielbueno.com.br

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 11-Agosto-2009 / 16:12:19
Tapa-buraco - O secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, esclareceu, ontem, que a operação tapa-buraco do trecho Tabira-Afogados da Ingazeira, que está intransitável, conforme noticiamos ontem, começa ainda esta semana. Mas a solução definitiva, segundo ele, só virá mais tarde quando a estrada será totalmente requalificada.
[do blog do Magno, foto]

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 11-Agosto-2009 / 15:52:20
Ciência & Meio Ambiente

Aquecimento global
Redução de chuva no Semiárido em debate

Pesquisas identificaram redução de 5 a 9,9 milímetros (mm) de chuva ao ano no Sertão do Pajeú, em Pernambuco, conforme noticiou com exclusividade dia 9 de julho o Jornal do Commercio. Para falar sobre o problema, consequencia das mudanças climáticas globais, a responsável pelo Laboratório de Meteorologia do Itep (Lamepe-Itep), Francis Lacerda, estará nesta terça-feira, 11 de agosto, na Faculdade de Formação de Professores, em Afogados da Ingazeira.

Representantes de 18 sindicatos rurais, 74 comunidades e de 18 secretarias municipais de agricultura, que integram a Região do Pajeú, participam do encontro, promovido pelo Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.O levantamento foi realizado em oito localidades da Bacia Hidrográfica do Pajeú, que se estende por 16.838,70 quilômetros quadrados e corresponde a 17,2% da área do Estado. Os cientistas analisaram a média anual registrada por oito pluviômetros ao longo de 40 anos.

A maior taxa de redução de chuvas é do município de Carnaíba, a 321 quilômetros do Recife, que apresentou um índice negativo de 9,9 mm. A menor – 5 mm – é de Afogados da Ingazeira, a 305 quilômetros do Recife. Cada milímetro corresponde à precipitação de um litro de água por metro quadrado. Em todas as oito localidades estudadas, afirmam os cientistas, os índices de precipitação total anual mostram mudanças. O estudo incluiu dados de 1965 a 2004.

De acordo com a coordenadora do Lamepe, Francis Lacerda, além de demonstrar o diagnóstico da diminuição das chuvas na Bacia do Pajeú, também será abordada, de uma forma geral, aspectos das mudanças climáticas global, associando-os ao contexto regional e local.
[do blog de Verônica Falcão, foto]

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 11-Agosto-2009 / 15:22:12
PAI, O NOSSO DIA.

Meu pai, ontem foi o “nosso dia”. Sim, porque já vai longe o tempo em que, no dia dos pais, eu, contando com a “cumplicidade” de minha mãe, comprava um presente para você. Isso, geralmente no dia anterior, e ficava me “roendo” de ansiedade até que chegasse a hora para lhe entregar aquele embrulho com um papel bonito. Hoje, meu pai, eu faço as suas vezes, quando recebo de meus três filhos as manifetações de carinho. E a cena se completa com meus dois netinhos: Paulo André e Geovana, que se “intrometem” e também querem homenagear o vovô. São eles os portadores dessa alegria.

Mas você se foi, meu pai, deixando-me aqui, até que voltemos a nos encontrar. Não precisa lhe dizer que a saudade é grande. Até fui lá na sua última morada, ontem. Esta visita que lhe fiz representa para mim, apenas um simbolismo, pois na dimensão em que você se encontra, não existe impedimentos de distância, espaço geográfico ou de tempo. O nosso encontro mental poderá ocorrer em qualquer momento e nas mais diversas circunstâncias. E fico a imaginar, tendo quase certeza que você, onde está, encontra-se melhor do que se ainda estivesse nesse mundo conturbado. A cada dia que passa, meu pai, os valores vão-se invertendo e seu exemplo de retidão de conduta, de honestidade, transformam-se em algo à mercê da interpretação casuística dos maus. Há dias que assistimos a mentira, a disfarçatez, o cinismo prevalecendo em detrimento da ética e da moral.
Você me ensinou a respeitar as autoridades constituídas e, principalmente, trilhar pelos caminhos da moralidade. Só que estou confuso, meu pai. Será que entendi errado ou errado estão aqueles que se apoderam dos bens públicos e ainda exigem respeito, ainda se arvoram de senhores de bem. A Justiça, é triste dizer, ganhou no imaginário popular um lugar de descrédito. Não sei se você suportaria assistir as cenas degradantes que nos trazem todos os dias, os dirigentes de nosso país. Eu, aqui nesse mundo cheio de ganância, de disputa pelo poder, de conchavos tramados às escondidas; você numa dimensão onde se expurga a inveja, a vaidade, os sentimentos mais mesquinhos que nos impinge a matéria.
E quanto mais penso, meu pai, acredito que seu mundo é bem melhor que esse daqui. Sua missão ja foi cumprida, resta a mim prosseguir na caminhada, regendo-me pela bússola da honradez que você me legou.
Tenho orgulho de toda sua trajetória por essa vida. Sinto-me fortalecido quando ainda ressoam em meus ouvidos suas orientações, pois, mesmo tendo uma instrução rudimentar, você foi um Mestre que me falava pelos ditames da razão. É certo, meu pai, que já não sou aquela criança frágil que sentia segurança ao caminhar pegado em sua mão.

Hoje devo mirar no seu exemplo para dar aos meus a continuidade do patrimônio que você me legou: uma vida de humildade, porém de honradez. Não vejo nada em seu passado, meu pai, que me possa envergonhar. É isso que pretendo deixar para meus sucessores. O patrimônio moral, você me fez compreender, é indestrutível; o material se dissipa com a vaidade.
O patrimônio moral fortalece o espírito, o material, pela ânsia de consegui-lo, muitas vezes, entorpece o coração e degrada o homem.

E, para finalizar, lembro aqui uma mensagem que é sempre divulgada pela Rádio Pajeú, que foi sua companheira inseparável: “É melhor ter a consciência limpa, mesmo sofrendo privações, que ter tudo com o remorso da desonestidade”. Assim como você, meu pai, pretendo ter sempre a minha consciência tranquila e limpa, para ser digno de sua memória e da admiração de todos, principalmente, daqueles que hoje me têm como pai.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.39.82 <lucianocamposbezerra@gmail>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 10-Agosto-2009 / 5:09:07
INVENTÁRIO

Entre o pai e o filho,
e entre aquele e seu predecessor,
além da genética e da cumplicidade,
outra geração em andamento,
e a intermitência dos réquiens.

Pai,
contemplar teu corpo frágil
envolto em linho roto
e distendido-quieto,
sobre madeira-sem-lei-nem-rei,
muito me comoveu.

Pai,
tua presença remanesce
em mim empobrecida
a título de saudade.

Pai,
o que esperar do teu legado,
além do meu singular ser,
pretenso arremedo dessa tua
reverenciada simploriedade?
Admirar-te já me satisfaz.

Horizonte-Ceará, 20.02.2000
(Poema "parido" após pouco mais de 1 mês do falecimento do meu pai, Pedro de Bastinha).

Tadeu Góes - IP 189.70.131.186 <jt.goes@bol.com.br>
Recife, PE Brasil - 9-Agosto-2009 / 16:53:30
Pai,

Quanta coisa eu aprendi com você... Foi carinhoso, protetor, presente... Você me ensinou tanta coisa boa, pai: a honestidade, a caridade, a hombridade, a solidariedade... Mas, o mais importante, se esqueceu de fazer...
Não me ensinou a viver sem você!

Onde você estiver, Pai, saiba que EU NUNCA TE ESQUECI!

Fernando Pires
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 9-Agosto-2009 / 12:26:31
Neste dia dos pais, para os que gostam de poesia, este verso de VAL, filho de Lourival Batista, extraído do Livro "As curvas do meu caminho" de Manoel Filó:

MEU FILHO
...
Me encare de frente a frente,
Eu sou seu pai, seu amigo
Não corte mais o caminho
Quando encontrar-se comigo
Vamos andar abraçados,
Como dois irmãos gerados
No ventre da mãe de Deus
Que os defeitos dos meus atos
Ganharam novos formatos
Vendo a virtude dos seus.

Sobre os comentários de Luciano e Edson, um pouco de tucupi com umbu:
- Recentemente em um debate acadêmico os "modernos" queriam textos sobre versões contemporâneas e futuristas para gestão de pessoas, especialmente seleção e retenção:
Vendo que não chegaríamos em lugar nenhum eu "sapequei": gente, para boas coisas não há tempo, elas não têm vencimento: Leiam Êxodo 18, 13 a 27 (A nomeação de auxiliares) que as respostas para suas inquietações estão lá e servirão hoje e amanhã.
Feliz dia dos pais.

ADEMAR Rafael Ferreira - IP 187.25.140.102 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 9-Agosto-2009 / 8:16:56
CARO FERNANDO PIRES, CAPRICHOSO CRIADOR DESTE SITE, CARÍSSIMOS COLABORADORES DESTE LINK, PREZADOS LEITORES. Independentemente da forma de expressão, seja ela: satírica, poética, ou totalmente informal, aqueles que, a exemplo de mim, de alguma forma, viveram e participaram da vida em comunidade no Sertão do Pajeú, a exemplo daqueles que nasceram e se criaram nesse querido solo sertanejo, têm uma maior predisposição, para escrever, para ler e reler (no meu caso, com muita emoção), os comentários, as crônicas, as estórias e os "causos" que marcaram, e que, verdadeiramente, fazem parte da nossa história. Há aqueles que condenam ou simplesmente ignoram a nostalgia, mas, na minha ótica, talvez em decorrência tempo, nada melhor e mais gratificante do que reprisar as boas e más lembranças. As boas para o pleno deleite; as más para que continuem servindo de lição.

Meus amigos, muitas vezes eu sonho com um grande encontro (e reencontro) de todos aqueles que preservam tais sentimentos para um proveitoso debate.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.93.253.172 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
Caruaru, PE Brasil - 8-Agosto-2009 / 12:01:20
Meu irmão Luciano se foi! Tudo que ele queria era viver...

Não chamem o meu falecimento de leito da morte,mas de leito da vida.

Dêem minha visão ao homem que jamais viu o raiar do sol,o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.

Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor.

Dêem meu sangue ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro,para que ele possa viver para ver os seus netos brincarem.

Dêem os meus rins às pessoas que precisam de uma máquina para viver de semana em semana.

Retirem meus ossos,cada músculo,cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança inválida caminhar.

Explorem cada canto do meu cérebro. Retirem minhas células e deixem-nas crescerem para que um menino mudo possa ouvir o gritar em um momento de felicidade ou uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela.

Queimem o que restar de mim e espalhem as cinzas ao vento,para ajudarem as flores brotarem.

Se fizerem tudo o que eu pedi,estarei vivo para sempre.

Fátima Arcoverde
Arcoverde, PE Brasil - 8-Agosto-2009 / 8:38:48
UM BREVE ALÔ A TODOS...
Neste momento, perante todos os frequentadores desta Tribuna Democrática quero fazer uma confissão. Quem é assíduo nesta página, percebeu que a minha frequência é de pouco tempo. Na verdade o Fernando já havia me convidado várias vezes, e eu sempre relutava, pois não achava que meus escritos fossem chamar a atenção de alguém. Eu estava enganado por não considerar e até subestimar a generosidade dos amigos. O fato é que depois da primeira crônica (ou postagem) a coisa virou coceira, (daquela que dava entre os dedos e a gente ficava roçando na beira da rede, lembra?). Uma coceirinha daquela não havia dinheiro que pagasse.

Mas, sem tergiversar... depois que começou, veio a próxima e a outra e outra mais... Nessa interação, reencontrei velhos amigos que têm o efeito de um bálsamo no ego. É bom saber que os nossos companheiros de outrora estão bem e com a mesma lucidez dos velhos tempos. Assim, destaco a alegria de ter, de vez em quando, a participação do Edson Bigodão (essa fera!); o Gilberto que é um bom caráter, mas faz o tipo cri-cri... Gilberto, a vida é isso. Cada qual ao seu modo. Esse seu jeito e sua postura no Blog do Itamar, não reflete, necessariamente, sua índole, sua personalidade. Eu sei disso.
Já do Zezé Moura, espero ansioso e leio avidamente, o que ele escreve, pois vem recheado de uma nostalgia gostosa, transportando-me para a antiga Rua 13 de maio (hoje Senador Paulo Guerra). À tardinha, todos os dias, eu vinha na casa de vovó Rosa (meu avô Zé Constância), comer bolo de caco. Ela já estava a me esperar com os bolinhos na mesa, cobertos por uma toalha feita de saco, bem branquinha de tão limpa. Eu comia os bolos e descia até a casa de tia Eunice (esposa de Chico Berto). Quando voltava, já anoitecendo, ao chegar no antigo cemitério, onde hoje é o Fórum, a carreira era grande com medo das almas. Do jeito que vinha, entrava no beco de Seu Ezequiel Moura e saía na Rio Branco.

São essas lembranças que o Zezé Moura faz despertar, trazendo uma Afogados de outros tempos. Mas, hoje eu tive a imensa satisfação de rever - pois o Fernando pôs a foto do meu querido - Geraldo Trepidant’s. O Geraldo, para quem não sabe, é dotado de uma inteligência privilegiada. É “capa-gato” como eu (prá quem não sabe, “capa-gato” é Técnico Agrícola). Aliás, quando cheguei no Colégio Agrícola da UFRPE, a fama de Geraldo já estava consolidada. Ele se foi e a fama ficou. Contava-se que foi o Geraldo o inventor da Regra de Crôi (será essa a grafia?), pouco importa, o fato é que o Geraldo tinha a dita - Regra de Crôi - que permitia resolver mais facilmente os complexos problemas de matemática.
Geraldo sabe que quem conviveu num Colégio Agrícola, principalmente quando estávamos num período de formação da personalidade, desenvolveu, dentre outras qualidades: o espírito de coleguismo, de fraternidade, e muitas amizades surgiram no internato e perduram até hoje.

Pois bem, meus amigos, é por estas e outras razões, destacando a oportunidade que temos de aprender com os amigos, que a frequência no Blog, torna-se uma mania saudável e, para mim, quase compulsiva. Quando chego em casa e ligo o computador para trabalhar, vou antes, saber quem deu o “ar de sua graça”; como agora, que tive a grata surpresa de encontrar a intervenção do Gilberto Moura. E aqui vai um pedido: Gilberto, conte-nos, também, fatos que você tem guardado na memória, sobre a nossa Afogados. Por último, quero enfatizar a beleza de reflexão que fez minha irmãzinha - Elvira Siqueira - num texto belíssimo, como ela sabe fazer. Depois que Elvira fala, eu me calo.
Vocês, todos, são demais! Um beijo carinhoso na veia aorta (com cateterismo e tudo, viu Bigodão?).

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.39.82 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 7-Agosto-2009 / 19:35:19
Caro Luciano, lindos textos! Retratam com maestria a Afogados da Ingazeira que vive em mim e em muitos como nós. Falando de Zé Doido, que aliás era meu parente por parte de mãe, gostaria de testemunhar que o mesmo era honestissimo, trabalhava na roça com bastante eficiencia e tinha ternura para cuidar de sobrinhos pequenos. O amigo pode imaginar Zé Doido dando banho e depois pondo roupa, penteando cabelo e calçando uma criança de 2 anos?
Quanto a Maravaia, realmente era um "pop star" ao seu modo. Daquele reco-reco saia sons muito superiores a certas bandas de fuleragem de hoje em dia. Não sei se recordas de um outro pedinte que tocava um instrumento que era verdadeira instalação psicodélica de música experimental, consistia num arco de madeira com corda de arame semelhante a um berimbau gigante que era apoiado em duas latas vazias de querosene Jacaré à guisa de caixas de ressonância, ele tangia a corda de arame com uma baqueta e tirava as notas passando sobre o arame as bordas de uma colher. Solava musicas inteiras com bastante qualidade.
Quanto ao meu corte de cabelo, é um legitimo "Elesbão".

Gilberto Carvalho Moura- IP 201.22.20.132 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 7-Agosto-2009 / 15:45:06
Falo bastante... Porém hoje, agora, depois de ler a crônica perfeita do grande amigo Dija, só tenho uma palavra pra dizer: Obrigada.
A Fernando, pela iniciativa de colocar Afogados da Ingazeira ao alcance das nossas mãos e das nossas cabeças saudosas dos bons momentos que lá passamos e a todos aquele que se lembram de Luciano de Auristela de MIlinha, como era costume chamá-lo.
Guerreiro, lutou sempre pela vida e nesses últimos quinze dias foi um lutador implacável contra a infecção que o vitimou.
Estive com ele desde o começo do tratamento até o final. Hoje tenho certeza que ele estará comigo na luta para que outras pessoas consigam finalmente o ÓRGÃO que lhes restituirá a VIDA.

DOAR UM ÓRGÃO É DOAR VIDA.
SEJA DOADOR!!!
EU SOU!!!

Um abraço para todos.

Fatima Arcoverde - IP 189.119.226.76 <fatimarcoverde@gmail.com>
Arcoverde, PE Brasil - 7-Agosto-2009 / 13:20:40
Grande amigo e conterrâneo Luciano Bezerra.

Lendo o seu comentário com o título "PADRE ASSIS: SANGUE NOVO NUMA RÁDIO JOVEM", realmente concordamos que o nosso querido Padre Assis fez muito por nossa terra, em especial pela Rádio Pajeú.
Como integrante da Banda Trepidants, lembro-me de que fomos procurados no Recife, em nossa residência, quando morávamos na UR-11 no Ibura, pelo padre Assis com a finalidade de nos contratar para dois shows. O primeiro seria o Baile no ACAI e o outro no domingo à noite no Cine São José. Posso afirmar, sem dúvida, que foi o maior show baile que aconteceu naquela época no clube ACAI em Afogados da Ingazeira.
Lembro-me de que já passava de uma hora da manhã, quando, olhando de cima do palco através dos vitrôs do clube, eu via a fila com muitas pessoas querendo entrar no clube, e eu me perguntava onde iria caber tanta gente, pois o clube já estava superlotado.

No domingo à noite, no Show do Cine São José, entrava na Banda Trepidants seu mais novo componente: o irmão caçula, Nenel. Cantando a música "Don't Cry for me Argentina, o público presente foi ao delírio, com muitas pessoas chorando de emoção. Lembro-me que ele passou quase a noite toda recebendo o pessoal que queria ver ele de perto e abraçá-lo. Tivemos que tirá-lo da cidade, para que pudesse descansar um pouco, pois, de Afogados iríamos fazer shows no estado do Piauí.

Como é bom relembrar o passado, e você, Luciano amigo, me fez relembrar esse tempo brilhante que não volta jamais.

Muito grato meu amigo! Aceite um forte abraço e um beijo no seu coração.

Geraldo Trepidants

José Geraldo <geraldotrepidants@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 7-Agosto-2009 / 10:53:09
NOSSA GENTE... NOSSA HISTÓRIA

Vou buscar na mente cenas do cotidiano de nossa Afogados e me vejo nos anos 60. Na minha casa havia, lá no quintal, um quarto quase ocioso, onde meu pai armou um balanço no qual eu passava horas a brincar com meus colegas vizinhos: Aloisio, o Lula, filho de Seu Inocêncio Nobelino, Nêgo, irmão de Lula, Esdras meu primo, enfim, sempre havia um colega a desfrutar daquele balanço que meu pai fizera e que, ainda hoje, vive a balançar nas doces lembranças dos tempos de menino.
Mas, naquele domingo, de manhã, meu pai chegara em casa e determinara: “Vá cortar o cabelo, já falei com Seu Domingos. Esse era o meu barbeiro, trabalhava num dos cômodos da casa de Seu Zé Bezerra, meu avô, na esquina da Avenida Rio Branco. Atravessei a rua e lá estava seu Domingos me esperando. Alguns minutos depois e eu estava exibindo o corte que era padrão para a cabeça da meninada. (Aliás a foto do Gilberto dá uma idéia exata do costume da época: o corte Jack Demis). De cabelo cortado, meu pai levou-me para a Praça Domingos Teotônio, onde tomei um copo do sorvete de João de Chica, que àquelas horas já estava a postos, servindo à freguesia. Naquele momento, passa Zé “Doido” em passos apressados, contorna a Igreja e retorna para pedir algum dinheiro: Aproxima-se e exclama: “Dá uma nooota!...”. Zé Doido era uma figura estimada por todos, apesar de seu jeito estabanado. E meu pai, para brincar com ele dizia: Eu lhe dou uma nota se você disser bem rápido: “Um papo de peru com um papo de pato dentro”. Ora, Zé Doido não conseguia nunca pronunciar esse trava línguas, depois de várias tentativas e isso era motivo de risadas. Até ele mesmo terminava sorrindo, quando recebia a nota e partia em disparada, que era seu modo de andar.

Subindo a ladeira do Rio Pajeú, podia-se ver Dom João, com sua dentadura feita de “aspas de ferro”. Quem se lembra!? Ainda hoje fico a imaginar como alguém concebeu aquela tortura para o pobre Dom João.

Em frente à Casa Freitas de Seu Fernando, ficavam a postos os dois engraxates: Perna de Pau e Aniceto. O Perna era pacato, respeitador, bom de papo, enquanto não tomava algumas biritas, porque depois que esquentava a cuca, tornava-se bravo e enfrentava qualquer parada. Contava-se que, certa vez, numa briga que enfrentou um desafeto, ao se ver em desvantagem, retirou a perna de pau e fez dela uma arma, pulando num perna e com a outra postiça, espancava seu contendor, fazendo com que este abandonasse a briga em vergonhosa carreira.
Outro engraxate que tinha vasta clientela, era o “Mão-de-Onça”. Esse vivia praticamente na casa de Seu Luiz Amaral. Fazia refeições lá e era tratado como alguém de casa, por Dona Estelita e por todos. O Mão-de- Onça tambem gostava da “água que passarinho não bebe”. E quando tomava mais da conta, ficava intratável.

E no cenário de nossos personagens, havia o “Sapinho de Rabo” - que era o terror da garotada. Este era nervoso, não aguentava a mínima provocação e “despejava” uma enxurrada de palavrões. E havia também o artista das ruas: o nosso Pedro Maravaia. Com sua sanfona, reco-reco e ganzá, o Pedro executava músicas que só ele poderia conceber harmonia tão desengonçada. Mas no seu mundo era um hit-parade. E o Maravaia enchia as ruas com seus acordes, despreocupado com a vida e com os problemas que ele não os tinha.
Dessas “figuras” lendárias, tínhamos o querido Lodi. Esse, um exímio jogador de peão. Ai de quem deixasse seu peão à espera de uma “fincada” do Lodi. Com sua mão certeira, abria qualquer peão em bandas. Era impressionante a pontaria de Lodinho ao jogar o peão sobre o outro. E o resultado era esperado. Mas o Lodi gostava de fumar cachimbo. O seu pai também fumava. Lodi às vezes pedia o cachimbo e o velho nem sempre o deixava fumar. Mas, certo dia, pela manhã, Lodi vinha descendo a Avenida Rio Branco, radiante de alegria, exclamando, na sua inocência: “Ui, pai morreu... ui... agora o cachimbo é meu! Podia-se ver que a despeito do trágico acontecimento, para ele, havia algo “de bom” pois com a morte do pai, poderia fumar no cachimbo, quando quisesse. Era compreensível, tratando-se de Lodi. E Deus conhece a pureza do coração dos seus, sabendo que nessa exclamação de alegria não havia desprezo pelo pai.

Nas nossas reminiscências do Centenário não poderíamos alijar essas pessoas simples de coração, humildes e que também fizeram parte do nosso cotidiano. São “retalhos” de Afogados que vamos recolhendo para formar o multifacetado mosaico humano de nossos tempos.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.86.202 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 6-Agosto-2009 / 23:59:48
Alvorada

Vi e revi o vídeo “Alvorada de um Novo Século”. São 7 minutos de grande valor, apresentando para nós o entusiasmo dos conterrâneos a comemorar a Alvorada do Centenário da cidade que amamos. As fotos em preto e branco, estas são minhas favoritas. Não sei por que, mas, elas me atraem de modo peculiar, talvez por representarem uma fase que passou, deixando apenas saudades. As fotos em preto e branco nos fazia usar a imaginação: “Qual é a cor do vestido dela?..”.

Entre todas as fotos, a que me tocou mais profundamente, é a que apresenta Zezito Sá e Mineo, de saudosa memória, sentados no banco da praça, tendo entre eles o menino Almir, acho que ele estava com uns cinco anos de idade e o seu primo por trás. Eles estão na minha mente perpetuamente jovens, tal qual a foto os apresenta.

Quando eu já estava para sair da página, desejei ver mais uma vez a banda tocando e a turma acompanhando. Notei então que logo atrás do grupo que acompanhava a banda, havia outra banda. Era uma banda fantasma, mas bem entusiasmada. Lá estavam Augusto Campos e Aderval Viana tocando o tuba; logo atrás estava Luis Guaxinin com o sax, seguido por Mineo e Décio Campos com suas clarinetas; e, finalmente, Zé de Nora e Zé Pilão com os tambores. Havia outros, mas infelizmente não pude identificar, pois havia uma fumaça, uma nevoa seca que me impedia. Mesmo assim, pude verificar que a participação era total e o entusiasmo sem igual.

Vi-me juntamente com outros garotos correndo ao lado da banda, buscando a oportunidade de segurar a partitura, pois a banda parava em certos locais para tocar um ou dois números musicais. Nós éramos crianças e o mundo adolescente.

Vocês que tiveram o privilégio de participar da Alvorada, cantar os “Parabéns pra Você”, e marchar ao lado da banda de música pela Avenida Rio Branco, causaram-me muita inveja, no sentido positivo.
Fiquei muito emocionado, desejei gritar um “hurra!” bem grande, abraçar todos os participantes, juntar-me ao entusiasmo contagiante daquele momento. Na impossibilidade de estar presente, envio, daqui, distante, o meu abraço de confraternização a todos, neste período marcante da historia de Afogados da Ingazeira.

Zeze de Moura

Zeze de Moura <jojephd@yahoo.com>
Rosemead - Califórnia, CA USA - 6-Agosto-2009 / 23:53:07
Caríssimo amigo Ademar,

lendo seu texto sobre o aniversário de Jabitacá retornei à minha infância. Também tive folguedos à porta da igreja, o gosto do primeiro algodão doce, das primeiras aventuras amorosas. Também tive um grande pai. Foi meu herói e meu leme, meu exemplo e meu norte, mas não tinha o dom de ser poeta. Os versos de Quincas Rafael são de uma cristalinidade sem par. A gente os lê como vieram ao mundo: saindo do fundo da alma. A simplicidade encanta, a sonoridade dá prazer, o sentimento extravasa.
Orgulhe-se de seu poeta! Tente ver no fim de cada dia, às margens do imenso Tocantins, um pequeno reflexo das poucas (mas não menos importantes) águas do Pajeú, ou, pelo menos, a imagem da pequena igrejinha de Nossa Senhora dos Remédios... vai ser um santo remédio para a saudade!

Hélio Noronha

Hélio Noronha - IP 200.96.162.74 <noronha313@yahoo.com.br>
Brasília, DF Brasil - 6-Agosto-2009 / 21:02:14
Caro Fernando: Lendo o excelente texto do Dr. Luciano Bezerra a respeito de Dona Dora Galvão, gostaria de deixar registrado que dos 8 (oito) filhos de minha mãe, apenas eu e minha já falecida irmã Eurides não foram aparados por Dona Dora em sua chegada a este mundo, nascemos pelas mão de Dona Águida, outra competente parteira afogadense. São pessoas como Dona Dora e Dona Águida que realmente tem crédito ilimitado no transcurso desse centenário de nossa terra.

Gilberto Carvalho Moura - IP 201.22.20.132 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 6-Agosto-2009 / 11:54:45
Festa de Jabitacá

Hoje, 06 de agosto, inicia-se mais uma festa da Padroeira de Jabitacá, Nossa Senhora dos Remédios. Na obra de Quincas Rafael encontramos: “Esta vila é minha terra / Com este nome gentil / Dos indígenas do Brasil / Talvez foi campo de guerra / Com o mesmo nome da serra / Pertencente aos Tabajaras / Antigamente foi Varas / E hoje é JABITACÁ / Mas na sua igreja há / Lembranças que nos são caras.

É isto, das lembranças da festa na pequena igreja, construída há mais de 150 anos, nasce este texto. Na infância tudo era encantador, o parque de diversão de Manoel Jacó, as Bandas de Pífano, os fogos, os balões e as rezas. Ler os nomes de pessoas conhecidas no folheto dos noiteiros era outro ponto alto, ouvir os Padres Antônio e Celestino, este filho da terra, antes das celebrações era a glória.

Nos dias quatorze e quinze de agosto, auge das festividades, a pequenina Jabitacá abria os braços para receber os visitantes trazidos pela certeza de uma grande festa. Veio a adolescência e a maturidade, contudo as lembranças teimam em seguir na direção da infância. Lá estão os primeiros sonhos, as primeiras paixões e as primeiras “farras”, tudo com a pureza cantada por Gonzaguinha em” O que é o que é”. Lá encontramos o nosso jeito matuto de fazer festa, de receber bem as pessoas e, principalmente, de agradecer à nossa eterna protetora.

Nesta visita ao passado, encontramos figuras como Paulo Rato, Fernando Boy, Carlos Pessoa, Chico Arruda, Jurandy Liberal, Manoel Filó, Flávio José e Maciel Melo. Uns que partiram antes do combinado, como afirma Rolando Boldrin, outros que ganharam o mundo em busca do merecido sucesso.

Os tempos são outros. O lugar da difusora foi ocupado pelos carros de som e pela internet; o canto dos carros de bois foi substituído pelas buzinas dos veículos; no lugar das barracas de “bolo de caco” e quebra-queixo estão as máquinas de sorvete, e as carrocinhas de pipoca perderam lugar para o micro ondas. Nada disto, porém, substitui o prazer que tínhamos em vestir uma muda de roupa nova e desfilar garbosamente, com diz Jessie Quirino, pelas empoeiradas ruas de Jabitacá e melar-se todo com os picolés da Sorveteria de Zé Panqueta, levados por Reginaldo de Décio, e com os “sorvetes” de gelo raspado, da barraca de Seu João.

Daqui do lado dos majestosos Tocantins e Itacaiúnas, encerro com outra estrofe do meu saudoso pai:
“É entre dois afluentes / Caiçara e o Carnaíba / Que ambos na Paraíba / Começam suas correntes / Como guerreiros valentes / Embocam no Pajeú / Talvez neles o índio nu / Em noite de escuridão / Temendo um grande trovão / Rezou a Caramuru.”

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.1 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 6-Agosto-2009 / 11:06:06
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