AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Uma exposição fotográfica com imagens do arquipélago de Fernando de Noronha foi aberta nesta segunda-feira (8), às 19h, no Shopping Paço Alfândega, no Bairro do Recife. A mostra reune fotos de 40 famosos vestindo a camiseta da campanha Vote Noronha, clicados por Ana Helena Pinheiro.

A ideia é contribuir para aumentar o número de votos para o arquipélago pernambucano, que concorre ao título de uma das Sete Maravilhas Naturais do Mundo. Entre as personalidades fotografadas, estão o governador Eduardo Campos, Ariano Suassuna e o ator Lúcio Mauro Filho.

A atual fase do concurso internacional se encerra no dia 30 de junho. Até lá, a ilha promove várias ações para conquistar a atenção dos pernambucanos. Noronha tem recebido dez mil votos por mês, número que ainda não é suficiente para continuar no concurso. Para participar, basta acessar o site da campanha e votar.
[pe360graus.globo.com]

Vote Noronha
Fernando de Noronha, PE Brasil - 17-Junho-2009 / 10:29:29
OS POLÍTICOS E SEUS ATOS SECRETOS

“...o Estado é o que é, porque os cidadãos são o que são. Por conseguinte, não podemos esperar ter melhores Estados, enquanto não tivermos Melhores Homens”. Platão

O Brasil assistiu ontem pela televisão, em todos os seus jornais, mais um escândalo gerado na Instância Máxima de nossa Fonte de Leis - o Senado. Perplexos, vimos a tenacidade com que o Presidente daquela Casa defendia o indefensável - sua honestidade. E Sarney dizia que o problema não é só dele, é de todo o Congresso, como se isso fosse atenuante ou solução para um Poder que se encontra na “sarjeta” de nossos conceitos.

Que autoridade ou credibilidade tem um homem que traz consigo, como currículum vitae o desgoverno que implantou há cinco décadas no Estado do Maranhão, que é um exemplo perfeito de todos os desmandos governamentais. O Maranhão padece de todos os males, e todas as suas mazelas só devem ser creditadas ao “Sarneisismo”. Um “sarneisismo” que é contagiante e se propaga como um DNA pelas gerações futuras.

[Leia mais, a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Junho-2009 / 6:11:43
Caro Fernando: Muito interessantes as imagens You Tube. A lamentar apenas o eterno descaso que dedicam à barragem quem dela deveria zelar e a precariedade na execução do "anel viário", nunca vi uma via com tantas ondulações e com piso já deteriorado mesmo antes de ser inaugurado.

Gilberto Carvalho Moura - IP 201.22.26.85 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 16-Junho-2009 / 21:41:57
Olá, Daniel Bueno, um grande abraço. Nem precisa dizer que tenho por você um carinho muito especial, você sabe disto.

Neste momento eu pecaria por omissão, se não dissesse que você puxou "o fio da meada" de um assunto que, acredito, unifica o pensamento de muitos afogadenses. (Lembrei-me de um personagem de Jô Soares que dizia: "tirou daqui" da ponta da língua). Pois é, você deu o "pontapé inicial".

Muitas eram as expectativas relacionadas a este centenário e, de modo especial, às atrações que abrilhantariam a festa. Acredito que a maioria da população, orgulhosamente, se ufanaria em receber e aplaudir os artistas da nossa terra. Gente nossa que comunga dos mesmos sentimentos, que fala da mesma emoção, que se alimenta da seiva da mesma raiz. Nem precisa repetir os nomes desses nossos talentos, seria pleonasmo.

É uma pena ver essa gente reluzindo lá fora, e não poder aplaudi-la aqui também . Se convidados, com certeza, se sentiriam felizes, muito mais pelo vínculo afetivo que os une à terra natal, do que mesmo pelo cachê recebido.

Como se sabe, aqui na cidade existem artistas plásticos que merecem destaque; grupos de teatro, de danças como coco, xaxado, quadrilha, frevo, pastoril, entre outros. Assim sendo, no pensamento de muita gente, havia um leve vislumbre de que cada grupo, representando seu bairro, tivesse oportunidade de homenagear a sua cidade, já que ela pertence a todos. Mas, como se diz popularmente, já que "Santo de casa não faz milagres", vamos aguardar o milagre do santo que vem de fora.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 16-Junho-2009 / 9:14:11

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 22:08:49
Amigos, o que o Daniel Bueno falou e teve o de acordo dos demais amigos, ou seja, nada contra a Banda CALYPSO e LEONARDO, porém, eu vivenciei aí quando passei o Carnaval-2009 junto dos amigos e familiares da terrinha Afogados da Ingazeira.

O que vi 'in loco' na ocasião foi que durante o dia o Carnaval era Pernambucano, com frevo, papangus, etc... e que durante a noite o Carnaval de Afogados transformou-se tipicamente no CARNAVAL DA BAHIA, onde o trio elétrico era quem comandava a folia na minha cidade até as 4 horas da amanhã (um absurdo rodando a praça em som estridente onde sabe-se que há muita gente idoso e que requer cuidados médicos, silencio, etc.)

Portanto amigo, se você juntar este fato com a contratação da CALYPSO e do LEONARDO, apenas vem confirmar que a nossa festa ficará marcada pelo sucesso que vem este povo obtendo através da mídia (especialmente o Leonardo decadente que o Faustão chama todo domingo para o seu programa), vindo estes artistas em detrimento de gente nossa como DA PAZ, DANIEL, MACIEL MELO, PETRUCIO, ANGINHO DOS TECLADOS, dentre outros.

Acredito que nesta época de São João, onde os forrozeiros estão de contrato assinando pelo Nordeste afora, tenha sido difícil agendar com nomes como ALCYMAR MONTEIRO, FLAVIO JOSÉ, MAGNIFICOS, NOVINHO, JORGE DE ALTINHO, PETRUCIO E MACIEL, SANTTANA, DOMINGINHOS, FAGNER, ELBA , ou seja, gente que canta o que o povo sertanejo gosta.

Agora procurem saber o cachê que a Calypso e Leonardo para a festa de 1º de julho. Deve ser uma fortuna.

Nada contra trazer estes nomes, porém, tem que ter um misto de artistas locais.

Afinal, são 100 anos de emancipação. E 100 anos não são 100 dias.

No final de tudo, a Prefeitura e os órgãos que estão coordenando a festa querem atender ao pedido da galera jovem, ou seja, CALYPSO é para 'sair do chão', como diz a vocalista Joelma.

Abraços a todos!

manoel antonio martins de moura - IP 189.70.201.74 <martinsmoura@hotmail.com>
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 15:07:04
Do www.blogdoitamar.com. br:
"O criador mais antigo de aves domésticas do Sertão do Pajeú, Manoel Severino da Silva (foto), de 80 anos, disse ao blog que várias espécies estão em extinção na região. Manezinho Bidó, como é popularmente conhecido na cidade de Afogados da Ingazeira lembrou do Pintassilgo, uma ave que está praticamente extinta devido aos interesses de criadores comerciais. “O Pinta Silva sumiu da caatinga na região, culpa do próprio homem. Mas não é somente o Pinta Silva, outras espécies, desapareceram”.

O Pintassilgo mede aproximadamente 11cm, o macho é todo amarelo com o alto da cabeça negro, motivo que também lhe valeu também o nome de Coroinha, as asas e a cauda também são negras e possuem as marcações amarelas, característica do gênero. A fêmea é de um amarelo intenso e não possui a "coroa" no alto da cabeça. É uma das aves mais procurada nas feiras de pássaros do Sertão Pernambucano.
Outros pássaros enfrentam os mesmos riscos do Pintassilgo na região. Estudos indicam que com a extinção de um pássaro, por exemplo, não está sumindo apenas uma única espécie. Outras, também serão varridas da área. Coitados do Galo de Campina, do Azulão, da Maria-Fita, do Sabiá, do Xexéu, do Canção, do Papa-capim, do Caboclinho, do Bigode, do Mané-mago e até do Golinha."

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 12:56:37
Meu Caro - Daniel Bueno - você disse o que eu gostaria de ter dito; até pensei em postar minha opinião, porém outros temas surgiram e deixei para depois. Mas, você fez e disse melhor que eu. Concordo com sua opinião e assino embaixo.

Não se deve esquecer que uma festa de - Centenário - ficará registrada pelos mais diversos modos de comunicação: rádio, dvd, enfim, daqui há alguns anos, alguém perguntará, inevitavelmente: onde estavam os valores da terra? Por que relegaram ao ostracismo Maria da Paz, Daniel Bueno, sim, e não é cabotinismo. O que falta é o reconhecimento pelo que vocês fazem por este torrão natal, divulgando-o, mostrando que o sertão esturricado tem - TALENTOS - a exportar, sem necessitar trazer de longe quem renega suas origens. E aqui destaco o fato que sempre percebi: Calypso não divulga o - carimbó - um ritmo lindo, contagiante e que é típico do Pará, que poucos conhecem. Já o Leonardo, só tem mais que nossos cancioneiros de casa, a fama pré-fabricada, a troco de jabá.

Daniel Bueno cresceu, partindo daqui das barrancas do Pajeú, com seu suor, sua garra e, acima de tudo, talento, que não lhe falta. Estou prendendo-me só a você e Maria da Paz, para não citar uma infindável relação de valores que temos aqui.

A festa do - Centenário - é minha opinião, não terá o mesmo brilho sem uma noitada dos Poetas Repentistas. Não se deve perder de vista que reside e se considera afogadense, o Maior Poeta vivo do paisagismo sertanejo que é o João Paraibano. Ali em Tabira temos outro grande menestrel da nossa poesia genuína: Sebastião Dias, sem esquecer o Gigante - Diomedes Mariano e outros mais e mais... que fariam uma festa inesquecível.

Só para lembrar, o Alexandre Morais foi um dos promotores de uma noite memorável - com o Pajeú em Poesia, quando tivemos oportunidade de ver e ouvir o supra-sumo dos mestres da poesia nordestina, dentre eles - Dedé Monteiro.

Você, Daniel, mesmo com toda fluência verbal que lhe é nata, foi parcimonioso nas suas considerações, por motivos óbvios... eu, porém, tenho isenção de ânimo para dizer que a Festa do Centenário - para ter brilho não precisaria jamais de Calypso ou Leonardo. Com a prata da casa se faria muito melhor e seria inesquecível.
Mas, santo de casa não faz milagres (em casa). Daniel desculpe-me a intromissão e um abraço.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.106.171 <lucianocamposbezerra@hotmail.cp,>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 12:00:25
Sobre o comentário de Daniel Bueno, gostaria de deixar as seguintes ponderações:

a) para lutar pela cultura que defende julgo que, mesmo sofrendo, o lugar de Alexandre era na Secretaria. Fora dela a chance diminui;
b) concordo com a sugestão sobre um espaço para "os locais" e acrescento os nomes de Agenor e do próprio Daniel, com total isenção;
c) reeditar o grande encontro (Elba, Alceu, Zé Ramalho e Geraldo Azevedo) no Pajeú, seria a melhor pedida. Porém...

Sim a Rádio Pajeú tem planos para juntar os comunicadores do "meu" tempo, em evento especial?
Os ouvintes atuais também merecem: Vanderley Galdino , Antônio Xavier, Roberval Medeiros, Carlos Pessoa, Lila Alves, Bigodão e tantos outros.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 15-Junho-2009 / 11:58:41
Daniel Bueno, em seu blog (danielbueno.com.br), postou comentários a respeito da saída do Alexandre Morais da Secretaria de Cultura de Afogados da Ingazeira que repasso para os amigos. Aproveitem a oportunidade e conheçam o blog. É interessante!

"POR QUE ALEXANDRE MORAES SAIU...

O poeta Alexandre Moraes deixou a Secretaria de Cultura da Prefeitura de Afogados da Ingazeira e eu acho que sei por quê. Alexandre é raiz, apologista da cantoria e da poesia popular, e ficaria constrangido em ser o responsável por levar CALYPSO e LEONARDO SERTANEJO para a festa do centenário de Afogados da Ingazeira, no Pajeú, berço natural de vates e repentistas. Faz sentido. O gesto dele é louvável e coerente.

NADA CONTRA...
Calypso e Leonardo são dois grandes nomes da show business brasileiro. Calypso eu não curto, mas até que gosto do cantor Leonardo, com aquele voz rouca e lacrimosa. Para essa festa singular de Afogados da Ingazeira, no entanto, cairiam melhor nomes como Fagner, Alceu Valença, Elba, Dominguinhos, Zé Ramalho, talvez Alcione, artistas desse gênero. O problema, minha gente, é que, na realidade, existe uma multidão querendo ver os shows de Calypso e Leonardo. Como negar o fato? E, como diz o velho adágio, contra fatos não há argumentos.

SENTI FALTA...
Nomes como Maria da Paz, Cristina Amaral, Djalma (exímio violonista), Anjinho dos Teclados, - sem citar meu nome, que parece cabotinismo - bem que poderiam constar da programação da festa do centenário de Afogados da Ingazeira, pois lá residiram e começaram a carreira. Far-se-ia uma noite só com esse pessoal da terra. Mas..."

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 10:11:37
TREPLICANDO

Nesta madrugada quente do sertão, quando já estamos na contagem regressiva para o Dia que marca o Centenário de Afogados da Ingazeira, volto a utilizar-me do maravilhoso mundo da Internet para treplicar meu “opositor” Edson Bigodão.

De início devo lhe dizer que não tiro uma vírgula do que disse a seu respeito, mesmo porque a verdade é imutável. Você não é o que eu disse - é o que é. Se o comparei, ou se suas atitudes tiveram semelhança com figuras exponenciais na história da humanidade, não é porque queremos, é porque esta foi a missão designada para você por Forças Superiores que transcendem à nossa pequenez e finitude, diante do imensurável e INfinito Arquiteto do Universo.

Mas, como diz você, as minhas “extrapolações” oportunizaram que fossem lembrados por você, com Justiça, pessoas meritosas que não foram incluídas por mim nas reminiscências a seu respeito. Em bom momento os companheiros vieram à tona e foram colocados no lugar que lhe cabe. E o nosso Bartó, sempre ele, volta aqui para relembrarmos um fato que é característico de sua personalidade. Vamos ao fato: Na campanha de Bartó para prefeito, eu me empenhei o quanto pude; desde assessoria jurídica, até onde iam meus parcos conhecimentos, passando por pichações, panfletagem nas madrugadas afogadenses, enfim, estávamos comprometidos até o pescoço, porque acreditávamos no Bartó, no projeto que ele tinha para Afogados e acreditávamos nos companheiros.

[Leia mais, a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.106.171
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 15-Junho-2009 / 4:54:37
Meu caro Fernando, boa noite. Só agora reservei um tempinho para manusear essa incrível máquina que, além de nos fornecer conhecimentos e esclarecer dúvidas, nos aproxima dos amigos proporcionando-nos agradáveis contatos com aqueles que há tempo não vemos. Distância hoje é coisa inexistente.

Precisamos louvar e bendizer a Deus pelas mentes iluminadas que inventaram esse, tão eficaz, meio de aproximar as pessoas. (Quão bom seria se fosse usado só para o bem.) Igualmente precisamos agradecer a você, Fernando, que, no desejo de unir amigos e divulgar a nossa história, coloca à nossa disposição essa sua página que vem, de fato,exercendo agradável influência no nosso meio.Que bom você ter esse espírito solidário, amigo, humano, eximido de egoismo e mesquinhez. Você merece a nossa admiração e respeito pelo que faz. Ratifico aqui o que nosso amigo Luciano disse. Você é, sem dúvida, aquele tecido que "não desbota".

Por falar em Luciano, faço referência a ele e Bigodão que, nesse "intercâmbio político-cultural" tão descontraído, nos deram aula de socialismo, regime autoritário, vultos revolucionários, et cetera e tal. Jamais teria eu a pretensão de avaliar esse "duelo". Tão pouco teria a petulância de querer entrar em parceria com essas duas feras. Apenas gostaria de dizer que se Luciano continuar sonhando desse jeito, muita gente vai querer embarcar na próxima estação, mesmo estando o trem em movimento. Bigodão (que na foto parece Anthony Quinn) foi buscar no recôndito da mente a lembrança de cada Barzinho que era frequentado por todo mundo, sem precisar o famoso aviso "Ambiente Familiar". Que tempo bom! Ademar também nos trouxe à mente pessoas que merecem destaque.

Pessoas, fatos e lugares citados por eles nos reportam a um tempo bonito e alegre que escorreram por entre os nossos dedos, sem que a gente percebesse.

O sonho do meu querido Luciano, falando da "prainha", me fez lembrar Rabo Azul que corria a fim de aparecer nas fotos dos visitantes. Parece que o estou vendo dormindo no banco da praça, sob o lindo pé de flambyant, bem em frente à Catedral. Outra cena que me veio à mente foi quando um belo dia, voltávamos do colégio, eu e Dária e resolvemos nos sentar na plataforma da prefeitura (em construção) para saborearmos a geladinha de João de Chica. De repente surge João Palmira com um tijolo na mão, para defender o seu território. Imagine o tamanho da carreira; nunca mais ousamos passar perto dele.

Nós sempre alimentamos a ilusão de que os dias que virão serão melhores do que os atuais; mas quando rememoramos os tempos bem vividos, sentimos uma vontade imensa de revivê-los. É aí que a saudade se instala. Essa inquilina que invade o nosso coração, faz sua morada e nos envolve numa mistura de tristeza e alegria, que a gente nem sabe explicar.

A saudade tem várias faces: às vezes ela nos chega revestida de ânimo, alegria, prazer; outras vezes vem de mansinho, machuca, doi, maltrata e nos entristece, deixando um vazio enorme que, dificilmente será preenchido.

Mas não há porque lamentar. A vida é, sem dúvida, uma contínua alternância de dias alegres e tristes, nublados e claros; e é exatamente por isto que ela é boa; porque cada momento é único, cada gesto é inimitável e cada acontecimento e irrepetível.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 14-Junho-2009 / 21:00:44
Alexandre Morais (foto), ex-secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Afogados da Ingazeira, nos enviou, a pedido, há alguns meses, um email informando como encontrou pontos da Cultura na nossa cidade. Evidentemente, pelo pouco tempo que lá permaneceu, quase nada pôde acrescentar para resolver a sua estagnação.

1) Balé Popular de Afogados da Ingazeira -
Encontra-se desativado. Parte do figurino está na Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes. Algumas peças estão com ex-componentes ou emprestadas a Escolas e Grupos. O ideal, no entanto, é recomeçar. Nossa meta é preparar um projeto para captação de recursos para novos figurinos e, especialmente, sede própria. É meta para médio prazo.

2) Companhia Artística Pajeú de Dança -
Esta segue bem. Mantém ensaios regulares e sempre expõe novidades e aprimoramentos. A coordenação é de Elias Mendes (professor de educação física e de danças). Este ano (2009) o grupo apresentou-se no Projeto Quinta Cultural, no Baile Municipal e no Carnaval do Centenário. Contato com Elias: (87) 9625.5263.

[Leia mais, e OUÇA A ENTREVISTA concedida ao radialista Nill Jr - a respeito do seu afastamento - a partir do link abaixo]

Alexandre Morais, Ex-Secretário de Cultura
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 14-Junho-2009 / 12:37:16
Eita que é bom demais encontrar noticias da cidade q morei 15 anos de minha vida... Parabéns a todos os que fazem essa maravilhosa emissora.

Edinairam Gomes da Silva - IP 189.22.110.4 <nairamgoes@hotmail.com>
Sobradinho , BA Brasil - 13-Junho-2009 / 15:50:30
Caro Fernando, como todos, lamento a morte do barbeiro José Matias, e salvo grosseiro engano meu, ele era conhecido por Zé Pequeno e não Zé Barbeiro. A ultima vez que cortei cabelos em Afogados foi com ele, num salão que tinha na praça Oscar de Campos Góes (se não mudou de nome) onde antes foi um restaurante de Dona Iracema. Que Deus o receba com bondade!

Gilberto Carvalho Moura - IP 200.139.122.149 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 13-Junho-2009 / 14:42:29
Caro Luciano, em primeiro lugar, por incrível que pareça, o meu coração estava, mais ou menos preparado para tão marcante surpresa. O fato é que, nos últimos quinze dias, depois de exames "corriqueiros" fui orientado/obrigado a fazer cintilografia do miocárdio e, em seguida, o cateterismo. É o início de um novo caminho... que estou preparado para enfrentar.

Quanto ao preâmbulo da sua emocionante narrativa, é interessante afirmar que, a primeira estrofe do verdadeiro "hino" de Vandré e Théo de Barros, que nos idos anos 70 costumávamos cantar nos citados bares, foi sempre o diferencial na minha vida, principalmente quando, a partir dos anos 90, fui designado pelo Banco do Brasil, na condição de Fiscal da Carteira Rural, para trabalhar na zona da mata e posteriormente no agreste. Na realidade, a minha vivência e aprendizado no Sertão deram-me sempre uma espécie de "significado diferente".

A foto que ilustra o seu escrito levou-me de volta a um passado de inesquecíveis momentos vividos pela segunda vez, no extremo norte do Brasil. Só que, daquela feita, sem o mesmo temor vivido na primeira vez, quando, em 1970, Manaus foi uma espécie de refúgio, depois da minha prisão pelas Forças Armadas, em 1º de novembro de 1970.

Meu caro amigo Luciano, mesmo guardadas as devidas proporções, sem a menor sombra de dúvidas, houve extrapolação de sua parte nas comparações. Quem me dera ter agido igualmente ao "mestre" Garibaldi que dedicou sua vida à luta contra os poderosos, atuando - salvo lapso, entre 1836 e 1840, juntamente com Anita, sua companheira - ativamente da Revolução Farroupilha;

Da mesma forma, nunca imaginei poder ser comparado àquele que foi um dos símbolos da revolução socialista: o inesquecível Luiz Carlos Prestes;

Quanto a Luther King, mesmo tendo como parâmetro no dia-a-dia, a sua máxima de que: "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons", também, julgo estar muito distante da mesma coerência do pastor e Prêmio Nobel da Paz;

Quanto a Gandhi, prefiro não cometer nenhuma aberração, vez que, a sua história é muito superior à maioria dos líderes Mundiais.

Luciano, na minha ótica, por mais que tentemos ser modestos, em algumas ocasiões somos obrigados a relembrar fatos ou ações, para esclarecer alguma obscuridade ou tentativa de menosprezo que geralmente advêm do desconhecimento da verdade, e partem daqueles que ocupam ou ocuparam alguma posição de "destaque" sem o necessário mérito.

Falar em Bartolomeu Genésio é sempre emocionante para mim. Bartó, foi realmente uma figura impar frente à EQUIPE de Educação Política da Diocese de Afogados da Ingazeira, que contava com Padre Assis, Beto de Bião, Manoel Jerônimo, Luciete Martins, Dr. Luiz Aureliano, Vanete e seu irmão, Padre Zé Viana de Itapetim, além dos párocos de São José do Egito, de Serra Talhada, de Mirandiba e de São José do Belmonte que, lamentavelmente, não recordo os nomes, mas que em muito contribuíram. Eu, na verdade, era um dos integrantes daqueles “agitadores” que, talvez pela experiência vivida na prisão, era mais inconsequente nas ações.

Por fim, para não ser mais enfadonho do que de costume, devo registrar que você, a exemplo do amigo Geraldo Cipriano (in memoriam) foi sempre importante fonte de consulta no nosso dia-a-dia, além, evidentemente, de um bom companheiro de “carraspana”.

Meu amigo Luciano, muito obrigado pelas suas declarações; meu amigo Fernando Pires, muito obrigado pela ilustração.

EDSON BIGODÃO - IP 189.70.231.60 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
Caruaru, PE Brasil - 13-Junho-2009 / 14:33:20
Aos familiares do amigo e contemporâneo Zé Barbeiro, apresentamos as nossas condolências, oportunidade em que ressaltamos a sua integridade como ser humano.

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.70.231.60 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
Caruaru, PE Brasil - 13-Junho-2009 / 14:27:58
"Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão... Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar..."

Os versos acima, para quem não conhece, são o início de um Clássico da Música Popular Brasileira. Essa música poderia ser o hino, a Bandeira, enfim, ela retrata fielmente uma época da história do Brasil. Ela nos remete aos “anos de chumbo”, ao tempo em que tudo era censurado. No tempo em que a pessoa para expor suas idéias libertárias tinha que ser macho, ou, como já disse alguém, infelizmente de triste memória, “tinha que ter aquilo roxo”.

Mas, esquecendo esse deletério (quase citado) registro, de início, a imensa satisfação que tive em saber que fui alvo da atenção do estimado Edson Bigodão. Meu querido Edson, sua intervenção com a lista dos bares e pessoas de outrora, nos remete à parte da História desse país. Você, na sua modéstia e generosidade, disse no seu testemunho, despretensiosamente: “...tive a oportunidade de divulgar de forma intensa, no que pese a censura imposta, a autêntica música popular brasileira, naquela época, considerada “de protesto”, e, portanto, recriminada”. Eu digo que você divulgou não só a música de protesto, e que você próprio foi um protesto, permanente e destemido, contra as injustiças sociais. Na sua intrepidez e destemor, insurgiu-se contra os desmandos e prepotentes. Com isso era admirado por muitos e repudiado por poucos. Estes últimos, detentores do poder.

Bigodão sempre foi um revoltado com a tirania que tolhe a liberdade do homem, sob todos os aspectos. Giuseppe Garibaldi, também o foi. Suas músicas preferidas, seus amigos inseparáveis (ex vi. Bartolomeu Genésio, dentre outros), sua conduta, enfim, faziam na época de Bigodão um “cavaleiro, quase solitário, de vanguarda”. Seus pronunciamentos nunca perderam o ardor flamejante da “esperança”. Carlos Prestes, também foi assim.

Você, Bigodão, não apenas divulgou a MPB, mas despertou consciências e formou opinião cidadã. Com o vigor da jovialidade e a têmpera do sertanejo, você jamais claudicou, vacilou (“amarelou”, como dizem hoje) diante da necessidade de se denunciar a Injustiça. Você sempre empunhou a bandeira da igualdade social; sempre condenou a exploração do homem pelo homem. Martin Luther King, também foi assim. Tal qual o passarinho que tentava com a perseverança de sua pequenez apagar o incêndio na floresta jogando água de suas asinhas molhadas, você no Programa de Rádio, com o Repórter Peninha (salvo o engano) também disseminava idéias de liberdade, de cidadania; você estimulava o alvorecer de uma consciência cidadã. Isso muito antes de 1988, quando tivemos o advento de uma Carta Magna com tantos avanços; você clamava pela desobediência civil pela via da não-agressão, do protesto pacífico, porém enérgico. Mahatma Gandhi, também fez isso na Índia.
Você, não poderia ser diferente, atraiu muita antipatia com suas críticas contundentes, mordazes, porém todas procedentes e oportunas. Você queria o quê? Governante só aceita elogios e - daqueles bem “rasgados”. Os críticos, os que apontam os erros, na tentativa de melhores dias, são odiados, até repudiados pelos grupelhos dominantes. E estes, numa escassez mental de melhores argumentos, lançam logo a pecha de “terrorista”. Mandela também sofreu tudo isso pela caterva dominante da África do Sul.

Mas você continua sendo o mesmo Bigodão, sem nenhum fio a menos. Só que o “bigodão” dá sinais dos tempos e mudou de cor; agora já está prateado pelo passar dos janeiros vividos, o que implica que está melhor ainda; dizem os enólogos que o vinho quanto mais velho, mais saboroso. Sei das suas notícias através da nossa querida “Cururipe”, quando casualmente a encontro e sempre pergunto pelo inesquecível Bigodão. Edson Bigodão, um cara transparente, intrépido, um ícone lendário nessas plagas do sertão. Acima de tudo, um amigo sem condicionais. Um sujeito paradoxal, pois para muitos foi apenas o boêmio, “cadeira cativa” em todos os bares por ele citados, no entanto foi, e continua sendo na essência, um ser humano extraordinário, um cidadão na mais pura expressão da palavra; um eterno preocupado com as injustiças sociais. Um homem, anos luz, à frente de seu tempo. Por isso mesmo, um misto de “persona non grata” para poucos e admirado e estimado por muitos que com ele comungavam dos mesmos ideais. Nesse rol, inclua-se o Padre Assis, Dom Helder, Marcos Freire e tantos outros incansáveis paladinos da Justiça. Edson Bigodão receba o meu afetuoso abraço. E não duvide que se Obama lhe encontrar, vai dizer, com certeza: “Edchon sê ô cara!”

[A foto acima foi captada em 1979 em Cobija Pando - Bolívia. Na época, ele e Fernando Pires estavam adidos no Banco do Brasil no Rio Branco (AC) e num final de semana foram conhecer Cobija, Departamento da Bolívia, que distava da capital acreana mais de 600 km]

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.100.21 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 13-Junho-2009 / 5:20:18
Faleceu na madrugada de 12 de junho às 4h30, em sua residência, José Matias Filho, o conhecido Zé Barbeiro.

Nascido em 16 de junho de 1928, completaria, na próxima terça-feira, 81 anos.

Nos anos 50/60 trabalhou na barbearia de Manoel Genésio juntamente com outros colegas: Zé Delfino, Estelino, Antonio Cirino e Zé Matias, se afastando, depois, para assumir seu póprio salão de atendimento.

O sepultamento será realizado neste sábado 13, às 8h, em Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 12-Junho-2009 / 22:08:22
PESSOAS DO MEU SERTÃO

Não poderia faltar nesta galeria o amigo Tota Flor. Tota é sinônimo das histórias da centenária Afogados da Ingazeira. Nunca foi afeito aos bens materiais; para ele a amizade é a única riqueza. Cícero quando escreveu sobre esse valor, não imaginava que no Pajeú, Tota Flor tão bem defenderia sua tese.

Conviver com Tota é uma dádiva que recebemos ao morar na região de Afogados. Ele escolheu esta faixa de terra para regar a sua infinita horta de amigos, para ele isto é atividade mais prazerosa da vida.

Jogador de futebol tipo carrapato, quando gruda em um, só larga com fogo; ele fez parte de vários times de Afogados. Destaco o time da Prefeitura que ele e Jurandir de Zé de Louro fizeram. Como dois grandes guerreiros, enfrentaram as melhores equipes da época, dando um trabalho danado. Que o digam Pé-de-Banda, Vanderlei e Batista.

Contador de “estórias” nato, faz de cada farra uma momento ímpar. A melhor de todas, o famoso caso de pênalti que Zé de Dora queria nova cobrança e Zé Martins, goleiro que poderia morrer ao tentar defender o novo chute, assumiu que o bola entrara e não permitiu. A irregularidade do lance, segundo o juiz, é que o goleiro havia se mexido antes da cobrança, e como o chute foi desperdiçado, não poderia haver benefício ao infrator. Este fato contado por Tota, ganha uma versão nova em cada relato.

Amante da poesia, sempre solicitava que eu recitasse um poema de Cancão, poeta que, na visão do amigo Tota Flor, escrevia com a mão divina. Recitei incontáveis vezes “Dia de Finados” e tantos outros.

Através de Tota tive acesso aos livros “2455 Cela da Morte”, “A Face Cruel da Justiça”, “A lei Quer Que Eu Morra” e “O Garoto Era Um Assassino”, todos de Caryl Chessman, obras estas que me ajudaram na busca do entendimento sobre crimes seriados e outros pontos narrados pelo “bandido da luz vermelha”.

Outro ponto destacável em Total Flor foram suas paixões. A partir delas criava situações para divertir-se e divertir os companheiros. Bila de Zé Mariano sabe como ninguém multiplicar as criações “totianas” e transformá-las em algo leve e sadio.

Tive o privilégio de conviver com Tota Flor de 1972 até hoje; desde 1992 sem a frequência desejada, posso afirmar que boa parte do tenho de bom foi lapidado pelo “Beckenbauer” do sertão. Afirmo sem qualquer reserva que Tota Flor e Totonho de Zé Cajá foram as duas pessoas mais puras no quesito ambição que conheci.

O bom mesmo é que ele, durante nossa convivência, sempre me chamou de Itamar. Para Tota, Ademar não existe.
Marabá – PA

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.1 <aherasa@yahoo.com.br>
Marabá, PA Brasil - 12-Junho-2009 / 19:55:10
Caro Fernando, gostaria de acrescentar meus cumprimentos aos inúmeros que Tota Flor já deve ter recebido por esse transcurso heróico! Parabéns Tota! Que a data se repita por muitos anos!

Gilberto Carvalho Moura - IP 189.114.178.115 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 12-Junho-2009 / 10:48:20
CENTENÁRIO DE AFOGADOS

Confesso que depois de também "viajar" no sonho do amigo Luciano Bezerra, e anteriormente haver sido presenteado com o belo soneto do colega Ademar Rafael, fica difícil retribuir aos leitores desse painel com algo à altura. No entanto, não posso me furtar de fazer alguns registros, principalmente quando se comemora concomitantemente 100 anos de Afogados da Ingazeira e 50 anos da Rádio Pajeú.

Em relação à emissora, registro que no início dos anos 70, foi exatamente através dela, com o aval de Dom Francisco Austregésilo de Mesquita Filho (In memoriam), e da força do então diretor Francisco de Assis Magalhães Rocha, que tive a oportunidade de divulgar de forma intensa, no que pese a censura imposta, a autêntica música popular brasileira, naquela época, considerada "de protesto", e, portanto, recriminada.

Considerando que "Luciano de Iraclides" reviveu no seu sonho o velho Coreto da então Praça Domingos Teotônio, vou divagar por outros pontos que também marcaram época na nossa querida cidade: O Bar de Gedeão, O Bar de João Godê, A sorveteria de Zé Panqueta, O Bar de Geraldo Magela, A lanchonete de Benedito Cerquinha; A Soparia de Iracema, O Hotel de Tereza, A Toca da Codorna de Zil, O Curtiço do amigo João Ramalho; A Churrascaria Paulista de Antonio Lúcio, o Bar de Zé Cotelo, A lanchonete de Toinheira, A Peixaria de Mineu, (local onde, um seleto grupo de amigos, tomava muita cerveja), O Pilão do amigo Fernando; O Bar de Luiz de Ernesto, O Bar de Dimas e tantos e tantos outros locais que se tornaram ponto de encontro para o bate-papo informal entre amigos.

Em relação ao poema ou "pequena canção" do poeta Ademar Rafael, (rogando desculpas aos vates do Pajeú) num gesto de ousadia, apresento um decassílabo, que expressa a minha nostalgia dessa terra querida.

Saudade é uma agonia
Que vai matando aos poucos,
Deixando o sujeito louco
E sem qualquer alegria.
É sensação doentia,
Que maltrata o coração
Provocando uma aflição,
Difícil de explicar,
Só possível comparar
A uma grande paixão.

EDSON BIGODÃO IP 189.70.252.199 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 11-Junho-2009 / 22:12:02


Parabéns, Antonio Florentino - Tota Flor! Que possas completar mais 60 anos!...

Amigos de Tota Flor
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 11-Junho-2009 / 14:27:22
Passeio Onírico

O mundo segue sua trajetória na celeridade dos acontecimentos. Cada dia uma página virada com seus fatos variados. Nas atribulações do quotidiano, nem temos tempo para meditar sobre os bons momentos vividos... e os fatos agradáveis vão-se acumulando no recôndito da mente, só aparecendo em sonhos raros, deixando-nos aquela sensação de prazer. Foi assim que as imagens iam surgindo numa profusão e nitidez impressionantes.

De repente, eu me vi criança, novamente, correndo pelas calçadas da Avenida Rio Branco. Lá estavam os colegas de brincadeiras: os irmãos, Adelino e França Amaral, Naldinho Quidute, Eduardinho, filho de seu Eduardo Veras, Beto e Agnaldo, filhos de seu Inocêncio Nobelino, Francisquinho, o Fanca, (irmão de Zé de Filó). E outros mais foram chegando, até que decidimos brincar de “garrafão”. Alguém conseguiu um pedaço de carvão e logo estava desenhado no chão, aquele garrafão imenso, na calçada do armazém da Souza Irmãos, onde Seu Nelson Galvão negociava, comprava peles de animais e ovos que eram exportados para o Recife. E como nos outros tempos, a brincadeira transcorreu tranqüila, até que surgiu uma briga e a turma dispersou. Ficamos sentados na praça, quando passou o Misto de Zé de Preta, carregado de gente e bagagens, seguindo rumo a Boa Vista; dobrando a esquina, vinha seu Abdon, tangendo sua tropa de jumentos carregados de água, entregando de porta em porta. Ao vê-lo, corremos até sua casa e compramos alguns pirulitos que era uma festa para nós, seus clientes fiéis.

Ali em frente ao armazém de seu Nelson Galvão, ainda não tinha calçamento e nós brincávamos de “triângulo”, com uma vareta de ferro pontiaguda que se ia fincando no chão e ganhava o jogo aquele que conseguisse deixar o rival encurralado. Esse joguinho era também motivo de muitas brigas e trocas de tapas.

As imagens prosseguiam e lá estávamos, naquela noite de natal, correndo no Parque de Diversões de Seu Miguel Jacó. A difusora bradava a toda altura; a Praça Domingos Teotônio (hoje Mons. A. Câmara) fervilhava de gente. Era noite de natal. A loja de seu Guardiato Veras e todas as outras lojas estavam abertas.

O multicolorido das luzes deixavam-nos extasiados. E o dia clareou, na velocidade vertiginosa do sonho, levando-me às margens do Rio Pajeú, naquela “prainha” que se formava quando as águas baixavam, e as pessoas acorriam para as areias claras e despoluídas. O domingo de manhã era uma festa. O nosso Pajeú ainda não havia sido tão agredido até a morte, como se encontra hoje, sendo um depositário de dejetos fétidos, um esgoto a céu aberto.

Afogados do final da década de 50... início de vida da Rádio Pajeú. A energia elétrica ainda era a motor. As noites tinham beleza indescritível com a lua cheia. O Cine São José (ainda “era a maior diversão”), com filmes que davam casa cheia e ficavam marcados para sempre: Os Dez Mandamentos, Ben Hur, Cleópatra, para citar bíblicos e épicos; havia os seriados imperdíveis com Rock Lane, Tarzan e o hit, para todas as idades: O gordo e o Magro. Na portaria Seu Nilton Cezar que conhecia a todos, não vacilando em impedir a entrada daquele que não tinha idade suficiente para o filme que estava passando naquele momento. Se não tivesse 14 anos, não adiantava insistir, não entrava. E o rigor era maior quando estava sendo exibido filme impróprio para menores de 18 anos.

E o sonho prossegue, trazendo-me o Coreto repleto com seus frequentadores mais assíduos: Jader Góes, Zé Barnabé (filho de João de Chica), Edmilson Malaquias, Zé Cabeleira, Paulo Quidute (com sua hérnia). Geni Marinho servindo a aguardente de mesa e mesa e o tira-gosto, sempre aqueles pedaços de fígado que era degustado por todos; eis que chega a presença indispensável de Nego Sapateiro com sua Taboada de Mestre Porfiro.

E eu vi o prédio da Prefeitura, ainda em construção, que servia de “morada” para João Palmira; lá no beco de seu Fernando apontou Lodi, gritando, “vai pa onde?” E Lodi encontrou uma turma de meninos jogando pião; depois de muito insistirem, Lodinho lançou o pião sobre outro, abrindo este em bandas. Era a especialidade de Lodi, com sua pontaria certeira. Não escapava nenhum pião, o Lodinho quebrava de primeira.

E no sonho eu vi a inauguração da Água Encanada, tendo antes as ruas sido cavadas para colocação das adutoras; seu Deda Capitão comandava uma turma que fazia as ligações de água para as residências; ali na passagem para o Bairro São Francisco construíram os poços que abasteciam a Caixa D’água que foi erguida e se encontra, até hoje, próximo a casa onde morava Seu Belinho. A construção da Caixa D’água foi acontecimento que prendeu a atenção de todos, durante todas as etapas, desde a montagem dos andaimes até o acabamento.

No meu sonho, vi os Comícios, em tempos de eleições; vi os adversários políticos que eram amigos e, alguns, até compadres. Passada a campanha, voltava a amizade e o respeito entre todos; não havia essa continuidade ininterrupta e nefasta de ataques pessoais, quizilas mesquinhas que nada constroem; havia respeito recíproco entre as pessoas. No meu passeio onírico revivi as emoções da chegada de Dom Mota a Afogados da Ingazeira e com ele, o surgimento da Emissora que se tornou líder no sertão do Pajeú. O Colégio Normal, com seu internato dirigido pelas freiras, comparecia, em peso, à missa dominical, pela manhã; o Guarani rival do União, estava jogando no campo de futebol, nas imediações da Cadeia Pública. A partida era decisiva e o Negão “Colher de Pau”, com seu futebol show, era um capítulo à parte na história do futebol afogadense.

A “fita” foi passando, ora com imagens pretéritas ora com fatos recentes, e uma sequência de fatos e pessoas desfilando de forma desordenada, como sói acontecer nos sonhos. De súbito acordei e a realidade se deparou diante com mais um dia pela frente... Afogados com Um Século de História... eu testemunha vivencial de mais de meio século dessa mesma história... hoje me acomete a preocupação com o futuro.
Hoje vem a indagação sobre o destino de nossa querida Afogados que foi objeto de zelo e preocupação, também, daqueles que tiveram as rédeas do seu destino nas mãos. Afogados, atualmente, requer de seus gestores um maior comprometimento com suas carências de uma cidade em expansão; já não somos mais uma cidadezinha governável por qualquer um. Além de tirocínio na condução de seus destinos, Afogados requer, acima de tudo, honestidade absoluta e inquestionável do seu timoneiro-mor. E isso não depende da vontade de um grupo, mas de toda a coletividade, de todos os afogadenses.

O povo é quem sabe o que pretende para essa Afogados de hoje e do futuro. Foi só um sonho... a vida continua.

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 11-Junho-2009 / 12:12:37
Afogados – Cem anos com e sem você.

Com você eu sorri na mocidade,
Sem você eu dormi pelas calçadas,
Com você eu varei mil madrugadas,
Sem você eu perdi a liberdade.

Com você persegui a humildade,
Sem você eu penei nas caminhadas,
Com você eu tracei novas estradas,
Sem você descobri o que é saudade.


Com você desenhei mais de mil planos,
Sem você nesta festa de cem anos,
Um de julho será sem alegria.

Sem você toda festa é diferente,
Com você eu espero brevemente,
Relembrar com afeto o grande dia.

Ademar Rafael Ferreira - Marabá-PA, 09.06.09.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 10-Junho-2009 / 14:19:18
Caro Gilberto, neste assunto da casa do estudante, vc atinge o prego bem na cabeca. A unica coisa que devo acrescentar e dizer, Amem, amem e amem. Zeze

Zeze de Moura - IP 68.183.180.85 <jojephd@yahoo.com>
Rosemead- California, CA USA - 8-Junho-2009 / 13:30:54
Programe a Hora de Adoecer

Em Afogados da Ingazeira, o pobre tem que programar a hora de adoecer,(como se, ficar doente fosse coisa boa) porque só será atendido na hora em que o médico de plantão chegar.

E o que é "Plantão"? O Aurélio diz que é o "horário de serviço "escalado" para determinado profissional exercer suas atividades em..." determinado local. Na linguagem comum, ficar de plantão é ficar à espera de alguém ou de alguma coisa. Logo, o médico de plantão deve estar à espera do doente; mas aqui os papeis se invertem: o doente é que deve ficar à espera do médico de PLANTÃO. Se morrer durante a espera... de quem é a culpa? Deve ser da pessoa que adoeceu na hora errada.

O Diretor do Hospital Regional que nos desculpe; mas plantão sem hora certa de chegada é novidade. Falta médico? Quem é o responsável por isto? Sabe-se que não é o Diretor, claro. Mas as reivindicações precisam ser mais contundentes. Observa-se aí o descaso das autoridades competentes para com a população. As promessas durante as campanhas políticas são as melhores possíveis. Passado esse período, o pobre que se cuide. E o povão ainda acredita. Pense nisso.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 8-Junho-2009 / 9:36:27
ÁGUAS NO SERTÃO

As fotos das cheias no sertão, se apresentam como um senso de regeneração, recriação, novo começo, preenchendo o ciclo natural da criação divina. O cenário do rio cheio, da barragem transbordando, e do sertão verdejante, é algo belo que chega a ser comovente. O líquido precioso voltou, e voltou em abundância, prometendo uma boa safra, talvez, até trazendo de volta a Asa Branca. Tudo isto trouxe à mente minhas experiências relacionadas com o suprimento de água potável no sertão.

Creio ainda haver alguns conterrâneos que se recordam de como era difícil ter essa água na época anterior à década de 60. Não havia água encanada. Esse líquido, tão necessário para o nosso viver era vendido de porta em porta por indivíduos que ganhavam o seu sustento vendendo-o aos habitantes da nossa Afogados da Ingazeira de outrora. Era, na realidade, um bom negócio, pois todos nós necessitamos de água pra sobreviver.
Uns traziam diretamente de cacimbas no leito do rio; outros enchiam os barris no chafariz do Sr. Severino Pereira, que era parte do seu conglomerado de negócios. Outros transportavam a água em latas de 20 litros penduradas por cordas a uma vara grossa que ficava sobre os ombros do carregador, o qual levava a carga a pé, até certas distâncias. Havia ainda outra opção, que era construir cisternas e coletar a água da chuva e armazená-la, para futuro uso.

Um dos provedores de água era o Sr. Abdon; homem simples, alegre e agradável, que não tinha medo de trabalho pesado. Ele mantinha um grupo de uns oito jumentos, usados para esse transporte. Cada jumento carregava quatro barris, que chamávamos de “ancoretas”, cada um com uma capacidade de 20 litros. Quando ele chegava, descarregava o conteúdo nos potes de barro tão usuais na época.

Eu já me aproximava dos doze anos, quando meu pai encomendou ao Sr. Antonio Aleixo para que construísse um carro de duas rodas, que comportasse quatro latas de 20 litros. Na primeira vez, meu pai foi comigo até o chafariz, para ver como a coisa funcionava e se eu iria conseguir realizar a tarefa. Fui aprovado e comecei a minha jornada como transportador de água, para a nossa casa, sem muito entusiasmo. A ida para o chafariz era fácil, feita ladeira abaixo; o retorno, no entanto, era outra história. Não só pelo fato de ser subida, mas, também, pela carga de 80 litros de água. Foi assim que aprendi o quanto pesa a água.

Nas minhas idas e vindas, quase diárias, havia um moleque da minha idade que ma atazanava sempre que me via puxando o carro. Ele aparecia no portão do quintal, e não só fazia gozação como usava insultos. Numa destas ocasiões eu achei que não aceitaria mais tais insultos. Ao aproximar-me do portão, o garoto veio com seu palavreado ofensivo. Parei meu carro e confrontei o dito cujo. Apos uns empurrões, e uns murros, o moleque correu pra dentro de casa, e nunca mais me aborreceu. Meu pai havia presenciado todo o evento, mas não falou uma palavra, pois o moleque havia me chamado de filho da ....

Estávamos em plena campanha política, e os diversos partidos se manifestavam com entusiasmo, todos buscando a aprovação do eleitorado que se manifestaria na primeira eleição apos 15 anos de ditadura. Entre os partidos achava-se o PC, pelo qual não havia muita simpatia. Eu ouvia muita conversa sobre o assunto, e geralmente eram bem negativas as opiniões.
Numa das minhas visitas ao chafariz, notei que a parede do prédio estava coberta com cartazes, que no meu entender estavam promovendo o PC, e eu imediatamente pensei,vou rasgar estes cartazes. Enchi as latas d’água e me dirigi de volta pra casa, arrancando os cartazes o mais que podia, cheguei a rasgar uns quatro, quando de repente , lá vem o Sr. Severino Pereira bastante agitado e afirmando que eu não teria mais acesso a água do chafariz e que o meu comportamento era repreensível, e que aqueles cartazes foram colocados na parede com a autorização dele. Eu fiquei chocado, pois pensava estar prestando um serviço à comunidade.
Chegando a casa falei com meu pai. Ele me ouviu e fez-me ver e entender o meu erro. Ele então me levou ate a casa do Sr.Severino para me desculpar e prometer que tais ações não seriam repetidas. Ele foi muito gracioso, perdoando a minha atitude, e as coisas voltaram ao normal.

Algum tempo depois, meu pai contratou a construção de uma cisterna no nosso quintal, para captar água das chuvas. A coisa funcionou muito bem, mas eu fiquei com a responsabilidade de tirar a água da cisterna para encher o tanque do banheiro, o qual tinha uma capacidade de uns 100 litros d’água. Era um grande exercício físico tirar água da cisterna, com uma lata de 20 litros e uma longa corda para encher aquele tanque que nos proporcionava um banho agradável.

Hoje, com os benefícios do sistema moderno de água encanada, aquela realidade estava esquecida, e para as novas gerações são contos da carochinha.
Ate a próxima... Tenho que ir buscar a minha carga d’água!...

Zezé de Moura <jojephd@hotmail.com>
Rosemead - Califórnia, CA Brasil - 6-Junho-2009 / 9:01:51
Caro Fernando, nesse assunto da casa de estudantes afogadenses no Recife, meto minha colher nos seguintes termos: Nos tempos de estudante dos de minha geração não haviam essas benesses, nem mesmo haviam merenda, uniformes, livros, cadernos e mochila ofertados pelo poder público, eram pai e mãe que supriam essas necessidades mas, a bem da verdade, alcançar uma graduaçao em curso superior era muito mais árduo e muito mais prazeiroso. De uns tempos para cá é que se criou esse assistencialismo basbaque que transforma jovens indolentes em profissionais sem iniciativa ou competencia, que querem tudo na boquinha e de preferencia já mastigado. Que tipo de pessoa se espera formar com esses estudantes carentes de brio e vontades proprios para enfrentar as durezas da vida? Pelo visto quando formados esperam ter emprego garantido e reservado por algum sistema de cotas ou se entregarão ao ócio contemplativo nos botecos afogadenses? Ainda bem que existem exceções! Conheci, entre outras, uma garotinha chamada Renata Celeste Sales que nunca recebeu benesses de nenhum tipo, estudou no interior em escola pública, fez vestibular na federal e foi a melhor classificada, fez o curso de Direito e hoje é professora universitária, e com Mestrado! Isso tudo contando apenas com o proprio esforço e dedicação e os minguados recursos da mãe. Portanto senhores moradores da casa dos estudantes afogadenses em Recife, aproveitem essa facilidade, parem de reclamar e estudem! Se preparem para a vida que ela não é uma festa. Tem momentos festivos, é certo, mas na maioria do tempo, é luta, é suor, é canseira, é gastar vida!

Gilberto Carvalho Moura - IP 189.114.188.121 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 5-Junho-2009 / 17:45:40
Atos que envergonham

Um dos personagens mais odiados do mundo foi Adolf Hitler, não só por ser reprovado no exame para Academia de Belas Artes de Viena; não só por ser filho bastardo de um pai judeu que não o reconheceu; não só por ter servido, contra sua vontade, na primeira guerra mundial como cabo; não só por ter sido condenado a cinco anos de cadeia pelo incitamento ao governo da Bavária; mas sim, e unicamente, por determinar, através de “Ato Governamental” o extermínio de, aproximadamente, 6 milhões de judeus. Eram crianças, adultos e idosos indefesos e inocentes.

Aqui no Brasil, todos nós, brasileiros e brasileiras, com mais de cinco décadas de idade, lembramos, perfeitamente, dos dias de terror após a promulgação do Ato Institucional nº5 que começou a vigorar em março de 1967, o conhecido e cruel AI-5. O governo do general Costa e Silva, revogou os dispositivos constitucionais de 67, e mais, ampliou seus poderes discriminatórios do perverso regime militar, que teve início em 31 de março de 1964.

Só pra relembrar, o AI-5 teve como primeira providência o fechamento do Congresso Nacional. Muitas mulheres e homens pagaram com a própria vida por defender a liberdade de expressão em nossa pátria. Foram 25 anos de luta. Uma luta desigual, onde os “homens do poder” tinham as baionetas e o povo, apenas, a vontade e a coragem como principal munição. Mas vencemos! Vivemos uma nova era, onde podemos andar livremente pelas ruas, opinar, discutir, falar abertamente sobre quaisquer fatos relacionados ao governo, enfim, expor nossos pontos de vista da forma que realmente enxergamos a situação. O que naqueles tempos de chumbo, seria impraticável.

Para que esses males não retornem, jamais, nem ganhem forças, às vezes, infiltrados em lobos disfarçados de ovelhas, temos que entender que as cidades são as mais importantes bases de sustentação numa estrutura de sociedade democrática. Nossa tarefa, como cidadão, é participar das discussões políticas, econômicas e sociais.

Num Congresso sobre Políticas Públicas em São José dos Campos (SP), em março de 2005, o professor Mauro Kano, fazia questão de registrar as atribuições dos legisladores, onde afirmava que os vereadores são para elaborar leis sérias, fiscalizar os atos do Executivo e educar o povo a ser protagonista no governo de uma cidade que quer ser do povo. As leis devem ter por base, para sua elaboração, a intenção de melhorar, cada vez \mais, o funcionamento da máquina pública, a partir das necessidades das pessoas, facilitando a convivência em grupo, em sociedade, transformando o espaço da cidade num espaço mais humano.

A fiscalização dos atos do Executivo deve ter, por princípio, o zelo pelos bens e dinheiro público, principalmente em se tratando dos impostos arrecadados e sua aplicação para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Aliás, uma das leis mais importantes que o Vereador aprecia e vota é a Lei do Orçamento Anual, juntamente com a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual do Município.

Caso haja, por qualquer motivo, desvio desses procedimentos, estaremos, infelizmente, diante de mais um lamentável ato que nos envergonha. Carlos Moura Gomes - Gravatá / 2009

Carlos Moura Gomes - IP 189.119.121.74 <carlosmouragomes@yahoo.com.br>
Gravatá, PE Brasil - 5-Junho-2009 / 15:48:52
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