AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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RÁDIO PAJEÚ - JUBILEU DE PRATA

No próximo 4 de outubro de 2009 a RÁDIO PAJEÚ completará 50 anos de Comunicação e Transmissão de Cultura. Seu JUBILEU DE OURO.

Há 25 anos, em outubro de 1984, Roberval de Medeiros Pena escreveu uma crônica, no Diário de Pernambuco, pela passagem do seu JUBILEU DE PRATA.

RÁDIO PAJEÚ

Outubro de 1959. Nada testemunhei, pois nasceria meses depois. À beira do Rio Pajeú, Afogados da Ingazeira era um desses oásis do Nordeste, onde se antevia sinais de progresso e de renovação. A outra face indicava um semblante lúgubre da desertificação.

Naquele inesquecível quatro de outubro, estava inaugurada a primeira estação de rádio do sertão pernambucano: a ZYK 39 – Rádio Pajeú de Educação Popular, que operava na faixa de 1520 Khz. A partir de então, a nova conquista era motivo de orgulho para os habitantes da região. Afogados da Ingazeira falava para o Brasil e, pasmem, para o mundo! Para o Mundo? Sim, porque houve quem a sintonizasse até no Exterior. As cartas chegavam dos lugares mais longínquos e curiosos e revelavam a satisfação de ouvir a voz autêntica do homem das caatingas do Nordeste(...) Leia mais

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 13-Julho-2009 / 9:16:45
RÁDIO PAJEU – 50 ANOS NO AR

A Rádio Pajeú nasceu de um sonho e da obstinação de Dom João José da Mota e Albuquerque, nosso 1º Bispo Diocesano, que trazia como prioridade na sua vida pastoral conscientizar as pessoas de uma região, mais sofrida naqueles tempos do que é hoje, com todo o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação. Não é difícil imaginar a incansável luta que teve D. Mota para sensibilizar as autoridades lá do Ministério das Comunicações, sediado no Rio de Janeiro, mostrando-lhes a necessidade e a importância de uma emissora de rádio, naqueles confins do Brasil, notadamente no Nordeste.
Creio que pesou em todo esse empenho, o prestígio do nosso Bispo, seu poder de persuasão e, acima de tudo, por termos um Presidente que também era um desbravador de obstáculos, um destemido frente aos desafios - o Juscelino Kubistchek - que deu ao mundo o maior exemplo de tirocínio administrativo, ao construir Brasília, enquanto era por muitos tido como visionário.

Eis que a Rádio Pajeú se tornou realidade. Antes, porém, rebuscamos no videoteipe da mente e podemos vislumbrar a construção do prédio que abrigaria, por muitos anos, os estúdios e transmissores da Rádio Pajeú, no bairro São Francisco. Já nessa época estava entre nós, Waldecy Menezes, oriundo de Nazaré da Mata, trazido por Dom Mota, que aqui erradicou-se e aqui viveu até os últimos dias de sua vida. Waldecy Menezes foi o mestre dos mestres, na Rádio Pajeú. Excelente locutor, rádioator, compositor, enfim, Waldecy sabia TUDO de rádio. E fazia questão de transmitir seus conhecimentos aos seus “discípulos” colegas.

As paredes do prédio foram subindo, como também subindo foi a antena sob a assistência técnica do Dr. Sabóia que visitava a rádio periodicamente, ou em caso de pane, quando era chamado às pressas e deslocava-se de Olinda, onde residia. Aqui chegando, muitas vezes virava a madrugada, juntamente com Dinamérico Lopes e Abílio Barbosa, até que conseguiam fazer a Rádio entrar no ar, novamente. O Dr. Sabóia, por um certo período, afastou-se da Rádio Pajeú e foi trabalhar na Rádio Globo do Rio de Janeiro. Ao regressar a Pernambuco, voltou, também, a dar assistência à Rádio Pajeú (...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.100.130
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 20:03:51
SEGUNDA-FEIRA GORDA E TRISTE
(Homenagem a Bernardo)

Quis um dia a morte terminar
mais cedo o nosso carnaval e se vestiu
com negra fantasia a rondar as portas
onde reinava a alegria.

Caminhava pelas ruas desde cedo
Se confundindo a nós, que despidos
Das nossas tristezas, por momentos,
nos envolviam no delírio dos seus
braços, dela, morte, que vagabunda,
igual a nós, só buscava até então
o júbilo, os fúteis e eternos
prazeres da vida.

Quis um dia a morte terminar
mais cedo o nosso carnaval e como
folião nostálgico foi nos enganando
até a noite de domingo, quando tudo
parecia um nunca acabar.

De repente, arrancou a máscara
e de soslaio foi nos deixando para trás
ao tempo em que seus passos se alongavam
buscando as esquinas da traição.

Já agora revelada, pálida e fria,
na forma cruel que a concebemos, ela, morte,
foi levar o abraço triste àquele que,
apesar de moribundo, tinha o coração
em festa, pelo muito de melodias que
deixou fluir dos seus dedos, nas ruas
calmas ou alegres, tristes ou risonhas,
por onde os seus sonhos passeavam
e os seus pés descalços brincavam.

E assim quis um dia a morte terminar
mais cedo nosso carnaval e levou
consigo o nosso músico maior fazendo
cessar os acordes de momo, mas nunca
o eco das canções que ele – BERNARDO –
alegremente nos ofereceu em serestas.

Célio Pereira - Olinda, 18 de novembro de 1984

Célio Pereira da Silva
Olinda, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 17:09:15
Respostas de Edson Bigodão:

1 – Quando você começou a escutar a Rádio Pajeú?
No início dos anos 60. O fato é que, durante as férias escolares eu ia de Caruaru para Afogados da Ingazeira, para a casa dos meus tios, nos Sítios Curralinho e Corisco. Pela inexistência de televisão, os hábitos familiares eram ouvir rádio. Era impressionante o ritual de todos os presentes para “participar” da missa retransmitida aos domingos no final da tarde. Outro programa que me chamava à atenção era o de ensino, ou seja: o programa do Movimento de Educação de Base (Escolas Radiofônicas), apresentado, creio, pela família Oliveira. Era também impressionante para mim a organização e a transformação de uma sala de estar em uma sala de aula, no Sítio Corisco, quando todos se arrumavam para ouvir os ensinamentos.
Nos anos 70, quando passei a residir em Afogados, geralmente ouvia os programas apresentados por Silvério Queiroz de Brito, por Waldecy Menezes, Toinho Xavier, Zé Barnabé, dentre outros, além, evidentemente dos comentários de Dom Francisco, do Padre Assis Rocha e, aos domingos, a crônica do colega Célio Pereira. Pouquíssimo tempo depois, creio que em 1973, já na condição colaborador e produtor dos programas MPB – Show, Repórter Peninha e Momento Brasil, praticamente ouvia toda a programação.

2 – Como era a programação da Rádio Pajeú?
Não obstante cada produtor/apresentador ter o seu estilo próprio havia uma preocupação por parte da direção em transmitir, sempre, conhecimentos básicos e imprescindíveis à formação dos radiouvintes.

3 – Quais os seus programas favoritos?
Praticamente todos, com exceção, posso mencionar, por exemplo, A VOZ DO BRASIL.

4 – Como era a cidade e quais as diversões proporcionadas pela Rádio Pajeú?
Uma cidade pacata e marcada por pólos políticos distintos. De um lado aqueles que apoiados pelo governo militar, mantinham uma linha de respeito às regras ditadas, e do outro, nós, com o apoio de Dom Francisco, que, em regra, íamos de encontro ao que julgávamos impróprio, evidentemente, como disse Guevara, sem perder a ternura jamais.
As diversões mais comuns eram os programas de auditório no Cine São Jose, sob o comando de Waldecy Meneses; Outra grande diversão proporcionada pela Rádio Pajeú era a programação de aniversário, geralmente com diversos eventos, presença de bons conjuntos e cantores da época. Além do programa de auditório, com diversas atrações regionais, encerrava com um baile no ACAI.

5 – As informações transmitidas pela Rádio Pajeú influenciaram/ influencia a sua vida?
Sim. Considerando que vivíamos sob intensa censura, os pronunciamentos de Dom Francisco, de forma direta e objetiva, motivava-nos a continuar firmes na luta contra o regime de exceção. Na realidade, a Rádio Pajeú foi o mecanismo que encontramos para divulgar as nossas idéias de liberdade.

6 - Teça comentários sobre algum programa que você fez na emissora
Durante anos produzimos e apresentamos o programa MPB Show que focalizava a nossa autêntica música brasileira, inclusive a nossa música regional, ou seja: os compositores nordestinos. Um dos enfoques era exatamente fazer uma análise subjetiva da mensagem de determinadas canções que, em diversos momentos foram censuradas e proibidas de serem veiculadas. Tínhamos, além de um público fiel, pessoas que, a exemplo dos amigos Paulo Oliveira e Virgílio Amaral (in memoriam) procuravam contribuir e cobrar que determinadas canções fossem comentadas na programação; O Programa “O Repórter Peninha” foi criado em parceria com o amigo e colega Nelson Galvão de Luna Cavalcante Filho, o Nelsinho. Na verdade, a idéia nasceu do Nelsinho. Foi um programa que marcou época e, de alguma forma ajudou a solucionar algumas questões e pendências administrativas da nossa cidade. Por fim, o programa Momento Brasil, teve um enfoque mais político, inclusive em função da “abertura” dos dois últimos governos militares. No Fundo, procurávamos também fazer um comparativo de determinada letra (mensagem músical) a um acontecimento político.

Edson Bigodão - IP 189.70.181.248 <edssoncsiqueira@hotmail.com>
Caruaru, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 13:53:10
REBUSCANDO O PASSADO - Recebi do jornalista Daniel Ferreira um questionário para que ele e o prof.César Acioly tenham subsídios para o Livro que está sendo elaborado sobre o JUBILEU DE OURO (aniversário de 50 anos) da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, Emissora pioneira no Sertão Pernambucano.

Quando a emissora foi inaugurada em 4 de outubro de 1959 eu tinha apenas 8 anos de idade. Tenho nítidas recordações de ouvir sua programação a partir dos anos 60 quando passava o dia na casa comercial do meu pai e apreciava as músicas de Teixeirinha (isso mesmo... Canarinho Cantador, Coração de Luto, que eram o maior sucesso naquela época, e muitas outras que não me vêm à mente).

Não tenho recordação dos seus primeiros programas, mas, nos anos 60 tínhamos Valdecy Menezes, com NO TERREIRO DA FAZENDA, no estúdio, e o DOMINGO ALEGRE e FESTA NA ROÇA, programas de auditório, no Cine São José, que eu não perdia sob hipótese alguma. Ulisses Lima, aos domingos, apresentava o CLUBE DO GURI, com o personagem Tio Roberto que contava historinhas às crianças. No final dos anos 60 e início dos anos 70 o bancário Célio Pereira da Silva, juntamente com o padre Assis, faziam o programa dominical REVISTA DO ALMOÇO sobre atualidades e, principalmente, sobre o que ocorria de bom ou ruim em Afogados da Ingazeira, quando citavam uma frase que dizia: “...e por isso Lode gostou, ou.. e por isso Lode não gostou”, dependendo da notícia boa ou ruim. Silvério Queiróz tinha um programa, mas não recordo o nome. Edson Costa de Siqueira (Bigodão) fazia dois programas: O Repórter Peninha e MPB Show.

Atualmente, quando estou em casa – no Recife – escuto os programas da manhã, com Nill Junior/Aldo Vidal. O de Anchieta, claro, quando madrugo, pois começa às 5h da matina até as 7. Eventualmente, também, os programas da tarde com Celso Brandão. Todos, através da internet.

Na Afogados da Ingazeira dos anos 60, os jovens se divertiam passeando na Praça Domingos Teotônio (atual Mons. Arruda Câmara), conversando com os amigos, namorando... Algumas vezes, grupos de amigos se reuniam para o famoso “assustado”, quando escolhiam uma residência para realizar encontros dançantes, acompanhados de refrigerantes e salgadinhos. Reuniões muito saudáveis, quando então a paquera e o namoro eram a tônica. Era uma das nossas diversões. Naquela mesma década - anos 60 -, um grupo de amigos, capitaneados com Antonio de dona Helena, criou o JAI (Juventude de Afogados da Ingazeira), vizinho as residências de seu Guilherme e Rogério Oliveira, na Rio Branco, defronte à Casa Paroquial, onde jogávamos ping-pong, dama, firo, gamão e, invariavelmente, dançávamos embalados ao som de Roberto Carlos e outros, da Jovem Guarda. O som de abertura e encerramento dos encontros era Garota do Baile (com Roberto Carlos).

Atualmente sou ouvinte dos programas de jornalismo matinais, que abordam o que ocorre na nossa cidade, pois, por residir no Recife, gosto de saber o que se passa em nossa Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 11:20:14
Buraqueira nas estradas - Inverno em Pernambuco é tempo de festa no interior. Na programação, festivais em diversas cidades do Agreste e Sertão. Enquanto os governos estadual e municipais investem na propaganda, incentivando o cidadão a pegar a estrada para curtir os recantos onde reina o clima ameno, esquecem-se de uma questão de vital importância: a situação das estradas.

Quem circula pela PE-320, entre Triunfo, Flores, e Afogados da Ingazeira, no Pajeú, sofre com buracos e passa por momentos de tensão, porque falta de sinalização e há excesso de mato nos acostamentos. As placas estão velhas e quem não conhece a região fica perdido. As cabeceiras de pontes encontram-se deterioradas, colocando em risco a vida dos motoristas.
[Jornal do Commercio, Recife-PE]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 11-Julho-2009 / 19:58:55
Caro Luciano, Seu relato sobre Chico Berto e Expedito Abeinha é de uma felicidade extrema. O primeiro além das qualidades indicadas por você foi citado por Célio em crônica publicada neste site exercendo a atividade de treinador de futebol. O segundo, extrapolando sua análise, detinha também a qualidade de - do lado do bem - abrir cofres. Diferente, é claro, de alguns políticos que não carecem de chaves e dos "amigos do alheio" que o fazem de forma ilícita.

A chama que procuro manter viva sobre figuras da nossa região não pertence a mim, pertence a todos que enxergam no simples e no popular o real valor das pessoas. Destaco, em tempo, a citação sobre Dias Gomes este cidadão cabe no pajeú. Tinha nosso jeito e nossa coragem para fazer diferente.

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.100 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 11-Julho-2009 / 18:37:52
Com a permissão do poeta Ademar, pego a deixa e o mote “Pessoas do meu Sertão” e vou buscar duas personagens que se destacaram no nosso cotidiano.

O primeiro, “Chico Berto”. Mecânico competente, lanterneiro e pintor inigualável, para os padrões da época. “Bom papo” e exímio criador de casos que seria páreo duro para Dias Gomes. A Globo não sabe o que perdeu em não contratar Chico Berto para o seu quadro de Roteiristas. Sem mais rodeios, Chico Berto era um mentiroso de carteirinha. Faça-se justiça a ele: suas mentiras eram inofensivas. Mentia apenas para dar vazão ao seu gênio criativo.

Quando estava a desamassar uma peça de lataria, suas batidas no martelo eram ritmadas. Ao chegar alguém, iniciava-se uma conversa e logo Chico Berto mandava uma: “Você conhece esse menino de Joaquim Nazário?” Logo se percebia que se tratava do Dr. Ailton. “Pois bem”, - prosseguia Chico Berto – “esse menino, quando chegou aqui, formado, me deu muito trabalho... também, um menino formado há pouco tempo... muitas vezes, eu estava aqui, quando chegava alguém me chamando: Seu Chico, Doutor Ailton, pediu que o senhor vá no hospital, urgente, que ele está com um problema”. “E lá ia eu”, dizia o nosso Chico Berto. “Chegava ao hospital e via que era uma bobagem: uma mulher precisando de uma cesariana. Eu fazia o parto e vinha embora. Assim foram muitas mulheres que eu salvei”.(...) LEIA MAIS

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.100.130 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 10-Julho-2009 / 21:18:38
TOINHO DO BAR

Oriundo de Quitimbú, povoado localizado na divisa dos municípios de Iguaracy e Custódia, Antônio Gedeão Silva veio no final dos anos 60 para Afogados da Ingazeira, com intuito de estudar e ajudar o cunhado Geni,no bar localizado no sobrado da Praça Monsenhor Arruda Câmara. Com o tempo ganhou os nomes de Toinho de Geni, Toinho do Bar e Toinho da Moringa, os primeiros em função do cunhado que o recebeu e do bar que administrou com maestria e o último por força do empreendimento próprio na Praça Padre Carlos Cottart.

No lendário Ginásio Industrial fez parte da famosa turma de Boíba, época que o conheci ao chegar a Afogados, no ano de 1972. Desde então fui cliente assíduo do bar de Geni onde ao lado do amigo Dário consumi muito Jurubeba com pipoca.
Nos anos 90, quando passava por Afogados,sempre visitava Toinho na Moringa e ele ao me ver entrado no bar, servia uma dose do famoso vinho com a pipoca.(...) [LEIA MAIS]

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.1 <aherasa@ig.com.br>
Maraba, PA Brasil - 10-Julho-2009 / 18:02:57
O João Paraibano (foto), este poeta extraordinário, já conceituado como o mais perfeito criador de evocações ao paisagismo sertanejo, tem uma passagem na sua vida que não é confortável ser lembrada. Entretanto, como se diz que das adversidades, não raras vezes, logramos algo de positivo, com o nosso poeta – João Paraibano - aconteceu assim. Em certa ocasião, o poeta contrariando sua índole pacífica, e impelido pelos efeitos etílicos, numa discussão mais acirrada, agrediu alguém de sua estima e, mesmo tendo sido um caso isolado em toda sua vida, o poeta foi detido. O nosso pássaro canoro foi ver “o sol nascer quadrado”. E como o poeta, segundo já se disse, quanto mais sofre mais produz, João Paraibano nos legou mais essa obra inigualável. Ao se ver “engaiolado”, inverteu a ordem processual e impetrou, diretamente ao Delegado, seu pedido de liberdade:

Habeas Poeta - João Paraibano

Dr. Eu sei que errei / Por dois fatos...
Dama e porre... / Por amor se mata e morre
Eu não morri, nem matei / Apenas prejudiquei
A um ambiente de classe / Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo / Me prenderam porque amo
Quanto mais, se odiasse!

Poeta mesmo ofendido / Ainda oferece afeto
Faz pena dormir no teto / Da morada do bandido

Se humilha, faz pedido / Ninguém escuta a voz sua
Sem ver o sol, nem a lua / Deixando o espaço aceso
Por que um poeta preso / Com tantos ladrões na rua?

Sei que não sou marginal / Mas, com ciúmes de alguém
Bebi pra fazer o bem / Terminei fazendo o mal

Eu tendo casa e quintal / Portão, cortina e janela
Deixei pra dormir na sela / Com a minha cabeça lesa
Só sabe a cruz quanto pesa / Quem tá carregando ela!

Poeta é um passarinho / Que quando está na cadeia
Sua pena fica feita / Sente saudades do ninho
Do calor do filhotinho / Da fonte da imensidade
Se come, deixa a metade / Da ração que o dono bota
Se canta, esquece uma nota / Da canção da liberdade

Dr. se eu perder meu nome / Não vejo mais quem me empreste
A minha mulher não veste / A minha filha não come
A minha fama se some / Para nunca mais voltar
Não querendo lhe comprar / Mas, humildemente, lhe peço
Se puder, rasgue o processo, / Deixe o poeta cantar!!

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 9-Julho-2009 / 6:17:16
Fiquei triste em não estar presente aos festejos do Centenário da minha querida terra Afogados. Mesmo de longe digo do meu orgulho de ser tua filha!Quanta saudade !Isa Martins------------a

[Nota do administrador do site: Isa é filha de saudoso Chico Bobina]

Isa Guimarães Martins - IP 189.70.32.242 <Iza-gumaraes@hotmail,com>
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 23:36:23
Há algum tempo criticamos a derrubada de todas as árvores ao derredor do prédio da Cúria Diocesana (antiga residência episcopal), por ocasião do refazimento da sua calçada, no final do ano passado.

No dia 3 de julho, 6 meses depois, quando descia, pela manhã, para uma caminhada, tive a grata satisfação ao ver um senhor realizando o replantio das mudas que irão recompor o meio-ambiente naquele local.

Devemos ter consciência de não agressão ao pulmão do mundo. Afinal, não vivemos sem oxigênio. Seis meses foi muito tempo, mas ficamos satisfeitos com as providências tomadas.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 21:57:17
Ao visitar Afogados no seu centenário pude rever muitas pessoas queridas nas quais o tempo deixou suas marcas, assim como em mim. Essa poesia eu fiz no ano 2000 olhando minhas próprias fotos e agora dedico a todos esses conterrâneos com muito carinho.

O TEMPO PASSA

"Aos meus queridos conterrâneos e contemporâneos"

E eu que pensava que o tempo não passava
E sonhava como seria no porvir
Hoje ao ver a minha vida no espelho
Eu relembro o meu passado, começo a rir

Casarei? Terei filhos? Como será?
Trabalharei ou serei só um vagabundo?
Haverá paz? Haverá guerra? Assim pensava
No futuro, como será este meu mundo?

Alguns colegas já se foram outros chegaram
Algumas luzes se apagaram outras surgiram
Alguns amigos em plena luz se revelaram
Alguns falaram a verdade outros mentiram

Poucos amigos nesta estrada tão deserta
Muitas aves de rapina passam voando
Poucas palavras de proveito alardeadas
Muitas histórias de dor venho escutando

Muitos soberbos na derrota sendo humildes
Mas na vitória vi a soberba aparecer
Vi os humildes na derrota exaltados
E na vitória a humildade enaltecer

Segue o mundo com suas curvas tortuosas
Surpreendendo a quem por elas nunca andou
Muitos conhecem cada curva da estrada
Mas caem nelas como quem nunca passou

E eu que pensava que o tempo não passava
Passei por ele e já vou longe caminhando
Mas sei que nele ainda resta muita estrada
E muitas curvas no caminho me esperando.

Djalma Marques (Dija) - IP 189.1.22.131 <dmarques@cpqam.fiocruz.br>
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 21:15:59
Caro Fernando: Com admirável maestria nosso amigo Zezé Moura analisou o fenômeno Michael Jackson, parabéns!

Gilberto Carvalho Moura - IP 189.115.85.46 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 8-Julho-2009 / 13:47:08
MICHAEL JACKSON - MORRE O ÍDOLO

Nenhuma pessoa foi mais controversa nos meios da “Pop music” nos últimos 20 anos do que o Michael Jackson. Os jornais diários e comentários no Rádio e TV apresentam diferentes opiniões do homem menino que nunca amadureceu moralmente até o último dia de vida. A massa de jovens e não tão jovens continua trazendo flores e acendendo velas e derramando lágrimas, no Hollywood Blvd e em frente a sua residência, demonstrando sua dor pela morte do artista

Chegamos à America do Norte em junho de 1969, nos dias turbulentos da Guerra do Vietnã. Semanas depois fomos introduzidos a um menino dinamite de apenas dez anos de idade que aparecia nos shows de variedade na televisão, nos prendando com seu entusiasmo e vivacidade. Naquela época, ele aparecia com seus irmãos como parte do grupo “Jackson Five’. Ele em si, era um ato cativante e espetacular, pois era uma criança de dez anos apresentando-se como cantor líder do grupo. Era inegável sua qualidade artística bem precoce. À medida que crescia, adquiria qualidades e capacidades artísticas que o levariam ao cume da fama e da glória. A prova mais evidente está no fato de que seus fãs aumentaram em número e em idade, pois ele conseguiu cativar mais de duas gerações, tornando-se num ídolo. E isso é inegável.

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Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 8-Julho-2009 / 8:49:45
NEM TUDO QUE É LÍCITO É HONESTO

Nesta terça-feira, dia 07, realizou-se a audiência da Ação de Indenização por danos materiais movida pelo Estado de Pernambuco contra o Sr. Luiz Gonzaga da Silva – conhecido por Luiz Odon. Como o próprio título sugere, esta Ação tem por objetivo compelir o réu – Luiz Odon – a ressarcir o Estado de Pernambuco pelos danos causados.

Vamos, aos fatos: quando o Luiz Odon era vereador, por várias e reiteradas vezes, denunciou o perigo iminente em que se constituía o trevo que dá acesso à cidade de Carnaíba. Nas suas diligências com o objetivo de sanar o problema, enviou Ofícios e solicitações ao DER-PE. Restaram em vão suas tentativas. Mas, Luiz Odon, que já perdeu um ente querido em acidente naquele trevo rodoviário, tomou a iniciativa e corrigiu um erro crasso de engenharia, eliminando um perigo iminente de colisão frontal de veículos naquele trecho. Foi o suficiente para as inoperantes autoridades responsáveis pela manutenção e conservação da rodovia, tomar a iniciativa de mover processo contra o Luiz Odon. E o réu – Luiz Odon – foi compelido a pagar indenização no valor de R$ 426,40 (quatrocentos e vinte e seis reais e quarenta centavos), acrescidos de custas processuais e honorários advocatícios à base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa.

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LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 7-Julho-2009 / 23:37:01
"LUIZ ODON NO BANCO DOS RÉUS - A ação de melhoria do trevo na PE 320 na saída de Afogados da Ingazeira para Carnaíba, orquestrada pelo vereador Luiz Odon em 2008 vai ser discutida em audiência no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano. Luiz Odon foi acionado pelo DER - Departamento de Estradas e Rodagem, que alegou dano ao patrimônio público pela atitude do vereador. À época, o Secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, ameaçou entrar com queixa crime contra o vereador.

O trecho da estrada era conhecido pelo número de acidentes causados pela falta de um contorno para quem vinha no sentido Afogados – Carnaíba, causando dúvidas sobre de quem era a preferência. Luiz Odon disse que já foi sinalizado o pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 500,00. Se dizendo injustiçado, o atual Secretário de Agricultura já disse que não vai recorrer e deve pagar o que for estipulado para por uma pedra no assunto."
Do www.nilljunior.com.br

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 7-Julho-2009 / 9:05:08

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 6-Julho-2009 / 19:56:53

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 6-Julho-2009 / 14:39:33
O Centenário de Afogados da Ingazeira

Afogados ficou mais experiente. Acrescentou mais primaveras a sua linha de existência. O seu encanto cresce a cada dia. Impulsiona o sentimento de amor em cada um de seus filhos e acolhe todos sem distinção de classe social.

A Princesa do Pajeú, assim carinhosamente chamada e tratada com esse toque de nobreza, segue garbosamente os seus dias de glória, envolvida num trajeto de progresso.

Tudo é festa, tudo é alegria nos 100 anos da bela história de Afogados da Ingazeira. Os seus filhos sentem-se orlgulhosos do seu passado de glórias e do seu presente exuberante.

Bela Princesa, tiveste uma festa de aniversário a altura do que merecias.
Parabéns!

Elenita Veras de Morais Ferreira
Afogados da Ingazeira / Recife, PE Brasil - 4-Julho-2009 / 22:48:47
Boa noite aos ilustrados frequentadores deste consistório virtual.
Minha passagem neste momento é rápida. Só para complementar o tema abordado por minha estimada Elvira, essa maestrina da Língua Portuguesa que sabe brincar com a última flor do Lácio, sem ferir suas pétalas. Melhor dizendo, com seu “manuseio” as cores ficam mais viçosas. (Quem sabe, sabe, não é, Xia?).
Eu lhes trago uma pérola da Poetisa - Maria Rafael dos Anjos Ferreira - a Rafaelzinha, que diz:

Quem quiser sentir saudade / Faça do jeito que eu fiz
Deixe seu torrão natal / Sem querer como eu não quis
Saia por necessidade / Que depois você me diz.

Para fazer como eu fiz / Não precisa ter coragem
Depende da precisão / Fazer tudo de embalagem
Se subir no caminhão / Chorar durante a viagem

Bem na hora da partida / Quem assistiu lamentava
Era bem de tardezinha / Uma chuva se formava
Para o lado do nascente / Aí era que eu chorava.

Do Livro - São José do Egito - Solo Sagrado, Mentes Iluminadas
Antologia dos Poetas, pág. 109. Biblioteca Joaquim Nabuco

Um abraço a todos. Em especial para o Zezé de Moura, o mais distante.

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 4-Julho-2009 / 20:35:41
Parabéns para a poetisa de 11 anos. É muito bom vermos pessoas da sua idade criando versos belíssimos. Continue assim e observe os registros do amigo Luciano como conselhos. Porém, entre a métrica e a poesia, em suas diversas variáveis, fique sempre com a segunda. A métrica é obrigatória em alguns estilos, em outros não. Quanto à rima, defendo com rigidez, sem ela é conto, crônica...

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.159.242 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 4-Julho-2009 / 14:38:35
EU VI

Eu vi gente rindo de felicidade, gente cantando de alegria; vi gente pulando como criança, dançando na avenida.Vi gente acompanhando a "Bandinha", com o rosto banhado de lágrimas. Vi gente abrindo as portas, às cinco horas da manhã, "pra ver a banda passar". Vi gente se abraçando e se congratulando, com o sorriso mais largo que tinha para oferecer. Vi também alguém, aos prantos, em tom de despedida, agradecendo a Deus por lhe ter concedido a graça de participar da festa.Vi a espontaneidade da criança estampada na face de pessoas de todas as idades. Vi crianças, adolescentes, jovens,adultos e idosos confluindo para o mesmo ponto, comungando de um mesmo sentimento: a emoção de festejar o CENTENÁRIO da terra natal.

Era uma grande família reunida, comemorando o aniversário da "mãe" amada. Essa "mãe" que trouxe, para o seu regaço, filhos que há tempos não via. Essa "mãe" querida que tem o privilégio de ficar mais bonita, à medida que o tempo passa. Vi em cada fisionomia um aspecto de felicidade contagiante. O clima era de festa. Era o CENTENÁRIO da nossa querida Afogados da Ingazeira, ela que estava de braços abertos para abraçar os filhos, os visitantes, os convidados, enfim todos que por aqui passassem.

No meio de toda a euforia, de repente, me veio à mente a lembrança daqueles que, como Zezé Moura,estão se sentindo exilados e, tal qual ele,evocam a Canção do Exílio de Gonçalves Dias, para enaltecer o amor à sua terra querida.

Indubitavelmente o "nosso ceu tem mais estrelas"... e "nossos bosques têm mais vida". As palmeiras ainda abrigam o sabiá que canta... canta e encanta.

Alguns filhos do nosso torrão e outros adotados ou que por aqui passaram, expressaram o seu afeto em mensagens diversas. Outros não se pronunciaram; certamente não tiveram oportunidade ou, quem sabe!... sentindo um aperto no peito e um nó na garganta, preferiram calar e enxugar, de mansinho, uma intrometida lágrima que, com sabor de saudade, lhe escorria pela face. Penso naqueles que deixaram o "berço querido, com choro e gemido", como canta o saudoso Gonzagão em Triste Partida (Patativa do Assaré).

Pra não me tornar enfadonha, quero encerrar deixando aqui duas estrofes dessa mesma canção que,sem dúvida,tocam fortemente no coração de muitos de nossos irmãos que se encontram distante.

..."Trabaia dois ano, / Três ano e mais ano,
E sempre nos prano / De um dia vortar.
Mas nunca ele pode, / Só vive devendo
E assim vai sofrendo; / É sofrer sem parar".

"Se arguma notiça / Das banda do norte,
Tem ele por sorte / O gosto de ouvir,
Lhe bate no peito / Saudade de móio,
E as água dos óio / começa a cair".

Quero concluir, me dirigindo a você, Zezé, pra lhe dizer que admiro profundamente a sua maneira de evidenciar, nas suas recordações, a saudade que sente e o amor que dedica a esse pedaço de chão. Um grande abraço.

Elvira de Siqueira - IP 200.167.138.3 <elviradesiqueira@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 4-Julho-2009 / 14:37:55
BRASÍLIA – UMA CIDADE LITORÂNEA

Quando Juscelino Kubitschek idealizou e transferiu a Capital Federal do Rio de Janeiro para o Planalto Central, jamais, ocorreu-lhe, provavelmente, que Brasília se tornaria uma cidade litorânea. Ora, segundo historiadores a intenção de Juscelino era, principalmente, levar a Capital Federal para o centro do país, afastando-a do litoral.

[Leia Mais, a partir do link abaixo]

LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 3-Julho-2009 / 20:05:17
A Deus quero louvar, e a Afogados da Ingazeira parabenizar pelos seus Cem Anos de Emancipação Política. O governo municipal proporcionou uma belíssima festa para todos nós. A cidade ainda está em festa, tudo é alegria, harmonia e o coração repleto de amor pelos filhos da terra e pelos adotados e que a ela se afeiçoaram.

O seu aconchego é contagiante, o seu desenvolvimento, através do crescimento, a faz se destacar entre as cidades do Pajeú. Com muito orgulho digo aos quatro cantos: Sou afogadense, cidade em que amo cada pedrinha, cada flor, cada árvore e a todos que aqui residem e tudo que nela existe.

Cantar os Parabéns no dia do seu aniversário (1º de julho), acompanhando as bandas Bernardo Delvanir Ferreira - com o maestro Crisóstomo - e da Polícia Militar de Pernambuco foi um momento emocionante e magnífico. Descer até a Catedral às 5h da manhã, vivenciando a Alvorada de um Novo Tempo, foi excitante e deixou uma alegria contagiante que nos transformou em um batalhão pronto a defender a Princesinha do Pajeú. Éramos numerosos, pois cada um carregava mais 1000 nos corações.

Obrigado, Senhor Deus, por permitir a sua existência e o seu desenvolvimento. Obrigado a todos que participaram e se empenharam do seu crescimento. Parabéns, Princesinha, pelos 100 anos, pelo que representas para mim, para a região e até para o Estado. Sou orgulhosa de você, sou orgulhosa de ser afogadense!

Aqui fica um beijo no coração de cada um.

Vilma Liberal
Afogados da Ingazeira / Recife, PE Brasil - 3-Julho-2009 / 13:13:03
A pequena poetisa Kamille nos presenteia com sua singela homenagem. Percebe-se que tem pendores para a poesia. É certo que ainda não tem idéia de métrica, entretanto busca a rima, embora de modo insipiente.

Mas, o mundo não se fez num dia, não é Kamille? A prática nos leva à perfeição. Parabéns para Afogados e prá você, pequena poetisa. Um afetuoso abraço.

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 3-Julho-2009 / 12:40:43
E agora, minha gente, fique atenta nessa história
Sobre o Centenário de Afogados da Ingazeira
Que é um momento de Glória
Eu vou homenagear esse povo
Que conquistou várias vitórias.

Estou feliz por representar a voz da infância
E com muita alegria conheci dona Lourdes, a voz da experiência.
Eu a respeito com muita obediência
Seguindo cada passo seu, com muita consciência

Nesses encontros eu aprendi várias coisas
Como com o outro conviver
E aprendi, também, a ouvir a voz do saber
Vou guardar essas lembranças
Para no futuro uma grande profissional ser

Parabéns Afogados, por esses Cem Anos
E parabéns a esse povo que não parou de batalhar
Que não desistiu dos seus sonhos
E hoje o aniversário está a comemorar
Hoje é um dia de vitória
De amor e de glória

[Kamille, 11 anos, tem sangue afogadense. É filha de Deyseane Liberal Pereira e estuda no Colégio Motivo, no Recife]

Kamille Liberal
Recife/Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 23:17:47
AFOGADOS DA INGAZEIRA 100 ANOS OU 36.500 DIAS...

E chegou o 1º de julho. O dia amanheceu com uma claridade ofuscante. O Astro Rei resolveu prestigiar o grande dia e se fez presente. As ruas estavam iluminadas com os raios aquecedores. Lá na Avenida Rio Branco ouviam-se os acordes de uma saudosa retreta... um grupo de afogadenses abraçava-se, numa confraternização enternecedora. Estávamos vivendo as primeiras horas do segundo século de Afogados da Ingazeira.

Logo cedo me encontrei com o escrivão-mor de nossa história - Fernando Pires - que de máquina a postos, registrava cada momento, cada detalhe. Desci até a Praça Mons. Arruda Câmara e lá estavam os bacamarteiros, todos fardados e detonando suas armas, fazendo ecoar os estrondos pelas serras que circundam a Princesa do Vale do Pajeú. Era só o começo da festa. Uma quarta-feira com cara de domingo. Não demorou muito e o adro da Catedral já fervilhava de gente que veio assistir à impecável apresentação da Banda de Música da Gloriosa Polícia Militar do Estado de Pernambuco. Hastearam as Bandeiras do Brasil, do Estado e do Município, que passaram a tremular freneticamente, emolduradas pela beleza impar de nossa Catedral.

À medida que as horas passam, o clima festivo vai-nos contagiando, e um gostoso sentimento bairrista se apodera de todo nosso ser. Contemplando a Praça em sua plenitude, vão passando - como num flashback - os afogadenses que também deram muito de si, legando-nos essa linda cidade.
E eu vi seu Guardiato Veras cruzando a Praça, dirigindo-se até sua loja. Ali no centro, encontrou-se com Expedito Gonçalves, conversaram algo, gesticularam e seguiram cada um para seu estabelecimento. Aquela que vem subindo, apressadamente, é a exímia cozinheira dos grandes banquetes - dona Lica -, lamentando-se que ´perdeu a hora` e já ia se dirigindo para a casa de dr. Jesus a fim de preparar o almoço, pois lá tem muitas visitas. Lá mais adiante vejo três pessoas a conversar; mesmo de longe os reconheço. São eles, a professora Letícia Góes, seu Helvécio e Minéu que já estava com sua loja aberta, àquela hora.

Lá na esquina surgiu a figura inconfundível de seu Miguelito com o indefectível cigarro no canto dos lábios e um jornal dobrado, embaixo do braço. Uma bicicleta cruzou a rua passando em frente ao Palácio Episcopal rumo à Barão de Lucena. E em seguida passa Guaxinim no seu reluzente V-8 preto. Parou e disse para João de Chica, que estava com seu carrinho de raspadinha, que ia até Tabira.
Lá mais embaixo podia ver o Bar de seu Aurélio, já de portas abertas e os primeiros frequentadores se aproximando. De repente, ouvi um grito lá por trás da Prefeitura... era Pedro “bebão”, que curtia a carraspana da noite ou das noites e dos dias anteriores. Descendo a avenida aproximava-se uma Rural Willys vermelha e branca que logo reconheci ser a de dr. Hermes que vinha para o seu consultório. Descendo na direção do hospital Emília Câmara vi dois soldados que logo os reconheci: Era Chico Soldado e Pedro de Bastinha. E os meninos que estavam jogando pedra num pé de castanhola, desabaram em desesperada carreira, com medo de Rivadávia, o juiz de menores.

Os sinos da Catedral repicavam, dando o último sinal da missa e lá no beco de seu Ezequiel Moura despontaram as irmãs: Corina e Nanã, apressadas, que vinham assistir o Santo Sacrifício da Missa. Padre Antônio, com sua batina preta, descia vagarosamente, acompanhado de Beto de Germano.

Com uma saraivada de tiros, voltei à realidade. Os bacamarteiros continuavam atirando. Eu tive apenas um sonho, acordado. Estou, realmente, no 1º de julho de 2009. As pessoas que vi não estão mais em nosso convívio, mas apenas na doce lembrança de outros tempos.

Alguém me chama com insistência e me vejo diante da “estrela maior” dentre os astros que temos. É a nossa Maria da Paz. De braços abertos nos aproximamos e demos um afetuoso abraço que nos transmitiu os mais puros sentimentos, sem se pronunciar uma só palavra. Quanto tempo que não a via. Paizinha, sempre linda, sempre sorridente. Seus olhos brilham, como brilha o seu espírito. Paizinha é uma pessoa especial. Só quem a conheceu desde criança e continua a ter contato com ela pode perceber que Paizinha é como um tecido bom, nunca desbota, tem sempre a mesma vivacidade nas cores. E ao vê-la, lá vem mais recordações. Vi aquela menininha cantando no Cine São José, no Programa de auditório “Domingo Alegre”, em cima de um banquinho, para alcançar o microfone. Quando a “estrelinha” terminava de cantar, Waldecy Menezes vaticinava que estávamos diante de uma excelente artista. Não deu outra. Paizinha foi crescendo, veio o Grupo Os Unidos, com o apoio do Professor e Maestro Dinamérico Lopes. O tempo passa, Paizinha vai embora para Sertânia, ganha o mundo, aprimora sua arte e sai “espalhando”, por onde passa a sonoridade de sua voz maviosa... o dom que lhe deu o Criador.

Por enquanto, fiquemos com o êxtase desse encontro numa manhã de sol, no primeiro dia do 2º Século de Afogados da Ingazeira. Outras emoções serão relatadas, noutra oportunidade.
Até a próxima.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.96.165 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 22:22:09
Afogados da Ingazeira e o seu Centenário

Valeu a pena o esforço de todos que participaram e de todos que diretamente trabalharam para o brilhantismo da festa. Que festa! Fez acender o sentimento de amor que todo afogadense sente, mesmo distante.

Tudo foi maravilhoso: a festa, o encontro de amigos, o retorno a terra natal, cada programação realizada, cada mensagem proferida, enfim cada momento vivenciado.
Estamos de parabéns, juntamente com a linda cidade de Afogados da Ingazeira.

Rogamos a Deus pelo Progresso e Paz para os teus filhos.

Helena de Morais Veras Sobreira
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 2-Julho-2009 / 22:14:04
Parabéns à querida Afogados da Ingazeira pelo seu Centenário, agradecendo a Deus pela felicidade de meus pais terem escolhido essa cidade para morar, trabalhar, educar os filhos. Agradeço muito à cidade de Afogados da Ingazeira!

Maria de Fátima Pereira da Silva - IP 189.121.228.52 <fbaiana53@hotmail.com>
São Paulo, SP Brasil - 2-Julho-2009 / 19:24:03
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