AFOGADOS DA INGAZEIRA - MEMÓRIAS Guest Book

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Afogados da Ingazeira ficou engalanada nas festividades dos seus 100 anos de emancipação política. Todos os seus filhos irradiavam alegria, foi um encontro aconchegante e fraterno dos que moram na bela Afogados e dos que moram em outros lugares, os chamados "filhos ausentes".

Para mim foi bastante prazeroso e momentos de evocação de lembranças passadas de minha infância, adolescência, juventude e início da maturidade.

Senti uma vontade imensa de voltar à minha terrinha amada.

Paula Pires
Olinda, PE Brasil - 19-Julho-2009 / 10:16:10
Andei rebuscando na mente e encontrei mais alguns nacos da história da Rádio Pajeú. Vamos aos fatos que, decerto, terão alguma valia para os abnegados historiadores que estão em conjunto com o Ilustre Jornalista Daniel Ferreira, remontando 50 anos de vida da nossa Emissora Rádio Pajeu.

Havia um programa, à tarde, que era interativo. O Programa NOSSA DISCOTECA ÀS SUAS ORDENS. Não havia locutor fixo, pois apresentava-o Barnabé Ramos, Zé Tenório, Djacy Veras, Waldecy Menezes; aquele que estivesse no horário. O ouvinte pedia a música, por telefone, e esta era procurada e tocada imediatamente. Era uma “prova de fogo” para o controlista. Nessa hora, sobressaia-se o Fernando Souza que, como já destaquei, era profundo conhecedor da discoteca. A música devia ser localizada em fração de minutos e já era anunciada pelo locutor, atendendo ao pedido do ouvinte.

Afogados da Ingazeira tinha uma Companhia Telefônica, formada pelos 100 usuários. Era a COTELAI - Companhia Telefônica de Afogados da Ingazeira. E toda a cidade tinha, apenas e tão somente, 100 telefones. Na hora do programa que chamava a atenção de centenas de pessoas, digamos assim, querendo pedir música, causava um congestionamento na Central Telefônica, que só tinha capacidade de efetuar cinco (05) ligações simultâneas. Já imaginou? Cinco ligações e a Central entrava em colapso. A COTELAI ficava numa casa de esquina, depois do Hotel de Dona Bebem, precisamente onde o empresário Antônio Ângelo está construindo um prédio, atualmente. Trabalharam na COTELAI que teve como diretor Enock Oliveira, o companheiro Ulisses Lima, José Veras (Zé Gojoba) sua irmã Lurdinha Veras, outra de nome Lurdinha (esposa de Reginaldo Galdino), José Humberto Pires, dentre outros. Estou destacando a COTELAI porque na época foi uma parceira da Rádio Pajeú nas transmissões externas.

Quando havia jogo de futebol, a equipe: Marconi Edson, Geny Rodrigues, Fernando Souza, Miguel Alcântara e outros mais, iam pela manhã esticar o fio do telefone do apartamento do Padre Assis, que ficava nos fundos do pré-seminário até o campo de futebol, o Vianão. À tarde, a equipe estava lá, em cima de um caminhão, que fazia às vezes de cabine de rádio, transmitindo a partida de futebol. Tudo isso contando com o suporte técnico de Dinamérico Lopes ou Abílio Barbosa. Muitas vezes ficavam os dois para socorrer em caso de uma eventual pane.

Hoje contando-se esses detalhes, parece coisa simples, mas era uma “epopéia” transmitir uma partida de futebol. Já o carnaval, que se realizava no ACAI, puxava-se um fio lá do palco até o telefone da residência de Dr. Aloísio Arruda, que cedia gratuitamente sua linha telefônica para as transmissões, durante os quatro dias de carnaval. Só tempos depois foi que o Padre Assis adquiriu uma aparelhagem - SSB Brazan - moderníssima, na época, com a qual se realizavam transmissões externas.

Mais uma vez, louve-se aqui a “garra” de todos aqueles que transpunham obstáculos, tudo pela Rádio Pajeú, que tinha nos seus funcionários capitaneados pelo Padre Assis, uns abnegados, com um espírito de equipe que resultava sempre em ações coroadas de êxitos.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 18-Julho-2009 / 21:48:30
PADRE ASSIS: SANGUE NOVO numa RÁDIO JOVEM

O Título acima não é apenas força de expressão, pois com a chegada do Padre Assis à direção da Rádio Pajeú, sentiu-se uma nova imagem naquela que já era líder absoluta de audiência. E não se fale que a Rádio Pajeú estava sozinha na faixa, pois já havia a Rádio Espinhara de Patos, a Rádio Sociedade da Bahia, Rádio Clube de Pernambuco, Rádio Jornal do Commercio, etc., dentre as que eram sintonizadas, comumente na região.
Faltava, todavia, uma Rádio que falasse o nosso sotaque, que vivenciasse o nosso dia a dia. Uniu-se, portanto, o conhecimento profundo de Waldecy Menezes com a vitalidade jovial daquele Padre sempre tido “como revolucionário”. E o Padre revolucionou no sentido de unir a equipe, de impregnar amor à causa, de fazer a Rádio mais presente.
Com sua dinâmica, fez-se sentir a Rádio Participativa dos grandes acontecimentos. E o Padre não perdia oportunidade de levar os microfones da Rádio para os carnavais, para eventos filantrópicos, para a rua, no sentido literal da palavra. Ele, Assis, primava pela excelência de qualidade. Tanto assim, que não desgrudava o ouvido do Rádio, estivesse onde estivesse. Ao menor deslize de um locutor, qualquer erro cometido, podia esperar que a bronca vinha em cima da bucha; o telefone tocava e o Padre repreendia o erro, ensinava o certo e assim, iam se dizimando as falhas. Da mesma forma que sabia ser ríspido, transformava-se no amigo e companheiro, na mínima necessidade.

Lembro bem, quando se aproximava a festa dos 15 anos da Rádio Pajeú e o Padre entendeu de se promover uma comemoração inesquecível. Dizia ele, “vamos fazer uma festa arrojada”. E partiu para conversar com D. Francisco (bispo diocesano) sobre a programação que estava sendo idealizada. O Bispo no seu hermetismo, ou por não ter a mesma sensibilidade que o Padre para festas dessa envergadura, interpôs vários obstáculos. E o Padre ia “derrubando’ um a um os argumentos contrários. Por fim, disse-lhe D. Francisco, “meu filho, isso requer dinheiro, e muito!”No que o Padre, rechaçou: D. Francisco, eu só preciso de sua autorização, o resto a gente consegue!” Com o aval do Bispo o Padre caiu em campo, para a maior festa daquela década. E fomos juntos ao Recife entrar em contato com os Trepidant’s, e os encontramos na UR-11, onde ficou acertada a participação daquele Conjunto, que despontava com grande sucesso e que deu um Show no Cine São José.
De Caruaru o Padre Assis trouxe toda uma equipe de produtores do mais alto gabarito, dentre eles: Mac Dowell Holanda e Reginaldo Lins. E os 15 anos da Rádio Pajeú foram comemorados com uma Festa a altura de sua importância. Houve concurso de cantores e outras modalidades de apresentações e os primeiros colocados foram levados para uma exibição no Programa de auditório da TV Jornal do Commercio, apresentado pelo saudoso Paulo Marques, e que tinha o patrocínio do Tesouro da Rainha (semelhante ao Baú da Felicidade do Silvio Santos), do Empresário José Correia de Siqueira, um afogadense que sempre prestigiou sua terra natal.

Mas o Padre Assis sempre esteve à frente de sua época. Criticado por uns, elogiado por outros, o Padre conseguiu imprimir seu modo de administrar, dando assim, um impulso inovador a Rádio Pajeú, transpondo obstáculos e, dispondo de condições mínimas, fazia a nossa pequenina Pajeú destacar-se entre as gigantes da comunicação da época. Foi por sua iniciativa que se manteve por muito tempo dois jornais falados: um ao meio dia e outro às 18h05. Cada programa com 30 minutos de duração. A discoteca era atualizada constantemente, graças ao relacionamento do Padre com as gravadoras, o que permitia fazerem-se lançamentos inéditos, simultaneamente com as Emissoras da capital. Assim foi sua administração: dinâmica, ousada, inovadora. Reunindo-se as idéias geniais de Waldecy Menezes com a ousadia do Padre Assis, foram tempos áureos da Rádio Pajeú, numa época em que os recursos tecnológicos eram exíguos, para uma emissora do interior.

Esse foi o aspecto positivo que trouxe o Padre, sem esquecer-se da linha editorial, da preocupação sempre constante de fazer da Rádio Pajeú um instrumento de libertação e formação de consciências; uma Rádio de Educação Popular, destemida e intrépida defensora dos direitos da cidadania, quando esse tema era motivo de apreensão. Com esse desiderato, contava o Padre Assis com colaboradores voluntários que comungavam e abraçavam a mesma causa, tais como, Edson Bigodão, Célio Pereira e tantos outros de idéias libertárias.

Assim, diga-se com toda convicção que a passagem do Padre Assis deixou escrita uma página de ouro na história da Rádio Pajeú. Para os mais atentos, é possível perceber que a semente que ele plantou ainda hoje frutifica para o soerguimento dessa região e de sua gente. A Festa dos 50 anos da Rádio Pajeú é também uma festa do nosso querido irmão “Padre (hoje Monsenhor) Assis Rocha”.

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Julho-2009 / 23:49:18
O melhor site do pajeú.

Paulo Fonseca - IP 189.92.167.88 <paulo_jose87@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Julho-2009 / 21:16:47
NATAL é sinônimo de alegria, cores, luzes, confraternização. Para mim, aquele Natal foi cinzento. Num quarto de hotel em São Luís, onde havia chegado há pouco mais de um mês. Ainda sem ambiente e meu mundo se resumia na intimidade do quarto, algumas fotografias e as lembranças que teimavam ressurgir com toda nitidez.

Sentado na cama, ouvia, lá fora a euforia das pessoas, recebendo alguns parentes e convidados para a ceia. Eu estava morando naquela casa que fazia as vezes de um hotel, porém, na realidade, era no sistema de vaga cedida a pessoas previamente indicadas. Foi o meu caso. Apesar do ótimo relacionamento com as pessoas da família, não havia aquela intimidade a ponto de participar de uma confraternização que é eminentemente familiar. Faltava a cumplicidade das emoções.

Da sacada da janela eu contemplava o cais do porto e vislumbrava pequenos pontos de luzes dos navios que aguardavam a vez para ancorar. A solidão parece doer muito mais, quando tentamos disfarçar. De repente, resolvi sair (...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 17-Julho-2009 / 6:22:02
FERNANDO JOSÉ DE SOUZA - UM TRICOLOR “DOENTE”

Dando continuidade às reminiscências da Rádio Pajeú, darei destaque para o estimado amigo Fernando Sousa.

A nossa vivência remonta aos tempos de infância. Filho de Dona Júlia e seu Pedro Nazário, Fernando era um dos amigos inseparáveis, mesmo porque residindo na rua por trás da Avenida Rio Branco, onde nasci, bastava sair ao portão de minha casa e já me encontrava, praticamente, na sala da casa de Fernando.

Dona Júlia, sua mãe, que vivia de passar roupas, trabalhava diuturnamente. Era uma segunda mãe da meninada. Nunca teve uma palavra brusca, mesmo quando a turma se excedia na algazarra. Dia após dia, lá estava Dona Júlia passando roupa numa mesa bem perto da janela, onde ela aproveitava para um “dedo de prosa” com os que passavam. Já “seu” Pedro, padecia de uma enfermidade degenerativa, que o deixava prostrado numa “preguiçosa”, falando com dificuldade, mas sempre participava das conversas; por vezes, Dona Júlia tinha que repetir para ele do que se tratava o assunto, pois o mesmo, também tinha reduzida a audição. Era assim que vivia aquela família humilde, porém cercada de muita amizade e do respeito de todos.(...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.125.222 <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 16-Julho-2009 / 18:51:00
JOSÉ WAGNER FREITAS PEDROSA ALCÂNTARA Natural da cidade de Afogados da Ingazeira (PE), onde nasceu no dia 3 de janeiro de 1977. Mudou-se para Rondônia no ano de 1984, onde iniciou a vida escolar. Estudou nos colégios Anísio Serrão de Carvalho, em Pimenta Bueno, Capitão Sílvio de Farias, em Jaru, e Cordeiro de Farias e Raimundo Euclides Barbosa, ambos na cidade de Pimenta Bueno. Concluiu o curso de Direito na Universidade Federal de Rondônia, em 1999. Atuou como advogado júnior da Caixa Econômica Federal, procurador da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia e Companhia de Energia Elétrica do Estado de Rondônia e chegou a ser aprovado no concurso público para Procurador do Município de Porto Velho, até a aprovação no concurso para Juiz de Direito Substituto do Estado do Acre. Fonte: Tribunal de Justiça do ACRE

EDSON COSTA DE SIQUEIRA - IP 189.70.162.121 <edsoncsiqueira@yahoo.com.br>
CARUARU, PE Brasil - 16-Julho-2009 / 17:23:40
Juiz [Jose Wagner Pedrosa, foto] revoga portaria que disciplinava trajes para entrada no fórum de Mâncio Lima (AC)

"Mas doutor, conheço Mâncio Lima. É uma cidade pequena, com muita gente pobre castigada pela malária. Não é exagerado se exigir determinada roupa para que a população possa ter acesso ao fórum da cidade?

Não há excesso. Eu sou do Nordeste, a região mais pobre do Brasil. Sou nordestino, pernambucano, do alto sertão. Sou de Afogados da Ingazeira. Tenho um primo que tem dia que só falta o que ele comer, mas não falta uma calça no guarda-roupa dele. Pode ter só uma, mas ele tem. Quem reclamou de minha portaria não foi o povo, quem reclamou foi gente de posição, que tem dinheiro, que tem condição de andar de calça e camisa social. As pessoas passaram a comparecer bem vestidas ao fórum depois da portaria. Aliás, eu até pedi para que não fosse feita a divulgação da revogação para que elas continuassem vindo bem vestidas. Elas vinham ao fórum com qualquer roupa porque não tinham orientação."

Esse é um trecho da entrevista com o Juiz de Mancio Lima (AC). Ele é de Afogados da Ingazeira.

Do Blog da Amazonia por Altimo Machado

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Blog da Amazonia
Mancio Lima, AC Brasil - 16-Julho-2009 / 15:10:12
Ouça o DEBATE DAS DEZ desta quinta-feira 16 sobre o JUBILEU DE OURO (aniversário de 50 anos) da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, Emissora pioneira no Sertão Pernambucano.

Nill Júnior debate com o coordenador do núcleo de História da Faculdade de Formação de Professores de Afogados da Ingazeira, prof.César Acioly, alunos do curso e com o jornalista Daniel Ferreira.

Rádio Pajeú - Debate das Dez
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 16-Julho-2009 / 12:44:03

AD Diper / Tereza Pontual
Recife, PE Brasil - 15-Julho-2009 / 8:10:47
Afogados da Ingazeira, minha terra querida! Não sei o que seria de mim se estivesse em um lugar muito distante, e ouvisse falar em Afogados, não tenho palavras!!! Aí, eu me lembro daqueles versos: "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá, as aves que aqui gorgeiam não gorgeiam como lá!!

Marilene de Oliveira Lima Fonseca - IP 200.167.138.3 <molimafonseca@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira PE, PE Brasil - 13-Julho-2009 / 10:35:10
1 – Quando você começou a escutar a Rádio Pajeú?
Nos anos 60, na Fazenda Quixaba em Iguaracy, onde nasci. O velho rádio era ligado o tempo todo na Pajeú e só mudava durante dois programas de violeiros. Um na rádio Espinhara de Patos e o outro na Borborema de Campina Grande.
Em 72, quando me mudei para Afogados, passei a conviver “com as pessoas que falavam na Pajeú”. Waldecy o eterno professor, Toinho Xavier, Lila Alves e tantos outros.

2 – Como era a programação da Rádio Pajeú?
Naquela fase de minha vida eu não sabia julgar. Hoje vejo o quanto eram avançados para o momento. Os que fizeram a Pajeú nos anos 60/80 estavam à frente no tempo.
Imaginem Seu Abílio na IBM. Fernando, Miguel e outros, faziam o que os melhores DJs da atualidade fazem, apenas com a sensibilidade da ponta dos dedos liberavam as músicas e as mensagens de propaganda no tempo certo, movidos por um sinal (luzes, gestos labiais, etc). Gegê Araújo era outro que a imaginação não tinha limites.

3 – Quais os seus programas favoritos?
O Terreiro da Fazenda, A Nossa Palavra e os programas que tocavam os sucessos de cada época.

4 – Como era a cidade e quais as diversões proporcionadas pela Rádio Pajeú?
Não alcancei o auge dos programas dominicais do Cine São José, contudo sempre vi a querida Pajeú como escola para todos nós. Eram tal qual um elástico uns puxavam para esquerda, outros para direita e assim a vida era tocada.
Nos carnavais e nos eventos esportivos, principalmente no tempo do Barcelona, falar ao vivo na Pajeú era o máximo. Era muita felicidade chegar a um canto e uma pessoa falar: “Ouvi sua entrevista na rádio”.

5 – As informações transmitidas pela Rádio Pajeú influenciaram/ influencia a sua vida?
Sim. Principalmente por perceber que a Pajeú era a porta de entrada para os que tinham habilidades para o mundo da comunicação de massa. Carlos Pessoa, Roberval Medeiros, Celso Brandão e/outros são exemplos claros desta afirmativa.

6 - Teça comentários sobre algum programa que você fez na emissora
Não tive a felicidade de ter um programa meu, participei com muito orgulho do programa esportivo comandado por Vanderley Galdino e Gilberto.

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.136 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 13-Julho-2009 / 9:18:04
RÁDIO PAJEÚ - JUBILEU DE PRATA

No próximo 4 de outubro de 2009 a RÁDIO PAJEÚ completará 50 anos de Comunicação e Transmissão de Cultura. Seu JUBILEU DE OURO.

Há 25 anos, em outubro de 1984, Roberval de Medeiros Pena escreveu uma crônica, no Diário de Pernambuco, pela passagem do seu JUBILEU DE PRATA.

RÁDIO PAJEÚ

Outubro de 1959. Nada testemunhei, pois nasceria meses depois. À beira do Rio Pajeú, Afogados da Ingazeira era um desses oásis do Nordeste, onde se antevia sinais de progresso e de renovação. A outra face indicava um semblante lúgubre da desertificação.

Naquele inesquecível quatro de outubro, estava inaugurada a primeira estação de rádio do sertão pernambucano: a ZYK 39 – Rádio Pajeú de Educação Popular, que operava na faixa de 1520 Khz. A partir de então, a nova conquista era motivo de orgulho para os habitantes da região. Afogados da Ingazeira falava para o Brasil e, pasmem, para o mundo! Para o Mundo? Sim, porque houve quem a sintonizasse até no Exterior. As cartas chegavam dos lugares mais longínquos e curiosos e revelavam a satisfação de ouvir a voz autêntica do homem das caatingas do Nordeste(...) Leia mais

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 13-Julho-2009 / 9:16:45
RÁDIO PAJEU – 50 ANOS NO AR

A Rádio Pajeú nasceu de um sonho e da obstinação de Dom João José da Mota e Albuquerque, nosso 1º Bispo Diocesano, que trazia como prioridade na sua vida pastoral conscientizar as pessoas de uma região, mais sofrida naqueles tempos do que é hoje, com todo o avanço da tecnologia e dos meios de comunicação. Não é difícil imaginar a incansável luta que teve D. Mota para sensibilizar as autoridades lá do Ministério das Comunicações, sediado no Rio de Janeiro, mostrando-lhes a necessidade e a importância de uma emissora de rádio, naqueles confins do Brasil, notadamente no Nordeste.
Creio que pesou em todo esse empenho, o prestígio do nosso Bispo, seu poder de persuasão e, acima de tudo, por termos um Presidente que também era um desbravador de obstáculos, um destemido frente aos desafios - o Juscelino Kubistchek - que deu ao mundo o maior exemplo de tirocínio administrativo, ao construir Brasília, enquanto era por muitos tido como visionário.

Eis que a Rádio Pajeú se tornou realidade. Antes, porém, rebuscamos no videoteipe da mente e podemos vislumbrar a construção do prédio que abrigaria, por muitos anos, os estúdios e transmissores da Rádio Pajeú, no bairro São Francisco. Já nessa época estava entre nós, Waldecy Menezes, oriundo de Nazaré da Mata, trazido por Dom Mota, que aqui erradicou-se e aqui viveu até os últimos dias de sua vida. Waldecy Menezes foi o mestre dos mestres, na Rádio Pajeú. Excelente locutor, rádioator, compositor, enfim, Waldecy sabia TUDO de rádio. E fazia questão de transmitir seus conhecimentos aos seus “discípulos” colegas.

As paredes do prédio foram subindo, como também subindo foi a antena sob a assistência técnica do Dr. Sabóia que visitava a rádio periodicamente, ou em caso de pane, quando era chamado às pressas e deslocava-se de Olinda, onde residia. Aqui chegando, muitas vezes virava a madrugada, juntamente com Dinamérico Lopes e Abílio Barbosa, até que conseguiam fazer a Rádio entrar no ar, novamente. O Dr. Sabóia, por um certo período, afastou-se da Rádio Pajeú e foi trabalhar na Rádio Globo do Rio de Janeiro. Ao regressar a Pernambuco, voltou, também, a dar assistência à Rádio Pajeú (...) Leia mais

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.100.130
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 20:03:51
SEGUNDA-FEIRA GORDA E TRISTE
(Homenagem a Bernardo)

Quis um dia a morte terminar
mais cedo o nosso carnaval e se vestiu
com negra fantasia a rondar as portas
onde reinava a alegria.

Caminhava pelas ruas desde cedo
Se confundindo a nós, que despidos
Das nossas tristezas, por momentos,
nos envolviam no delírio dos seus
braços, dela, morte, que vagabunda,
igual a nós, só buscava até então
o júbilo, os fúteis e eternos
prazeres da vida.

Quis um dia a morte terminar
mais cedo o nosso carnaval e como
folião nostálgico foi nos enganando
até a noite de domingo, quando tudo
parecia um nunca acabar.

De repente, arrancou a máscara
e de soslaio foi nos deixando para trás
ao tempo em que seus passos se alongavam
buscando as esquinas da traição.

Já agora revelada, pálida e fria,
na forma cruel que a concebemos, ela, morte,
foi levar o abraço triste àquele que,
apesar de moribundo, tinha o coração
em festa, pelo muito de melodias que
deixou fluir dos seus dedos, nas ruas
calmas ou alegres, tristes ou risonhas,
por onde os seus sonhos passeavam
e os seus pés descalços brincavam.

E assim quis um dia a morte terminar
mais cedo nosso carnaval e levou
consigo o nosso músico maior fazendo
cessar os acordes de momo, mas nunca
o eco das canções que ele – BERNARDO –
alegremente nos ofereceu em serestas.

Célio Pereira - Olinda, 18 de novembro de 1984

Célio Pereira da Silva
Olinda, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 17:09:15
Respostas de Edson Bigodão:

1 – Quando você começou a escutar a Rádio Pajeú?
No início dos anos 60. O fato é que, durante as férias escolares eu ia de Caruaru para Afogados da Ingazeira, para a casa dos meus tios, nos Sítios Curralinho e Corisco. Pela inexistência de televisão, os hábitos familiares eram ouvir rádio. Era impressionante o ritual de todos os presentes para “participar” da missa retransmitida aos domingos no final da tarde. Outro programa que me chamava à atenção era o de ensino, ou seja: o programa do Movimento de Educação de Base (Escolas Radiofônicas), apresentado, creio, pela família Oliveira. Era também impressionante para mim a organização e a transformação de uma sala de estar em uma sala de aula, no Sítio Corisco, quando todos se arrumavam para ouvir os ensinamentos.
Nos anos 70, quando passei a residir em Afogados, geralmente ouvia os programas apresentados por Silvério Queiroz de Brito, por Waldecy Menezes, Toinho Xavier, Zé Barnabé, dentre outros, além, evidentemente dos comentários de Dom Francisco, do Padre Assis Rocha e, aos domingos, a crônica do colega Célio Pereira. Pouquíssimo tempo depois, creio que em 1973, já na condição colaborador e produtor dos programas MPB – Show, Repórter Peninha e Momento Brasil, praticamente ouvia toda a programação.

2 – Como era a programação da Rádio Pajeú?
Não obstante cada produtor/apresentador ter o seu estilo próprio havia uma preocupação por parte da direção em transmitir, sempre, conhecimentos básicos e imprescindíveis à formação dos radiouvintes.

3 – Quais os seus programas favoritos?
Praticamente todos, com exceção, posso mencionar, por exemplo, A VOZ DO BRASIL.

4 – Como era a cidade e quais as diversões proporcionadas pela Rádio Pajeú?
Uma cidade pacata e marcada por pólos políticos distintos. De um lado aqueles que apoiados pelo governo militar, mantinham uma linha de respeito às regras ditadas, e do outro, nós, com o apoio de Dom Francisco, que, em regra, íamos de encontro ao que julgávamos impróprio, evidentemente, como disse Guevara, sem perder a ternura jamais.
As diversões mais comuns eram os programas de auditório no Cine São Jose, sob o comando de Waldecy Meneses; Outra grande diversão proporcionada pela Rádio Pajeú era a programação de aniversário, geralmente com diversos eventos, presença de bons conjuntos e cantores da época. Além do programa de auditório, com diversas atrações regionais, encerrava com um baile no ACAI.

5 – As informações transmitidas pela Rádio Pajeú influenciaram/ influencia a sua vida?
Sim. Considerando que vivíamos sob intensa censura, os pronunciamentos de Dom Francisco, de forma direta e objetiva, motivava-nos a continuar firmes na luta contra o regime de exceção. Na realidade, a Rádio Pajeú foi o mecanismo que encontramos para divulgar as nossas idéias de liberdade.

6 - Teça comentários sobre algum programa que você fez na emissora
Durante anos produzimos e apresentamos o programa MPB Show que focalizava a nossa autêntica música brasileira, inclusive a nossa música regional, ou seja: os compositores nordestinos. Um dos enfoques era exatamente fazer uma análise subjetiva da mensagem de determinadas canções que, em diversos momentos foram censuradas e proibidas de serem veiculadas. Tínhamos, além de um público fiel, pessoas que, a exemplo dos amigos Paulo Oliveira e Virgílio Amaral (in memoriam) procuravam contribuir e cobrar que determinadas canções fossem comentadas na programação; O Programa “O Repórter Peninha” foi criado em parceria com o amigo e colega Nelson Galvão de Luna Cavalcante Filho, o Nelsinho. Na verdade, a idéia nasceu do Nelsinho. Foi um programa que marcou época e, de alguma forma ajudou a solucionar algumas questões e pendências administrativas da nossa cidade. Por fim, o programa Momento Brasil, teve um enfoque mais político, inclusive em função da “abertura” dos dois últimos governos militares. No Fundo, procurávamos também fazer um comparativo de determinada letra (mensagem músical) a um acontecimento político.

Edson Bigodão - IP 189.70.181.248 <edssoncsiqueira@hotmail.com>
Caruaru, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 13:53:10
REBUSCANDO O PASSADO - Recebi do jornalista Daniel Ferreira um questionário para que ele e o prof.César Acioly tenham subsídios para o Livro que está sendo elaborado sobre o JUBILEU DE OURO (aniversário de 50 anos) da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, Emissora pioneira no Sertão Pernambucano.

Quando a emissora foi inaugurada em 4 de outubro de 1959 eu tinha apenas 8 anos de idade. Tenho nítidas recordações de ouvir sua programação a partir dos anos 60 quando passava o dia na casa comercial do meu pai e apreciava as músicas de Teixeirinha (isso mesmo... Canarinho Cantador, Coração de Luto, que eram o maior sucesso naquela época, e muitas outras que não me vêm à mente).

Não tenho recordação dos seus primeiros programas, mas, nos anos 60 tínhamos Valdecy Menezes, com NO TERREIRO DA FAZENDA, no estúdio, e o DOMINGO ALEGRE e FESTA NA ROÇA, programas de auditório, no Cine São José, que eu não perdia sob hipótese alguma. Ulisses Lima, aos domingos, apresentava o CLUBE DO GURI, com o personagem Tio Roberto que contava historinhas às crianças. No final dos anos 60 e início dos anos 70 o bancário Célio Pereira da Silva, juntamente com o padre Assis, faziam o programa dominical REVISTA DO ALMOÇO sobre atualidades e, principalmente, sobre o que ocorria de bom ou ruim em Afogados da Ingazeira, quando citavam uma frase que dizia: “...e por isso Lode gostou, ou.. e por isso Lode não gostou”, dependendo da notícia boa ou ruim. Silvério Queiróz tinha um programa, mas não recordo o nome. Edson Costa de Siqueira (Bigodão) fazia dois programas: O Repórter Peninha e MPB Show.

Atualmente, quando estou em casa – no Recife – escuto os programas da manhã, com Nill Junior/Aldo Vidal. O de Anchieta, claro, quando madrugo, pois começa às 5h da matina até as 7. Eventualmente, também, os programas da tarde com Celso Brandão. Todos, através da internet.

Na Afogados da Ingazeira dos anos 60, os jovens se divertiam passeando na Praça Domingos Teotônio (atual Mons. Arruda Câmara), conversando com os amigos, namorando... Algumas vezes, grupos de amigos se reuniam para o famoso “assustado”, quando escolhiam uma residência para realizar encontros dançantes, acompanhados de refrigerantes e salgadinhos. Reuniões muito saudáveis, quando então a paquera e o namoro eram a tônica. Era uma das nossas diversões. Naquela mesma década - anos 60 -, um grupo de amigos, capitaneados com Antonio de dona Helena, criou o JAI (Juventude de Afogados da Ingazeira), vizinho as residências de seu Guilherme e Rogério Oliveira, na Rio Branco, defronte à Casa Paroquial, onde jogávamos ping-pong, dama, firo, gamão e, invariavelmente, dançávamos embalados ao som de Roberto Carlos e outros, da Jovem Guarda. O som de abertura e encerramento dos encontros era Garota do Baile (com Roberto Carlos).

Atualmente sou ouvinte dos programas de jornalismo matinais, que abordam o que ocorre na nossa cidade, pois, por residir no Recife, gosto de saber o que se passa em nossa Afogados da Ingazeira.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 12-Julho-2009 / 11:20:14
Buraqueira nas estradas - Inverno em Pernambuco é tempo de festa no interior. Na programação, festivais em diversas cidades do Agreste e Sertão. Enquanto os governos estadual e municipais investem na propaganda, incentivando o cidadão a pegar a estrada para curtir os recantos onde reina o clima ameno, esquecem-se de uma questão de vital importância: a situação das estradas.

Quem circula pela PE-320, entre Triunfo, Flores, e Afogados da Ingazeira, no Pajeú, sofre com buracos e passa por momentos de tensão, porque falta de sinalização e há excesso de mato nos acostamentos. As placas estão velhas e quem não conhece a região fica perdido. As cabeceiras de pontes encontram-se deterioradas, colocando em risco a vida dos motoristas.
[Jornal do Commercio, Recife-PE]

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 11-Julho-2009 / 19:58:55
Caro Luciano, Seu relato sobre Chico Berto e Expedito Abeinha é de uma felicidade extrema. O primeiro além das qualidades indicadas por você foi citado por Célio em crônica publicada neste site exercendo a atividade de treinador de futebol. O segundo, extrapolando sua análise, detinha também a qualidade de - do lado do bem - abrir cofres. Diferente, é claro, de alguns políticos que não carecem de chaves e dos "amigos do alheio" que o fazem de forma ilícita.

A chama que procuro manter viva sobre figuras da nossa região não pertence a mim, pertence a todos que enxergam no simples e no popular o real valor das pessoas. Destaco, em tempo, a citação sobre Dias Gomes este cidadão cabe no pajeú. Tinha nosso jeito e nossa coragem para fazer diferente.

Ademar Rafael Ferreira - IP 187.25.160.100 <aherasa@ig.com.br>
Marabá, PA Brasil - 11-Julho-2009 / 18:37:52
Com a permissão do poeta Ademar, pego a deixa e o mote “Pessoas do meu Sertão” e vou buscar duas personagens que se destacaram no nosso cotidiano.

O primeiro, “Chico Berto”. Mecânico competente, lanterneiro e pintor inigualável, para os padrões da época. “Bom papo” e exímio criador de casos que seria páreo duro para Dias Gomes. A Globo não sabe o que perdeu em não contratar Chico Berto para o seu quadro de Roteiristas. Sem mais rodeios, Chico Berto era um mentiroso de carteirinha. Faça-se justiça a ele: suas mentiras eram inofensivas. Mentia apenas para dar vazão ao seu gênio criativo.

Quando estava a desamassar uma peça de lataria, suas batidas no martelo eram ritmadas. Ao chegar alguém, iniciava-se uma conversa e logo Chico Berto mandava uma: “Você conhece esse menino de Joaquim Nazário?” Logo se percebia que se tratava do Dr. Ailton. “Pois bem”, - prosseguia Chico Berto – “esse menino, quando chegou aqui, formado, me deu muito trabalho... também, um menino formado há pouco tempo... muitas vezes, eu estava aqui, quando chegava alguém me chamando: Seu Chico, Doutor Ailton, pediu que o senhor vá no hospital, urgente, que ele está com um problema”. “E lá ia eu”, dizia o nosso Chico Berto. “Chegava ao hospital e via que era uma bobagem: uma mulher precisando de uma cesariana. Eu fazia o parto e vinha embora. Assim foram muitas mulheres que eu salvei”.(...) LEIA MAIS

LUCIANO BEZERRA - IP 189.81.100.130 <lucianocamposbezerra@hotmail.com >
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 10-Julho-2009 / 21:18:38
TOINHO DO BAR

Oriundo de Quitimbú, povoado localizado na divisa dos municípios de Iguaracy e Custódia, Antônio Gedeão Silva veio no final dos anos 60 para Afogados da Ingazeira, com intuito de estudar e ajudar o cunhado Geni,no bar localizado no sobrado da Praça Monsenhor Arruda Câmara. Com o tempo ganhou os nomes de Toinho de Geni, Toinho do Bar e Toinho da Moringa, os primeiros em função do cunhado que o recebeu e do bar que administrou com maestria e o último por força do empreendimento próprio na Praça Padre Carlos Cottart.

No lendário Ginásio Industrial fez parte da famosa turma de Boíba, época que o conheci ao chegar a Afogados, no ano de 1972. Desde então fui cliente assíduo do bar de Geni onde ao lado do amigo Dário consumi muito Jurubeba com pipoca.
Nos anos 90, quando passava por Afogados,sempre visitava Toinho na Moringa e ele ao me ver entrado no bar, servia uma dose do famoso vinho com a pipoca.(...) [LEIA MAIS]

Ademar Rafael Ferreira - IP 200.228.94.1 <aherasa@ig.com.br>
Maraba, PA Brasil - 10-Julho-2009 / 18:02:57
O João Paraibano (foto), este poeta extraordinário, já conceituado como o mais perfeito criador de evocações ao paisagismo sertanejo, tem uma passagem na sua vida que não é confortável ser lembrada. Entretanto, como se diz que das adversidades, não raras vezes, logramos algo de positivo, com o nosso poeta – João Paraibano - aconteceu assim. Em certa ocasião, o poeta contrariando sua índole pacífica, e impelido pelos efeitos etílicos, numa discussão mais acirrada, agrediu alguém de sua estima e, mesmo tendo sido um caso isolado em toda sua vida, o poeta foi detido. O nosso pássaro canoro foi ver “o sol nascer quadrado”. E como o poeta, segundo já se disse, quanto mais sofre mais produz, João Paraibano nos legou mais essa obra inigualável. Ao se ver “engaiolado”, inverteu a ordem processual e impetrou, diretamente ao Delegado, seu pedido de liberdade:

Habeas Poeta - João Paraibano

Dr. Eu sei que errei / Por dois fatos...
Dama e porre... / Por amor se mata e morre
Eu não morri, nem matei / Apenas prejudiquei
A um ambiente de classe / Depois de apanhar na face
Bati na flor do meu ramo / Me prenderam porque amo
Quanto mais, se odiasse!

Poeta mesmo ofendido / Ainda oferece afeto
Faz pena dormir no teto / Da morada do bandido

Se humilha, faz pedido / Ninguém escuta a voz sua
Sem ver o sol, nem a lua / Deixando o espaço aceso
Por que um poeta preso / Com tantos ladrões na rua?

Sei que não sou marginal / Mas, com ciúmes de alguém
Bebi pra fazer o bem / Terminei fazendo o mal

Eu tendo casa e quintal / Portão, cortina e janela
Deixei pra dormir na sela / Com a minha cabeça lesa
Só sabe a cruz quanto pesa / Quem tá carregando ela!

Poeta é um passarinho / Que quando está na cadeia
Sua pena fica feita / Sente saudades do ninho
Do calor do filhotinho / Da fonte da imensidade
Se come, deixa a metade / Da ração que o dono bota
Se canta, esquece uma nota / Da canção da liberdade

Dr. se eu perder meu nome / Não vejo mais quem me empreste
A minha mulher não veste / A minha filha não come
A minha fama se some / Para nunca mais voltar
Não querendo lhe comprar / Mas, humildemente, lhe peço
Se puder, rasgue o processo, / Deixe o poeta cantar!!

LUCIANO BEZERRA <lucianocamposbezerra@hotmail.com>
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 9-Julho-2009 / 6:17:16
Fiquei triste em não estar presente aos festejos do Centenário da minha querida terra Afogados. Mesmo de longe digo do meu orgulho de ser tua filha!Quanta saudade !Isa Martins------------a

[Nota do administrador do site: Isa é filha de saudoso Chico Bobina]

Isa Guimarães Martins - IP 189.70.32.242 <Iza-gumaraes@hotmail,com>
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 23:36:23
Há algum tempo criticamos a derrubada de todas as árvores ao derredor do prédio da Cúria Diocesana (antiga residência episcopal), por ocasião do refazimento da sua calçada, no final do ano passado.

No dia 3 de julho, 6 meses depois, quando descia, pela manhã, para uma caminhada, tive a grata satisfação ao ver um senhor realizando o replantio das mudas que irão recompor o meio-ambiente naquele local.

Devemos ter consciência de não agressão ao pulmão do mundo. Afinal, não vivemos sem oxigênio. Seis meses foi muito tempo, mas ficamos satisfeitos com as providências tomadas.

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 21:57:17
Ao visitar Afogados no seu centenário pude rever muitas pessoas queridas nas quais o tempo deixou suas marcas, assim como em mim. Essa poesia eu fiz no ano 2000 olhando minhas próprias fotos e agora dedico a todos esses conterrâneos com muito carinho.

O TEMPO PASSA

"Aos meus queridos conterrâneos e contemporâneos"

E eu que pensava que o tempo não passava
E sonhava como seria no porvir
Hoje ao ver a minha vida no espelho
Eu relembro o meu passado, começo a rir

Casarei? Terei filhos? Como será?
Trabalharei ou serei só um vagabundo?
Haverá paz? Haverá guerra? Assim pensava
No futuro, como será este meu mundo?

Alguns colegas já se foram outros chegaram
Algumas luzes se apagaram outras surgiram
Alguns amigos em plena luz se revelaram
Alguns falaram a verdade outros mentiram

Poucos amigos nesta estrada tão deserta
Muitas aves de rapina passam voando
Poucas palavras de proveito alardeadas
Muitas histórias de dor venho escutando

Muitos soberbos na derrota sendo humildes
Mas na vitória vi a soberba aparecer
Vi os humildes na derrota exaltados
E na vitória a humildade enaltecer

Segue o mundo com suas curvas tortuosas
Surpreendendo a quem por elas nunca andou
Muitos conhecem cada curva da estrada
Mas caem nelas como quem nunca passou

E eu que pensava que o tempo não passava
Passei por ele e já vou longe caminhando
Mas sei que nele ainda resta muita estrada
E muitas curvas no caminho me esperando.

Djalma Marques (Dija) - IP 189.1.22.131 <dmarques@cpqam.fiocruz.br>
Recife, PE Brasil - 8-Julho-2009 / 21:15:59
Caro Fernando: Com admirável maestria nosso amigo Zezé Moura analisou o fenômeno Michael Jackson, parabéns!

Gilberto Carvalho Moura - IP 189.115.85.46 <gcmouraadv@yahoo.com.br>
Curitiba, PR Brasil - 8-Julho-2009 / 13:47:08
MICHAEL JACKSON - MORRE O ÍDOLO

Nenhuma pessoa foi mais controversa nos meios da “Pop music” nos últimos 20 anos do que o Michael Jackson. Os jornais diários e comentários no Rádio e TV apresentam diferentes opiniões do homem menino que nunca amadureceu moralmente até o último dia de vida. A massa de jovens e não tão jovens continua trazendo flores e acendendo velas e derramando lágrimas, no Hollywood Blvd e em frente a sua residência, demonstrando sua dor pela morte do artista

Chegamos à America do Norte em junho de 1969, nos dias turbulentos da Guerra do Vietnã. Semanas depois fomos introduzidos a um menino dinamite de apenas dez anos de idade que aparecia nos shows de variedade na televisão, nos prendando com seu entusiasmo e vivacidade. Naquela época, ele aparecia com seus irmãos como parte do grupo “Jackson Five’. Ele em si, era um ato cativante e espetacular, pois era uma criança de dez anos apresentando-se como cantor líder do grupo. Era inegável sua qualidade artística bem precoce. À medida que crescia, adquiria qualidades e capacidades artísticas que o levariam ao cume da fama e da glória. A prova mais evidente está no fato de que seus fãs aumentaram em número e em idade, pois ele conseguiu cativar mais de duas gerações, tornando-se num ídolo. E isso é inegável.

[LEIA MAIS, clicando no link abaixo] 

Zezé de Moura
Rosemead - Califórnia, CA USA - 8-Julho-2009 / 8:49:45
NEM TUDO QUE É LÍCITO É HONESTO

Nesta terça-feira, dia 07, realizou-se a audiência da Ação de Indenização por danos materiais movida pelo Estado de Pernambuco contra o Sr. Luiz Gonzaga da Silva – conhecido por Luiz Odon. Como o próprio título sugere, esta Ação tem por objetivo compelir o réu – Luiz Odon – a ressarcir o Estado de Pernambuco pelos danos causados.

Vamos, aos fatos: quando o Luiz Odon era vereador, por várias e reiteradas vezes, denunciou o perigo iminente em que se constituía o trevo que dá acesso à cidade de Carnaíba. Nas suas diligências com o objetivo de sanar o problema, enviou Ofícios e solicitações ao DER-PE. Restaram em vão suas tentativas. Mas, Luiz Odon, que já perdeu um ente querido em acidente naquele trevo rodoviário, tomou a iniciativa e corrigiu um erro crasso de engenharia, eliminando um perigo iminente de colisão frontal de veículos naquele trecho. Foi o suficiente para as inoperantes autoridades responsáveis pela manutenção e conservação da rodovia, tomar a iniciativa de mover processo contra o Luiz Odon. E o réu – Luiz Odon – foi compelido a pagar indenização no valor de R$ 426,40 (quatrocentos e vinte e seis reais e quarenta centavos), acrescidos de custas processuais e honorários advocatícios à base de 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa.

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LUCIANO BEZERRA
Afogados da Ingazeira, PE Brasil - 7-Julho-2009 / 23:37:01
"LUIZ ODON NO BANCO DOS RÉUS - A ação de melhoria do trevo na PE 320 na saída de Afogados da Ingazeira para Carnaíba, orquestrada pelo vereador Luiz Odon em 2008 vai ser discutida em audiência no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano. Luiz Odon foi acionado pelo DER - Departamento de Estradas e Rodagem, que alegou dano ao patrimônio público pela atitude do vereador. À época, o Secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, ameaçou entrar com queixa crime contra o vereador.

O trecho da estrada era conhecido pelo número de acidentes causados pela falta de um contorno para quem vinha no sentido Afogados – Carnaíba, causando dúvidas sobre de quem era a preferência. Luiz Odon disse que já foi sinalizado o pagamento de uma multa de aproximadamente R$ 500,00. Se dizendo injustiçado, o atual Secretário de Agricultura já disse que não vai recorrer e deve pagar o que for estipulado para por uma pedra no assunto."
Do www.nilljunior.com.br

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 7-Julho-2009 / 9:05:08

Fernando Pires
Recife, PE Brasil - 6-Julho-2009 / 19:56:53
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